Did you Say Bitch?

15 Capítulo 15 - Character Cliché


Notas iniciais
Vai ter muita gente que vai odiar, tipo ODIAR esse capítulo, até porque a sua autora que Deus a tenha depois desse capítulo, vez o primeiro bdsm ou sadomasoquismo mais hard nesse capítulo, desculpa, desculpa mesmo...mas, sim tem lemon do Lau com o Sebastian, um provavelmente mais hardcore dos que ele tem com o Ciel, NÃO ME MATEM POR FAVOR! Alias o capítulo é narrado pelo Lau.

Na época em que eu tive meu contato de primeiro grau com o ser de nome Sebastian, cujo a beleza a tempos não era vista, ele era a personificação perfeita de um personagem de clichê, daqueles que você só encontra em livros e filmes daqueles que você já viu tantas vezes que acompanha as falas dos atores.

Bonito. Atlético. Popular. Inteligente. Simpático. O cara ideal.

Aquele caso do “disse perfeição, disse Sebastian Michaelis.”

Estávamos na oitava serie, há alguns anos atrás, havíamos despertado o nosso interesse pelo sexo oposto, ou até mesmo para os do nosso próprio, e assim vice-versa.

Mas quando estudávamos juntos, todas, repito, TODAS as garotas eram apaixonadas por Sebastian, nem que fosse uma paixonite de inicio de adolescência. Ele nunca gostou muito de mulheres, então ele sempre as dispensava isso é menos Mey-rin. Todos tinham inveja da “quatro-olhos” com cabelo cor de ferrugem. Assim como eu, que provavelmente era o único gay da sala, ou melhor, o único que já tinha saído do armário, porque tinham muitos como eu que babavam por Sebastian. Mas apesar de ser simpático, também sabia ser bem anti-social e reservado e guardava seus maiores comentários, para os discursos que era convidado a fazer pela escola. Passei muito tempo apenas observando, vendo os hábitos e costumes, algumas vezes o seguia até sua casa, tudo o que consistia em ser um bom stalker. Provavelmente eu continuaria assim, na eternidade desse amor platônico, como tantos outros, que perceberam o pleonasmo no amor platônico, logo que, nenhum amor é completamente recíproco, mas... Numa tarde de terça-feira, depois de uma aula de educação física, fomos pro chuveiro.

Como sempre teve uma briga pelo Box ao lado do de Sebastian. O Box dos vestiários tinham uma porta de alumínio na frente e minúsculas paredes feitas de concreto outras de mármore, então se você olhasse para o lado era fácil ver o corpo da pessoa ao seu lado até o peitoral, e dependendo da pessoa, até a virilha. Se ficasse na ponta dos pés era possível, ver ainda mais “além”.

Sebastian sempre pegava o ultimo, o qual o lado direito dava com uma parede, tínhamos apenas o lado esquerdo se quiséssemos ver alguma coisa. E por alguma razão eu tive a sorte de conseguir esse.

O moreno era mais alto que a maioria de nós, então era possível ver seu corpo até a altura das coxas sem necessidade de ficar na ponta dos pés. Diferente de nós, ele já tinha pelos na virilha, a parte intima bem... Desenvolvida, assim como o corpo onde já era possível ver músculos.

Enquanto eu tentava olhar “discretamente” o deus grego perto de mim, por uma eventualidade ou até mesmo por crueldade do destino eu escorrego. Desta forma caindo dentro do Box de Sebastian, levando o mesmo ao chão junto a mim.

Lembro que quando havia despertado do choque de ter caído, minha mão havia deslizado para o pênis de Sebastian, o qual eu segurava o mais forte do que devia – fiz a nota mental de nunca lavar aquela mão. Voltei a olhar para o moreno. Nossos rostos estavam próximos, quase que colados, eu podia ver com clareza os olhos arregalados, demonstrando susto e até quem sabe pânico.

Fiz a única coisa que um homem normal nessa situação faria.

Tive uma ereção.

Lembro dos lábios se curvando, então um sorriso e assim uma risada. “Desculpe, mas... estou sentindo uma coisa dura na minha coxa” diz rindo mostrando os lábios vermelhos e os dentes incrivelmente brancos.

Levantei-me desajeitado, pedindo milhões de desculpas. Ele também se levanta rindo novamente, não parecendo se importar de não estar usando nada na frente de outra pessoa.

– Não tem problema, só de um jeito “nisso” – ele aponta para o meu pênis – antes que alguém veja.

Sinto minhas bochechas ruborizando, por fim tampo meu volume com as duas mãos, fazendo Sebastian rir, antes que eu assente positivamente com a cabeça.

Por impulso, olho para “aquele” lugar e sinto meu membro enrijecendo novamente.

“Quinze? Não, dezoito, talvez vinte... essa coisa com uma ereção deve ser enorme. Meu Deus Lau! O que estou fazendo? Tenho que parar de pensar no tamanho do pau dele!” digo mentalmente.

–Desculpe... Mas poderia sair? – pergunta Sebastian meio que sem graça, percebendo que eu olhava incessantemente para seu membro, o que fez que o moreno corasse, fazendo as bochechas e as pontas das orelhas ficarem vermelhas.

–S-sim desculpe – digo me curvando em desculpas e saindo do Box e voltando ao meu, tentando manter meus olhos longe dele.

Por alguma razão depois disso ele começou a conversar comigo. Ele se mostrou mais gentil do que eu esperava e em cada um de seus comentários havia um elogio ou palavras doces. Também fui apresentado a Mey-rin, que seria uma garota completamente normal, se não fosse sua maníaca pervertida de achar que homens ficavam melhor com outros homens, como ela se chamava? Fujoshi creio. Bem era por isso que Sebastian gostava de andar com ela, já que ela não encheria seus ouvidos com declarações de amor continuas.

“Não a nada mais repugnante que dizer que ama alguém quando na verdade a única coisa que o atrai é a sua beleza, por você ter um nome bonito e ficar ótimo em roupas pretas. Não faz nem sentido, a pessoa não sabe a personalidade ou sua historia e acha que já é o suficiente para amar alguém, esse tipo de pessoa me enoja” era o que Sebastian sempre dizia.

Ele sempre foi profundo com suas palavras e bem serio quando o assunto era amor.

Quando entramos para o ensino médio, Sebastian se mostrou com um desejo sexual quase que insaciável, desta forma ele tinha uma namorada nova a cada semana.

Mey-rin gostava de me empurrar para ele, até porque ela sempre soube dos meus sentimentos, mas ele sempre achava que era uma brincadeira.

No segundo ano o contato mais intimo que já tive com ele, eram meia-noite quando ouvi a campainha tocando, quando abri lá estava o moreno quase se jogando em meus braços. Foi quando ele bebeu pela primeira vez. Sebastian nunca foi muito tolerante a álcool e sua ultima namorada, acho que Matilda Simmons tinha acabado de terminar com ele.

– Porque está aqui?

–Não consegui lembrar onde era minha casa, então vim para sua. Não tem problema não é? Você mora sozinho mesmo – diz entre soluços e risadas, no seu hálito o cheiro cada vez mais insuportável do álcool.

–Isso não vem ao caso!

–Lau você é muito bonito –soluço – eu devia ter namorado você dês do começo... Mey-rin sempre disse que você tem uma bunda gostosa – diz rindo novamente e falando desnecessariamente alto, me fazendo corar a cada palavra.

–A Mey acha que todos os homens têm bunda gostosa. E pare para ouvir o que esta dizendo, eu sou um garoto, lembra? – falo o arrastando da porta e o levando para um pequeno sofá que tenho na sala.

–Não tem problema, eu gosto de garotos também.

–O que?

–Não fala para ninguém – diz colocando um dedo em frente aos meus lábios e um meu nos dele, rindo mais ainda – Lau você é muito bonito – repete, levando as mãos a minha nuca e puxando meu rosto para perto do dele, por fim me dando um beijo lento o qual eu não fui capaz de recusar. Depois disso ele adormeceu, bem ali em meus braços, me deixando por algumas horas ver a fragilidade que ainda existia nele.

Esse tipo de evento se repetiu muitas vezes, mas só quando fizemos 17 tive coragem de pedi-lo em namoro, e bem... Nós como um casal normal fazíamos sexo. Mas Sebastian tinha gostos um pouco estranhos, que incluíam sangue saindo de você, chicote, vibradores e algemas. Ele sempre me amordaçava e prendia minhas mãos em algemas de ferro, prendia meu corpo com cordas, impossibilitando ao meu membro ereto ejacular, a coleira eu meu pescoço quase me enforcava, a mesma tinha uma guia, o qual ele usava para me puxar para mais perto, também seu nome escrito em itálico, a cima a frase “esse corpo pertence a...”, o vibrador que se encontrava dentro de mim fazia meu corpo tremer e que saísse de meu pênis pré-gozo , minha respiração ficava descompensada , devido das chicotas, pelo o chicote em estilo militar feito d couro, que marcava constantemente minha pele. Ele dá chute no meu corpo e esbofeteava meu rosto, antes de sorrir e dizer “Seja um bom menino e me espere.” Era assim que começa minha manhã.

Acabei me entregando a todo aquele prazer, chegando ao ponto de não conseguir chegar ao orgasmo sem que ele me pisasse ou me maltratasse. Mas durante o sexo mesmo que ele achasse que eu não percebesse ele sempre chamava um nome especifico, mesmo que fosse num gemido baixo ou na excitação de um orgasmo, ele sempre dizia, nem que fosse uma vez “Ciel”, por muito tempo eu relevei, finge não perceber. Ao longo dos anos sua gentileza foi se esgotando e ele ficava cada vez mais grosso, se irritava fácil, então preferia não provocá-lo, mas minha paciência foi se esgotando na medida em que aquele nome era pronunciado pelos lábios finos. Quando estávamos na faculdade com uns 21 e Sebastian já trabalhava como professor, eu fiz provavelmente a maior idiotice da minha vida. Nós estávamos no meio do sexo, mas já tinha sido 5 gemidos chamando por “Ciel” o que estava realmente me irritando.

–Sebastian, posso...perguntar uma coisa? – pergunto tentando não gemer enquanto sinto o membro duro entrando em mim, a coleira e incomoda meu pescoço, assim como me excita,sentia minhas pernas fraquejando e meladas pelo meu próprio sêmen e sangue. Minhas mãos estão jogadas a frente do meu corpo devido a ele ter-las amarrado com uma gravata preta, o arreio de tronco forçando minha coluna a ficar reta, as tiras de couro ferindo minha pele, deixando marcas vermelhas que se assemelhavam com as marcas de mordida e chupões que se espalhavam por cada parte do meu corpo, as deixando quentes, me deixando cada vez mais ereto, naquele momento não havia nada melhor que sentir aquela dor.

–Você quer perguntar alguma coisa AGORA? – pergunta me puxando pela guia da coleira para poder olhar em meus olhos, logo após colocando o membro inteiro de mim, lambendo os lábios enquanto via meu corpo se contorcendo por causa da invasão repentina, e o sangue escorrer do meu abdômen, devido a uma “brincadeira” de alguns minutos atrás.

–Sim...Aaah...Ngh, da para você parar de enfiar isso por um segundo?

–Eu até poderia,mas você parece estar gostando tanto... – diz começando as investidas dentro de mim, fazendo as paredes internas se comprimirem, e minha voz ficar mais fina devido ao prazer, meu corpo se contorcia fazendo o couro comprimi-lo, minhas mãos agarravam seus ombros, às vezes os lençóis, minhas unhas eram curtas, já havia se tornado um costume roer-las quando sentia dor.

–E-espera Sebastian – dizia segurando o lençol e às vezes o mordendo na tentativa de conter gemidos, como uso correntes nos tornozelos não havia como tentar fugir, mas aquela sensação de estar sendo preso, dele dominado meu corpo, fazia um choque de excitação correr meu corpo, fazendo que meus gemidos fossem longos e incessantes, as vezes em meio deles eu o pedia para parar, mas ele continuava a me foder com mais força,naquela demonstração vulgar de sua superioridade, não se importava com minha dor, ou que perder aquela quantidade de sangue me faria desmaiar, permanecia me penetrando com uma força desnecessária ferindo meu interior ao estocar as paredes quentes com agressividade , fazendo que algumas vezes, saísse sangue e um liquido viscoso da minha entrada. Ele pegava a palmatória na qual havia tachas, a batendo em meu torso e nádegas. Arranhava minhas costas e puxava meu cabelo, até que alguns fios dele saíssem em sua mão. Ele fazia como sempre. Trava-me como um brinquedo para conter o apetite sexual dele. Nesse ritmo ele chega ao seu orgasmo e suja todo meu corpo com seu sêmen, fazendo minhas feridas latejarem. –Sebastian, quem é Ciel?- perguntava com a respiração descompensada, minha visão turva. Eu havia perdido muito sangue. Não permaneceria consciente por muito tempo. Ele cerra os olhos, logo após me olha com desprezo, me agarrando pela garganta, me sufocando fazendo que algumas tachas que haviam na coleira perfurassem meu pescoço, ele sorria enquanto observava o sangue sujar mais meu abdômen

–Você não tem o direito de pronunciar o nome dele – diz largando meu pescoço antes de dar um tapa no meu rosto, ele leva seu pênis sujo de sêmen e do meu sangue, até meu rosto, o passando por ele – limpe – diz com um sorriso sádico. Meu corpo esta pesado, não agüento dar passos longos, o sangue continuava a sair, meu corpo coberto pelo liquido viscoso branco o qual escorria até minha virilha, onde também havia quantidade considerável. Como demoro, ele me puxa pela guia, fazendo o membro entrar e minha boca. O moreno puxa meus cabelos, me forçando a engolir o membro inteiro. O sêmen escorria pela minha garganta me engasgando. Quando ele chega novamente ao seu orgasmo, segura meu pescoço para que eu não me afaste.

Ele sai do quarto, me deixando sozinho, com aquele misto de dor e humilhação.

Nesse momento sinto o mesmo, enquanto ele me olha com aquele mesmo olhar, como se observasse alguém inferior. Mas logo depois ele me dirigiu um dos seus sorriso mais ternos, os que eu estava acostumado a ver no ensino fundamental.

–Eu te amo Lau – diz acariciando meu rosto, eu seguro a sua mão lá. Não quero que ele vá – mas não é o amor que você quer... Consegue entender isso?

–Mas não deixa de ser amor.

–Você é especial para mim, mas não do jeito que você queria. Eu estou com ele agora Lau. Você precisa entender.

–Mas e se eu não quiser entender?

–Vamos, não seja infantil. Você vai achar alguém melhor que eu.

–Você sabe muito bem que essa pessoa não existe – ele ri.

–Você só não consegue encontrá-la por que mantém seus olhos em mim.

–O que eu posso fazer se você é o único que eu enxergo? Você me deixou assim deveria tomar a responsabilidade.

–Eu sei que devia – ele beija minha testa – mas nunca fui muito responsável lembra? Não acha que esta na hora de me esquecer? Já faz alguns anos...

–Se você continuar me tratando desse jeito, eu nunca vou conseguir desistir.

–Não quero ter que ser grosso com você, eu já fiz tanto isso, já te machuquei tanto... Eu só quero ficar com a garoto que eu amo, e quero que entenda isso. Lau vai para casa, pense no que eu disse ok? – Ele acaricia meu rosto pela ultima vez antes de entrar no apartamento.

Eu fico parado em frente à porta do apartamento vendo as lagrimas caírem dos meus olhos, levo as mãos ao meu rosto relembrando o toque. Eu queria que ele me machucasse me batesse e pisasse em mim, assim, eu poderia tentar desistir. Sempre achei que por ele parecer um personagem de clichê, teríamos um final clichê.

Jogo meu corpo para trás o batendo na parede de concreto atrás de mim. Um sorriso fraco brota em meus lábios e eu tento em vão conter as lagrimas de caírem e o meu corpo tremer.

–Você é realmente um masoquista Lau – digo a mim mesmo num sussurro, deixando que a escuridão me preencha assim que fecho meus olhos.

Notas finais
Eu chorei escrevendo esse capítulo, serio, CHOREI! Eu sou muito sensível para escrever. Mas isso não importa já que vcs vão me matar de qualquer jeito, to até com medo de perguntar mas...Teremos comentários? (nada de ameaça de morte).