Diabolik Lovers - União de Sangue

53 Capítulo 49: Localização


O quarto onde Rin era trancada era parecido com o de Mana, porém ela não saía daquele cômodo desde que Shin a tirou da cela. Ela ficou aliviada por ter saído de lá, pensava que seria melhor do que ficar acorrentada àquela estrutura. Porém mesmo assim estava trancada e todos os dias recebia a visita de Shin. Ele era insistente, porém ao mesmo tempo se mostrava impaciente. Parecia desejar que ela consentisse em relação a dormir com ele, mas Shin mostrava-se irritado e frustrado quando ela se negava. Rin não se importava se ele era bonito, sedutor ou tinha aquela mansão. Ela jogava coisas nele e o xingava. Se fosse antes, teria sido diferente. Porém agora ela tinha Laito e desejava voltar para ele. O que Rin mais desejava era voltar para a casa e para Laito.

Naquela tarde, Shin estava mais uma vez em seu quarto, incomodando-a.

— Você é a pessoa mais difícil que já conheci. – disse ele – Por que você não dorme logo comigo?!

Ela franziu a testa de forma indignada, sua sobrancelha tremeu levemente. Rin começava a achar que ele possuía sérios problemas de narcisismo. Shin não se importava nem um pouco com sua opinião, apenas mostrava-se superior e melhor. Ou seja, para ele, ela não poderia ter a escolha ou capacidade de se negar.

— Vá embora. – disse ela, irritada.

— Ei, entenda uma coisa. – disse ele, sorrindo maliciosamente – Eu vou fazer com que se apaixone por mim, tá bom? E quando isso acontecer, você vai ver que errou em dizer não tantas vezes.

— Você é retardado!

Ele deixou uma risada sedutora escapar, aproximando-se dela. Rin estava próxima às poltronas e franziu as sobrancelhas.

— Eu quero muito colocar uma criança em você. – sorriu.

Rin arregalou os olhos, mais uma vez indignada.

— O processo é divertido. – dizia ele – Posso mostrar todos os detalhes e tudo o que tem que fazer.

Ela franziu as sobrancelhas.

— Nii-san acha que apenas nossos filhos com Mana serão fortes, mas tenho certeza que os nossos também serão.

Rin rangeu os dentes e pegou uma poltrona de repente, jogando nele. Shin desviou, exclamando.

— Eh...! Qual o seu problema?!

— Sai daqui! – gritou, enfurecida – Seu pirata estúpido! Você não entende nada!

Ele franziu as sobrancelhas, irritado e saiu quando a viu pegar a outra poltrona. Rin cruzou os braços, furiosa. O odiava mais que tudo, queria que ele desaparecesse. Após se acalmar, meia hora depois da visita de Shin, a porta se abriu e Rin prontamente a fitou. Pensara que ele havia voltado para tentar convencê-la mais uma vez e pegou um dos abajures, jogando-o contra a porta quando Mana entrou. Ela exclamou e desviou, assustada. Rin arregalou os olhos, surpresa.

— Mana!

— Por que jogou isso em mim?! – perguntou em dúvida.

— Desculpe. – ela desceu da cama e aproximou-se – Pensei que era aquele estúpido.

Mana achou graça, sorrindo.

— O que está fazendo aqui? – Rin perguntou – O outro te pôs aqui?

— Carla-san? Eh... Não.

— Então?

— Bem... Ele está me deixando sair do quarto e andar pela mansão. Então perguntei se poderia vê-la e ele deixou.

— Está conquistando a confiança dele? Isso é ótimo! – ela se surpreendeu – Eu não sabia o que fazer. Que ótimo que você pensou em algo! Quando conquistar a confiança dele, você pode sair escondida e ligar para casa de algum lugar!

— Ahm... Hum. – disse Mana, abaixando o olhar.

Rin franziu a testa em dúvida.

— O que quer dizer com “Ahm... Hum”?

— Rin... – olhou-a – Estou tentando convencer Carla-san a deixá-la partir, mas ele diz que isso cabe à Shin-san.

— C-Como assim me deixar partir? – Rin a olhava, pasma – Você não vem comigo?

Mana hesitou, o que deixou Rin confusa.

— Mana... – disse, surpresa – O que tem de errado com você?

Ela desviou o olhar.

— Eu... Não sei se quero voltar. – confessou.

— Você enlouqueceu?! – Rin exclamou – Por acaso se esqueceu de Reiji?! Porque eu não me esqueci de Laito!

Ela abaixou o olhar, suspirando e confessando.

— Rin, ele não me ama mais. Não veio me buscar...

— Você está brincando, né? – ela franziu a testa – Eles não sabem onde estamos! E eu tenho certeza de que Laito está vindo atrás de mim!

Mana desviou o olhar mais uma vez. Rin franziu a testa, compreendendo.

— Você está vacilando... Está vacilando em relação à Reiji. – disse ela – Acha que ele não vem?

— Preciso ir.

Rin a segurou pelo pulso, nervosa.

— O que aconteceu com você?

— Nada! – disse ela, querendo ir embora – Apenas acho que como tenho que ter os filhos deles, pensei que deveria facilitar.

— Você não tem que ter nada com eles! Você enlouqueceu? Por acaso está se apaixonando por um deles?

Mana não respondeu, apenas desviou o olhar. Rin arregalou os olhos, vendo-a se soltar e sair do quarto. Abaixando o olhar, não acreditou que Mana realmente estava se apaixonando por um deles. O que fizeram com ela para que desistisse dessa maneira?

Mais tarde ao anoitecer, Mana se dirigiu até o quarto de Carla. A última vez que ele havia passado mal, pelo o que ela sabia, fora há uma semana quando o ajudou no banheiro de seu quarto. Após aquele dia, ela ficava preocupada e pensava a todo o momento se ele estava bem ou se havia desmaiado no banheiro ou no quarto. Após bater na porta, abriu-a calmamente, vendo-o sentado no sofá.

— Posso entrar? – perguntou.

Ele levantou o olhar, lia um livro.

— Sim. – voltou-se para a leitura.

Mana adentrou o quarto, fechando a porta e caminhando até ele, que continuava a ler.

— Deseja algo? – perguntou.

— Queria saber se está bem.

Ele franziu as sobrancelhas, porém assentiu. Mana sentou ao seu lado, olhando-o e reparando em seu rosto. O cachecol estava abaixado e seu rosto era mostrado, deixando-a ligeiramente sem jeito. Ele realmente era um rapaz bonito, mesmo sendo severo demais às vezes e lhe dizendo coisas cruéis. Carla suspirou, ainda lendo.

— Deseja algo mais?

Ela enrubesceu, desviando o olhar.

— Posso fazer uma pergunta?

— Sim.

— Promete que vai responder?

— Eu nunca prometo nada.

Ela abaixou o olhar por um momento, perguntando:

— O que... Você tem exatamente?

Carla fechou os olhos, cerrando o livro e pondo-o sobre a mesa ao lado do sofá. Mana o olhava, esperando por uma resposta. Ele semicerrou os olhos, dizendo:

— Endzeit.

— Eh?

— É uma doença. – disse ele – Um vírus.

— Vírus? – ela franziu a testa, confusa – Mas você é Primeiro Sangue. Não deveria estar doente.

Carla a olhou, vendo seus grandes olhos amarelos e brilhantes.

— É um vírus que apenas os Primeiro Sangue possuem.

— Então... Shin-san também está doente?

— Não.

— Então por que você está?

— Hum... – suspirou – Karlheinz descobriu esse vírus e a existência dele em todos os Primeiros Sangues. Então desenvolveu um soro que o potencializou e matou todos os Fundadores, exceto nós. Eu fui ferido pelo meu pai durante uma briga e infectado.

— Então... Você vai morrer? – disse ela, chocada.

— Uma morte lenta e dolorosa. – abaixou o olhar, franzindo as sobrancelhas – Compreende agora por que preciso ter filhos?

Ela assentiu, entristecida. Não sabia por que sentiu-se daquela forma, porém agora compreendia por qual razão eles a sequestraram. Carla não conseguiria lutar contra o rei dessa maneira, precisava de filhos tão fortes quanto ele e Shin.

— Shin-san... Sabe? – perguntou.

— Não. E nem pode saber.

— Mas se está doente, ele precisa saber.

— Se contar, vou trancá-la naquela cela e você nunca mais sairá.

Mana encolheu-se, abaixando o olhar.

— Por que Karlheinz não os matou? – perguntou.

— Éramos crianças. Ele nos prendeu no Mundo Demoníaco durante todos esses anos.

— Como saíram de lá, então?

— O eclipse lunar. Lua de sangue. – disse ele – Nossos poderes estavam no auge, porém usamos para invadir a mansão.

Ela compreendeu, assentindo. Como parou de fazer perguntas, Carla atentou-se e viu os olhos de Mana marejados, o que o fez ficar ligeiramente surpreso. Não compreendia por que ela era tão sentimental. Ela era uma mulher diferente, ele lembrou-se. Possuía mais comportamentos humanos do que todos que já conhecera.

— O que você está pensando? – ele perguntou.

— Eh...! – olhou-o, limpando os olhos e sorrindo – Hum, um cisco caiu no meu olho. – achou graça – Que tolice, como choramos por causa de um cisco?

Ele a olhava, ela realmente estava chorando. As lágrimas escorriam por seu rosto com tamanha facilidade que se podia ser comparado a uma torneira aberta. Isso o irritaria, porém agora ele não compreendia por qual motivo a olhava daquela maneira. Carla semicerrou os olhos e pôs a mão atrás da cabeça dela, aproximando-a calmamente e beijando seus lábios. Mana arregalou os olhos, ruborizando. Sentia os lábios dele mais uma vez e semicerrou os olhos, fechando-os ao passo que tocou gentilmente seu rosto. Ele a envolveu em seus braços, fazendo-a pôr as mãos em seus ombros.

Carla correu a mão por sua cintura, apertando-a levemente. Cessou o beijo, olhando-a e beijando seu pescoço, chupando-o. Mana encolheu-se, ofegando. Arquejou ao sentir suas presas penetrarem sua pele, apertando seu sobretudo e sentindo-o beber seu sangue. Ele a deitou no sofá, continuando e ainda apertando sua cintura. Mana semicerrou os olhos, fitando o teto. Ao cessar, ele a olhou e beijou mais uma vez.

— Volte para o quarto e troque de roupa. – disse ele ao cessar.

— Eh?

Carla a fez sentar-se.

— Vamos a um baile. – concluiu apenas.

Mana não compreendeu, apenas fora para seu quarto. Procurou por alguma roupa de festa em seu armário, mas não havia nenhum vestido longo ou vestidos realmente para bailes. Então pegou um rosa e tomou banho, vestindo-o. Ele possuía alças finas, um laço no lado direito e o decote reto. Não era justo, porém não era largo, porém marcava suavemente seu corpo. Ela calçou sapatos pretos de salto médio e terminava de arrumar seu cabelo, prendendo-o em um coque baixo arranjado com uma trança na lateral. Após maquiar-se, pôs brincos dourados nas orelhas e um colar dourado no pescoço, todos pertencentes a uma caixa de joias sobre a penteadeira.

Ao terminar, ouviu alguém bater na porta e caminhou até ela, abrindo-a e vendo Carla. Mana surpreendeu-se, ele usava uma roupa chique de festa e sorria levemente ao vê-la. Mesmo com aquele sorriso suave, ele estava surpreso por ela estar tão bonita. Carla usava uma calça escura e uma espécie de paletó clássico e escuro com detalhes antigos, porém belíssimos. Usava um lenço e sua camisa cinza por baixo do paletó. Ao oferecer a mão, Mana a segurou.

Ele caminhou com ela pelos corredores, descendo lances e mais lances de escadas até chegarem ao primeiro andar. Mana não acreditava que ele realmente a levaria a um baile. Primeiramente por ser tão de repente e em segundo lugar, por achar que ele não a tiraria de dentro da mansão. E estava correta, Carla a levou para um grande salão da mansão. Era completamente dourado desde as paredes e a madeira reluzente do chão, até os candelabros e lustre no teto. Havia detalhes em relevo nas belas paredes e grandes janelas, onde se podia ver a bela noite do lado de fora. Mana não o percebeu se afastar, não conseguia parar de olhar para aquele lugar.

Ela escutou uma bela música começar a tocar e virou-se, vendo Carla pôr a agulha de um gramofone sobre um disco antigo. Elevou as sobrancelhas, surpresa. Ele caminhou até ela e pôs-se a sua frente, segurando sua mão e posicionando-se para uma dança.

— Carla-san? – Mana disse em dúvida.

— Sim?

Carla a olhava. Ela estava encantada pelo salão, pela roupa e pela música. Mas perguntava-se por qual motivo ele fizera tudo isso.

— Por que isso tudo?

Ele a girou, aproximando-a mais de si ao pôr mais uma vez a mão em suas costas. Mana olhou seus olhos, maravilhada.

— Acreditei que apreciaria uma noite assim.

— Ahm, hum. – ela sorriu, assentindo – Mas ainda não entendo o motivo.

— Não há motivo. Eu apenas quis. Você mesma não falou que não há motivo para se preocupar com alguém? Acredito que também não haja para outras situações.

Ela enrubesceu, assentindo de forma suave.

Enquanto dançavam no centro do belo salão, Shin surgiu ao lado da grande porta que estava aberta. Usava um terno de cor que se assemelhava ao bege e franziu a testa, olhando-os dançar. Seu irmão sorria de forma suave. Shin estranhou, isso não fazia parte do plano. Ambos apenas deveriam dormir com ela e engravidá-la. Como Shin focou-se em Rin – o que Carla aconselhou a não fazer desde o começo –, seu irmão tomou a vez para ser o primeiro a gerar um filho em Mana. Porém agora Shin notava que ele estava ligeiramente diferente em relação à ela. Tudo não passava de um plano, ele mesmo dissertava à Shin. Porém naquele momento não parecia ser mais apenas um plano.

Ele se virou e saiu. Subiu algumas escadas e caminhou até o quarto onde deixava Rin, entrando. Ela estava sentada na cama com o olhar baixo. Pensava em Mana e no que estava acontecendo. Elas deveriam voltar juntas. O que faria agora? Mana estava confusa, perdeu as esperanças e estava se apaixonando por Carla. Rin não compreendia. Ela deixou de amar Reiji?

— Pensando em que, ruivinha? – perguntou Shin.

Ela desviou o olhar, virando o rosto. Mesmo não gostando dele nem um pouco, ele era o único que falava com ela naquela mansão. E com a discussão que teve com Mana, Rin não sabia mais quando ela voltaria para vê-la.

— Ei, pirata. – olhou-o.

— “Pirata”. – ele achou graça – Melhor ter respeito por mim, ruiva. Não esqueça que sou um Fundador. Se não o fizer, vou prendê-la na cela de novo e deixá-la lá até enlouquecer.

— Fiquei quase um mês e meio lá. Acha mesmo que eu ligo? – desafiou-o.

Shin franziu as sobrancelhas, aproximando-se da cama. Rin o olhava desafiadoramente.

— Aquele cara do cabelo branco. – disse ela.

— Nii-san.

— Isso. O que ele fez com Mana?

— O que quer dizer?

— Ela perdeu as esperanças. Acha que Reiji não vai vir buscá-la.

Ela sorriu de forma maldosa.

— O Sakamaki? – riu – Você acredita mesmo que eles vão vir?

— Claro. Você não entende nada.

Ele franziu as sobrancelhas, impaciente.

— Por que diz isso? É a segunda vez.

— Porque você não entende como duas pessoas podem se amar. – disse ela – E Laito me ama. Ele vai vir.

Shin riu, achando graça.

— Eles nem imaginam onde estamos.

Ela franziu a testa em dúvida, temendo.

— Onde... Estamos?

— Em nossa mansão. – ele sorriu – Em Akita, Tohoku.

Ela franziu a testa enquanto ele sorria de forma maliciosa. Era incrivelmente longe de Tokyo.

— Eles nunca vão achá-las. – disse ele.

Rin estremeceu.

— Eles vão sim.

Shin achava graça e se retirou do quarto, trancando-a mais uma vez.

— Eles vão sim! – Rin exclamou, levantando.

Ao sentar-se na cama, abaixou o olhar, porém franziu as sobrancelhas, convicta.

— Tenho certeza que vão nos achar. – encarou a porta.

Notas finais
Vou colocar aqui o mapa do Japão só pra vocês verem o quão longe é Akita de Tokyo, que no caso Tokyo fica em Kanto e Akita em Kohoku, como já dito hihi Akita é o número 4 e Tokyo o número 13. Só pra ajudar hihi Mas os trigêmeos já já vão chegar, minha gente! 'kkkkk https://japaoemfoco.com/wp-content/uploads/2013/12/Províncias-japonesas-mapa.gif