Die Rauber
2 Capítulo 2: O Começo do Fim
Arcangel, Rússia Dia 23 de novembro de 2010.
Eram quase 7:00hs PM e todos os preparativos estavam prontos e os planos estavam traçados.
Iria ser mais um crime perfeito.
Luce tinha acabado de se arrumar, calça e jaqueta de couro, coturno com amarras, cabelos presos em um coque e luvas de veludo. Tudo preto.
Foi ate o quarto de Bill e bateu levemente na porta com o nó dos dedos.
−Sim? –disse uma voz grosa do outro lado.
−Terminou, Cinderela?–zombou Luce.
−Quase, pode entrar.
Luce abriu a porta e viu Bill sentado em um banquinho em frente à penteadeira se maquiando.
−Não sei pra que você se maquia sendo que vai colocar o capuz.
−Tenho que me sentir bonito.
−Hum, que seja. Vou pegar meu armamento e quando terminar quero que você esteja lá.
−Ta, mamãe.
−Sem brincadeiras.
−Com você é sempre sem brincadeiras.
−Você quer que uma pessoa engraçada ou uma parceira de crime?
−Um sorriso não mata ninguém.
−É, eu que mato as pessoas.
E saiu do aposento.
−Aff, que estresse.
−Eu escutei−disse ela já ao longe.
Bill deu um sorriso de lado.
−Mulheres.
Lá em baixo, Luce tratava de colocar em seu corpo todo tipo de armamento possível, armas no sutiã e na cintura, facas nos coturnos e presos por debaixo das mangas da jaqueta, um acessório que ficava atravessado por seu corpo onde ela prendia munições na frente e duas katanas atrás. Pra terminar, colocou suas unhas falsas de aço, que podiam cortar qualquer coisa existente.
Pra sorte dele, Bill chegou quando Luce colocava a ultima unha. Esta olhou pra ele com uma cara tipo “não foi dessa vez que eu vou ter o prazer de te matar”.
−Não disse que estaria aqui quando você terminasse de se arrumar?–disse Bill cético.
−Você não disse, eu que mandei.
−Sei, você está pronta?
−Sim, não demoro décadas pra passar um lápis, como você.
−Vou fingir que não escutei isso, ok?
−Faça o que quiser, eu vou lá pra cima revisar os preparativos.
−Te espero no carro−disse Bill de costas pra Luce, pegando suas armas nos suportes.
−Nos vamos de moto.
−E não foi o que eu disse?
−Vá à merda, Bill−disse Luce lhe dando as costas e subindo para o térreo.
−Eu estou indo, Luce, e vou de carro.
−MOTO.
−Foi o que eu disse.
* * *
Depois de revisar os planos e decidirem com qual automóvel iriam, eles subiram nas motos [coments. de Luce: EU FALEI! ò.ó] e dispararam para a mansão onde iriam executar a missão.
O plano era simples, entrar, pegar e sair.
Eles estacionaram em frente à mansão de Tom Trümper e foram engatinhando ate a porta dos fundos.
−Toma.
Bill entregou o capuz a Luce e pos o seu, depois pegou a copia falsa da chave e abriu a porta lentamente pra não fazer barulho, se espreitaram ate a sala, subiram as escadas na ponta dos pés e entraram no quarto onde Amália dormia profundamente. Luce se ajoelhou ao lado da cama e tirou a injeção com anestesia do bolso interno da jaqueta enquanto Bill se posicionava em cima de Amália com as mãos perto da boca dela, pronto para calá-la a qualquer instante.
Bill olhou para Luce e acenou positivamente, Luce espetou a agulha no braço desnudo de Amália que acordou gritando, mas logo foi calada por Bill. Aos poucos o corpo de Amália foi relaxando ate ficar completamente imóvel, Bill a pegou colo enquanto Luce sacava a arma e ia na frente, dando cobertura para eles.
Assim que Luce abriu a porta, percebeu que o plano havia falhado.
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