Die Motherfucker Die

3 Não Há Lugar Para Se Esconder


Notas iniciais
Deu muito trabalho para fazer esse capítulo mas estou bem satisfeita com ele e espero que gostem tanto como eu gostei :3

Cloe queria se acalmar, mas não tinha tempo para isso, ficar ali significava ficar igual a eles. Ela apressou seu passo para as escadas e quando a encontrou percebeu que não foi a única pensar na escapatória. Havia algumas pessoas descendo as escadas em desespero total, algumas até caia pelos degraus e eram pisoteadas. Cloe tentava ignorar esses fatos, ela não queria parar para ajudar aquelas pessoas, ela tinha medo delas mais do temia dos zumbis. Pessoas eram espertas e rápidas, comparadas aos zumbis que eram lentos e burros.

Ela parou de correr ao ver a porta do primeiro andar e logo a abriu com brutalidade e desespero. A desanimação e a decepção se misturaram ao ver que a porta estava trancada com barras de ferro e um grande grupo do USS estava lá tentando colocar ordem nas pessoas. Cloe se distanciou da porta e as pessoas passaram na sua frente. A morena queria confiar, mas não conseguia confiar nem mesmo nas autoridades, talvez eles quisessem agrupar as pessoas e mata-las numa tentativa de amenizar a contaminação.

Olhando no mapa de novo, Cloe viu uma cor cinza que estava no subsolo da empresa, pareciam passagem de tuneis, a forma do desenho do mapa parecia uma forma mais segura e calma para sair da Umbrella. Cloe guardou o mapa e seguiu seu caminho.

Ela sentia que estava chegando mais perto do tuneis porque o caminho ficava mais escuro, com cheiro de esgoto, de paredes brancas para tijolos e luzes baixas. Ao abrir a porta de ferro ela estava finalmente nos tuneis de esgotos. Olhou no mapa novamente para ver aonde o esgoto iria parar e no desenho do mapa só havia uma seta. Calculou que levaria 15 minutos para chegar onde queria. Cloe guardou o mapa por precaução e engoliu um seco ao ver aqueles ratos, baratas e agua esverdeada. Ela desceu os degraus e começou a andar pelos tuneis.

Diferente do jeito que Cloe estava andando pela Umbrella, apressada e desesperada, agora ela andava com calma, mas atenta. Mas toda a sensação de segurança durou pouco, muito pouco.

Ela ouvia passos pesados no chão. Cloe logo encostou-se à parede e inclinou um pouco sua cabeça para ver quem estava vindo. Olhou rapidamente e retornou sua cabeça tremula. Não sabia se aquilo era um zumbi ou não. Era grande, algumas poucas feições humanas do lado esquerdo, cabelos loiros e sua pele branca e alguns pedaços de roupa. O outro lado era vermelho por conta dos músculos expostos e havia um grande olho vermelho. Ele carregava um pedaço de cano. Cloe pensou rápido e silenciosamente pulou para a agua rasa do esgoto e se escondeu debaixo de um vão que tinha no concreto. Ela engoliu um seco e controlou sua respiração para não chamar a atenção do monstro. O chão tremeu um pouco e Cloe sentiu que ele estava em cima dela. Ele parou e Cloe sentiu seus pelos se arrepiarem. Ela encostou a pistola na sua testa e fechou os olhos.

–Por favor....por favor.....por favor..... – Ela repetia as palavras num sussurro como uma oração para aquilo ir embora.

Depois de alguns minutos ele se foi. Cloe saiu do vão e subiu no concreto ainda com receio. Ela voltou a andar e quando ouviu o grito que pensou que vinha do monstro ela saiu correndo sem olhar para trás.

–Eu não quero morrer! – Ela gritou quase em lágrimas.

Ao avistar a porta Cloe correu mais rápido, abriu a porta e entrou em um corredor branco. Ao fechar a porta ela deslizou suas costas contra ela e se sentou no chão. Estava recuperando seu folego pouco a pouco. A sentir sua disposição renovada, Cloe se levantou tremendo e seguiu seu caminho e então, andou até achar uma porta de madeira e a abriu. Seus olhos ficaram supressos ao ver o mármore branco no chão e parede vermelha. Estava tudo igual quando Cloe visitou o Departamento de Policia de Raccoon City quando criança numa excursão escolar. Cloe olhou de novo no mapa e não tinha nada sobre o DPRC.

–Então o DPRC era uma passagem para a Umbrella. O que mais essa Umbrella tem a esconder?

Cloe amassou o mapa e o jogou no chão.

–Ele me atrapalhou um pouco... — Quando Cloe ouviu a voz feminina encostou-se à parede e com a pistola nas mãos. Parecia vim andar em sua direção mas parou. – Mas eu dei uma sumida nele.

–Você perdeu o foco do seu objetivo Ada. – Cloe engoliu um seco ao ouvir aquela voz inconfundível e maliciosa. – Você tem que me trazer o vírus G.

– Eu sei o que eu tenho que fazer. Você terá esse vírus. Leon pode até ser útil.

–Faça o que bem entender, mas me traga o vírus.

Ada desligou o comunicador com um sorriso e o guardou. A mesma seguiu o seu caminho e Cloe apareceu na sua frente com a arma apontando na sua cabeça. A reação de Ada foi de surpressa, mas depois sorriu de maneira maliciosa e não se sentiu ameaçada, via que as mãos de Cloe estavam tremendo , ela iria errar o tiro se puxasse o gatilho. Nem pensou em pegar sua arma, para Ada era apenas uma garota boba.

– Onde ele está? – Cloe perguntou.

–De quem você está falando? – Ada perguntou com ironia.

–O cara loiro de óculos escuros e todo de preto.

–Ahn.....- Ada decidiu falar o nome de Wesker porque Cloe sabia quem era fisicamente , só não sabia o nome. – Wesker....? Você é o que dele? Ex- namoradinha que ele deixou? – Ela brincou.

–Não! – Cloe corou um pouco. – Ele me salvou......-Cloe abaixou a cabeça por alguns segundos. – E depois me usou como vitima.

–Típico dele.

Ada deu um passo para frente e Cloe atirou. Ada não se desviou o tiro que passou nem de raspão. Cloe não tinha acreditado que tinha puxado o gatilho, poderia mata-la se tivesse alguma noção de mira. Quando viu o buraco de tiro da parede ficou decepcionada.

–Deus...você precisa melhorar sua pontaria.- Ada riu.

–Eu sei tá.

–Guarda essa arma, não vou te fazer mal, mas o que você quer com Albert Wesker hein? A propósito meu nome é Ada.

–Meu nome é Cloe. – Cloe abaixou a arma. – Eu realmente quero saber o porquê de tudo isso, ele só me respondeu duas coisas, ainda tem muita coisa que eu quero saber. Sabe aonde eu encontro ele?

–Bem...... – Ada sorriu de maneira maléfica. — Sabe onde fica a mansão que foi destruída?

–Ahn....lembro.

–Nos arredores de suas ruinas tem um velho deposito no meio da floresta. É um lugar abandonado. Wesker usa o deposito como seu lugar secreto. Você pode ir de carro, mas ao chegar alguns quilômetros perto da mansão será obrigada a sair e ir andando.

–Se é secreto, por que está me falando isso? – Cloe suspeitou da ajuda de Ada.

–Não é legal quando temos duvidas e tenho certeza que sua presença não irá incomoda-lo.E tome cuidado, há monstros na montanha perto das ruinas, foi de lá que pelo que eu sei começou tudo.

–Tomarei cuidado. Obrigada Ada.

Ada apenas sorriu e assim cada uma seguiu seu caminho. No caminho para o estacionamento viu vários corpos de zumbis no chão aparentemente morto fazendo-a pensar que Ada matou todos eles ou talvez mais alguém. Ao chegar ao estacionamento Cloe foi até um carro de policia, quebrou o vidro com a pistola e destrancou o carro entrando nele. No porta-luvas estava a chave. Ela ligou o carro e sorriu de felicidade.

Ao sair da garagem do DPRC viu milhares de zumbis. Alguns cercaram o carro fazendo Cloe perder a paciência.

–Vão para o inferno!

Ela gritou e pisou no freio atropelando os zumbis e empurrando alguns com o impacto do carro. De carro não demorou muito para chegar a montanha e logo Cloe pode ver alguns pedaços da velha mansão. Cloe parou o carro e viu se no porta luvas tinha uma lanterna. Sorriu ao ver a lanterna e saiu do carro.

Parecia tudo muito calmo nas montanhas. Cloe subia seguindo a trilha com os pés doendo por culpa do salto agulha. Quando a colina foi um pouco mais reta e estava perto da ruinas ela mudou de direção e continuou andando. Ouviu um rosnar e olhou para trás e nada, apenas a escuridão atrás de Cloe. Ao virar de volta tomou um leve susto ao ver um cachorro, não um cachorro normal, mas um infectado.

–Calma cachorrinho....- Cloe disse com um sorriso nervoso.

Ele rosnou e correu em direção Cloe. Ela derrubou a lanterna e apontou a arma sem praticamente ver aonde a mira estava puxou o gatilho e acertou em cheio a cabeça do cachorro. Nem mesmo ela acreditou. Cloe sorriu satisfeita e respirou fundo. Ela pegou a lanterna e antes que começasse a andar ouviu outro rosnar. Ao virar a lanterna para os lados e Cloe pode ver os olhos brilhantes na escuridão, era muitos, talvez uns 8. Cloe começou a correr sem direção ouvindo os latidos dos cachorros. Ao ver o deposito sorriu por saber que ali seria mais seguro. Ela abriu a porta rapidamente e antes que a fechasse a cabeça de um dos cachorros a atrapalhou para fechar. Ela gritou e apontou a arma para a cabeça do cachorro segurando seu peso contra a porta. Cloe puxou o gatilho e quando a cabeça do cachorro desapareceu. Ela fechou a porta e a trancou.

A morena se levantou e desceu algumas escadas. Cloe percebeu que estava indo realmente para baixo porque parecia que aquelas escadas nunca iriam acabar. Cloe suspirou ao ver uma grande a abriu. O lugar mudou totalmente, era enorme de comprimento e de altura. As paredes pareciam ser de ferro e o chão branco iluminado por luzes baixas azuis, nas paredes luzes brancas, não iluminava quase nada dando um ar de mistério. A única luz forte ali era de uma grande tela de computador. Havia uma cadeira digna de chefe de empresa em frente do computador. Tinha uma mesa com bebidas como vinho e um sofá simples de veludo preto.

Cloe se aproximou da tela do computador e viu imagens de Raccoon City em tempo real, eram as câmeras da cidade e das de dentro do DPRC. Ela conseguiu ver Ada e um homem com roupa de policial e na outra câmera uma mulher de cabelos castanhos, preso e uma menina pequena loira. Em uma das últimas câmeras Cloe observou um homem com algumas tatuagens carregando uma mulher de cabelos longos desmaiada.

–Mas o que significa tudo isso?

Ela viu rapidamente alguns papeis próximo a uma mesa, tinha palavras grandes como T e G e fotos de zumbis e outros monstros, inclusive do que ela viu nos tuneis de esgoto. Cloe parou de ver quando uma porta se abriu e de dentro dela saiu uma densa neblina. Cloe corou e não sabia se olhava ou não olhava. Era Wesker saindo de um banho com apenas uma toalha tampando sua a nudez das pernas e expondo seu peitoral musculoso. Era um corpo lindo e perfeito, nem mesmo Cloe poderia negar isso. Ele a encarou e cruzou os braços. Ela abaixou a cabeça não tinha coragem de olhar para Wesker quase que seminu, o que achou ridículo porque afinal ela já viu na vida muitos homens nus na sua frente. Ele inclinou o pescoço para o lado o estralando.

–Você deveria estar morta. – Ele disse com aquela voz maliciosa.

Notas finais
Hey hey hey....eu vi que tem um novo leitor(a) aqui, por favor se apresente, eu não mordo *w*