Did you Say Bitch?
27 Capítulo 26 - I choose you, Pikachu!
Notas iniciais
Eu olhava para frente abismado, mas não tanto quanto Alois, a pupila quase sumia do mar azul, agora cor de céu pelas lagrimas querendo escapar dos olhos, mas este não demorou muito pra reagir, logo se levantando afobado e cambaleante, via suas pernas tremerem tanto que achei que ele fosse cair enquanto fazia aquela pequena corrida.
Assim seu corpo se chocou o do maior o apertando fortemente com as pernas e braços, começando um mantra que consistia num choro descontrolado e suspiros, a voz lhe falhava e pensei vê-lo parar de respirar no mínimo duas vezes.
— Claude,Claude, Claude, Claude, Claude – o nome era repetido como se ele estivesse louvando a um deus, as vezes a voz caia alguns décimos, outras subia como gritos roucos, ele esfregava os cabelos cor ouro contra o peito do mais alto, enquanto seus braços finos atravessavam a cintura do moreno de maneira possessiva.
Meus olhos estavam arregalados e a boca provavelmente formava um perfeito “O”, tentei me levantar sentindo meus joelhos fraquejarem, e minha garganta arder pelo quase enforcamento de Alois antes, mas finalmente consegui firmar minhas pernas, ficando – mesmo que torto – em pé.
—Sebastian – gritei, esperando que ele viesse logo, mas olhei para o corredor, vendo a porta do quarto de hospedes continuar fechada, quase conseguia sentir meu rosto vermelho de raiva – porra vem aqui – gritei novamente mais alto dessa vez, batendo o pé no chão impacientemente.
Claude tinha um sorriso quebrado no rosto enquanto Alois esfregava sua bochecha contra o seu peito, fazendo a camisa branca e social ficar amassada e molhada com suas lagrimas.
O moreno tinha um dos braços num gesso, o pescoço com hematomas escuros e o rosto com alguns cortes superficiais, a perna esquerda tremia ao tentar sustentar o peso de todo o corpo, usava seu terno preto de sempre, apesar de que este agora lhe parecia folgado e que Claude tinha passado as férias na cracolândia, o rosto mais magro e olheiras profundas, quase verdes de tão escuras, também tinha uma barba rala envolvendo a pele mais pálida que o normal.
Sebastian chegou afobado quase tropeçando no carpete e agora olhava confuso pra mim e pro casal – Claude afagava os cabelos de Alois enquanto ele continuava a chorar sussurrando seu nome – suas sobrancelhas arqueavam como “mas que porra?”, logo olhando a porta quase arrombada e eu com os joelhos fraquejando inclinado contra a parede, "o que eu perdi?" me perguntou com um sussurro gritado, enquanto em pressionava os coto velos contra a parede tentando ficar reto.
Claude levantou os olhos pra nós – inchados e pequenos – e sussurrou um “desculpe?” com um ar cômico, dando uma risada que vez seu corpo inteiro tremer, Alois se assustou em seu peito, assim o pegando pela mão e o levando até o sofá em passos lentos e curtos.
– Por que não me avisou que tinha voltado? – o loiro perguntou assim que o mais alto se sentou, falava como uma mãe que perguntava por que o filho não fez a tarefa de casa, as sobrancelhas franzidas, mas os lábios num biquinho, que invés de bravo o fazia parecer com um filhote de gatinho.
—Surpresa? – disse arqueando a sobrancelha, dando uma risada que vez seu corpo novamente chacoalhar — ele segurou a perna com o braço bom, pois a mesma estava convulsionando.
—Está doendo muito? – Alois disse parecendo que já tinha desistido de conseguir uma resposta da pergunta anterior, tocava sutilmente o braço no gesso, quis soltar alguma resposta sarcástica mas (infelizmente) Claude foi mais rápido na resposta.
—Só quando eu rio – outra risada seguida de chacoalhes – ou respiro.
Alois lhe revirou os olhos, mas sorria.
—Parece que agora temos um hospede que realmente precisa de cuidados – acabei deixando escapar, soando mais venenoso do que pretendia.
Sebastian me encarou com as sobrancelhas arqueadas e um sorriso quebrado em seguida sussurrando “você é uma naja”.
—Eu não acredito que vocês estão flertando nessa situação – o loiro soou tão carancudo que Claude riu sonoramente, logo pondo a mão esquerda no coração choramingando “meus rins”, “não acredito que os rins fiquem aí” soltei, o fazendo rir novamente – você tem que ir ao medico – Alois que ainda era o mais sério da sala concluiu.
—Eu já fui, onde acha que eu consegui o gesso? – dizia o moreno enquanto as sobrancelhas dançavam, Alois bufou e o olhou incrédulo. –Está muito feliz pra alguém com um braço quebrado – disse o dando um soquinho no braço bom, que só trouxe ao moreno mais risadas.
—E você muito carancudo pra quem estava com Ciel – riu, porém Alois permanecia sério – Eu estou dopado de remedios, anjo – explicou enquanto colocava alguns fios de cabelo atras da orelha, o olhando carinhosamente – senti sua falta – concluiu, fazendo o loiro sorrir afetadamente pela primeira vez.
—Eu também – disse enquanto escovava os cabelos negros com a ponta dos dedos, Sebastian fez um sinal com a cabeça pra que nós não os encomodassemos, assim seguindo com ele pra fora da casa.
Sebastian se apoiou na parede ao lado da porta comigo ao seu lado, logo suspirando.
—Seus amigos gostam de vir pra cá não? – disse com um sorriso, a voz deixando claro que estava brincando.
—Não é como se nossa base secreta fosse muito bem escondida – o respondi.
— O que aconteceu a ele? – perguntou agora mais sérios.
—Nem todos os mestres são cavalheiros como você pelo que parece – minha voz explodia em sarcasmo.
E ele ficou em silencio, olhando para o teto de pintura rachada e eu fiz o mesmo.
—Então agora podemos mandar Lau embora? – disse forçando um sorriso.
Sebastian apoiou a cabeça na parede, rindo até que seus pulmões contraíssem, eu o observava com um sorriso, “estou falando sério” disse sussurrando o fazendo concordar com a cabeça e me puxar pelo braço até seu dorso, me enterrando em seu peito.
—Sem duvida eu escolho você – disse agora com a risada mais fraca.
—Pikachu? – perguntei o arrancando mais risos (N/A: Desculpa por essa piada mundo rgfewqfej)
—Você é uma figura – acaricia meu cabelo, com um sorriso no rosto.
Sorri junto, mas pensando no que ele quis dizer com “sem duvida escolho você” – quase certo que não era uma referencia a Pokémon.
(N/A: Sério Mariana, que bosta)
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