Dias perfeitos.
3 Run!
Gibbs, McGee e Tony chegaram a cena de crime onde o suposto informante havia sido morto. Gibbs procurou uma identidade para o morto achando a carteira de motorista do homem.
— Alex Baker. – Disse Gibbs lendo o nome na habilitação. – Ele é de Montana.
Gibbs deu alguns passos para longe do corpo olhando em volta.
— O que ele faz aqui nesse fim de mundo? – Gibbs não entendia como ele viera parar ali. – McGee! Dinozzo! Estão esperando um convite para virem até aqui? – Gritou Gibbs fazendo os agentes se aproximarem.
— Alex Baker. – Disse McGee. – Quem diria que ele acabaria desse jeito.
— Conhece ele Timothy? – Perguntou Gibbs.
— Ele supostamente trabalhava como informante confidencial em uma missão contra um cartel de drogas no Novo México. – Respondeu McGee.
— Novo México? O que ele faz aqui em Washington? – Perguntou Gibbs. – Acha que é um recado para a gente?
— Talvez. – Disse McGee. Ele parecia chateado com alguma coisa.
Gibbs percebeu o jeito estranho de McGee.
— O que você tem Timothy? – Perguntou Gibbs.
— Nada. – Disse McGee. – É que eu estou sentindo a falta da Abby.
— Eu também Timothy. – Gibbs se levantou e deu um giro. – Ele tem algo no escrito no corpo.
Gibbs levantou a camisa de Alex e se levantou muito rápido que quase caiu.
— Mas o quê? – Perguntou Gibbs.
McGee se aproximou e se assustou.
— Abby. – Ele leu a palavra escrita no corpo do homem. – Porque o nome da Abby está escrito em um informante confidencial ligado a um cartel de drogas do Novo México?
— Não faço idéia. – Disse Gibbs. – Quando Ducky e Palmer chegarem mande-os colocar no saco cadavérico e o levem para o NCIS.
— Ele não é da marina chefe. – Disse McGee.
— O nome da Abby está no corpo desse homem. Ele é uma prova da ameaça. – Gibbs pegou o carro e partiu em direção ao NCIS.
Ele tentava ligar para Abby apesar da ordem de sem telefonemas da corregedoria.
— Aqui é a Abby. Deixe seu recado após o sinal.— Dizia a mensagem da caixa postal.
Gibbs jogou o celular longe. Ele chegou ao NCIS e entrou direto no elevador. Apertou o botão para cima e subiu até o escritório de Vance.
— Agente Gibbs. – Gritou a secretária de Vance. – O diretor não pode te atender agora. – A secretária se levantou, mas não conseguiu impedir Gibbs.
Gibbs abriu a porta do escritório de Vance.
— O que realmente está acontecendo Leon? – Gritou Gibbs enquanto Vance estava em uma ligação.
— Eu ligo depois. – Disse Vance desligando. – Qual é o seu problema Agente Gibbs? Como ousa entrar aqui sem permissão?
— Eu tentei impedi-lo senhor. – Disse a secretária.
— Não é sua culpa. – Disse Vance. – Gibbs não tem modos. Pode ir agora Suzi.
— Obrigado senhor. – Suzi se retirou, mas ficou esperando alguns gritos na sala.
Gibbs se sentou mesmo sem permissão de Vance.
— Já que me interrompeu enquanto eu estava numa chamada muito importante fale de uma vez Agente Gibbs. – Disse Vance para Gibbs.
— Encontramos este homem morto há alguns quilômetros do NCIS. – Gibbs mostrou uma foto do rapaz. Vance não esboçou nenhuma reação. – Dizem que ele era um informante numa missão da marinha.
— E o que eu ou a agência tem a ver com ele? – Perguntou Vance.
— Isso estava escrito na barriga dele. Com sangue. – Disse Gibbs mostrando uma foto da barriga de Alex com o nome de Abby escrito.
Vance olhou surpreso aquilo. Ninguém além dele e de alguns superiores sabia da missão e que Abby estava infiltrada.
— Esqueça isso Agente Gibbs. – Disse Vance para surpresa de Gibbs.
— É uma clara ameaça para nós, direcionada sobre a Abby. Eu tentei ligar para o telefone dela e ela não atendeu ou retornou nenhuma das ligações que eu dei. – Disse Gibbs nervoso. – Eu quero saber o que está acontecendo.
Gibbs elevou o tom de voz. Ele já tinha perdido a paciência com Vance e realmente ameaça agredir o diretor.
— Vou pedir para você se controlar e sair daqui Agente Gibbs. – Disse Vance. – Isso deve ser alguma pegadinha para nós. E se eu bem me lembro Edward foi bem claro que não devemos entrar em contato com a senhorita Sciuto durante as investigações da corregedoria.
Gibbs não conseguia acreditar que Vance estava agindo tão normalmente ante aquela ameaça a vida de uma agente do NCIS.
— Se acontecer algo com a Abby, você será o responsável – Disse Gibbs ao sair batendo a porta. Ele realmente queria quebrar algo para descontar sua ira e pegou um lápis e jogou na parede. Suzi o olhou assustada.
— Foi mal, Suzi. – Disse Gibbs pegando o lápis e dando para ela.
Suzi não disse nada. Gibbs saiu com um olhar que poderia fritar um ovo de tão em chamas que estava. Ele desceu as escadas rapidamente.
— Podem falar. – Gritou Gibbs para Tony e McGee. – E é melhor terem algo de concreto sobre esse cara e sua ligação com a Abby.
Tony passou o controle da televisão para McGee que rapidamente apertou o botão.
— Alex Baker. 32 anos. Nasceu em Montana. Nenhuma ligação com a marinha e aparentemente nenhuma ligação com a Abby. Suspeito de ser infiltrado num cartel de drogas chamado Los Guapos. – Disse McGee. – Algumas testemunhas o viram conversar com uma mulher num bar há duas noites chamada Elisabeth Survoy. Mas ninguém no bar quis fazer um retrato falado.
— Por que não? – Perguntou Gibbs.
— Dizem que Elisabeth está envolvida com o líder dos Los Guapos, George Foyet. – Disse McGee. – Ela foi iniciada no cartel há quatro dias e desde então já intermediou dois carregamentos de drogas. Dizem que ela é boa.
— Esse tal de George Foyet é muito perigoso? – Perguntou Gibbs.
— No ano passado ele mandou esfaquear um agente federal enquanto ele chegava em casa. Apesar do agente sobreviver e do agressor ter sido preso não conseguiram evidências do envolvimento de Foyet no crime apesar de todas as provas apontarem para Foyet. – Disse McGee.
— E o cara preso – Perguntou Gibbs. – Nunca entregou o Foyet?
— Ele foi assassinado por outro preso. – Disse McGee. – E o outro preso foi envenenado. Tudo isso é atribuído a Foyet mesmo sem provas concretas.
— E essa tal de Elisabeth Survoy? – Perguntou Gibbs.
— Não conseguimos nenhuma informação chefe. – Disse McGee. – Acho que esse nem é o nome real dela.
— Temos que descobrir quem ela realmente é e qual a ligação da Abby com esse cara morto e talvez com essa moça. – Disse Gibbs.
— Chefe. Tem algo que eu preciso dizer. – Disse Tony.
— O que é Dinozzo? – Perguntou Gibbs.
— Eu fui ao apartamento da Abby ontem à noite antes do McGee me mandar aquela mensagem no telefone. – Dinozzo ficou com medo de falar.
— O que ela disse? – Perguntou Gibbs.
— Ela não estava em casa. Uma das vizinhas disse que a viu sair com uma mala há quatro dias depois de ser afastada do trabalho e não voltou mais. – Disse Tony.
— Abby alugou uma caixa de correio no mesmo dia. Pagou por dois meses. – Disse McGee checado os extratos. – E a última cobrança no cartão dela. O celular e computadores não foram ligados mais depois de segunda feira e ela não fez contato com ninguém depois de Edward aparecer aqui na agência.
— Edward a sequestrou – Perguntou Dinozzo.
— Não tenho idéia. – Disse McGee.
— Vamos atrás desse cara. – Disse Gibbs pegando a arma e o distintivo. – Se ele ousar machucar Abby ele vai se dar muito mal.
Tony e McGee seguiram Gibbs no elevador. Gibbs apertou o botão com força.
— Ele vai se ver comigo se ele machucou a Abby. – Disse Gibbs antes das portas fecharem.
Novo México.
Abby e George estavam almoçando quando o telefone de George começou a tocar.
— Eu já volto. – Disse dando um beijo em Abby.
— Está bem. – Disse Abby ficando na mesa.
—Tem certeza? – Falou George com alguém no telefone. – Me mande uma cópia disso e eu vou dar um jeito. Vejo você em breve. — Disse desligando o telefone. Abby tentou não expor suas preocupações.
Ela ficou preocupada que seu disfarce tivesse sido descoberto. Ela teria que avisar Vance, mas não poderia ser pelo telefone que George havia lhe dado. Ela respirou fundo e se levantou da mesa.
— Onde você vai Lizzie? – Perguntou George.
— Acabei de me lembrar que meu anticoncepcional acabou. – Disse Abby. – Preciso comprar mais.
— Quer que eu vá com você? – Perguntou George.
— Isso é coisa de mulher, George. – Disse Abby dando um beijo em George. – Preciso fazer isso sozinha.
— Claro. – Disse George. – Vá a cidade e compre.
Abby trocou de roupa supondo que não conseguiria voltar mais. Ela pegou o carro e saiu. George discou alguns números no celular.
— Acho que temos uma mosca na sopa. – Disse George para alguém do outro lado da linha. – Quero que lide com isso pessoalmente, mas sem machuca-la. Traga-a para mim e vamos lidar juntos com o resto. Quero isso para uma hora. Ela disse que vai à farmácia. Siga ela discretamente e a pegue quando ela parar.
George desligou o telefone e quebrou a porta retrato com a foto dele e de "Lizzie" juntos.
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