Diabolik Lovers - União de Sangue
47 Capítulo 43: Ataque à mansão Sakamaki
Masami completara quatro meses e sua barriga era visível através de suas roupas. Começara a admirar a vida que residia em seu ventre, era uma sensação única. Em alguns meses o bebê de Shuu e Masami nasceria e eles se tornariam pais de um menino ou uma menina. Por um lado ela tinha receio, já que era justamente isso o que o rei desejava. Porém por outro lado, começava a amar a ideia de se tornar mãe.
Sua mãe, uma linda mulher de cabelos loiro-claros e olhos lilases, era geralmente ríspida e severa. Ela demonstrava ser educada e polida, e desejava que ambas as suas filhas fossem dessa maneira, exigindo principalmente da mais velha, Masami, o melhor de si. Ela, porém, possuía dificuldade em expressar seus sentimentos e poucas foram as vezes que dissera às filhas que as amava. Porém agora elas compreendiam, a mãe possuía essa dificuldade. E essa seria uma das coisas que Masami e Mana não queriam repetir com seus próprios filhos.
Naquela manhã, Masami despertara com a luz do sol adentrando o quarto pela janela e com algo se mexendo levemente em seu ventre. Ela estava deitada de lado e ao abrir os olhos, deparou-se com Shuu sentado ao seu lado e tocando sua barriga. Ela sorriu, achando graça.
— O que está fazendo? – perguntou ainda sonolenta.
— Ele está chutando.
— Estou sentindo. – achou graça e lentamente sentou-se – O que acha que é?
— Um bebê.
Masami lhe lançou um olhar.
— Menino ou menina. – disse em tom óbvio.
— Eu gosto de “Masumi”.
— Acha que será uma menina?
— Não sei, mas podemos tentar até vir uma?
— Deus, tomara que venha logo. – sorriu sem jeito – Isso dói.
— Como sabe? Nunca teve um bebê.
— É óbvio que dói. É uma criança saindo de mim. – suspirou – Bem que poderíamos trocar de lugar.
— Prefiro ficar só com a parte divertida. – ele tocou sua barriga mais uma vez.
Masami achou graça, desviando o olhar. Pensou por um momento quando fora a data da concepção, porém foram tantas as vezes as “partes divertidas” que ela não conseguia sequer descobrir se fora logo no início do casamento ou algumas semanas depois. Mas não importava, ele já estava ali. E o principal, Shuu estava ao seu lado. Masami não acreditava como ele havia mudado tanto. Lembrava-se do rapaz que conheceu ao chegar à mansão e agora via outro completamente diferente. Quase não havia resquícios daquele garoto indiferente. Agora Shuu mostrava-se um verdadeiro homem.
Enquanto a maioria dos residentes estava no quarto, Reiko e Kanato estavam na varanda. Com a notícia de que logo bebês chegariam, Reiko quis saber mais sobre a mãe de Kanato. Não sobre como ela era, pois já sabia que fora terrivelmente ruim para os trigêmeos, mas o que afinal ela fizera para Kanato.
Reiko estava sentada na mureta da varanda com Teddy nos braços enquanto Kanato estava a sua frente.
— O que sua mãe fez pra você? – perguntou.
Ele a olhou, ligeiramente surpreso pela pergunta repentina. Abaixou o olhar, pensando e lembrando-se.
— Ela pedia para eu cantar.
— Hum.
— Uma vez me fez cantar até minha garganta doer e minhas cordas vocais sangrarem.
Reiko arregalou os olhos, estática. Uma de suas raras expressões. Ela sabia que os três irmãos tinham seus motivos para terem matado Cordelia e a conheceu para também ter certos motivos para querer vê-la morta, mas não imaginou que ela faria algo tão cruel à Kanato.
— Eh...
— Ah, ela também deixava nosso tio beber seu sangue na minha frente. – lembrou-se.
— Kanato-kun... Ela também, hum... Dizia para você fazer birras? – perguntou, curiosa.
— Quando eu treinava esgrima com Shuu e em outras ocasiões.
Ela abaixou o olhar, sua mãe não fora nada maternal. Ele a olhou, pensando e perguntou de repente:
— Né, é verdade que vou ter que colocar em você?
— Eh?! – ela enrubesceu – Colocar o que...? Q-Quando...?
— Depois do casamento e quando quisermos ter filhos. – disse ele, olhando suas bochechas rosadas – Mamãe deixava nosso tio colocar nela, assim como outros homens? Mas ela era errada.
Reiko desviou o olhar.
— B-Bem... Sim.
— Como vou fazer isso? – ele pensava – Não tem que ficar du...?
— K-Kanato-kun, acho que você deve perguntar isso a um dos seus irmãos. – interrompeu-o rapidamente, corando mais.
— Por quê?
— P-Porque eu não sei o que dizer... Isso me deixa envergonhada. – desviou o olhar – Por que não pergunta à Laito?
— Não. – disse ele, prontamente – Ele já me disse que vai me dar dicas no dia do nosso casamento e quero tardar o máximo possível essa conversa.
Ela sorriu suavemente, achando graça.
— E Shuu ou Reiji? Eles já estão casados com Masami e Mana.
— Reiji não, mas... Shuu... Talvez.
— Hum. – ela sorriu.
— Mas como deixo duro? – perguntou de repente.
— Kanato-kun! – ela exclamou, tampando as orelhas e ruborizando.
Kanato sorriu e beijou-a de repente, pegando Teddy e retirando-se. Reiko abaixou as mãos, ainda com as bochechas rosadas e encolheu-se ao pensar em sua noite de núpcias. Tinha um pouco de medo da dor, vergonha de futuramente ficar nua na frente dele e com Kanato perguntando essas coisas, deixava-a mais envergonhada.
Kanato fora em direção ao quarto de Shuu e avistou Masami vindo de lá, caminhando com a mão em sua barriga.
— Masami-san.
— Kanato-kun? – sorriu – Bom dia.
— Shuu está no quarto?
— Sim, ele está terminando de se vestir. Pode ir até lá.
— Obrigada.
Ela sorriu suavemente e continuou. Ele se aproximou da porta e bateu, ouvindo Shuu permitir a entrada. Ao entrar, reparou rapidamente no quarto deles e viu Shuu em pé ao lado da cama.
— Kanato. – olhou-o – O que houve?
— Quero saber sobre uma coisa, mas Reiko não sabe explicar e disse que era melhor perguntar a um de vocês.
Ele franziu a testa em dúvida.
— O que é?
— Sobre a noite de núpcias. – disse ele – Vou ter fazer sexo com Reiko-chan, né?
— Eh... – ele achou graça, sentando na beira da cama – Sim, é o que geralmente acontece na noite de núpcias.
— Então vamos ter que ficar nus.
— Sim. Qual é a sua dúvida exatamente?
— Como fica duro para eu colocar nela? E, por favor, não seja como Laito. Ele já disse que vai me dar dicas no dia do casamento. – falou de forma aborrecida.
Shuu abaixou a cabeça por um momento, deixando uma risada escapar. Os dois nunca conversavam e quando acontece, ele quer saber sobre isso. Shuu levantou o olhar em sua direção, pensando em uma forma de explicar.
— Na hora acho que você vai sentir, mas... Vendo o corpo dela, você vai se excitar. É algo natural.
— Mas eu sempre olho para ela e não acontece nada.
— Ela estando nua, Kanato. Vale também imaginar, mas não é mesma coisa. E acredite, quando fizer, vai querer fazer sempre.
Kanato franziu a testa, tentando imaginar.
— Hum. – desviou o olhar – Entendi.
— Quer saber algo mais?
— Não. – ele virou e saiu simplesmente.
Shuu permaneceu fitando a porta, estático e riu ao assimilar o que ocorrera. Nunca reparara que Kanato poderia ser engraçado, mesmo sem querer.
No quarto de Reiji e Mana, os dois estavam na cama naquela manhã. Os lençóis estavam desarrumados e moviam-se ao passo que se beijavam. Mana estava sentada sobre o quadril de Reiji, cruzando as pernas ao seu redor. Ambos nus. Ele a envolvia com os braços, abraçando sua cintura e apoiando sua cabeça na mão. Ela, por sua vez, envolvia seu pescoço com os braços. Beijavam-se calmamente, apreciando o momento e o amanhecer.
Mana passou a beijar seu pescoço e Reiji olhou para o relógio de parede, vendo a hora.
— Temos que sair da cama.
— Não temos não. – disse ela, voltando a beijá-lo.
Reiji segurou gentilmente seu rosto, dando-lhe um intenso e profundo beijo, fazendo com que ela o olhasse.
— Preciso me arrumar.
Ele pretendia tirar Mana de cima de si, porém ela o empurrou e deitou-o na cama, sorrindo. Reiji surpreendeu-se, sorrindo de forma suave.
— Você precisa parar de fazer isso.
Mana deitou em seu peito, resmungando.
— Ah, odeio sair da cama. Vamos passar o dia aqui. – pediu.
— Tudo bem.
— Jura? – olhou-o, animada.
Ele assentiu, beijando-a e a girando na cama, pondo-se sobre ela. Cessou, olhando-a e vendo seu sorriso excitado. Reiji levantou rapidamente naquele momento, dizendo:
— Levante-se.
— Não acredito! – ela exclamou, sentando-se – Volte agora pra cá.
Ele sorriu e adentrou o banheiro. Mana sorriu, mordendo o lábio inferior e já sabendo o que faria. Isso não ficaria assim. Levantou sem se importar em estar despida e correu em direção ao armário, pegando a camisa escura pendurada na porta que Reiji separou na noite anterior. Vestiu-a e a abotoou, voltando para a cama.
Quando Reiji saiu do banho, usava suas calças escuras e colocava o cinto ao redor da calça.
— Ainda está na cama...? – olhou-a.
— Olá. – sorriu.
— Essa é...?
— Exatamente.
— Tire-a agora.
— Não. – cantarolou, deitando e abraçando o travesseiro – Venha tirar.
Reiji suspirou, caminhando até a cama e puxando-a pelos pés. Mana riu, vendo o travesseiro ser arrancado de suas mãos. Ela aproximou o pé de seu cinto, pondo o dedão por dentro da fivela prateada e segurando-o. Em um puxão, Mana tirou-o da calça de Reiji e o jogou para trás, que caiu do outro lado do quarto. Reiji a viu fazê-lo, admirando tanto a tática quanto a rapidez.
— Funcionou mesmo. – ela riu, pondo as mãos sobre a boca.
— Isso é bem inadequado. Mas tudo bem. – endireitou-se, virando-se – Tenho outras camisas.
Mana se sentou, vendo-o caminhar em direção ao armário.
— Mas esta foi a que você passou ontem. – disse ela, esticando o braço e vendo a comprida manga – Pena que amassei.
Reiji parou, virando-se e vendo sua camisa. Mana sorriu, apertando-a e a amassando ainda mais.
— Isso é deplorável... – ele se aproximou.
— Com certeza. Então acredito que preciso de um castigo.
Reiji franziu as sobrancelhas, desconfortável. Após as relações, ele retornava ao seu estado polido e se aborrecia levemente com as atitudes de Mana para mantê-lo na cama. Ao se aproximar, ela deitou e ele curvou-se, desabotoando calmamente os botões de sua camisa. Ela o olhava, extasiada. Ao terminar, abriu a camisa e viu seu corpo nu. Ele aproximou a mão, tocando-o e correndo o toque por sua barriga e abdômen, subindo e tirando o tecido da frente de seu seio. Ao ver seu mamilo endurecido, olhou sua expressão e a viu já ofegante e com as bochechas rosadas. Reiji apoiou o joelho na cama, beijando-a e pondo-se sobre ela, que cruzou as pernas em volta de seu quadril ao percebê-lo sucumbir.
Reiji e Mana estavam casados há três semanas e ela perguntava-se se já estaria esperando um filho dele. Masami engravidou rapidamente, então Mana achou que também logo estaria com um bebê no ventre. Mas sabia que não estava grávida. A espera para ter um filho lhe consumia e a ansiedade a fazia não parar de pensar nisso. Queria um filho de Reiji e queria vê-lo sorrir ao vê-lo nascer. Quanto tempo demoraria para esse sonho se realizar?
Alguns dias depois, Yuma e Saki os visitaram novamente à noite. Eles haviam se casados há algumas semanas e voltaram a poucos dias de uma viagem. A barriga de Saki também era visível através de seu vestido e ambos se sentaram no sofá da sala de estar ao entrarem. Como pouco a pouco os Sakamaki aproximaram-se dos Mukami, os casais vieram ao seu encontro para parabenizá-los mais uma vez.
Mana abraçou Saki ao adentrar a sala e Masami fez o mesmo ao chegar com Shuu. Elas tinham quase o mesmo tempo de gestação e olharam uma para a barriga da outra, sorrindo entre si. Rin olhava de forma curiosa para as barrigas, perguntando-se como seria a sensação de ter um filho no ventre. Laito a observou, sorrindo levemente. Subaru fitou Yuka, que as olhava de forma admirada. Ele bem sabia que Yuka queria ter filhos, então não era surpresa vê-la maravilhada. Sora a abraçava, parabenizando-a. Ayato desviou o olhar por um momento, tinha receio em relação a ser pai um dia. Perguntava-se se faria um bom trabalho.
Quando Kanato e Reiko chegaram, os parabenizaram. Ao olhar para a barriga de Saki, Reiko perguntou:
— Qual sexo acha que é?
— Bem... – ela sorriu – Yuma-kun acha que é menina, mas eu acho que é um menino.
— Por que tentam adivinhar se só vão saber quando nascer? – perguntou Kanato, curioso.
— Um dos motivos é o nome. – explicou Reiko – Já escolheram?
Saki e Yuma se entreolharam, voltando-se para eles.
— Saki quer “Yuuzo” e eu “Kaori”. Mas também gosto de “Aiko”.
— Você realmente quer uma menina. – disse ela com sua expressão apática, fazendo-os acharem graça.
Kanato e Reiko sentaram-se no sofá e ela o notou abaixar o olhar, mexendo na orelha de Teddy.
— O que foi, Kanato-kun? – perguntou.
— Quantos filhos quer ter? – olhou-a.
Ela desviou o olhar por um momento, pensando.
— Não tantos como minha mãe teve. – ela sorriu suavemente em sua direção.
Kanato sorriu, voltando-se para Teddy.
— Quero dar Teddy à um deles.
— Jura?
— Hum. – ele sorriu – Tenho certeza de que vão gostar.
Reiko acalmou o olhar, sorrindo levemente. Laito e Rin estavam no outro sofá. Ela estava com a cabeça deitada em seu ombro e a mão dada à ele, observando todos conversando sobre bebês e sentindo-se um pouco incomodada.
— Esse assunto realmente contagiou todo mundo. – comentou.
— Hum. – Laito assentiu, vendo a tiara vermelha em sua cabeça – Quer um algum dia?
Ela o olhou.
— Você também? – franziu as sobrancelhas e desviou o olhar – Não sei.
— Seria divertido.
— Você acha? Pra mim eles sujam tudo, parecem cachorros. Eu me lembro bem dos meus irmãos.
Laito achou graça, beijando sua testa. Enquanto todos conversavam, Mana olhava para Reiji, que observava a todos em silêncio e pousou o olhar sobre si. Ela sorriu em sua direção, o fazendo sorrir de forma suave e se aproximar, parando ao seu lado.
— Parece feliz. – ele comentou.
— E eu estou. – Mana sorriu.
— Esta manhã teve algo a ver com seu sorriso? Porque você conseguiu me manter na cama por mais duas horas.
Ela desviou o olhar, achando graça.
— Teve, talvez... – sorriu em sua direção.
Reiji observou seu sorriso, percebendo como Mana estava feliz. Pensou nos motivos para o sorriso, porém simplesmente quis admirá-lo. Jamais pensara que a garota irritante ao qual conheceu e tratou apenas com educação no baile se tornaria sua esposa, sua amante e sua parceira. Ele voltou a observar todos conversando, pensando no que Mana escreveu em seu diário há um ano. Ela desejava uma grande família. Ele a olhou, observando-a sorrir de forma gentil em direção à irmã e a Saki. Reiji acalmou o olhar, começara a desejar o mesmo.
Mana o olhou, dizendo repentinamente:
— Reiko fez um bolo mais cedo. Vou até a cozinha para pegar para todos.
— Hum, claro. – disse ele, despertando.
Ela se retirou, caminhando pelos corredores e adentrando a cozinha para pegar o bolo e cortar as fatias. Enquanto isso na sala de estar, todos conversavam de forma tranquila. Reiji deu alguns passos até a janela, vendo a lua cheia. Franziu a testa ligeiramente, vendo o eclipse lunar começando. A lua estava sendo aos poucos coberta por uma sombra, até que desapareceu. Reiji viu-a reaparecer e tornar-se vermelha como sangue. Ao sentir algo estranho, ele franziu as sobrancelhas. Um uivo foi emitido repentinamente. Ao sentir uma presença, arregalou os olhos e as janelas se quebraram. Lobos adentraram a sala, rosnando ferozmente.
Algumas meninas exclamaram pelo susto e os rapazes os olharam em dúvida, perguntando-se que lobos eram aqueles e de onde haviam vindo. Reiji os observou, não eram lobos comuns. Possuíam a pelagem escura e uma aura avermelhada ao redor do corpo. Um deles o atacou, porém ele desviou. Provavelmente havia uma dúzia de lobos na sala de estar. Começaram a atacar a todos, que desviavam ou lutavam. Subaru deu um soco em um deles, desviando do próximo e voltando-se para os outros.
— Ei, o que está acontecendo?!
Laito desviou de um lobo, fazendo com que Rin fizesse o mesmo.
— O que são essas coisas?! – ela perguntou.
— Não faço ideia. – ele disse, apreensivo.
Um dos lobos correu em direção à Masami, que arregalou os olhos. Shuu pôs-se a sua frente e o chutou, afastando-o dela. Pegou-a no colo e saltou, subindo para o segundo andar da sala de estar e pondo-a em segurança. Yuma fizera o mesmo com Saki, pondo-se a frente delas com Shuu quando outros lobos se aproximaram.
— De onde eles vieram? – perguntou Yuma.
— Não faço ideia, mas não vão se aproximar. – disse Shu.
Masami olhou para o lado, vendo todos desviando dos lobos ou lutando. Viu as diversas espadas em pé logo ao lado, dentro do suporte de madeira e se aproximou apressadamente, pegando uma e jogando-a para Shuu. Ao pegar mais duas, exclamou:
— Rin!
Ela olhou para cima, vendo-a jogar a espada em sua direção e pegando-a. Masami olhou para Reiji, lembrando-se de que Mana lhe contara uma vez que ele sabia lutar com espadas. Jogou uma para ele, que passou a se defender contra os lobos. Um som de algo se quebrando foi emitido do lado de fora da sala.
— Onde está Mana? – Masami exclamou.
— Foi para a cozinha! – disse ele, apreensivo.
Tentou ir em direção à saída, porém alguns lobos o cercaram.
Rin os ouviu e disse:
— Eu vou atrás dela! – correu.
Antes que Laito pudesse ir junto ou impedir, um lobo o atacou e o obrigou a desviar. Kanato chutava os lobos, afastando-os de Reiko, que desviava dos que conseguiam se aproximar. Coisas eram lançadas em direção aos animais, que as rasgavam ou quebraram, destruindo tudo para atacá-los. Saki jogou uma espada para Ayato, que defendeu Sora.
Ela recuou de forma desconcertada, batendo as costas na parede. Um lobo correu pela lateral em sua direção e Ayato arregalou os olhos, cercado por três lobos. O animal saltou em direção à Sora, que gritou e cobriu o rosto com os braços. Porém repentinamente um dos sofás voou em direção ao lobo, jogando-o longe ao atingi-lo. Uma das pernas do móvel quebrou ao cair violentamente no chão. Sora abaixou os braços e viu Yuka respirando de forma ofegante. Ela tracejou um sorriso de alívio, porém desviou de outro lobo e socou o próximo que tentou lhe atacar, se perguntando se eles estavam se multiplicando.
Subaru a olhava, aliviado por ela conseguir se defender, porém atentou-se e fitou Laito, que apenas desviava e teve seu casaco rasgado quando um dos animais quase o atingiu. Um lobo percorreu a sala e correu por trás de Laito, saltando para atacá-lo. Subaru arregalou os olhos e correu, podendo apenas naquele momento se pôr entre Laito e o lobo. O animal o atingiu, mordendo seu peito e derrubando-o no chão, fazendo com que rangesse os dentes pela dor. Todos o fitaram, arregalando os olhos e não acreditando.
— Subaru-kun! – Yuka gritou.
Laito arregalou os olhos, virando-se e vendo-o caído. O sangue escorria rapidamente por sua roupa e para o chão. Laito ajoelhou ao seu lado, surpreso e apreensivo, tentando estancar o sangue. Yuka correu em sua direção, desviando e chutando um lobo. Ao se aproximar, ajoelhou e tentou estancar o sangue com Laito.
— Por que fez isso, idiota! – Laito exclamou.
Subaru rangia os dentes, Yuka chorava. Um uivo foi mais uma vez emitido e os lobos cessaram, correndo em direção às janelas e desaparecendo ao saltarem por elas. Eles ficaram tão chocados quanto no momento em que os animais chegaram. Reiji respirava de forma ofegante e arregalou os olhos.
— Onde está Mana?! – exclamou.
Masami arregalou os olhos, pensando o pior. Laito olhou Reiji correr para fora da sala e arregalou os olhos ao lembrar-se que Rin fora atrás dela. Não sabia se ficava ou se corria. Sora correu e ajoelhou ao seu lado, exclamando:
— Vai!
Ele a olhou, surpreso, e o fez, correndo. Shuu e Yuma desceram com Masami e Saki, e todos se aproximaram de Subaru. Sora e Yuka conseguiram estancar o sangue. Ele olhava Yuka, que chorava em desesperadamente. Tocou seu rosto e sorriu levemente.
— Por que fez isso? – ela perguntou, tocando sua mão.
Ele apenas sorria, porém perdeu a consciência. Yuma o pegou no colo e levou-o para fora com Shuu e Yuka para ajudá-lo. Kanato franziu as sobrancelhas, enfurecido.
— Que coisas eram aquelas?
Naquele momento estavam presentes apenas Masami, Saki, Sora, Ayato e Reiko. Eles abaixaram o olhar, perguntando-se o mesmo.
Minutos trás, Mana saía da cozinha com uma bandeja. Ela usava um short jeans e uma blusa preta de mangas compridas que mostrava seus ombros, além de suas botas de cano curto. Sorria e levava várias fatias em pratos de sobremesa. Com certeza todos gostariam, Reiko havia caprichado no bolo naquela manhã.
Mana ouviu um uivo, franzindo a testa em dúvida.
— Eh?
Ouviu um barulho de vidros se quebrando, olhando o corredor de forma apreensiva, perguntando-se o que acontecera. Ao dar o primeiro passo para se apressar, paralisou ao ver um lobo há poucos metros de distância. Ela viu como ele era diferente e assustador, e começou a tremer.
— O que...?
O lobo pôs-se a correr em sua direção. Mana largou a bandeja, derrubando os pratos e quebrando-os, fazendo com que o corredor ecoasse o som. Ela correu para o lado oposto, porém o lobo a alcançou rapidamente e saltou sobre ela, derrubando-a no chão. Mana exclamou e encolheu-se, crendo que ele o mataria ali mesmo. Porém ele saiu de cima dela e afastou-se.
Mana tremia, porém sentou-se e levantou rapidamente, pensando que poderia fugir dele. Porém ao fazê-lo, viu duas figuras estranhas há dois metros de distância. Um rapaz de cabelos brancos com metade do rosto coberto e o outro com cabelos ruivos enferrujados com um tapa-olho. Alguns lobos se aproximaram, porém o rapaz de cabelos brancos movimentou suavemente a mão e os fez desaparecerem em uma fumaça negra.
— É ela, Nii-san? – perguntou Shin, tracejando um sorriso animado.
— Sim. – disse ele com sua voz grossa e ameaçadora, estreitando os olhos em direção à ela.
Mana arregalou os olhos, estremecendo.
— Q-Quem...?
Carla caminhou em sua direção, parando por um momento ao ver uma jovem de cabelos vermelhos cor de sangue correndo em direção à eles.
— Mana! – ela exclamou.
Ele franziu as sobrancelhas. Um lobo a atacou e derrubou-a contra a parede, fazendo com que desacordasse com a força usada contra ela. Rin caiu desmaiada, largando a espada, que sibilou ao atingir o chão. Mana a olhou, preocupada e ajoelhou-se a sua frente.
— Rin!
Carla aproximou-se dela, fazendo-a voltar-se para ele e esticando a mão em sua direção. Mana arregalou os olhos, amedrontada. Tudo escureceu.
Após o ataque, Reiji e Laito correram pelos corredores à procura de Mana e Rin. Ayato, Kanato e Reiko apressaram-se em direção à eles, que não as encontraram. Ao pararem no corredor de forma ofegante. Reiji avistou algo no chão.
— Onde elas podem estar? – Laito perguntou, nervoso.
Reiji aproximou-se e viu uma bandeja derrubada com fatias de bolo pisoteadas por patas de lobo, ajoelhando-se e analisando.
— Mana fora buscar bolo. – disse ele, recordando.
Laito arregalou os olhos ao ver algo e correu, passando por ele e agachando para pegar algo. Reiji levantou e apressou-se, vendo-o com uma tiara vermelha na mão e uma espada.
— É a tiara que Rin estava usando. – olhou-o – E a espada que Masami jogou para ela.
Reiji olhou sua outra mão, vendo uma pulseira e pegando-a.
— Mana usava isso.
Os outros olhavam para aquelas coisas e para a cena ao redor.
— Então alguém as levou? – disse Reiko em dúvida.
— Por que fariam isso? – perguntou Ayato, franzindo as sobrancelhas.
Reiji engoliu em seco, nervoso, fitando a pulseira em sua mão. Quem as levou?
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