Diabolik Lovers - União de Sangue

39 Capítulo 37: Torrão de açúcar


Após mordê-la, Yuma passou a ficar bastante tempo com Saki. Conversavam bastante, sentados nos degraus da escada do colégio. Ou pelo menos Saki conversava, ele apenas a escutava, observando-a atentamente. Ela era diferente. Falava bastante e sobre diversas coisas. Falava como gostava de ver filmes e de comer. Comer era seu passatempo favorito. Se ela pudesse viver comendo, o faria. Yuma a ouvia atentamente e quando ela lhe perguntava algo, ele respondia com respostas curtas. Mas não era por não querer conversa. Era por querer ouvi-la falar mais.

Saki aos poucos se acostumava a ser uma vampira e também a ser mordida por ele. Ela sempre corava, sempre ficava envergonhava. Porém não era à toa. Yuma a segurava de uma forma que a fazia se sentir em êxtase. A mão em sua cintura, a outra mão por dentro de seu cabelo. Ela nem se importava mais em ter o pescoço com marcas, apenas queria que ele a envolvesse daquele jeito.

No colégio, era o que ele estava fazendo. Saki e ele caminhavam pelo corredor quando ele a puxou para as escadas e desceu alguns degraus, pondo-a contra a parede e mordendo-a, fazendo com que contraísse as pernas uma contra a outra. Ao senti-lo segurar sua cintura, pondo a outra mão em seu ombro, ela abriu levemente a boca ao passo que seu rosto tornava-se avermelhado. Yuma bebia se sangue, saboreando-o e cessou após alguns segundos, olhando-a com os olhos semicerrados.

— Por que seu rosto sempre fica vermelho?

— Eh?! – ela arregalou os olhos – N-Não é nada!

Ela se afastou, descendo as escadas. Yuma, porém, segurou seu pulso e a impediu.

— Y-Yuma-kun?

— Pare de sair correndo quando acabo de beber seu sangue. – ele franziu as sobrancelhas – À vezes quero repetir.

— Eh...

— Por que você sai correndo? Sempre vai para o lado errado.

— Ahm... – abaixou o olhar.

Yuma a fez subir os degraus, ficando sobre o mesmo degrau que ele. Ele desviou o olhar, soltando seu pulso e pondo a mão na nuca.

— Ei... Você quer ir à minha casa esse fim de semana?

— Eh? – ela o olhou, surpresa.

Ele parecia envergonhado, não a olhava.

— H-Hum. – ela assentiu, timidamente.

— Tá bom. – disse ele – Depois me dá seu endereço, eu vou te buscar.

— N-Não precisa, eu venho pra cá e vamos juntos.

— Tsc. – ele franziu as sobrancelhas – Eu vou te buscar.

Ela o olhava, percebendo-o apontar para o seu peito. Ao olhar para baixo, Yuma levantou o dedo e esbarrou levemente, porém propositalmente em seu nariz. Saki tocou o nariz, olhando-o ir embora enquanto sorria em sua direção. Ela corou, admirada. Daquele tamanho, ele realmente era bruto às vezes. Mas também se mostrava gentil.

No sábado, Saki estava desesperada em seu quarto. Praticamente todas as suas roupas estavam sobre a cama, ao lado de Mana. Ela não fazia ideia do que vestir para ir à casa de Yuma. Afinal, não era um encontro. Ou era? Ela apenas iria passar a tarde com ele. Ou não? Será que jantariam na casa dele? Será que após chegar, ele a levaria em algum outro lugar? Eram tantos os pensamentos em sua mente, que Saki estava com medo de enlouquecer.

— Coloque aquele vestido preto. – disse Mana, apontando para a roupa.

— Preto? Não parece que vou ao velório? – ela o olhou – Meu Deus, essa é a minha roupa de velório! – exclamou, jogando-a longe.

— Aquela blusa amarela, então.

— Detesto amarelo.

— Por que a tem? – Mana achou graça.

— Não sei. Você quer?

Ela riu.

— Por que nessas horas parece que eu não tenho nada pra vestir? – Saki se perguntou.

— Porque você está nervosa. – Mana sorriu – Você gosta dele, não é?

— Sim. – sorriu, percebendo que disse em voz alta – Gosto muito. Por isso que estou com medo, ele nunca me viu sem o uniforme.

Mana compreendeu e em seguida ambas ouviram alguém bater na porta. Saki disse para entrar e Masami surgiu.

— Mana, Reiji disse que estava aqui.

— Hum. – ela sorriu – Pode nos ajudar? Saki tem um encontro e não sabe o que vestir.

— Então é um encontro! – exclamou Saki, saindo debaixo da montanha de roupas.

— Não é um encontro. – Mana riu – Ela vai à casa de Yuma-kun. Você o conhece, não é? Já os vi conversando uma vez.

— Sim. – disse Masami, fitando Saki – Estão namorando?

— N-Não sei. Estamos? – fitou Mana, que riu.

— Não! Mas Saki gosta muito dele.

Masami a olhou, sorrindo levemente. Apreciou saber que Yuma estava interessado em alguém e que esse alguém fosse Saki. Ela era doce, divertida e com certeza o faria feliz. Ele merecia isso e muito mais. Masami aproximou-se da montanha de roupas sobre a cama. Puxou uma das roupas e mostrou à Saki.

— Que tal esse vestido? É azul-claro e bem bonito. – disse ela, pegando um casaco de tecido fino – Combina com esse casaco branco.

Saki pegou as peças de roupas com um largo sorriso e abraçou Masami.

— Obrigado!

— Você podia ter vindo antes. – disse Mana, achando graça.

— Você que gosta dessas coisas. Como não pensou nisso?

— Acho que ela também me deixou nervosa.

— Desculpe. – disse Saki sem jeito.

Ela sorriu.

Após se arrumar completamente, Saki ouviu a campainha ser tocada e correu para a porta, parando antes de abri-la e respirando fundo. Ao abrir a porta, viu Yuma vestido com uma calça marrom, camisa branca de mangas compridas e um suéter preto, naquele momento aberto. Além do colar no pescoço e uma pulseira no pulso esquerdo. Ela enrubesceu suavemente, olhando-o. Parecia ainda mais bonito.

Ao saírem, Yuma a levou para sua casa. Saki adentrou-a olhando para quase todas as direções de forma maravilhada. Era tão grande quanto a mansão Sakamaki e igualmente maravilhosa. Yuma direcionou-se para um dos corredores com ela e chegando à sala de estar, Saki olhou confusa para as pessoas que estavam presentes. Havia três garotos e três garotas. As três garotas eram lindas, porém ela não compreendeu até que ele começou a falar.

— Pessoal, essa é a Saki. Saki estes são Ruki, Arizu, Azusa, Momo, Kou e Mei. Os três são meus irmãos.

— Ah. – ela olhou-o, surpreendendo-se e olhando-os – Muito prazer.

Eles sorriram, dizendo que ela era bem-vinda. Conversaram um pouco, porém Yuma a levou dali, caminhando por outro corredor com ela.

— Eu não sabia que tinha irmãos. – ela comentou, sorrindo.

— Hum, esqueci de falar.

— Então... Você me trouxe aqui para conhecê-los?

— Mais ou menos. Trouxe você para ficar comigo.

— H-Hum. – disse ela, corando – Entendi. – sorriu.

— Mas antes preciso fazer uma coisa.

— O que?

Yuma a levou para trás da casa, chegando até um diferente tipo de plantação. Ela arregalou levemente os olhos, vendo como o lugar era bonito. Havia espaços retangulares onde estavam plantadas frutas e verduras, além de haver flores, uma bela fonte em forma de leão na parede de tijolos e uma estufa ao fundo. Havia um arco de flores para o outro lado do jardim, onde havia belas flores.

— Nossa... – ela olhava o lugar, admirada.

— Não achei que estariam prontos tão cedo, então preciso colhê-los logo. – disse Yuma, aproximando-se com a cesta que pegara.

— É uma horta?

— Meu jardim. – disse ele, sorrindo em direção ao verde – Vamos.

— Hum.

Ela desceu as escadas, seguindo-o. Yuma aproximou-se dos tomates, olhando-os e pegando um deles. Eram tão bonitos que dava pena em sequer pensar em comer.

— Parecem ótimos. – ele sorriu, pondo o que pegara na cesta.

— Deixe eu te ajudar. – disse Saki, segurando sua roupa.

— Não precisa, você está toda arrumada.

— N-Nem tanto. – ela sorriu, sem graça – Aprendi a não me sujar enquanto ajudava meu pai. Não importava a hora que fosse, ele me chama e eu precisava ir.

— Aonde?

— Ajudá-lo com a horta. Ele planta praticamente o mesmo que você. Detesta ir ao mercado, prefere comer o que ele planta.

— Ah... – ele surpreendeu-se.

— Mas... – ela pensou, sorrindo levemente – Por que você planta no jardim?

— Bem, se por acaso não conseguirmos comida por qualquer que for o motivo, podemos nos virar.

— Pensei que vampiros sobrevivessem mesmo sem comer. – disse ela, vendo-o pôr mais e mais tomates na cesta.

— Hum, não morremos de fome. Mas eu gosto de comer.

— Eu também! – ela sorriu, animada, porém desviou o olhar, envergonhada.

Pouco a pouco, Yuma encheu a cesta com tomates e mais duas com berinjelas e pepinos. Ela o olhava, ele parecia apaixonado por sua horta. Agachou em frente a um pomar com pequenos tomates.

— Né, venha aqui.

Saki se aproximou, agachando ao seu lado e vendo os pequenos tomates ao pôr a cesta entre eles. Ela sorriu, admirada pelo tom vermelho. Yuma colheu alguns, pondo-os na cesta e pegando um, pondo-o de surpresa na boca de Saki quando ela pretendia falar. Ela assustou-se, corando, porém o comeu e maravilhou-se.

— É ótimo! – disse, mastigando.

Yuma sorriu suavemente, voltando-se para o pomar.

— Eu não me importo de plantar, até gosto. – disse ele – Afinal, éramos humanos.

— Eh? Vocês...?

— Não te contei, né. Bem, entre as meninas, apenas Arizu foi humana. Mei é mestiça e Momo é pura de segunda classe.

— Ah...

— Hum, esse não está bom. – pensou ele, pegando uma semente – Se não jogar fora as sementes ruins, os tomates não vão crescer.

— Hum. – concordou – Você planta bastante, né?

— Se apenas alguns crescerem, não vai ser o suficiente para todo mundo. Principalmente agora que Arizu mora conosco, Momo nos visita bastante e Mei praticamente se mudou.

— Mudou?

— Hum. – ele assentiu – Ruki trouxe Arizu da casa de um puro porque ela levava surras. Azusa e Momo namoram. E Kou começou a namorar Mei para os dois aumentarem a popularidade na internet, mas agora estão namorando de verdade.

— Hum... Ah, é a Mei. A borboleta azul! – ela exclamou, lembrando-se – Por isso a reconheci antes.

— É. – Yuma assentiu – Eles estão até fazendo.

— F-Fazendo? – ela corou – Como...

— Sexo.

Saki enrubesceu mais.

— C-Como você sabe?

— Eu já os vi. – ele disse – Acredite, com eles se trancando no quarto durante o dia só tem isso.

— H-Hum. – ela concordou – Acho que sim.

— É?

— N-Não! – exclamou, envergonhada – Não sei nada!

Ele achou graça, voltando-se para o pomar. Saki abaixou a cabeça, pensando em quantas besteiras já dissera até aquele momento. Yuma pegou outro pequeno tomate, olhando-o.

— Me lembro de quando ficava feliz quando apenas um tomate me enchia na época que morei na periferia. – ele comentou.

— Periferia?

— Um lugar pobre que morei antes de conhecer Ruki e os outros.

Saki compreendeu, então eles não eram irmãos de sangue de Yuma. Ele semicerrou os olhos, continuando:

— Hum, não é uma lembrança das melhores. Meus amigos daquela época já até morreram. Eu também teria sido...

Saki franziu a testa, entristecida e tocou inconscientemente o braço de Yuma, que despertou e a olhou. Ao vê-lo olhá-la de forma tão surpresa, Saki ruborizou suavemente. Diferente das vezes que ficava com o rosto completamente vermelho. Yuma terminou de colher e guardou tudo dentro de casa com a ajuda de Saki.

Yuma a levou para seu quarto após a colheita. Saki corou ao entrar, nunca havia estado no quarto de um garoto antes. O quarto de Yuma possuía uma cor clara e detalhes em madeira nas paredes. Havia uma lareira, uma grande janela com portas duplas de vidro para a varanda, algumas plantas e sua cama era grande. Ele a chamou para se sentar e continuaram a conversar. Yuma contou-lhe que não se lembrava exatamente de como era sua vida antes de parar na periferia. Ele apenas surgiu lá, sem saber quem era.

Saki prestava atenção em tudo o que ele dizia, percebendo que Yuma nunca falou tanto nas vezes em que conversaram. Ela sorriu, contente. Porém ao desviar o olhar e virar-se para ver o sol ao notá-lo começar a se pôr, ela foi pega de surpresa. Yuma pegou seu frasco com torrões de açúcar e tirou um deles, pondo-o entre os dentes.

— Saki. – chamou-a.

Ela o olhou em dúvida, arregalando os olhos. Yuma colocou o torrão de açúcar em sua boca, estando ele entre os dentes de Yuma. Ela enrubesceu, vendo seus olhos de perto. Yuma afastou-se, pondo o torrão para dentro da boca de Saki com o dedão. Ela o comeu, sentindo o doce gosto e maravilhando-se. Ele semicerrou os olhos ao ver sua expressão, sorrindo.

— Eu não dou isso à ninguém.

Saki o olhou, extasiada.

— É doce.

Ele inclinou, beijando-a ao passo que pôs a mão atrás de sua cabeça. Saki fechou os olhos ao sentir seus lábios. Não esperava tal ato, porém apreciou pela primeira vez o toque de seus lábios. Era gentil e ingênuo, até que pôs a língua dentro de sua boca. Saki já havia beijado antes, porém não desta forma. Ela franziu a testa, apertando seu suéter ao segurá-lo.

Ao ouvirem gemidos vindos de outro quarto, pararam de repente olhando um para o outro. Ao reconhecerem as vozes, riram. Eram Kou e Mei, trancados no quarto.

— Isso realmente acontece? – ela perguntou, achando graça.

— Achou que eu estava brincando? Ela vem pra cá quase todos os dias.

Saki voltou-se para frente. Os gemidos se estenderam por vários minutos enquanto eles olhavam para baixo, sem saber o que dizer. Ambos tentavam pensar em algum assunto para falar, mas nada vinha à mente deles. Saki semicerrou os olhos, perguntando-se se realmente era bom fazer aquele tipo de coisa com alguém. Pelos gemidos deles era bom de verdade, o que a fazia pensar cada vez mais em sua primeira vez.

Ao, enfim, cessarem, Yuma e Saki ouviram risos, o que os fizeram rir também.

— É para demorar tanto assim? – ela perguntou.

— Acho que deixa as coisas melhores. – disse ele, olhando-a.

Desviaram o olhar ao mesmo tempo, Saki encolheu-se. Ao arriscar olhá-lo, viu-o se aproximar e beijá-la. Yuma segurou sua cintura e pôs a mão trás de sua cabeça, adentrando a língua em sua boca. Saki ruborizou, apertando os olhos ao fechá-los. O beijo se tornava cada vez mais intenso, porém sua excitação começou quando Yuma a sentou em seu colo, fazendo com que cruzasse as pernas em volta de seu quadril. Ela apertou suas roupas, sentindo aos poucos algo crescer dentro de sua calça. Ruborizou ainda mais, sentindo-o através da roupa. Saki pôs os braços em volta de seu pescoço, ele tirou o suéter enquanto a beijava e seu casaco, segurando sua cintura. Ela ofegava, nunca havia sentindo algo assim.

Yuma levantou e a deixou na cama sem parar de beijá-la. Segurou gentilmente em seus ombros, beijando seu pescoço e retornando aos seus lábios. Saki enrubescia, sentindo-o sobre si. Ele estava entre suas pernas e ela perguntava-se se era tão grande quanto parecia ser. Yuma a beijava intensamente. Saki arrastava os pés na cama, suas sapatilhas caíram. Envolveu seu pescoço com os braços mais uma vez, percebendo que gostava de tê-lo sobre si.

Yuma correu as mãos para seus ombros, abaixando as alças de seu vestido e sutiã. Saki enrubesceu, olhando-o abaixá-los até que pôde ver seus seios. Ela semicerrou os olhos, engolindo em seco pelo olhar lascivo de Yuma, que de repente arregalou os olhos e exclamou:

— Nossa!

— Ah! O que?! – ela exclamou, assustada, cobrindo os seios.

— São grandes!

— Eh?! – olhou-o, avermelhada – N-Não são grandes! São normais!

— São sim.

— Não são!

— São sim! Olhe. – disse ele, tirando seus braços da frente.

Saki exclamou, empurrando-o e fazendo com que sentasse na cama de repente. Ela se sentou, cobrindo-se rapidamente e pondo as alças no lugar.

— Ei! – exclamou ele, puxando-a para si.

Ela caiu sobre Yuma, encolhendo-se envergonhada. Ele a fez se sentar entre suas pernas, achando graça. Saki desviou o olhar, sem jeito.

— Ei, Saki. – disse ele – Quero que seja minha.

— Eh?! – olhou-o, corando mais – O-O que está dizendo? T-Tão de repente...

— Não é tão repente... Pra mim. – ele sorriu – Você quer?

— Ahm, eu... – gaguejou – Yuma-kun...

— Você quer ser minha ou não?

Ela abaixou o olhar, abraçando-se.

— Só... Pode não gritar quando vir meus seios?

Ele sorriu, pondo o braço em volta dela e beijando-a. Saki fechou os olhos, extasiada. Se essa era a sensação de ser dele, então ela sempre foi de Yuma.