Digimon Adventure 3.0: Luz Vs Trevas
39 KingEtemon, o Rei dos Reis
Notas iniciais
CAPÍTULO 039

CONTINENTE SERVIDOR
As crianças tiveram uma viagem caótica pelo portal e caíram na parte mais quente do Servidor. Era um local seco e com a temperatura beirando os 36 graus.
— Parece que não há uma nuvem no céu. Será que aqui é algum deserto da Terra? — questionou Rosemary já passando mal com o calor.
— Não me parece que voltamos. A gente ainda está no Digimundo — respondeu Ruan.
Rosemary, Jin e Ruan sofriam com o calor. Mia, Paulo e Lúcia ficaram tranquilos.
— Parece que é a vez dos digiescolhidos tropicais darem a revanche — Mia não demonstrou desconforto.
Gekomon explicou que estavam na área do deserto. Domínio do Lorde KingEtemon.
— Que sorte a nossa pegarmos o mais odioso deles primeiro — Paulo.
Jin se preparou para verificar o local exato em que estavam. O seu tablet estava preparando um download de um arquivo dado por Gennai sobre o Continente Servidor.
— Estamos a leste do Deserto Hardware. Se formos a oeste, chegaremos a um local que parece ruinas antigas. Pode haver algum local para nos abrigarmos.
— A distância? — indagou Paulo.
— Uns 30 quilômetros.
A resposta de Jin desanimou os demais. Era muito distante, sobretudo quando não tinham água para beber.
— Bem, não podemos ficar parados torrando no Sol — falou Mia tomando a dianteira na árdua caminhada.
...
PRÉDIO DAS TREVAS
O sistema de localização do prédio captou a presença dos digiescolhidos e mostrou em tempo real a localização deles.
— Parece que os digiescolhidos fizeram uma viagem para bem longe. Aqui no mapa e no televisor mostra que eles foram parar no grande deserto de Servidor, perto das ruinas antigas — disse Lilithmon enquanto observava tudo pelos televisores do laboratório principal. Ela estava acompanhada com os demais lordes, visto que a sala era grande o suficiente para caber todos.
— Fufufufufu quer dizer que os pestinhas estão no deserto? Que dloga, não é a minha vez, tenho azar mesmo — disse KingChessmon sentado no sofá.
— Todos vocês sabem que o Deserto Hardware está sob os meus domínios incluindo as antigas ruínas. Agora o que eu devo fazer é reunir minhas tropas e caçar os digiescolhidos. Com certeza as vidas deles estão aqui na palma de minha mão. Eles foram muito infelizes por terem chegado à minha área. Eles conhecerão quem sou eu, o rei mais poderoso desse digimundo — disse KingEtemon se vangloriando loucamente.
...
Dynasmon, ainda muito machucado, conseguiu se levantar com esforço. Ele estava com o braço quebrado, pernas e praticamente o corpo todo trêmulo devido que não se acostumara ficar muito tempo na forma de digimon. Ele foi caminhando cuidadosamente e num ritmo vagaroso. Alguns digimons selvagens que estavam no caminho se escondiam com medo. O Cavaleiro Real viu algo na sua frente que o animou muito. Era um paredão na encosta de uma montanha, o digimon foi na direção desse paredão, mas como não aguentou carregar tanto peso das asas, caiu novamente.
— Droga eu tô tão ferido que... não consigo nem... ficar em pé. Ai... não dá mesmo. Falta alguns metros pra chegar em minha... base secreta... Aiko cadê você que me abandonou? — ficou deitado ali por um tempo.
Márcia era atacada por um Numemon que queria se casar com ela, pois a achou linda. A mãe de Paulo chamou a atenção desse Numemon, mas sempre negava as cantadas do digimon verde.
— Por que não quer namorar comigo? — perguntou o digimon lesma.
— Ainda pergunta? Você é uma lesma verde com uns dentes enormes, uma língua enorme, não tem higiene alguma. Se fosse assim um digimon guerreiro bem bonitão, humanóide, quem sabe eu aceitava a sua oferta. Agora cai fora daqui antes que eu te pise — Márcia praticamente corria do digimon até chegar próxima a um paredão de rocha duma montanha, coincidentemente. O Numemon a deixou em paz e praticamente fugiu dali.
— Nossa, gente, até um minuto atrás ele não largava do meu pé. Agora vai embora assim? Não entendo mesmo os digimons. Puxa, acho que andei uns trinta quilometros ou mais — ela sentou numa pedra proximo a uma árvore. Márcia ficou um tempo descansando até perceber uma presença. Ela via que alguns metros dali algo se mexia próximo a alguns arbustos. Ela se aproximou um pouco e pode ver um digimon. O maior susto dela foi ver o mesmo digimon que havia visto, agora deitado no chão. — Pelos céus! É aquele mesmo digimon que vi voando ontem! Incrível, será que está morto? — a mulher se aproximou e logo se afastou quando viu que o digimon se mexia — É melhor sair daqui antes que ele acorde...
— Me... ajude. Me... ajude...
Márcia parou e ficou pensando no que fazer. Se o digimon ali for perigoso demais?
— Ele está me pedindo ajuda. Nossa, ele está muito ferido. Muito é pouco. O coitado foi massacrado. Ei, ei você. Acorde — ela tentava acordar o digimon até conseguir — você está bem? O que devo fazer?
— A... base secreta... logo ali — ele apontava para o paredão de rocha logo a sua frente. Márcia não entendeu muito, mas mesmo assim foi.
— Base secreta? Onde tem essa base secreta? — ela tateava a parede numa tentativa de buscar algo parecido um botão para abrir uma possível entrada. — Realmente não tem nada aqui... Ai!!! — ela tocou numa parte em que a parede era holográfica — incrível, é um holograma de uma parede. Aqui deve ser a base secreta que ele falou.
Márcia entrou nessa base e se surpreendeu com o que acabava de ver. Dentro dela tinha muitas coisas que existia numa casa comum. Havia um grande tapete cobrindo o chão da caverna, um sofá simples com alguns armários e ainda tinha dois quartos, provavelmente era um lugar emergencial para Ray e seu irmão. Ela ficou boba e olhou todo o lugar, viu que era espaçoso. Daí olhou pra entrada e viu o digimon na entrada.
— Ei você está muito ferido, não pode ficar andando desse jeito!
— Estou bem, não precisa se preocupar... tanto assim. Agora que achei a base, pode ir se quiser. Eu ficarei... aqui... até melhorar — disse o digimon sentando no chão.
— Olha, eu sei que é uma loucura isso, mas não posso te deixar morrer aqui. Seu braço está quebrado, dá pra perceber. Como farei para curá-lo? — perguntou Márcia já nem se importando com o fato de conversar com um digimon.
— Ali no... armário. Existe uma erva medicinal... capaz de... curar fraturas. É só pegar no pote amarelo, é fácil de encontrar.
— Pote amarelo... achei! Aqui diz que precisa fazer um chá. Vou até a cozinha. Caramba, aqui tem de tudo, como conseguiu essas coisas? — ela perguntava em vão já que Dynasmon não a respondia Alguns minutos depois... — Toma, bebe tudo. Ah, bebe com isso. É um analgésico — ela pegou um comprimido que estava na sacola que havia trazido. Ele bebeu e tomou o analgésico. — Permita-me fazer curativos em você? É que trouxe aqui comigo alguns itens de primeiro-socorros e vi que precisa de cuidados...
— Pode sim...
Márcia fez curativos no outro e fez uma espécie de tipoia no braço esquerdo dele. Dynasmon olhou para a mulher e agora que percebeu que era muito bonita. Loira, olhos azuis, pele branquinha. Sentiu até certa vergonha, mas agradeceu.
— Muito... obrigado por me ajudar...
— Não me agradeça, faço isso porque me importo muito com os outros e vi que precisava de ajuda. Agora sim melhorou muito. Não sei como aguenta carregar essas asas e ainda está nessa armadura. Mas isso não importa agora. Na verdade, eu queria te pedir pra mim ficar um tempo aqui, se importa? É porque não faço ideia aonde vou.
— Ficar aqui? — ele começou a corar — Ma-mas eu...
— Olha é o seguinte, eu fico aqui e em troca faço as coisas pra você, já que ainda está muito debilitado. Ok?
Caramba ela já é decidida, nem me conhece e já vai entrando assim no lugar dos outros, mas por outro lado será até bom a presença dela — Pensou.
— Sim pode ficar até eu melhorar.
— Oba. Prometo que fico até você melhorar. Depois vou embora, cavaleiro.
O que o futuro esperava para Márcia no Digimundo?
...
Com a sensação térmica beirando os 40° centígrados, o deserto, domínio de KingEtemon, era a pior região possível para começar a nova jornada contra os lordes. O sol era de rachar a cabeça e o céu azul sem nenhuma nuvem.
Rosemary, Gekomon e Palmon sentaram na areia quente e pediram por água.
— Temos que fazer alguma coisa. Caminhamos apenas dez quilômetros — Jin tirou a camisa e a amarrou na cintura, ficando nu da cintura para cima.
— Será que existe algum lençol freático em baixo da areia? — perguntou Paulo.
Hagurumon se ofereceu para descobrir se tinha algo abaixo deles. Ruan pediu esse favor. Então a engrenagem evoluiu para Andromon e usou seus cabos no solo para verificar alguma informação.
— Sinto a presença de corrente líquida — falou Andromon.
Paulo avisou a todos que iniciassem uma escavação. Então todos os digimons, exceto Lucemon, evoluíram e ajudaram a cavar um poço. A areia cada vez mais úmida à medida que cavavam. Até que a água jorrou com força.
— Até que enfim... — Rose correu até a água.
Todos beberam e se molharam. Os seus corpos ficaram hidratados e refrescados. Isso ajudou-os a continuarem o caminho com mais tranquilidade. Vinte quilômetros caminhando, passando pelas dunas, até chegarem numa área onde existiam muitas ruínas antigas que pareciam egípcias. Esconderam-se numa dessas ruínas até acharem um lugar mais seguro.
— Não acredito que estamos passando por isso. Nós perdemos todas as lutas com os lordes. Eles eram digimons extremos, não é? O único que poderia destruí-los era o Lucemon e não fez nada. Escuta aqui Lucemon, por que não ajudou, hein? — Ruan se descontrolou e descontou no digimon de Lúcia. Ele o pegou pela gola da camisa que o outro usava.
— E-eu... me desculpa, mas detesto lutas. Se ainda não notou estou na forma humana — disse o loiro.
— Deixa ele, Ruan, o Lucemon não tem culpa. E você não tem direito de tratar ele assim , pois não é seu parceiro e sim da minha irmã — falou Paulo ao segurar o antebraço do espanhol.
Ruan se afastou.
— O Paulo tem razão, ninguém tem culpa. Já deu pra perceber que eles são bem diferentes de todos que enfrentamos. Agora precisamos armar um plano para derrotarmos os lordes — falou Mia ainda observado as paredes da ruína.
Rose escorou na parede e sentou com as duas mãos no rosto. A menina parecia chorar por algo
— O que foi, Rose? Por que está tão triste assim? — perguntou Palmon na tentativa de ajudar.
— Ai Palmon, eu fiquei triste quando soube que nossos pais foram sequestrados. Fui muito injusta com eles. A última vez que os vi foi quando senti raiva e pedi para eles sumirem — respondeu a garota.
— Não fique preocupada com eles. Nós os salvaremos das garras dos inimigos — disse a digimon.
Os demais digiescolhidos também ficaram triste, exceto Jin. Mas Paulo era o único que não se deixou abater e prometeu que venceriam os lordes e salvariam os seus pais.
— Emma... — sussurrou Mia.
Eles ficaram um bom tempo nessas ruínas como abrigo do sol escaldante. O deserto era muito quente ao dia, beirando os 40 graus de sensação térmica; e frio à noite com mais ou menos 10 graus. As ruínas eram uma proteção contra essas hostilidades naturais, com vários cômodos de pedras, aliás o lugar todo era de pedra.
— Essas imagens gravadas nas paredes parece ser de algo no passado — falou Jin ao tocar a parede. — Nashi me falou que o lai dele é arqueólogo. Por isso, tenho quase certeza de que ele entenderia essas imagens.
A imagem era do Apocalymon e da parede de fogo.
Longe dali, KingEtemon ia no encalço dos digiescolhidos com vários DarkTyranomons e sempre ia montado num Mammothmon. O rei já sabia onde as crianças estavam e não perdeu tempo em ir à caça.
— Graças ao Drimogemon, achei os pestinhas. Vamos, seus inúteis, mais rápido. Vamos, VAMOS!!! VAMOS!! Vocês têm que agradecer por estarem me servindo. — e foi ao encontro dos garotos.
O Drimogemon capanga de KingEtemon resolveu atacar os digiescolhidos nas ruínas. Eles acordaram com o barulho, pois já era noite. Eles sairam para ver e se depararam com o digimon furadeira.
— Hã? Quem é esse digimon? — perguntou Rose.
— É Drimogemon, um digimon que causa tremores — disse Mushmon.

DIGIMON: DRIMOGEMON
ATRIBUTO: VÍRUS
NÍVEL: ADULTO
NPD: 14.000
DESCRIÇÃO: UM DOS CAPANGAS DE KING ETEMON. CAUSA MUITOS TREMORES COM A SUA FURADEIRA.
— Hehehehe digiescolhidos não vão fugir de mim. Fiquem aí e aguardem a chegada do mestre KingEtemon — disse o digimau.
— Nem pensar. Todos ataquem ele — disse o líder.
— Noite de fogo.
— Hera venenosa.
— Choque elétrico — os três ataques atingiram o digimau, mas não fizeram muito efeito.
— Nem me fez cócegas. Furadeira! — o digimau foi pra cima das crianças.
— Corram! — bradou Paulo. Todos correram do digimau até que Ruan parou e resolveu lutar.
— Não fugirei feito covarde — disse o espanhol.
— Hagurumon digivolve para... Guardromon. Granada de Destruição! — o ataque atingiu em cheio o digimon furador, este caiu com o ataque.
— Droga, mas eu não desisto tão facilmente... o que? Quem é você? — de repente apareceu uma pessoa parecido com um homem com uma roupa azul e uma bengala. Ele golpeou o Drimogemon com sua bengala e conseguiu derrubá-lo com apenas um golpe.
— Venham, crianças, eu sei onde tem um esconderijo — assim eles foram com o sujeito estranho.
Drimogemon acordou e viu que os digiescolhidos não estavam mais nas ruínas então ficou com medo. Ficou mais temeroso ainda quando viu seu mestre vindo com sua tropa de dinossauros.
Pouco depois...
— Hahahahaha é isso aí. Estou muito feliz em vê-lo, Drimogemon. Feliz por você ter encurralado os pirralhos hehehehe. Agora onde estão?
— M-mestre s-sabe o que aconteceu... ér... eles fu-fugira...
— Não ouvi direito. Diga novamente essa frase — o digimau já se irritou.
— Eles f-fugiram mestre...
— O QUE?!!!! SEU INÚTIL!!! VOCÊ É UM INÚTIL, UM INCOMPETENTE, UM VERME, UM INSETO, UM IMBECIL QUE NÃO SERVE PRA SEGURAR OS FRACOTES DAQUELES DIGIESCOLHIDOS!!! SABE O QUE FAÇO COM UM VERME QUANDO VEJO UM?
— V-vai me destruir? — perguntou já sem esperança
— Adivinhou — o rei destruiu seu servo ali mesmo — vamos todos voltar para a pirâmide, estou muito cansado e chateado. Vamos, seus vermes!!! — assim foi para a sua base central.
Enquanto isso as crianças foram para uma caverna que servia de esconderijo contra os ataques de KingEtemon.
— Olha, nós queremos te agradecer pelo que fez, mas precisamos saber quem é você realmente. — disse Paulo.
— Na verdade eu sou um digimon. Podem me chamar de Mummymon.
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