Digimon: Gênesis
2 Capitulo 1: A Reunião dos Celestiais
Uma reunião estava para acontecer dentro de alguns minutos no Palácio de Seraphimon. Ophanimon apertava o passo no longo corredor que dava pra Sala de Reuniões.
É um salão muito especial que somente os Quatro Celestiais podem adentrar neste espaço. Ophanimon parou na frente da porta e respirou fundo, pois acreditava estar atrasado, mas quando abriu a porta se surpreendeu, pois somente Lucemon estava presente. Lucemon era o mais jovem dos Quatro Celestiais, e talvez por isso Ophanimon tenha ficado surpresa. Lucemon apesar de sua aparência infantil, chamava a atenção devido a sua beleza invejável.
Tinha o cabelo loiro, olhos azuis e um pequeno par de asas na cabeça, acima das orelhas. Suas vestes são brancas, tem dois braceletes de ouro, um em cada pulso, assim como sua tornozeleiras também de ouro. tem marcas pelo corpo inteiro, mas ele não parece sentir vergonha delas, pois não faz muito esforço para escondê-las. De suas costas saiam dez longas asas brancas, o que era impressionante se você levar em conta seu tamanho. Para muitos era o mais belo Celestial, e seus irmão pareciam partilhar da mesma opinião, mas ignoravam o fato pois tal assunto era irrelevante, ainda mais na situação em que o Mundo Digital se encontrava no momento. Já Ophanimon tinha uma aparência feminina. Sua armadura era azul com uma cruz dourada na região onde seria o ventre. Essa armadura cobre quase todo o corpo, só fica de fora a barriga e dos joelhos para baixo. Por baixo da armadura, somente uma longa saia branca que vai até os tornozelos, e usa um par de sapatos azuis, da mesma cor da armadura. Tem menos asas que o Lucemon, mas em compensação, oito das asas são do mais puro ouro, enquanto o último par são de asas comuns. Ao todo são dez asas, mas o que mais chama a atenção são suas armas: Uma lança também de ouro, que tinha aquela aparência de lança medieval, e ela a carregava na mão direita. Na mão esquerda trazia o escudo da cor de sua armadura com bordas douradas, e um desenho de uma cabeça de unicórnio no centro. E por fim, um elmo com pelos vermelhos na parte de trás, com uma cruz dourada no centro, e que só deixava a vista seu lábios ( não era possível ver seus olhos), e seus cabelos longos e loiros, que escorriam até a parte de trás de seus joelhos. Ophanimon era magnifica e também a mais bem armada dos quatro.
– Onde estão Seraphimon e Cherubimon? — Eu não sei. Devem estar a caminho. _ Respondeu Lucemon, com um sorriso doce.
Mal Lucemon tinha dito essas palavras, e Cherubimon entra no salão. Ao contrário dos outros, este não tinha asas. Na verdade, ele nem parecia um anjo, se assemelhava mais a um coelho de dois metros e meio, realmente.
– Por que permitimos que tal personalidade infantil, ainda participe de nossas reuniões? _ Perguntou Cherubimon, claramente se referindo a Lucemon. — Cherubimon! Respeite seu irmão! — Deixe ele falar, Ophanimon... _ Disse Lucemon com um sorriso de triunfo de cabeça baixa. — Tais palavras não me surpreendem, vistas que saíram da boca de um animal.
Cherubimon se aproxima de Lucemon flutuando como lhe era de costume, com um olhar furioso. Ophanimon segura a mão dele, com receio deste agredir o jovem anjo, mas ao invés disso, somente rebateu as palavras de seu irmão:
– Só porque fui escolhido para representar a Tribo Fera, não se significa que eu seja um deles. — Pode até ser, mas você passa tanto tempo defendendo os direitos daquelas bestas, que ouso dizer que se considera um deles. — Mas respeito com o meu povo. Ou quer que aumentem as marcas que você tem pelo corpo? — Cherubimon! _ Exclamou Ophanimon, indignada. — Basta! _ Dessa vez era a voz de Seraphimon que acabara de entrar no salão.
Ceraphimon era o mais majestoso de todos os quatro. Seu poder imenso, em algumas partes do Mundo Digital é até considerado um deus, embora ele não se ache um. É o mais bem protegido, Visto que sua armadura cobre seu corpo inteiro, sem deixar uma parte se quer do corpo para fora. Sua armadura é prateada, mas tem vários detalhes azuis e dourados. Em seu peito há um simbolo em dourado que significa "Esperança", e um par de asas também pintado em dourado.
De suas costas saíam dez magnificas asas de ouro, reforçando ainda mais sua majestosidade. Para completar, um elmo azul com uma cruz dourada no meio, que cobria totalmente seu rosto. Ninguém jamais contemplou o rosto de Seraphimon, ou então olhou nos olhos de Ophanimon. Ninguém em todo o Mundo Digital foi considerado digno de realizar tal façanha...
– Todos sentados! _ Ordenou, Seraphimon.
Lucemon por já estar sentado, apenas permaneceu no lugar, enquanto os outros dois se sentaram em seus lugares sem dizer uma só palavra.
– Passamos mais tempo discutindo, do que tomando decis~es de fato! Isso tem que parar!
Todos ainda permaneciam no mais absoluto silêncio... — Me perdoem se fui muito ríspido com vocês, meus irmãos. Mas nosso mundo passa por momentos sombrios, e temo por ele.
Mais uma vez, somente a respiração dos três pode ser ouvida. Seraphimon deu um suspiro e prosseguiu: — Quem vai ser o Primeiro a tomar a palavra?
– Acho que deveria ser Cherubimon, Visto que foi ele que convocou essa reunião _ Respondeu Ophanimon. — De acordo. A palavra é sua, meu irmão. — Obrigado Seraphimon, e perdoe meu comportamento deplorável anterior, mas estou muito insatisfeito com a situação da Tribo Fera.
– Qual é o problema? — Precisamos de mais território.
Lucemon deu uma risada para dentro, e Cherubimon percebeu, Mas o ignorou e continuou falando: — Meu povo aumenta a cada dia, e precisamos nos estabelecer num espaço maior, com mais comida, mais água... No bosque onde vivemos não há comida para todos, e eu acredito que esta floresta onde nós estamos, seria o lugar ideal.
– E trazer os animais pra perto de nossos muros? Acho melhor não. _ Interrompeu Lucemon.
– Cale-se! Ninguém pediu sua opinião! _ Irritou-se Cherubimon. — Lucemon, aviso-lhe que se usar palavras agressivas novamente, mandarei você deixar este salão, fui claro? _ Perguntou Seraphimon com seriedade.
– Sim, me perdoe meu irmão. _ Respondeu o mesmo, baixando a cabeça. — Mas Lucemon está certo. Não posso arriscar a segurança do palácio trazendo sua tribo pra cá. — Você fala como se fôssemos um bando de monstros irracionais! Só precisamos de um local com mais recursos! Temo que minha tribo organize uma revolta, e que eu não possa fazer nada. — Pois controle-os, então! Que tipo de líder você é?! — Um que volta os olhos para o povo, ao invés de se preocupar com um palácio de cristal! — Não vou permitir que fale assim comigo! _ Esbravejou Seraphimon, Batendo com suas mão na mesa, e ficando de pé. — Seraphimon, querido, calma... _ Interrompeu Ophanimon, tentando acalmar os ânimos. — Vamos conversar ok? — NÃO! _ Exclamou Seraphimon. — Já tomei minha decisão, a Tribo Fera fica onde está!
Ninguém disse uma só palavra.
– Essa reunião acabou... _ Disse Seraphimon, enquanto deixava o salão.
Ophanimon já ia se levantando quando Cherubimon segurou sua mão: — Fale com ele. Ele sempre escuta você.
Disse isso sem nem mesmo levantar os olhos. Cherubimon soltou sua mão e ela deixou o salão em silêncio.
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