Die Motherfucker Die

17 Uma Morte Inesperada


2 Anos Depois

Em algum momento do meu dia eu fico como agora: deitada na cama olhando para o teto do quarto tentando achar algum sentido para minha vida. Todos os dias eu me lembro da minha vida anterior, uma vida humana que se aproximava da morte a cada segundo.

Antigamente eu só pensava se Ada falou a verdade, se ela fez aquilo porque teve pena de mim. Idiotice. Com o passar do tempo eu nem me importei mais com isso, desisti de tentar achar uma resposta certa para isso. E pra que insistir nisso se não vai trazer minha humanidade de volta. Perda de tempo.

O toque de celular de Cloe fez quebrar todos seus pensamentos. Ela se levantou e foi até sua estante para pegar seu celular. Ela viu o número e logo viu que era Spencer. Ela respirou fundo pedindo mentalmente para que ele não a pedisse para ir em alguma missão.

-Olá Spencer. Não, eu não estava fazendo nada. – Cloe começou a rondear seu quarto. – Ir à sua mansão....bem, não velho problema nenhum, faz um bom tempo que não te vejo. Agora são 4 para as 15h. Ah é mesmo? O jatinho já foi mandado? Ok, eu vou me preparar e te encontro de noite. Até mais tarde.

Cloe desligou seu celular e foi para seu armário escolher peças de roupas. Ela abriu o armário cheio de Corsets de todo tipo e cor, dentre eles, ela escolheu o preto com pequenas fitas decoradas. Para acompanhar, pegou uma blusa preta quase que transparente. Cloe geralmente gostava de combinar corserts com calças de couro, mas dessa vez optou por uma calça jeans Skinny. Depois pegou sua bota de couro.

Cloe deu uma ultima olhada no espelho e saiu de seu quarto para o estacionamento. Ela podia avistar o jatinho branco. Ela viu HUNK vindo para sua direção. Cloe revirou os olhos parou em sua frente.

-Sua carruagem chegou. – Ele disse. Cloe deu uma risada irônica e cruzou os braços.

-Você já teve sua oportunidade HUNK. – Cloe queria irritar HUNK. – Eu não queria tomar seu lugar.

-Não diga besteiras Cloe. – HUNK respondeu friamente. – Por que você não vai logo?

Cloe sorriu de lado e seguiu com seu caminho. Ela subiu no jatinho e minutos depois o jatinho estava no céu que estava para anoitecer.

***

O jatinho deixou Cloe no jardim da mansão de Spencer. Cloe pensou que ela ia ser logo recebida por Spencer, mas ele não estava lá. O clima no jardim estava frio e a volta de Cloe havia a densa neblina. Cloe começou a andar devagar já que ela não sabia onde estava. Com dificuldade ela achou escadas de concreto. Ela subia e a neblina sumia aos poucos. Quando Cloe chegou na sacada ela olhou para o lado e viu uma das gigantescas janelas quebrada. Cloe engoliu um seco e continuou seu caminho apressada para achar uma porta. Ao achar a porta, Cloe girou a maçaneta rapidamente e entrou num corredor. Aquela sensação de perigo invadiu Cloe ao ver corpos de seguranças. Foram mortos com um golpe só, a pessoa que os matou era um especialista no assunto. Cloe alcançou o radio e entrou em contado com HUNK sem tirar os olhos dos corpos.

-HUNK, – Cloe começou a andar seguindo os corpos. – Acho que temos um problema.

-O que foi? – Era difícil de ouvir HUNK, alguns ruídos dificultava suas palavras.

-Os guardas de Spencer estão mortos, eu não sei o que aconteceu.

-O que? Sério?

-É, o que você tá esperando? — Cloe parou em frente a uma porta branca. — Manda logo alguém pra cá. – Ela desligou o radio antes que HUNK pudesse falar alguma coisa.

Cloe abriu a porta com tudo olhando rapidamente a sua volta. Seus olhos tremeram ao ver Spencer caído no chão.

-Spencer! – Cloe gritou e correu até Spencer. Ela se ajoelhou ao lado de Spencer e pegou no seu rosto frio. – Spencer! Spencer! – Ela o chacoalhava. Depois de alguns segundos ela encostou sua orelha no peito de Spencer. Não havia nenhum barulho.

Ela se levantou e pegou se rádio novamente.

-HUNK........

-Eu já mandei um pessoal. – Ele falou um pouco nervoso.

-HUNK, Spencer está morto. – Cloe respirou fundo.

O rádio ficou mudo por alguns segundos. Nenhum dos dois tinha coragem de falar.

-Eu.....eu vou para aí. – Foi a única coisa que HUNK disse e depois desligou o celular.

Cloe guardou o rádio e se virou para olhar Spencer. Ela ficou em seu lugar a ver a silhueta de um homem alto parado em frente da janela quebrada.

-Ele o matou. – A voz do homem era fria e misteriosa.

-Quem o matou?

-Albert Wesker.

-Wesker? – Cloe arregalou os olhos de supressa. – você sabe quem foi, por acaso não fez anda pra ajudar? – Cloe perguntou séria.

-Eu cheguei tarde.

-Quem é você afinal de contas?

-Alex Wesker. – Ele não hesitou em responder.

-.......- Cloe deu risada e cruzou os braços. – O tão precioso Alex! Que por acaso tem o T-Progenitor, não era para seus olhos vermelhos estarem brilhando na escuridão?

-Eu sei muito bem controlar isso. Na prateleira de livros próxima da porta, no meio do livro ‘’A Odisseia’’, você vai encontrar o testamento de Spencer. – Cloe olhou para a prateleira e achou o livro, o abriu e encontrou o testamento de Spencer.

-Alex....- Cloe se virou e ele não estava mais lá.

***

Só depois de 20 minutos o USS e HUNK chegaram à mansão de Spencer. Alguns investigadores também estavam lá para analisarem a morte de Spencer, se bem que isso não era preciso, Cloe sabia da verdade. HUNK estava na entrada da mansão procurando por Cloe. Quando ele viu Cloe descer pelas escadas, ele logo foi para perto dela. Cloe estava abatida.

-Cloe.....

-Se eu chegasse mais cedo. – Cloe olhou para cima controlando as lágrimas. Não conseguiu aguentar aquele fardo e chorou. – Ah droga, me sinto estupidamente culpada.

Num rápido movimento Cloe se jogou nos braços de HUNK. Ele ficou sem reação, para ele, Cloe era colega mais odiada, mas naquele momento ele aquietou aquele ódio bobo por Cloe. Ele pensou que era normal ela estar assim, ela era uma mulher, e morte de pessoas próximas às comove fortemente. HUNK acabou cedendo e abraçou Cloe, algo que o próprio achou estranho, ele nem sabia o que era abraçar fortemente uma pessoa, simplesmente havia esquecido-se disso.

Eu tenho que chorar, eu tenho que chorar, eu tenho que chorar. Tenho que mostrar para todos essa falsa tristeza.

Notas finais
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Bota:http://www.mercadodosapato.com.br/upload/wtstore_product_product/301/584_g.jpg
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