Did You Kill Me?

1 dead gAls can't speak


Notas iniciais
Minha primeira fic aqui, galera. Espero que os fãs, tanto da série quanto dos livros, gostem do que tenho escrito. Como estou escrevendo sobre algumas personagens específicas, aconselho que tenham assistido a série até a 4ª temporada. Enfim, aproveitem a leitura! ;)

O verão já entrava na reta final, deixando espaço para as chuvas que se tornavam mais presentes; algo totalmente anormal, considerando que, há alguns anos, o calor per-manecia constante, mesmo com a entrada do outono.

O granizo batia brutalmente sobre o telhado do celeiro, ressonando por toda sua extensão, o que deixava Alison mais apreensiva. Ela pensava em uma forma de começar a falar sobre a noite daquele verão; tentou reunir o quebra-cabeça que havia em sua mente, mas não conseguia, o medo dos fatos ocorridos a deixava ansiosa, aflita, não queria voltar a reviver aquela história.

Mas devia uma explicação para suas amigas, ao menos para uma em especial: Emily, que havia sofrido com a sua “morte” durante muito tempo. Para ela, Ali era seu primeiro amor, em quem realmente podia confiar, com quem ela queria passar o resto da vida. Quanto a Hanna, ela sentia orgulho, de certa forma. Ela tinha emagrecido, seus cabelos estavam mais impecáveis do que nunca e seu senso de estilo havia melho-rado bastante.

Já Aria, aquela baixinha que tinha o cabelo com as pontas rosadas, que adorava usar roupas chamativas, que se derretia só ao ouvir falar de Noel Kahn, havia amadurecido de forma amarga, com os pais separados e ainda mais agora, que rompeu com um farsante que dizia amá-la. Ela merecia saber a verdade, precisava saber qual era o lance de Ezra Firz. E a Spencer? Ali acreditava que ela sabia muita mais daquela noite do que a si mesma, até porque ela era uma das mais inteligentes do grupo, com boa desenvoltura; nada passava despercebido por ela.

Enfim, Alison resolveu se sentar na poltrona de couro que Spencer havia ganhado da avó no natal passado. Remexeu-se algumas vezes, procurando uma posição confortável.

- Chega desse silêncio, Ali! – Estourou Emily – Cansei de esperar, quero respostas.

- Calma, vou contar tudo para vocês, mas têm que ter paciência. Tô confusa, não sei por onde começar.

- Que tal pelo começo? – Respondeu Hanna.

Alison a fuzilou com o olhar, respirou fundo para não socá-la, olhou para a mão esquerda, havia uma unha lascada, começou a roê-la. Estava uma pilha de nervos.

- Há um tempo bem antes daquele verão, eu vinha recebendo mensagens anônimas de uma pessoa que se identificava como A. – As meninas ficaram surpresas. Ali continuou.

Já era tarde da noite, o vento gélido assobiava fantasmagoricamente nas folhas das árvores, que se mexiam mais rápido do que de costume. A primavera chegava ao seu fim, havia demorado quase um século para passar, segundo os pensamentos de Alison. Ela arrumava suas malas, afinal de contas, as férias haviam chegado; ela viajaria o mais cedo possível, estava farta de Rosewood, não queria ver as mesmas pessoas tão cedo, o ar calmo da cidade a irritava cada vez mais, ela precisava de um pouco mais de agito. Mal via a hora de chegar na Filadéfia.

Ela havia tramado um plano: falaria para mãe que passaria o verão com os avôs na Geórgia, quando chegasse lá, ligaria para Cece Drake encontrá-la na estação e juntas iriam para Cape May.

Uma brisa entrou pela janela aberta, fazendo com que os pelos de seu corpo eriças-sem. Ela foi para fechá-la, porém viu uma pessoa mascarada a observando do quintal. Houve um contato demorado, ela já havia visto aquela mesma figura seguindo-a no halloween. Um pavor tomou o seu corpo. O celular tocou, ela pegou-o. No visor se lia: “Aproveita bastante com suas amigas, porque a única coisa que existirá para elas será a memória de quem você foi. Beijos! — A”. Bastante desconcertada, ela jogou o celular em cima da cama e voltou para janela, mas a pessoa já tinha ido embora. Logo após, Spencer apareceu no quintal, chamou-a.

- Eu pensei que pudesse ser uma de vocês – Ela olhou para Spencer. – Só que, mesmo depois que troquei de número durante a viajem, continuei recebendo mensagens.

- Você disse que encontrou com a Cece, ela sabia do seu número novo? – Perguntou Emily.

- Sim, uma das.

A praia estava lotada, o sol a pino; Alison e Cece se sentaram em um barzinho na orla.

- Se lembra do Gostoso da Praia? – Perguntou Cece para Alison.

- Sim. – Respondeu sem interesse.

- Então... Ele tá vindo na nossa direção. – Ela sorriu maliciosamente, estava bebericando um drinque.

- Não acredito.

Ele chegou por detrás de Alison, apertou-a em um abraço soado. Ela tentou se des-vencilhar, porém sem sucesso.

- Senti falta de você, gatinha! Disse que me ligaria, nem o fez. – Beijou-a no pescoço.

Cece prendia suas gargalhas, a cara de descaso de Alison era completamente hilária.

- Sabe, “gato”, estive ocupada, estudando bastante, vestibular chegando.

- Você poderia ter arrumado um tempo, afinal de contas, tenho uma surpresa; acabei de me formar na academia, em breve, estarei pertinho de você.

- Ah! – Pausou. – Espera aí, como você ficou sabendo que eu estava aqui?

- Culpada. – Cece lançou um olhar debochado para Alison.

Aos poucos o tempo escurecia, a chuva já estava mais forte e o ar se tornava mais gélido. Hanna batia os queixos, massageava os braços desnudos em uma tentativa de esquentá-los, porém não deu certo. Percebendo-a, Aria se aproximou e abraçou-a.

- O Gostoso da Praia não é quem estou pensando, é? – Emily se retesou.

- Wilden? – Falou Aria.

- Bingo! – Respondeu Alison.

As meninas ficaram incrédulas.

- Espero que essa história não se torne mais estranha do que já tá. – sussurrou Hanna para Aria.

- Hanna! – Repreendeu Alison.

- Legal, você teve um caso com Wilden. E quanto a Cece, você acha que ela deu o seu número para ele? – Falou Hanna.

- Não tenho certeza, ela disse que tinha perdido o celular na noite que chegamos a Cape May. Talvez, ele tenha achado.

- Por favor, Alison! Ele pode ser “o cara”. Mas, em meio a várias pessoas, o ce-lular dela ter caído de mãos beijadas justamente nas do Wilden? Isso tá muito mal contado. – Disse Aria.

- Sabemos que ele era do A team. Poderia ser ele que estava mandando as mensagens para Ali, enquanto ela esteve fora, seja lá como tenha conseguido o número. A questão é porque estão atrás dela. – Concluiu Spencer.

Alison se perdeu em meio aos seus pensamentos, estava tão perdida quanto às meninas, também queria respostas. Sabia que nunca foi a melhor pessoa do mundo, entretanto, o que ela teria feito para provocar a ira de alguém? Parecia que, cada vez mais que tentava resolvê-las, mais confusa ficava. E, assim, voltava à estaca zero.

- Terra para Ali! – Chamou Hanna.

Um pouco séria, Spencer observava como Alison se procedia, sentia-a desconcertada; cogitou a possibilidade de trocar de lugar com ela, tentar ver na pele como os fatos aconteceram no ponto de vista dela. Spencer sabia que ela não era santa, mas, pela primeira vez, percebeu que amiga era a grande vítima desse jogo. Como se ela fosse à linha de chegada e as meninas fossem as peças que conduziriam o jogador até ela. Nesse caso, o jogador era A.

- Hanna, dá um tempo para Ali. – Falou Spencer.

- Obrigada, Spence. – Agradeceu Alison.

O celeiro ficou em silêncio por alguns minutos. Ninguém ousava falar uma palavra se-quer. Emily se levantou do tapete, abraçou Alison. Seu coração acelerou, sentir a amiga novamente era tão excitante. Esperava por esse momento desde o seu desapareci-mento. Em retribuição, Alison beijou carinhosamente a sua bochecha.

- ALISON! AAALISON! – Alguém a chamava desesperadamente. – Eu sei que está aqui, abra, ela/ ele está me seguindo, tô com medo.

- Quem está gritando? – Perguntou Aria.

Alison deixou Emily.

- Alguma de vocês disse que eu estava aqui?

- Não, Ali. – Disseram as meninas, quase ao mesmo tempo.

- Então, por que tem alguém me gritando?

Aria foi até a janela, viu Cece encharcada. Ela gritava desesperadamente, foi até a porta do celeiro e começou a bater. Receosa, Alison tentou se esconder. Hanna se aproximava cautelosamente da porta, pôs a mão na maçaneta.

- Hanna, o que você tá fazendo? — Perguntou Aria.

- Ela quer entrar. Vamos deixá-la então! Precisamos de algumas respostas, não?

- Enlouqueceu? E se for mais uma da A para cima de nós? – Falou Emily.

- ABREE! – Batia Cece bastante alterada do outro lado da porta.

Um estrondo ecoou pelo celeiro, todas ficaram quietas, principalmente Cece. Elas se juntaram em um canto, ficaram abaixadas. O pânico tomou seus corações.

- O que foi isso? – Sussurrou Hanna.

- Não sei! – Respondeu Spencer.

Esperaram por um instante. Alison saiu cuidadosamente de seu esconderijo e foi espiar na janela, porém viu algo estranho entrando por debaixo da porta.

- GAROTAS! – Gritou Alison.

Todas foram até ela.

- Meu Deus! Isso é... – Falou Spencer.

- Sangue! – Disse Hanna.

De repente, seus celulares vibraram.

- Garotas mortas... – Iniciou Aria.

- Não podem falar! – Disse Emily.

- Beijos! A! – Terminou Alison.

Notas finais
Espero REALMENTE que tenham gostado. Comentem, deem suas ideais, façam suas críticas. Até a próxima!