Diabolik Lovers - União de Sangue

40 Capítulo 38: Missão descoberta


Laito investigava há semanas os Mukami. Desde o evento de Subaru e Yuka, e ele ter descoberto quem era o causador de toda a bagunça, ele investigou cada um deles com cautela. Descobriu sobre Ruki, que se aproximou repentinamente de Sora, o que ocasionou brigas entre ela e Ayato. Isso fora bem visível tanto na escola como em casa. Sobre Azusa, que também se aproximou de Reiko, porém acabou tornando-se amigo dela. Nele Laito não via problemas, parecia que Kanato e Reiko mantinham seu relacionamento sob controle. E descobriu sobre Yuma, que para ele foi o mais perigoso. Laito o investigou à fundo e, enquanto teve aquela espécie de relacionamento com Masami, descobriu que ele quase roubou-a de Shuu. Porém tudo estava bem de novo. Ele ligou um fato ao outro, descobrindo por fim que os quatro eram irmãos.

Em vista a tudo o que se deparou, Laito, porém, não descobriu o motivo para os quatro irmãos estarem tentando intervir no relacionamento das noivas e de seus irmãos. O que para ele era o mais óbvio a se pensar. Por qual motivo se aproximariam tão de repente e ocasionando discussões, brigas e quase rompimentos? Só poderia ser o que ele pensava. Mas ainda lhe faltava essa informação. Então, Laito os seguiu pelo colégio. E, por fim, conseguiu ouvir uma conversa que tiveram no terraço ao se reunirem.

Yuma e Azusa estavam sentados no banco de madeira com Kou ao seu lado. Ruki estava em pé, próximo à grade.

— A gente não vai conseguir. – disse Kou.

— Eu gosto da Reiko... Como amiga. – disse Azusa.

— E eu estou com Saki agora.

Ruki pensou, suspirando levemente. Ele também estava em uma espécie de relacionamento com Arizu. Ela se importava com ele tanto quanto ele com ela, e não havia nenhuma missão que os obrigasse a ficarem juntos.

— Eu sei tivemos alguns obstáculos e agora com as meninas entrando em nossas vidas...

— Entrando em nossas vidas? – disse Yuma, surpreso – Ruki, você está dormindo com Arizu.

Ruki engoliu em seco, desviando o olhar. Azusa e Kou o olharam de forma surpresa. Ao menos para Azusa, ele pensava que estivessem apenas dividindo a cama ao dormirem.

— Eu também estou dormindo com Mei. – disse Kou.

Yuma riu, já sabia disso.

— Ruki, não está pensando em deixá-la por causa da missão, né? Você sabe que ela é boa e até se importa conosco.

— Eu sei... – disse ele, abaixando o olhar – Cometi um erro ao dormir com ela na primeira vez. Agora não consigo mais parar.

— Hum. – Yuma assentiu, compreendendo – Você gosta mesmo dela.

— Mas precisamos cumprir a missão. – disse ele.

Eles surpreenderam-se.

— Mas Ruki... – disse Azusa – Eu gosto... Da Momo.

— Pode continuar com ela, mas faça com que seu alvo se apaixone.

Azusa abaixou o olhar. Yuma franziu a testa, não conseguia mais pensar em Masami daquela forma. Agora gostava de Saki e, além de não querer mais fazer isso, não queria magoá-la.

— Precisamos cumprir essa missão que ele nos deu e fazer com que aquelas garotas se apaixonem por nós.

— Tem certeza disso, Ruki? – Yuma perguntou – Pois acho que você se apaixonou por Arizu.

Ruki franziu as sobrancelhas, surpreso. Desviou o olhar, Yuma estava correto. Ruki e Arizu se aproximaram de tal forma que quando ela perguntou, após dormirem juntos, o que eram as cicatrizes em suas costas, ele simplesmente contou. E ao se emocionar, ela o abraçou e o acolheu. Esse foi o primeiro passo para que a paixão surgisse. Porém mesmo assim, Ruki ainda queria cumprir a missão. Mesmo que não tivesse mais certeza do que estava fazendo.

Laito tracejou lentamente um sorriso malicioso no rosto, desaparecendo de trás da porta do terraço. Então os Mukami receberam a missão de fazer com que as noivas de seus irmãos se apaixonassem por eles. Interessante, ele pensou. Logo ao chegar em casa, convocou uma reunião com todos os seus residentes. Estavam na sala de estar, esperando que ele começasse.

— Laito. – disse Reiji – O que quer?

Mana estava ao seu lado, olhando para Laito.

— Descobri algo muito interessante e, enfim, o motivo. – ele sorriu.

— Sobre o que conversamos no outro dia? – perguntou Rin.

— Exatamente.

— Então fale de uma vez. – disse Subaru severamente.

— Bem... – ele cantarolou, suspirando – Direto ao assunto...

Todos esperavam, prestando atenção no que ele começava a falar.

— Os Mukami estão tentando passar a perna em vocês.

Algumas das meninas conhecedoras desse nome arregalaram os olhos.

— O que está querendo dizer? – perguntou Kanato, já aborrecido e ao lado de Reiko.

— Estou dizendo que Azusa-kun estava querendo fazer com que Reiko se apaixonasse por ele para cumprir uma missão.

Kanato franziu as sobrancelhas, Reiko ficou surpresa.

— Mas isso não pode ser. – disse ela – Azusa-san gosta de outra menina.

— Concordo. – Laito pensou – Subaru-kun, lembra-se de Kou-kun? – cantarolou.

Subaru franziu as sobrancelhas, enraivecido.

— O que tem ele? – rosnou.

— Kou-kun, pelo que vi, se aproximou furtivamente de Yuka-chan e tentou separar vocês.

Yuka abaixou o olhar. Graças à Kou, ela quase perdeu Subaru.

— Depois da briga de vocês, que pelo visto todos souberam pela cratera que o corpo dele deixou na parede... – disse Laito – Kou-kun se afastou de Yuka. E assim fizeram os outros três.

— Outros três? – perguntou Reiji – Explique melhor, Laito.

— Hum. – assentiu – São quatro Mukami. Ruki, quem estava encarregado de separar Sora de Ayato. Kou, encarregado por separar Yuka de Subaru. Azusa, encarregado por separar Reiko de Kanato. E Yuma, encarregado de separar Masami de Shuu.

Masami desviou o olhar por um momento.

— Porém como Reiko-chan atentou, Azusa-kun gosta mesmo de outra menina. – continuou Laito – Espionei a conversa deles mais cedo e ele gosta de uma garota chamada Momo. Além de Kou estar em um relacionamento com Mei, uma garota da escola. Pelo que entendi, eles não querem mais cumprir essa missão, porém Ruki, que parece ser o mais velho e líder, quer continuar tentando.

Sora, que estava ao lado de Ayato, abaixou o olhar, mais uma vez decepcionada com Ruki. Ayato franziu as sobrancelhas, confirmando que tinha razão ao desconfiar dele.

— Mas Saki e Yuma estão namorando. – disse Masami em pé ao lado de Shuu – Yuma não a enganaria dessa forma.

Masami não o conhecia tão bem, porém depois de todo o tempo em que passaram juntos, ela sabia que ele não era esse tipo de rapaz.

— Concordo também. – disse Laito – Yuma-kun disse o mesmo que você. Ele parece não querer continuar com isso, já que está com ela.

— Será que ela sabe? – perguntou Shuu, calmamente.

— Onde ela está? – perguntou Kanato – Melhor perguntar diretamente.

— Ela está na casa de Yuma-kun. – disse Mana – Tenho certeza de que ela não sabe de nada. Ela gosta muito dele e iria querer saber sobre isso se descobrisse.

— Com certeza ela desabafaria com Mana. – disse Reiji.

— Eh. – Laito cantarolou – O foco é que eles não querem mais isso. Porém estão dispostos a continuar tentando.

— Eles não tiraram essa ideia do nada. – disse Masami, pensando.

— Alguém mandou que fizessem. – completou Shuu.

— Eles apenas o chamaram por “ele”. – disse Laito.

— Por que nós? – perguntou Yuka – O que nós temos a ver com eles?

— Nada. – falou Subaru – Estão tentando nos atingir.

Shuu atentou-se.

— Acha mesmo que...?

— Sim. – Subaru confirmou.

— O que? – Masami olhou-o.

— Nosso pai. – disse ele ao olhá-la.

Masami arregalou os olhos, lembrando-se do Baile.

— Eh... Ele não faria. – pensou – Por que faria algo assim se foi ele quem planejou os noivados?

— Para nos castigar de alguma forma? – disse Ayato, enraivecido – Só sei que quero surrar aquele imbecil!

— Acalme-se, Ayato. – disse Reiji – Fora uma missão dada a qual eles não querem mais fazer parte. Se caso isso seja realmente verdade, devem estar receosos em relação a desistirem.

— Por que não falamos com eles? – perguntou Reiko.

— Como assim? – disse Kanato em dúvida.

Ela o olhou, explicando.

— Eles não querem desistir, porém por que não dizemos para pararem já que descobrimos tudo?

— Uma ideia interessante. – disse Reiji – Vocês se habilitariam?

— Por mim tudo bem, podemos ir amanhã depois da aula. – Reiko voltou-se para o noivo – Kanato-kun?

— Hum, sim.

— Ótimo. – concluiu Reiji.

Após decidirem ir à mansão Mukami no dia seguinte, todos voltaram aos seus afazeres. Sora e Yuka juntaram-se para fazerem os deveres de casa, assim como Reiko e Kanato. Rin e Laito foram para o quarto. Reiji e Mana foram para seu laboratório, tomar chá. E Masami foi em direção à cozinha, adentrando-a e vendo uma bandeja repleta de frutas. Aproximou-se e pegou uma maça, virando-se e deparando-se com Shuu, que pegou a maça de sua mão.

— Eu ia comer.

— Tem outras na bandeja. – disse ele, sorrindo.

— Você poderia ter pegado da bandeja.

— Hum. – ele negou com a cabeça, aproximando-se – Gosto de comer o que é seu. – sorriu maliciosamente.

Masami franziu as sobrancelhas.

— Né... Acha que Yuma pode ter se apaixonado por Saki? Realmente não acho que ele a enganaria.

— Eles têm passado bastante tempo juntos.

Ela pensou.

— Não acho que eles queiram continuar com isso.

— Hum. – concordou – Reiko e Kanato vão confirmar isso amanhã.

Ela assentiu, olhando-o. Shuu aproximou-se, beijando-a de repente e saindo da cozinha. Masami corou, deixando escapar um sorriso. Desde que se beijaram pela primeira vez, Shuu sempre roubava um beijo seu quando se viam.

Caminhando pelo correr do segundo andar, Shuu passou direto por um dos quartos e sentiu uma presença estranha. Voltou e abriu a porta do quarto de Saki, vendo ela e Yuma sentados na cama, se beijando.

— Shuu-san! – disse ela ao cessar, surpresa – Eh... Yuma-kun e eu estávamos nos despedindo. Acabamos de chegar.

— Claro. – disse ele, fitando-o – Pode vir comigo por um instante?

Yuma o olhou de forma desconfiada, levantando e adentrando o corredor com ele. Shuu fechou a porta calmamente e o olhou, dizendo:

— Reiko e Kanato vão à sua casa amanhã.

Ele surpreendeu-se, porém franziu as sobrancelhas.

— E por que está dizendo isso? Por que vão para lá?

— Porque descobrimos sobre a missão de vocês.

Yuma elevou as sobrancelhas, desviando o olhar por um momento.

— A maioria sabe que vocês querem desistir. – disse Shuu – Por que não desistem?

— E o que isso te interessa? – olhou-o.

— Você tentou tirar Masami de mim.

— Você facilitou.

— Eu sei. – disse ele seriamente – E não vou fazer de novo. Porém você está se relacionando com Saki. E Mana tanto quanto Masami gostam dela. Se você a magoá-la, as duas ficarão tristes e eu irritado por Masami ficar triste.

— Ei, não fale comigo como se eu estivesse me aproveitando dela. Eu a pedi em namoro.

Shuu surpreendeu-se levemente por sua reação.

— E por que está me avisando? – perguntou Yuma, aborrecido.

— Por nada. – disse ele, jogando a maça em sua direção – Apenas um favor.

Yuma pegou a maça com uma das mãos, olhando-a e franzindo a testa. Lembrou-se ligeiramente de uma imagem. Ele caminhando na floresta com uma bolsa cheia de maças e encontrando um garoto sentado à beira do rio. Não entendia o que diziam. Yuma despertou e fitou Shuu, que atentou-se à possibilidade.

— Hum. – Yuma franziu as sobrancelhas – Valeu por isso.

Ele adentrou o quarto, fechando a porta. Shuu permaneceu olhando a porta, pensando se por acaso teria alguma chance de ele se lembrar. Suspirou e continuou a caminhar. Yuma sentou-se ao lado de Saki, que sorriu.

— O que Shuu-san queria?

— Nada demais. – ele sorriu, voltando a beijá-la.

Enquanto Yuma a beijava, a imagem lhe voltou à memória. Ele aproximando-se do garoto loiro de olhos azuis.

— O que está fazendo? – olhou-o – Essas roupas... Você é um aristocrata? O que faz aqui? Aqui não é um lugar para um nobre perambular. Está perdido?

Como ele não respondeu, tirou uma maça de sua bolsa e jogou para ele, que a pegou de forma surpresa.

— Você não parece um cara mal. – falou ele, comendo uma maça – É da boa. Eu mesmo que colhi estas maças.

O garoto levantou e observou a maça, sorrindo.

— Obrigada.

Yuma sorriu, dizendo:

— Me chamo Edgar. E você?

— Hum... Shuu.

Yuma arregalou os olhos, parando o beijo de repente e vendo Saki.

— Yuma-kun, você está bem? – ela perguntou, docemente.

— Ahm, sim... – desviou o olhar, pondo a mão na cabeça – Acabei de me lembrar de uma coisa.

— Eh? Sobre... Seu passado?

— Hum... – pensou – É... Talvez.

Uma hora depois, Sora estava no banheiro enrolada em uma toalha. Acabara de prender o cabelo e notava que a banheira já havia enchido. Ao se aproximar e fechar o registro da torneira, virou-se e se deparou com Ayato, que sorriu de forma maliciosa.

— Ayato! – exclamou, assustando-se – O que está fazendo aqui?

— Vou tomar um banho.

— Eh...! Tem quase uma dúzia de banheiro nessa casa e você entra no que eu estou usando?

— Sora... – cantarolou, tirando a jaqueta e aproximando-se dela – Você sabe que eu não vou apenas tomar banho.

Sora desviou o olhar, enrubescendo. Ayato a puxou para si e deitou-a no chão, abrindo a toalha a qual estava enrolada e pondo a boca em seu seio, chupando-o. Ela arquejou, tentando tirá-lo de cima de si.

— Pare com isso...! – ofegou.

Ayato levantou a cabeça em dúvida.

— Por que não quer?

— Não é que eu não queira... – gaguejou – Mas não estamos no quarto.

Ele sorriu, achando graça.

— Eu faria com você em todos os cômodos da casa se pudesse. – disse, voltando a chupar seu seio.

Sora ruborizou, olhando para cima e sentindo-o tocá-la. Ayato beijou-a, correndo os beijos por seu abdômen e barriga, chegando até sua intimidade e vendo-a ao abrir suas pernas. Ela fechou os olhos, inclinando a cabeça para trás e abrindo a boca levemente enquanto o sentia acariciá-la com a língua.

— Ayato...! – arquejou.

Ele a olhou, excitado e tirou sua camisa e calça às pressas, pondo-se sobre ela e beijando-a. Ayato apoiou as mãos no chão, observando a expressão que Sora fazia enquanto ele a adentrava. Ela corava e gemia, contorcendo-se e ele semicerrava os olhos, ainda mais excitado. Abraçou-a, sentando-se e pondo-a sentada em seu colo, fazendo com que continuasse.

Sora o olhava, excitada e começou a mover seu quadril sobre ele, beijando-o intensamente. Ayato a olhava, deitado na toalha. Tocou seus seios e sentou-se, pondo um deles na boca e fazendo-a gemer mais enquanto o chupava. Ele segurava em sua cintura, parando de chupar seu seio e movendo-a ainda mais rápido. Soltou seu cabelo, vendo como ela o olhava enquanto gemia. Ayato mordeu o lábio inferior em êxtase ao vê-la chegar ao ápice e gemer alto, agarrando e apertando seus ombros. Ele sorriu, admirado por sua excitação e deitou-a sobre a toalha, continuando até chegar ao seu ápice.

Após terminarem, Ayato e Sora estavam dentro da banheira. Ele estava com as costas recostadas, olhando para cima e Sora apoiava a cabeça sobre os braços em um dos lados da banheira, quase adormecendo. Ao notá-la quase dormir, ele a olhou e sorriu, acariciando sua coxa com o pé debaixo da água. Sora despertou, olhando-o de forma sonolenta.

— Vai dormir? – ele sorriu, achando graça.

Ela sorriu, sentando-se.

— Você gosta do meu corpo?

— Eh?

— Deve gostar. – sorriu – Quer fazer toda hora comigo.

Ele sorriu de forma suave.

— Não me acha magra demais?

— Você não é magra demais. – ele achou graça – Eu gosto do seu corpo e ainda mais quando coloco a língua na...

— Eu entendi! – ela exclamou – Você é tão sincero... Que dói!

Ayato riu.

— Não fale assim comigo, se não vou querer de novo.

— Por quê? Gosta quando me irrito com você? – ela achou graça.

— Isso me deixa excitado. – ele sorriu maliciosamente – Porque quero fazê-la calar a boca.

Sora sorriu, semicerrando os olhos e inclinou-se para frente, apoiando as mãos e engatinhando em sua direção. Ao aproximar-se, beijou seu pescoço de forma excitada. Ayato semicerrou os olhos, abrindo levemente a boca quando ela o tocou e segurou-o, movimentando-o e deixando-o cada vez mais duro. Ao olhá-lo, sorriu levemente.

— Me calar assim? – perguntou.

Ele assentiu, enfeitiçado. Sora achou graça, sentando sobre seu quadril e encaixando-o lentamente dentro de si, fazendo Ayato olhá-la ao arquejar.

— Você é má...

Ela sorriu, tocando seu rosto e beijando-o, dizendo em seguida:

— Você me ensinou a ser.

Ayato abraçou-a, beijando-a.

No dia seguinte após as aulas, Reiko e Kanato voltaram para casa e se arrumaram, saindo mais uma vez para fazerem o que haviam dito na reunião. Enquanto se encaminhavam para a mansão dos Mukami, Yuma e Saki beijavam-se no sofá da sala de estar. De frente um para o outro, seus lábios tocavam-se em sintonia e suas línguas dançavam em união. Yuma estava com o braço envolta da cintura dela e a mão atrás de sua cabeça ao passo que Saki segurava seu suéter preto com força.

Os beijos tornaram-se mais intensos e Yuma deitou-a no sofá, continuando à beijá-la. Ao passar a beijar seu pescoço, Saki ofegou e abriu os olhos, vendo Azusa logo atrás do sofá, observando-os.

— Azusa-kun?! – exclamou.

Yuma sentou-se rapidamente, olhando-o.

— Azusa! – exclamou, surpreso.

— Oi... – disse ele, sorrindo de forma suave.

— O que está fazendo aqui?

— Queria ficar... Aqui na sala. Mas vocês... Estavam se beijando. – explicou – Que beijo... É esse?

— É de língua. – Yuma disse, sem jeito.

— Ah... – disse ele, surpreso – Saki-san... Você gosta... Desse beijo?

— Eh... – ela corou, envergonhada.

— Você parecia... Estar gostando...

— Azusa, não pode perguntar esse tipo de coisa. É pessoal. – disse Yuma.

— Ah...

— Azusa-kun, acho que se você fizer com Momo, ela vai gostar. – Saki sorriu – É por causa dela que está perguntando, né?

— Hum. – ele abaixou o olhar, por um momento entristecido.

Os dois não compreenderam, porém Azusa saiu da sala sem dizer mais nada. Mesmo após ficarem sozinhos, Yuma segurou a mão de Saki e saiu do cômodo com ela, levando-a para seu quarto. Ao entrarem, ele fechou a porta e suspirou ao sentar na cama. Saki olhou-o em dúvida.

— Por que viemos pra cá?

— Não quero que mais ninguém nos interrompa. – disse ele – Que ideia a dele... – achou graça.

— Achei fofo. – ela sorriu – Ele se importa se Momo vai gostar ou não do que ele experimentar com ela. Mas ele parecia triste, não é?

— Hum, é. – Yuma pensou por um momento, decidindo ir conversar com ele mais tarde – Venha aqui.

Saki enrubesceu suavemente, caminhando até Yuma e sentando-se ao seu lado. Yuma voltou a beijá-la, pondo seu braço envolta dela e a mão por dentro de seu cabelo. Saki fechou os olhos timidamente, tocando gentilmente seu rosto. Pouco a pouco os beijos tornaram-se intensos mais uma vez. Yuma tirou seu suéter enquanto a beijava, tirando o casaco de Saki em seguida. Ofegava, apertando a cintura dela. Deitou-a mais uma vez, tirando suas sapatilhas.

— Yuma-kun... – disse Saki, sentando-se e fazendo-o cessar.

— Hum.

— V-Você... Vai tirar minha roupa toda?

Ele assentiu simplesmente, fazendo-a corar.

— M-Mas... Não está cedo demais pra isso?

— Pra que?

— Para dormimos juntos.

Ele a olhava em dúvida, analisando sua expressão.

— Saki... Na época que fui transformado as pessoas gostavam de outras e se casavam se dissessem sim.

Saki o olhava, compreendo a facilidade. Então Yuma era realmente de uma época diferente. Ele não pretendia dormir com ela simplesmente por dormir, e isso estava claro em sua expressão surpresa com a mistura de timidez.

— H-Hum. – ela assentiu.

Yuma voltou a beijava, voltando rapidamente aos beijos intensos. Tirou pouco a pouco sua camisa e short, deixando-a apenas de sutiã e calcinha. Porém logo os tirou, fazendo-a ruborizar por ele vê-la nua. Saki estava deitada na cama, olhando para o teto com os joelhos dobrados e os braços cobrindo os seios. Não conseguia olhar para o lado, Yuma tirava a roupa.

Ao notá-lo se pôr a sua frente, ficando sobre ela, Saki corou ao semicerrar os olhos. Ele a beijou, tirando gentilmente seus braços da frente e segurando um de seus seios, pondo a boca nele. Saki exclamou, ofegando. Yuma a olhou enquanto o fazia, aproximando a mão de seu âmago e fazendo-a arquejar. Beijou seu corpo, correndo os beijos para baixo e parando em frente a ela, abrindo gentilmente suas pernas. Yuma a olhou com sua testa franzida, vendo como Saki era linda. Pôs-se sobre ela para começar, porém ela segurou seu braço.

— O que foi? – ele perguntou, preocupado.

Ela desviou o olhar por um momento, envergonhada.

— Pode... Ser gentil? – olhou-o com as bochechas rosadas – Você é... – abaixou o olhar, corando – Grande...

Yuma sorriu, aproximando-se e beijando-a, dizendo ao cessar:

— Hum, eu vou.

Ela o olhou, extasiada e o beijou. Ele aproximou-se, sentindo-a cada vez mais e observando-a torcer a expressão enquanto o fazia. Saki apertou os olhos ao fechá-los, encolhendo-se e apertando os braços de Yuma ao contorcer-se.

— Yuma-kun... – ofegou – N-Não... Não vai entrar...

Yuma acalmou o olhar, beijando-a e segurando seus pulsos. O fato de ela achar que não iria entrar o excitou ainda mais. Ele beijou seu pescoço, dizendo:

— Vai sim... – beijou-a, continuando.

Ao senti-la por completo, Yuma ofegou. Saki arquejou alto, inclinando a cabeça para trás ao senti-lo preenchê-la. Ele movimentava-se calmamente, ouvindo-a gemer. Ao sentir o ato se tornar mais intenso, ajoelhou-se e dobrou mais os joelhos de Saki para cima, fazendo-a gemer mais. Passou a movimentar-se mais rápido, percebendo que quanto mais rápido o fazia, mais ela gemia. Saki segurou e apertou os lençóis, inclinando a cabeça para trás mais uma vez e arquejando. Nunca havia sentindo tamanho prazer, pensava que morreria com tal sensação.

Yuma inclinou-se, beijando seu corpo até chegar aos seus lábios e apertando sua cintura enquanto ainda movimentava-se. Saki envolveu seu pescoço com os braços, beijando-o mais intensamente. O ouvia gemer e apertar sua coxa, forçando mais e lhe dando mais prazer. As mechas de seu cabelo balançavam, Yuma mordeu o lábio inferior e Saki o via tentar conter os gemidos. Tocou seu rosto gentilmente, fazendo-o olhá-la. Ela estava ofegante, gemia sem fazer esforço. Ele franziu a testa, semicerrando os olhos e beijou-a intensamente. Yuma a abraçou ao sentir o ápice chegar, gemendo alto e parando lentamente de se mexer. Apoiou as mãos no colchão, respirando de forma ofegante enquanto a olhava da mesma forma.

Após cessarem, Yuma e Saki estavam deitados em sua cama um de frente para o outro. Ele mexia em seu cabelo com os olhos fechados e o braço sobre ela. Saki ainda estava corada, olhando para baixo com os olhos semicerrados.

— É tão grande... – corou mais ao lembrar-se – Pensei mesmo que não fosse entrar.

Ele deixou escapar uma fraca risada.

— Eu gosto de você. – disse ela, encolhendo-se.

Yuma sorriu de forma suave, ainda com os olhos fechados.

— Eu também.

Ela sorriu, feliz, porém o viu sentar-se e fazê-la fazer o mesmo, pondo-a sentada em seu colo e cruzando as pernas envolta de seu quadril. Saki não entendeu, apenas o olhava enquanto suas bochechas tornavam-se cada vez mais rosadas.

— O-O que está fazendo?

Yuma a olhava de forma excitada.

— Vou te mostrar que pode entrar de novo.

Saki enrubesceu mais.

Mais tarde, a campainha da mansão foi tocada. Azusa foi até a porta e a abriu, ficando surpreso ao ver Reiko e Kanato. Ele os permitiu entrar e foram para a sala de estar. Reiko achou a casa deles bonita e Kanato desejava apenas saber se eles realmente haviam desistido da missão para ir logo embora.

— Azusa-san, você parece triste. – comentou Reiko.

— Hum... Eu soube... De algo hoje... Na escola.

— O que?

— Momo... Me contou algo... – ele abaixou o olhar – Eu gosto... Muito dela...

Kanato e Reiko entreolharam-se, pensando o mesmo: Azusa realmente não queria mais a missão. Ele os levou para a sala de estar e os três escutaram a chuva começar do lado de fora, tornando cada vez mais forte.

— Reiko-san... Kanato-kun... O que vieram... Fazer aqui? – olhou-os.

— Azusa-san, queria perguntar uma coisa à você. – disse Reiko – Mas preciso que seja sincero.

— Sim...

Naquele momento, Kou chegou e sentou-se, perguntando o que um dos Sakamaki fazia na casa deles. Kanato franziu as sobrancelhas em sua direção. Logo depois, Yuma e Saki adentraram a sala. Haviam acabado de descer as escadas e escutaram as vozes.

— Reiko-san? Kanato-san? – perguntou Saki – O que vieram fazer aqui?

— Queremos perguntar algo à eles. – disse Reiko.

— O que? – disse ela sem entender.

Reiko fitou Yuma de forma inexpressiva.

— Quer contar à ela ou deseja que eu faça a pergunta?

Yuma franziu as sobrancelhas levemente.

— Do que ela está falando, Yuma-kun? – Saki perguntou.

Ele suspirou, confessando.

— Há dois meses e meio recebemos a missão de fazer com que quatro das noivas dos Sakamaki se apaixonassem por nós. Mas eu vi que ela não iria se apaixonar, então desisti. Foi quando te conheci.

Saki franziu a testa, surpresa.

— Então... Você queria fazer isso e não me contou?

— Não quero mais. Eu gosto de você. – disse ele, segurando sua mão – Na verdade nenhum de nós quer.

— Isso é verdade. – disse Kou ao passo que Azusa abaixou o olhar – Eu estou namorando uma garota agora, só quero esquecer essa missão.

— E o quarto? – perguntou Kanato – Ele também quer?

— Ruki... – disse Azusa – Ele gosta... Da Arizu-san...

— Mas ele não quer desistir da missão. – disse Kou.

— Quem mandou vocês fazerem isso? – perguntou Reiko.

Eles silenciaram-se, desviando o olhar. Naquele momento, a campainha tocou.