Did you Say Bitch?
28 Capítulo 27 - You are jealous as hell
Notas iniciais
Era estranho quando os meus olhos encontravam com os de Sebastian e ele me observava com se eu fosse especial, brilhante e mágico, o sol do Teletubbies, um pônei alado andando num arco-íris, algo impressionante fabuloso, era até possível ver a pupila consumir o vermelho dos olhos, mas isso não me faz esquecer que eu tive que praticamente por meus pulmões pra fora do meu corpo para que ele saísse do quarto de Lau (antes conhecido como quarto de hospedes).
— Você quer entrar? – perguntei me sentindo desconfortável e envergonhado, não core, sua menininha (NA: achei ofensivo).
—Talvez devêssemos dá-los mais tempo, sabe, eles não se veem há tanto tempo, matar a saudade seria bom – disse lentamente como se ele mesmo estivesse considerando a ideia, virou seu rosto para a sacada, como se não estivesse me encarando há segundos atrás – e seria bom se levássemos Claude ao medico nove, para conferir se ele está realmente bem.
Apenas assenti com a cabeça concordando, calmo, casual. Casual, isso era o que éramos casuais e íntimos, não sexualmente falando – um pau na bunda não significa nada na verdade, íntimos do jeito que podem falar de depilação e o que achamos sobre pessoas que colocam leite no chá um com o outro sem que parecesse algo estranho, mas eu tinha esses momentos (queria eu que fossem raros, mas estavam mais pra ocasionais), em que eu olhava para ele e meu estomago embrulhava, meu coração acelerava e eu começava a suar, esses momentos sim me apavoravam, os momentos em que eu pensava "isso é pra valer", essa coisa toda de sentimentos, toda essa merda de filme, isso era real e me assusta para caralho. Sexo, fetichismo? Isso era brincadeira de criança. Responder um "eu te amo"? Como caralhos eu supostamente deveria lidar com isso? – "Eu gosto de você tanto quanto eu gosto de sexo anal" talvez fosse uma boa resposta.
Tudo sobre ele parecia demais para se aguentar, era literalmente ter um modelo te encarando 24 horas por dia, Will já me dissera há muito tempo atrás que todo aquele papo de ser exportado era só um "incentivo" para entrar no trabalho e que eu poderia sair a hora que quisesse, eu o disse "tudo bem", mas soou como um "não, eu não quero ir embora, estou sedento por atenção", era estranho me comparar ao meu eu de alguns meses, antissocial e anêmico, hoje eu me sentia estranho quando acordava de manhã e não havia ninguém deitado ao meu lado, e também aquele sistema de defesa, toda vez que eu era abraçado, beijado, minhas mãos eram entrelaçadas a outras, meu corpo vibrava como um alerta, todavia eu não sabia se era algo ruim ou uma parte de minha mente gritando "isso que significa felicidade".
Baguncei meus cabelos frustrado, ao que encontrei o olhar de Sebastian me encarando novamente.
— Perdeu alguma coisa na minha cara? – perguntei o vendo revirar os olhos divertidamente.
—Por que o stress, querido? – eu não sabia que "querido" podia soar tão falso, antes de conhecê-lo. –Eu não estou estressado – o respondi tentando não inflar as bochechas, a ultima coisa que eu quero é parecer mais com um pirralho birrento. Ele me sorriu e voltou a olhar para o nada e eu fiz o mesmo. Apoio minha cabeça contra a parede branca, de pintura descascada.
Que merda você está fazendo comigo?
x
William terminava de ler qualquer coisa no celular enquanto mexia em seus óculos de um lado para o outro. Depois daquela confusão Undy havia ido embora já que seu intervalo de almoço tinha acabado. Beijara minha testa e disse que voltaria mais tarde para me ver, fazendo Will quase explodir de tanto ciúme.
— Claude está de volta, parece que não muito bem– disse, não necessariamente para mim – Vamos deixa-lo um tempo com Alois, mas verei se levaremos Ciel, tivemos pouco tempo com ele.
—Você realmente vai em frente com essa ideia? – disse lhe arqueando as sobrancelhas e cruzando os braços, eu realmente não estava levanto fé nisso de acampamento, até agora.
—Isso é um programa de integração e aprendizagem, Grell – piscou os cílios incrédulo, como se eu tivesse acusado de um homicídio. Seria minha culpa deus? Eu criei esse monstro?
—Então você obviamente não está fazendo isso por causa de um ciúme idiota? – perguntei e ele apenas negou com a cabeça, fazendo seu melhor rosto de chocado até mesmo colocando uma mão sobre o peito – então não haverá problemas se levarmos Undertaker conosco? – quando eu o disse sua mandíbula travou quase que comicamente e ele me olhou como se eu tivesse lhe perguntado se era hétero.
—É uma viajem para funcionários, um belo acampamento amigável e saudável, para nos conhecermos melhor, criar laços, e pelo que eu bem me lembro Undertaker não trabalha aqui... – fez sua melhor voz profissional, ele está com tanto ciúme.
—A merda que quiser, não é como se eu decidisse algo aqui, e já que você não quer admitir que você é um ciumento do caralho – disse já me virando para deixa-lo, mas em seguida o sentindo me segurar pelo braço e juntando minhas costas contra seu peito, colocando a cabeça sobre meu cabelo, o furacão vermelho. –Eu estou com ciúmes – admitiu – mas só um pouco – concluiu, me fazendo rir. –E precisa nos fazer viajar pro outro lado do estado por causa disso? – perguntei, sentindo-o abraçar minha cintura, continue firme e forte Grell, nada de ceder, mesmo que agora você sinta a boca dele no seu pescoço e isso te faça querer derreter.
—Sim, vamos lá, o que tem de especial nele? – eu podia imaginar seus olhos revirando e a caranca se formando em seu rosto.
—Ele é lindo e misterioso – disse o fazendo bufar e me apertar com mais força contra o seu peito – vai dizer que é mentira?
—Ele é bonitinho – disse e fora minha vez de bufar, eu comecei a murmurar "bonitinho é você", mas ele me apertou como quem diz "melhor você não terminar essa frase".
—Podemos chama-lo então? – perguntei, curvando a cabeça contra seu peito.
—Vou pensar no seu caso – ele disse, e eu beijei seu pomo-de-adão antes de sorrir.
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