Did you Say Bitch?

21 Capítulo 21 - Wait, What?


Notas iniciais
Oi amores, não lembro se respondi todo mundo, e também respondi umas coisas pelo celular o que geralmente fode com a porra toda, então, sorry!

Caminhei até a saída sem grandes preocupações já que eram poucas pessoas que mexiam comigo. Ao ver Sebastian no portão perdi o ar.

Deus como ele fica lindo de terno, nunca vou me cansar dessa visão.

A cada passo que dava não senti nem borboletas no estômago, estavam mais pra aves de rapina dando rasantes. Isso estava acontecendo frequentemente logo que fazia pouco tempo desde que meu cérebro tomou consciência da presença de Sebastian, então perto dele eu ficava nervoso, suava frio e tinha lindas aves raivosas na minha barriga. Era culpa daquela palavra com "a" que eu não me sentia a vontade falar. Quando estava do lado de Sebastian ele deu um sorriso que vez minhas pernas bambearem.

– Vamos? – perguntou com um sorriso.

– Pra onde? Não sabia que tinham motéis por aqui. – disse um tanto confuso.

– Motéis? Ciel o que você acha que "coisas" significavam?

–Hmm...Sexo selvagem talvez?

–Que mente poluída temos aqui, eu estava falando de um jantar ou algo assim...

–Ah jantar. Certo. Onde vamos jantar?

–Você descobre no caminho – disse com um sorriso começando a andar na minha frente. Fiquei um tanto indignado com aquilo tudo, eu quero transar porra, é tão difícil de entender? É incrível como ele não parece estar sentindo a menor falta de fazer sexo comigo, será que... Ele se cansou de mim? Que no fim é tudo só uma desculpa pra não ficar comigo porque perdeu o interesse em mim?

Estava tão perdido em meus transtornos ninfomaníacos que mal notei quando um cara meu puxou pela cintura. Eu ia gritar Sebastian, mas o homem que me segurou tampou minha boca com a mão suja o que me encheu de nojo então não tive corajem nem pra morde-lo só me debatia.

– Não quer se divertir comigo gracinha? — disse à voz que era extremamente irritante. Quis mandar ele se fuder, mas naquele ponto ele já descia as mãos pelo meu corpo nem dando ânsias de vomito.

–Não ele não quer – disse Sebastian dando um gancho de direita no homem que o vez cair no chão. O moreno se virou pra mim irritado. Ué a culpa é minha por acaso?

–Não posso tirar os olhos de você por um segundo? – O tom de voz era irritado e preocupado ao mesmo tempo.

–Como eu ia saber que um cara ia me agarrar no meio da rua?

–Você é lindo já devia esperar essas coisas! – gritou.

Nota: Sebastian é o único homem da terra que consegue te elogiar e brigar com você ao mesmo tempo.

–Desculpa – disse corando e o ouvindo bufar.

–Tudo bem Ciel não foi culpa sua – disse pegando na minha mão e entrelaçando os dedos aos meus – vamos? – disse sorrindo me puxando pra andar ao lado dele.

Agora eu não sentia nem aves de rapina. Eram caças. Caças militares.Caças militares armados com bombas nucleares. Caças militares armados com bombas nucleares que explodiram de modo aleatório no meu estômago enquanto os caças davam investidas e acrobacias.

Enquanto isso na Pleasure...

Meus dias passavam como sempre, atendendo homens aleatórios, mas nenhum deles era bonito com Undy, sim Undy, apesar dele nem ter me dito seu nome , mas eu havia vasculhado a ficha de Ciel atrás do nome dele e também me dei a liberdade de apelida-lo .

Talvez eu só estivesse sendo fútil, mas não me sentia muito bem fazendo isso com homens de boa aparência, fazer o que também sou uma bicha fútil.

Estava andando pela Pleasure quando ouvi a gritaria na frente da loja.

–Não, não e não, eu não quero nenhum “Finn”, já disse ele é ruivo, gostoso e tem olhos verdes– dizia Undertaker, enquanto William balançava negativamente com a cabeça.

–E eu já disse que ele não está disponível – Como assim eu não estava disponível, claro que eu estava e Will sabia disso então porque? – O senhor não prefere um dos trigêmeos?

–Não quero gêmeo nenhum, já deixei mais que explicito por quem eu quero ser atendido! – Dizia Undy revirando os olhos.

–Will o que está acontecendo? – disse decidindo entrar em cena logo vendo Under colocar a franja pra traz da orelha me fazendo ver seu rosto e naquele momento meus joelhos falharam, mas eu continuei andando na direção deles.

–Nada, só tem um inconveniente querendo ser atendido por você.

–E qual o problema? Não estou fazendo nada mesmo – disse dando com os ombros – Sr. Undertaker pode ir ao quarto 24 já irei pra lá – ele pareceu achar estranho, mas sorriu e se dirigiu a sala. Quando ele virou numa porta qualquer, voltei a olhar pra William um tanto bravo. – O que foi isso Will?

–Não foi nada eu só não gosto dele.

–Porque não gostaria de Under o que ele te fez?

–Nada Grell, nada, vá atender seu cliente sim? – disse forçando um sorriso.

Isso estava tão estranho...

Na Austrália...

Alois não devia imaginar como ele me fazia falta. Todas as noites eu me obrigava a tentar parecer bem o suficiente nas mensagens falando que eu estava bem, que o cliente era ótimo e etc. Era tudo tão errôneo, eu não estava bem, não era um bom cliente e Alois não necessitava saber. Meu pequeno não sabe, mas eu já o conheço de longa data. Os pais de Alois haviam trabalhado na empresa do meu pai e as vezes levavam seu filho Jim pra o trabalho e eu que cuidava dele.

Ele sempre fora tão lindo. Ele era menor que a media e tão inocente, não havia e eu não queria não ama-lo, mas sempre fui ensinado que um relacionamento entre homens não era certo então omiti esse sentimento sem falar que naquela época ele era muito jovem pra entender.

Ao longo dos com a corrupção e vários “caixa 2” a empresa de meu pai acabou por falir assim levando a família de Alois ainda mais pro buraco. Assim o loirinho não ia mais a nossa casa o que acabava por me deixar deprimido.

Queria ter ido visita-lo mais cedo. Como queria. Não teria que ouvir aquelas palavras:

“Desculpe mais ele não mora mais aqui”

Eles não tinham remorso, venderam Alois e o irmão por mil e tantos.

Ele valia mais que isso, eu sabia que valia.

Eu queria tê-lo comprado. Não eu queria ter sempre ficado com ele. Eu deveria tê-lo convidado para morar comigo, os pais de Alois nunca foram boa gente, mas eu era tão egoísta que ficava feliz simplesmente pelo fato deles trazerem o loiro com ele e no fim nunca questionei o que ele queria. Com o passar dos anos tentei ter alguns namorados e até namoradas, mas eles não eram certamente quem eu queria.

Num ponto em que eu já não aguentava as explosões homofóbicas de minha família, fugi de casa, peguei o pouco dinheiro que tinha no banco e comprei um apartamento num belo lugar.

São Francisco.

Em poucos dias um rapaz de cabelo ruivo bateu na minha porta. “Estaria interessado num emprego?” ele disse.

A Pleasure sem duvida não era o melhor lugar do mundo para se trabalhar, mas no fim eu acabei aceitando não que eu tivesse outra escolha.

Fazia uns 5 anos que eu não via Alois, mas São Francisco sem duvida gostava muito de mim.

Era mais um dia de trabalho quando um homem de aparência não muito boa entrou na estabelecimento com um garotinho de cabelos loiros e olhos azuis. Aqueles olhos azuis.

No momento em que ele entrou não me contive em segurar seu braço e olha-lo nos olhos, mas ele pareceu não me reconhecer.

“Jim?” perguntei.

“Desculpe, mas meu nome é Alois. Alois Trancy.” Respondeu me olhando confuso e me fazendo largar seu braço. “Eu te conheço?” perguntou erguendo a sobrancelha.

“Não, não conhece” disse dando um sorriso discreto. E ele apenas deu com os ombros.

Claro que ele não lembraria de mim.

O homem que acompanhava Alois pediu por ser atendido por William que fez a maior cara de desgosto do mundo, ele gostava de homens de boa aparência isso é certo. Foi resmungando, mas foi.

O homem pediu para que alguém “cuidasse” de Alois e eu achei melhor Finn ir que naquela época ainda era bem novo, então eles simplesmente conversariam, eu acho.

Depois de alguns minutos Finn voltou parecendo preocupado e me disse pra vir com ele.

No quarto Alois se encontrava desmaiado, e sem camisa. O torso magro era cheio de marcas, hematomas e cortes o que acabou me dando ânsia de vomito. Finnian havia dito que o loiro simplesmente desmaiara do nada.

Mesmo a contragosto fui avisar que ao homem que veio com ele sobre o ocorrido, ele pareceu não se importar muito dizendo que isso sempre acontecia já que Alois era “fraco” e que ele já havia perdido o interesse nele. Ao canto do quarto via que Will fazia o sinal da cruz por eu tê-lo impedido de chegar, mas longe com aquele homem.

Não conseguia não me sentir culpado pelo o que acontecia com Alois e não deixava de sentir nojo daquele homem que tinha colocado suas garras em Alois. Meu Alois.

E com um pouco de conversa o homem simplesmente disse “Tá pode ficar com ele.”

Passei por tudo isso para agora deixa-lo sozinho em São Francisco, não extamente sozinho, mas mesmo assim. Parei minha linha de pensamento quando vi o homem que havia contratado Alois. Diferente da maioria não era um velho gordo, era um rapaz jovem de cabelos ruivos e olhos verdes.

–Sabe – chutou meu braço que naquela altura já estava quebrado– Estou perdendo o interesse em você... Não é de longe tão interessante quanto eu pensei que o loirinho fosse... – Agachou até onde eu estava amarrado no chão, quis bater nele, mas meu pescoço em membros estavam amarrados ­­– Talvez eu te dispense mais cedo. Mas que tal nos divertimos um pouco antes?

Notas finais
O negocio foi bem resumido, mas eu vou aprofundar mais a estoria do Claude e do Alois, e vão ter tres lemons no prox