Diabolik Lovers - União de Sangue

42 Capítulo 40: Badalar dos sinos


Os primeiros flocos de neve caíram em meados de dezembro. Mana ficou maravilhada com a chegada do inverno, contagiando a todos. Assim, as noivas passaram a ir para o jardim quase todos os dias para aproveitar o clima e caminhar sobre a neve. Era mágico, tudo se tornou branco e o céu nublado proporcionava flocos de neve durante as tarde.

Mana e Reiji caminhavam sobre a neve por alguns minutos, conversando e sorrindo. Ao vê-los de sua janela uma vez, Yuka pediu à Subaru para os dois fazerem o mesmo e, mesmo hesitando, ele a levou para o jardim para ficarem juntos. Laito e Rin por sua vez, ficavam conversando e rindo no telhado. Kanato e Reiko ficavam debaixo de uma árvore na floresta, observando o lago congelado e beijando-se às vezes. Masami e Shuu ficavam na varanda do quarto dela. Ela sentada na mureta e ele a sua frente, beijando-a enquanto ouviam música, cada um com um fone. E Sora e Ayato aproveitavam bastante o dia, dentro do quarto, fazendo sexo. Ele sempre dava a desculpa de que iria caminhar com ela no jardim, porém a distraía na maioria das vezes. Mesmo assim, ela gostava.

Com a proximidade do natal, as meninas começaram a perguntar para seus respectivos noivos sobre o que faziam nessa data. Eles apenas disseram que era mais um dia comum e que não comemoravam. Elas surpreenderam-se e prontamente decidiram comemorar o natal com eles. As principais organizadoras foram Mana, Yuka e Sora. As três eram as que mais amavam o natal e forçaram Reiji, Subaru e Ayato a ajudarem-nas.

Quando o natal chegou, lá estavam eles com a sala de estar arrumada e uma grande árvore de natal no canto do cômodo. Yuka agradeceu à Subaru por ajudá-la a decorar tudo e ele pediu a ela mais uma vez para tomar cuidado na próxima vez, pois ela caiu da escada e ele a segurou no último instante. Ela o olhou, sorrindo gentilmente ao ouvir “na próxima vez”. Mana e Reiji decoraram a árvore com Sora e Ayato, que estava mais preocupado com a comida.

O natal na mansão Mukami fora igualmente festivo. Arizu nunca comemorou o natal, então como Momo e Mei eram as meninas natalinas, ensinaram-na a como arrumar a casa e as comidas que normalmente se cozinhava, fazendo-a ficar admirada com o feriado. Quem ficou ainda mais admirado fora Kou, que ao ver a mesa repleta pelas comidas natalinas, apenas não a atacou porque Yuma já o segurava, sabendo que ele o faria. Saki passou o natal com eles e Yuma deixava escapar às vezes um sorriso ou dois, fazendo-a corar. Assim como Azusa, que olhava Momo com admiração e ao seu olhar brilhante em direção à árvore de natal que montaram na sala de estar. Para os quatro, aquele fora o melhor dia que passaram juntos e juntos com as garotas de quem gostavam.

O ano-novo chegou rapidamente após o natal e passou tão rápido quanto. Os dias tornaram-se os mesmos mais uma vez e os noivos e noivas voltaram à ir para a escola todas as noites e a precisar fazer trabalhos passados para casa. Porém algo de incomum aconteceu na manhã de um desses dias.

Reiji fora até a entrada para pegar a correspondência e separou adequadamente as cartas para as noivas enviadas por suas famílias, atentando-se à um envelope com o tamanho maior que os outros. Abriu-o, pois não estava endereçado a ninguém e elevou as sobrancelhas ao ler. Direcionou-se para a sala de estar, convocando uma reunião. Masami e Shuu já estavam lá com Mana sentada na poltrona ao lado, lendo uma revista. Masami lia um livro enquanto Shuu estava com a cabeça deitada em seu colo, ouvindo música.

— Vocês dois, preciso falar com vocês. – disse Reiji ao chegar.

Eles o olharam.

— O que houve? – perguntou Mana.

— Chegou algo pelo correio.

— Outro baile do rei?

— Não.

Pouco a pouco os outros chegaram e acomodaram-se, esperando Reiji começar. Ele pigarreou e entregou as cartas para as noivas, que as abriram sem entender, vendo apenas alguns conteúdos que suas famílias escreveram.

— Masami, mamãe teve gêmeos! – exclamou Mana, feliz.

— Gêmeos? – disse ela, surpresa.

— Sim. Masaru e Masao. – ela achou graça.

— Seus pais gostam mesmo da letra “m”. – Rin comentou, franzindo a testa.

Reiji ajeitou os óculos, dizendo:

— Preciso comunicar algo.

Todos o olharam, vendo-o distribuir convites de casamento para cinco dos seis casais. Masami e Shuu o olharam em dúvida, não receberam o convite Ao pôr-se de frente à todos, começou:

— Fui informado de que o casamento de Masami e Shuu ocorrerá este ano.

Eles se mostraram surpresos, ainda olhando-o.

— Já? – perguntou Masami.

— Acho que nosso pai não quer perder tempo para ter um neto. – Shuu suspirou, fazendo-a ruborizar.

— Shuu tem razão. – disse Reiji – Havia uma curta e breve carta escrita por ele, dizendo que como vocês logo sairão do colégio ao se formarem, poderão se casar.

— Então os casamentos apenas ocorrerão quando nos formarmos? – perguntou Rin.

— Não.

— Não?

— Nosso pai nos informou que a data para cada casamento será marcada por ele e apenas receberemos os convites.

Rin revirou os olhos.

— Ótimo...

— Mas é dia dez de abril. – disse Mana, surpresa.

— Daqui a três meses? – Masami o olhou, surpresa.

— Sim. – disse Reiji – Apenas estou noticiando, então não posso resolver suas dúvidas.

Ela franziu a testa, ainda surpresa.

Após a reunião, todos voltaram aos seus afazeres. Masami assimilou a data precoce e surpreendeu-se consigo mesma por estar nervosa. Ela não comentou nada com Shuu, porém ele notou sua expressão apreensiva. Após a aula de noite, Masami deitou para dormir e cobriu-se em sua cama. Ela suspirou, pensando no que faria quando chegasse o dia. Realmente iria acontecer, eles realmente iriam se casar e muito em breve.

Ao sentir sua cama balançar, virou-se e viu Shuu deitado ao seu lado, pondo o braço sobre si.

— Shuu?

— Hum. – disse ele, sonolento.

Ela semicerrou os olhos, fechando-os e aconchegando-se ao seu lado. Estava nervosa, porém de alguma forma ele a ajudou a adormecer. Porém no dia seguinte, ela voltou a pensar no dia do casamento. Seria em abril, no começo da primavera. As cerejeiras estariam florescendo e as paisagens de todos os lugares de Tokyo estariam belíssimas. Ela não sabia como era paisagem na mansão Sakamaki, esta seria sua primeira primavera ali. Nunca pensou em como seria seu casamento, porém agora o imaginava repleto de flores, de sua fragrância e a presença de sua família. Ela usaria um belo vestido branco e tentava imaginar como Shuu estaria, porém tendo certeza que ele estaria lindo.

Masami caminhava pelo jardim enquanto pensava, sentando-se coincidentemente no banco de cimento onde conheceu Shuu. Observou as flores brancas, vendo como eram bonitas e logo pensando em seu buquê. Ela gostava de rosas vermelhas, desejava seu buquê apenas com elas.

— Lembra daqui?

Masami levantou o olhar, vendo Shuu. Sua expressão era calma e reconfortante.

— O que faz sozinha aqui enquanto o baile acontece na mansão? – ele perguntou.

Ela sorriu, abaixando o olhar por um momento e dizendo ao olhá-lo:

— O que faz sozinho com um mp3 quando o baile acontece na mansão?

Shuu sorriu gentilmente, sentando-se ao seu lado. Masami sorriu em direção às flores.

— Nos conhecemos aqui, né? – comentou ao lembrar-se.

— Hum. – concordou – Você está diferente daquela época. Não parece mais a garota estranha sentada no jardim.

— Você também. – ela achou graça – Mas ainda usa esse mp3.

Ele sorriu suavemente, olhando-a e segurando sua mão. Masami abaixou o olhar, olhando suas mãos dadas e enrubesceu suavemente, sorrindo.

— Como vamos ser um com o outro depois de casados?

— Acho que como somos agora.

Ela assentiu, pensando.

— Você... – disse ele – Está com medo?

Ela o olhou.

— Eu vi sua expressão ontem. – concluiu.

— Hum... – pensou – Não é exatamente medo, mas... É como se eu percebesse que realmente vai acontecer. Que realmente vamos nos casar.

— Mas é por isso que você veio para cá.

— Eu sei, mas depois de sete meses achei que nos casaríamos com mais tempo.

— Nossos pais se conheceram no dia do casamento, lembra? O meu mais ou menos, ele ainda pediu à minha mãe, mas... Nós tivemos mais tempo que eles.

Ela assentiu. Shuu aproximou-se de sua orelha, sussurrando:

— Vou tratá-la com carinho... Não vou te abrir como uma tangerina.

Masami arregalou os olhos, tampando os ouvidos com as mãos e exclamando. Estremeceu ao arrepiar-se.

— Por que disse isso?! – exclamou para ele – É nojento!

Shuu conteve a risada.

— Você sabe que quero vê-la nua desde... Sempre.

— Você já me viu nua. – ela franziu as sobrancelhas – Na banheira, lembra? Até me tocou.

— Você estava dentro da água, não conta.

Ela sorriu, virando o rosto.

— Você tem medo? – ele perguntou – Da noite de núpcias.

Masami pensou, olhando-o em seguida.

— Tenho vergonha, mas... Medo, não. Acho que tenho medo do parto.

— Também tenho.

— O que? – ela achou graça – Quem vai sentir a dor serei eu.

— Por isso.

Ela surpreendeu-se, olhando-o. Shuu abaixou o olhar.

— Me peguei pensando nisso ontem. – disse ele – Com o casamento e a noite de núpcias... Talvez não demore tanto para termos filhos, levando em conta nossa linhagem. Tive medo. – semicerrou os olhos – Não quero perder nenhum... E não quero perder você. – olhou-a.

Masami olhava-o, semicerrando os olhos ao ruborizar. Inclinou-se e o beijou, sendo envolvida por seu braço. Ao cessar, aconchegou-se ao seu lado.

— Quer ter muitos filhos? – ela perguntou.

— Não sei.

— Nem eu. – ela pensou – Mana quer ter muitos, isso ela sempre me disse. Mas nunca pensei exatamente em quantos eu queria ter. Como era sua mãe?

— Por que isso agora? – ele achou graça.

— Quero saber. – ela deu de ombros, sorrindo – Mana disse que Reiji não gostava muito dela. Mas e você?

Ele abaixou o olhar.

— Reiji deixou de gostar dela porque nossa mãe não lhe dava atenção. Ela concentrava-se inteiramente em mim. Não me deixou nem ter um cachorro quando ganhei um.

Masami atentou-se, reconhecendo-se nele.

— Hum. – lembrou-se – O filhote que Yuma te deu.

— Sim.

— Quando vai contar à ele? Ele não faz ideia de quem você é.

— Ah... – Shuu suspirou – Queria convidá-lo para o casamento. Contar depois, talvez.

— Hum, tudo bem. – sorriu – Saki e ele parecem se dar muito bem. Ela está feliz e quase não fica mais em casa. – achou graça – Mas... – pensou – Eu deixaria nossos filhos terem um cachorro se quisessem. Eu mal podia tocar na terra quando criança. Quero que eles brinquem. Que eles corram pelo jardim, que nadem no lago e se sujem de terra. – sorriu suavemente – Vão ter apenas duas horas de estudo após as aulas e nenhum estudo aos fins de semana. Vão poder escolher os instrumentos que querem tocar e se não quiserem nenhum, tudo bem.

Shuu a olhava, sorrindo de forma suave e beijando sua cabeça. Masami o olhou, extasiada e deitou a cabeça em seu ombro, segurando sua mão mais uma vez.

Os três meses passaram como o vento. Masami ocupou-se com as outras meninas, que queriam incessantemente ajudá-la com o vestido de noiva. Foram horas dentro do quarto durante semanas para Masami conseguir escolher um vestido que lhe agradasse, pois elas lhe davam opções absurdas e cheias de babados. A única que lhe ajudou a não ficar como uma palhaça, fora Rin. O buquê seria de rosas vermelhas como ela desejava e seus sapatos possuíam rendas na parte de cima. Ela ficou completamente admirada. Porém passou a ficar nervosa quando o dia chegou.

Naquela manhã, Masami acordou com sons vindos do jardim. Ao levantar, vestiu seu robe e foi até a varanda, vendo inúmeros empregados preparando o jardim para a cerimônia. Avistou um arco ao final do jardim com várias flores e semicerrou o olhar, vendo como era bonito. Suspirou, logo teria que se arrumar e já pensava nos penteados que Mana desejaria fazer nela. Ao virar-se, deparou-se com Shuu.

— Shuu? – olhou-o de forma surpresa.

— Você já vai se arrumar?

— Eh... Ainda não.

— Posso dormir aqui? – ele perguntou, sonolento – Terminaram meu quarto, mas falaram que ainda não posso entrar. Apenas depois do casamento. – deitou na cama – Como não posso entrar em meu próprio quarto?

Masami sorriu, achando graça e sentando ao seu lado.

— Fique à vontade. Também não consegui dormir direito, acabei de acordar com todos arrumando o jardim.

— É... – ele reclamou, suspirando – Está muito barulho lá fora.

Ela sorriu, inclinando-se e beijando sua cabeça. Shuu olhou-a, puxando-a pelo braço e deitando-a ao seu lado, fazendo-a exclamar pelo susto. Ele tocou seu braço e beijou-a, ofegante. Naquele momento a porta do quarto de Masami se abriu e Mana arregalou os olhos ao vê-los na cama, exclamando:

— Vocês não podem se ver até o casamento!

Apressou-se e deu a volta na cama, puxando Shuu pela roupa e fazendo com que levantasse, empurrando-o para fora.

— Não pode ver a noiva antes da cerimônia! – Mana exclamou.

— O que? – ele disse em dúvida – De onde tirou isso? Eu só quero dormir! – reclamou.

— Durma no seu quarto!

— Não posso entrar no meu quarto.

— Então durma no meu ou em qualquer outro, porque vamos nos arrumar aqui. – o colocou para fora – E não se atrase!

Shuu viu a porta ser fechada a sua frente e franziu as sobrancelhas de forma entediada. Ele apenas queria dormir. Seu quarto havia entrado em obra logo após a notícia de seu casamento para comportar o casal e ele estava dormindo num dos quartos de hóspedes. Porém não era o mesmo que dormir em sua própria cama. E como agora os barulhos começaram por causa do casamento, ele não conseguia encontrar nenhum lugar tranquilo. Apenas o quarto de Masami lhe serviu, porém acabara de ser expulso. Caminhou pelo corredor, tentando pensar em outro lugar.

As meninas chegaram no quarto de Masami e puseram seu vestido no manequim, arrumando-o para ela vesti-lo depois. Mana a levou para o banheiro, que estava com a banheira preparada para ela. Masami disse que não precisava ter feito tudo isso, porém Mana informou que um banho com sais de banho fazia qualquer um relaxar. Masami poderia até estar nervosa, porém não admitiria. Ela ficou uma hora dentro da banheira, tentando realmente relaxar.

Ao voltar para o quarto, Rin a maquiou e disse que mesmo ainda não gostando muito dela, faria Shuu ficar de queixo caído. Ela ruborizou ao ouvir, imaginando como Shuu a olharia quando estivesse caminhando em sua direção. As meninas estavam animadas e arrumavam-se com ela. Sora pôs um longo vestido turquesa com apenas uma alça, Yuka um vestido cor de lavanda de decote reto e sem mangas, Reiko um vestido preto com detalhes roxos de longas mangas justas, Rin um vestido vermelho de alças finas e Mana um vestido rosado de gola alta.

Masami via como elas ficaram lindas, arrumando o cabelo umas das outras e dizendo a cada uma que tipos de penteados ficariam ótimos para o dia de seus casamentos. Quando Rin terminou de maquiá-la, ela maquiou a si mesma e fez o mesmo com as outras. Mana se aproximou da irmã e a fez virar-se para o espelho. Ao fazê-lo, olhou seu reflexo e surpreendeu-se. Ela estava ainda mais bonita que no dia do baile em outubro.

— Você está linda! – exclamou Yuka – Rin, quero que faça a minha maquiagem no meu casamento!

— Tudo bem. – ela sorriu, maquiando-a naquele momento.

Mana arrumou o cabelo da irmã, prendendo-o pouco a pouco enquanto moldava os cachos. Seu penteado era um coque com cachos soltos. Ao terminar, Sora e Mana a ajudaram a pôr o vestido e as compridas luvas. Elas a olhavam de forma maravilhada, dizendo como estava linda. Mana terminou, pondo a tiara em sua cabeça e ajeitando o véu preso a ela, dizendo:

— Pronto. – ela sorriu.

Masami a olhou, sorrindo de forma suave. Mana segurou sua mão, estava na hora. Elas desceram e foram para o jardim, encontrando com os meninos. Mana continuou com Masami, que tentou achar Shuu através da janela. Viu-o entre os garotos, porém ele estava rodeado por pessoas e ela só conseguiu ver seu cabelo.

— Vamos. – disse Mana, levando-a para a porta que dava para o jardim.

Ao chegarem, as duas viram seu pai em pé em frente à porta, observando as pessoas. Todas as famílias estavam presentes. Mana sorriu e correu para abraçá-lo, que sorriu de forma contente. Porém ao olhar Masami, ele se surpreendeu. Mana sorriu e disse que se juntaria aos outros, partindo para o lado de fora. Ela abaixou o olhar timidamente, caminhando em sua direção e olhando-o.

— Oi, pai. – sorriu.

— Oi, filha. – disse ele, contente – Você está bonita.

Ela achou graça.

— Você também.

Seu pai possuía os cabelos loiros um pouco mais escuros como os de Masami, porém seus olhos eram dourados como os de Mana, que herdara os cabelos da mãe. Ele usava um terno escuro com um lenço claro e fofo que adentrava seu colete. Masami o olhou, seu cabelo havia um pouco maior e penteado para trás. Seu paletó estava fechado e ele tinha uma pequena flor nele. Ao oferecer a mão, ela aceitou e caminharam até a porta para o jardim.

Masami olhou a todos de forma nervosa, que se levantaram para sua entrada, e disse:

— Não acho provável, mas... Por favor, pai, não me deixe cair. – olhou-o.

Ele sorriu, assentindo.

Os violinos puseram-se a tocar ao sinal e Masami caminhou com seu pai em direção ao arco de flores vermelhas. Ela respirou fundo, olhando às vezes para o chão para não tropeçar e vendo as pessoas. Shuu havia convidado todos os Mukami, que estavam acompanhados por suas parceiras. Eles usavam ternos e elas longos e belos vestidos de diversas cores.

Ruki usava um terno preto, Kou um blazer rosa escuro, Azusa um terno claro com camisa escura e Yuma um terno marrom com os cabelos amarrados em um rabo de cavalo alto. Arizu usava um belo vestido preto com brilhos e seu cabelo estava metade preso com vários cachos. Mei estava com o longo cabelo solto e usava um vestido tão azul quanto o céu sem nuvens. Momo estava com o cabelo preso em coque e usava um belo vestido lilás. E Saki usava um vestido rosado e estava com o cabelo preso em um belo trançado desde o topo da cabeça, que corria pela lateral e pousava sobre seu ombro. Eles a olhavam de forma surpresa, vendo como estava bonita.

Ao direcionar o olhar para o arco, viu as noivas posicionadas lado a lado no altar e os cinco irmãos fazendo o mesmo no lado direito, porém ao lado de Shuu. Todos usavam smokings pretos. Quando Masami o olhou, enrubesceu. Ele usava um smoking branco com colete cinzento e um lenço claro que adentrava o colete, preso na gola com uma joia azul de moldura dourada. Ao olhar Masami caminhando em sua direção, Shuu tentou não arregalar os olhos. Ela estava maravilhosamente linda e o olhava de forma nervosa. Seu vestido branco não possuía mangas e tinha o decote reto, que era repleto por flores brancas que se misturavam ao tecido. A saia era longa e grande, possuindo várias camadas e abrindo-se na frente, permitindo-se ver a segunda camada.

Seu pai parou à frente de Shuu, beijando a cabeça da filha e recuando para se sentar ao lado da esposa, que segurava os gêmeos. Ele pegou um deles e sorriu em direção à Masami, que segurou a mão de Shuu quando ele a ofereceu. Puseram-se de frente ao altar e olharam para o homem que faria a cerimônia. Masami pensara que o pai deles quem faria a cerimônia, já que ele era o mais velho de todos e Rei Vampiro. Porém se sentiu aliviada por não ser ele, mesmo que não importasse quem estivesse celebrando. Ela estava se casando com quem amava.

A cerimônia se tratava do patriarca mais velho de uma das famílias abençoar a união e fazê-los repetir os votos de casamento, onde recitavam ser fiéis ao cônjuge, tratar-lhe com respeito e cumprir com os deveres sagrados do matrimônio. No caso deles, o homem era um tio distante de Masami que nem ela conhecia. Ele recitou os votos, que ela e Shuu repetiram frente a frente, olhando fixamente nos olhos um do outro. Reiji entregou à Shuu as alianças – uma sutil e moderna mudança que fizeram em comparação a antiga cerimônia – e ele a colocou no anelar esquerdo de Masami, que fez o mesmo com o anel lhe dado.

Em seguida, foi oferecida uma faca à Shuu para que fizesse um corte em sua mão e despejasse seu sangue na taça de ouro sobre a mesa a frente deles, assim como Masami faria. Ele o fez, enchendo a taça pela metade e deu-lhe a faca. Masami retirou sua comprida luva e cortou a palma, fazendo o mesmo. Ambos pegaram a taça do outro e beberam o sangue. Essa era a dita união de sangue.

Masami sentia o gosto atraente do sangue de Shuu, que apreciava o doce gosto de seu sangue. Ao fazerem, puseram as taças no lugar e olharam-se. Shuu segurou sua mão e tocou seu rosto, beijando-a. Ao cessarem o beijo, olharam-se com os olhos semicerrados. Eles estavam casados.

Após a cerimônia, houve a festa. Uma grande lona branca fora armada na lateral da mansão. Os convidados direcionaram-se para as mesas e cadeiras, sentando-se e esperando pelos noivos. Ao chegarem, caminharam até o centro vazio do local e posicionaram-se para a primeira dança. Shuu segurou sua mão gentilmente, pondo a outra em suas costas. Masami o olhava de forma admirada, sendo conduzida por ele. Se fosse antes, ela nunca pensaria que faria algo assim com ele. Porém se sentia bem e feliz.

Ao fim da dança, os convidados seguraram as mãos de suas parceiras e puseram-se a dançar. Os violinos e piano eram tocados e todos dançavam em sincronia com seu par. Yuka sorria para Subaru, que tentava não ruborizar enquanto a olhava. Laito e Rin giravam enquanto dançavam, sorrindo um para o outro. Ayato comia na mesa, tendo a companhia de Sora, que também apreciava a refeição. Kanato e Reiko dançavam calmamente. Ele com as mãos em sua cintura e ela com os braços ao redor de seu pescoço. Reiji dançava calmamente com Mana, que deitou a cabeça em seu peito, fazendo-o semicerrar os olhos.

Masami estranhou a festa por um momento. Pensara que o rei estaria presente, mas não o vira nem na cerimônia e nem até o momento. Ao olhar para trás, porém, sentada em uma das mesas, viu-o com uma taça de vinho na mão. Ele esboçou um sorriso gentil em sua direção e ela franziu a testa, sabendo que ele não era realmente gentil. Algumas pessoas passaram e quando ela o olhou novamente, ele já não estava lá. Masami franziu as sobrancelhas, porém achou melhor dessa forma. Não o desejava lá.

Shuu observava os outros dançarem, olhando em seguida para Masami e sorrindo de forma suave. Yuma olhou-o de longe e aproximou-se, pondo-se ao seu lado.

— Ela realmente está bonita.

— Hum. – disse Shuu – Você perdeu de verdade.

Ele fitou Saki, que conversava e sorria com Arizu.

— Não, não perdi. – sorriu.

Shuu a fitou, sorrindo. Yuma realmente gostava dela. Ambos observavam os outros casais dançarem, vendo Kou e Mei, além de Azusa e Momo. Yuma semicerrou os olhos por um momento, dizendo:

— Edgar.

Shuu arregalou suavemente os olhos, olhando-o. Ele o olhou pelo canto do olho.

— Me lembrei... Panaca. – tracejou um meio sorriso.

Shuu franziu a testa, estático. Yuma deixou uma risada escapar, não precisava falar mais nada. Voltando-se para ele, Yuma o abraçou com um dos braços.

— Parabéns.

Shuu acalmou o olhar e sorriu, também o abraçando com o braço.

— Obrigado.

Quando não o viu por perto, Masami procurou por Shuu e virou-se, vendo os dois abraçados. Sorriu, surpresa, porém contente.

A festividade se estendeu até o entardecer, quando uma a uma as pessoas começaram a partir. Os pais de Mana e Masami despediram-se delas, que enfim puderam ver seus irmãos. Os pequenos gêmeos com apenas três meses de idade possuíam os cabelos loiros do pai, assim como os olhos. Ao fim da festa, Shuu e Masami entraram em casa. Os dois direcionaram-se calmamente para o quarto de Shuu e fecharam a porta.

Masami observou o quarto, que estava completamente diferente. As paredes agora possuíam um belo tom de azul, havia agora uma lareira – que algum empregado deve ter acendido – e uma grande cama de madeira escura com véu azulado preso ao teto e à parede, amarrados em seus dois lados. A escrivaninha fora mantida, porém agora havia dois criados-mudos e uma cômoda extra, além do grande guarda roupas do outro lado do quarto. Esse era realmente o quarto deles agora.

Após trocar de roupa, pondo uma comprida camisola branca com detalhes rosados e um laço que a segurava sobre seus ombros, Masami observava o fogo da lareira. O quarto estava escuro, a lareira era sua única iluminação. O estalar do fogo lhe hipnotizava, até que despertou com o toque de Shuu em seus ombros. Ele usava uma calça de pijamas e camisa, envolvendo-a em seus braços.

— Posso esperar se quiser – disse ele, mesmo desejando-a ardentemente.

Ela negou com a cabeça, virando-se para ele e pondo seus braços em volta de seu pescoço, beijando-o. Shuu a abraçou, tornando o beijo intenso e virando-a, pondo-a de costas para ele. Masami ofegava enquanto ele corria as mãos por seu corpo, sentindo-o. Subiu sua mão pela barriga dela, tocando seu seio e apertando-o suavemente. Ela arquejou, inclinando a cabeça para trás e sendo beijada. Shuu soltou o laço de sua camisola, fazendo com que os ombros da roupa caíssem e a camisola acariciasse seu corpo até chegar ao chão. Ele tocou seus seios, puxando-a contra seu corpo e ouvindo-a ofegar à cada toque.

Shuu tirou a camisa e virou-a para si, pegando-a no colo e levando-a para a cama enquanto continuava a beijá-la. Masami foi deitada, sentindo suas mãos em seu corpo. Ele beijou seu pescoço, descendo os beijos para seus seios e pondo a boca em um deles, chupando-o enquanto apertava levemente o mamilo do outro. Masami arquejou, gemendo e enrubescendo. Não imaginava que pudesse sentir ainda mais prazer com ele. Os beijos correram delicadamente por sua barriga, fazendo um caminho até seu âmago. Shuu abriu gentilmente suas pernas, acariciando sua intimidade com a língua. Ela contorceu-se, mordendo o lábio inferior e apertando os lençóis, sentindo aquele prazer lhe possuir.

Shuu ajoelhou-se, olhando de forma hipnotizada para seu corpo. Suas curvas lhe seduziam e seus seios pareciam pedir para serem tocados. Ela o olhou, ofegante e com as bochechas rosadas. Ele tirou sua calça, pondo-se a frente dela mais uma vez e abrindo com gentileza suas pernas, que foram fechadas ao se contraírem. Apoiou as mãos na cama, vendo Masami engolir em seco e senti-lo lentamente adentrá-la, gemendo enquanto apertava seus braços. Ele fechou os olhos por um momento, ofegando ao senti-la por completo. Movimentou-se de forma intensa, observando-a gemer enquanto seus seios balançavam. Ela o olhou fixamente, puxando-o e beijando-o, envolvendo seu pescoço com os braços. Shuu segurou sua coxa, apertando-a e forçando ainda mais para frente, gemendo.

Masami cruzou as pernas ao redor dele, apertando suas costas e quase o arranhando. Ambos eram inundados pelo prazer e gemiam de forma ofegante, exalando tal sensação. Shuu passou a movimentar-se rápido, segurando suas coxas e empurrando-as para frente, vendo Masami gemer ainda mais enquanto se contorcia e apertava os lençóis. Ele sorriu, vendo como ela o excitava. Já havia imaginado esse momento diversas vezes, porém sua imaginação não se comparava àquele momento. Era ainda melhor.

Shuu a abraçou, girando-a na cama e fazendo com que sentasse sobre ele, que deitou. Masami o olhou, não sabendo o que deveria fazer. Porém ele segurou em sua cintura, movendo-a e fechando os olhos ao sentir ainda mais prazer. Ela o olhou, admirada e percebeu que realmente lhe dava prazer. Segurou suas mãos, pondo-as em seus seios e fazendo com que ele os apertava levemente enquanto se movia. Shuu abriu os olhos, olhando-a de forma excitada. Ela passou a mover ainda mais rápido o quadril, olhando fixamente para sua expressão. Aquilo lhe dava ainda mais prazer.

O prazer era imensurável, Shuu sentou-se e abraçou-a, segurando em seus ombros e fazendo-a senti-lo ainda mais dentro de si, o que a fez gemer mais alto. Ele pôs a boca em seu seio, chupando-o e beijando-a em seguida, pondo a mão por dentro de seu cabelo e apertando-o. Masami inclinou a cabeça levemente para trás, sentindo ápice se aproximar. Ela encolheu-se, olhando-o e ruborizando mais.

— Me deita... – pediu, ofegante.

— O que...?

— Me deita. – implorou.

Shuu a virou, continuando sobre ela e movimentando-se mais rápido. Masami contorceu-se, apertando os lençóis e os olhos ao fechá-los. Ao sentir o ápice chegar, inclinou a cabeça para trás e gemeu alto. Shuu semicerrou os olhos, sorrindo mais uma vez. Ele não parou, continuou mesmo vendo-a extasiada, quase imóvel. Ela segurou seus braços, beijando-o e minutos depois, vendo-o gemer e chegar ao mesmo ápice ao qual ela sentiu tanto prazer. Masami sentiu-o mover-se dentro de si e inclinou mais uma vez a cabeça para trás, sentindo inteiramente aquele último instante de prazer.

Shuu beijou seu pescoço, chupando-o e olhando-a.

— Devíamos ter feito isso antes. – ele sorriu, ofegante.

Masami achou graça, rindo de maneira fraca.

— Duvido que eu fosse deixar.

— Verdade. – ele tocou seu rosto, beijando-a.

Shuu permaneceu sobre ela, ofegante. Pegou-a no colo em seguida, ajoelhando-se na cama e deitou-a com a cabeça no travesseiro, cobrindo ambos. Olhou para o teto, voltando a respirar calmamente. Tampou os olhos com o antebraço, sorrindo. Masami o notou, olhando-o em dúvida.

— O que foi? – perguntou, acalmando a respiração.

— Quero de novo.

— Já?! – ela corou.

— Sim.

Shuu abaixou o braço, sentando-se e pondo-se sobre ela. Masami corava, olhando-o chupar seu seio mais uma vez e beijá-la. Ela semicerrou os olhos, percebendo que também o desejava mais uma vez.

Na manhã seguinte, a luz do sol adentrou pelas janelas e Masami despertou de bruços na cama. Respirou fundo, abrindo os olhos. Atentou-se à Shuu, ele dormia ao seu lado de bruços e seu braço estava sobre as costas dela. Masami o olhou, surpresa e admirada, sorrindo gentilmente. Deitou-se de lado, aconchegando-se mais ao seu lado. Ele dormia de forma tranquila, sua expressão era calma.

Masami beijou suavemente seus lábios, vendo-o corar ligeiramente. Ela suspendeu as sobrancelhas, surpresa. Shuu abriu os olhos, olhando-a de forma tímida. Ele a beijou, encaixando o rosto em seu pescoço e voltando a dormir. Masami fechou os olhos, sorrindo.