Die Motherfucker Die

16 Cinco Minutos Para A Verdade


Cloe estava se arrumando para sua missão de interesse particular. O Rifle carregado já estava ao lado de sua cama. Ela estava amarrando suas botas longas de couro preto e tudo que faltava era apenas seu Corsert vermelho. Cloe gostava de combinar Corserts com blusa por baixo, de alguma maneira a fazia sentir-se mais segura.

Ela ouviu o toques na porta mas não se levantou.


–Entra. – Ela disse terminando de amarrar suas botas.

–Cloe. – HUNK entrou no quarto de Cloe e fechou a porta. – Aqui está o que você pediu. – Ele deu nas mãos de Cloe um aparelho retangular do tamanho da mão. No meio havia um vidro com uma luz branca dentro. – Esse é o aparelho que faz as pessoas esquecerem suas memorias dos cinco minutos anteriores.

–Então isso significa que eu terei cinco minutos para falar com Ada.

–Exatamente.

–Ótimo. – Cloe guardou o objeto no bolso e pegou seu Corset. Ela abotoou na frente e se levantou. – HUNK, me ajuda a amarrar aqui atrás, por favor. – Ela deu as costas para HUNK.

–......- Ele bufou e começou a amarrar o corsert.

–Pode amarrar mais forte.

–Você quer morrer sem ar? – Ele começou a amarrar com mais força.

–Eu quero ter uma cintura mais fina. – Disse Cloe sorrindo.


Quando HUNK terminou de amarrar o corsert, Cloe pegou seu Rifle e abriu a porta de seu quarto. HUNK a acompanhou e fechou a porta.


–Não quer pensar melhor sobre isso? – HUNK perguntou andando no ritmo de Cloe.

–Não mesmo.

–Está bem, mas não acho que um Rifle carregado com 8 balas pode te salvar.

–Para de ser tão negativo. – Cloe olhava para cima vendo o helicóptero se aproximar. Dessa vez ele não ia aterrissar, e sim mandar as escadas. – Se acabar as balas não tem problema.

–Bem, se você está bem confiante. – Um dos homens do helicóptero lançou a escada. Cloe subiu no primeiro degrau. – Boa sorte. – Disse HUNK.

Cloe apenas fez um sim com a cabeça e começou a subir o resto dos degraus até chegar ao helicóptero. Ela se sentou e pensava no seu passado, não se lembrava do incidente de Raccoon City mas sim como sua vida era antes.


Lembrou-se de quando saiu de casa porque sua mãe viúva não aguentava mais ver o rosto da própria filha. A mãe de Cloe, Sabrina Husher, ficou totalmente depressiva e irritada quando seu marido, Henry Wallace, morreu num acidente de carro. Sabrina odiava e culpava Cloe pela morte de Henry. Ele iria busca-la no Shopping quando a tragédia aconteceu. Aquelas palavras ‘’Se você não fosse ao Shopping seu pai ainda estaria vivo’’ entrou como facadas em Cloe. Ela não se sentia culpada, culpava o motorista bêbado que se chocou contra o carro de seu pai, mas Sabrina pensava diferente. Cansada de toda a opressão, Cloe saiu de casa com algumas roupas na sua bolsa de colégio e mesada. Ela não queria mais saber dos pais, então ela tirou ‘’Husher’’ e ‘’Wallace’’ de seu nome e se autonomeou de Cloe Scarlet. Ela achou um quarto para alugar e ficou por lá por alguns tempos. Quando o dinheiro começou a acabar, Cloe decidiu que era a hora de trabalhar. Mas que tipo de trabalho uma garota que não tinha nem o colegial completo poderia arrumar? Cloe não viu saída a não ser uma garota de Strip Club. Os donos da boate logo a aceitaram quando viram o quando Cloe era linda, mas não era apenas beleza que eles procuravam e sim a sensualidade. Cloe fez testes de dança e logo foi contratada ganhando 200 dólares por mês. Era pouco mas Cloe sabia gerenciar esse dinheiro. Depois de um tempo, a vida de Strip estava deixando Cloe cansada. Os donos começaram a ouvir reclamações de que Cloe não estava fazendo seu trabalho direito, e como os donos eram perfeccionistas e não admitiam erros, mandaram Cloe embora. O dinheiro não durou muito por causa do aluguel e quando o dia dela ser despeja chegou, num ato de desespero ela fingiu interesse no corretor e acabou fazendo sexo com ele para ficar. Esse foi o dia que Cloe se sentiu suja, fingir sentir prazer era horrível para ela. Ela viu que isso parecia ser a sua única salvação para não morar nas ruas. Sendo uma prostituta, Cloe ganhava muito mais de 200 dólares, alguns programas dela chegavam a passar de mil e naturalmente ela saiu do quarto alugado e comprou um apartamento. Seus programas ficaram tão conhecidos que os homens a chamaram de ‘’Kitty’’, nem a própria entendia desse apelido.


–Srta. Scarlet? – Disse um dos homens cortando os pensamentos de Cloe. – Chegamos.

–Ahn....ótimo. – Cloe se levantou.

–Quer que eu mande o piloto se aproximar mais do chão? – Perguntou o homem.

–Não será necessário. – Ela olhou para baixo e viu a igreja. – Por que sempre nessa igreja? – Ela falou baixo.

–Falou algo Srta?

–Não. – Cloe pegou se Rifle. – Fiquem por perto, isso vai acabar mais rápido do que parece.


Cloe se jogou do helicóptero atingindo o chão fortemente. Cloe limpou seu ombro do pó que se levantou do chão e seguiu seu caminho.

Ela parou na frente da igreja e a encarou com seus olhos vermelhos. De alguma maneira ela odiava aquele lugar. Tiros fizeram Cloe ficar mais atenta. Os tiros vinham de trás da igreja, ela correu para lá e começou a ouvir o barulho da serra-elétrica.


–De novo não. – Ela disse para ela mesma.


Ela seguia o barulho que ia até o final da igreja. Havia uma parte de trás e Cloe viu uma mulher de vestido azul se aproximando de Ada com sua serra com manchas de sangue. Cloe atirou com seu Rifle na cabeça da mulher a matando rapidamente. O corpo degolado caiu no chão com força e para o alivio de Cloe, nenhum daqueles tentáculos saíram de lá.


O olhar de Ada havia finalmente encontrado o de Cloe. Ada não estava supressa porque já imaginava aqueles olhos a encarando-a de maneira fria. Ada guardou sua pistola e andou em direção a Cloe ficando de frente a ela.


–Quando mudança em tanto pouco tempo. – Disse Ada com um sorriso malicioso. – Seu cabelo cresceu, suas unhas estão pontiagudas. – Ada começou a rodear Cloe. – Está usando corset uh, e está usando Rifle. – Ela parou em frente à Cloe novamente. – Nunca pensei que você iria pegar uma arma desse porte.

–Infelizmente Ada, não tenho tempo para te dar mil elogios. Por que você me infectou?

–Por que eu quis.

–Claro que não Ada, deve ter algum motivo.

–Cloe....- Ada riu. – Você não me conhece, eu sou assim mesmo, gosto de dar problemas para os outros.

–......- Cloe respirou fundo e sorriu. – Você é louca.

–Cloe, eu te dei a chance de uma nova vida. Eu sabia que você ia morrer cedo. Você me pareceu tão jovem demais para morrer, tinha tanta coisa pela frene.

–Ah vai se fuder Ada! – Cloe riu. – Não acredito na sua bondade. Foi horrível! Acordar e saber que agora você é um monstro. – Cloe se referia a si mesma. – Ah claro, eu sei também que Wesker também é assim. Você já sabia disso desde Raccoon City por acaso? – Cloe sabia que seu tempo de cinco minutos estava acabando. Ela pegou o radio e o ligou. – Podem vir me buscar. – Ela guardou o radio.

–Sabia. – Ela fez um sim com a cabeça. – Cloe, você deveria me agradecer.

–Agradecer o que sua desgraça? – Ela não aguentava mais ouvir aquilo.Cloe começou a andar para a frente da igreja. Ada a acompanhava.

–Oras, eu salvei sua vida. Deve realmente ter sido um choque quando você soube, mas tenho certeza que você se sentiu aliviada por não ter morrido. – Cloe parou de andar e se virou para Ada.

–Infelizmente Ada, você está falando a verdade. – Ada sorriu. – Mas eu morri sim, minha parte humana morreu, isso é algo que ninguém e nenhum vírus pode trazer de volta. Eu preferiria ter morrido. – Cloe viu o helicóptero se aproximar e ela correu para a frente da igreja. Ada correu também e olhou para o helicóptero.


–Esse helicóptero da Umbrella? O que ele faz aqui? – O homem desceu as escadas para Cloe.

–Eu trabalho pra Umbrella.

–O que? Por quê?

–Porque eu não tenho mais objetivo. – Cloe tirou o aparelho de luz e apertou o botão perto dos olhos de Ada.


Ada tampou e recuou para trás. Cloe fez um sinal para o piloto ir embora dali. A última imagem de Ada foi era esfregando seus olhos esperando a irritação ir embora. Quando aquilo passou, ela nem sabia o que estava fazendo na frente da igreja, sua ultima memoria era a mulher da serra-elétrica que estava pronta para ataca-la. Ada voltou correndo para o local não entendo como a mulher estava sem a cabeça.



Notas finais
Roupa da Cloe
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