Notas iniciais
Ai ai ai mais um capítulo preparado com todo o meu carinho à vocês leitores assíduos, tanto os que comentam quanto os que não. Enfim, teremos um lindo capítulo no qual todos se encontram, inclusive Paulo e Ray. No começo todo mundo sabe, ele não o perdoa, mas um acontecimento os deixam mais próximos. Entretanto algo muito ruim acontecerá no final, não me matem por favor kkkkk. Boa Leitura.

CAPÍTULO 056

A Cordilheira Cloud era o limite do território frio do norte ao resto do continente. O acesso a essa parte do Servidor era muito difícil, pois não havia estradas disponíveis e pouquíssimas vilas. Uma região feita quase exclusivamente para digimons voadores.

— Parece que os digiescolhidos estão bem próximos à região montanhosa. Quem sabe um ataque surpresa? — indagou um pássaro igual Birdramon.

— Kyahha hihihi. Louco pra fazer ensopado de pirralhos — falou um outro digimon na penumbra.

Uma terceira criatura surgiu diante deles e confirmou que os digiescolhidos visavam Ornismon como próximo alvo. Era conhecido como o comandante Velgrmon.

— Eles atacarão o mestre. Ele já liberou que o exército do céu atacasse não importando a localização deles. Que comece a perseguição.

Digimons voadores saíram à caça. Eles partiram de dentro de uma montanha.

...

Gennai se encontrava nas ruínas de um antigo templo próximo aos domínios de Ornismon. Ele via uma espécie de placa na parede. Nesta placa, havia algumas inscrições. Tais inscrições eram sobre uma antiga lenda que dizia sobre um poderoso demônio dos céus. Um grandioso digimon voador que era invencível e que até mesmo os mais poderosos digimons o temiam. Este demônio era Ornismon. Ainda na lenda dizia que apenas um digimon poderia salvar o digimundo das garras do grande monstro. Era o digimon dragão sagrado.

Gennai olhou a figura do digimon na placa e já deduzira quem era. O imponente, o sagrado. Um ser com um golpe que poderia destruir Ornismon de uma vez por todas.

Lynx estava com Gennai, além de Leomon que saiu da Ilha Arquivo e aceitou o convite para ser um segurança dos digi-humanos.

— Então é isso.

— O que descobriu, Gennai? — perguntou Leomon.

— Algo de grande importância e que os digiescolhidos precisam saber o quanto antes.

— É sobre aquela lenda do Goddramon? Será que ele existe mesmo? Por que ainda não teve um digimon que pudesse livrar o digimundo da maldição de Ornismon — disse Lynx curiosa com o desenrolar da história.

— É claro que sim. A chave de tudo isso está com os digiescolhidos. Eles poderão destruir o monstro se tiverem esperança. Não podemos subestimar os poderes daqueles garotos.

— Com certeza não. Eles foram surpreendentes quando derrotaram SkullMeramon e ChaosMetalSeadramon na ilha. E ainda sim continuam surpreendendo — falou Leomon.

O aparelho de Gennai tocou e ele atendeu. Surgiu Nashi na tela de vídeo. O menino estava acompanhado de Kotemon e LinK.

— Deveria voltar à Green Land, Gomamon.

— Gennai, eu tenho nome, sabia? — falou o homem de moicano ruivo.

Nashi perguntou se eles conseguiram chegar até as ruínas que ele indicara. O homem assentiu. Era a história sobre um Goddramon ser o único a derrotar Ornismon.

— Muito provavelmente aquele com o Brasão da Esperança tem esse poder — avisou o menino.

— E você? Achou o que procura?

— Estou quase, Gennai. Quase.

O detentor do conhecimento desligou a transmissão.

Lynx perguntou se Nashi também buscava a forma extrema para o parceiro. Gennai confirmou que Nashi era diferente dos outros digiescolhidos. Ele era um pesquisador e prefere ir atrás das informações sozinho.

— Essa nova leva de digiescolhidos é interessante.

— E olha que ainda faltam mais dois para aparecer — revelou Lynx.

Gennai olhou para a mulher e pediu que ela fizesse silêncio. Nem mesmo Leomon poderia saber de tal informação.

...

No coliseu, os digimons assistiam à mais uma derrota dos lordes. Agora eram cinco, sobraram apenas três. Os três mais fortes. Apenas duas tochas estavam acesas, ou seja, as de Lilithmon e de Ornismon.

Porém o entretenimento havia acabado. Lotusmon apareceu perante todos os espectadores e disse que o show acabou.

— Podem ir embora. Não há mais nada para se ver aqui. Vão, vão. Saiam todos — aproveitou e destruiu o telão com seu bastão.

— Brincadeira isso! Agora a gente não pode mais assistir ao que preste — resmungou um Devimon.

— Tem razão. Eu fiquei inconformado. Só porque faltavam apenas dois lordes, na melhor parte, fazem isso conosco — resmungou um Wizardmon.

— Vamos embora disso aqui. Essa Lotusmon já encheu o saco — disse um Meramon.

— Vão. Caiam foram daqui — disse a lorde enxotando todos.

Os digimons saíram todos xingando Lotusmon de tudo quanto é nome. Só não a chamavam de santa.

— Torcendo pra nossa derrota, assim não. Bando de sanguessugas — finalizou e depois voltou para a sua base.


Após capturar Lucemon, a megera da Lilithmon foi até os domínios de Ornismon. Na cordilheira Cloud, encontrava-se o templo do grande monstro. Era um grandioso templo localizado no topo de uma alta montanha. Tinha a forma de uma mão gigante pegando um crânio por baixo.

A imperatriz das trevas chegou ao pátio onde ficava o grande pássaro ancestral Ornismon.

— LILITHMON, O QUE VEIO FAZER AQUI? PEDIR-ME AJUDA? NÃO COMBINA COM VOCÊ?

A voz do pássaro era tão alta que incomodava a mulher.

— Falar algo que te agrade e que talvez combine conosco.

— DISPENSO AGRADOS. VIVI A MINHA VIDA DESDE OS TEMPOS ANTIGOS SEM NENHUM TIPO DE AJUDA, EXCETO QUANDO FUI TREINAR COM O SHADOWLORD!!!

Ornismon se gabava por ser o único dos lordes a já existir antes do Ray se tornar o ShadowLord. O pássaro ainda vivia na sua forma perfeita, alcançando a extrema após o treinamento. E ele sempre passava na cara de Lilithmon.

— Sabe que cinco dos oito lordes foram derrotados. Enfim, os digiescolhidos já se separaram e estão prestes a se juntarem.

— DISSO EU JÁ SEI. VELGRMON ME CONTOU. ALÉM DISSO, EU TENHO INFORMANTES PELO CÉU!!!

— Agora eles estão nos vilarejos que ficam entre as montanhas do leste. Alguns quilômetros daqui. Lá não faz parte dos seus domínios. Faz parte dos meus domínios, ou seja, eles estão muito próximos ao prédio das trevas.

— ACHEI QUE ELES VIRIAM PRA CÁ. TALVEZ EU NEM LUTE CONTRA ELES, POIS ESTÃO PRÓXIMOS A VOCÊ.

— Ai que você se engana. Preciso que me ajude a detê-los. Se derrotar todos os digiescolhidos, eu dou pra você os domínios de KingEtemon e todos os outros lordes derrotados, incluindo a floresta da Lotusmon. Que tal?

— PENSANDO MELHOR, ACEITAREI. JÁ QUE HERDAREI VÁRIOS DOMÍNIOS DE UMA VEZ SÓ. SERÁ MUITO FÁCIL DERROTÁ-LOS. NENHUM DIGIMON DELES PODERÁ COMIGO, MESMO QUE ESTEJAM NA FASE FINAL.

— Que bom. Acho muito bom. Vai chamar algum subordinado seu? Para te auxiliar?

Um grupo de digimons voadores surgiu ao redor do templo. Eram os soldados do céu.

— O EXÉRCITO DO CÉU SE ENCARREGARÁ DO EXTERMÍNIO DOS DIGIESCOLHIDOS!!!

— Com certeza dessa vez os pirralhos não vencerão. Cumpra a sua promessa e todos saem ganhando.

Lilithmon deixou o templo se transformando em vários morcegos.

...

Sair da área fria após o sequestro de Lucemon não foi fácil para o grupo de Paulo. A sorte era que receberam ajuda de digimons em um vilarejo perto das montanhas. Passaram a noite.

O dia mais decisivo para todos os digiescolhidos chegou. Era, finalmente, o dia em que a torre negra começaria a funcionar, contudo apenas à noite. Paulo e os outros acordaram depois de uma noite de sono difícil e retomaram o destino. Eles estavam muito próximos ao vilarejo entre as montanhas do leste a 100 quilômetros do prédio de Lilithmon.

Lúcia estava muito péssima. Sentia-se muito mal por ter perdido seu querido parceiro Lucemon. Ela chegou a piorar por causa da possível doença que pegara quando ainda estava no frio. A menina não aguentou mais e sentou-se no chão.

— Lúcia, você está se sentindo mal? — perguntou Paulo. Preocupado desde a noite anterior.

— Sim, maninho. Eu acho que fiquei doente.

— Você está ardendo em febre! Precisamos encontrar algum lugar para ficarmos logo. — disse Paulo enquanto carregava a menina nas costas.

— Ei, deve haver alguma vila por aqui. Não tenho certeza, mas pode ser que tenha — falou Mia também preocupada.

Algo passou por cima deles. A sombra de um pássaro grande. Ele se aproximou das crianças e avançou. Tentou acertar com as suas garras.

— Abaixem-se! — gritou Paulo já empurrando Lúcia.

O monstro voou para o outro lado e pairou no ar. Agora os digiescolhidos puderam ver a aparência do digimon. Era um pássaro preto idêntico ao Birdramon.

DIGIMON: SABERDRAMON

ATRIBUTO: VÍRUS

NÍVEL: ADULTO

NPD: 26.000

DESCRIÇÃO: UM DIGIMON ENVOLTO EM PENAS COM CHAMAS NEGRAS. AGRESSIVO, ELE ADORA ATACAR COM SELVAGERIA.

Saberdramon pousou numa rocha.

— Bem-vindos, digiescolhidos. Sou um soldado do céu. Meu nome é Saberdramon. E em nome do mestre Ornismon, eu acabarei com vocês.

Paulo respondeu o pássaro que ele nem era tão forte assim. Então pediu para Impmon digivolver.

— Espera, Paulo. Deixa que essa luta é nossa. Até por que Impmon lutou ontem e deve descansar mais — falou Mia. — Está pronto, Betamon?

— Pode contar comigo, Mia. Darei o meu melhor.

O anfíbio se transformou em Seadramon. Ele voou e usou o Flecha de Gelo contra o Saberdramon, que subiu e escapou do golpe.

— Sabre Negro! — o pássaro bateu as asas e delas saíram anéis negros de fogo.

Seadramon largou uma rajada. Os ataques se encontraram, causando uma explosão. Saberdramon atingiu uma velocidade absurda e usou as garras para arranhar o parceiro de Mia.

— Precisa ser rápida, Mia. Minha irmã não tem tempo a perder.

— Espera um pouco, Paulo. Seadramon tá fazendo o possível.

Saberdramon tinha uma pequena vantagem, suficiente para atrasar os digiescolhidos e piorar a situação da Lúcia.

— Eu vou entrar na luta — falou Impmon.

Uma flecha atingiu Saberdramon de raspão, obrigando a besta alada fugir. Ele sabia que aquele adversário era forte demais.

— Quem foi? — questionou Paulo.

Uma criatura apareceu voando. A luz do sol iluminava o seu corpo branquíssimo. Era o guardião de uma vila próxima.

— Sou Valkyrimon. Não se preocupem comigo, pois estou também na luta contra os lordes das trevas.

Valkyrimon tinha um corpo humanóide quase que completamente branco. Tinha um escudo dourado no braço esquerdo e um pássaro também dourado pousado no direito. Ele era armado com uma espada e flechas.

DIGIMON: VALKYRIMON

ATRIBUTO: VACINA

NÍVEL: EXTREMO

NPD: 120.000

DESCRIÇÃO: GUARDIÃO DAS MONTANHAS DO LESTE. ESSE GUERREIRO POSSUI UMA RAPIDEZ FORMIDÁVEL E PODE RESSUSCITAR DIGIMONS A FIM DE TRANSFORMÁ-LOS EM DIGITAMA.

Dot e Melissines eram dois irmãos digimons da mesma espécie chamada Falcomon. Dot era uma coruja preta com penas roxas que lembravam uma camisa, além disso era bom em shurikens. Melissines era um falcão marrom com penas brancas que lembravam um casaco, era boa em correr.

E durante três dias, os irmãos Falcomons fizeram amizade com o grupo de Ruan. Foram eles que viram os digiescolhidos assim que saíram do portal.

DIGIMON: FALCOMON (DOT)

ATRIBUTO: VACINA

NÍVEL: CRIANÇA

NPD: 9.000

DESCRIÇÃO: ESPECIALISTA EM VOAR, PRINCIPALMENTE NA SUA PIPA. TEM A HABILIDADE DE LANÇAR SHURIKENS DE PENAS E BOMBA DE FUMAÇA


DIGIMON: FALCOMON (MELISSINES)

ATRIBUTO: VACINA

NÍVEL: CRIANÇA

NPD: 9.000

DESCRIÇÃO: ESPECIALISTA EM CORRER. AMA LUGARES MONTANHOSOS. TEM A HABILIDADE DE USAR AS SUAS PERNAS COMO ARMAS E DESFERIR GOLPES

Aiko foi a pessoa que mais fez amizade com as aves, pois lembrava a sua falecida calopsita e também porque ele adorava os pássaros.

A casa da dupla era dentro de uma vila cerca de 2 mil metros de altura do nível do mar. Era a Vila dos Digimons Refugiados. Todo aquele que perdeu tudo por causa dos Lordes das Trevas, se refugiava na vila.

— Atenção! Atenção! Valkyrimon-sama encontrou os digiescolhidos — disse um Peckmon enquanto corria pelas ruas.

Os moradores em sua maioria eram digimons aves. Também moravam outras espécies.

Peckmon era conhecido por ser o anunciante da vila. Por causa dos seus sentidos apurados, ele notava mudanças na região antes mesmo que Valkyrimon.

— Será que Paulo e Lúcia estão nesse grupo? — perguntou Márcia a Ray.

— Melhor esperarmos eles chegarem.

— É que estou com tanta ansiedade que me dá vontade de sair correndo.

Ruan e Hagurumon aguardavam os amigos sentados no telhado de uma casa. Rose e Palmon ajudavam uma Piyomon com as hortaliças. Jin e Mushmon ficaram dentro da casa. Aiko e MasterTyranomon aproveitavam e observavam a vista maravilhosa da montanha.

Em pouco tempo, os digiescolhidos voltariam a se reunir.

...

Velgrmon chamou a atenção de Saberdramon por ele não ter eliminado pelo menos um digiescolhido. O pássaro negro pediu desculpa, mas avisou que fora atrapalhado por Valkyrimon. Não tinha a menor chance de alguém como Saberdramon pelo menos arranhar um guerreiro alado na forma extrema.

— O único que pode detê-lo é o mestre, mas eu não me arriscarei a ir ao templo. O mestre está muito concentrado em absorver dados de trevas — falou Velgrmon já imaginando o poder absurdo que Ornismon ficaria.

— E o que faremos?

Dois digimons pássaros surgiram. Eram Cockatrimon e Akatorimon. Eram digimons irmãos, porém muito cruéis. Eles eram o completo oposto dos irmãos Falcomons.

— Vai uma ajudinha aí? — indagou Cockatrimon.

— Irmão, ele nem responde de tanta vergonha cococo! — desdenhou Akatorimon.

Saberdramon ameaçou lançar fogo negro nos dois, mas Velgrmon ameaçou o trio apenas com o olhar.

— Era só o que faltava. O inimigo ao nosso alcance e vocês brigando.

Os três prometeram acabar com os digiescolhidos, apesar de estarem com Valkyrimon. A resposta agradou o comandante.

...

Com Valkyrimon, o grupo de Pauko seguiu caminho até a Vila dos Digimons Refugiados. A vila ficava meio escondido entre as montanhas, num tipo de vale oculto aos olhos dos desavisados. A neblina sempre escondia o lugar e dava mais segurança aos moradores.

— Conseguem ver? — perguntou o guerreiro.

Paulo olhou atentamente até enxergar a vila.

A Vila dos Digimons Refugiados era quase uma cidade no meio das montanhas, sobre a grama verdinha e quase sempre dentro de uma neblina que não atrapalhava a visão no solo, exceto quem vê de cima. As casas eram de barro e os telhados de uma palha especial que enfurecia e ficava igual telha. As ruas não possuíam calçamento, com a grama 100% em todo o canto.

O grupo de Ruan ficou hospedado na casa de Valkyrimon, que era o irmão mais velho dos Falcomons. Por ser Valkyrimon o herói, a casa dele era maior.

— Não vejo a hora de reencontrar os outros — falou Mia.

Paulo pediu a Valkyrimon que levasse Lúcia na frente. O guerreiro assentiu e carregou a menina.

Márcia saiu de uma casa e ficou olhando para a montanha. Ray chegou por trás e deu um forte abraço, depois a beijou no rosto.

— Preocupada com teus filhos?

— Sim e muito. Faz muito tempo que não os vejo e às vezes eu penso que...

— Não pense no pior. Eles estão bem, porque são os digiescolhidos — disse ele a abraçando.

— Ah, Ray, sem você por perto, o que seria de mim? Eu te agradeço, meu amor.

— Não precisa agradecer a mim. Eu que tenho que te agradecer eternamente por você ter entrado em minha vida e ter me mudado.

Eles ficara assim durante alguns minutos. De repente, eles veem algumas pessoas entrando na cidade, eram Paulo e os outros digiescolhidos. A mulher ficou alegre e correu para abraçá-los.

— Mamãe! — Paulo deu um berro e correu para abraçar a mulher.

— Meus bebes queridos. Que saudade de vocês, fiquei muito preocupada — disse ela abraçando Paulo. Lúcia continuou nos braços do digimon.

— Ainda bem que a senhora esta bem — falou Impmon. Márcia também o abraçou.

— Como conseguiu sair da prisão de Lilithmon? — perguntou Paulo.

— É uma longa história que logo pretendo contar. Saibam, meus meninos, que minha vida mudou e muito. Lúcia, querida, o que houve com ela? Cadê o Lucas?

— A Lúcia está doente e o Lucas foi capturado pela Lilithmon — explicou Mia.

— Que chato. Mas vamos recuperá-lo. Minha filhinha linda, vem pra mamãe — disse ela colocando a menina nos braços — Obrigada, senhor guerreiro.

— Não foi trabalho algum — respondeu ele.

— Mamãe... eu perdi o Lucemon... ela o tirou de mim

— Não se esforce, querida, vai dar tudo certo conosco. Derrotaremos aquela demônia e recuperaremos todos os que foram capturados por ela. Inclusive o Lucemon.

— A senhora promete?

— Eu prometo. Tudo o que eu prometo, cumpro. Vamos salvá-lo daquela bruxa malvada.

Enquanto isso, os demais digiescolhidos se reuniram na casa de Valkyrimon e aguardaram a chegada de Paulo e os outros. O problema será convencer o líder das crianças de que Raymond agora era um aliado. Difícil, pois o cara o perseguiu e quase matou a sua irmã.

Raymond se aproximou deles e começou a falar.

— Olá, digiescolhidos.

— VOCÊ!! — bradou Paulo. Veio à mente o dia em que ele atacou Lúcia no castelo de Lucemon.

— Olhe, Paulo, é o ShadowLord. Ele veio pra nos atacar — disse Impmon já se armando.

Betamon e Mia também ficaram espantados. O digimon protegia a sua parceira, ameaçando dar choque no homem.

Márcia ficou nervosa.

— É claro que veio. Um cara que é mau, vai morrer mau. Você... você atentou contra a vida da minha irmã. Impmon!!

— Não, espera... — Márcia tentou interromper, mas era tarde.

Raymond empurrou Márcia para longe de si e ouviu os insultos calado.

— Seu malvado, eu não vou deixar você matar a Lúcia. Tome isso, Noite de Fogo! — o ataque pegou em cheio em Ray, que caiu no chão. Impmon ficou sobre ele.

Márcia tentou salvar o namorado, mas Paulo ficou na frente da mãe. Mesmo com os apelos dela, o garoto não saiu da frente.

— Espera... eu não vou fazer nada com vocês — explicou ainda sentindo dor por causa do ataque.

— Isso é o que você diz, seu malvado, mas eu vou te dar uma lição daquelas pra nunca mais se esquecer.

— É isso aí, Impmon, dá uma surra nele — disse o garoto.

O digimon tinha força nos punhos e passou a esmurrar a cara de Ray. Aquilo deixou a matriarca estupefata.

— PAREM!!! — gritou Márcia. — Ele não veio aqui para fazer mal. O Ray se arrependeu de ter feito o que fez no passado. Ele está sendo sincero, portanto, Impmon, saia de cima dele agora.

— Mas mãe. Esse safado tentou matar a Lúcia e mandou sequestrar os pais dos meus amigos, incluindo a senhora. Será que não entende?

Ela pôs a mão no ombro do filho e perguntou se ele confiava nela. Paulo respondeu positivamente, afinal ela era a melhor mãe do mundo. Márcia pediu outra vez que Impmon saísse de cima do homem.

— Tá bom, mas esse aí tá marcado comigo — o digimon saiu de cima dele. Ray se levantou logo em seguida.

— Era isso que eu estava tentando dizer a vocês. Eu fui traído pela Lilithmon e perdi tudo pra ela. Conheci a sua mãe e me arrependi dos meus crimes do passado.

— Peraí, conheceu como? Como vocês se conheceram? — perguntou Paulo.

Os dois adultos se olharam brevemente e resolveram contar. Márcia contou tudo. Sobre a sua fuga do prédio, como conheceu Ray, como conviveu com ele e... seu namoro. Pronto, Paulo ficou completamente deprimido ao saber que a mãe estava namorando com um de seus inimigos.

O garoto começou a chorar e ficou um tanto longe do grupo. Apenas Impmon lhe fazia companhia.

— Vamos, Paulo, pare de chorar. — disse o seu parceiro.

— Não! Eu odeio esse homem e a minha mãe resolveu namorar com ele. Que decepção.

— Filho, dá uma chance pro Ray. Ele está se esforçando muito pra consertar os erros. Dá um crédito à ele — disse Márcia.

— Nunca. Eu nunca o perdoarei. — disse irredutível.

— Deixa ele, Márcia. Logo logo ele vai repensar e acabar me perdoando. Deixa ele quieto.

— Tudo bem, Ray. Fica pensando no que está fazendo, filho. Lembre-se que um dia seus amigos te perdoaram e não guardaram ressentimentos. Os mesmos também perdoaram o Ray. Sua atitude não tem justificativa.

— Mas mãe existe uma diferença muito grande entre mim e ele. Eu nunca criei um exército de digimaus, nunca mandei digimons invadirem a Terra, nunca machuquei uma pessoa. O máximo que eu fiz foi prender a Mia na Ilha Arquivo, mas nem isso tem comparação.

Márcia se encheu de toda aquela falação do filho e o mandou calar a boca. Ele ainda era uma criança de 11 anos que ainda nem tinha experiência na vida.

Impmon apenas ficou calado, observando a repreensão que a mulher deu no Paulo. Entretanto, não era isso que lhe chamava a atenção, e sim o visual dela. Ela ficou muito bonita com cabelo loiro. Observou também que ela abraçou Ray e ficaram assim por um momento. O digimon sorriu e balançou a cabeça negativamente.

— Como sempre, gosta dos canalhas, mamãe — sussurrou.


Saberdramon, Cockatrimon e Akatorimon observavam os digiescolhidos do alto da montanha.

— Parece que a briga parou. Que estranho — falou Cockatrimon com um binóculos.

— Eu também quero ver, mano — Akatorimon ficou perturbando o outro.

— Não!

— Estou de saco cheio disso. Como vamos fazer pro Valkyrimon sair de perto dos digiescolhidos? — Saberdramon.

Cockatrimon continuou observando a movimentação em baixo.


Ruan e os outros saíram para ver a chegada dos amigos. Foi uma festa. Todos se abraçaram e mataram a saudade. Logo já estavam conversando sobre as lutas e batalhas que tiveram.

A casa de Valkyrimon era bem grande espaçosa. Possuía uma aparência de palacete feito com barro e palhas douradas forrando o teto. Tinha muitos quartos, sala e móveis. Dot e Melissines chegaram para Mia e Betamon e deram as boas-vindas. Os que não entraram foram Paulo e Impmon.

— Ponha a garota na cama — disse o Valkyrimon.

Márcia a pôs devagar sobre a sua cama. Preparou um pano molhado e colocou na testa dela.

— O que ela tem? — indagou Ruan.

— Adoeceu. Acho que o estresse por Lucas ter sido sequestrado — respondeu Márcia.

Ruan, Rose e Jin ficaram surpresos.

— Ela está com muita febre, senhorita Márcia. A pobrezinha deve ter sofrido no frio — disse Rose agachada ao lado da cama.

— É. E o pior que aqui não tem nenhum remédio contra a febre dela. Meu Deus, eu não tenho um remédio sequer para curar a minha filha. Se eu tivesse um antitérmico por aqui, mas não. — falou a mulher.

— Amor, a doença dela não pode ser curada com um simples antitérmico. Isso aí é uma doença de um vírus que existe nas regiões geladas do digimundo. Apenas um tipo de erva poderá curá-la disso. — revelou Raymond.

— Nossa, então é bem mais sério do que nós pensávamos — disse Mia.

— Então precisamos dessa erva o quanto antes — falou a mulher enquanto acariciava a filha.

— Por muita sorte existem essas ervas na região montanhosa. Mas temos que ser rápidos ou ela vai piorar — concluiu o homem.

Rosemary perguntou se Rosemon não podia ajudar a curar tal como fez com ela, mas Ray avisou que a doença da Rose tinha sido causada por um fungo da floresta. Lúcia provavelmente foi infectada por um vírus digital propagado por IceDevimon.

— Nem mesmo Rosemon salvaria a menina. Precisamos da erva — concluiu.

Márcia segurou a mão da Lúcia e pediu que todos saíssem e a deixasse só com a filha. Lúcia balbuciou algo a respeito do Lucemon. Apesar de doente, a menina continuava preocupada com o bem-estar do parceiro.

Paulo entrou junto de Impmon. O garoto sentou-se no sofá e ficou quieto. Ruan o viu e pediu desculpa por ter brigado com ele na floresta.

— É claro, amigo. Foi só uma armadilha da Lotusmon.

— E por que não perdoa o Ray? O cara é muito legal. Se você o conhecesse melhor, não estaria assim com ele. Vai lá, dá um crédito pro cara. Ele nos ajudou tanto.

— Não, Ruan. Ele tentou matar a Lúcia no passado. Esqueceu que é culpa dele que os seus pais foram sequestrados?

— Tem razão. No começo eu custei a acreditar, mas eu convivi com ele por três dias. Digo uma coisa, o cara ajuda muito. Ele é tipo um pai. Ele é muito bondoso. Vai, cara, perdoa ele.

Hagurumon revelou que foi por causa de Ray que ele havia megaevoluído e vencido Raijinmon.

— Por isso que você o defende. Ele te ajudou a evoluir. Provavelmente faz isso para ganhar algum crédito.

— Crédito de quê?

— Eu sei lá, Ruan. Mas a raiva que eu sinto dentro de mim é inexplicável.

Nesse momento, Ray chegou e pediu para se sentar ao lado de Paulo. Ruan chamou Impmon para os deixarem a sós. Eles tinham que se entender definitivamente.

— Paulo, eu... queria te pedir perdão por tudo o que fiz. Todo o mal que fiz. Eu sinto muito ter te usado no passado para servir ao Exército Negro.

Paulo continuou calado e virou o rosto.

— Não precisa me perdoar imediatamente. Com o tempo, quem sabe. Agora eu te digo que, se precisar da minha ajuda, conte comigo. Eu tenho um irmão com quase a tua idade e ele é um digiescolhido também. Ele me perdoou, a sua mãe e os demais. Somente você continua fechado, mas eu não o culpo de nada. O que você sente por mim agora é compreensível, mas eu espero que futuramente você me veja com outros olhos. Estou aqui, garoto, se precisar de ajuda, estou aqui.

Ray saiu e deixou o garoto sentado no sofá. Algumas lágrimas escorriam pelo rosto do menino. Não sabia se perdoaria ou não.

...

Os capangas de Velgrmon atacaram a encosta da montanha, causando uma explosão a fim de chamarem a atenção de Valkyrimon. Havia alguns pequenos templos dedicados aos deuses ancestrais e que eram cuidados pelo guerreiro.

— Quem são vocês? — perguntou o Peckmon.

Minutos depois, os digimons saíram das suas casas e levaram o Peckmon já machucado para a praça central. O digimon corredor estava todo espancado.

— Quem fez isso com ele? — perguntou Aiko.

— O exército de... Ornismon...

Valkyrimon chegou perto e ouviu as palavras do Peckmon. Os capangas de Ornismon atacaram a montanha.

— Ornismon? Pensei que aqui fosse um lugar seguro — falou Rosemary.

— Mas aqui não é território dele — Valkyrimon.

Ray pensou na possibilidade de Ornismon ter tido a permissão da Lilithmon para atacar as montanhas do leste.

— Ele vive no oeste, mas talvez atacou o leste porque nenhum digiescolhido pisou lá — disse Raymond.

Uma explosão ainda maior. Dava para ver a fumaça do outro lado da montanha. Valkyrimon olhou para Ray e avisou que as ervas ficavam naquela região.

— Fiquem aqui. Eu tenho que dar uma olhada nisso.

Dot e Melissines correram até o irmão mais velho e disseram que iriam juntos. O guerreiro rejeitou e falou para os dois ficarem.

— Não precisa se preocupar comigo. Eu sou forte. Nenhum digimau do bando do Ornismon é mais forte que eu.

Valkyrimon mandou o seu pássaro chamado Freyja ir na frente.

Durante a busca, o guerreiro olhou os lugares explodidos. Cada templo fora bombardeado. No entanto, os perpetradores não estavam no local. Para Valkyrimon, era incomum um ataque tão perto. Ele sabia que havia uma possibilidade da vila ser atacada, haja vista quase todos os digiescolhidos estavam lá.

— O que significa isso?

Nesse meio tempo, Freyja sobrevoava a região quando foi atingida por um tiro. Valkyrimon foi até o local e viu o pássaro deitado e com o furo no corpo. Abalado, o herói segurou a criatura nas mãos e a viu morrer e virar dados.

— Um guerreiro não devia mandar animais para fazer o trabalho sujo.

— Quem é você?

Musyamon surgiu segurando uma metralhadora roubada de algum Commandramon.

— Uma bala comum não penetraria as penas douradas dele, mas eu fiz balas de chrome digizoid.

— O metal mais poderoso. Maldito — Valkyrimon puxou a espada.

O vilão disparou contra o herói. Valkyrimon desviou com maestria, porém não chegava perto do inimigo. Voou e começou a atirar flechas. Musyamon saiu do lugar. Os dois atiravam e desviavam. Até as balas do digimau acabarem e o digibom acertar uma flechada na arma.

— Maldição — disse o samurai puxando a espada.

— Morra!

— Não posso atender ao seu pedido!

Os dois brandiram as suas espadas e começaram uma luta intensa. Os cortes eram mortais. Qualquer erro seria o fim da vida daquele cortado.

— Eu sinto os seus dados. Você é um digimon adulto. Como é possível estar tão forte?

Eles se separaram.

— Um estúpido idealista como você jamais saberá das nuances de morar neste planeta. Eu aproveito cada oportunidade que aparece pra mim. Por exemplo, devorando digi-núcleos.

Valkyrimon ficou horrorizado. Comer digi-núcleos era considerado um crime hediondo pelo conselho. Era como se alimentar das almas dos digimons.

— Não me olhe assim. Nasci desse jeito. Um subproduto de um vírus de computador que resolveu sobreviver a tudo e a todos. E o seu digi-núcleo será o meu próximo alimento.

Musyamon chegou a 145.000 de poder de dados. Faltava um passo para a sua ambição entrar numa nova etapa.

— Os digiescolhidos vão morrer e você será o caminho para eu matá-los.

— Não brinca. Não posso permitir que isso ocorra. Já basta os lordes das trevas.

— Então vamos lutar!

Valkyrimon e Musyamon voltaram aos ataques.

...

Dinohumon perguntou o que tanto Nashi mexia com as cartas especiais. O garoto explicou que estava procurando um jeito de fazê-lo evoluir para a forma extrema.

— Não posso fazer isso sozinho?

— Eu tenho certeza de que a forma que eu quero dificilmente será conquistada. Você confia em mim?

— Claro que sim, Nashi.

O rapaz estava num tipo de santuário. Havia uma sala toda branca com um grande portão dourado à frente e um púlpito de pedra com encaixes para carras.

— Antigamente se usavam cartas para transitar entre os mundos. Hoje isso ficou em desuso. Mas eu descobri este local. Parece que se pode usar cartas para outro fim.

O rapaz abriu a sua mochila e pegou treze cartas. Cada uma com um símbolo único.

— Esta carta é Omegamon, esta é Magnamon, esta é Dukemon, esta outra é Dynasmon, esta aqui é Crusardemon, esta é Ulforce Veedramon, aqui é Alphamon, Craniumon, Sleipmon, Duftmon, Examon, Gankoomon, Jesmon.

Dinohumon sentou no chão e aguardou o próximo movimento do rapaz.

— Existem treze encaixes. Treze cartas. Treze possibilidades. E eu venho estudando-as há pelo menos um ano.

Nashi colocou cada carta num encaixe em uma ordem específica. Doze sumiram e apenas uma ficou. De repente a grande porta se abriu.

— Nashi!

— Calma. Esse é um portal para um local que não é nem a Terra nem o mar de Dagomon. Tem coragem de ir comigo?

— Claro.

Nashi e Dinohumon atravessaram o portal.

...

Valkyrimon demorou demais e já não havia mais tempo a perder. Ray disse que iria sair em busca das ervas para Lúcia. Márcia não concordou, pois poderia ser muito perigoso.

— Então eu vou com você, irmão.

— Seu digimon é muito grande e ocupa muito espaço. Não sei em que local entrarei. — disse o mais velho.

— Eu não vou deixar que o meu irmão se arrisque sozinho por aí. Eu vou junto, me espere. Só avisarei ao Master que sairei e logo depois eu to indo. Não saia sem mim. — e correu para avisar ao digimon.

— Espere, Aiko...

— Ei, Ray, eu também irei com vocês. O Mushmon e eu podemos servir de cobertura, caso algum digimon venha nos atacar — disse Jin.

— Já que é assim, também vou com vocês. Melhor do que apenas um digimon, são dois — disse Ruan.

— Então os homens vão à procura enquanto nós, mulheres, ficamos aqui e cuidamos da minha filha. — disse Márcia.

— Se for assim, então eu também irei — falou Paulo ao chegar de surpresa no quarto. Todos olharam para ele — Mas não pense que ainda te perdoei. Isso é pela Lúcia.

Ray olhou contente. Ele percebeu que o garoto ficou mexido com a conversa que tiveram. Talvez isso fosse o início de um perdão.

Os irmãos Falcomon pediram para ir também juntos. Estavam preocupados com Valkyrimon.

Enfim, eles partiram de uma vez para a região montanhosa atrás da bendita erva que poderia salvar a Lúcia. Os garotos foram guiados por Ray, que conhecia a região na palma da mão. Eles teriam que subir uma montanha para procurar a planta. O adulto ia na frente e seguido pelos menores. Paulo ficava logo atrás com o Impmon. O digimon estava muito preocupado com seu parceiro, na verdade desde que lutaram contra Vikemon, o rapaz ficara diferente. Isso deixava Impmon muito, mas muito preocupado.

— Paulo, anime-se. Vamos conseguir curar a Lúcia e trazer o Lucemon de volta.

— Não é isso. É outra coisa. Deixa pra lá, não fique preocupado comigo. Estou perfeitamente bem.

Eles andaram, andaram, andaram muito. Parecia que a floresta no sopé da montanha não tinha fim. Até eles passarem por um lugar descampado já na metade de uma das montanhas. Chegaram numa região alta com um precipício logo à frente. Do outro lado, havia a continuação do caminho, mas eles teriam que passar por uma ponte de madeira com algumas tábuas bastante suspeitas. Todo o cuidado era pouco.

Ray foi o primeiro a passar e em seguida Aiko e os Falcomons. Logo após, Ruan e Hagurumon, Jin e Mushmon e Paulo com Impmon. A vista de baixo era assustadora, pois era uma vasta floresta e um rio logo abaixo da ponte. Um pouco mais ao horizonte dava pra ver a pontinha do prédio da Lilithmon.

Saberdramon surgiu e atacou a ponte com as garras. A ponte foi destruída. Paulo e Impmon não conseguiram passar e caíram.

— Impmon superdigivolve para... Baalmon!

Baalmon segurou o parceiro.

— Que desgraça. Estou de saco cheio. Mushmon.

— Eu vou resolver isso de uma vez por todas. Mushmon megadigivolve para... Pinochimon!

Saberdramon e Pinochimon começaram a lutar. O pássaro usou todo o seu poder do fogo negro para acertar o boneco.

— Nariz de Furadeira!

Pinochimon atravessou o ataque de Saberdramon e atravessou o seu corpo. O digimau explodiu.

— Isso. Picadinho de frango — comemorou Jin.

Passado esse susto, o grupo conseguiu entrar numa espécie de pequeno vale com uma floresta no meio. Agora estavam mais próximos de uma caverna em que a erva se localizava. Durante o trajeto, Jin recebeu uma mensagem no seu tablet, era de Gennai.

Digiescolhidos, eu quero lhes dizer que ainda falta mais um brasão a ser recuperado. Talvez ele seja a chave para derrotar o temível Ornismon.

— O que acham que isso significa? — perguntou Jin aos demais.

— Que ainda falta o brasão do Aiko. Ele é o único que ainda não tem brasão — respondeu Ruan.

— Sério? Caraca, mano, ouviu isso? Falta encontrarmos o meu brasão. Será que com ele eu poderei digivolver o Master?

— Poderá sim. Mas primeiro temos que encontrar o remédio para a irmã do Paulo — respondeu Ray.

Minutos depois eles encontraram a entrada da caverna. Adentraram-na e perceberam algo bastante diferente nela. Havia vários desenhos na parede. Desenhos de digimons ancestrais e de outras coisas. Além disso havia uma sequência de desenhos mostrando dois digimons lutando e um vencendo. Logo após havia um desenho do símbolo da esperança. Aiko olhava tudo aquilo com muita curiosidade. O seu digivice brilhou.

— Ahhh olhem o meu digivice. Ray, vem cá, olha isso.

— Incrível, é o Brasão da Esperança. O novo Brasão da Esperança. Olhe, a imagem na parede está brilhando — falou o homem.

O desenho brilhou e começou a sair da parede, diminuiu até ficar do tamanho de um brasão. O objeto foi parar nas mãos de Aiko. O garoto ficou muito feliz por achar o brasão no mesmo lugar em que Ray havia achado a erva.

Por falar em erva, enquanto Aiko olhava as imagens, Ray havia encontrado a erva. Ela estava localizada próxima de umas pedras. Uma pequena planta de coloração roxa.

Após encontrarem as duas coisas, eles voltaram pelo mesmo caminho. Paulo, como sempre, ficou um pouco atrás. Os demais andavam mais rápido até chegarem na ponte. Jin, Mushroomon, Ruan e Hagurumon foram os primeiros a passar. Depois foi a vez de Aiko. Logo estavam Ray, Impmon e Paulo um pouco atrás.

O grupo caminhou por um novo caminho. O chão cedeu com Paulo e Impmon (não era o dia de sorte deles). Raymond pulou atrás.

— RAY!! — gritou Aiko. Ele foi segurado por Ruan.

— Não, volte. O chão está se quebrando. É muito arriscado — disse Ruan. — Tem um rio logo abaixo. Com certeza se salvaram.

— Droga Ray. E agora?

— Precisamos voltar e avisar às meninas e a mãe do Paulo. Vamos, gente, temos que voltar. — disse Jin.

Eles voltaram pelo mesmo caminho de onde vieram. Mesmo vendo que os três haviam caído, Jin precisava dar alguma notícia, pois já se passaram mais de duas horas fora.


Com a ausência de Valkyrimon, Paulo e Impmon, os vilões Cockatrimon e Akatorimon aterrorizaram a vila. Mais soldados do céu apareceram. Um grupo com três Airdramons surgiram.

DIGIMON: AIRDRAMON

ATRIBUTO: VACINA

NÍVEL: ADULTO

NPD: 18.000

DESCRIÇÃO: UMA BESTA MÍTICA ESPECIALIZADA EM ATAQUES AÉREOS. O BATER DAS SUAS ASAS PODE CRIAR LÂMINAS DE AR.

Mia pediu a Rose que cuidasse dos aves enquanto ela ficava com os Airdramons. Ambas se separaram.

— Não posso permitir que acabem com a paz dessa vila. Mostra pra eles, Betamon.

— É pra já. Betamon digivolve para... Seadramon!

Agora a luta era no céu. Seadramon versus um trio de Airdramons.

Enquanto isso, Rosemary gritou com os irmãos galináceos e pediu para eles pararam de perturbar os habitantes.

— Quem é essa humana idiota? — questionou Akatorimon.

— Deve ser uma digiescolhida. Mas essa cara de boba deve enganar qualquer desavisado. Cococococo! — provocou Cockatrimon.

A garota ficou com uma veia saltada e com muito ódio do digimon. Ser insultada por um bicho escroto já era o maior dos absurdos. Então ela pediu para Palmon dar uma boa lição neles.

— Palmon digivolve para... Togemon! Rajada de espinhos.

Akatorimon tomou a dianteira e cuspiu fogo, que queimou os espinhos.

DIGIMON: AKATORIMON

ATRIBUTO: DADOS

NÍVEL: ADULTO

NPD: 25.200

DESCRIÇÃO: IRMÃO DO COCKATRIMON. ESPECIALISTA EM CORRIDAS DE LONGAS DISTÂNCIAS. PETRIFICA O OPONENTE.

A dupla tomou uma distância segura. Togemon estava cercada.

— Cuidado, Togemon. Eles vão atacar a qualquer momento.

— Eles vão provar a potência dos meus punhos.

A digimon cacto partiu para cima de Akatorimon, mas foi atingida pelas garras de Cockatrimon. Depois os dois revezaram. Os golpes foram rápidos, apesar de fracos.

— Irmão, vamos finalizar logo — falou Akatorimon.

— Não tem como escapar.

Os dois lançaram olhares petrificantes.

Rose se adiantou e evoluiu a sua parceira.

— Togemon suoerdigivolve para... Lillymon!

Tanto Cockatrimon quanto Akatorimon foram atingidos. A última visão deles era da fada fazendo o sinal de vitória.

— Vocês não erraram. Só não contaram com o meu corpo menor que antes. Por isso eu fiquei no meio dos ataques.

Ambos foram petrificados.

No lado da Mia, Seadramon teve mais dificuldade para vencer a luta, pois eram três inimigos atacando ao mesmo tempo. Ele dava cabeçada, mordia e soltava golpes congelantes. Os Airdramons desviavam ou soltavam poderes para se defender. Um Airdramon bateus as asas tão forte que criou lâminas de ar, que caíram na vila e destruíram boa parte das casas.

— Seadramon, hora de mais uma evolução!

— Seadramon superdigivolve para... MegaSeadramon!

O trio de Airdramons uniram forças e atacaram juntos. O parceiro da Mia não se arrependeu e recebeu tudo, resistindo bravamente.

— Lança Trovejante!

O raio atingiu um Airdramon, queimando-o na mesma hora. Os dois olharam nervosos e fugiram.

— Vencemos — comemorou Betamon ao pular nos braços da menina.

— Seu poder aumentou bastante. Acho que todos nós ficamos mais fortes.


Valkyrimon e Musyamon continuaram a batalha. Nenhum deles tinha uma vantagem clara, apesar do espadachim ser mais forte. Ele feriu levemente o guerreiro. Valkyrimon aumentou o seu poder ao concentrar a sua aura. Ele foi para cima de Musyamon e cortou a espada dele.

— Impossível. Pensei que era mais forte.

— Você acha mesmo que sou mais fraco do que uma fraude como você?

Naquele momento, a força de Valkyrimon ultrapassava os 150 mil.

— Maldição. O acordo que fiz com os minions do Ornismon foi por água abaixo. Tudo bem. Eu tenho tempo de sobra até achar um jeito de evoluir — disse explodindo uma bomba de fumaça.


Dot voava com auxílio da sua pipa. Ele observava a região e viu o ataque na vila. De repente, um fogo atingiu o objeto, obrigando a coruja a usar as próprias asas para voar. Melissines pediu que ele descesse rápido, mas Dot era cabeça dura. Viu uma sombra dentro de uma nuvem. Mais uma bola de fogo. Dot desceu no mesmo instante.

— Eu te falei pra descer. Quer morrer?

— Tem um bicho dentro daquela nuvem — falou Mushmon.

Ruan observou direito e confirmou que havia algo grande. Talvez um digimon com uns dez metros ou mais. Dois pares de olhos vermelhos surgiram. A criatura saiu da nuvem e revelou ser Devidramon.

DIGIMON: DEVIDRAMON

ATRIBUTO: VÍRUS

NÍVEL: ADULTO

NPD: 34.000

DESCRIÇÃO: UM DRAGÃO MALIGNO QUE VEIO DA ÁREA ESCURA. UMA SUB-ESPÉCIE DE DEVIMON SELVAGEM E SEM COMPAIXÃO.

— Ótimo. Ele é um Devimon dos dragões — falou Jin.

A lembrança de enfrentar Devimons não era boa. Até agora todos foram inimigos (exceto Impmon evoluído para IceDevimon). Picodevimon, MarineDevimon, IceDevimon e agora Devidramon.

O dragão maligno passou rasante, forçando os digiescolhidos a se jogarem no chão. Depois ele soltou um poder com os seus olhos que lembrava anéis vermelhos.

— Hagurumon digivolve para... Guardromon!

— Mushmon digivolve para... Woodmon!

Os dois atacaram e impediram que o poder de Devidramon atingisse o grupo.

Dot ficou com tanta raiva de Devidramon que largou várias shurikens no monstro. Melissines repreendeu o irmão. Devidramon preparou a cauda para atingir a dupla de pássaros. O ataque seria certeiro e mataria ambos na hora. Mas Aiko correu e empurrou os dois. O digiescolhido feriu as costas. Havia um arranhão.

— Aiko! — gritou Ruan.

— Não foi nada.

— Sorte sua que passou raspando — disse Jin ao ver a ferida.

Valkyrimon chegou bem na hora e viu a atitude corajosa de Aiko. Preparou a espada e decapitou Devidramon.

— Irmão! — disseram os Falcomons.

O guerreiro chegou perto de Aiko e agradeceu por salvar a vida dos irmãos. Avisou que usaria o seu poder para ajudá-lo.

...

Na cordilheira Cloud, Ornismon terminou o seu sono reparador e estava pronto para atacar pessoalmente os digiescolhidos. Ele chamou Velgrmon a fim de liderar uma horda de digimaus voadores.

— ESPEREI POR ESSE DIA HÁ MUITO TEMPO E AGORA ESSE DIA CHEGOU! ELIMINAREI OS DIGIESCOLHIDOS PARA SEMPRE!!!

Um terremoto abalou a montanha. O poder de Ornismon ficou muito maior e aumentava a cada dia. Era praticamente uma entidade imparável.

Dezenas de digimaus surgiram nos céus. Era toda a sorte de criaturas aladas.

— ACABEM COM OS DIGIESCOLHIDOS!!!

O lorde voou e foi em direção ao leste. Atrás dele, seus soldados do Exército do Céu.

...

Ao chegarem na vila, Ruan e os outros disseram para Márcia que Paulo, Impmon e Ray haviam caído num rio. É claro que a mulher num primeiro momento ficou preocupada, mas se acalmou. Pensou duas vezes antes de se desesperar. Paulo estava com Impmon e Ray, eles caíram num rio e possivelmente foram levados pela correnteza.

— Temos certeza de que Paulo vai ficar bem, senhora — Jin.

— Obrigada pela compreensão de vocês, meninos.

Ruan entregou a erva para ela.


Passado algum tempo, Paulo recobrou os sentidos. Ele estava deitado perto da margem do rio sobre algumas folhas. Havia um tipo de curativo feito com uma folha na testa dele. Logo ele ficou sentado e viu Impmon ao lado dele.

— Acordou, que bom.

— Ai. Impmon, o que houve? — perguntou o garoto.

— O chão cedeu e fomos arrastados pela correnteza do rio. Não se preocupe, porque o Ray cuidou de nós.

— Quem?

Impmon estava sério. Poucas vezes ficara assim. Ele começava a confiar no ex-ShadowLord.

— Paulo, que bom que voltou a si. Você teve uma leve concussão, mas eu cuidei dos seus ferimentos. Tome, são frutas que eu peguei. A gente ficou um pouco longe do caminho, mas eu sei exatamente onde estamos, não se preocupe. Primeiro você tem que se recuperar. Se não quiser me perdoar, pra mim tanto faz. Só estou fazendo o que acho ser o certo — disse Ray amigavelmente. Logo depois ele se sentou um tanto distante de Paulo e ficou olhando para o rio.

Paulo ficou muito confuso com o que ouviu. Como um homem que há dias atrás se mostrava ser tão mau agora ficou bom? Realmente o garoto teve um conflito mental.

— Não vai comer, Paulo? — perguntou Impmon já comendo as frutas.

— Impmon, o que ele fez contigo quando eu estava inconsciente? — perguntou o garoto.

— Esse pouco tempo que eu fiquei com ele, pude ver que o Ray é uma ótima pessoa. Ele é extremamente bondoso. Conseguiu salvar nós dois e depois me ajudar a cuidar de você com muito carinho. Ele te segurou no braço e pôs sobre essas folhas e te cuidou com toda a atenção. Ele cuidou de mim também. Foi aí que eu pedi desculpa à ele por tê-lo atacado. Ficamos amigos.

— Será que ele mudou mesmo? Será que ele ficou do bem?

— Paulo, você tá surdo? Não ouviu o que eu disse? O Ray é um cara bom. Ele nos ajudou.

— Não pode ser.

— Vai conversar com ele. Veja com seus próprios olhos do que eu falo. — disse o digimon.

...

Enquanto isso, Lilithmon observava tanto os digiescolhidos na vila quanto Ray, Paulo e Impmon na floresta. A vilã teve mais uma ideia maligna em mente para atrapalhar a vida dos escolhidos.

— Hahahahahaha Ray meu queridinho, você ficou longe da sua amada, que pena. Mas como eu já te disse, a sua mulher sou eu, não aquela idiota. Insekimon!

— Sim, mestra.

— Eu tive uma ideia genial. Fale com a Lotusmon para reunir alguns Mechanorimons e ir até aquele rio que corre perto das montanhas. Diga pra ela que traga o Ray. Fale também para esquecer o pirralho e o digimon lá. Eles não importam no momento, apenas traga o Ray.

— É claro, mestra. Avisarei agora mesmo.

...

Na vila, os digiescolhidos saíram da casa ao perceberam relâmpagos e trovões. O chão tremia. Os moradores se esconderam em casa. Quando eles saíram, viram as nuvens escuras e carregadas. Também viram vários digimons alados.

— ACABOU DIGIESCOLHIDOS!!! — disse o grande pássaro no meio dos seus subordinados.

— Ornismon! — disseram em uníssono.

— O mestre cansou de esperar por vocês e resolveu vir — disse Velgrmon.

DIGIMON: VELGRMON

ATRIBUTO: VÍRUS

NÍVEL: PERFEITO

NPD: 70.000

DESCRIÇÃO: UM DIGIMON QUE POSSUI PODERES SOBRE AS TREVAS. UM PÁSSARO COLOSSAL CONHECIDO COMO "DEVORADOR DE CADÁVERES".

A situação era desesperadora. Dezenas de inimigos no céu, incluindo o lorde das trevas.

Finalmente Ornismon e seu exército resolveram atacá-los ali mesmo. Mais uma grande batalha estava para começar. O penúltimo lorde das trevas e o com o maior potencial de todos.


Paulo se sentou ao lado de Ray. O homem começou a falar com o garoto.

— Sabe, aquele momento na vida em que você consegue ter uma segunda chance e que você aproveita ao máximo essa segunda chance? Pois é. Eu estou tendo esse momento. As pessoas que eu mais amo na vida me perdoaram e me deram uma chance de mostrar quem eu sou na verdade. Eu já te pedi perdão pelo que eu fiz, mas vai depender unicamente de você se vai me perdoar ou não. Independentemente disso, eu me arrependi. Só espero que um dia me perdoe, garoto.

— Você está gostando da minha mãe de verdade?

— Sim. Ela que me ajudou a mudar. Eu sou grato à ela por isso e, com a ajuda dela, eu virei outro homem. Com a ajuda dela encontrei o meu irmão. Eu fiquei desesperado quando o meu irmão fugiu de mim. Pensei até em me matar, mas a Márcia foi uma dádiva que me ajudou. Sabe, Paulo, o meu sonho antigamente era encontrar o meu irmão. Agora o meu sonho é colocar a paz de volta ao digimundo por destruir Lilithmon e seu império, por isso que estou ajudando vocês digiescolhidos. Ainda conseguirei terminar o que, infelizmente, comecei. Eu acredito nisso, dia e noite — Ray falou isso do fundo do coração. As palavras dele tocou e muito Paulo, que não se conteve.

— Ray eu... eu te perdoo.

— Obrigado, Paulo. Você nem faz ideia de que as suas palavras me confortam. Obrigado

— Eu percebi que você mudou muito. Você agora tem uma visão de justiça para fazer no digimundo e isso me agrada muito. Eu te perdoo sim.

Os olhos de Ray se encheram de lágrimas. Finalmente conseguiu fazer as pazes com Paulo. Ambos deram um abraço e se tornaram amigos. Impmon observava tudo muito emocionado.

— Bom, acho melhor nós voltarmos antes que seja tarde demais. Vem, eu te ajudo a levantar — Ray ajudou Paulo.

— Obrigado, Ray. Você é uma boa pessoa — o homem apenas sorriu com a afirmação do menino.

— Vem, Impmon — disse Ray.

Enfim, eles andaram seguindo a margem do rio. Ray ajudou Paulo a andar, pois o menino torcera o tornozelo e não estava com condições pra andar muito. Impmon também ficou ajudando.

— Sétima Fantasia! — o golpe veio de surpresa neles. Ray percebeu rapidamente e largou o menino para que este não recebesse o ataque. O próprio Ray foi acertado em cheio pelo poder.

— Ahhhhhhhh — ele caiu longe e machucado pela força do golpe. — Droga... o que foi... isso?

— Quem fez isso? — perguntou o menino.

De repente, Lotusmon apareceu diante deles com um grande número de Mechanorimons, encurralando-os. Paulo não tinha muito o que fazer a não ser esperar pela iminente derrota.

— Fique quieto, garoto. Se apenas pegar no digivice, eu juro que te mato com apenas um golpe. Eu vim aqui para pegar outra pessoa que pode atrapalhar os planos da Lilithmon no futuro. O Ray.

Paulo ainda quis tentar defendê-lo, mas era impossível digivolver Impmon naquela situação. Era como se fosse alguém apontando uma arma em sua cabeça, ou seja, qualquer movimento era fatal.

Ray estava completamente machucado e paralisado pelo golpe violento de Lotusmon. O pobre apenas ficou com os olhos cerrados observando as ações da digimon lótus.

— Lotusmon, não vê que está sendo usada por Lilithmon?

— Raymond, por favor, eu não sou santa. Ela me nomeou ShadowLord.

— O quê?

— Eu também tenho os meus próprios interesses. Conheço a Lilithmon melhor do que você. Ela é uma cobra muito perigosa. Mas sabe de uma coisa? Eu amo as cobras — disse enquanto beijava a cobra do cajado.

Droga eu nunca levei um golpe tão forte e doloroso como esse. Desculpa Aiko, Márcia, mas eu acho que vocês terão que continuar sem mim — e desmaiou logo em seguida.

— Desmaiou? Que pena, queridinho. — Lotusmon pegou Ray e o carregou. — Nem pense em me seguir, seu pirralho. — e se foi levando o homem desmaiado.

— Essa não...

— Essa não, Impmon! Eles levaram o Ray!

Ray foi levado pela Lotusmon para ser preso junto com os outros que estavam cativos no prédio. Paulo ficou indignado por ter perdido o homem que acabou de perdoar.

Continua...

Notas finais
Estamos entrando perto do fim da saga. Faltam apenas 7 capítulos para o fim da mesma e 14 para a fic acabar. Gostaram do capítulo de hoje? Comentem, deixem seus reviews. Xinguem bem muito a Lilithmon por favor. ENQUETE: QUAL FOI O PIOR VILÃO DA MINHA FIC ATÉ AGORA? SKULLMERAMON; LADYDEVIMON; SKULLSATAMON; SHADOWLORD; MALOMYOTISMON; KINGETEMON; KINGCHESSMON; LOTUSMON; CHAOSMETALSEADRAMON; RAIJINMON; VIKEMON; ORNISMON; LILITHMON; CHAOSPIEDMON; BLACKWARGREYMON; CHAOSDUKEMON; LORD MAGNAANGEMON. POR FAVOR COMENTEM ISSO NOS REVIEWS^^ ATÉ A PRÓXIMA.