Digimon Adventure 3.0: Luz Vs Trevas
55 Beelzebumon guarda um segredo!
Notas iniciais
CAPÍTULO 055

Vikemon retornou ao castelo e mandou os Icemons levarem Mia ao calabouço enquanto iniciava a preparação para o casamento. A menina foi jogada na cela e viu Jijimon já descongelado e acorrentado.
— Senhor Jijimon, que bom vê-lo bem — disse ela o abraçando.
— Menina, desculpe por não protegê-la adequadamente. O fato é que não tenho poder suficiente para competir com o Vikemon.
— Temos que fugir dessa prisão. Se ao menos eu me comunicasse com os outros. Eles devem estar lutando contra o IceDevimon.
— Você precisa fugir o quanto antes desta prisão. Senão o monstro fará algo horrível contigo. Ele é obcecado por querer se casar com uma humana.
A digiescolhida fez cara de nojo. Um monstro como aquele jamais teria chance com qualquer mulher.
— Ele vai fazer o que comigo?
— Provavelmente ele quer uma reprodutora para ter filhos híbridos.
Mia espantou-se ao ouvir aquilo. Nunca imaginaria que um digimon pudesse fazer uma crueldade daquela. Ele não era somente louco, como também doente da cabeça.
— Ele não percebe que sou uma criança?
Jijimon balançou a cabeça negativamente e avisou que ele fazia aquilo por pura maldade. Era provavelmente o mais psicótico dos lordes.
Vikemon sentou no trono e mandou seus servos fazer os preparativos para a festa de casamento dele e da sua princesa que ele tanto quis. Não via a hora em por as mãos na garota.
Os Icemons e Yukidarumons correram e foram atrás de enfeitar o castelo com flores.
Enquanto isso no calabouço...
— Senhor Jijimon, o senhor precisa se soltar daqui. Vamos logo — disse Mia tentando soltá-lo das correntes.
— Eu não consigo. Eu estou muito fraco e sem forças para me soltar. Também estou sem o meu cajado.— disse o digimon.
— Temos que achar um jeito de sair daqui. Porque eu não vou casar com um digimon feio e criminoso. Por que ele não pega a Lotusmon ou a Lilithmon?
Jijimon viu o esforço da menina em puxar as barras da prisão. Ele também tentou quebrar as correntes.
...
Enquanto Mia pensava num plano de fuga, que por sinal será impossível, as outras crianças lutavam contra o IceDevimon.
Pidmon e Icedevimon lutavam numa rivalidade sem tamanho. O digimon anjo atacava com seu bastão, mas o outro se esquivava dos ataques.
— Garras Congelantes — IceDevimon ataca com suas garras. Pidmon defendia-se com seu bastão.
— Droga, estamos perdendo tempo com esse digimon aí. Impmon, você tem que fazer algo. Por favor vai ajudar o Pidmon a derrotá-lo.
— Sim, Paulo. Impmon digivolve para... IceDevimon! O QUE?!!!
— Hã?! Você ficou parecido com o IceDevimon! — disse Paulo sem entender nada.
— Como pode ele ficar igual a mim? — disse IceDevimon(mau) também sem entender.
— Aff eu fiquei horroroso demais.— disse IceDevimon(bom) — nem quero mais lutar. Estou muito deprimido.
— Calem-se todos. Mesmo que vocês tenham digievoluído, eu os destruirei, todos — disse o digimau. — Tempestade Glacial!
— Pena de Fogo! — o ataque de Pidmon destrói as estacas de gelo do outro.
— Você vai ver o que é bom — IceDevimon deu um chute no outro fazendo-o cair na neve. Depois tentou acertá-lo com suas garras, mas o anjo conseguiu sair a tempo.
— O quê? — o digimau prendeu o braço na neve.
— Você vai pagar caro por isso. Tornado de Apollo! — O poderoso tornado de fogo acerta em cheio o outro, destruindo-o. O fogo derrotou o gelo.
— Isso, Pidmon. Venceu — disse Lúcia.
— Vamos, IceDevimon, anime-se. Agora você é o único por aqui — disse Paulo.
— Eu queria digivolver pra Beelzebumon, mas fiquei na minha forma adulta alternativa.
— Quem disse que você ficou feio. Tá maneiro assim também. Agora eu pensei num plano para invadirmos o castelo de Vikemon — Paulo.
A ideia era simples. O IceDevimon de Paulo ia para o castelo fingindo que era o general de Vikemon. Assim ele se infiltraria no castelo e salvava Mia e Jijimon.
— Não vem conosco, dona Babamon? — perguntou Pidmon.
— Ficarei aqui e esperarei. Boa sorte.
— Dona Babamon, por favor, fique de olho na Lúcia.
— Mas Paulo, eu vou junto!
— Não. É muito perigoso. E Lucas está como Pidmon. Ele vai ser útil.
— Então eu sou inutil?
Paulo se aproximou da irmã e a abraçou. Disse que, como irmão mais velho, estava preocupado demais com a integridade dela.
— Por favor compreenda.
A velha prometeu cuidar de Lúcia e esperou a partida dos digiescolhidos.
— Dona Babamon. Aonde vai?
— Menina Lúcia. Sabe aquela bruxa que prendeu vocês por três dias? Ela já foi a minha aprendiz nas artes mágicas. Claro que não naquela forma, mas como Ghostmon.
Elas caminharam pela direção em que Witchmon caiu. Chegaram ao local em que a bruxa estava. Dessa vez era um Ghostmon.
— É ela?
— Sim. Parece que a pancada do Vikemon fez ela perder os dados de Witchmon. A sorte é que não foi destruída.
Lúcia sentiu pena de Ghostmon e pediu que Babamon a levasse. A anciã observou a sua ex-aluna.
— Você não aprende mesmo. Devia deixá-la aqui. Por que eu tenho o coração tão mole? — A pedido de Lúcia, ela pegou o digimon desmaiado.
O IceDevimon/Impmon sobrevoou o local e viu o castelo de gelo de Vikemon de longe. O digimon foi pra lá e viu que para entrar era necessário passar por uma passarela que ligava o rochedo ao resto do continente. A entrada era protegida por alguns Yukidarumons.
— É o chefe IceDevimon.
Os soldados deixaram o digimon passar sem nenhuma dificuldade. O disfarce era perfeito.
...
MagnaAngemon descansava dentro da bolha enquanto aguardava os dias se passarem. Ele permanecia sentado em posição de meditação enquanto aguardava pacientemente o momento em que a torre negra seria concluída.
Lilithmon deixou o seu próximo plano diabólico bem explícito para Lotusmon. Usar uma cópia da sua semente das trevas para manipular um digimon de um digiescolhido.
— Ela saiu do prédio — disse BlackWargreymon.
— Até agora tudo esta saindo como o milorde planejou — falou ChaosPiedmon.
— E pensar que o sonhado plano do milorde está para se concretizar. Temos mais um dia para a torre negra estar completa — concluiu ChaosDukemon.
...
Lúcia segurou em Babamon e ambas viajaram de volta voando sobre a vassoura. Por fim, chegaram à vila.
— Bem-vindas de volta. Ué? Cadê o Papai Noel? — perguntou Yukidarumon.
— Ele foi sequestrado pelo Vikemon — respondeu Babamon.
Agumon perguntou quem estava nos braço da anciã. Ela explicou que era Ghostmon desmaiado. Entrou e pôs o digimon criança deitado sobre o sofá.
— Parece bem machucado — falou Lúcia enquanto ficava sentada no chão perto do sofá.
Babamon reconheceu que Lúcia era uma boa pessoa que via apenas o lado bons das coisas. Era uma qualidade, e também uma fraqueza.
— Senhora, o chefe...
— Calma, Agumon. Tenho certeza que os digiescolhidos vão salvá-lo.
Yukidarumon chorava de tristeza após saber do sequestro do seu ídolo. Mas Lúcia se aproximou dele e o acalmou. O boneco de neve agradeceu e afirmou que Lucemon tinha muita sorte por ter a menina como parceira.
— Se eu pudesse, teria ido ao castelo salvar o Santa Jiji com as minhas próprias mãos.
— Eu te entendo. Eu queria ir, mas o meu maninho não deixou. Me senti sem utilidade.
— Mas vai ele está certo. Ouvi falar desse castelo. Dizem que é muito perigoso.
Lúcia parecia desanimada. Yukidarumon pediu a menina que emprestasse as botas para fazer um patins. Ela deu os calçados ao digimon. Yukidarumon usou o seu poder para formar uma lâmina de gelo em baixo da bota.
— Sabe patinar?
— Não.
— Venha. Eu te ensino.
Ghostmon acordou e viu Babamon à sua frente. A fantasminha logo deu um pulo e ficou flutuando na sala. Era a primeira vez depois de tanto tempo que via a sua ex-mestra.
— Eu tenho que sair.
— E vai pra onde? Por acaso pensa em voltar para a floresta? Ou vai ao castelo pedir mais energia ao Vikemon? Lembra que ele quase te matou.
Ghostmon sorriu e afirmou que o que acontecia com ela não era da conta da velha.
— Parece que o seu coração ainda é mole, velha carcomida.
— Não fala assim com ela. Chama Nen...
— Espere, Agumon! Ela precisa saber que eu a deixaria morrer naquela neve. Não sou uma benfeitora ou algo do tipo. Agora agradeça àquela mocinha que está lá fora. Ela que me pediu para te salvar. A mesma que você atacou junto com os outros digiescolhidos.
— Silêncio, velha!
Ghostmon atravessou a porta e fugiu dali.
Lúcia viu a digimon partir.
— Eu falei que ela tinha o temperamento mais irritante possível. Não adiantou nada salvá-la.
— Mas eu fiz a minha parte. Dona Babamon, eu acredito que até os digimaus conseguem se arrepender.
A menina falava por experiência própria. Lucemon era mau antes de ser o seu parceiro.
Ghostmon se irritou por ter sido salva por uma humana. Sentiu a humilhação. O que ela faria?
...
Pidmon encontrou o cajado de Jijimon. Ele levou consigo para entregar ao velho. Paulo e Betamon foram juntos com ele para o castelo. Os três chegaram próximos à base do lorde das trevas e aguardaram o sinal de IceDevimon.
— Só mais um pouco, parceiro — disse Paulo escondido, deitado na neve.
IceDevimon adentrou. O interior era muito parecido com o interior de um castelo medieval, com blocos de pedra preta, deixando o ambiente interno mais aconchegante. Um grande corredor extenso levava até o salão de Vikemon. Outros caminhos criavam uma bifurcação. Usando toda a sua sutileza e sua frieza, ele se aproximou dos guardas e usou hipnose para fazê-los dormir.
O brasileiro observou o seu digivice e viu o pontinho do digivice da Mia piscar. Quem estava com o aparelho era IceDevimon. A voz do parceiro surgiu.
— Entrei. Coloquei os guardas da entrada para dormir.
— Ótimo. Vamos — disse Paulo.
Paulo, Pidmon e Betamon correram pelo permafrost e passaram pela ponte natural do rochedo. A passagem tinha se estreitava até uns cinco metros de largura e dois de espessura.
— É muito alto — falou Betamon ao ver a profundidade de pelo menos uns cem metros.
— Vem logo, Betamon — Paulo apressou.
O trio encontrou os soldados deitados ao longo do caminho. O grande portão de ferro aberto. Entraram no castelo sem chamar atenção. Os quatro agora tinham a missão de salvar os amigos, sobretudo a Mia das garras do pérfido tarado Vikemon.
O ambiente dentro do castelo era sinistro e mais parecia uma catedral medieval. Não havia inimigos por perto. Provavelmente Vikemon não possuía tantos soldados.
— Isso me lembra o Campo Software — disse Paulo ao ver o caminho se dividir e V. — Não há nada que diferencie um caminho do outro.
Betamon sentiu a presença de digimons pelo lado direito e saiu em disparada. Paulo pedia para ele ser mais discreto. Seria perigoso uma batalha no território do lorde antes de salvar Mia e Jijimon.
O caminho da direita dava até ao calabouço. Um extenso corredor com paredes brancas devido ao gelo. O lugar era vigiado por alguns Icemons que iam e vinham.
— Nossa, eles são muitos. Como passaremos? — disse Paulo.
Pidmon não tomou conhecimento e surgiu diante dos soldados. Os Icemons correram, porém foram derrotados pelo anjo. Outros Yukidarumons atacaram.
— Betamon digivolve para... Seadramon!
Seadramon soltou uma descarga elétrica nos bonecos de neve e os derrotou.
— Foi bem fácil — falou Paulo.
Mas o progresso dos heróis parou na hora em que Daipenmon surgiu diante deles. O pinguim era maior até que o Seadramon. Ele segurava dois picolés como arma.
— Deve ser o Daipenmon que foi sequestrado pelo Vikemon — disse o menino.
O pinguim tinha uma cara de lerdo. Mas seus olhos não estavam normais. Estavam avermelhados como de um demônio.
DIGIMON: DAIPENMON
ATRIBUTO: DADOS
NÍVEL: PERFEITO
NPD: 91.000
DESCRIÇÃO: DIGIMON PINGUIM GIGANTE QUE POSSUI PODERES SOBRE O GELO. TEM DOIS BLOCOS DE GELO EM SUAS MÃOS. DA DIREITA É AZUL, DA ESQUERDA É VERMELHO
Tanto Pidmon quanto Seadramon se uniram na luta contra Daipenmon. O anjo soltou penas de fogo e a serpente soltou eletricidade. Mas Daipenmon aguentou como uma rocha e ainda contra-atacou, girando o corpo como um pião e batendo com os seus picolés tanto em Seadramon quanto em Pidmon.
— Essa não. Ele é forte demais — Paulo apenas assistia. Pensou no seu parceiro.
Um Icemon passava pela entrada do castelo quando percebeu os seus colegas demaiados. Todos eles.
— Mestre Vikemon! Mestre Vikemon!
Icemon entrou no salão. O recinto já enfeitado para a cerimônia.
— O que houve? Por que grita?
— Mestre Vikemon, os Yukidarumons que guardavam a entrada foram derrotados. Alguém os desmaiou — disse o servo.
Vikemon arregalou os olhos.
— O QUÊ?! Como isso aconteceu?
— Não sei como, mas eu cheguei na entrada do castelo e mais de vinte guardas estavam no chão.
— O QUÊ?!!! COMO ISSO ACONTECEU?!!!
— N-não sei, mestre...
O vilão perguntou se IceDevimon havia voltado, e um guarda havia dito que sim. Vikemon não entendeu por que o seu comandante não estava prestando contas no salão do trono.
— Os digiescolhidos devem ter eliminado IceDevimon. Merda! Eu saí sem destruí-los. Mas não podia ficar muito tempo fora do castelo por causa do meu jinx. Agora entendo. Eles querem salvar a minha noiva. NÃO POSSO PERMITIR ISSO!!!
Vikemon se levantou do trono e correu na direção do calabouço.
IceDevimon desceu ao calabouço e hipnotizou os Icemons. O caminho estava livre. Ele chegou até a cela de Mia e Jijimon.
— Ahh! — gritou ela.
— Sou eu — IceDevimon voltou a ser Impmon.
— Como assim você virou o IceDevimon?
— Isso é uma longa história. Não dá tempo de explicar agora. Afasta.
Impmon utilizou seus poderes mentais para romper as correntes de Jijimon. Depois ele tentou abrir a cela.
Um estrondo. A parede ao lado explodiu. Daipenmon surgiu diante de Impmon.
— O que diabos é isso? — indagou o digimon roxo.
Jijimon praticamente gritou da cela e avisou que era Daipenmon. O velho pediu para ele parar de atacar os digiescolhidos, porém as palavras do idoso não surtiam efeito.
Seadramon congelou o chão sob os pés do pinguim. Ele escorregou e caiu.
Paulo surgiu em seguida.
— Mia! Impmon! Velho da cara de taturana!
— Eu te pego, moleque desgraçado!!
O brasileiro entregou o brasão de Lúcia para Pidmon e pediu que ele apontasse para Daipenmon. O anjo o fez. A luz passou pelo corpo do pinguim. Uma sombra saiu e foi destruída. As trevas que o dominava acabou.
— Conseguimos — comemorou Paulo.
O pinguim abriu os olhos (eram azuis) e logo viu Jijimon preso. Correu e arrancou a cela de uma só vez.
— Meu querido Daipenmon. Não chore — Jijimon acalmava o outro.
Parecia que um final feliz se encaminhava. Porém, o lorde da região ainda não foi derrotado.
— Até que enfim vocês vieram. Pensei que viraria esposa daquela criatura nojenta. Só de pensar no bafo dele já me dá ânsia.
— Mia, que bom que você está solta. Eu fiquei triste quando aquele monstro a levou — disse Betamon pulando nos braços dela e chorando.
— Meu querido, eu senti saudades do meu anfíbio mais lindo do mundo. Agora precisamos unir forças contra Vikemon. Ainda estou furiosa com ele.
Jijimon e Daipenmon agradeceram.
— Muito obrigado por poupar a vida de Daipenmon, digiescolhidos. Agora precisamos sair deste lugar o quanto antes. Vikemon já deve estar sabendo da invasão no castelo. Vamos — disse o ancião.
A corrida contra o tempo era para sair dali antes que Vikemon surgisse. A ideia era tirá-lo do castelo e lutar no lado de fora. Então o grupo correu. Os digimons enfrentaram alguns soldados no caminho, mas sem nenhum problema. Quando chegaram a poucos metros da saída do castelo, uma explosão repentina aconteceu na frente deles. Era Vikemon. O grande digimon os localizou e quis enfrentar pessoalmente os seus inimigos.
— Digiescolhidos, o que pensam que estão fazendo? Roubando a minha princesa? Que ato mais perverso o de vocês. Privarem-me da minha felicidade com ela.
— Olha só quem fala de perversidade. Nós, os digiescolhidos, vamos destruí-lo assim como destruímos os outros lordes anteriores a você — disse Paulo já com ciúme daquele papo do vilão.
— Não me façam rir. Eu sou o imperador do Ártico. Nenhum inimigo meu sobreviveu pra contar história — Vikemon se armou com as suas duas armas pontudas.
O primeiro a enfrentar o vilão foi Daipenmon. O pinguim usou os seus picolés para esmagar o monstro viking.
— Saia da minha frente, seu inútil! — Vikemon deu um soco tão forte que destruiu o gelo de Daipenmon e atingiu o seu corpo. O pinguim caiu do lado de fora.
— Quanta força bruta! — Paulo.
— Maldito! Eu serei o seu adversário. Lute contra mim — Jijimon já estava armado.
— Mas senhor Jijimon, ele é muito forte. Não dá para lutar contra ele — Mia tentou persuadir o velho.
— Eu também estou na fase extrema. Consigo lutar contra ele de igual para igual. Não fiquem preocupados comigo.
Vikemon gargalhou.
— Lutar de igual comigo? Não me diga tantas besteiras, velho maldito. Vai morrer em vão assim. Já está tão velho que está caducando?
— Eu o punirei com meu ataque — Jijimon foi para cima dele com seu cajado. O digimau também atacou.
Ambos iniciaram uma luta épica. Jijimon sempre quis que esse dia chegasse, e chegou. Vikemon usou as maças e atacou, mas o sábio foi rápido o suficiente pra desviar do golpe e acertá-lo com um soco.
— Golpe do Cavalheiro — ele acertou o lorde, mas surtiu pouco efeito. Logo, o vilão usa seus porretes, ou maças, para atacar novamente.
— Machado Viking! — o digimau separou as armas numa corrente e passou a girá-las. Correu na direção do Jiji. Jogou uma das maças. Jijimon desviou. O escudo do ombro foi arremessado e bateu no velho com tudo.
Jijimon caiu ao chão um pouco machucado devido ao golpe. Mesmo com os apelos de Paulo em querer entrar para a luta, não permitiu que isso acontecesse.
— Já está fraquejando, velho? Esqueceu do quão poderoso eu sou?
— Ainda posso dar conta do recado. Cale a boca e vamos lutar sério — ele foi pra cima do vilão tentando acertá-lo com seu cajado, mas Vikemon desviava facilmente dos ataques.
O príncipe de gelo ainda estava intacto, enquanto o Jijimon arfava de cansaço.
— Maldito...
— Já está nas últimas, velho? Quer se vingar por tudo o que fiz? É uma pena. Não tem força suficiente para me vencer.
Jijimon usou toda a força para atacar Vikemon com o seu cajado. O vilão não se defendeu. Recebeu todo o golpe. Segurou Jijimon na mão e o apertou.
— Acho que preciso acabar com isso. Tempestade do Ártico!
— Penas de Fogo! — Pidmon se meteu na luta e acertou o digimau, impedindo que ele matasse Jijimon.
— Droga, seu idiota. Tempestade do Ártico! — o poderoso ataque teve êxito e acertou os dois digimons, além dos digiescolhidos logo atrás. — Sim eu serei o vencedor. Não há ninguém mais forte do que eu nessa região.
A forte tempestade impedia que os heróis se aproximassem de Vikemon de uma maneira adequada. Paulo se levantou e quis enfrentar o digimon sozinho! Os demais se assustaram ao ver o rapaz caminhando até o digimon e suportando a ventania.
— Olha só pra você. Um digimon que não merece ser chamado de digimon, um monstro que gosta de matar outros para se sentir superior. Tanta riqueza pra que? Você não tem nenhuma felicidade digna. Só quer saber de conquistas e mais conquistas. Eu sinto muito em falar isso, mas eu nunca deixarei que um idiota feito você governe o digimundo. Nem que pra isso eu te enfrente pessoalmente.
— Paulo, saia daí por favor — disse Mia assustada.
Pidmon ajudava Jijimon. Betamon preferiu ficar ao lado de Mia. Não havia como salvar Paulo a não ser que uma megaevolução ocorresse.
O sangue subiu à cabeça de Vikemon. Seus olhos ficaram cheio de veias, seu temperamento explosivo dominou.
— Ora, cale-se, sua criança imbecil!! Prove agora o poder de Vikemon! — ele correu na direção de Paulo e já preparava a sua arma pontiaguda a fim de esmagar o menino.
Os outros ficaram espantados com a coragem de Paulo e com o Vikemon já perto de atacar.
— Paulo! Eu não deixarei que ele te ataque — disse Impmon. O digivice e o brasão do garoto brilharam e Impmon megadigivolveu.
— Impmon megadigivolve para... Beelzebumon! NÃO MACHUQUE O MEU PAULINHO, DESGRAÇADO!!!
Pai? — pensou o garoto ao ouvir as palavras de seu parceiro. Foi um momento bastante rápido que ele lembrou quando o seu pai, ainda vivo, chamava-o de Paulinho.
Beelzebumon correu pra cima de Vikemon e levantou o braço. O resultado foi Paulo abraçado ao parceiro, Beelzebumon prostrado e com o braço direito servindo como escudo contra a arma do vilão.
— Seu braço! — Paulo viu sangue pingar do braço do digimon.
— Quanta estupidez. Parar o meu ataque com um braço. Você é burro? — Vikemon se distanciou. — Esse seu sentimento vai acabar com a sua vida.
Beelzebumon continuou parado e sorriu para o garoto.
— Nunca deixaria que você ou Lúcia se machucassem.
Paulo mais uma vez teve a lembrança.
— Beelzebumon, você atrapalhou o meu ataque e se feriu. Isso não condiz com você e a sua espécie. Um soldado do pesadelo complascente. Maldito! Você é tudo aquilo que eu mais queria ser. Um digimon forte do atributo vírus. Sem maldição, sem nada. Eu te odeio!!!
Beelzebumon pediu a Paulo que se afastasse, haja vista ali não seria seguro. Uma luta intensa começaria em instantes.
— Beelzebumon — Paulo ficou preocupado.
— Nada pode me acontecer de mal. Sou forte pra caramba.
Mas o menino ainda não estava convencido, haja vista o braço do digimon machucara seriamente. O lorde demônio sorriu e afirmou que tudo ficaria bem.
— Estou pronto, Vikemon.
O lorde das trevas voltou a atacar com as maças. Beelzebumon desviava antes que os ataques destruíssem o chão.
— Garra das Trevas!
Vikemon se defendeu muito bem. Aquele golpe era fulminante, por isso um dos escudos rachou mesmo sendo chrome digizoid.
— Vamos sair todos daqui — falou Mia.
O único que ficou foi Paulo.
A batalha entre Beelzebumon e Vikemon foi tão feroz que começou a destruir a estrutura do castelo. As paredes racharam e começaram a ruir. Até o teto não aguentou a pressão. As torres pontudas caíram. Um tremor abalou a região. Digimons que faziam parte da tropa acordaram e correram com medo.
— Paulo ficou para trás. Vai atrás dele, Pidmon.
— Mia, estou ajudando Jijimon.
A menina apenas torcia para que Beelzebumon vencesse a luta.
Dentro do castelo, tanto Vikemon quanto Beelzebumon já estavam ofegantes e machucados. Aparentemente empataram.
Um Icemon agarrou Paulo e ameaçou golpear o garoto se Beelzebumon continuasse lutando. O lorde jogou a sua arma na direção do digiescolhido. Houve uma explosão. O Icemon virou dados. Paulo foi salvo a tempo por seu parceiro.
— Outra vez...
— Beelzebumon, o que foi?
Beelzebumon colocou Paulo no chão e gritou com todas as suas forças que não perdoaria Vikemon por tentar ferir Paulo pela segunda vez. O motoqueiro deu tudo o que tinha para desferir um Garra das trevas no vilão. O braço de Beelzebumon esticou e atravessou o corpo do Vikemon.
— AAARGHH!!!
O Garra das Trevas foi fulminante. Foi tão poderoso que conseguiu furar o corpo do vilão. Vikemon caiu aparentemente morto.
Beelzebumon voltou para seu parceiro e o segurou nos braços.
— Você está bem, Paulo?
— Sim, Beelzebumon. Obrigado, muito obrigado, papai.
— O que me chamou? — O digimon levou um susto tremendo depois que ouviu as palavras saírem da boca do seu parceiro.
— De parceiro. Obrigado, parceiro — disse o garoto disfarçando em ter chamado o seu parceiro digimon de pai.
Se bem que faz tempo que, para Paulo, Beelzebumon preenchera o espaço vazio que seu falecido pai deixara. Toda a vida que Impmon megadigivolvia, o rapaz sentia que era o seu pai ali lutando com ele. Não sabia explicar muito bem. Agora que sua vida ficou por um triz e seu parceiro foi um verdadeiro herói, seu sentimento aumentou ainda mais. Era um sentimento de um filho para com um pai.
A felicidade durou pouco. Vikemon acordou e voltou a ficar em pé. O horror era que o buraco continuava ali, mas sem matar o lorde.
— Como isso é possível? — era a primeira vez que Paulo via aquilo.
— Beelzebumon, como a vida prega peças. Eu queria ser um digimon vírus, porém foi o meu atributo vacina que me salvou — a ferida fechou. — Você terá que fazer um esforço ainda maior para me eliminar.
De repente, o castelo tremeu.
Beelzebumon mandou Paulo correr, mas o menino não quis ouvir. Então o digimon segurou o humano e ficou no modo blast. Voou para fora do castelo.
— Não podem fugir.
O castelo caiu no abismo. Uma parte do permafrost rachou e também estava para cair.
Vikemon congelou as asas de Beelzebumon. Ele caiu com Paulo. Ambos rolaram no chão de gelo.
— Paulo!
Um segundo antes de Paulo cair, Beelzebumon o segurou pela perna. O menino de ponta cabeça.
— Temos que ajudá-los — disse Mia quase tendo um treco.
Vikemon foi atrás dos dois e ameaçou pisar em cima de Beelzebumon para ele largar o parceiro. Foi então que Pidmon e Seadramon atacaram.
— Saiam daqui, insetos!
— Pidmon, pegue o Paulo — Beelzebumon pediu quase soltando.
O anjo segurou o menino a tempo.
O canhão de energia surgiu no braço direito dele, ou seja, no braço machucado. Deu um tiro. Vikemon não aguentou levar uma rajada e explodiu. O corpo queimado do lorde escorregou e caiu no abismo.
Os digiescolhidos venceram o quinto lorde e as mudanças eram visíveis. A neve parou de cair, a vegetação renasceu e aqueles congelados voltaram à vida.
— Vocês estão bem, amigos? — perguntou Beelzebumon já com uma faixa no braço.
— Sim, estamos. E eu não estou bem com isso. Quase tenho um infarto — Mia ainda não superava o estresse da luta.
Jijimon sabia que a maldição do congelamento havia cessado. Muito provavelmente encontraria os amigos vivos e bem na vila.
— Até que enfim o príncipe do gelo foi vencido. Eu quero agradecer-lhes pela ajuda, amigos. Serei grato por muito tempo — Jijimon.
— Não nos agradeça. Fizemos isso, mas é só a nossa obrigação como digiescolhidos dizimar o mal deste mundo — respondeu Beelzebumon.
— Vamos sair daqui antes que comece uma tempestade — disse Lucemon.
— Não. Não tem mais problemas com tempestades. O senhor do frio foi exterminado, e o clima voltará a se estabilizar — respondeu Jijimon.
Paulo permanecia nos braços do parceiro.
— Pronto, Paulo, já pode descer...
— Não, Beelzebumon. Eu quero ficar nos seus braços mais um pouco. Por favor.
— Ok. Eu te deixo aqui. Até porque eu ainda tenho energia pra ficar nesta forma extrema.
— Vamos voltar para Xmas — disse Jijimon.
Enquanto caminhavam, Paulo divagava em seus pensamentos. A sensação de estar nos braços de Beelzebumon era muito boa. Ele se sentia seguro e muito confortável.
Por quê? Por que o meu pai teve que morrer? Ah papai... Se você estivesse vivo. Beelzebumon não pode se tornar um pai pra mim, pois ele é um digimon... mas ao mesmo tempo eu gosto tanto do meu parceiro que às vezes confundo.
— Você está legal aí? Tá confortável?
— Ah... tá sim. Valeu por se preocupar. Mas é que ultimamente... deixa pra lá.
— Fala, Paulo. Parece que quer me dizer algo, mas não tem coragem. Me diz, cara, somos parceiros.
— Não. Não há nada pra eu falar.
— Está certo então. Mas eu ouvi você me chamar de pai. Quer que eu seja seu pai? Cansou que eu seja seu irmão?
— Tá falando besteira. Eu não falei isso não — disse Paulo corado pela vergonha.
Beelzebumon apenas deu um pequeno sorriso e continuou andando, porém, por dentro, ele queria gritar e revelar de uma vez por todas que era o Wesley com um corpo de digimon. Por ora, infelizmente, não poderia revelar esse grande segredo ao seu filho.
Eles voltaram à vila Xmas e se surpreenderam que muitos digimons estavam nela. Eram os moradores antes congelados. Jijimon chorou de emoção.
— Maninho e os outros voltaram — disse Lúcia correndo ate eles.
— Querido, ainda bem que está de volta — disse Babamon abraçando o velho.
— Se não fosse pelos digiescolhidos, eu com certeza estaria morto.
Babamon olhou Daipenmon e chorou por tê-lo de volta. Abraçou o pinguim gigante e o chamou de "meu bebê". Daipenmon também chorou.
Yukidarumon e Agumon comemoravam na praça e sendo vistos pela multidão.
Jijimon e Babamon chamaram as crianças para casa e ofereceram comida. Bolos, frutas, biscoitos, chocolate quente e toda a sorte de doces. Tinha muita coisa para encher a barriga. No entanto, o único que aproveitou pouco foi Paulo.
Eu estou ficando louco de vez. Não é possível. Eu chamar meu Beelzebumon de pai. É uma ironia da minha vida. Daria tudo pra ter o meu pai de volta, mas Impmon conseguiu preencher esse espaço no meu coração. Principalmente quando ele megadigivolve pra Beelzebumon... Sei nem mais o que pensar.
— Paulo? Por que não comemora lá dentro? — disse Impmon ao mesmo tempo cutucando o garoto.
— Ai... que susto! — o garoto ficou branco feito papel.
— Paulo, o que tá acontecendo contigo? Está com vergonha de que? — perguntou o digimon.
— Impressão sua, cara.
— Impressão minha não. Depois da luta contra o Vikemon, o seu jeito ficou diferente. Desde lá até agora ainda não mudou. O que tá acontecendo?
— Digamos que são coisas minhas. Coisas pessoais e que não posso compartilhar com ninguém — disse o garoto virando o rosto.
— Já sei hehe. Você me chamou de pai naquela hora. Me diz uma coisa, você se cansou que eu seja seu irmão? Agora quer que eu vire seu pai? Sem problema eu posso mandar em você, te ordenar a fazer as tarefas do colégio, ler uma história pra fazer você dormir, dar bronca e brincar com meu filhão hahaha — o digimon pegou um pouco de neve e jogou na cara do menino.
— Vem cá, Impmon, deixa de ser louco. Vem cá — disse ele também rindo da situação.
— Não pode bater no seu pai, seu doido. Olha que eu te castigo.
— Para de falar besteira, vem aqui. Se eu te pegar eu te mato de cócegas. Vem cá — e ficaram brincando em fora.
Passou um tempo e Babamon tocou o piano no meio da praça. Os moradores cantando Jingle Bell.
— Por que não se junta a gente? — Lúcia havia visto Ghostmon.
— Eu... não mereço.
— Merece sim. Todos merecem uma segunda chance. Vamos.
Ela segurou Ghostmon pela mão e a levou para perto da praça. Quem sabe Babamon a perdoasse.
— Ahhhhh muito obrigado Papai Noel! Agradeço muito por ajudar a minha vila — Yukidarumon praticamente beijava os pés de Jijimon.
— Não precisa tanto. Daipenmon já tá lubrificando a máquina. Voltaremos com a produção de presentes.
O boneco de neve abraçou o velho.
Algum tempo depois os digiescolhidos teriam que partir dali. Jijimon havia dito que um portal próximo de lá se abriria a qualquer momento e que as crianças poderiam aproveitar a chance. Elas foram.
Enquanto caminhavam, Lúcia sentia um intenso frio. Lucemon se ofereceu mais uma vez para abraçá-la e esquentá-la. O loiro se importava muito com a menina.
— Obrigada, Lucemon. Acho que estou ficando doente, só pode. E tenho medo que apareça algum digimau.
— Lúcia, não se preocupe. Estarei sempre do seu lado. Fique junta de mim que eu te protejo contra tudo — Lucemon a esquentou nos seus braços. O menino era muito carinhoso e atencioso com sua parceira.
Enfim eles andaram mais um pouco e acharam a TV presa num rochedo com um portal se abrindo para os domínios de Ornismon. Ao tentarem atravessar, porém, foram surpreendidos por morcegos. Os bichos se juntaram e formaram Lilithmon (na forma digimon).
— LILITHMON!!— Bradaram em uníssono.
— Não sei como venceram o Vikemon, mas seus dias estão contados.
— Impmon megadigivolve para... Beelzebumon. Garra das Trevas.
— Amadores. Garra de Nazar! — Lilithmon desapareceu e apareceu aplicando o golpe no outro. O parceiro de Paulo voltou à sua forma criança novamente.
— Calma, Paulo. Estou bem, não precisa se desesperar não — disse o digimon.
— Ainda bem. Acho que eu morreria se te perdesse de novo — o garoto o abraçou.
— Que lindo ato de afeto. Ei, você é a digiescolhida da Luz, não é?
— Não ouse tocar nela, Lilithmon. — disse Lucemon na frente da garota defendendo-a.
— O antigo Grande Soberano tão patético como sempre. Estou falando demais. Agora vou agir. Olhem isto em minha mão. Agora seja meu, Lucemon — ela soltou a semente e o objeto entrou no corpo do anjo causando-lhe uma grande dor.
—AAAAAHHH — ele se ajoelhou e cruzou os braços. — Eu... Lúcia... Lúcia...
— Lucemon, você está bem? — perguntou a menina o abraçando, mas ele não respondia.
— Ele não responde. O que aconteceu com ele? — perguntou Mia.
De repente, Lucemon se levantou. Os seus olhos azuis ficaram iguais a rubis de tão vermelhos que estavam. Ele caminhou até Lilithmon dizendo palavras sem sentindo até soltar uma frase que chocou muito os demais.
— Mestra Lilithmon, estou a seu dispor.
— Não, Lucemon! Não vá com ela. — disse Lúcia querendo trazê-lo de volta, mas sendo agarrada por Paulo, que não a deixava chegar perto dele.
— Ela fez alguma coisa com ele. Com certeza — disse o rapaz.
— Mestra Lilithmon...
— Lucemon, o que houve? Por que está falando essas coisas? — perguntou Lúcia ao perceber seu parceiro muito estranho.
— A minha mestra é a Lilithmon — disse o anjo completamente alterado.
— O que você fez com o Lucemon, sua bruxa? — perguntou Paulo.
— A semente que eu implantei nele fez com que seguisse as minhas ordens. Agora ele não é mais seu parceiro, querida — disse Lilithmon.
— Droga. Lucemon seja forte e resista ao controle dela — as palavras de Paulo foram em vão.
Lucemon seguiu Lilithmon e sumiu entre a forte tempestade de neve. A alegria de terem vencido Vikemon durou pouco. Agora o grupo dos digiescolhidos sofreu uma perda muito significativa. Lilithmon conseguiu mais uma vez demonstrar a sua perversidade para as crianças. Até onde ela pararia?
Lúcia chorou muito ao ver que a maligna digimon levara seu querido parceiro. Justamente o Lucemon, que era o mais amável, mais carinhoso e cuidadoso. Ela quis correr atrás dos dois, mas foi segurada por Paulo e Mia. Precisavam atravessar o portal de qualquer maneira.
— Vamos, Lúcia, precisamos ir. Escuta. Nós salvaremos tanto o Lucemon quanto a nossa mãe. Não se esqueça que essa digimon levou a nossa mãe. Eu prometo que Lilithmon terá a sua punição por todos os crimes que está cometendo — disse o garoto abraçando-a.
— Você jura, maninho? Jura que vai trazê-los de volta?
— Sim, eu juro. Agora vamos, seja forte.
— Sim, eu serei forte.
Eles atravessaram o portal que dava aos domínios de Ornismon.
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