Die Motherfucker Die

2 Deixada A Própria Sorte


– Eu não sei do que você está falando. – Disse Cloe com a voz falha e desviando o olhar para o canto. Ela estava nervosa.

–O que você estava fazendo naqueles corredores? – A voz dele parecia ameaçadora.

–Eu sou uma garota de programa, um cara me contratou. – Cloe começou a tremer.

–Vou perguntar de novo. Pra que você trabalha espiã? — Wesker segurou as bochechas de Cloe.

–Saí! — Cloe tirou as mãos de Wesker de seu rosto.- Eu já falei que eu sou uma garota de programa, quer que eu fale puta logo?

–Não acredito em você.

–Eu tenho cara de espiã? — Ela se levantou um pouco irritada.- Agora me diz você, o que aconteceu com aquele homem, quem são aqueles homens que estavam atrás de você? O que é este lugar e o que está acontecendo?

–É mais fácil você ver por você mesma. — Wesker se levantou e foi em direção a janela a abriu e inclinou a cabeça chamando Cloe para ver tal coisa.

Cloe engoliu um seco e andou lentamente para a janela fitando o loiro. Quando se aproximou e olhou para baixo, Cloe começou a tremer de medo, não acreditava que no que seus olhos estava vendo. Pessoas devorando umas as outras. Os gritos, o barulho da carne sendo rasgada e o chão de cimento tingido de vermelho.

–Mas o que é isso? — Ela perguntou com medo.

–É o fim do mundo. — Wesker respondeu num tom sombrio.

–O que são eles? – Cloe queria parar de olhar todo aquele canibalismo mas não conseguia, era a primeira vez que via algo tão terrível.

–Mortos-vivos....zumbis. – Wesker andando para o centro da sala.

Cloe se virou e olhou Wesker e se aproximando dele, então pegou em seu ombro. Ele se virou e tirou a mão de Cloe sobre o ombro dele.

–O que é esse lugar?

–Se você não é uma espiã ou algum perigo evidente, então não tem nada a saber. – Ele foi curto e grosso. – Me diz uma coisa, quem foi o homem que te contratou? Quanto ele te pagou? – Cloe percebeu o deboche no tom de voz do loiro.

–Allan. Ele me deu mil antes, e pelo jeito iria me dar mais.

–Allan? – Wesker riu e se sentou. – Você não suspeitou de nada?

–Como assim?

–Você só faz perguntas, sua ignorante. Não percebeu que ele estava num celta, e com mil reais, ele roubou esse dinheiro da sala de seu superior.

–Eu não sabia disso. E como eu iria saber disso? – Cloe prostestou.

–Claro que não sabia, o dinheiro a confundiu não é mesmo? – Disse Wesker com malicia.

–.......- Cloe abaixou a cabeça, ele estava certo, ela não podia negar isso, mas agora ela só tinha a ele para sair dali, dependia dele para sobreviver. – O que você vai fazer agora?

– Coisas do meu interesse dentro da Umbrella.

–Quer dizer que....-Cloe disse supressa.

–Isso mesmo, pelo menos você é espertinha. – Wesker se aproximou dela. – A Umbrella é a culpada disso tudo.

–E o que você vai fazer comigo agora? Me deixar morrer? Eu não vou sobreviver com essas coisas pela cidade.

–Aí o problema já é seu. Vai ser uma pena perder uma mulher bela. – Ele segurou o queixo de Cloe.

–Então não me deixe morrer. – Cloe pegou o braço de Wesker e o segurou para baixo a livrando.

–Não sou desse tipo de cara que consegue ser controlado por uma mulher. Qual é o seu nome mesmo?

–Cloe.

–A única coisa que eu posso te dar é isso. – Wesker tirou sua pistola e deu nas mãos de Cloe e 3 pentes de balas.

–Eu não sei usar isso! Nunca peguei numa arma antes! – Ela olhou assustada para a pistola.

–Vai aprender no ato. – Wesker foi para a janela e subiu nela.

–Espera.......você não vai pular daí vai? – Cloe abriu um sorriso nervoso.

Wesker sorriu de lado e pulou da janela. Cloe ficou paralisada ao presenciar aquela cena.

–Ei! – Cloe correu para janela mas ele não estava mais lá.- Droga! – Ela bateu suas mãos na janela.

Cloe segurou seus cabelos com força na tentativa de não chorar. Estava entre o medo e a raiva. Medo porque agora ela estava sozinha e lá fora estava um caos, e provavelmente dentro da Umbrella está a mesma coisa porque afinal ela é a raiz dessa mal. Raiva porque a única pessoa que a salvou de um zumbi mesma a fazendo sua vitima foi Wesker e ela sabia que não o veria tão cedo, ou talvez nem o veria. Ela nem pelo menos sabe seu nome.

Agora sozinha ela pensava no que ela deveria fazer. Ela foi em direção a alguns armários em busca de algum mapa da empresa. Com muita sorte ela tinha achado o mapa quase que no fundo da gaveta. Na mesma gaveta, Cloe achou também uma faca e nem pensou duas vezes. Ela não sabia usar uma arma de fogo. Ela nunca feriu algum com faca, mas podia imaginar como era mais fácil usa-la. Cloe guardou a arma no seu bolso junto com os pentes no bolso do sobretudo que é fundo e ficou com a faca na mão. Cloe andou até a porta e a abriu rapidamente.

Entre aqueles corredores estava o caos, via pessoas correndo, fogo e zumbis. A respiração de Cloe já estava alterada e ela começou a suar. Logo colocando sua cabeça de volta ao lugar viu o mapa. Cloe viu que estava no sexto andar por uma placa. O objetivo de Cloe era chegar à entrada para sair de Umbrella e achar algum lugar mais seguro. Analisou toda a seu trajeto e seus pensamentos foram cortados ao ver alguns zumbis com as roupas do USS se aproximando. Eram o mesmo time minutos atrais, mas agora todo o time estava contaminado e andavam na direção de Cloe.

Ela saiu correndo para as escadas esbarrando em algumas pessoas. Enquanto ela corria sem olhar para o chão, Cloe caiu em cima de um corpo. Ao recuperar sua mente ela olhou para trás para ver se era uma pessoa, e se ela podia ajudar. Quando a morena olhou diretamente para os olhos do ser, viu os olhos esbranquiçados. Cloe se assustou e tentou se levantar, mas o zumbi pegou sua perna. A jovem se rebatia para escapar de sua possível morte. ‘’Morte’’ só de pensar nisso a adrenalina invadiu seu corpo. Cloe segurou sua faca com dificuldade e atingiu a cabeça do zumbi, mal acreditou no que acabara de fazer. Ela tirou a faca da cabeça do zumbi e se levantou controlando o choro.

Cloe se sentia inútil por chorar. Ela havia matado em sua defesa mas havia matado, o que a deixou com um peso de culpa. Não sabia de onde vinha essa culpa, talvez pelo fato que esse zumbi um dia foi humano.