Notas iniciais
Ok, eu sei que demorei, mas não podia deixa-las mal acostumadas. Tá, é mentira. Eu tenho que estar com vontade de escrever para escrever, e não estava com muita esses dias. Espero que ainda queiram ler. Obrigada pelos reviews, amei todos *-*. Por favor, continuem mandando. Beijos e obrigada.

Aqui minha morte começou,

mas, no meio de tantos problemas,

finalmente a primavera se mostrou.

Os dias foram passando e nenhuma oportunidade de trabalho apareceu para Alice. Passava todos os dias vendo seus pais reclamarem da falta de dinheiro e brigarem por conta da pressão deste fato. Era algo insuportável; Alice estava cansada disto. Tinha que achar um emprego. Necessitava de um mais que tudo.

Qualquer um.

Ela passou dias e mais dias pensando se aceitava ou não o emprego que Frank Rich lhe oferecera; e chegou a conclusão de que não poderia ser pior do que ver sua família se acabando.

Tinha que fazer algo pela família.

Voltou então para o local onde Frank trabalhava, tentando manter sua dignidade, que era algo difícil. Esperou por Frank mais do que esperara da outra vez, mas ele apareceu; e fingiu naturalidade ao ver Alice McKenna novamente ali.

- Ora, ora. Você demorou.

Se não estivesse necessitando do emprego, Alice já teria enfiado o banquinho que estava sentada goela abaixo de Frank.

- Eu aceito o emprego, Sr.Rich.

- Já disse para chamar-me de Frank, querida.

O querida de Frank já estava agoniando Alice. Soava tão falso quanto qualquer outra coisa dita por ele. Mas esta era a única chance de Alice, ela não poderia jogar fora.

E assim os dias e semanas se passaram; Alice não contara aos pais que estava trabalhando. Quando recebesse seu primeiro pagamento, contaria. Estava tentando acostumar-se com a nova vida, mas aquele trabalho ainda não passara por sua garganta. Estava entalada.

Estava Sufocando.

Mesmo assim, a primavera arrumou um jeito de mostrar o seu lado mais famoso: o romântico.

Foi na volta do ‘trabalho’, as garotas iam sair e chamaram Alice para ir junto; sem ter o que fazer e necessitando de uma folga de toda a pressão da vida, ela foi.

Era surpreendente, mas as garotas, fora do emprego, freqüentavam lugares comuns e com pessoas comuns. Katlin convidara alguns primos.

– Hey, Alice, vem aqui.

Ela a chamou para conhecê-los.

– Este é meu primo, Luke Dennett. Luke, esta é Alice McKenna.

Ele sorriu, estendeu-lhe a mão e depois disso não pararam mais de conversar. Conversa amigável, sem segundas intenções; Alice estava tão desacostumada a isso que até estranhou. Mas era bom, era confortante e, pelo visto, seria duradouro.

Mal sabia o que estava por vim.