Diary Of Death
3 Fingimento: a cruel realidade das pessoas
Notas iniciais
Boa leitura, espero que gostem e mandem reviews. E se quiser criticar, critique à vontade, pois a crítica nos ajuda um bocado.
Beijos.
Sempre confiei e acreditei.
Para mim só existia a igualdade.
Como as pessoas podem ter tanta maldade?
Era início de abril e a primavera estava em tudo que viam ou escutavam. A rua era movimentada com centenas de pessoas andando de um lado para o outro. Uma garota de cabelo longo e castanho-escuro, com pele muito branca que danva a impressão de ser frágil como porcelana e de olhos tão escuros que tornava-se difício definir onde terminava a íris e começava a pupila, estava no meio da multidão. Era precocemente formada, pois não tinha mais que dezenove anos, e a empolgação estava a flor da pele: tinha certeza de que acharia um emprego naquele dia.
Não precisava ser exatamente no ramo do jornalismo, no qual havia se formado, queria apenas fazer uma surpresa para os pais. Os ajudaria financeiramente, pois necessitavam.
Uma boa filha.
Porém, naquele dia, começou a conhecer a realidade do mundo. Após passar por treze locais, percebeu que achar um emprego não seria tão fácil assim. Estava ficando cansada e sem esperanças, quando bateu na sorte. Murmurou um desculpe e continuou a andar, porém a pessoa lhe segurou pelo pulso.
- Eu lhe conheço. — disse o homem que a segurou. Não deveria ter menos que cinquenta anos. Alice estava pronta para negar, quando o homem continuou. — Você é filha de Anthony McKenna?
Alice confirmou, enquanto perguntava-se de onde aquele homem poderia conhecê-la.
- Sou Frank Rich, amigo de seu pai.
- Alice McKenna, prazer.
- O que uma bela moça faz sozinha a esta hora?
Alice explicou que procurava emprego e viu a luz no fim do túnel voltar a brilhar quando ouviu Frank dizer que tinha um ótimo emprego para ela. O homem lhe deu um papel com um endereço e escreveu o dia e a hora da entrevista, dizendo que, quando a moça fosse, saberia qual seria seu trabalho. Alice agradeceu e seguiu seu caminho, agora estava tranquila, pois conseguira um emprego. A única coisa que faltava era mostrar que era capacitada para consegui-lo.
Alice passou os três dias seguintes morrendo de ansiedade e, quando o dia da entrevista chegou, o nervosismo veio. E se não conseguisse? Ela tirou os pensamentos negativos da cabeça e seguiu seu rumo.
O local indicado no endereço era a parte de trás de algum estabelecimento, com algumas latas de lixo e uma porta muito mal cuidada. Alice subiu a pequena escadinha e bateu na porta.
Ninguém.
Bateu mais algumas vezes até que desistiu; estava virando-se para ir embora, quando um homem abriu a porta e a chamou, perguntando o que queria ali. Alice explicou que Frank Rich a convidara para uma entrevista de emprego; o homem a deixou entrar e disse para ficar esperando.
Alguns minutos depois, Frank veio falar com Alice, chamou-a para dentro, disse que queria que ela conhecesse suas colegas de trabalho.
- O emprego já é meu?
- Oh, sim, sim! Você é perfeita para ele.
Alice conteve a vontade de abraçar aquele bom homem e continuou a segui-lo. Chegaram a uma espécie de camarim, onde várias mulheres arrumavam-se. Só havia um problema: todas estavam apenas com roupas íntimas. Não o tipo de roupa usada no dia-a-dia, mas o tipo de roupa usada para apresentações.
- O que significa isso, Sr.Rich?
- Oh, por favor, chame-me de Frank.
Alice tornou a pergunta-lo o que significava aquilo e ele explicou que aquele era o emprego daquelas mulheres. Horririzada, Alice perguntou se aquele era o emprego que ele tanto dizia ser ideial para ela; Frank confirmou.
- Querida, você tem carisma, um corpo perfeito e um belo rosto. Não fazes ideia do quanto se daria bem aqui.
- Não faço ideia e nem quero fazer.
Virou-se para ir embora.
- Ora, que ingratidão. Estou lhe oferecendo um emprego de bom grado e você me vira as costas?
- Pois enfie este emprego no seu...
- Mocinha! Pode não parecer, mas eu gosto de ser respeitado. Conheço muito bem a situação de sua família, sei que você precisa deste emprego. Pode ir, se quiser, e quando quiser voltar, pode vim que eu estarei lhe esperando.
- Pois vai morrer esperando.
Alice saiu daquele local sem saber se estava com mais raiva de Frank, por ter enganado-a, ou de si mesma, por acreditar no primeiro homem que chegava com a \'solução\' de seus problemas. Mas estava com uma pergunta na cabeça: como aquele homem sabia tanto sobre sua família, se nunca o vira ao menos em sua casa?
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