Die Motherfucker Die

13 Promessa De Vingança


Os dias seguintes no laboratório da Umbrella foram estressantes, pesquisadores andavam como se fossem formigas quando seu formigueiro é destruído. Toda aquela confusão durou três dias. Nesses três dias os soldados da USS ficavam circulando pelo laboratório e fora dele. Nenhum pesquisador saia de lá e também não podia sair. Até mesmo Cloe não podia sair por ordens do Spencer, algo que a própria não entendeu.

Os três dias foram longos e entediantes para Cloe. Ela não gostava de ler, mas acabou lendo um livro de 646 páginas apenas para passar o tempo, coisa que não valeu a pena para o ponto de vista de Cloe, ela odiou o final do livro, romântico demais.

Cloe estava lixando as unhas de uma forma para deixa-las pontiagudas, ela sorria enquanto lixava ao pensar ao estrago nas costas de um homem que ela podia fazer agora. Cloe ouviu um toque na porta e se levantou imediatamente. Ela andou para porta e a abriu. Era Blair Leighton, um dos pesquisadoras mais importantes.

–Ahn....Oi. – Cloe disse sem animação. Ela esperava alguém mais simpático. Blair era tão fria com Cloe.

–Srta. Scarlet, preciso que você coopere em algo.

–E pra que? – Cloe se encostou-se à porta e cruzou os braços.

–Coletas de sangue.

–.....- Cloe respirou fundo e revirou os olhos. – Melhor de que ficar aqui sem fazer nada

Cloe fechou a porta e seguiu Blair para uma das cadeiras do laboratório. Ela se sentou e esperou a albina pegar a agulha e os coletores. Blair voltou e Cloe estendeu seu braço na mesa.

–E pra que querem meu sangue?

–Spencer pediu para criamos um amenizador para o T progenitor — Blair mexia na dobra do braço de Cloe para achar uma veia.

–Amenizar? – Cloe ergueu a sobrancelha.

–Sim — Blair confirmou com firmeza. – Para fazer essa arma precisamos ver como o sangue de vocês reage a outros vírus, ou até mesmo químicos.

Cloe ficou olhando para Blair confusa. Ao colocar a agulha na pele de Cloe, ela sentiu apenas um arrepio naquela área e não aquela dor aguça de sentir a agulha entrando em sua carne.

–E vocês vão usar isso quando eu for uma garota má ou deixar de ser útil? – Cloe disse com malicia e vendo o seu sangue encher o primeiro coletor.

–Não Srta.Scarlet, o único inimigo para Umbrella é Albert Wesker.

–Hum.......- Cloe olhou Blair com seus olhos fixos sobre a albina.

A pesquisadora pegou o segundo coletor para outra coleta do sangue. Cloe olhou para o lado e viu quatro coletores de sangue com o nome de Alex Wesker.

–Parece que não foi só eu que teve que participar dessa doação de sangue. –Cloe comentou com um sorriso.

–Sim, Alex participou a mando do Sr.Spencer. – Blair tirou o segundo coletor e pegou o terceiro.

–E quem tirou o sangue dele?

– Não te interessa. – Blair encarou Cloe séria.

–Você viu o rosto dele? – A morena ignorou o tom de voz de Blair.

–......-Blair olhou para Cloe. – Não estou autorizado a falar isso pra você Srta.Scarlet.

–Tudo bem. – Cloe mentiu. Ela viu Blair tirar o terceiro coletar e ir para o quarto e ultimo.

***

Chris estava sentado no sofá olhando para o caixão fechado de Claire. Ele se sentia culpado por deixar sua irmã mais nova entrar na guerra que era dele. Chris não queria estar ali, ele não queria que sua ultima lembrança de Claire fosse ela dentro de um caixão, mas ele tinha que ficar por ser o anfitrião daquele encontro fúnebre.

–Chris! – Chris levantou a cabeça ao ouvir a voz de Jill. Ele a avistou e se levantou do sofá. – Ah meu Deus Chris! – Jill foi até Chris e o abraçou. – Eu sinto muito, muito mesmo!

–Ah Jill.....- Chris abraçou Jill e segurou as lágrimas. – Foi minha culpa.

–Chris não diga isso.

–Se ao menos eu dissesse aonde eu estava esse tempo todo ela não viria atrás de mim.

–Chris me escuta! – Jill pegou o rosto de Chris e o fez olhar para ela. – Você não é o culpado da morte da Claire e sim a pessoa que a matou.

–Mesmo assim Jill! – Chris tirou as mãos de Jill de seu rosto. – Ela era a minha irmã e eu queria estar lá para salva-la. – Chris franziu a testa e voltou a se sentar. Ele não tinha coragem de olhar para o caixão de Claire então permaneceu com a cabeça baixa.

–Você já ouviu falar da BSAA? – Jill se sentou ao lado de Chris e cruzou os braços.

–Não, e o que é?

–Biohazard Security Asssessment Aliance. Armas biologicas estão por toda parte do mundo então o Consórcio Farmacêutico Global criou a BSAA com a ajuda de uma ex aluna da faculdade da Umbrella. A BSAA não está só aqui nos EUA, mas em toda parte lutando contra as BOWs. Um dos chefes da BSAA ligou para mim dizendo que eu poderia me juntar a eles.

–E você aceitou? – Ele olhou para Jill.

–Mas é claro, não só eu mas o Carlos também.

–Carlos....ele é aquele cara que te ajudou a sair de Raccoon City....ahn e que foi com você num cruzeiro.

–Ah Chris não fale besteiras. – Ela deu um tapa de leve em Chris, fazendo ele rir um pouco. – Afinal nunca vamos ficar juntos.

–Tá...mas e aí?

–Bem, o chefe da BSAA me disse que estava tentando ligar para você, ele queria saber se você também queria se juntar a essa guerra, eu falei que eu daria o recado e cá estou. Você quer participar da BSAA Chris?

Chris voltou olhar para o caixão de Claire. Claire estava morta por não só ir atrás do irmão, mas pelo que Leon disse, ela queria acabar com a Umbrella. Chris tinha medo de seu destino ser o mesmo que de Claire. Ele pensou por alguns segundos e percebeu que não participar dessa guerra era muito egoísta de sua parte.

–BSAA uh, parece que eles chamaram os melhores para cuidar do assunto.

–Eu sabia que você ia topar Chris. – Jill sorriu.

–E eu tenho escolha? Se eu dissesse não provavelmente você me irritaria até dizer sim.

–Mas é claro, quem manda aqui sou eu. – Jill riu da própria piada.

Chris parou de olhar para Jill quando ouviu o barulho da porta. Um de seus parentes havia aberto a porta para alguém. Era Leon e ele estava acompanhado com Sherry com a mãos dadas. Leon cumprimentou os parentes de Chris e foi para a sala onde o caixão de Claire estava. Ele olhou para o caixão cabisbaixo. Sherry começou a chorar e logo Leon a pegou no colo. Sherry se envergonhava de suas lágrimas então encostou seu rosto no ombro de Leon.

Chris e Jill se levantaram para cumprimentar Leon e foram até ele. Jill o cumprimentou com um aperto de mão, Chris fez o mesmo.

–Chris....eu nem sei o que dizer....eu......queria ter ajudado mas eu estava tão distance de Rockfort.

–Tudo bem Leon. – Chris sorriu tristemente. – Você fez o que pode.

–Mesmo assim eu......

–Chris? – Sherry olhou para Chris. – Você é o Chris? Leon me coloca no chão. – Leon a colocou no chão delicadamente.

–Sim sou eu. – Chris se agachou para ficar na altura de Sherry.

–Eu sinto muito! – Sherry avançou em Chris e o abraçou fortemente e voltou a chorar. – Eu sinto muito! Claire era muito importante para mim também.

Chris ficou sem palavras. Ele sentiu que Sherry sentia a mesma dor que ele. Lágrimas saíram dos olhos de Chris mas logo ele as secou.

–Está tudo bem....agora. – Chris disse com dificuldade.

Ele disse aquelas palavras para confortar Sherry, mas por dentro a sede de vingança pulsava no coração de Chris. Ele não sabia quem tinha feito isso, mas ele tinha dois suspeitos: Wesker e a Umbrella. Naquela hora ele prometeu a si mesmo que a morte de Claire seria vingada.