Did you Say Bitch?

12 Capítulo 12 - Hot Springs


Notas iniciais
Capítulo ó uma bosta! (Sem falar no clichê das fontes termais)Bem pelo menos tem SM U.U!

Acordo com uma ressaca terrível, realmente não devia ter bebido aquilo tudo. Levanto-me da cama com dificuldade, pois sinto uma forte dor nos quadris – de quem será a culpa, não é mesmo Sebastian? – caminho até a cozinha, e avisto dois bilhetes em cima de uma mesa, que eu jurava não estarem lá, há algum tempo. Os pego e volto ao quarto. Sebastian, já está acordado e procura suas roupas no chão como de costume. Passo a língua pelos lábios, enquanto meus olhos fitam de cima a baixo, o corpo despido. Não importa quantas vezes eu pense, mas sempre chego à mesma conclusão, “nada me deixa mais excitado que esse homem”.

Ele me observa sem o mesmo pudor que eu o encaro, até porque também não estou vestindo nada. Nós já conhecemos muito bem o corpo um do outro, mas isso não quer dizer que não possamos “apreciá-los” com mais cuidado quando temos chance.

Pego uma camisa – pólo de cor vermelha – de Sebastian e a visto, ela cobre todo o meu torso e parte considerável das minhas cochas, o que parece deixá-lo meio decepcionado, o que me faz soltar uma risada abafada.

– Que bilhetes são esses? – pergunto o colocando de volta na cama, colocando nele uma camisa social, e encarando seu membro ereto, o qual eu finjo não dar atenção.

–Não são bilhetes são cupons, e eu os ganhei da Mey-rin, são para um desconto de 100%, num SPA de fontes termais em Hokkaido.

–Hm... – na verdade não estou prestando muito atenção no que ele esta dizendo, estou mais interessado olhando para um “lugar” mais abaixo do seu rosto.

–Quer ir? –Para onde?

–Fontes Termais.

–Fica em Hokkaido, sabe no Japão. Professores não ganham tão bem para financiar passagens para ir para o outro lado do mundo, certo?

–Errado. Só responda quer ir ou não?

–Não quero te causar problemas.

–Você nunca me causou problemas e você sabe disso – diz me dando um selinho – sim ou não?

–Não sou eu que decido “Mestre”.

–Já que é assim, você vai ir nessa viagem... Agora pode dar um jeito nisso para mim? – diz apontando para seu pênis e fazendo um sorriso malicioso com os lábios. Murmuro um “Com prazer, Mestre” antes, de sentir uma das mãos dele colocando minha franja atrás da orelha me fazendo arrepiar, devolvo o sorriso e levo minha boca até seu membro, como já estava acostumado a fazer, começando por abocanhar a glande, logo após percorrendo toda a extremidade, sentindo meu corpo esquentar e as mãos dele puxando meu cabelo.

–------Dia seguinte--------

Eu e Sebastian queríamos planejar a viagem bem, de modo que não interferisse no trabalho dele, mas isso foi antes que de saber que o prazo dos cupons era até hoje, então em 3 horas nós : Marcamos um vôo, mentimos para o chefe do Sebastian falando que ele esta doente e que não vai voltar tão cedo ao trabalho, avisamos a Pleasure – mais especificamente eu ligue para Alois – e compramos um dicionário de japonês.

–Ciel, aonde estão minhas calças?

–Já procurou debaixo da cama? – grito da sala, enquanto tento em vão fazer uma das malas fechar.

–Não – grita ele de volta.

–Então procure!

Quando ele volta à sala, o cabelo esta desarrumado, ele esta sem camisa, mas pelo menos... De calças. Ele me ajuda a organizar as malas e trocar de roupa – não é como se eu não conseguisse, mas ele começou com uma mania de querer colocar as roupas em mim – pegamos nossas malas, chamamos um táxi, que a viagem toda ficou olhando para mim, ao invés de olhar para estrada, o que deixou o moreno bravo, não sei se foi pelo fato que nós podíamos acabar sofrendo um acidente, ou por ter outro homem me olhando. Logo chegamos ao aeroporto, o que evitou que Sebastian acabasse matando o nosso taxista. A estadia por lá até que seria tranqüila, se não nos tivessem parado no meio do embarque por acharem que Sebastian era um pedófilo que esta tentando me tirar do país.

Finalmente entramos no avião, onde aeromoças ficaram apertando a minha bochecha e dizendo a Sebastian “Seu filho é uma gracinha”, o que só o deixava mais irritado.

–Eu pareço tão velho assim? – pergunta quando as aeromoças vão embora e o avião esta para decolar.

–Acho que o caso é que sou eu que pareço muito novo.

–7 anos – diz em voz baixa, mais alta o suficiente para que eu consiga ouvir.

–Você não vai me vir com diferença de idade AGORA não é?

–Talvez eu já esteja muito velho...

–O que isso agora? Crise da meia idade?

–Menos, Ciel, bem menos.

–Só estou perguntando por que esta se importando com isso – o avião começa a decolar. Sebastian parece desconfortável em sua poltrona, as mãos tremem e as unhas arranham meus pulsos – Sebastian você esta bem?

–S-sim – diz agora apertando minhas mãos com força e batendo o pé com força no chão, enquanto os olhos se movimentavam de um lado para o outro e às vezes ele cerrava os dentes, como se estivesse tendo um ataque de TOC.

–Você tem medo de aviões? –E-eu não tenho... – o avião alça vôo e o moreno emite um grito, mas exatamente um “kya”. O. Sebastian. Fez. “Kya”. Nunca vou me perdoar por não ter gravado isso. Não consigo rir dele agora, porque estou muito preocupado, mas não quer dizer que não vou rir quando descermos do avião.

–Vai ficar tudo bem ok? Eu estou aqui, não precisa ficar com medo – Ele aperta com menos intensidade a minha mão, então eu a levo até sua nuca abaixando seu rosto até o meu, para que eu possa beijá-lo. Minha intenção era apenas dar um selinho nele, para acalmá-lo, mas por fim acabamos nos perdendo num beijo longo e eu resisto a o estimulo de começar a tirar as roupas dele.

Quando o beijo termina, a uma aeromoça ao nosso lado, o rosto dela está completamente vermelho, o que provavelmente quer dizer que ela viu o que acabou de acontecer, me pergunto se ela esta se indagando por que diabos supostos “pai” e “filho” estão se beijando, ou tentando entender porque apareceu logo naquele momento.

–Com licença, o seu... Pai parecia enjoado, então eu trouxe algumas aspirinas... – diz ela, ainda vermelha e com potinho de aspirinas tremendo mais em sua mão, que a turbulência que havia acabado de começar.

–Namorado – digo a encarando.

–O que?

–Ele não é meu pai. Ele é meu namorado – eu pego as aspirinas e observo o esbulhar que de repente se mostra em seus olhos.

–Ah, sim desculpe... – ela fica mais vermelha e fica certo tempo me encarando – você tem quantos anos?

–19 – ela abava uma risada com as mãos como se dissesse a si mesma “ esse garoto só pode estar brincando” ou “esse cara com ele só pode ser um pedofilo que esta o obrigando a dizer isso”, então pego a minha identidade e falo novamente – 19 – os olhos dela se esbulham mais uma vez, antes de murmurar um “desculpe” seguir seu caminho.

Sebastian, já parece melhor, alias melhor até de mais, ele agora me olha com um largo sorriso e com suas sobrancelhas formando um jeito meio que sacana.

–O que foi? – pergunto ficando meio corado, não posso fazer nada, ele tem um sorriso lindo.

– “Ele não é meu pai. Ele é meu namorado”.

–Aquilo foi só por que... – ele leva sua mão esquerda até meu rosto o acariciando, dando outro sorriso, que me hipnotiza completamente, desculpe, mas não tenho poder nenhum quando ele sorri.

–Me deixou feliz – diz antes de me beijar e no momento eu estava pouco me importando se havia outra aeromoça por perto.

O resto da viagem, Sebastian passou dormindo – talvez por causa dos remédios – já eu, o passo comendo, ou alternando entre encarar o rosto do moreno e cutucar o mesmo.

Quando chegamos, eu tenho que quase bater a cabeça daquele homem contra o chão para que ele acorde do seu “coma” momentâneo.

Sebastian mesmo que sonolento se mostra útil, ao pegar nossas malas e conseguir um táxi – até porque o japonês dele é melhor que o meu – o qual também fica me encarando toda viagem, desta vez o moreno não se irritou, já que ainda estava sobre o efeito dos remédios.

Quando chegamos ao hotel dos cupons, é a minha vez de resolver tudo, até porque Sebastian não esta com condições tanto dialogar quanto de gesticular qualquer coisa com qualquer um, então o mando carregar as malas até nosso quarto enquanto eu faço o check-in, o que é meio difícil,já que meu japonês esta limitado ao básico. Quando termino, sigo pelos corredores a procura do meu quarto, o qual realmente me surpreendeu – depois que eu o achei – digo, ele era enorme,bem mobiliado, tinha como uma “suíte”, logo que do lado de fora tinha uma fonte termal “particular”, o que era muito bom porque NUNCA que Sebastian iria me deixar ir ao banho publico, o mesmo quando eu chego ao quarto, já arrumou um futon já esta dormindo nele, o que me deixa bem decepcionado, eu sei que ele esta cansado de viagem, mas eu realmente estava ansiando pelo o que nos íamos “fazer”, quando saíssemos da merda daquele avião. Não consigo me contentar por tanto tempo só com beijos.

Apenas dou com os ombros e arrumo o meu futon ao lado do de Sebastian, quando eu me deito sinto alguém puxando a minha cintura.

–Então você estava acordado! – digo me virando para o lado de Sebastian, o mesmo, segura a minha cintura apesar de suas mãos descerem gradativamente.

–Eu não ia conseguir dormir sem tocar em você.

As suas mãos a essa altura já tiraram as minhas calças, e um de seus dedos roça sobre a minha entrada, me deixando excitado. Os lábios gelados vão até o meu pescoço, o dando beijos e o mordendo.

Ele subitamente coloca dois dedos em minha entrada, fazendo meu corpo estremecer e que eu soltasse gemidos baixos e que a minha boca salivasse.

Ele coloca o terceiro dedo, e começa a mexê-los em movimentos de vai e vem, enquanto estimula meu membro.

–Nós, não devíamos tomar um banho primeiro – digo contendo meus gemidos, ele me olha meio bravo por alguns segundos, antes de se levantar e começar a desabotoar sua camisa e jogá-la no chão, fazendo o mesmo com as suas calças e com a minha camisa. Ele me pega pelos quadris e me carrega até a nossa (suposta) banheira “particular”, me jogando na água quente, logo após também entrar, me fazendo ficar de quatro, pressionado meu corpo contra o chão e sem devaneios colocar seu membro dentro de mim, me fazendo soltar um gemido alto, enquanto sentia a água escaldante batendo contra o meu corpo e entrando em mim junto com o membro de Sebastian. Ele apertava com força meus ombros os fazendo ficarem vermelhos, as estocadas fortes fazendo meus olhos revirarem de tanto prazer, minha voz fraquejar, meus joelhos tremiam. Ele descia suas mãos, suas unhas arranhavam por toda a extensão das minhas costas, fazendo que meu membro ficasse cada vez mais ereto, as unhas chegaram até minhas nádegas as apertando,às vezes as batendo, deixando meus gemidos cada vez mais altos, neles palavras sem nexo, o nome dele e súplicas para que ele fosse mais rápido ou que me machucasse mais.

Logo pude ver a água se tingindo de vermelho, misturado com o meu sêmen. Sebastian virou meu corpo fazendo que eu olhasse em seus olhos, que demonstravam pura luxuria e pouco se importavam se eu estava sangrando.

Ele levou as mãos até meu cabelo o puxando com força, o sangue que eu havia perdido tinha feito minha visão ficar desnorteada, eu só conseguia enxergar a ele, eu deixava que meus gemidos fossem dedicados a ele, que meu corpo fosse dele, eu já havia há muito tempo me entregado completamente, havia virado completamente submisso, eu só queria alguma utilidade até que ele me jogasse fora, para que eu voltasse rastejando, implorando por mais.

Seu membro continuava entrando e saindo com agressividade de dentro de mim, fazia que meu membro latejasse se já chegasse ao seu sexto orgasmo. Ele mordia meus mamilos, fazendo que eles sangrassem e que eu aranhasse sua nuca e meus pés se contorcessem. Após mais algumas estocadas, ele chega a seu orgasmo, e ameaça tirar seu membro.

–Sebastian –chego perto de seu ouvido – mais.

–Você quer mais o que? – ele morde meu pescoço e vai descendo seus caninos fazendo minha pele ficar avermelhada.

–O coloque mais, eu quero mais Sebastian.

–E se eu disser que não quero?

–Por favor, Sebastian, eu preciso de mais.

–Você precisa? –ele passa sua unha pela minha glande – do que você precisa?

–Você – digo em voz baixa.

–Não consigo de ouvir – ele pressiona a cabeça de seu membro na minha entrada.

–Eu preciso de você, por favor, Sebastian, pode me fuder o quanto você quiser, eu só preciso de mais –digo entre gemidos e quase engasgando pela quantidade de saliva que havia em minha boca.

O moreno coloca novamente o membro dentro de mim agora junto com seu próprio sêmen, dando a impressão de que eu estava sendo preenchido por completo, fazendo com que eu gozasse novamente, sujando o peitoral dele, Sebastian pega parte do meu gozo com os dedos e os leva a sua boca os lambendo, logo após deixando suas estocadas num ritmo frenético, deixando paralisadas algumas partes do meu corpo, o sangue havia parado de sair mas,mesmo assim,alguns lugares ainda doíam,mas sentir aquela dor momentânea só me deixava mais excitado. Seguindo nesse ritmo, enquanto eu gemia como a vadia, que eu sei que eu sou, cheguei novamente ao meu orgasmo, antes de me lembrar de ficar tudo escuro, mas ainda conseguia sentir Sebastian me preenchendo.

Quando eu acordei, eu esta dividindo um futon com Sebastian, e ele abraçava minha cintura. A respiração dele é calma, como um suspiro, mas por alguma razão ela se tornou pesada e as mãos dele apertaram-me com mais força.

–Eu não quero que você vá embora – murmura ele ainda dormindo.

–Eu não vou – respondo.

–Não quero que me deixe Ciel, quero que precise de mim.

–Eu preciso.

–Precisa? – pergunta abrindo os olhos e arqueando uma das sobrancelhas.

–Você estava acordado?

–Talvez, já ouvi o que eu precisava por hoje, então, Boa Noite. –Boa Noite? – digo jogando um travesseiro no rosto dele.

–Isso é jeito de tratar seu namorado? – pergunta jogando o travesseiro de volta.

–É – ele ri, e me puxa novamente para cama abraçando mais uma vez minha cintura.

–Eu te amo – diz acariciando meu cabelo.

–Eu sei.

–Não é essa a reposta que eu quero.

–Essa é a única resposta que eu tenho.

–Acho que por hora não tem problema – diz fechando os olhos.

–-----Horas depois------------- Nós tínhamos planejado visitar o Japão e ficar no mínimo três noites lá. Deu para fazermos tudo que queríamos, apesar de termos sido parados algumas vezes pela policia, por que queriam ver minha identidade, e sempre tinham garotas querendo tira fotos com Sebastian, ou uns tios bem estranhos me oferecendo doces – talvez por acharem que eu sou algum tipo de garotinho – Sebastian em algumas vezes mais parecia minha mãe, que qualquer coisa, até porque ele tem o dom de ser incrivelmente super-protetor. Era bom andar num lugar de mãos dadas, sem comentários idiotas, pessoas me assediando nos ônibus, ou o Alois.

Voltamos bem para São Francisco, a não ser por um ataque de convulsões de Sebastian, durante uma turbulência de 5 minutos – os que foram os mais assustadores da minha vida – sem falar de algumas discussões com aeromoças e problemas com guardas de transito, “eles estavam olhando para a sua bunda”, foi o que Sebastian disse depois de dar um gancho de direta neles.

Notas finais
Eu não CONSIGO fazer uma coisa completamente fofa, ou completamente sado-masoquista, sei lá, e acho que esse é um dos maiores capítulos de ALL my crap life e espero que o lemon tenha compensado , enfim, teremos comentários? Alias vossas senhorias podem tratando de favoritar e recomendar a fic ok?