Die Motherfucker Die

23 Trabalho E Decepções Em Equipe


–Esse é o prédio que iremos investigar? E do que é exatamente esse prédio? – Perguntou Carlos.

–Afirmativo. É o prédio da empresa de comidas congeladas Easytaste. – Disse o soldado. – Não queremos chamar a atenção ainda, por isso essas roupas de executivos.

–Vocês já têm informações do que estamos lidando? – Disse Chris colocando o paletó cinza.

–Bem, tivemos denuncias de que o chefe dessa empresa estava comprando alguns parasitas para colocar na comida da empresa rival.

–Cada uma. – Carlos riu.

–É algo muito fútil. – Disse o soldado. – Mas pode matar milhões. O que esse chefe da Easytaste está fazendo é para fechar a empresa rival, mas como isso vai afetar as pessoas podemos dizer que isso é um ataque.

–Claro. – Chris pegou sua pistola e guardou dentro do bolso do paletó. Carlos fez o mesmo.

–Boa sorte. – Disse o soldado e desapareceu.


Chris olhou para o prédio e depois para Carlos.


–Vamos? – Chris perguntou. – Carlos apenas fez um sim com a cabeça.



***


Cloe estava olhando o prédio do lado de trás já arrumada com seu traje para entrar na empresa. Cloe estava vestida de maneira elegante e social. Um vestido lápis branco e ankle boots preta. Cloe andou em direção ao estacionamento e logo foi parada pelo guarda na entrada.


–O que a moça quer aqui?

–Moça? – Cloe fingindo insultada. – Srta. Scarlet pra você. Eu vim pegar meu carro.

–A Senhorita não tem chofer?

–Pra que? – Cloe deu de ombros. – Eu tenho pernas e mãos para dirigir.

–E porque não veio pelo elevador?

–Por que eu estava fora do prédio e.....olha aqui! Eu não tenho que te explicar nada do que eu faço. E eu acho melhor o Senhor me deixar passar se não quiser ter umas férias bem longas.

–Está bem, está bem. – O guarda bufou e deixou Cloe passar.


Ao passar pelo guarda Cloe abriu um sorriso.


–Idiota. – Ela sussurrou.


Cloe foi apressada para o elevador e apertou o botão. Esperou alguns segundos e a porta se abriu com o elevador vazio. Ela entrou e logo as portas se fecharam. Cloe se virou e se olhou no espelho. Ela não se reconhecia com aquelas roupas de uma típica mulher que acorda cedo para trabalhar. Aquilo a deprimiu um pouco porque isso fez a lembrar dos seus sonhos de criança: Se tornar uma chefe de empresa, um sonho que mais tarde ela reconheceu como impossível.

O elevador parou e Cloe ainda estava no transe de seus próprios pensamentos. A porta se abriu e pelo reflexo do espelho ela viu Chris e Carlos entrar. A porta se fechou e ela percebeu que Chris estava a olhando.


–Cloe.......- Disse Chris.

–Então é verdade. – Disse Carlos boquiaberto.


Cloe se virou e olhou o dois supresso sem preocupação nenhuma.

Chris rapidamente pegou sua pistola e empurrou Cloe contra o vidro do elevador. Com sua mão livre ele pegou os braços de Cloe e segurou com força, depois apontou a pistola no queixo de Cloe.


–Chris não! – Disse Carlos tentando interferir.

–Se você está aqui é porque sabe de alguma coisa. – Chris disse num tom agressivo.

–E eu por acaso sei? – Cloe riu. Ela não se sentia ameaçada. – Me resposta você já que é investigador, você que tem que ter aas respostas, lembra?


De repente um alarme soou e o elevador.


–Chris, olha o que você fez! Precisava pegar a pistola? – Disse Carlos enfurecido.

–É Chris. – Disse Cloe como uma criança que quer fazer uma pessoa se dar mal. – Você deveria ter sido mais cuidadoso.


Chris bufou e soltou Cloe.


–É muito bom saber que você está viva. – Disse Carlos se aproximando de Cloe.

–Ahn.....é mesmo. – Cloe viu que os olhos de Carlos iam abaixando aos poucos. Ela se virou e cruzou os braços. – Cacete Carlos, você me assediou quando me salvou em Raccon City, e como se não bastasse aqui também.

–Eu? – Ele disse com um sorriso torto. – Imagina.

–Será que dá pra vocês pararem com isso? Temos que sair daqui. – Chris olhou fixamente para Cloe. – E nem vá pensando que você vai sair bem dessa. Você vai andar com a gente.

–Tanto faz. – Cloe deu de bruços.


Chris pulou para alcançar a tranca da saída de emergência do elevador. Logo de primeira Chris conseguir abrir a pequena porta e com um pequeno esforço conseguir sair do elevador.


–Vamos. – Disse Chris apresado para Cloe.


Cloe olhou para ele com desdém. Ela podia sair de lá sozinha sem nenhum problema, mas numa situação dessas Cloe prefere fingir demência.


–Eu ajudo. – Carlos disse pegando na cintura de Cloe e levantando.


Aquele ato inesperado de Carlos deixou Cloe um pouco vermelha. Ela olhou para cima e pegou na mão de Chris. Ele a puxou para cima sem nenhuma dificuldade. Depois Chris ajudou Carlos a subir.


–Pronto. E agora? – Disse Carlos limpando as calças.

–Não vai uma boa ideia irmos pra nenhuma das portas. – Disse Cloe olhando para cima. – Se eles pararam o elevador foi para colocar guardas armados nos andares, e depois ligar o elevador.

–Então teremos que subir pela ventilação. O prédio é grande e é divido por parte leste e oeste, andando pela ventilação poderemos chegar na outra parte. – Disse Chris olhando para cima procurando uma ventilação.

–Ou até mesmo numa sala, se tivermos sorte. – Comentou Cloe cruzando os braços.

–O que estamos esperando? – Disse Carlos mexendo nos fios do elevador para se certificar se eram seguros. Depois ele olhou para Cloe. – Eu acho que Cloe deveria ir no meio, sabe dupla proteção.

– Infelizmente tenho que concordar com você Carlos. – Chris foi até a corda. – Você pode ir depois da Cloe. – Ele disse para irritar Cloe.

–O que? – Cloe perguntou.

–Dupla proteção. – Respondeu Chris. – Vai logo. – Chris começou a subir na corda.


Cloe foi até a corda com a cabeça baixa. Ele queria acabar logo com isso, mas mostrando quem ela realmente é só iria atrapalhar seus planos.


–Seu filho da mãe. – Ela olhou para Carlos. – Aproveite bem a visão, porque é só isso que você vai ter. – Cloe começou a subir.

–Pode deixar. – Ele disse quase rindo e começou a subir.


Os três subiam a corda do elevador o mais rápido que conseguiam. Chris em minutos chegou ao primeiro corredor de ventilação. Chris pegou no braço de Cloe e a trouxe para cima.


–Só pode tá de brincadeira. — Disse Cloe olhando para o corredor. Ela já estava imaginando a posição que teria que ficar para andar.


Antigamente Cloe nem iria se importar com isso, mas agora as coisas são diferentes.


Quando Cloe se virou viu Carlos atrás dela pronto para ver a visão que ele tanto queria ver.


–O que.....- Não tá achando que eu vou na frente dessa vez. – Cloe encostou todo seu corpo na parede de metal.


Carlos fez cara de decepção e foi na frente. Logo veio Chris olhando sério para Cloe.


–O que foi?

–Você vai por ultimo, mas não vai escapar.

–E como vou escapar? Tem alguém lugar de fuga por aqui por acaso?

–Escuta aqui. – Chris deu um jeito de pegar fortemente nos braços de Cloe. Ele se aproximou perto de rosto dela. – Você não vai escapar dessa.

–Você fala como se fosse meu dono. – Cloe disse com malicia.


Chris olhou fixamente nos olhos de Cloe. Ele praticamente estava em transe naqueles olhos verdes profundos.


–Ei Chris! – A voz de Carlos o tirou do transe. – Achei uma saída.


Chris largou Cloe e seguiu seu caminho. Cloe fez o mesmo e quando mais se aproximava ouvia o barulho de uma grade ser quebrada, era Carlos abrindo caminho. Carlos pulou da ventila e Chris fez o mesmo. Quando chegou a vez de Cloe, Carlos já estava preparado para pega-la. Cloe pulou e Carlos a segurou pela cintura.


–Tá Carlos.......- Cloe colocou a mão no peitoral de Carlos para se distanciar. – Pode me soltar.

–Tá bem, tá bem. – Carlos a soltou.

–Obrigada. – Ela agradeceu com ironia.

–Olha, não sei o que vamos encontrar agora Cloe. – Disse Chris atento olhando para os lados.

–Relaxa. – Cloe disse sorrindo e depois tirou uma pistola do meio do sutiã.

–Como conseguiu esconder isso aí? – Chris perguntou.

–Olha bem Chris. – Carlos inclinou a cabeça em direção a Cloe. – Dá pra guardar muita coisa aí.

–Ah Deus Carlos, dá pra parar de me assediar?

–Tá, parei. – Ele coçou a cabeça.


O trio começou a andar pelas escadas. Todos estavam com suas pistolas nas mãos. Chris estava liderando o caminho e subia as escadas apressado.


–Aonde você quer ir exatamente Chris? – Cloe perguntou ainda subindo as escadas.

–Para a sala do diretor.

–Vai falar mesmo Chris?

–Ela é diferente Carlos. – Disse Chris parou ao lado da porta do ultimo andar. – Prontos? – Os dois fizeram um ‘’sim’’ com a cabeça. Carlos depois ficou em frente a porta preparado.


Chris abriu a porta rapidamente e Carlos viu se estava tudo ok. Chris saiu das escadarias e fez um sinal para Cloe entrar.

O corredor que dava para a sala do diretor estava vazia e quieta. Chris logo estranhou o silencio, talvez seja porque ele estava acostumado a ser parado quando chega perto de lugares importantes. Mas isso não impediu deles andares preparados para alguma coisa.

No final do corredor estava a grande porta que dava na sala do chefe da empresa. Eles andaram rapidamente para lá e Chris abriu a porta com tudo já apontando a arma.


–Ah....droga.- Disse Chris abaixando a pistola.

–O que foi? – Perguntou Carlos e depois entrou na sala. Depois arregalou os olhos.


Cloe passou pelos dois e olhou para o sangue fresco escorrendo pelo chão. Na cadeira luxuosa estava o corpo do chefe da Easytaster com a cabeça encostada da mesaEra dali que vinha todo o sangue.

Notas finais
Achei uma foto pra vocês verem como a Cloe está de cabelo comprido *--* (Copia e cola na barra de endereço)
http://www3.pictures.zimbio.com/gi/Leticia+Dolera+Scarlett+Johansson+Attends+K2z5DBAsch8l.jpg