Diabolik Lovers - União de Sangue
48 Capítulo 44: Partida
Na manhã seguinte ao ataque, os residentes da casa Sakamaki encontravam-se apreensivos e nervosos. Mana e Rin haviam sido sequestradas e eles não conseguiam imaginar quem o havia feito. Estavam na sala de estar do segundo andar, conversando para tentarem descobrir quem fora o responsável. Exceto Subaru, que estava no quarto de Yuka, descansando. Shuu estava sentado ao lado de Masami no sofá, que estava nervosa e com os olhos marejados, mordendo a ponta do dedo.
— Que droga aconteceu? – Ayato perguntava, ainda tentando compreender – Reiji, o que acha que aconteceu?
Reiji estava com o olhar baixo, apertando a pulseira de Mana. Sua mão tremia, ele estava nervoso e rangeu levemente os dentes ao imaginar quem fora.
— Reiji. – disse Laito.
Ele o olhou, ajeitando os óculos e pensando:
— Considerando o fato de que eles atacaram no eclipse lunar... É provável que... – franziu levemente as sobrancelhas, irritado.
Shuu o olhava, Reiji não parecia estar em condições para pensar. Porém ao pensar melhor sobre o que ele acabara de dizer, compreendeu.
— Os remanescentes dos Fundadores.
Laito olhou-o, franzindo as sobrancelhas.
— Fundadores? – perguntou Masami, voltando-se para Shuu.
— Restam dois, se bem me lembro. – disse Reiji.
— E o que eles querem com Mana e Rin? – ela perguntou, nervosa – Por que as levaram?
— Isso eu não sei.
— Invadiram nossa casa e tentaram nos matar. – disse Kanato, enfurecido – Elas deveriam ser importantes para eles terem feito isso. – segurou a mão de Reiko.
— Eles foram embora sem acabar conosco. – disse Reiko, abaixando o olhar – O alvo mais importante eram elas.
— Mas Rin estava aqui sendo atacada também. – disse Sora – Ela correu para o corredor depois.
— Está dizendo que a levaram só por estar lá? – perguntou Laito, abaixando o olhar e rangendo os dentes – Miseráveis...
— O que vamos fazer agora? – perguntou Yuka – Elas devem estar longe.
— Precisamos ir atrás dela. – disse Saki.
— Você não pode ir à lugar nenhum. – falou Yuma, segurando sua mão.
— Mas Mana...!
— Saki, você está grávida.
Ela abaixou o olhar, entristecida. O telefone começou a tocar de repente e Reiji aproximou-se, atendendo-o. Sua expressão mudou ligeiramente enquanto ouvia as informações, franzindo as sobrancelhas. Abaixou o olhar, dizendo:
— Irei passar para ele.
Reiji voltou-se para Laito, que franziu a testa.
— Ele quer falar com você.
Laito franziu as sobrancelhas, aproximando-se e pegando o telefone, pondo-o próximo da orelha.
— Alô. – disse ele, ouvindo a voz do pai – Hum. Hum. Sim.
Ele parou por um momento, sua expressão mudou para algo perturbador e enfurecido. Seu punho foi cerrado, ele rangeu os dentes e gritou:
— VAI PRO INFERNO!
Bateu o telefone na base, deixando todos surpresos. Laito abaixou a mão, tremendo e de repente segurou a base do telefone e o jogou longe, atingindo a parede após o fio arrebentar e quebrando-o. Ele rangia os dentes, enfurecido como ninguém nunca o via antes.
— Laito...? – disse Sora, surpresa – O que...?
Ele voltou-se lentamente para os outros, seus olhos estavam vermelhos.
— Ele nos ofereceu novas noivas! – exclamou – Perguntou se queríamos novas garotas porque soube do que aconteceu ontem. Perguntou isso... Como se elas fossem nada!
Reiji abaixou o olhar e Masami franziu as sobrancelhas, enraivecida e com os olhos marejados. Odiava ainda mais o pai deles naquele momento. Laito virou-se e se retirou de forma irritada do cômodo. Yuka abaixou o olhar, entristecida. Então se ela houvesse morrido naquele ataque, o rei teria simplesmente a substituído por outra. Porém surpreendeu-se com a reação de Laito, ele gostava mesmo de Rin. Yuka levantou e se retirou, direcionando-se para o quarto.
— E agora? – Masami perguntou, as lágrimas escorreram – Precisamos... Fazer algo. Precisamos...
— Acalme-se, Masami. – disse Shuu – Isso faz mal à você.
Ela pôs as mãos no rosto, chorando. Os outros a olharam, nunca haviam visto Masami demonstrar seus sentimentos antes, quanto mais chorar na frente de todos. Estar grávida e ter a irmã sequestrada a fez realmente expor a tristeza. Reiji retirou-se, indo para o laboratório e trancando-se ao adentrá-lo. Encostou as costas na porta, abaixando o olhar e semicerrando os olhos. Mordeu o lábio inferior, contendo-se para não chorar.
Alguns minutos depois, Laito voltou para a sala com uma mochila nas costas, as roupas trocadas e sem o seu chapéu. Ele usava calça marrom, uma camisa azul-escuro e um casaco escuro com pele costurada no capuz, parecido com a jaqueta que ele geralmente usa por baixo do blazer do colégio. Ele mostrava seriedade e fitou a todos, dizendo:
— Estou indo.
Eles o olharam de forma surpresa.
— Pra onde? – perguntou Ayato.
— Atrás de Rin.
— Mas você não sabe onde ela está. – disse Sora – Como vai encontrá-la?
— Vou procurar em todos os lugares, não me importa. Eu vou encontrá-la. – disse ele, decidido.
Ayato surpreendeu-se, fitando Kanato, que também o olhou. Ao voltarem-se para Laito, decidiram.
— Nós vamos com você. – disse Ayato.
— Eh? Ela é minha noiva.
— Não interessa. – disse Kanato, aborrecido – Eles invadiram nossa casa e sequestraram duas de nós. Nós vamos.
Reiko olhou-o, surpresa.
— Kanato-kun...
Ele a olhou seriamente, fazendo-a ficar ainda mais surpresa. Nunca o havia visto com aquela expressão. Ayato e Kanato foram para seus quartos, arrumar suas coisas. Enquanto o faziam, Yuka estava no quarto com Subaru. Ele estava com o peito enfaixado, sentado na cama com as costas recostadas na cabeceira. Ficara desmaiado durante toda a noite e apenas acordara na manhã seguinte. Yuka estava com o olhar baixo, entristecida enquanto explicava a situação.
— Então elas foram levadas pelos fundadores. – disse ele, compreendendo – O que será que querem com elas?
— Pelo que achamos, Rin foi levada por acidente. Acham que queriam apenas Mana.
— Por que ela?
Ela balançou a cabeça, não sabia. Subaru abaixou o olhar, pensando por um momento o que faria se tivesse sido Yuka. Ao olhá-la, viu-a com os olhos marejados.
— O que foi?
— Machucaram você.
— Já está melhorando, em poucos dias já estará melhor.
— Por favor, não morra.
Ele franziu a testa, surpreso.
— Não vou morrer, eu estou aqui. Estou bem.
— Não. Não morra nunca! – ela pediu, segurando sua mão – Não quero perder você! – abaixou o olhar – Nunca...
Subaru acalmou o olhar, inclinando-se calmamente e pondo a mão em sua nuca, fazendo com que ela o olhasse e beijando-a. Yuka tocou seu rosto e ele cessou gentilmente, sorrindo.
— O que foi? – Yuka perguntou.
Ele desviou o olhar por um momento, tímido.
— Eu... Acho que amo... Você.
Yuka surpreendeu-se, enrubescendo enquanto o olhá-la. Ao voltar a olhá-la, ela o beijou. Subaru recostou as costas mais uma vez, respirando calmamente ao cessarem. Sora bateu na porta do quarto, chamando por Yuka e entrando com Shuu, que a pouco levara Masami para o quarto para acalmar-se.
— O que houve? – Subaru perguntou.
— Laito vai atrás de Rin. – disse Shuu, surpresa – Ayato e Kanato vão também.
— Eh? – Yuka disse, pasma – Mas não sabemos para onde as levaram.
— Eles vão procurá-las por todos os lugares. – disse Sora – Ainda não sei bem como, mas estão arrumando as coisas.
Subaru tirou a coberta de cima de si e pôs os pés no chão.
— Subaru-kun? Onde vai?
— Eu vou também. – disse ele, torcendo a expressão ao se pôr de pé.
Yuka levantou rapidamente, pondo-se a frente dele.
— Não, você não vai!
— Eu vou. Posso ajudar e... Quero matar aquele imbecil que me mordeu.
— Você não vai ajudar em nada! – ela exclamou – Precisa descansar!
Sora os olhava.
— Yuka tem razão, Subaru-kun. – disse ela – Você não está em condições de ir e nem de ajudar.
Shuu deu um passo à frente, olhando-o de forma séria.
— Subaru, você vai ficar e se recuperar.
— Eu posso ajudar. – ele franziu as sobrancelhas.
— É estupidez. Deite-se.
— Mas...!
— Subaru! – exclamou, aborrecido.
Ele franziu as sobrancelhas, desviando o olhar. No estado em que estava, nem conseguia andar direito. Yuka o fez voltar a se deitar, mantendo-o no quarto. Ao virar o rosto em direção aos dois, disse:
— Diga à eles para trazê-las de volta.
Sora semicerrou os olhos e Shuu olhava-a, assentindo.
Como Reiji saíra antes que Laito dissesse que partiria em busca de Rin, Shuu pensou que o irmão desejaria fazer o mesmo. Porém ao bater na porta, ele não disse nada. Reiji estava ali, porém não o atendeu. Shuu franziu levemente as sobrancelhas, entrando em seu laboratório e vendo-o com as mãos apoiadas na mesa, de costas. Estava sem o blazer e gravata, usava o colete e sua camisa estava desabotoada. Shuu franziu a testa, ele parecia perturbado. Porém não se surpreendeu, Mana desaparecera.
— Laito, Ayato e Kanato vão partir.
Ele não comentou.
— Pensei que gostaria de saber. Você irá, não é?
Ele negou com a cabeça, Shuu franziu a testa.
— Ei, você não vai atrás de Mana? – perguntou – Ela é sua esposa.
Reiji abaixou a cabeça. Naquele momento, Masami aproximava-se da porta do laboratório. Como não poderia ir atrás da irmã, iria pedir para que Reiji fosse. Como seu marido, Masami pensou que ele com certeza partiria para buscá-la. Porém ouviu a conversa.
— Reiji. – disse Shuu – Você está chocado e deprimido, mas tem que ir atrás dela.
— Cale a boca... – murmurou – Você quem recua diante de qualquer desafio. Se procurássemos a palavra “covarde” num dicionário, iríamos encontrar uma foto sua bem ao lado.
Shuu franziu as sobrancelhas.
— Não sou eu quem está sendo covarde. – desafiou-o – Pensei que a amasse.
— Cale a boca! – ele gritou, ainda de costas.
Shuu franziu levemente as sobrancelhas e viu Masami adentrar o laboratório de repente, franzindo a testa.
— Masami?
— Você não vai fazer nada?! – ela exclamou em direção à Reiji – Ela foi levada e sabe-se lá o que vão fazer com ela! Vai ficar parado?! Mana precisa de você!
Shuu a olhava e fitou Reiji, que murmurava para si mesmo.
— A levaram para qualquer lugar... Qualquer lugar... Onde é? Por que a querem afinal?
Masami abaixou o olhar, voltando a chorar.
— Por favor, Reiji... Traga-a de volta.
Ele continuava de costas, pensando e ignorando tudo e a todos. Shuu aproximou-se dela, tocando seu ombro e virando-a para abraçá-la. Masami apertou seu cardigã, chorando em seu peito. Ele a tirou dali, deixando Reiji sozinho com seus pensamentos. O sequestro de Mana o abalou mais do que Shuu podia imaginar. Fechou a porta ao sair, Reiji continuava de costas.
Como Shuu acalmava Masami no quarto, os trigêmeos despediram-se rapidamente deles e ela implorou para que as trouxessem de volta. Fizeram o mesmo com Yuka e Subaru, indo para o quarto dela.
— Veja se não é mordido de novo. – Ayato brincou.
— Se cure, por favor. – disse Kanato.
Subaru desviou o olhar por um momento ao passo que Yuka sorriu, agradecendo. Laito mostrava-se tímido, porém aproximou-se da cama.
— Subaru-kun.
Ele o olhou.
— Obrigado.
Subaru arregalou ligeiramente os olhos.
— Não vou conseguir pagar pelo que fez. – disse Laito.
Ele acalmou o olhar, assentindo, porém dizendo:
— Apenas as encontre e volte pra casa.
Laito franziu a testa, olhando-o sem jeito e assentindo. Os três direcionaram-se para o hall de entrada, despedindo-se de suas noivas. Ayato abraçava Sora, que não queria largá-lo enquanto Kanato despedia-se de Reiko. Yuma e Saki também estavam presentes, nem sequer haviam ido embora.
— Boa sorte. – disse Yuma.
— Hum. – Saki concordou, emocionada – Por favor, tragam-nas de volta.
— Nós vamos. – disse Laito de forma séria.
Sora cessou o abraço, olhando Ayato.
— Por favor, volte pra mim. – pediu, seus olhos marejaram.
— Eu vou. – ele a beijou.
Kanato abaixou o olhar por um momento, entregando Teddy à Reiko.
— Por favor, tome conta dele.
— Hum, eu vou. – disse ela, olhando-o – Não demore, por favor.
— Vamos tentar.
Ela assentiu. A campainha foi tocada e Laito aproximou-se da porta, abrindo-a. De repente todos viram os outros Mukami e suas parceiras adentrarem a mansão. Ruki e Arizu, Kou e Mei, e Azusa e Momo.
— O que...? – Sora os olhou em dúvida.
— Eu os chamei. – disse Laito – Não ia partir e deixar todo mundo desprotegido. Subaru está na cama e Reiji ficou doido. Shuu e as meninas não iriam conseguir impedir um próximo ataque, caso aconteça.
Compreenderam, concordando com seu pensamento.
— Vamos ajudar. – disse Ruki.
— Pode ter certeza! – exclamou Kou, piscando um dos olhos.
— Hum... Sim... – Azusa sorriu levemente – Momo... Também quer... Ajudar...
— Claro. – ela sorriu.
— Todas nós. – Arizu sorriu.
— Com certeza. – disse Mei.
Sora e Reiko os olhavam, sorrindo levemente.
— Né, vamos. – disse Laito, pegando a mochila e pondo-a nas costas.
— Hum. – concordaram.
Sora agarrou o casaco de Ayato, tocando seu rosto e beijando-o uma última vez. Ele a envolveu com os braços, olhando-a com os olhos semicerrados ao cessar. Os três partiram com as mochilas nas costas e Ayato e Kanato com espadas dentro de suas mochilas, fechando a porta. Por alguns segundos todos permaneceram no hall de entrada, calados. Quando Sora respirou fundo, disse:
— Né, acho melhor mostrar os quartos de hóspedes. – sorriu levemente.
— Hum. – disse Ruki – Obrigada.
Ela sorriu e ao virarem-se para subir as escadas, Azusa reparou que Reiko permaneceu parada em frente à porta com Teddy nos braços. Repentinamente ela pôs Teddy sobre uma mesa e abriu a porta, correndo para fora. Todos se viraram, confusos. Ao sair, ela desceu os poucos degraus da entrada e correu, chamando-o:
— Kanato-kun!
Os três viraram-se para trás, Kanato era o último e surpreendeu-se ao vê-la correndo em sua direção com os olhos marejados. Ao se aproximar, Reiko abraçou-o de repente, agarrando em sua roupa.
— Por favor, volte pra mim. – olhou-o, chorando – Eu amo você, não quero te perder.
Kanato acalmou o olhar, abraçando-a e beijando sua testa.
— Não vai me perder. – disse ele, beijando-a.
Reiko encolheu-se em seus braços ao cessarem o beijo e os observou caminhar até a saída, desaparecendo após passarem pelo portão. Ela acalmou os olhos, tinha certeza de que Kanato iria voltar.
Da janela do laboratório, Reiji observava a saída dos trigêmeos. Viu a cena em que Reiko correu até Kanato, abraçando-o. Lembrou-se de Masami e seu pedido para ir atrás de Mana. Ele hesitou, abaixando o olhar. Voltou ao que fazia, achando que seria mais produtivo pensando em seu laboratório ao invés de sair à procura de Mana sem ao menos ter uma pista de para onde haviam sido levadas.
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