Diga Adeus à Inocência
43 11.
Notas iniciais
Inclino o corpo para frente, depositando beijos na parte exposta de seu peito. Termino de desabotoar o último botão de sua camisa social, endireito o corpo novamente e passo a mão por seu abdômen, retirando a camisa e parando em seus ombros. Sua pele é quente, chegando a esquecer minhas mãos.
– Sua mão está gelada. – ele arfa e se remexe.
– Sério? – ergo uma sobrancelha – É você que está muito quente.
Malic eleva o tronco para que eu consiga terminar de retirar sua camisa, jogo-a para o lado e paro para observar seu tórax marcado por tatuagens e então reparo em novos desenhos em seu pescoço. Passo o dedo por todas e as mãos por seus braços. Meu Deus, como é possível amar alguém como eu o amo?
– O que vai fazer? – ele ergue uma sobrancelha com um sorriso presunçoso enfeitando seus lábios.
Abaixo o corpo novamente e beijo a tatuagem de seu pescoço, depois a outra e a outra. Não deixo nenhuma ficar de fora de meu pequeno ato de carinho. Olho para sua cicatriz e beijo-a, mais demoradamente que as tatuagens. Passo a mão por seu tronco mais uma vez e volto a sentar.
Ele se apoia nos cotovelos e puxa meu rosto na direção do seu. Não permito que ele me beije, mordendo seu lábio e o fazendo deitar novamente.
– Vamos com calma. – provoco-o.
Escorrego para suas pernas e deito o corpo sobre o seu, trilhando beijos até o elástico de sua cueca. Coloco a ponta dos dedos para dentro e puxo-a para baixo, ele levanta a pélvis da cama para facilitar meu trabalho... Soltando-o. Minha nossa. Sinto um frio na barriga e um calafrio corre por meu corpo, esquentando-o.
– Agora, o que vai fazer? – ele sussurra, perdendo seu tom de brincadeira. O tom que embarga sua voz agora é rouco e erótico. Mordo o lábio inferior e tento não olhar muito para baixo, mantendo o contato visual com seus olhos, ardentes.
Com um terço de coragem e dois terços de vergonha, estico o braço e toco-o, observando sua reação ao mesmo tempo. O ar sai pesado de seus pulmões e ele pisca, mantendo os olhos fechados por um tempo longo para uma piscada. Havia me esquecido de como sua pele aqui é macia e lisa... e dura... Formando uma antítese deliciosa. Inclino o corpo, o cabelo me envolvendo e então... Ele está em minha boca. Delicadamente, suas mãos retiram o cabelo do meu rosto. Ergo o olhar e encontro os olhos ardentes, seu rosto está ruborizado e ele está ofegante. Desço minha mão e depois subo-a novamente, fazendo pressão e mantendo a força. Nosso contato visual é rompido quando ele fecha os olhos e tomba a cabeça para trás.
Repito o movimento com a mão um pouco mais rápido e observo sua mão enquanto isso, além de brincar com minha língua em sua ponta. Seu lábio inferior é vítima de seus dentes, que o mordem. Chupo, com força e me delicio com sua reação.
– Bianca... – ele arqueia o corpo e um gemido baixo escapa por seus lábios, tendo um efeito automático em meu corpo.
É tão excitante provocá-lo com a boca e a língua, nunca imaginei que fazer isso com outra pessoa pudesse gerar um prazer mutuo. Seus músculos se enrijecem embaixo de mim à medida que subo e desço envolta dele, indo até o meu limite e depois continuando com a mão, apertando os lábios e mexendo a língua... subindo e descendo, sem parar.
– Assim você... Minha nossa... – as frases morrem em seus lábios entreabertos e na sua respiração pesada e ofegante. Posso sorrir por dentro ao vê-lo assim. Pisco e mantenho os olhos fechados.
– Para, Bianca, para. Não quero gozar. – ele diz urgente e ofegante, apertando meu braço.
Não dou ouvidos. Continuo com mais pressão, força e velocidade. Seu corpo tem um espasmo e outro gemido escapa, um arrepio percorre minha espinha. Aperto mais os lábios. Inutilmente, ele aperta o meu braço, mas não tem força o suficiente para me puxar.
Pressiono com mais força ainda, mesmo achando impossível. Ele sibila entre os dentes e geme. Em um momento de pura exasperação e ansiedade, abro os olhos e encontro os seus. Isso o derruba.
– Bianca! – ele se apoia nos cotovelos e ergue o corpo, parando de respirar e ficando imóvel. Sinto um líquido quente e salgado descer pela minha garganta. Engulo rápido. Nada insuportável... Pode ser só um pouco, não estou segura quando a isso... Mas é só olhá-lo ofegante e ruborizado, e não ligo.
Sento e observo-o. Seus olhos abrem e queimam os meus. Não consigo conter meu sorriso.
A sua reação é mais rápida que meu esquivo no susto, suas mãos agarram meus braços e me jogam na cama. Rio.
– Vamos ver o que posso fazer com você. – ele sussurra.
Seguro o rio e me contorço pelas cócegas que seus dedos fazem na lateral de meu corpo.
– Acho que podemos começar com sua blusa. – as pontas de seus dedos raspam em minha cintura e sobem por minha barriga, levando a blusa junto – Apoio você não usar sutiã.
– Nunca – perco a fala quando seu polegar passa por meu mamilo, de leve -, uso sutiã em casa.
– Muito bom. – ele sussurra aprovando e minha pele se arrepia.
Sua boca encosta na pele quente de meu pescoço e chupa, contorço-me. Isso não é justo. Ele repete a mesma coisa um pouco para baixo... mais para baixo... mais um pouco. Ofego ao sentir sua boa em meu seio. Ele chupa delicadamente um enquanto sua mão vai para o outro, rodeando meu mamilo com os dedos. Uma doce sensação percorre meu corpo. Arqueio e seus lábios se fecham envolta de meu outro mamilo. Fraquejo.
Meus seios suportam o delicioso impacto de seus dedos e lábios hábeis, que ascendem todas as minhas terminações nervosas, esquentando meu corpo. Sem pensar, estou com os dedos fincados em seu cabelo, puxando-o e o prendendo ali.
Sua boca deixa meus seios e desce os beijos por minha barriga. Minha pele se arrepia mais uma vez e eu me remexo. Para a surpresa de minha ansiedade, sua mão chega primeiro que sua boca, passando para dentro de minha calça. Seu dedo escorrega pelo fino tecido da calcinha e me rodeia bem ali, bem devagar. Aperto o lençol e mordo o lábio inferior. Seus olhos se fecham por um momento.
– Você está deliciosamente pronta para mim. – ele sussurra.
Quero concordar, mas minha respiração falha quando ele introduz um dedo e logo em seguida retira. Abro mais minhas pernas para acomodá-lo entre elas. Seu dedo é introduzido mais uma vez enquanto a palma de sua mão continua a me rodear. Gemo. A movimentação de seu dedo continua com mais pressão. Gemo, de novo, controlando o grito.
De repente ele senta e para tudo o que estava fazendo. Arfo em frustação. Avidamente, suas mãos tiram minha calça juntamente com a calcinha, jogando-as longe. Seus olhos encontram os meus. Ele segura minhas coxas e me puxa para baixo, deitando entre minhas pernas novamente.
– O que você vai – minha fala morre ao sentir sua boca ali embaixo, sou incapaz de controlar o grito. Aperto o lençol e quase o arranco da cama. Céus...
A sensação de ter sua boca no vértice de minhas coxas é mágica e incontrolável. Não consigo parar no lugar, arqueando o corpo e gemendo. Suas mãos apertam minhas coxas e mantém minha cintura imóvel. Puta merda, isso é muito bom.
– Malic... – finco os dedos em meu cabelo e suprimo o gemido. Uma sensação parecida com um calafrio se inicia ali e se irradia por todo meu corpo, me causando espasmos. Minha respiração falha e seus dedos marcam minha pele.
– Por favor. – imploro, mas não faço a menor ideia pelo o quê imploro.
Não tem nem segundos depois que a sensação explodiu pelo corpo; a reação é rápida demais. Meu corpo todo parece se comprimir e depois se expandir, pulsando. Grito uma versão embromada de seu nome e afundo no colchão.
Estou trêmula e ofegante. Sinto seus beijos subirem por minha barriga novamente, beijar meus seios e depois meu pescoço. Abro os olhos e encaro os olhos amarelos que me devolvem um olhar curioso.
– Isso foi muito legal. – sorrio. Ele me devolve um sorriso.
Ergo um pouco mais o corpo e envolvo seus lábios com os meus. Sua mão segura o cabelo em minha nuca e aprofunda mais o beijo. Sua língua invade minha boca e eu a recebo de bom grado. Posso senti-lo em minha barriga. Parto o beijo com um alerta gritando em minha cabeça:
– Camisinha! – seguro seu ombro e o encaro.
Ele contrai os lábios.
– Não achei que... – ele suspira – Não tenho.
– Está tudo bem. – desço da cama – Talvez meus pais tenham.
Abro a porta do quarto e me certifico que o andar de baixo está escuro. Caminho apressadamente para o quarto de minha mãe e vou direto para o closet, sem me preocupar em ascender as luzes. Quando eu era criança, achava um monte dessas “baladas que criança não pode comer” na gaveta de calcinhas dela. Rá! Valeu ser uma criança curiosa. Pego o envelope laminado e volto para o meu quarto. Tranco a porta.
– É meio estranho pegar isso dos meus pais. – comento voltando para a cama – Até parece que eles são tarados ou estão fazendo uma coisa errada. – franzo o cenho.
Malic ri.
Antes que ele possa pegar o envelope, esquivo-me.
– Posso colocar? – mordo a lateral do meu lábio inferior.
– É todo seu. – ele volta a deitar.
Abro o envelope com cuidado e como ele me ensinou uma vez, seguro a ponta para não deixar ar e a desenrolo. A respiração de Malic falha por um momento. Me mexo e ele segura em minha coxa.
– Quero que fiquei por cima. – ele sussurra e puxa meu quadril para frente. Ergue-me pela cintura com uma mão e se ajeita com a outra – Bem assim. – a mão em minha cintura me faz descer novamente, lentamente. Ah, a sensação de preenchimento.
Gemo à medida que vou me acomodando em cima dele. A sensação sublime e doce da penetração se faz presente em meu corpo novamente. Apoio-me em seus ombros.
– Isso. – ele sussurra entre dentes e fecha os olhos. Está dentro de mim, inteiro. O aperto que suas mãos causam em minha cintura me mantêm parada.
O aperto afrouxa um pouco depois de alguns segundos... Ou minutos. Tomo a liberdade de mexer o quadril contra o seu.
–Assim... – ele aperta minha cintura e eu aperto seu ombro.
Ele flexiona e gira o quadril em um movimento só, gemo em resposta e tombo a cabeça para trás. A sensação consequência de seu ato se irradia por todo o meu corpo. Puta merda!
Tombo a cabeça para trás e deixo meu cabelo cair por minhas costas, ele repete o mesmo movimento e quase me faz gritar.
– Mexa, Angel. – ele pede com a voz rouca.
Volto o corpo para frente, subindo minhas mãos para seus ombros e me agarrando a eles. Seus olhos fixam em mim, ardentes. Remexo-me. Sua respiração está entrecortada como a minha, e algumas gotículas de suor se formam em minha nuca. Subo e desço. Seus lábios entreabrem e ele franze o cenho, seus olhos nublam de um desejo ardente. As mãos fortes e firmes seguram em minha cintura e me ajudam com os movimentos, seguro em seus braços. Pego o jeito... sobe, desce... Sobe, desce... Pequenos círculos.
Meus gemidos aumentam consideravelmente, em contraste com os suprimidos por Malic. A sensação quente e pulsante irradia por todo o meu corpo novamente, aumentada gradativamente com o tempo. Aumento um pouco o esforço do movimento e Malic geme – isso ascende todas as minhas terminações nervosas e faz um calafrio gelar minha barriga. Meu corpo começa a esquentar novamente e tenho mais espasmo, mas antes que eu possa saborear isso, Malic senta. Ficamos nariz com nariz.
Suas mãos agarram minha cintura e me fazem diminuir os movimentos. Beijo-o.
Antes que eu possa tomar sentido da situação, ele me vira e deita-me na cama, ficando por cima.
Seco e duro; ele está dentro de mim novamente. Solto um gemido gutural e finco as unhas em suas costas. Ele põe as mãos acima de minha cabeça, pressionando o corpo contra o meu e me imprensa com as pernas. Me preenche por inteiro, esmagando-me, quase me sufocando. É uma sensação plena ter seu corpo tão próximo do meu – nem me importo com o seu peso. Os seus impulsos fazem meu corpo acompanhá-lo, subindo e descendo. Sentir cada músculo seu, cada pedaço de pele em contato com o meu corpo... Porra!
– Malic! – aperto mais minhas unhas em sua pele.
Os movimentos são rápidos e fortes. A sua respiração áspera vem de encontro ao meu ouvido e me deixa mais extasiada; meu corpo responde aos seus estímulos, derretendo a sua volta. Estou indo e vindo de encontro com suas investidas, um contraponto perfeito. Aperto minhas pernas em sua cintura e assim ele pode aumentar um pouco da força.
Um gemido mais alto escapa de minha boca, aferro-me ao seu corpo e procuro por sua boca, que não demora muito para pressionar meus lábios. Meu corpo começa a esquentar novamente e aquela típica sensação se espalha por minhas entranhas. Malic para, fundo. Ofego em seus lábios.
– Vamos, Bianca, goze para mim. – ele sussurra e meu corpo parece obedecê-lo.
Perco total e completamente meus sentidos.
Quando posso arriscar abrir os olhos e regularizar minha respiração, Malic está voltando para a cama, jogando o cobertor em cima de mim, assim como o travesseiro.
Rio e jogo o travesseiro de volta. Ele dá um rápido sorriso e volta a ficar sério, me encarando como um felino. Uma pontada de tristeza se faz presente em meu peito ao lembrar que ele irá embora.
– Às vezes tenho a impressão que está fugindo de algo mais sério. – confesso.
– Tipo o quê?
– Como se fosse um assassino fugindo da cena do crime. – franzo o cenho ao chegar a essa conclusão.
– Acha que sou um assassino? – sua voz é séria e seus olhos opacos.
Engulo seco.
– Não.
– Como tem tanta certeza?
– Eu sei. – dou de ombros – Você não é uma pessoa ruim, só um pouco confusa.
Ele acaricia minha bochecha.
– Mesmo se eu fosse um assassino, não teria mais coragem de feri-la. – ele sussurra.
– Por que não? – coloco minha mão sobre a dele.
– Porque assassinos não amam. – ele diz, assustadoramente baixo – E eu estou apaixonado por você.

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