Die Motherfucker Die
18 Fechando O Guarda-Chuva
Notas iniciais
O advogado lia o testamento sobre a gigante mesa de reuniões. Cloe não parava de observa-lo da outra ponta da mesa, o antigo lugar de Spencer. John Lawrence tirou os óculos e olhou para Cloe.
–E então? – Ela deu de ombros.
–O Spencer deu a Umbrella pra você.
–Ah droga.....- Cloe cruzou os braços. – Eu não quero ser a dona da Umbrella. – Cloe sorriu. – A Umbrella não significa nada para mim.
–É o desejo dele Srta.Scarlet.
–Mas não é o meu. – Cloe respondeu quase exaltando sua voz. Ela realmente não queria isso. – Me diz uma coisa, o que acontece se eu negar isso?
–A Umbrella fecha.
–Hum......interessante. – Cloe levou sua mão para queixo.
–Mas e as pessoas que trabalham aqui? – Perguntou Lawrence temendo a resposta de Cloe. – Alguns dos pesquisadores vivem por isso.
–As pessoas não serão problemas. – Cloe se levantou com um sorriso e foi em direção a porta.
Cloe ao abrir a porta desfez seu sorriso e mostrou seu falso luto. Ela desceu até o meio das escadas e respirou fundo.
–Ei! – Ela gritou fazendo todos ali presentes olharem para ela. – Infelizmente, como todos nós sabemos, Spencer foi assassinado por Albert Wesker. – Ela começou a ouvir alguns sussurros. – E com isso, a Umbrella, a única ativa ficou sem um presidente. Spencer deu a Umbrella para mim.
Os pesquisadores ficaram boquiabertos, não achavam que Cloe tinha capacidade e nem direito de governar a Umbrella. Mas eles preferiam ficar calados do que expor sua opinião contra a nova dona da Umbrella.
–Mas a vontade de Spencer não será feita. – Cloe disse séria. Ela podia ouvir alguns pesquisadores falando coisas como ‘’Que absurdo!’’, ‘’Você tem que fazer isso!’’. – Agora......-Todos voltaram a se calar quando Cloe começou a falar. – Quero que todos vocês saibam que a Umbrella vai ser fechada, os arquivos serão excluídos e daqui alguns dias ela estará em ruinas, ou seja, vocês não trabalham mais aqui, mas não tenham pressa. – Cloe sorriu. – Vocês tem 30 horas para pegarem seus pertences e voltarem a ter uma vida social, isso vale também para o pessoal do USS.
Cloe olhou séria para os pesquisadores, eles estavam supressos e assustados. Cloe subiu as escadas e foi para a sala central de arquivos da Umbrella. Ela começou a apagar todos os arquivos, pasta por pasta. Ela ouviu alguém abrir a porta com força e fecha-la violentamente. Cloe se levantou e se virou. Era HUNK e isso Cloe já esperava.
–Cloe, você não pode fazer isso....
–HÁ! – Cloe o interrompeu. – Posso sim, Umbrella agora é minha e eu faço o que eu quiser com ela.
–Mas pra que fazer isso? – HUNK perguntou indignado. Cloe revirou os olhos, ela já estava ficando irritada.
–Primeiro, acha mesmo que eu sou qualificada pra ser dona de alguma coisa? Segundo, é a Umbrella, eu não importo com ela.
–Você não vai respeitar a vontade de Spencer?
–O que aquele velho sabia de respeito?
–Isso é muito egoísta da sua parte.
–Eu estou perdendo muito tempo aqui falando com você. – Cloe deu as costas para HUNK.
HUNK não conteve sua raiva, achou uma falta de respeito de Cloe dar as costas para ele. Ele foi até ela com passos largos e pegou em seu ombro, fazendo Cloe virar para ele. Cloe logo se enfureceu e seus olhos ficaram vermelhos.
–Ninguém vai me fazer mudar de ideia. – A voz de Cloe soou sombria. Por alguns segundos HUNK temeu morrer. – E mostre ser um bom exemplo para os soldados do USS e vá arrumar suas coisas há não que você queria ser explodido com esse lugar.
Cloe encarou HUNK com fúria. Os olhos avermelhados iam desaparecendo aos poucos. HUNK não disse nada. Ele foi em direção a porta e saiu. Cloe se acalmou e voltou a excluir os arquivos da Umbrella.
Às 30 horas se passaram rapidamente e a hora havia finalmente chegado. A densa fumaça cinza cobria o céu azul. Alguns pesquisadores ficaram lá para ver todo o estrago. Alguns choravam de tristeza ao ver o lugar que viveram por tanto tempo ser destruído em segundos, foi como se o trabalho não valesse a pena. Cloe ficou ali por alguns segundos. Ela entrou na Mercedes-Benz preta.
–Me leva pra esse lugar. – Ela deu um pedaço de papel para o motorista.
–Sim madame. – Ele respondeu educado.
***
O motorista deixou Cloe em frente a uma casa simples mas bonita. Ela olhou mais uma vez no papel para se certificar se estava mesmo no lugar certo. Ela abriu o portão da frente lentamente e passou pelo pequeno jardim. Ela parou na porta e a abriu sem fazer barulho, depois que entrou se verificando se não havia ninguém para nenhuma supressa desagradável, Cloe fechou a porta e foi para a sala. Ela andava silenciosamente até a estante de madeira cheia de objetos de decoração e fotos. Havia muitas fotos, todas as pessoas estavam sorrindo. Entre elas, Cloe pegou o retrato de Claire, a pessoa que ela matou friamente dois anos atrás. Cloe ouviu o barulho de uma arma preparada para atirar e se virou.
–Quem é você? – Perguntou Chris com a pistola apontada para Cloe.
–Parece que eu cheguei numa hora ruim.
Cloe disse se referindo ao fato de Chris estar apenas de toalha. Cloe automaticamente se lembrou de Wesker, isso arrancou um sorriso nostálgico da morena.
–Não dá tempo para se vestir quando tem alguém invadindo minha casa. – Cloe nem respondeu, mas lançou um olhar frio para Chris. Ela colocou o retrato de Claire no lugar. – O que fazia com o retrato da minha irmã?
–Chris Redfiled.....abaixa a arma. – Ela deu passos para se aproximar de Chris. – Eu vim aqui para trocar informações.
–Que tipo de informações? – Chris abaixou a arma. – E como você sabe meu nome?
–Primeiro, vai colocar uma roupa, seria desagradável conversar com você desse jeito. – Cloe disse e sentou. – Eu irei esperar, mas seja rápido. – Ela sorriu.
Chris a encarou sério, não sabia se podia confiar nela. Ele subiu as escadas rapidamente e foi para seu quarto. Suas roupas já estavam na cama. Ele vestiu um moletom cinza e a regata preta. Ele desceu as escadas e foi para sala.
–Eu tenho que falar isso.....- Disse Cloe encarando Chris. – Você é o cara mais musculado que já vi, chega ser um pouco assustador, mas legal. – Cloe disse as ultimas palavras com malicia.
–Tá. – Chris se sentou na poltrona e ficou de frente a Cloe. – Vamos direto ao assunto. Como sabe quem eu sou, e como me achou?
–Ahn Chris.....você é uma pessoa importante, e pessoas importantes são sempre fáceis de achar. – Cloe respondeu com um sorriso singelo. – Eu vim aqui para te perguntar se você quando foi a ilha Rockfort.....encontrou Albert Wesker.
–E por que eu deveria te contar? – A voz de Chris soou ameaçadora. – Nem sei mesmo quem você é.
–Você não quer saber quem matou sua irmã? – Cloe perguntou encarando ele nos olhos com um sorriso diabólico.
Chris respirou fundo. Ainda ele não confiava em Cloe, mas ele sempre quis saber quem havia matado Claire, só assim ele poderia ter vingança.
–Encontrei ele sim, ele estava enfurecido e me acusou de algo que eu não fiz.
–O que?
–De destruir os sapos gigantes. – Ele se referia ao HUNTER II. – E os arquivos de pesquisas. Ah! E ter matado a tal da Alexia, a única portadora de um vírus importante, disso ele estava certo, eu a matei por ser uma arma biológica.
–Ahn.......e depois disso?
–Wesker e eu tivemos uma briga, depois explodi tudo.
–Entendo. – ‘’Por isso os musculos’’, disse Cloe em sua mente. – Hoje é o seu dia de sorte Chris! – Cloe se levantou. – Fala pra BSAA ficar espertos com a África. – Chris ficou sem entender nada.
–Como assim? Me diga, quem matou a Claire. – Chris se levantou.
–Ok,ok. Algumas horas antes de você chegar, o chato do Ashford mandou uma mensagem para a única Umbrella ativa que Claire estava na ilha. Ele se sentindo ameaçado pediu para um agente especial para eliminar Claire. A agente foi mandada para lá, recebeu algumas observações de Ashford e rapidamente matou Claire e Steve.
–E quem foi essa agente.
–Bem.....essa agente foi eu.
Chris engoliu um seco, ele não sabia se ele queria acreditar, ele queria matar Cloe agora mesmo, tudo agora estava tão confuso. Quando ele recuperou o controle da sua mente. Ele correu até Cloe, a fazendo cair no sofá e Chris ficar em cima dela a enforcando.
–Por que? – ele gritou.
–Chris....- Cloe disse quase sem voz. – Você sabe muito bem como é, você faz isso sempre para BSAA. Diferente de você, que mata armas biológicas, eu tive que mata-la por que essas foram as ordens. As pessoas que nos dão ordens, que são desse ramo te mandam fazer coisas para você sujar a mão por eles e até mesmo morrer no lugar deles.
–Mesmo assim! Ela era minha irmã!
–Desculpe Chris. – Num rápido movimento Cloe se virou e ficou sem cima de Chris. Cloe segurou as duas mãos de Chris com força. – Mas você não pode me matar. – Ela disse com um sorriso triste. Em segundos seus olhos estavam vermelhos, ela queria mostrar a verdade para Chris, ela queria que ele fosse atrás dela.
–Esses olhos....você é igual ao Wesker! – Ele disse enfurecido.
Cloe não respondeu. Cloe sorriu e com sua velocidade saiu da casa de Chris. Chris saiu do sofá e foi para fora com esperança de achar Cloe, mas ela não estava mais lá.
–Volte aqui sua vadia maldita! – Ele gritou. Chris perdeu o controle das pernas e se ajoelhou segurando as lágrimas. – Claire.......- Ele sussurrou o nome da irmã.
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