Diary Of Death
5 A armadilha
Notas iniciais
Eu não queria.
Juro que não;
Mas como eu adivinharia
Que era tudo uma armadilha?
Com a chegada do fim do primeiro mês veio o primeiro pagamento de Alice. Frank a chamou para seu escritório e serviu-lhe de café.
Estava com um gosto diferente.
Disse que estava bastante satisfeito com o trabalho de Alice, parabenizou-a e deu-lhe o pagamento.
– Agora vá gastar e se divertir.
É claro que Alice não fez isso. Foi para sua casa e entregou todo o dinheiro para o pai, feliz da vida. Não podia conter-se de alegria, na realidade, pois finalmente estava ajudando sua família. Talvez ela não precisasse se acabar.
Durante o mês de junho, Frank constantemente chamava Alice para seu escritório, para dizer-lhe o quanto estava satisfeito com seu trabalho. Mas é claro que esta não era a única coisa que Frank queria. Pessoas como Frank sempre têm segundas intenções.
Sempre têm uma xícara de café.
Chegou a um ponto em que Frank não precisava mais pedir para que Alice fosse ao seu escritório; ela ia por vontade própria, somente pelo café. O que teria de tão viciante naquilo?
Frank obviamente ficara satisfeito com aquilo e um dia ele não deu café a Alice. Ofereceu-lhe outra coisa. Eram como pó de giz, só que mais finos, mais brancos e...
Tinham o mesmo cheiro que o café.
Alice fazia noção do que era aquilo, mas mesmo querendo negar, não conseguiu. Tinha vontade.
Após isso, os passeios de Alice pelo escritório de Frank tornaram-se mais freqüentes.
Tudo estava indo de bom à melhor...
... para Frank.
Fale com o autor