Diabolik Lovers - União de Sangue
54 Capítulo 50: Entregues
Completando dois meses desde o sequestro, naquela manhã Rin sonhava com Laito. Na verdade era uma lembrança de uma das vezes em que ele a acordou com beijos para fazerem amor de manhã. Porém ela sorria enquanto dormia, tendo ele ao seu lado mais uma vez. Naquele momento Shin adentrou o quarto para mais uma tentativa. Ele usava um terno claro, estava arrumado como sempre. A desejava tanto que realmente optou em seguir o que o irmão aconselhou. Precisava ser paciente. Porém quando a viu deitada na cama, sorriu e aproximou-se.
Rin dormia de costas para ele, vestida em uma camisola escura. Shin inclinou-se, vendo-a sorrir levemente. Elevou as sobrancelhas, surpreso. Sempre a via com as sobrancelhas franzidas e expressão enfurecida, mas agora parecia delicada. Deitou-se ao seu lado, envolvendo-a com os braços. Ela deixou uma risada doce escapar, dizendo:
— Pare com isso, Laito... Ainda é de manhã.
Shin semicerrou os olhos, não gostando de ouvir o nome dele, porém aproveitando-se da situação. Aproximou-se ainda mais de seu corpo e correu as mãos por sua barriga sobre o tecido, subindo e tocando seus seios. Rin arquejou, corando. Ele fechou seu olho, sentindo-os e percebendo como eram macios mesmo por cima da camisola, abrindo levemente a boca e respirando de forma ofegante.
— Laito... – ela gemeu.
Shin abriu calmamente seu olho, descendo uma das mãos até chegar ao seu âmago e tocando-o sobre a roupa, sentindo-a ofegar e gemer em seguida. Rin contorceu-se enquanto sonhava. Shin beijou seu pescoço por trás, chupando-o e sentindo-se excitado enquanto a ouvia gemer. Ele cessou, sorrindo maliciosamente.
— Rin-chan... Você realmente me excita...
Rin lentamente abriu os olhos e a boca, sentindo as lágrimas brotarem e seus olhos marejarem. Paralisou, sentindo-o ainda tocá-la. Shin voltou a beijar seu pescoço, apertando seu seio e seu âmago. Rin rangeu os dentes, enfurecida e envergonhada. Repentinamente o chutou com força, tirando-o de perto dela e derrubando-o no chão. Shin franziu as sobrancelhas, furioso, e levantou, olhando-a e subitamente ficando surpreso. Rin havia se ajoelhado na cama e pegado o abajur, empunhando-o para se proteger. As lágrimas escorriam por seu rosto.
Shin acalmou o olhar, aproximando-se.
— Sai de perto de mim! – ela gritou.
Ele arregalou seu olho, estático. Ela realmente estava com medo de que ele fizesse algo com ela. Olhava seus olhos e via claramente fúria e humilhação.
— Ei...
— Você ainda não entende! – ela exclamou, chorando – Não sabe como duas pessoas podem se amar! Eu disse que Laito me ama. E eu o amo! Não vou nunca te deixar me tocar!
Shin a olhava, surpreso. Rin abaixou o olhar, assim como o abajur. Não aguentava mais, fechou os olhos enquanto chorava, porém o olhou em seguida.
— Passei por muitas coisas com ele... – disse ela – Se eu fosse a mesma garota que chegou naquela mansão, você me teria. Você seria perfeito pra mim. Mas agora... É diferente. Você não é ele. Eu não amo você e você nunca vai me ter.
Shin a olhava, ainda surpreso. Assimilou suas palavras enquanto observava sua expressão, porém não as compreendia completamente. Ele abaixou o olhar, porém virou-se e saiu do quarto. Ao fechar a porta e largar a maçaneta, a imagem de Rin chorando mantinha-se em sua mente. Por que ele ficara dessa forma? Isso não deveria perturbá-lo. Dentro do quarto, Rin pôs o abajur no lugar e sentou-se na cama, encolhendo-se e chorando. Aquele realmente havia sido um sonho cruel, vindo apenas para machucá-la.
Mana caminhava pelo corredor, vendo Shin sair e trancar a porta do quarto de Rin. Ele parecia estranho, entristecido. Mana o observou ir, distraído. Ela caminhava, dirigindo-se para o quarto de Carla. Há uma semana ele havia a levado até o salão do primeiro andar e dançado com ela. Aquele momento a surpreendeu e a fez perceber que realmente estava se apaixonando por ele. Isso tornava as coisas mais difíceis, pois Shin também pretendia dormir com ela. Mas Mana tentava ao máximo afastar esse pensamento de si, pondo no lugar os momentos no salão. Carla dançou com ela por algumas horas, segurando sua mão enquanto a mão outra estava em suas costas, na altura de sua cintura. Seu toque a deixava mais tímida, ela não sabia como reagir. Apenas sorria enquanto dançavam. Fora o melhor momento desde sua chegada naquele lugar.
Ao se aproximar da porta, Mana atentou-se ao ouvir Carla tossindo. Parecia abafado, porém forte e dolorido. Ela bateu na porta e a abriu sem esperar que ele respondesse, vendo-o em pé ao lado da porta do banheiro, apoiando a mão no batente e tossindo com lenço contra a boca. Ao parar, olhou-a e abaixou o lenço, dobrando-o e parecendo esconder algo.
— Você está bem? – ela perguntou ao aproximar-se.
— Hum. – Carla assentiu, desviando o olhar.
Mana, porém, segurou em sua mão para ver o lenço. Ele cerrou a mão para ela não ver, mas Mana gentilmente tocou seu rosto, fazendo-o olhá-la.
— Me deixe ver.
Ao abaixar a mão, ele permitiu e ela segurou o lenço, desdobrando-o e vendo o sangue que ele tossiu. Mana o dobrou mais uma vez, ajudando Carla a sentar-se na cama, mesmo não precisando de ajuda naquele momento. Ela sentou-se ao seu lado, olhando-o.
— Quando foi a última vez?
Ele não respondeu.
— Carla. – repreendeu-o – Está piorando?
— Não.
— Mentira.
— Não estou mentindo. – olhou-a, franzindo as sobrancelhas – Está como sempre esteve.
Mana franziu levemente as sobrancelhas, esticando o braço e levantando a camisa dele por baixo do sobretudo, vendo o hematoma. Ele segurou sua mão com força, olhando-a ameaçadoramente.
— Está do mesmo tamanho. – disse ele, severamente.
— Não precisa se sentir orgulhoso dessa maneira. – disse ela, olhando em seus olhos – Eu quero apenas ajudá-lo, não significa que você é fraco.
— Eu não sou fraco. – largou sua mão, voltando-se para frente – Apenas meu corpo é.
Mana acalmou o olhar, ainda fitando-o.
— Quando contará à Shin?
Ele não respondeu.
— Carla, precisa contar à ele. – insistiu – Tem medo?
— Eu não tenho medo. – olhou-a de forma rígida.
Ela fitava seus olhos, vendo o contrário.
— Tem sim... Tem medo de algo.
— Cale a boca, você não sabe de nada.
— Sei mais do que seu próprio irmão. Vocês são os últimos. Por acaso tem medo de deixá-lo sozinho? – olhava-o, ele não respondia – Pois saiba que se não contar e morrer, ele ficará sozinho do mesmo jeito e será ainda pior, pois não contou nada à ele.
Carla desviou o olhar, aborrecido, porém sabendo que era verdade. Queria que ela parasse de falar, Mana era realmente insistente quando desejava saber algo.
— Quer caminhar no jardim? – perguntou.
Ela franziu as sobrancelhas de forma entediada, ele estava desconversando e querendo distraí-la. Como ela não respondeu, Carla levantou, cobrindo a parte inferior do rosto com o cachecol e caminhou até a porta, saindo do quarto e deixando-a. Ela suspirou e o seguiu, indo com ele para o jardim.
Caminhavam em silêncio entre os grandes retângulos de flores. O entardecer parecia deixar tudo em tons alaranjados e Mana observava as flores, lembrando-se de algo e parando de andar.
— Carla.
— Hum.
Ele a olhou, parando.
— Eles vão ficar bem? – ela perguntou.
— Vamos treiná-los da maneira adequada. – disse ele – Porém preciso informá-la sobre algo.
Ela assentiu.
— Quanto mais puro o sangue, mais difícil conceber.
— Eh... Então...
— Provavelmente serão várias tentativas.
— Hum. – Mana assentiu, abaixando o olhar – Claro...
— O que é?
— Hum... – balançou a cabeça – Eu entendo a necessidade.
Carla a olhava, sabia que ela queria dizer algo. Mana sempre queria dizer algo.
— Fale de uma vez.
Ela o olhou, ruborizando suavemente.
— Você... Gosta de mim?
— Você conhece bem os passos para chegarmos ao nosso objetivo.
— Sim, mas... – aproximou-se, olhando-o em seus olhos – Além do plano e de você dormir comigo para ter um filho... Você gosta de mim?
Carla franziu as sobrancelhas levemente, dizendo:
— Nunca esperei gostar da garota que usaria para alcançar esse objetivo.
Mana abaixou o olhar. Então por que ele fizera tudo aquilo? Conversar com ela, mostrar seus quadros, beijá-la e até dançar com ela. Por quê?
— Porém... – disse ele, abaixando o cachecol.
Ela o olhou, vendo-o aproximar-se e tocar gentilmente seu rosto, beijando-a. Seus lábios tocavam-se em sintonia, até que Carla pôs sua língua dentro da boca de Mana, fazendo-a ruborizar e estremecer por um momento. Ele percebeu seu desconforto e parou, olhando-a.
— O que foi?
— H-Hum. – pôs os dedos sobre os lábios, desviando o olhar – Estamos do lado de fora.
Carla semicerrou os olhos, segurando sua mão e caminhando de volta para dentro da mansão. Direcionou-se com ela de volta para o seu quarto e fechou a porta ao entrarem. Shin os viu passando pelo corredor e apressou-se, vendo o irmão entrando no quarto com ela. Surpreendeu-se, será que ele conseguira?
Dentro do quarto, Carla acendeu um dos abajures, deixando o cômodo com uma iluminação fraca. Mana enrubesceu, parecia que ele desejava deixar o ambiente um pouco mais romântico. Porém em vista do pouco que conhecia sobre ele, não sabia se era isso. Viu-o tirar o cachecol e suas luvas, pondo-os sobre uma das poltronas. Realmente iria acontecer e isso a deixou nervosa.
Ele se aproximou de Mana, vendo-a apreensiva.
— Acredito que não preciso ser tão cuidadoso. – disse ele – Em vista ao fato de que já se casou.
— H-Hum. – ela assentiu, envergonhada.
Carla tocou delicadamente seu rosto, beijando-a mais uma vez. Mana corou ao fechar os olhos e sentir sua língua. Nunca havia beijado outro homem além de Reiji. Enquanto ele movimentava sua língua, colocou o braço em volta de sua cintura, aproximando-a mais. Mana sentiu seus seios contra o peito dele, deixando-a mais envergonhada. Carla cessou por um momento, olhando-a com os olhos semicerrados.
— Beijar você diz muito mais do que qualquer palavra. – disse ele – Esse olhar já diz que quer entregar-se.
Ela desviou o olhar por um momento, ainda mais envergonhada. Porém ao voltar a olhá-lo, desabotoou seu sobretudo e o tirou enquanto observava sua expressão séria. Ela tirou os próprios sapatos e o viu segurar a barra de sua blusa, tirando-a por cima e vendo seu sutiã, além do tamanho de seus seios. Mana enrubesceu, segurando sua camisa preta e tirando-a, vendo ligeiramente o hematoma em seu torso. Ele desabotoou seu short, deixando-o cair. Mana ajoelhou-se no chão, desamarrando os cadarços das botas de Carla, que as tirou em seguida. Ao levantar-se, ela tirou seu cinto e desabotoou sua calça, porém antes de ajudá-lo a tirá-la, ele a beijou e envolveu-a em seus braços.
Levando-a para a cama, Carla deitou-a enquanto a beijava. Tirou as calças escuras e se pôs sobre ela, acariciando seu corpo. Mana respirava de forma ofegante, ruborizada. Jamais pensou que teria outro homem em toda sua vida. Carla a fez deitar a cabeça em um dos travesseiros, correndo os beijos por seu corpo até chegar à parte interna de sua coxa. Inclinou-se sobre ela, pondo a mão embaixo de suas costas e soltando seu sutiã, tirando-o. Mana tampou os seios com os braços, vendo-o tirar lentamente sua calcinha.
Carla beijou a parte interna de sua coxa, olhando-a nos olhos e vendo como estava enrubescida. Aproximou os lábios de seu âmago e o tocou, acariciando-o com a língua. Mana contorceu-se, ainda cobrindo os seios. Ofegou de forma intensa, sentindo sua língua dentro dela. Ao cessar, ele ajoelhou na cama e tirou seus braços da frente, vendo seus seios e inclinando-se. Segurou e colocou um deles em sua boca, chupando seu mamilo e ouvindo-a gemer. Mana o deixava excitado apenas com sua respiração ofegante. Ao ouvi-la gemer, ele aproximou a mão de sua intimidade e adentrou-a delicadamente com o dedo, movendo-o e vendo-a encolher-se e contrair as pernas, fechando-as. Ele continuou a chupar seu seio, movendo seu dedo e ouvindo-a gemer.
Mana sentia um prazer intenso, respirando de forma ofegante e gemendo sem esforço. Ao senti-la pôr a mão em sua cabeça e apertar seu cabelo, ele a olhou e cessou. Ela o olhou de maneira tímida, vendo-o pôr-se a sua frente e abrir suas pernas calmamente enquanto a olhava. Mana sentiu-o adentrá-la com facilidade, inclinando a cabeça para trás ao ser preenchida. Carla semicerrou os olhos, sentindo-a por completo e apoiando as mãos na cama, passando a empurrá-la com força. Mana deixava o ar escapar, sentindo-o invadi-la com força e lhe oferecendo um prazer mais intenso.
Ele ofegava, vendo-a contorcer-se de prazer. Seus cabelos brancos balançavam enquanto a olhava de forma fixa, vendo seus seios balançarem e seu corpo se mover com a força que fazia contra ela. Ao passar a movimentar-se rapidamente, Mana segurou em seus braços, abrindo a boca e inclinando a cabeça para trás ao contorcer-se. Carla abriu a boca, ofegando e sentindo o ápice aproximar-se. Voltou à empurrá-la com força, percebendo como ela o deixava excitado. Ao sentir chegar, ele a abraçou e ofegou alto. Mana o envolveu com os braços, apertando os olhos ao fechá-los e sentindo o próprio ápice enquanto ele pulsava dentro dela.
Ao terminarem, Carla deitou e cobriu ambos. Mana adormeceu, deitada de bruços e coberta até o quadril com o cabelo sobre o travesseiro. Ele a observava, lembrando-se de sua expressão há pouco. Semicerrou os olhos, perguntando-se como ela conseguia ser doce, inocente e excitante ao mesmo tempo. Fitou o teto, suspirando. Após dois meses, o segundo passo começara.
— Carla...
Ele a olhou, vendo-a desperta. Ela se aproximou e deitou ao seu lado, fechando os olhos mais uma vez, entristecida.
— Eu não quero que você morra.
Carla acalmou o olhar, deitando-se de lado e pondo o braço sobre ela, vendo-a dormir até ele mesmo adormecer.
Do lado de fora do quarto, Shin ouvira o que se passava. Seu olhar estava baixo, o irmão realmente fora o primeiro. Não se admirou, ele ficara tão concentrado em Rin que esquecera a razão principal para terem trazido as duas, ou ao menos Mana. Shin desencostou da parede, direcionando-se para o quarto de Rin. Ao abrir a porta após chegar, viu-a encolhida numa das poltronas, abraçando os joelhos. Ao vê-lo, virou seu rosto e franziu as sobrancelhas por causa de mais cedo.
— O que você quer?
— Nada demais. – ele sorriu de forma maliciosa – Apenas gostaria de avisá-la de algo que já sabíamos que ocorreria.
— O que? – olhou-o, irritada.
Shin aproximou-se, pondo as mãos nos braços da poltrona e inclinando-se, fazendo-a inclinar-se para trás enquanto o olhava nos olhos de maneira aborrecida.
— Sua amiga acabou de dormir com Nii-san.
Rin franziu a testa, porém voltou à expressão anterior.
— Mentira. – rosnou – Ela nunca facilitaria isso à vocês.
— À mim acredito que não fará, mas com Nii-san... – sorriu maliciosamente – Ela gemeu bastante...
Rin rangeu os dentes, enfurecida.
— Nii-san realmente sabe fazer uma mulher ingênua se apaixonar.
— Saia daqui! – ela exclamou.
Shin endireitou-se, rindo e retirando-se do quarto. Mesmo ainda pensando em suas palavras, forçou-se a esquecê-las por um momento para irritá-la. Rin abaixou o olhar, semicerrando os olhos. Não acreditava que Mana realmente houvesse feito isso. Era mentira, tinha que ser mentira.
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