Die Motherfucker Die
19 Apenas Problemas
Depois do encontro para falar a verdade para Chris, Cloe pegou algumas roupas, armas que restaram da Umbrella, seu Notebook e Pen-Drive com arquivos da Umbrella e ligou para um amigo velho que pilotava em aviões particulares . Ela pagou o cara e pediu para ela a levar para África e horas depois estava dentro do avião sobrevoando o EUA. Ela ligou seu Notebook e conectou o Pen-Drive. Ela abriu o arquivo ‘’Uroboros’’, não havia muitos arquivos sobre isso, pois as informações eram muito poucas, e nem era culpa dos espiões, afinal Wesker estava apenas começando com o seu projeto.
-Uroboros hum....- Cloe disse sorrindo enquanto lia os arquivos.
Enquanto ela lia os arquivos, Cloe ficava mais indignada. Parecia que Wesker não estava criando esse vírus para atacar alguém ou um país, mas Cloe percebeu que ele queria isso para humanidade, mas por quê? Ela achou aquela ideia tão estupida, se isso era mesmo a verdade então ela iria interferir nisso.
-Não mesmo. – Ela falou para si mesma. – Pra fazer uma coisa dessas? Não vale a pena.
Ela continuou a ler. A empresa Tricell apoiava Wesker secretamente. Isso fez Cloe pensar que já que isso é apenas um começo de um projeto, Wesker deve estar dentro da empresa trabalhando no vírus.
Cloe fechou o Notebook e encostou sua cabeça na janela do avião. Ela fechou os olhos e logo se lembrou da primeira vez que viu Wesker. Não foi muito agradável para um primeiro contato. Ele foi tão rude com ela, mas aquilo só a fez querer saber mais quem ele era. Nem a própria acreditou que iria ver ele mais de novo horas depois.
-Como será que ele vai reagir quando me ver viva e souber que eu sou como ele agora? – Ela falou baixo.
Aquilo assustava um pouco Cloe , ela não queria que Wesker a visse como ameaça mas sim como uma supressa.
***
Chris estava no computador no site do memorial de Raccoon City. O site tinha dados de todas as pessoas que viviam lá, parece exagero mas não é. Raccoon City não era uma cidade muito grande e nem muito populosa. Chris clicou na opção de almas de Raccoon City, ali tinha dados de todas as pessoas da cidade. Dados comuns como nome completo, idade e uma foto de perfil, além disso, o site informava se a pessoa estava morta, desaparecida ou viva. Chris queria tirar uma duvida, sua intuição dizia que Cloe um dia morou em Racccon City . Ele colocou o primeiro nome de Cloe e milhares de Cloe´s apareceram. Chris olhava a fotos das mulheres rapidamente e ia abaixando a página. Foi quando ele finalmente achou a foto de Cloe. Ele quase a não reconheceu por causa do cabelo curto que Cloe tinha naquela época. Chirs aumentou a foto de Cloe para ter certeza se era ele mesmo. Após a confirmação ele viu os dados de Cloe. Chris arregalou os olhos ao ver o ‘’MORTA’’ nos finais dos dados de Cloe.
-Não é possível. – Chris franziu a testa.
Chris não sabia o que pensar, ele sabia que era mesmo a Cloe e ela não estava morta, muito pelo contrario, ela estava muito bem viva.
Em vez das coisas melhorarem parece que tudo estava ficando mais complicado. Pelo menos algo estava resolvido. Chris agora sabia quem matou sua amada irmã, nada mais lhe restava do que se vingar. Outro problema é se realmente Jill estava morta. Desde o incidente na mansão de Spencer e o encontro com Wesker não se sabe de Jill. A BSAA não havia encontrado o corpo de Wesker ou de Jill. Isso deixava Chris mais calmo e com mais esperança. O último problema é Cloe, ele percebeu que ela sabia demais das coisas. Ele não entendia porque ela falou para ele a verdade.
Chris respirou fundo e desligou seu Notebook. Ele se sentia mentalmente cansado e não aguentava mais formar teorias para Cloe. Ele subiu as escadas lentamente e quando chegou no seu quarto, Chris se jogou na cama. Rapidamente ele caiu no sono.
***
Pela janela de avião Cloe já podia ver algumas cidades e aldeias da África. Demorou 24 minutos para chegar ao local mais próximo da empresa Tricell. Cloe viu que aquela era a hora de agir. Ela se levantou pegou sua pistola carregada com as balas especiais para estabilizar o vírus progenitor, uma granada de gás.
-Ei! – Ela gritou para o piloto ouvir. – Eu vou pular daqui mesmo. – O piloto fez um sim com a cabeça, ele sabia o que Cloe então nem se preocupou. – Ah é, vou deixar algumas coisas minhas aqui, você sabe muito bem que eu vou precisar da sua ajuda de novo mesmo.
O piloto abriu a porta e Cloe pulou do avião. Rapidamente seus pés tocaram o solo sem fazer barulho. Ela viu de longe a entrada da Tricell, estava muito bem protegida por guardas com armamentos pesados.
- O jeito mais fácil de entrar ali é sendo pega. – Cloe disse sorrindo.
Havia duas opções: Cloe poderia entrar lá, deixar ser pega e mentir que era uma espiã da BSAA, os soldados iriam a trazer obriga-la a falar com Wesker. A outra opção seria deixar os soldados atirarem, ela não iria morrer, isso iria fazer os soldados perceberem que Cloe era como Wesker e isso a levaria para ele de qualquer jeito.
Cloe com sua velocidade correu para a entrada da Tricell e jogou sua granada de fumaça. Logo ela ouviu as vozes dos soldados e tiros sem direção. Cloe deu um salto para entrar na Tricell e logo foi recebida pelos soldados. Todos eles estavam apontando a arma para ela.
-Quem é você? – Perguntou um dos soldados. Foi quase difícil de compreender por causa do sotaque africano. – Diga ou doou autorização para atirar.
-Espiã da BSAA.
-Espiã hum....você vai vir com a gente como uma garotinha bem comportada.
-Pode deixar Senhor. – Cloe disse com um sorriso malicioso.
O mesmo soldado se aproximou de Cloe e foi atrás dela para algema-la. Ele pegou as mãos de Cloe e a prendeu. Depois ele pegou a pistola de Cloe.
-Tem mais alguma coisa?
-Não mesmo, sou espiã, só ando armada para minha segurança.
O soldado olhou sério para Cloe. Ele pegou Cloe e a colocou na sua frente.
-Pode começar a andar.
Cloe fez um sim com a cabeça e começou a andar. Alguns soldados ainda estavam apontando a arma para Cloe. A porta da empresa se abriu e um dos soldados trouxe um saco preto. Cloe não agiu mas sorriu para o soldado. Ele olhou para Cloe e colocou o saco em sua cabeça. Cloe sentiu uma corda passar pelo seu pescoço, não chegava a enforcar e sim incomodava.
Agora que Cloe não podia ver o que estava na sua frente, ela andava lentamente e ouvindo o soldado atrás falando se era pra ela virar para esquerda, direita e subir escadas. Depois de minutos que pareciam que nunca iriam acabar, aquela viagem escura por dentro da Tricell havia acabado. O soldado fez Cloe se sentar na cadeira a amarrou junto a ela.
-Espera aqui que o chefe vai vir falar com você.
-Está bem. – Cloe disse feliz como uma criança.
Cloe ouviu o barulho da porta se fechar e percebeu que agora ela estava sozinha. Ela estava sorrindo por dentro do saco preta e muito ansiosa para ver Wesker depois de três anos. A porta se abriu e Cloe podia ouvir uma respiração muito forte.
-Então você é a espiã da BSAA.
Wesker disse com aquela voz inconfundível, aquela voz sexy e penetrante. Cloe sentiu um arrepio forte por todo o seu corpo.
- É melhor você começar a falar....
Wesker desamarrou o laço e tirou lentamente o saco preto da cabeça de Cloe. Quando tirou e viu aquele rosto familiar, Wesker arregalou os olhos. Ele não queria demostrar que estava supresso mas isso era impossível para alguém que a viu morrer.
-Como isso é possível? – Ele perguntou olhando para Cloe quase que boquiaberto.
-Supressa. – Ela disse sorrindo.
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