Did you Say Bitch?
13 Capítulo 13 - As not knowing the smell of Alois?
Notas iniciais
Como sempre acordo com Sebastian abraçando minha cintura, a respiração atingindo meus ouvidos, me fazendo arrepiar. Meu cabelo esta bagunçado, não uso nada a não ser uma camisa de mangas longas de Sebastian. Sinto um liquido viscoso e quente saindo de dentro de mim, descendo pelas minhas pernas num ritmo lento.
–Idiota, não goze dentro – murmuro mais para mim mesmo que para ele, e mesmo que eu não queira estou gemendo.
Levanto-me da cama tendo cuidado para não acordá-lo, vou ao banheiro, me sentando no chão frio, fazendo com que eu me arrepiasse, logo após coloco dois dedos em minha entrada, fazendo com que mais daquele liquido branco saísse, me fazendo gemer baixo o suficiente para que ele não me ouvisse. Fiquei provavelmente entretido nisso por algumas horas já que “alguém” chegou ao seu orgasmo mais que uma vez. Quando por fim sai do banheiro Sebastian ainda dormia. Saio e vou até meu apartamento como não fazia há tempos. O lugar esta empoeirado, quantos meses já se passaram?Dois ou três se não me engano, nesse curto período de tempo, vi minha personalidade mudar, me vi sendo entregado ao prazer que aquele homem me proporcionava, me vi perdido em gemidos, luxuria, mãos frias, sangue, dor. Tudo tinha mudado. Aquele apartamento pequeno, não era mais meu único refugio, agora mesmo, só que voltar para ele, poder sentir os braços envolvendo minha cintura, os lábios finos pronunciando com a voz rouca um “eu te amo”. Ficava arrepiado de pensar que quando eu voltasse, ele estaria me esperando com um sorriso sádico, o qual iria dizer que eu não devia ter saído sem consultá-lo, então ele me bateria, me jogaria contra o chão,os dentes afiados morderiam a minha pele, e as mãos geladas explorariam meu corpo sem o menor pudor, ele me deixaria louco, e cada vez mais submisso.
Saio de meus devaneios, tentando me lembrar do porque de ter ido até meu apartamento, pó fim me lembrando de pegar um dos meus ternos. Não que eu não gostasse de usar as roupas do Sebastian, eu só prefiro algo que não me faço ficar duro o tempo todo. Por fim, saio do meu apartamento usando um terno verde musgo, e botas estilo militar que vão até os meus joelhos. Quando tranco a porta vejo uma figura loira olhando a porta do apartamento de Sebastian.
–O que esta fazendo aqui Alois?
–Ciel! – ele diz animadamente, e logo pulando em cima de mim e me dando um abraço apertado – eu estava com saudades.
–Ok, entendi, mas não precisa me agarrar tanto – digo afastando seu rosto do meu, e desfazendo o abraço.
–Desculpe... Hm, o Sebastian esta?
–Bem, sim, mas ele esta dormindo.
–Então serve você mesmo.
–O que?
–------Alguns minutos depois -------------
–Tem certeza que não tem problema Ciel? Não devíamos ter esperado ele acordar?
–Nós deixamos um bilhete, então acho que não tem problema, ele não vai morrer por ficar sem mim por algumas horas...
–Mas ele não vai ficar bravo?
–Eu adoraria isso – digo lambendo os lábios, imaginando ele me tratando de forma ruge, puxando meu cabelo, e me violando, colocando aquele pênis duro dentro de mim.
–Hmm... – diz Alois minimamente, apesar de ter um sorriso sacana nos lábios, logo após rindo.
–Mas enfim – digo limpando a saliva da minha boca, e tentando evitar uma ereção, apertando minhas cochas – o que você queria falar comigo?- ele fica serio, e para de andar pelas ruas de The Castro minimamente iluminadas pelo sol fraco que se apresentava as 07h00min.
–É que nos últimos trabalhos do Claude, ele vem... Voltando muito machucado, também anda meio depressivo... Sabe ele não sorri faz muito tempo... Eu...
–Alois, é o tipo de trabalho que ele tem, você já deveria estar acostumado, até porque com você é a mesma coisa – os olhos azuis se enchem de lagrimas, e ele começa a tremer.
–Eu... Eu, não mereço o Claude... Desde que nós nos conhecemos ele nunca deixou nenhum homem tocar em mim, as únicas experiências de sexo que eu tive... Foram com ele...
–Mas, você trabalha na Pleasure.
–Sempre. Sempre é ele que pega os trabalhos que seriam para que eu fizesse, e por causa disso ele tem trabalhado cada vez mais, e alguns clientes realmente o tratam muito mal, porque não receberam exatamente o que “queriam”... Não sei se agüento mais isso Ciel... Eu realmente amo ele, e eu sei que ele também me ama, por isso ele quer me proteger, mas ele vem se machucando cada vez mais, eu... Não sei se agüento mais isso, não sei se consigo continuar sorrindo, e fingindo que esta tudo bem. Eu estou ruindo por dentro Ciel... A cada trabalho que ele faz, eu...Me sinto quebrando, o que eu devo fazer? – ele continua tremendo, por um estimulo, eu o abraço. Por mais que eu não considere, Alois é o único amigo que eu tenho, e vê-lo falar daquele jeito doía tanto. Eu sempre achei que, ele fosse um tarado, um bobo alegre, então observá-lo ruindo dessa maneira me deixa preocupado.
–Onde esta ele agora? – pergunto o encarando desfazendo minimamente o abraço.
–Austrália.
–Austrália? Tipo a que fica na Oceania? Mas por quê?
–Trabalho em domicilio – diz num tom de raiva.
–Espera você tem um lugar para ficar?
–Não tinha pensado sobre isso, na verdade... Não, mas estava pensando se Finn não me deixaria ficar com ele e o namorado por uns tempos... –Porque você não falou disso comigo antes? Você pode ficar comigo e Sebastian.
–Não sei se ele vai gostar disso.
–Quem se importa? Ele bravo é muito mais sexy. Vem – digo o puxando pelo pulso e o levando de volta ao apartamento do Sebastian.
Chegando lá peço para que ele espere no corredor para que eu tente convencê-lo.
–Sebastian? – pergunto adentrando o apartamento, logo após mais uns passos vejo Sebastian na cozinha, usando um avental rosa enquanto faz panquecas, enquanto tento segurar tanto uma risada, quanto uma ereção.
–“Vou sair para caminhar, já volto”, que merda de bilhete é esse? – diz parecendo irritado. –Desculpe? – murmuro minimamente. Ele se aproxima de mim, e afaga meus cabelos, logo após, cheirando meu pescoço.
–Você cheira há... Framboesas e perfume masculino barato. Estava com Alois?
–Primeiro porque você sabe qual é o cheiro do Alois?
–O certo é “como não saber o cheiro do Alois?”.
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