Diary Of Death
4 Primavera
Notas iniciais
Aqui minha morte começou,
mas, no meio de tantos problemas,
finalmente a primavera se mostrou.
Os dias foram passando e nenhuma oportunidade de trabalho apareceu para Alice. Passava todos os dias vendo seus pais reclamarem da falta de dinheiro e brigarem por conta da pressão deste fato. Era algo insuportável; Alice estava cansada disto. Tinha que achar um emprego. Necessitava de um mais que tudo.
Qualquer um.
Ela passou dias e mais dias pensando se aceitava ou não o emprego que Frank Rich lhe oferecera; e chegou a conclusão de que não poderia ser pior do que ver sua família se acabando.
Tinha que fazer algo pela família.
Voltou então para o local onde Frank trabalhava, tentando manter sua dignidade, que era algo difícil. Esperou por Frank mais do que esperara da outra vez, mas ele apareceu; e fingiu naturalidade ao ver Alice McKenna novamente ali.
- Ora, ora. Você demorou.
Se não estivesse necessitando do emprego, Alice já teria enfiado o banquinho que estava sentada goela abaixo de Frank.
- Eu aceito o emprego, Sr.Rich.
- Já disse para chamar-me de Frank, querida.
O querida de Frank já estava agoniando Alice. Soava tão falso quanto qualquer outra coisa dita por ele. Mas esta era a única chance de Alice, ela não poderia jogar fora.
E assim os dias e semanas se passaram; Alice não contara aos pais que estava trabalhando. Quando recebesse seu primeiro pagamento, contaria. Estava tentando acostumar-se com a nova vida, mas aquele trabalho ainda não passara por sua garganta. Estava entalada.
Estava Sufocando.
Mesmo assim, a primavera arrumou um jeito de mostrar o seu lado mais famoso: o romântico.
Foi na volta do ‘trabalho’, as garotas iam sair e chamaram Alice para ir junto; sem ter o que fazer e necessitando de uma folga de toda a pressão da vida, ela foi.
Era surpreendente, mas as garotas, fora do emprego, freqüentavam lugares comuns e com pessoas comuns. Katlin convidara alguns primos.
– Hey, Alice, vem aqui.
Ela a chamou para conhecê-los.
– Este é meu primo, Luke Dennett. Luke, esta é Alice McKenna.
Ele sorriu, estendeu-lhe a mão e depois disso não pararam mais de conversar. Conversa amigável, sem segundas intenções; Alice estava tão desacostumada a isso que até estranhou. Mas era bom, era confortante e, pelo visto, seria duradouro.
Mal sabia o que estava por vim.
Fale com o autor