Did you Say Bitch?

20 Capítulo 20 - Some Memories


Notas iniciais
Oie, pra vocês verem o como eu amo vocês eu tô aqui postando capítulo invés de me preparar pra ir pra escola ( é eu estudo de tarde agora, merda de ensino médio), amores eu sei que não respondi os cometários, mas eu vou fazer isso, algum dia, mas vou JURO! Odeio deixar acumular, mas... Enfim, eu não recebi objeções sobre falar de outros casais, então vou abordar um pouco isso nesse capítulo e gente ALGUÉM sabe o paradeiro da Byun Ah e da Maia Skyli ? Elas simplesmente sumiram :'(

Estava discutindo com Alois sobre a sua suposta “habilidade” em dar conselhos até que seu celular vibrou dentro do bolso.

Ao ver a tela seu rosto se iluminou como a tempos eu não via fazer.

Olhos brilhando. Um grande sorriso. Bochechas coradas.

Esse é Alois feliz. Qualquer um pode dizer que Alois parece sempre feliz, mas o fato dele estar sorrindo não quer dizer que ele está inteiramente feliz. Ele tinha um vazio nos olhos e perceber que eu sabia disso me assustava.

–Aló?Claude? – dizia sorrindo mais ainda. Era mais que explicita a razão de sua felicidade. Claude sempre o mandava mensagens, mas ligações eram raríssimas.

“Olá meu pequeno, como está?” ouvi a voz grossa falar do celular, estava fraca e mais rouca que o normal, mas deduzi que era ó por causa da ligação.

–Melhor agora – sorriu mais ainda e deu um sinal vago com a mão para que eu sumisse.

Antes de sair da sala gritei “Alois volta pra suruba e me devolve minha maconha.”

Sorri ao vê-lo entrar em pânico enquanto Claude perguntava o que caralhos ele estava fazendo enquanto ele estava fora.

Ah, doce vingança.

Fui à cozinha, mas preferi não irritar Sebastian que mexia em panelas aleatórias preparando o almoço. Então me dirigi ao quarto de hospedes, onde Lau olhava com o rosto corado para um álbum de fotos de com púrpura recheado de purpurina.

–O que é isso? – perguntei chegando mais perto.

–Venha aqui você precisa ver isso­ — disse virando o álbum me deixando ver uma foto de Sebastian com no máximo 14 anos, correndo com um uniforme de ginástica qualquer em algo que parecia um festival escolar.

–Onde você achou? – o questionei enquanto via-o mudando as paginas mostrando mais fotos de Sebastian, em algumas ele estava só com Lau, só com Mey-rin, ambos, ou homens e mulheres aleatórios.

–Estava na gaveta e tudo indica que foi Mey-rin que fez – dizia ao apontar legendas com “My gay god it’s a perfect gay couple” em fotos de Lau e Sebastian ou com outras rapazes. Fechei um pouco a cara com aquilo.

–O que foi? Achou que Sebastian sempre foi doido assim por você? – deu uma risada esnobe – bem pelo menos não naquele tempo.

Quando eu ia perguntar o que aquilo significava Alois arrombou a porta me chamando de nomes nada bonitos.

A única coisa que consegui dizer é: – Você tem definitivamente de parar de entrar em lugares sem ser chamado.

Depois disso tudo, Sebastian nos chamou pra jantar, a comida ótima como sempre e depois de um teatrinho de Lau ao nem conseguir secar um prato foi decido ( Sebastian e Alois decidiram ) que Lau ficaria conosco por um tempo.

Merda.

De noite acabei por reclamar no ouvido do loiro como aquilo tudo era uma bosta e como eles estavam me privando do meu tão necessitado sexo o que fez Alois me chamar de puta ou ninfomaníaco algumas vezes. Mas no fim disse que me ajudaria, mas conhecendo bem Alois aquela ajuda seria a mesma coisa que dizer “Universo por favor destrua com a minha vida.”

No dia seguinte...

Eu realmente queria que alguma entidade me explicasse porque caralhos eu escuto o que Alois diz.

Vá pro trabalho dele, ele disse. Passar um tempo longe de Lau, ele disse. Conhecer a faculdade, ele disse. Poder ver ele dando aula, ele disse. Quem sabe vocês não trepem na sala de aula, ele disse.

HÁ.

Ah Alois, eu quero eu mesmo te mandar pro inferno.

A única coisa que eu venho fazendo desde que vim pra merda dessa faculdade junto com Sebastian foi ser assediado pro professoras de meia-idade, alunas depravadas e homens que cursavam direito.

Mey-rin que eu havia descoberto ser além de enfermeira na faculdade dar aulas no curso de medicina às vezes me salvava pra ela mesma me assediar.

Sebastian tinha dito pra eu não me afastar dele e adivinha o que eu fiz? Vamos adivinhe! Dou minha bunda pra quem disse: Se afastou. É. Agora eu vagava sem rumo à procura da classe de sociologia. É, Sebastian dava sociologia, engraçado né? Pelo menos pra mim era, porque na minha opinião gente que compra putas não é um exemplo pra sociedade.

Enfim, era uma faculdade grande que eu não me dei ao trabalho de memorizar o nome, sabia que era “São Francisco” alguma coisa. E depois de fugir de alguns caras que queriam me levar na festa do pessoal que faz letras acabei entrando numa das salas tentando fugir. Era uma sala normal de faculdade com grandes janelas e varias carteiras, estava deserta se não fosse pelo homem que dormia preguiçosamente aonde deveria estar um professor.

O rosto era coberto por um livro de capa preta, e os cabelos prateados encostavam no chão de mármore.

E tinha aquele sobretudo preto. Só uma pessoa usa isso num calor de 34 graus.

– Senhor Undertaker? – perguntei meio receoso chegando perto e tirando o livro o rosto, logo vendo a feição bonita do homem que tentava abrir os olhos e sua longa cicatriz que cobria boa parte do rosto.

Ao abrir os olhos ele sorriu ao me ver.

–Garotinho – disse sorrindo novamente. Eu não gostava que me chamasse assim, mas preferia não implicar com ele. Ele mesmo me disse que não lembraria o meu nome então aquilo estava de bom tamanho – o que está fazendo aqui? – a voz saia sonolenta, mas parecia um tanto séria. –Eu vim co o meu... Meu...Namorado. Nós acabamos nos perdendo, ou melhor, eu me perdi.

–Ah entendo... Isso quer dizer que você perdeu seu cabaço gay? – ele tinha um sorriso doce, mas a escolha de palavras acabou completamente com o momento.

–Bem...Sim – perdi muito mais que isso, pensei.

–Oh, que bom, naquela época você não conseguia nem desabotoar minha camisa – falava me fazendo lembrar na minha tentativa frustrada de tentar despi-lo quando ele foi meu cliente – mas você tentando plantar bananeira foi melhor que muito sexo que eu já tive na vida – dizia rindo da mesma forma que na pleasure quando pediu que eu o fizesse rir.

–Que tal mudarmos de assunto? – falei meio corado enquanto viu ele reclamar que tinha dores de barriga de tanto rir.

–Claro, claro. – segurou a risada e logo se pós sério – garotinho poderia me informar o nome de um certo rapaz ruivo que trabalhava com você? – ele tinha certo brilho nos olhos o que era no mínimo estranho. –Se refere à Grell? – perguntei lembrando do único ruivo que conhecia.

–Sim, sim. É um nome bem diferente não? – dizia com um sorriso bobo nos lábios. Ok, isso é muito estranho – sabe se ele ainda trabalha lá?

–Hm, acho que sim, mas porque quer saber?

Vi o rosto inteiro ficar vermelho e as orelhas um tanto roxas. Ele colocou a franja cobrindo o rosto numa tentativa de esconder o rubror. Muito, muito estranho.

–P-por nada... – gaguejou, mas logo estava sorrindo bobo de novo – ele é muito bonito não acha?

–Não faz meu tipo – claro que não fazia, eu só tinha um tipo e ele tinha um pau enorme e olhos vermelhos, sem falar que ficava muito bem de terno, mas isso não importa.

Undertaker tirou a franja do rosto e me olhou como se eu tivesse algum problema mental ou lepra, logo estalando a língua no céu da boca murmurando “Nem todos tem o seu bom gosto Under.” Logo suas expressões voltaram a mudar me mostrando um sorriso malicioso e u olhar sugestivo – Acha que eu deveria vê-lo? – perguntou com a cara de um adolescente que espera o pai dizer “sim” para um “posso sair com o seu carro?” –Não sei, o senhor que deveria saber.

–Pare de me chamar de senhor, eu não sou tão velho assim!

–E eu não sou um garotinha, mas você me vê reclamando? – disse arqueando uma das sobrancelhas o fazendo dar sua risada rouca habitual que me deixava arrepiado de tão macabra.

–Certo. – sorriu se levantando e pegando seu material – vou indo apareça para me ver algum dia, eu dou aula da psicologia. – sorriu e se pós a adar pra fora da sala.

Undertaker e psicologia, esse mundo não faz sentido mesmo.

Senti meu celular vibrar vendo a mensagem de Sebastian dizendo que já estava na porta me esperando. E que se eu fosse rápido daria tempo de sairmos pra fazer algumas “coisas.”

Talvez eu tenha me precipitado e isso não vá acabar em um total fracasso.

Notas finais
OK dessa vez é pra valer, vou responder todos os comentários depois que voltar da escola, tchau meus amores, minha mãe está gritando comigo porque eu perdi o ônibus :') mas não se esqueçam que se quiserem podem comentar, favoritar, recomendar, todas essas coisas com "ar" ok?