Notas iniciais
Nosso ovazinho maravilhoso do natal, gente s2s2s2s2 Então, como o natal foi antes do casamento de Shuu e Masami e até mesmo antes dos convites serem entregues, tudo o que rolou no capítulo 40 não aconteceu ainda 'rs O Natal deles rolou e depois vieram os convites após o ano-novo. Só pra explicar mesmo hihi

Numa manhã em meados de dezembro, Mana despertou calmamente em sua cama. Porém ao abrir os olhos, percebeu que aquela manhã era uma manhã diferente. Ela levantou e correu até a janela, tracejando um largo sorriso e pulando de alegria. O primeiro dia de neve começara durante a noite e tudo do lado de fora estava branco. Era a mágica que Mana amava. Tudo ficava mais belo e com o céu nublado, os flocos de neve caíam calmamente até o chão.

Mana pegou seu robe e o vestiu rapidamente, correndo para fora do quarto enquanto o amarrava. Passou por dois corredores de forma apressada e quando entrou no corredor onde ficava o quarto de Masami, chocou-se com Reiji.

— Et...! – parou forçadamente, afastando-se.

— Mana? – olhou-a em dúvida, vendo sua roupa – Por que está vestida dessa forma?

— Acabei de acordar. – sorriu – A neve começou!

— Hum. – ele assentiu – É inverno, afinal.

— Sim! – ela alegrou-se.

O inverno chegar significava que em três dias o natal chegaria. E melhor que o primeiro dia de neve, era o natal.

— Eu estava indo até o quarto de Masami.

— Sim, mas depois ponha roupas adequadas.

— Tudo bem.

Mana sorriu, passando por ele. Reiji não parecia ter ficado irritado ou aborrecido por tê-la visto com roupas de dormir. Na verdade parecia surpreso com sua euforia em relação à neve. Quando Mana se aproximou da porta do quarto de Masami, abriu-a sem bater e deparou-se com a irmã deitada ao lado de Shuu em sua cama. Ele estava deitado de barriga para cima e ela com a cabeça sobre seu peito e o braço sobre seu abdômen.

— Eh... – gaguejou, enrubescendo.

Masami despertou calmamente, levantando a cabeça e olhando-a.

— Bom dia. – sorriu suavemente.

Mana sorriu sem jeito, vendo Shuu despertar em seguida. Ele virou-se, ainda sonolento e voltou a dormir, cobrindo a cabeça. Masami sentou-se e levantou, vestindo um robe e fitando Mana enquanto o amarrava.

— O que foi, Mana? – perguntou.

— Eh... Queria falar com você, mas... Está ocupada. – sorriu sem jeito.

— Hum. – ela negou com a cabeça – Estávamos dormindo. Venha.

Mana a seguiu, indo para a varanda e vendo Masami fechar a porta dupla, voltando-se para ela em seguida.

— O que houve?

— Olhe. – fitou o jardim.

Masami elevou as sobrancelhas, surpresa. O jardim estava coberto por neve, tornando-se uma bela paisagem branca e quase azulada.

— Todo inverno compreendo por que gosta tanto do inverno. – ela sorriu.

Mana sorriu, encolhendo os ombros pela animação.

— Né.

— Hum?

— Shuu e você estão...? Sabe.

Masami enrubesceu, desviando o olhar por um momento.

— Claro que não. Ele dorme comigo às vezes, apenas isso.

— Ah. – ela sorriu – É que se estivessem fazendo, eu queria perguntar como é.

Masami achou graça, rindo.

— Bem. – sorriu Mana – Vou me arrumar e tentar convencer Reiji a caminhar comigo no jardim.

— Boa sorte.

Mana voltou ao seu quarto e pegou uma muda de roupas, indo para o banheiro e tomando banho. Após se arrumar, ela se direcionou até o laboratório de Reiji. Tinha esperanças de que ele aceitasse ir com ela até o jardim. Mana apenas percebera naquele momento que os dois nunca caminharam juntos. Tomar chá e comer bolo enquanto conversavam era ótimo, porém ela desejava passar com ele um momento como esse.

Ao aproximar-se da porta, bateu duas vezes e esperou.

— Entre.

Mana abriu a porta, olhando-o próximo à mesa.

— Mana. – olhou-a – Geralmente tomamos chá à tarde.

— Sim, eu sei. – ela desviou o olhar por um momento – Queria chamá-lo para caminhar.

— Caminhar?

— É, no jardim.

— Hum. – ele pensou, voltando-se para o livro – Estou um pouco ocupado.

Ela abaixou o olhar, porém andou até ele e pegou gentilmente o livro de sua mão, fechando-o e sorrindo em sua direção.

— Sempre está ocupado.

Reiji franziu levemente suas sobrancelhas, porém relaxou a expressão.

— Tudo bem.

Mana sorriu, contente. Ambos foram para o jardim e Reiji pôs o braço dela envolta do seu, caminhando ao seu lado. Mana dizia à ele como gostava da neve e como amava as datas que se aproximavam. Contou que sua mãe, na época em que era mais rígida, tornava-se mais amorosa e as presenteavam com bonecas. Reiji a observava falar, sorrindo gentilmente. Mana o olhou, esperando que ele falasse algo em relação sobre seu natal, porém ele não disse nada. Ela estranhou, mas continuou a conversar com ele.

No quarto de Yuka, ela observava Reiji e Mana caminhando. Mana deitou a cabeça no braço de Reiji por um momento e Yuka sorriu de sua janela, desejava fazer isso com Subaru. Ele apenas às vezes a beijava e quando o fazia parecia se conter para não passar dos limites com ela. Yuka enxergava seu ato como algo gentil e se sentia feliz por ele se importar dessa forma com ela. Mas ela desejava aproximar-se ainda mais dele.

Yuka desejava ter filhos e uma vida feliz com Subaru, mas parecia que ainda faltava um pouco mais para eles realmente se aproximarem. O dia em que Subaru foi até seu quarto e lhe deu a rosa branca, fora o primeiro e grande passo que deram. Depois daquele dia, tudo melhorou. Porém Yuka queria se aproximar ainda mais.

Para isso, ela decidiu tomar coragem e chamá-lo para caminhar no jardim com ela. Yuka direcionou-se até seu quarto, batendo na porta. Ouviu a tampa do caixão se abrir e fechar, e alguns segundos depois Subaru abriu a porta. Ele usava uma calça cinza de pijamas, camisa preta e passava a mão no cabelo para abaixar os fios em pé. Yuka sorriu para ele, deveria estar dormindo ainda.

— Subaru-kun, bom dia.

— Hum. – disse ele – O que houve?

— Nada. Queria te chamar para andar no jardim comigo.

— Eh... Jardim?

— Sim. – ela juntou as mãos em frente ao corpo, sorrindo – Começou a nevar à noite e tudo está branco lá fora.

— Eh, Yuka...

Ela o olhava, percebendo que ele diria não.

— T-Tudo bem. – gaguejou sem jeito – Eu estou indo.

Subaru a olhou de forma surpresa, vendo-a se virar. Ele franziu a testa, percebendo que ela ficara triste, e segurou sua mão, puxando-a para dentro do quarto. Yuka viu a porta ser fechada e ela posta contra a parede. Subaru abaixou até sua altura e beijou-a com as mãos em seus ombros. Ela corava com os olhos fechados, sentindo seus lábios. Ao cessar, ele a olhou.

— Eh... – ela abriu a boca – Não entendi...

Ele deixou escapar um sorriso.

— Me espere lá embaixo, vou trocar de roupa.

Ela assentiu, sorrindo e saiu de seu quarto em seguida. Após trocar de roupa, Subaru desceu as escadas e encontrou-se com Yuka, indo em seguida com ela para o jardim. Enquanto caminhavam, ele mantinha as mãos dentro dos bolsos. Porém percebia apenas pelo olhar de Yuka que ela queria segurar sua mão. Ele desviou o olhar, tirando a mão do bolso e segurando a mão dela, que enrubesceu e o olhou. Viu a franja tampando seu olho, porém sorriu. Yuka aos poucos notava essa característica de Subaru, que quando se sentia envergonhado, virava o rosto e deixava a franja tampá-lo. Ela sorria enquanto o olhava, feliz.

No telhado da mansão, Rin observava os dois casais enquanto Laito olhava para o céu, deitado ao seu lado.

— Ora, ora, quem está caminhando de mãos dadas. – disse ela, deitando e olhando Laito – Subaru e Yuka estão dando mais um passo.

— Passos lentos. – Laito cantarolou.

— Nós que fomos os primeiros. – ela riu – Será que precisaremos de noite de núpcias?

— Claro.

— Mas todos os dias são nossas noites de núpcias. – ela riu – Afinal, essa noite é apenas para perder a virgindade, né?

— Mais ou menos. Depois daquela história entre nós, pesquisei mais pra não ter que ficar perguntando tudo à você e descobri que a noite de núpcias é uma união após o casamento, como uma comemoração do casal. A mulher perde a virgindade, mas não é apenas isso.

— Ah... – ela fitou o céu – Você é tão esperto. – sorriu.

Laito deitou de lado, pondo o braço sobre sua cintura.

— Apenas agora notou?

Rin achou graça, beijando-o. Laito tornou o beijo mais intenso, cessando e olhando-a.

— Quer entrar? – perguntou, ofegante – Nossa noite de núpcias de hoje ainda não aconteceu.

Ela sorriu, gargalhando em seguida.

Kanato e Reiko encontravam-se na floresta, sentados debaixo de uma árvore próxima ao lago, que estava congelado. Ela segurava uma barra de chocolate branca com pedaços de biscoito e quebrava uma fileira, dando à Kanato. Esse chocolate era seu favorito, então quando ela comprou, chamou-o para comerem juntos.

Na escola, eles não ficavam mais tão juntos. Azusa sempre estava com eles, e como agora Momo oficialmente se tornara sua namorada e até morava com ele, os dois passaram a ficar com Reiko e Kanato, o que o deixava aborrecido às vezes. Reiko estava orgulhosa por ele estar pouco a pouco mudando e seus surtos não acontecerem mais, porém ela sabia que ele gostava mais de ficar a sós com ela.

— Toma. – disse ela, dando-lhe um quadrado de chocolate.

Kanato abriu a boca, fazendo com que Reiko o desse em sua boca. Ela abaixou o olhar, quebrando mais um e olhando-o, porém ele o pegou e o pôs em sua boca. Ela ruborizou suavemente, desviando o olhar.

— Né, desculpe por não ficarmos mais a sós na escola. – disse ela.

— Hum. Você gosta deles... Tudo bem.

Ela sorriu em sua direção. Kanato inclinou-se para frente, beijando-a. Ela o sentiu envolvê-la com os braços e ao cessarem o beijo, Reiko beijou seu pescoço e deitou em seu peito. Ele a abraçou, acolhendo-a e fitando o lago ao apoiar sua cabeça sobre a dela.

— Você já patinou? – ele perguntou.

— Eh? – olhou-o – Hum, não.

— Venha.

Ele levantou, tirando patins de dentro da mochila que trouxera. Reiko franziu a testa, agora sabendo para que ele havia trago aquela mochila. Kanato a levou até a beira do lago e tirou os sapatos dela, pondo as botas de patinação em seus pés e fazendo o mesmo consigo. Reiko levantou com sua ajuda, pisando no gelo e deslizando com ele. Kanato segurava sua mão, ela vacilava às vezes e quase caía. Ele sorria enquanto a olhava, ela parecia uma criança aprendendo.

— Q-Quando aprendeu isso? – ela perguntou.

— Há alguns anos. É divertido.

Reiko desiquilibrou e caiu para frente, porém Kanato a segurou, abraçando-a e mantendo-a de pé. Ela enrubesceu, envergonhada por cair. Ele segurou suas mãos, deixando-a segura mais uma vez e patinando de costas enquanto a ensinava.

— Você tem tantas irmãs... Pensei que já tivesse feito isso.

— H-Hum. – ela negou – Ruka gosta de andar de bicicleta e Rikae gosta de pintar. Rina gosta de importunar as gêmeas, que ainda não sabem exatamente do que gostam. E Ryuu é pequeno ainda.

— Entendi. – ele pensou – Então vamos ensinar nossos filhos a patinar?

— Noss...?!

Reiko tropeçou, sendo segurava mais uma vez por Kanato, que caiu para trás. Os dois caíram sobre o gelo. Ele a abraçava e ao pararem de deslizar, sentaram-se. Kanato a olhou, confuso.

— Não quer ter filhos? – perguntou.

Ela o olhou com sua expressão apática, porém ruborizando levemente ao desviar o olhar.

— Eh... Hum. – assentiu.

Kanato franziu as sobrancelhas, desconfiado.

— Tem medo de que?

— Nada. – olhou-o.

— Mentirosa.

Ela abaixou o olhar.

— Minha mãe teve várias filhas... Até um menino chegar.

Kanato franziu mais as sobrancelhas, ficando emburrado. Levantou e a ajudou a se levantar, segurando suas mãos para ajudá-la com o equilíbrio. Reiko, porém, olhava sua expressão.

— Kanato-kun...?

— Não me importo com o que vier. – disse ele – Não me confunda com seu pai, se não vou ficar com raiva.

Ela baixou o olhar, assentindo.

— Desculpe. Mas eu tenho medo do parto também, minha mãe gritou muito.

— Vou estar com você.

Ela o olhou, surpresa.

— Jura?

Ele assentiu. Reiko semicerrou mais os olhos, ruborizando e abraçando-o de repente. Kanato pôs as mãos em suas costas e cabeça, acolhendo-a. Estranhou esse sentimento que o invadia naquele momento. Ele desejava proteger Reiko de todo o mal e fazê-la feliz. Desviou o olhar, semicerrando os olhos. É isso que é ser um marido?

No quarto de Masami, ela encontrava-se na varanda. Estava sentada na mureta de pedra, observando o jardim e os casais que passeavam na neve. Deixou um sorriso escapar, vendo Reiji e Mana, além de Subaru e Yuka. Percebeu como todos haviam mudado durante esses meses. Ela não era mais a mesma, assim como Mana e as outras. Até Rin havia mudado e para melhor. Não importunava mais tanto os outros e não procurava mais por segredos alheios. E os garotos também mudaram e ainda mudavam. Masami viu Reiko e Kanato indo para a floresta e ouviu as risadas de Rin e Laito no telhado. Eles pareciam felizes. Todos estavam na verdade, incluindo ela.

A porta de seu quarto abriu e Shuu entrou, vendo-a na varanda. Ele caminhou até lá, passando pelas portas duplas abertas e olhando-a em seu vestido azulado, botas de cano curto e casaco azul-escuro. Seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo como sempre com as duas mechas em espirais na frente. Ela o notou ali e sorriu, deixando-o surpreso. O sorriso feliz de Masami para ele apenas confirmava como ele a amava.

— O que foi? – ela perguntou, achando graça.

— Nada. Apenas gosto de observá-la.

Ela desviou o olhar, ainda sorrindo.

— Você me lembra minha mãe. – disse ele.

Ela o olhou em dúvida.

— Isso é bom ou ruim?

— Hum... – aproximou-se, tocando seu rosto – Você é você.

Ela sorriu, tocando sua mão.

— Até o penteado. – ele achou graça.

— O que? – ela surpreendeu-se – O rabo de cavalo?

— Não, ela usava um coque. Isso. – tocou uma de suas mechas soltas, enrolando-a no dedo – Mas gosto mesmo assim. E os seus olhos são mais bonitos.

— Não diga isso. – sorriu, sem jeito – Ela deve ter sido muito bonita.

— Hum. – assentiu, beijando-a.

Enquanto a beijava, pôs um de seus fones no ouvido dela e o outro no seu, ligando o mp3. Masami cessou carinhosamente o beijo, olhando-o e sorrindo enquanto escutava os violinos. Shuu segurou sua cintura com as duas mãos e beijou-a mais uma vez, pondo a mão em sua nuca.

No quarto de Sora, a cama balançava. Era grande e geralmente firme ao chão, porém não fora construída para manter-se parada enquanto Ayato e Sora faziam sexo. Ela gemia, segurando na cabeceira enquanto ele segurava sua cintura por trás, movendo seu quadril enquanto a sentia completamente e deixava escapar gemidos ofegantes. Ao sentir o ápice chegar, inclinou-se para frente e tocou os seios de Sora, gemendo e ouvindo-a gemer alto.

Ao deitar e recuperar o fôlego com seus olhos fechados, abriu-os e viu Sora próxima à janela. Ela vestiu a camisola e observava o lado de fora.

— O que está olhando?

— A neve deve ter começado durante a noite. – sorriu ao olhá-lo – Vamos lá para fora.

— Agora? – sorriu de forma maliciosa – Quero de novo.

— A gente acabou de fazer! E você nem me deixou dormir essa noite, como não percebi que estava nevando?

— Estava ocupada. – sorria maliciosamente, dizendo em tom óbvio.

Ela conteve a risada, lançando lhe um olhar e voltando para a cama.

— Né, é nosso primeiro inverno aqui. – sorriu – O que vocês fazem no natal?

— Natal?

— É. O inverno começou, então faltam três dias para o natal.

— Não comemoramos o natal.

— Eh...? – Sora o olhava, surpresa – Você não comemora o natal?!

— Não. É apenas mais um dia.

Ayato não compreendeu, parecia que para ela, ele estava infringindo uma lei.

— Qual o seu problema com o natal? – ela perguntou.

— Qual o seu problema?

Ela pensou, olhando-o e tendo uma ideia.

— Depois a gente conversa sobre isso. – disse ela – Agora, troque de roupa e vamos para o jardim.

Ayato franziu a testa e segurou sua mão ao vê-la levantar. Fez com que Sora deitasse e pôs-se sobre ela, dizendo:

— Vamos depois, prometo.

— Mentiroso. – ela riu – Você só quer fazer comigo.

— Muito mesmo! – ele apertou os olhos ao fechá-los por um momento.

Sora riu, indignada e o virou, sentando-se sobre ele e tirando a camisola. Ayato mordeu o lábio inferior, tocando um de seus seios.

— Mais uma vez e vamos lá pra fora.

— Prometo. – ele sorriu.

— É?

Ele a olhava, vendo-a segurá-lo e encaixá-lo lentamente dentro de si. Ayato semicerrou os olhos, ofegando. Sora o beijou, movimentando seu quadril e sentando-se de forma ereta, vendo sua expressão enquanto ele a sentia por completo mais uma vez.

— Ah! Eu não quero ir, eu não quero ir! – exclamou.

Sora riu, inclinando-se e beijando-o. Ayato virou-a e continuou sobre ela, segurando suas coxas e beijando-a.

Ao anoitecer, Sora chamou todas as noivas para irem ao seu quarto e conversarem sobre algo importante. Elas não compreenderam, porém Sora logo explicou quando todas chegaram.

— É urgente. – disse ela.

— O que houve? – perguntou Masami.

— Ayato me disse que ele e os irmãos não comemoram o natal.

Rin franziu a testa.

— E daí?

— “E daí”?! O natal é a melhor época do ano!

— Ela tem razão, Rin! – exclamou Mana – Reiji também não disse nada a respeito enquanto conversarmos. Achei estranho.

— Nem Subaru-kun. – disse Yuka.

— Precisamos fazer algo. – disse Sora.

— Calma aí. – disse Rin, em pé ao lado de Yuka – Vocês realmente não perceberam que aqueles seis não se dão bem?

Masami pôs os dedos em sua testa enquanto Mana revirou os olhos.

— É claro que percebemos! – disse Mana – Mas agora vimos que nem o natal eles comemoram juntos. As reuniões familiares deles não passam dos jantares mensais!

— Então vocês querem mesmo fazer isso?

— Sim.

— Tem certeza? – perguntou Masami.

— Sim. Vamos fazer uma festa de natal. – Sora sorriu.

Mana e Yuka se entreolharam, sorrindo. Masami apreciou a ideia. Ela não era fanática pelo natal como Mana, porém gostava da data. E seria ótimo comemorar o natal com Shuu. Reiko também gostou da ideia e teve suas próprias ideias.

— O que querem fazer? – perguntou – Pensei em cozinhar.

— Quero decorar tudo! – exclamou Mana, animada.

— Eu também. – Sora sorriu.

— Eu também. – disse Yuka, docemente – Se importa, Reiko? Geralmente eu a ajudo na cozinha.

— Tudo bem. Rin pode me ajudar.

— É o que?

— Elas querem decorar, então apenas restam você, eu e Masami para ficar na cozinha.

— Odeio cozinha!

— Tudo bem por mim. – disse Masami – Eu sei fazer algumas coisas.

— Perfeito! – disse Sora – Vamos falar com eles e começarmos. Eles podem ajudar também. Vocês não se importam, né?

— Não. – disse Masami – Acho que será bom para eles.

— Também acho. – disse Mana – Será bom para Reiji. Ele e Shuu não se dão muito bem.

— Concordo.

— Então está tudo planejado. – Sora sorriu, animada.

Elas sorriam, até mesmo Rin, que acabou gostando da ideia. Ela comemorava o natal, porém não era grande fã da data. Mas agora que comemoraria com Laito, passou a gostar um pouco mais.

Antes de dormir, Mana ligou para Saki, que estava na casa de Yuma. Ela passaria a semana com ele ao seu pedido e ouvia Mana contar sobre as novidades na mansão. Saki animou-se, ela também gostava do natal e se perguntava se Yuma e os outros iriam comemorar. Ao despedir-se de Mana e desligar o telefone, foi para o quarto dele e entrou, vendo-o deitado na cama, comendo um torrão de açúcar.

— Yuma-kun.

— Hum. – ele a olhou, sorrindo – Venha aqui.

Ela ruborizou suavemente, sorrindo e sentando ao seu lado.

— Mana acabou de ligar e disse que as meninas estão planejando fazer uma festa de natal.

— Festa?

— É, algo entre eles para unir todo mundo. – disse ela – E como ela disse isso, eu me perguntei se vocês comemoram o natal ou outra data, como ano-novo.

Ele pensou, olhando-a.

— Nós comemoramos, mas não decoramos nada e nem cozinhamos aquelas coisas. É algo normal, comum do dia a dia.

— Jura? – ela se surpreendeu – Então... Você quer comemorar comigo?

— Eh... Mas eles nos chamaram? Porque eu sei que Subaru não gosta de Kou.

— Não, não é isso. – ela achou graça – Quero comemorar com vocês, aqui.

Yuma elevou as sobrancelhas, surpreso, porém tracejou um sorriso. Os dois reuniram-se com os outros residentes e contaram o que desejavam fazer. Ruki fitava Yuma, pensando, e voltou-se para Arizu.

— Arizu, você já comemorou o natal? – perguntou.

— Hum, não. – disse, docemente – Eu observava as pessoas passando na rua, mas Hirokazu nunca comemorou esse tipo de coisa.

— Que triste. – disse Kou, sendo beliscado por Mei – Ai!

— Calado!

— Eu acho uma ótima ideia. – Momo sorriu – Eu gosto bastante do natal. E você, Azusa?

— Nunca comemorei... Como os outros, mas... Quero comemorar... Com você.

Momo sorriu, feliz.

— Então está tudo bem, né? – perguntou Saki.

— Ótimo! – disse Mei – Eu não vou ter nenhum show. E você, Kou?

— Não. Podemos decorar a sala todos juntos e depois ir direto pra cozinha. – ele sorriu largamente.

— Você não vai chegar nem perto da cozinha. – disse Yuma.

— Ah... – ele reclamou.

— Resolvido. – disse Ruki – Vamos comemorar. Arrumamos a sala de estar e depois cozinhamos. Kou, apenas vamos comer na hora do jantar.

— Ah... – ele reclamou mais uma vez.

No dia seguinte na mansão Sakamaki, todos se reuniram na sala de estar do primeiro andar. Mana convocou uma reunião e Reiji a observava enquanto estava sentado em uma das poltronas com as pernas educadamente cruzadas. Ninguém entre os meninos compreendia o que ela queria, porém ela logo se explicou.

— Bem, as meninas e eu conversamos sobre a data de amanhã, véspera de natal, e decidimos que iremos comemorar o natal com vocês.

A maioria franziu suas testas enquanto o resto não compreendeu exatamente.

— É o que? – disse Ayato.

— Comemorar? – Laito perguntou.

— Sim. – disse ela – Vamos comemorar o natal juntos. Com comida, decoração e troca de presentes.

— Troca... De presentes? – perguntou Kanato.

— No natal nós compramos presentes para as pessoas de quem gostamos. – Reiko explicou.

— Ah.

Laito voltou-se para Rin, dizendo:

— Eu sei bem o que vou dar à você. – sorriu maliciosamente – É vermelha como você gosta.

Rin sorriu, achando graça.

— Tudo mundo entendeu. – disse Sora, olhando-os.

— A gente é obrigado à dar presentes? – perguntou Ayato.

— Eh... Não, não são. – Mana o olhou – Vocês podem presentear quem desejarem. Mas... Masami, pode nos dar uma breve aula de história?

— O que? – ela franziu a testa.

— Você sabe.

Masami suspirou, achando graça, porém começando:

— A festa de natal foi introduzia no Japão por missionários cristãos e por algum tempo apenas comemorado por eles. Porém mesmo a maioria da população japonesa sendo budista ou xintoísta, mais tarde passaram também a comemorar a data. Há a antiga tradição da troca de presentes e no Japão há outra tradição, que é o bolo de creme com morangos.

— Você é uma biblioteca ambulante? – Rin exclamou, surpresa.

Masami lhe lançou um olhar.

— Eu leio bastante, tente alguma vez.

Ela estalou a língua, desviando o olhar. Reiji observava Mana, que sorria.

— Mana, quer mesmo fazer isso?

— Sim! – disse ela, olhando-o de forma alegre.

Reiji mostrou-se surpreso, porém contendo-se. Após a reunião, todos possuíam o conhecimento de que teriam de presentar uns aos outros. Porém como Mana dissera, não tinham obrigação de presentear a todos e a maioria se sentiu aliviado por isso.

Ao anoitecer, Mana foi até o laboratório de Reiji à seu pedido. Ao bater na porta e entrar, ela o viu sentado na poltrona, lendo um livro.

— Me chamou, Reiji?

— Sim. – ele abaixou o livro, fechando-o – Venha aqui, por favor.

Ela se aproximou em dúvida, pondo-se à sua frente.

— Gostaria de perguntar por qual motivo desejava fazer esta festa de natal.

Ela o olhou de forma surpresa e sentou-se no apoio para pés.

— Você nunca comemorou o natal, não é?

— Não. – disse simplesmente, vendo Mana sorrir.

— Reiji, você vai gostar. Tem vários tipos de comida e a sala vai ficar decorada. E na manhã de natal vamos abrir os presentes.

— Não creio que eu deva participar.

— Por quê? – ela franziu a testa, confusa – Mas... Eu quero que você participe. Nós dois, juntos. Nosso primeiro natal.

Ele acalmou o olhar, observando-a.

— Não quero presentear ninguém além de você.

— Ah... – ela gaguejou – Está falando de Shuu... Né?

— Não diga o nome dele. – desviou o olhar – É desagradável.

Ela franziu a testa, abaixando o olhar. Ao voltar a olhá-lo, disse:

— E-Eu... Amo você.

Ele a olhou, ligeiramente surpreso.

— Por isso quero ajudá-lo. – disse ela – Essa raiva não faz bem a você. Vocês são irmãos, deveriam se dar bem.

— Por favor, não fale essas coisas para mim.

— Já brigamos uma vez por isso. – ela o olhava – O que eu disse sobre não saber mais se queria ter filhos com você... Era mentira. Eu estava com raiva e disse bobagens. Mas me preocupo com você e com o seu relacionamento com ele. Mas não apenas por vocês dois.

— O que quer dizer?

— Imagina como será para nossos filhos? – ela perguntou – Verem o pai e o tio sem se falar e o pai dizendo coisas terríveis para ele. Como vamos explicar isso? Dissemos que faríamos diferente, não é?

— Não use isso contra mim, Mana. Por favor.

— Quero ser feliz com você, mas sua raiva impede. Por favor, mude isso em você. Eu o amo como é, mas... Me dói vê-lo com raiva dele todo o tempo. Você sabe que não é obrigado a presentear ninguém. Mas... Isso significa tanto para mim, Reiji.

— Mana...

— Por favor... – pediu, olhando-o – Não pode ao menos tentar?

Reiji a olhava e desejava dizer não, porém não conseguia negar-se a fazer algo que Mana desejava, principalmente algo que a entristecia. Ele bem sabia como ela era e começara a apreciar um pouco seu entusiasmo. Ao suspirar, disse:

— Tudo bem. Mas não vou presentear ninguém além de você.

— Tudo bem! – ela exclamou, levantando e indo até ele, beijando-o ao passo que sentou em seu colo.

Reiji arregalou os olhos, pondo as mãos em sua cintura e vendo-a cessar o beijo. Ao olhá-lo e à sua expressão, Mana ruborizou e levantou.

— Eh... Então... – pôs uma mecha atrás de sua orelha – Estou indo.

Reiji a viu saindo de seu laboratório e sorriu, achando graça. Pelo menos no natal, tentaria por ela.

Masami estava em seu quarto com Shuu, beijavam-se sobre a cama. Ele apoiou os cotovelos na cama, pondo-se sobre ela enquanto a beijava. Masami envolvia seu pescoço com os braços, sentindo a língua de Shuu dentro de sua boca. Ao perceber que ele abria suas pernas, ela encolheu-se e cessou calmamente o beijo.

— O que está fazendo? – perguntou, sorrindo.

Ele deixou uma risada escapar, deitando ao seu lado.

— Nada.

— Você... – ela se sentou, olhando-o de forma surpresa – Queria me sentir?

— Só um pouquinho.

Ela enrubesceu.

— Você é realmente um pervertido, não é?

— Só um pouquinho. – ele sorriu – Só acontece quando nos beijamos muito.

— Claro que sim. – esboçou um meio sorriso – Né, posso perguntar uma coisa?

— Hum.

Masami o olhava, pensando.

— Vai presentear alguém?

— Você.

— Além de mim. Alguém entre seus irmãos.

— Não.

— Ah. – ela gaguejou – Shuu...

Ele desviou o olhar.

— Não me olhe assim. – disse ele.

— Eu sei que vocês não tem uma relação muito boa.

— Apenas não nos falamos.

— Isso com os outros quarto. Mas com Reiji... Ele parece ser tão... Ofensivo em relação a você. A mãe de vocês era da forma ao qual me contou, mas... Ele realmente o odeia, Shuu.

Ele semicerrou o olhar, fechando os olhos.

— Por favor, pare com isso.

Ela surpreendeu-se, porém não desistiria. Masami pôs-se sobre ele, apoiando as mãos e joelhos no colchão. Os dois haviam passado por bastante coisa para ela desistir agora. Shuu abriu lentamente os olhos, olhando-a sobre si.

— Sou sua noiva, né?

— Hum.

— Sou sua parceira? Companheira?

— Hum. – ele assentiu.

— Então, por favor, escute. – disse ela – Ver você vivendo com essa culpa me entristece. Quero vê-lo sorrindo. Ou o mais próximo de um sorriso que possa dar.

— Culpa?

— Mana me contou algumas coisas.

Ele desviou o olhar, virando o rosto. Masami tocou gentilmente seu rosto, fazendo-o olhá-la e beijando-o.

— O que sua mãe fez com vocês? – perguntou, docemente.

Shuu hesitou, não queria contar. Porém a olhava, ela implorava com o olhar para que ele lhe dissesse o que sentia. Então ele se sentou, fazendo-a sentar ao seu lado. Shuu parecia não olhar para lugar algum, porém franzia levemente as sobrancelhas.

— Ela me sufocava... – confessou – Desejava que eu fosse o filho perfeito, o herdeiro perfeito dele.

Masami o olhava, prestando atenção.

— Mas ela apenas desejava a atenção dele e me fazia competir com os outros. – continuou – Ela e Cordelia competiam e aquela mulher até mesmo incentivou os ataques do Kanato enquanto treinávamos esgrima. Confesso que fiquei feliz quando Cordelia morreu. Mas minha mãe... Ela parecia apenas me usar por causa de Karlheinz. Um dia eu fugi e parei na floresta, foi quando conheci Yuma.

Ela assentiu, ele lhe contara essa história uma vez após a reconciliação dos dois.

— Nos tornamos amigos e ele até me deu um cachorro. Mas ela o tirou de mim. – desviou o olhar – Reiji me odeia por causa dela. E por causa de Karlheinz, ela era dessa forma.

Masami abaixou o olhar, agora compreendia por que Shuu era dessa maneira.

— Se eu não tivesse nascido... – disse ele – Reiji teria tido uma vida melhor e Yuma não teria perdido os pais.

Ela arregalou os olhos, tocando seu rosto e fazendo-o olhá-lo.

— E eu não seria feliz.

Shuu olhou seus olhos, estavam marejados. Aproximou a mão de seu rosto e limpou as lágrimas que estavam prestes a cair.

— Yuma está feliz, então pare de se preocupar com isso. – disse ele – E Reiji...

— Me odeia.

— É apenas questão de tempo, tenho certeza que Mana o ajudará também.

Masami o abraçou, deitando a cabeça em seu peito.

— Pare de desejar essas coisas... Por favor. – pediu.

Ele a envolveu com os braços, semicerrando os olhos. Masami sentiu-o abraçá-la mais forte e sentiu uma lágrima cair sobre seu ombro. Ao afastar-se para olhá-lo, ele a abraçou mais uma vez, não deixando que o visse. Ela abaixou o olhar, voltando a abraçá-lo e sentindo-o tremer às vezes. Fechou seus olhos, acolhendo-o. Não imaginava que Shuu pudesse sentir tanto em relação ao irmão.

No dia seguinte, as preparações para o natal começaram na mansão Sakamaki. Reiko, Rin e Masami levaram Kanato, Laito e Shuu para a cozinha para ajudá-las com as comidas. Reiko preparava o grande bolo de creme com morangos com a ajuda de Kanato, que recebia um morango dela às vezes. Masami preparava o peru com Shuu, que não fazia ideia do que deveria fazer e precisava de ajuda quase o tempo todo. Masami precisava explicar e sorria em sua direção quando ele compreendia. Rin ficou encarregada de alguns doces fáceis. Reiko deixou tudo do mais fácil para ela, que detestava cozinhar, mas estava surpreendentemente animada com a ajuda de Laito e suas piadas.

Na sala de estar, as decorações haviam começado e Mana e Sora decoravam a árvore com Reiji e Ayato. Sora precisou forçá-lo a sair de sua cama e o ameaçou, dizendo que nunca mais dormiria com ele se não a ajudasse. Ele prontamente correu para se vestir, mas reclamava o tempo todo enquanto recebia em cima da escada as decorações que Sora lhe dava. Reiji, por outro lado, ajudava Mana, entregando-lhe as bolas vermelhas enquanto ela estava em cima da escada, pendurando-as.

Enquanto os quatro decoravam a árvore de natal, Subaru e Yuka decoravam o resto da sala. Ela estava em cima de uma alta escada, pondo os enfeites nas janelas. Subaru segurava a escada, observando-a ficar na ponta dos pés para alcançar o lugar que desejava.

— Yuka, desce. Eu ponho a escada mais para lá.

— Não precisa. – ela sorriu – Está quase lá...

Ela esticou-se mais, porém desequilibrou-se e caiu, exclamando. Subaru arregalou os olhos, correndo e pegando-a no último momento, caindo sentado com ela em seus braços. Yuka havia apertado os olhos quando os fechou e suspirou aliviada quando se viu nos braços de Subaru.

— Obrigada. – sorriu.

— Eu disse que colocaria a escada mais pra lá! – exclamou.

— Yuka, você está bem? – perguntou Mana ao se aproximar, preocupada.

— Ela está bem. – disse Ayato, reclamando – Vamos terminar logo isso pra comer. – virou-se.

— Ayato, se não se comportar já sabe! – Sora apontou em sua direção.

Ele engoliu em seco, nervoso.

— Tá... – murmurou.

Yuka olhou para Subaru novamente e beijou sua bochecha, sorrindo. Ele franziu levemente as sobrancelhas, levantando e pondo-a no chão. Ele pôs a escada no lugar e subiu, continuando o que Yuka fazia. Ela o ajudava, dando-lhe a decoração e vendo-o colocá-las na parede.

Ao anoitecer, tudo estava pronto para o jantar de natal. As meninas vestiram belos vestidos e os rapazes se arrumaram um pouco mais. Jantaram todos juntos na sala de jantar, conversando entre si. Ou pelo menos as noivas, pois a maioria dos rapazes não conversava entre eles. Todas perceberam e tentaram ao menos escolher um assunto em comum ou perguntar a opinião do outro. Mesmo sendo ligeiramente desconfortável, fora um belo jantar e todos apreciaram a comida. Kanato elogiou o bolo de Reiko, Shuu ficou surpreso com o peru que ele e Masami prepararam e Rin dava o doce que fizera com Laito em sua boca. As outras meninas as elogiavam, dizendo que fizeram um ótimo trabalho.

Ao final do jantar, cada casal pouco a pouco se retirou, porém um em especial fora para o jardim. Ayato caminhava com Sora sobre a neve. Ela agora usava um sobretudo e uma touca de mesma cor que seu vestido rosado. Ayato pusera seu braço em volta do dele e a observava sorrir enquanto caminhavam. Mesmo dois dias depois, ele cumprira a promessa.

Na mansão Mukami, o jantar de natal fora igualmente divertido ou até mais, já que todos da casa decoraram a sala e a árvore de natal juntos e as meninas se prontificaram em cozinhar tudo como um presente aos seus parceiros. Arizu arrumou a mesa de natal pela primeira vez com as meninas e se sentia alegre por estar comemorando o natal com Ruki e os outros. Ao entrarem para o jantar ao serem chamados, Yuma segurou Kou por trás, vendo que ele se animara demais com a mesa repleta de comida. Mei achou graça e enquanto comiam, notava como Kou estava feliz com tudo. Yuma deixava alguns sorrisos escaparem em direção à Saki, que sorria de forma feliz por estar passando o natal com ele. Ruki conversava de forma contente com Arizu e Momo, que era observada por Azusa e seu olhar admirado.

Para os quatro, aquele fora o melhor dia que passaram juntos e juntos com as garotas de quem gostavam. Porém até o dia seguinte, na manhã de natal. Saki acordou Yuma para abrir os presentes e ele fez o mesmo com os outros. Ao direcionarem-se para a sala de estar, olharam de forma admirada para a parte de baixo da árvore. Todos pareciam ter ganhado presentes de todos. A árvore estava repleta de pacotes e isso fora confirmado ao abrirem cada um.

— É lindo! – disse Arizu ao ver seu vestido novo – Obrigada, Momo-san.

— Momo. – disse ela, achando graça e vendo seu colar novo – Obrigada, Azusa. – beijou-o.

— Hum... Obrigada... Pela adaga... Eu gostei... Muito.

Ela sorriu, lhe dera de presente mais uma adaga para sua coleção. Mei presenteou Kou com uma câmera fotográfica, dizendo que desejava recordar todos os momentos ao lado dele. Ele sorriu de forma tímida, pondo a mão em sua nuca.

— Obrigada.

Mei beijou sua bochecha, fazendo-o corar levemente.

— Obrigada pelo colar. – disse ela, abrindo o pingente de coração e vendo uma foto deles juntos – Eu amei! – beijou-o, pulando sobre ele.

Yuma riu deles, vendo em seguida o porta-retratos que Saki lhe dera com uma foto deles na cama, deitados e sorrindo. Ele semicerrou os olhos, lembrava-se desse dia. Ao sorrir para Saki, ela ruborizou levemente.

— Obrigada. – Yuma beijou-a.

— Obrigada... Pela pulseira. – corou mais.

Ruki sorriu em direção à eles, observando como sua vida estava feliz e provavelmente continuaria assim. Sua família parecia estar crescendo cada vez mais e isso o deixava mais feliz. Arizu o fitou, vendo-o sentado no sofá e sorriu, feliz.

Na mansão Sakamaki, Mana fora a primeira a acordar. Vestiu um robe e correu para o quarto de Reiji, entrando e acordando-o. Ele não compreendeu, porém ela exclamava.

— Vamos, Reiji! É manhã de natal!

— O que...?

Ela o puxou e o levou para a sala de estar, ainda vestido em seu pijama escuro. Sentou-se no chão com ele, em frente à árvore de natal e ela procurou pelos presentes. Ao achar um pacote com o nome de Reiji, sorriu admirada e o entregou a ele, que pensara naquele mesmo momento que havia sido ela. Mana achou um pequeno pacote quadrado com seu nome escrito na etiqueta e sentou-se mais uma vez, observando-o. Ao tirar cuidadosamente o embrulho, sendo observada por Reiji, ela surpreendeu-se ao ver uma pequena caixa avermelhada. Ao abri-la, enrubesceu suavemente ao ver um anel de brilhantes.

— Nossa! – sorriu, admirada.

O anel era dourado e possuía um diamante no topo. Ao olhar para Reiji, ele sorriu e disse:

— Percebi que nunca havia lhe dado um anel de noivado.

Os olhos de Mana marejaram. Reiji pegou o anel e pôs em seu anelar direito. Ela o beijou, envolvendo seu pescoço com os braços. Ao cessarem, Reiji tirou o embrulho do pacote e o abriu, vendo um conjunto de chá branco com detalhes dourados. Naquele momento Masami e Shuu adentravam a sala, vestidos em roupas de dormir.

— Obrigado. – disse Reiji, surpreso – É muito bonito.

— Eh? – olhou o presente, surpreendendo-se – É lindo, mas... Não fui eu quem te deu.

— Não? – olhou-a, confuso – Quem foi, então? Não há nome.

— Não sei, mas... – ela pegou um pacote – Comprei aquele livro que você falou comigo mês passado.

Ele elevou as sobrancelhas, surpreso.

— Onde o achou?

— Internet. – ela sorriu, achando graça.

Ele sorriu, tirando o embrulho e olhando-o.

— Obrigado.

Masami fitou Shuu, que desviou o olhar e pôs a mão em sua nuca. Ela semicerrou os olhos e sorriu, segurando sua mão. Eles aproximaram-se e sentaram ao lado de Mana, procurando pelos presentes. Masami ganhara de Shuu um belo colar dourado com pingente em forma de rosa vermelha, beijando-o ao agradecer. Shuu ganhou um livro novo com partituras em branco para ele preenchê-las com suas músicas. Ela bem sabia que ele tocava maravilhosamente o violino que havia em seu quarto e desejava que se inspirasse mais.

Pouco a pouco, os outros casais surgiram. Reiko ganhou uma pulseira de Kanato, que ganhou dela uma boneca de porcelana para sua coleção. Kanato sorriu, beijando-a. Ayato dera um vestido novo para Sora, que o presenteou com uma jaqueta nova e vários cupons para jantarem juntos em todos os lugares que ele gostava de comer. Yuka ganhou uma pulseira de brilhantes de Subaru e sorriu de forma maravilhada, realmente não imaginava que ele fosse lhe dar algo assim. Enquanto observava sua jaqueta nova e sorria suavemente, foi pego de surpresa com o pulo de Yuka sobre ele. Ela o fez cair deitado, enquanto o beijava e o fazia corar. Todos os olharam, achando graça. Laito ganhou uma camisa e um chapéu novo de Rin, que riu ao desembrulhar uma lingerie nova e vermelha. E ela ainda duvidou que ele lhe daria isso.

As meninas se entreolharam e sorriram umas para as outras. Esse fora o primeiro natal delas na mansão Sakamaki, porém apenas o primeiro de muitos. Não fora exatamente como desejavam, porém sabiam que pouco a pouco as coisas mudariam mais e algum dia todos presenteariam a cada um e a cada irmão por realmente amá-los.

Notas finais
Anel da Mana: https://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://paradadamoda.com/wp-content/gallery/anel-de-brilhante/anel-de-brilhante-1.jpg&imgrefurl=http://paradadamoda.com/acessorios/anel-de-brilhante&h=400&w=400&tbnid=oPedhc7AFmLk0M:&tbnh=225&tbnw=225&usg=__UGx1XSyNd3AkqQwIKJuQh60nXd8%3D&vet=1&docid=xOBpF4cWviuVyM