Washington D.C

Dois dias depois...

A regra de sem comunicação estava fazendo Gibbs pirar. Edward não dava detalhes sobre a investigação. O laboratório foi liberado depois de alguns falsos agentes procurarem pistas e contabilizarem frascos de produtos do laboratório. Gibbs insistiu para que Edward entregasse alguns documentos da investigação, mas Edward negou e disse para Gibbs o deixar trabalhar se não quisesse ir preso.

Ele estava perplexo de Edward não querer dividir as descobertas com ele que era o chefe de Abby. Vance havia deixado claro que as mãos dele estavam atadas e não poderia fazer nada que prejudicasse o futuro de Abby na agência. Gibbs achava muito estranha a atitude de Vance ante a aquele caso. Outros casos foram batendo na porta do NCIS e Gibbs teve que seguir em frente. Eles ainda tinham McGee trabalhando no laboratório.

Novo México...

Abby havia se juntado ao cartel de drogas Los Guapos. George havia se convencido que Abby havia sido uma ótima aquisação para o cartel. Tanto que em menos de dois dias ela conseguiu intermediar um carregamento de drogas importante para o cartel.

Abby havia conseguido se infiltrar com sucesso no cartel, mesmo tendo medo de que uma possível descoberta de sua verdadeira identidade fossem vir à tona logo. Quando ela voltou para seu quarto na casa de George ela encontrou um buquê de flores que George havia comprado para ela. Havia um cartão no buquê.

"Para a minha nova flor do cartel. Está convidada para um jantar na praia comigo hoje à noite. O seu vestido está a caminho. Com muito Amor George."

Abby não sabia como reagir a aquele convite. Se queria manter seu disfarce e sua identidade a salvos ela teria que se sacrificar. Ela sentia uma saudade imensa de Gibbs e da equipe. Fazer contato por qualquer meio era arriscado demais. Ela mantinha fotos da equipe escondidas dentro de um buraco no colchão que ela havia feito logo que chegou.

Alguém bateu a porta de seu quarto e ela foi atender. Era o vestido que George havia encomendado para ela ir jantar com ele. Abby abriu a caixa e retirou o papel que protegia a peça. Ela deu um sorriso.

— Para um traficante de drogas ele sabe escolher um vestido. – Disse ela pegando a peça e colocando-se na frente do espelho com o vestido.

Era um vestido florido bem solto no corpo. George era um homem que não gostava de coisa coladas ao corpo. Abby vestiu a peça alguns minutos antes de sair para o encontro. Ela deveria entrar em contato com sua ligação para informar que estava ainda bem.

A praia ficava há alguns minutos da casa de George. Abby pegou um carro que George havia emprestado para ela usar enquanto estava trabalhando para o cartel.

Ela chegou a praia e George a esperava perto de uma mesa colorida. Havia peixe grelhado e vinho. George foi encontrar Abby. Não precisava ser gênio para saber que George havia se apaixonado por Abby. Ou melhor por Elisabeth.

— Lizzie. – Disse George indo ao encontro de Abby.

— George. – Disse Abby.

George beijou a mão dela e a conduziu até a mesa.

— Fiz isso tudo para você. – Disse George puxando uma cadeira para Abby se sentar.

— Muito gentil. – Disse Abby se sentando. George empurrou a cadeira até a mesa. Ela estava se sacrificando demais pela missão. Jantar com um chefe das drogas era perigoso o suficiente para sua vida. E era algo que ela nunca teria feito.

George serviu um pedaço do peixe e uma taça de vinho para Abby e a mesma quantidade para si mesmo. Ele se sentou na frente dela. Entre um pedaço e outro de peixe ele tinha espaço para dar algumas piscadas de olho para Abby.

Ela tentava não demonstrar incomodo para George. Ele a convidou para dançar colocando uma música romântica. Ela deixou-se levar e aceitou o convite para a dança. Ela estava com medo de onde o seu disfarce a levaria. Ela não queria se envolver intimamente com George. Isso comprometeria qualquer chance de uma saída com vida daquela missão.

Para uma primeira missão ela estava indo bem até. George deu um beijo em Abby que retribuiu. Eles acabaram no quarto de George. Sabia que a única saída seria se entregar para George mesmo não querendo.

— Tudo pela missão. – Pensava Abby.

Abby e George fizeram amor naquela noite. Talvez por causa do efeito do vinho, talvez por causa da insistência de Vance de a querer nessa missão Abby acabou envolvida com George. Ela sabia que seria morta se George descobrisse a verdade.

Abby acordou no outro dia ainda na cama de George apenas coberta por um lençol com George lhe trazendo café da manhã para ela. Por mais que ela deixasse não se envolver de verdade aquilo era algo fofo, coisa que ela só havia experimento com McGee no início do namoro deles.

— Bom dia princesa. – Disse George ao trazer o café dela.

— Não precisava ter se incomodado. – Disse Abby.

— Eu precisava sim. – Disse George dando um beijo em Abby. – Desde que você chegou aqui eu me apaixonei por você. Eu queria ficar com você, ter a sensação de ser amado completamente como já fui uma vez.

Abby pegou a xicara de café e tomou. Pegou um dos morangos e mordeu dando a parte que sobrou para George que mordeu e deu outro beijo em Abby.

Ela se levantou e foi tomar um banho. George ficou admirando Abby enquanto ela tomava seu banho.

— Quantas tatuagens você tem? – George perguntou para Abby.

— Muitas. – Respondeu.

— A do seu pescoço é muito bonita. – Disse George.

— Obrigado. – Respondeu Abby sem graça.

Abby saiu do chuveiro e se enrolou em uma toalha bem macia. George a puxou para outro beijo.

— Eu preciso ir intermediar um carregamento de drogas. – Falou Abby baixinho no ouvido de George.

— Eu te vejo a noite? – Perguntou George.

— Tenha certeza. – Disse Abby.

Abby saiu em direção a um bar onde iria encontrar seu contato para informar a posição atual. Eles haviam combinado uma palavra para não chamar muita atenção. Ela se sentou em uma das mesas do bar. Um homem se aproximou dela. Era o contato. Abby não permitiu que o homem se sentasse.

— Está ocupado. – Disse Abby.

Essa era a palavra código combinada.

— Desculpe. – Disse o homem entendendo o que aquilo queria dizer. Ele saiu.

O homem que Abby deveria encontrar para combinar a entrega de drogas chegou quando o contato de Abby saia.

— Vejo que ele deu em cima de você. – Disse o homem se sentando a mesa.

— Nem deixei ele falar. – Disse Abby.

— Podemos combinar a entrega de drogas se você preferir. – Disse o homem indo ao ponto.

— Preciso de um alto número de drogas dessa vez. – Disse Abby. – A costa leste está ficando perigosamente sem estoque.

— Quanto precisa? – Perguntou o homem.

Abby se ajeitou na cadeira se aproximando do homem.

— 10 Quilos. – Disse Abby. – E preciso disso rápido.

— E eu preciso de dois dias para conseguir esse volume. – Disse o homem. – E não vai ser barato.

Abby pegou uma mala próxima a ela.

— Isso serve para você? – Perguntou Abby mostrando a bolsa cheia de notas.

— É o suficiente para mim. – Disse o homem pegando a mala. – Farei contato assim que eu conseguir o pedido.

— Estarei aguardando. – Falou Abby se levantando e indo em direção a porta. – Mas não demore demais.

— Paciência, minha querida. – Disse O homem.

Abby saiu do bar e voltou para a casa de George. Ela parou para comprar um lanche e tentar algum contato com Gibbs. Mas quando o telefone começou a tocar ela desligou percebendo a burrada que ela iria cometer. Abby pegou o lanche e saiu da lanchonete direto para a casa.

George a esperava em casa. Ela saiu do carro com o lanche e George a puxou para um beijo.

— Como foi a reunião? – Perguntou George.

— Sem grandes problemas. – Respondeu Abby. – Apesar de eu ter que dar um fora em um cara que tentou me dar uma cantada deu tudo certo.

— Eu posso mandar dar um susto nesse cara. – Disse George.

— Não precisa. Já resolvi o problema. Ele não vai mais me incomodar. – Disse Abby.

— Lizzie. Você tem certeza? – Perguntou George.

— Absoluta. – Respondeu Abby. – Eu sei muito bem me cuidar.

George deu outro beijo em Abby.

— Eu sei disso, Lizzie. – Disse George puxando Abby para o quarto.

— Ainda é muito cedo. – Disse Abby desviando e indo para o quarto dela.

— Então quando? – Perguntou George.

— A noite. – Respondeu Abby.

Ela foi direto para o quarto dela e deitou-se na cama. Ela pensou em Gibbs e na equipe e em quando ela poderia entrar em contato com eles.

Washington D.C

Tony sabia da ordem de não entrar em contato com Abby e que qualquer contato acabaria causando a demissão para Abby. Naquele dia eles haviam fechado um caso e ele queria conversar com ela para desabafar. As coisas não haviam saído completamente bem durante o processo e um dos dois suspeitos havia sido morto durante uma intensa trocas de tiros durante a prisão.

Ele foi ao apartamento de dela procurando um conselho sobre aquilo. Ele bateu na porta dela, mas ninguém atendeu. Uma das vizinhas de Abby estava passando pelo corredor naquela hora.

— Desculpa incomodar, mas você sabe se a Abby está em casa? – Perguntou Tony.

— Eu a vi saindo com uma mala há três dias atrás. – Disse a moça. – Ela não voltou mais desde então.

— Sabe para onde ela foi? – Perguntou Tony.

— Viajar eu acho. Ela disse que havia tirado uns dias de folga da agência e iria viajar. – Disse a moça.

— Obrigado. – Disse Tony.

— Foi um prazer. – Disse a moça indo para o apartamento dela.

Tony estranhou que Abby tivesse mentido para a vizinha sobre ter tirado uns dias de folga da agência e estranhou o fato de ela ter ido viajar sem avisar a corregedoria ou os colegas, mas se bem que com a ordem de silencio ele não poderia julgá-la.

Como não achou Abby Tony foi a casa de McGee pedir conselhos. Durante o caminho recebeu uma mensagem de Timothy.

— "Estou no NCIS. Novo caso urgente. Venha depressa." – Dizia a mensagem de Timothy. Tony seguiu direto para a agência. Ele não falou que havia ido até a casa de Abby.

— Qual o problema McSms? – Perguntou Tony chegando no Bullpen.

— Apareceu um caso novo. – Disse Timothy.

— Quem é a vítima? – Perguntou Tony.

— Era um informante confidencial baseado no Novo México. – Disse McGee. – Estão dizendo que ele trabalhava em uma missão secreta.

— Missão secreta? – Perguntou Tony. – De qual agência?

— Dizem que a marinha está na jogada. – Respondeu McGee. – O cartel recrutou uma nova pessoa. Ela se chama Elisabeth Survoy. Foi recrutada há três dias.

— Quem é essa mulher? – Perguntou Tony.

— Não conseguimos confirmar nada sobre ela. – Disse McGee.

— Precisamos encontrá-la. – Disse Tony. – Ela é a principal suspeita do crime.

— Vocês não irão atrás da Elisabeth, Agentes. – Falou Vance chegando por trás de Tony e McGee.

— Por que não diretor? – Perguntou Tony.

— Elisabeth Survoy não é uma suspeita. – Disse Vance. – E não façam nenhuma pergunta agora. Tudo que eu posso dizer é que ela não matou o informante.

McGee e Tony não entenderam o que Vance queria dizer com aquilo, mas não fizeram nenhuma pergunta apesar de estarem bastante curiosos.