Diabolik Lovers - União de Sangue

35 Capítulo 33: Nova tentativa


Nas duas semanas seguintes, Azusa fora surpreendido constantemente por Momo. Ele sempre ficava surpreso com sua chegada, notando sempre que ela sorria de forma animada ao vê-lo. Momo parecia ser diferente. A cada dia Azusa conhecia mais sua personalidade extrovertida e sua curiosidade apenas aumentava. Momo sorria para ele, conversava e parecia bem interessa sobre o que ele gostava. Porém era mais que isso, Momo gostava de Azusa. A primeira vez que o vira fora como amor à primeira vista. Seu interessa apenas aumentava enquanto o via de longe, assim como o desejo de conhecê-lo. E quando o conheceu, sua afeição aumentou ainda mais. Era algo quase impossível de se explicar. Faltavam-lhe palavras para expressar como ele a fazia se sentir, ela parecia sorrir mais ao seu lado.

Azusa caminhava no corredor com o olhar baixo e a mão em seu braço. Momo conversava com uma garota no final do corredor. Ela gesticulava, fazendo a garota rir e ao ver Azusa, sorriu. A garota desfez o sorriso ao vê-lo, porém Momo a ignorou e caminhou até ele.

— Azusa! – exclamou, contente.

— Momo-san... – disse ele, notando o olhar da garota no fim do corredor.

Momo desfez o sorriso por um momento, virando o rosto e voltando-se para ele.

— Ignore-a. Vamos! – segurou sua mão, levando-o consigo.

Momo foi para o terraço com ele, sentando-se no banco e olhando-o com um doce sorriso.

— Como foi sua primeira aula? A minha foi uma porcaria. – ela riu – Detesto matemática, gosto mais de história.

— A minha foi... Boa. – ele a olhou – Momo-san...

— Ei, pare de me chamar assim! – ela sorriu – Me chame de Momo apenas.

— Hum... Suas amigas... Não gostam de mim. Todas... Me olharam estranho.

— Não ligue para elas.

— Mas... Eu sou... Impuro.

— Quem se importa? – ela sorriu, cruzando as pernas – Eu gosto de você, não me importo com o que elas pensam.

Ele a olhava de forma surpresa, abaixando o olhar por um momento. Os vampiros impuros mais do que qualquer outros sabiam como era visível o preconceito entre as classes. Principalmente entre puros das duas primeiras classes e impuros. Por mais que nenhum deles fosse completamente puro, ainda assim achavam-se melhores do que os transformados. Apenas os vampiros fundadores eram inteiramente puros, sem miscigenação. Porém haviam sido extintos, mesmo que houvesse boatos sobre remanescentes.

Ao perceber Reiko se aproximar, Azusa olhou-a e sorriu levemente em sua direção. Momo atentou-se, olhando-a e vendo um garoto ao seu lado.

— Reiko-san... Kanato-san...

Kanato desviou o olhar, incômodo.

— Azusa. – cumprimentou-o.

— Azusa-san, como está? – perguntou Reiko.

— Bem... – ele sorriu – Essa é... Momo. Estes são... Kanato-san... Reiko-san...

Ela sorriu em direção à Reiko.

— Muito prazer, Momo-san.

— Igualmente.

— Reiko-san... Amanhã podemos... Ficar juntos?

— Tudo bem. – ela assentiu – Vamos, Kanato-kun. – segurou sua mão, retirando-se dali.

Momo desviou o olhar, incômoda. Por um momento sentiu-se mal por Azusa sorrir para Reiko. Ele parecia gostar dela e ela sentiu um pouco de ciúme brotar em seu peito. Azusa direcionou seu olhar à ela, percebendo sua expressão.

— Momo-san... Tudo bem?

— Ahm...! Hum. – sorriu suavemente, abaixando o olhar em seguida – Vocês parecem próximos. Reiko-san e você.

— Sim... – ele sorriu – Somos... Amigos.

— Amigos? – olhou-o.

— Sim... Kanato-san... É noivo... Dela.

Ela sorriu, contente e aliviada. Porém não queria deixar clara a tamanha felicidade que sentia naquele momento.

— Kanato-san não parece gostar muito de você. – comentou.

— Ele tem... Ciúmes. Eu quis... Beijar Reiko-san... Mas ela deixou claro... Que o ama. Não sei... Mas prefiro assim... Só amigos.

— Entendo. Ela é mesmo bonita.

— Hum... – ele a olhou, vendo sua expressão – Mas eu gosto... Do seu cabelo... E seus olhos. Eles são... Bonitos.

Momo arregalou lentamente os olhos, enrubescendo. Desviou o olhar timidamente.

— Obrigada, Azusa. – sorriu levemente.

Azusa sorriu levemente, porém abaixou o olhar, lembrando-se da missão. Ele sabia que não iria conseguir cumpri-la, porém ainda pensava em alguma maneira de fazê-lo. Não poderia desistir, precisava fazer com que seu salvador se orgulhasse. Momo o olhou, perguntando-se o que ele estava pensando. Sentiu-se receosa quanto à Reiko. Eles pareciam ser mesmo próximos e Azusa pareceu olhá-la de forma diferente. Por um momento se sentiu triste.

No dia seguinte, Azusa encontrou-se com Reiko e Kanato. Ele estava em pé, escorado na parede enquanto os dois encontravam-se sentados na escada. Kanato dividia uma barra de chocolate com Reiko.

— Momo-san é bem bonita. – ela comentou.

— Hum... – ele assentiu – As amigas dela... Não gostam... De mim. Mas ela disse... Que gosta de mim. E que... Não se importa... Com o que elas... Pensam.

— Ela parece mesmo gostar de você.

— É estranho...

— Por quê?

— Ninguém nunca... Gostou de mim... Assim.

— Como?

— Ela não é... Como você. Momo-san... Não disse que... Queria ser apenas... Uma amiga.

— Talvez ela não queira. Talvez queira ser mais que isso.

— Espero que seja. – disse Kanato – Assim podemos voltar a comer sozinhos.

— Kanato-kun. – disse Reiko.

— Desculpa.

— Hum... – pensou Azusa – Reiko-san... Eu acho que... Gosto dela.

— Isso é ótimo. – ela sorriu – Lembra quando disse que um dia uma garota iria gostar de você?

Ele assentiu.

— Acredito que esse dia chegou. – ela sorriu suavemente.

Azusa abaixou o olhar timidamente. Sua afeição por Momo parecia nascer e crescer desde que passou a tê-la ao seu lado, porém apenas naquele momento ele percebeu que realmente gostava dela. Ele não compreendia por qual motivo ela gostava dele, porém gostava desse sentimento que o preenchia naquele momento. Mesmo que a todo tempo pensasse na missão dele e de seus irmãos.

Poucos dias depois, Momo o levou para o terraço. Estavam sentados no chão com as costas escoradas na mureta. Conversavam sobre o que gostavam de fazer ou quais eram seus passatempos e Azusa descobriu que ela gostava de pintar. Momo pintava todo tipo de paisagem e também pessoas. Ela tinha telas em seu quarto de paisagens que mais gostava e possuía um caderno onde seus desenhos favoritos ficavam. Ao perguntar sobre o que Azusa gostava, ele disse:

— Eu tenho... Uma coleção.

— Jura? – ela sorriu, animada – Que tipo de coleção?

— Eh...

Azusa queria contar sobre seus tesouros, porém não queria que ela ficasse receosa sobre ele. A única que não ficou com medo fora Reiko, mas ele não sabia se aconteceria o mesmo com Momo. Ela sorria em sua direção e ele não queria ver aquele sorriso se desfazer.

Momo olhou para sua mão, tocando a palma com o dedo e sorrindo em sua direção.

— Azusa. – cantarolou seu nome – Você tem algum poder especial?

— Poder...?

— Sim. – ela sorriu – Alguma habilidade diferente.

— Ahm... Acho... Que não.

— Eu tenho.

— Hum... – ele se mostrou surpreso – Qual...?

Ela ajoelhou à frente dele, aproximando-se e pondo a mão ao lado da boca, dizendo:

— É um segredo. – cochichou, atentando-o – Eu posso ver o futuro.

— Jura...?

— Hum. – ela assentiu – Posso ver o futuro das pessoas lendo a mão delas.

— Nossa... – ele a olhava, ainda surpreso.

Ela sorriu, segurando sua mão.

— Posso ver seu futuro?

— Sim...

Momo olhou sua mão, passando suavemente seu dedo pela palma. Azusa a olhava sorrir enquanto o fazia, até que ela disse:

— Você tem irmãos.

— Sim... – disse ele, surpreso.

Ela sorriu, ainda olhando sua mão. Na verdade Momo o vira com os irmãos há alguns dias.

— Vai acontecer uma coisa.

— O que...?

— Uma garota. – disse ela – Uma garota vai te beijar.

— Quem...?

— Quer mesmo saber?

Ele assentiu. Momo abaixou sua mão, pondo-a sobre a perna dele e apoiando as mãos no chão. Aproximou-se de Azusa, que a olhava de forma calma, apenas vendo-a se aproximar de seu rosto. Ela tocou seus lábios, beijando-o e fechando seus olhos. Azusa semicerrou os olhos, fechando-os em seguida. Fez com que Momo se aproximasse mais, pondo seu braço em volta dela. Ela enrubesceu, pondo as mãos em seu peito.

Ao cessarem, Momo se afastou levemente, olhando-o de forma tímida. Azusa a olhava com os olhos semicerrados. Abaixou o olhar em direção ao pescoço de Momo, aproximando o rosto e tirando delicadamente seu cabelo da frente, cheirando-o ao fechar os olhos.

— Azusa...? – ela gaguejou.

— Eu gosto... Do seu cheiro.

Momo abaixou o olhar, enrubescendo.

— Ele é... Doce.

Azusa pôs seu cabelo branco atrás de seu ombro, passando os dedos pelas mechas. Aproximou-se e desabotoou sua blusa, abaixando um dos ombros de seu uniforme e aproximando os lábios. Momo enrubesceu mais, sentindo suas presas a perfurarem próximo à sua clavícula. Ela encolheu-se, segurando e apertando seu blazer. Azusa abriu os olhos, olhando-a ao cessar.

— É tão... Doce. – disse ele, olhando suas bochechas rosadas e sua respiração ofegante – Posso... Beber mais?

Ela semicerrou ainda mais os olhos, assentindo. Azusa aproximou-se de seu pescoço, mordendo-o. Momo arquejou, segurando em seus ombros. Enquanto Azusa bebia seu sangue, ela sorria suavemente, contente. Quem a mordera pela primeira vez, fora o garoto de quem ela gostava.

Por longos dias durante aquelas duas semanas, Ruki pensava em uma forma de separar Sora e Ayato. Já que não conseguia fazê-la se apaixonar, então ele faria com que eles se separassem para que pudesse pôr em prática seu plano. Após pensar e relembrar todas as conversas que teve com ela, lembrou-se de que Sora havia contato que já havia namorado alguém antes de se tornar noiva de Ayato. Ele pensou bem sobre essa informação, fora algo que terminara de forma bruta pela maneira como ela contou e em vista a seu casamento arranjado deve ter sido algo que a faria se sentir magoada. Porém ele precisava de mais informações.

Para descobrir mais sobre o relacionamento passado de Sora, precisaria se reaproximar. E este era o passo crucial para sua nova ofensiva ser posta em prática. Dessa forma, ele caminhara em direção à Sora quando foi deixada sozinha no corredor por suas colegas de classe. Ela sorriu, despedindo-se e ao olhá-lo, arregalou seus olhos e virou-se para ir.

— Sora-san.

— Ruki-san, por favor, não se aproxime de mim. – olhou-o.

— Apenas desejo conversar.

— Não temos nada o que conversar.

Ela se virou, começando a caminhar, porém Ruki disse:

— Desejo pedir desculpas pelo o que fiz.

Ela parou, virando-se.

— Me perdoe. – ele continuou – Acabei me excedendo ao desejar me declarar.

Ela franziu as sobrancelhas, desconfiada.

— Aquilo não foi legal. – disse ela – Você sabia que eu sou comprometida.

— Sim, eu sabia. Porém minha afeição por você me fez cometer um ato inadequado. E me perdoe por isso, mas desejei que soubesse o que sinto.

Sora desviou o olhar, pondo uma mecha de seu cabelo atrás da orelha. Ruki parecia ser sincero em suas desculpas, porém mal ela sabia que ele era bom em usar as palavras.

— Aceita minhas desculpas, Sora-san?

Ela o olhou, assentindo. Ele sorriu suavemente.

— Posso comprar algo para beber como outro pedido de desculpas?

— Não, obrigada.

— Hum, compreendo. Seria inadequado em vista ao motivo de nosso afastamento.

— Acho que sim. – disse ela.

Ruki sorriu, desviando o olhar por um momento.

— Me permite fazer uma pergunta? Não é nada inadequado, eu juro.

— Hum. – olhou-o, assentindo.

— Seu antigo namorado aceitou deixá-la para se casar com Ayato?

Ela desviou o olhar, incômoda.

— Por que quer saber sobre isso?

— A maneira como a qual contou. – disse ele – Não parecia muito feliz.

Ela cruzou os braços, lembrando-se.

— Prefiro não contar.

— Ah, claro. – ele abaixou o olhar – Apenas me senti preocupado em relação ao assunto. Não gosto de vê-la triste, principalmente quando o motivo está relacionado ao seu coração.

Sora o olhou, ele parecia tão sincero. Tão verdadeiro. Ela abaixou o olhar, dizendo:

— O nome dele era Takato.

Ao ouvir dizer seu nome, recordou todos os momentos que teve com ele. Há meses ela não dizia seu nome em voz alta.

— Pelo seu olhar, ele parece ser um bom homem. – disse Ruki.

— Sim, ele era.

— Era?

Ela o olhou, entristecida.

— Uma das condições de aceitar me casar, fora não trair. Porém continuei meu relacionamento com ele.

— Então... – ele pensou.

— O pai de Ayato mandou que o matasse.

Ruki arregalou ligeiramente os olhos, não esperava por isso e mal sabia ele que seu salvador era o homem a quem os irmãos Sakamaki chamavam de pai.

— Sinto muito.

Ela assentiu.

— Ayato me deu bastante força depois que descobri. Foi... Traumático.

— Acredito que sim. Perder um amor dessa forma pode ser traumático, principalmente se há probabilidade de seu noivo estar envolvido.

— O que? – olhou-o, surpresa.

— Perdão, pensei alto.

— Não diga tolices, Ayato nunca estaria envolvido com o que houve com Takato.

— Sim, compreendo seu pensamento. Porém como o pai dele quem mandou...

— Eles não são próximos.

— Hum, claro. – disse ele – Apenas pensei que se Ayato soube, acredito que como seu noivo ele descobriu, não iria desejar sua noiva envolvida com outro.

— E-Eu... Contei à ele. – disse ela, apreensiva – Mas ele nunca faria isso. Ele gosta de mim, não faria nada para me magoar.

— Sim, acredito em você. Me perdoe mais uma vez.

— Hum, tudo bem. – ela desviou o olhar – Apenas está preocupado, né. Mas não ponha coisas em minha mente.

— Jamais faria isso.

— Preciso ir, até mais.

Ele assentiu, vendo-a virar-se. Enquanto a via desaparecer no corredor, sorriu de forma maliciosa. Mesmo dizendo aquilo, ele sabia que Sora ficaria com aquelas palavras em sua mente. E fora o que aconteceu. Sora pensou no assunto continuamente, até que começou a desconfiar que Ayato tivesse algo a ver com o assassinato de Takato. Afinal, ele se mostrara irritado com ela na época por continuar com Takato e a ameaçara para terminar o relacionamento.

Poucos dias depois, Ayato e Sora estavam na cama de seu quarto. Beijavam-se intensamente, sentados na cama. Ayato envolveu-a com os braços, deitando-a e pondo-se sobre ela. Sora o beijava apertando sua roupa e sentindo-o movimentar a língua dentro de sua boca, fazendo com que as línguas dançassem em harmonia. Ele correu a mão até sua cintura, apertando-a e correndo-a mais para baixo, pondo-a entre suas pernas e subindo-a.

— Ahm...! – Sora arquejou, segurando sua mão – Ayato...

— Desculpe... – ele sorriu, sentando-se – Está ficando um pouco difícil.

Ela sorriu, achando graça e sentando-se.

— Ainda não estou pronta... Desculpe.

— Tudo bem. – ele achou graça – Tem medo?

— Acho que sim, um pouco. Não sei, na verdade.

— Você sabe que vai entrar, né?

— Eu sei! – Sora enrubesceu.

— É como uma salsicha numa fechadura, mas vai entrar! – ele riu.

— Ayato! – ela exclamou, jogando o travesseiro nele.

Ele gargalhou, pulando sobre ela e fazendo-a deitar. Sora riu, sendo beijada.

— Você é tão idiota! – disse ela – Fala cada besteira.

Ele ria. Sora desfez o sorriso aos poucos, lembrando-se do que Ruki dissera.

— Ayato.

— Hum?

— Posso fazer uma pergunta?

— Já fez. – ele riu, vendo-a franzir as sobrancelhas – Tudo bem. Fala.

Sora se sentou, olhando-o ainda deitado.

— Você por acaso teve alguma coisa a ver com a morte de Takato?

— O que? – Ayato se sentou, confuso – De onde veio isso?

— Eu só estava pensando. Você me ameaçou na época e logo depois...

— Acha que o matei?

— Não! Não é isso... – ela gaguejou.

— Ah, é! Não, desculpe. Acha que eu estava “envolvido” naquilo!

Ayato levantou da cama, pegando sua jaqueta de cima da cadeira.

— Ayato! – chamou-o, surpresa – Não precisava...!

— Ficar irritado?

Ela o olhava. Ele franziu as sobrancelhas, dizendo:

— Me chamou de assassino. – desviou o olhar – Eu a queria pra mim. Mas nunca faria isso com você.

Ela o olhava, arrependida. Ele estalou a língua, batendo a porta ao sair. Sora encolheu as pernas, franzindo a testa. Por mais que a maneira com a qual pensara tivesse sido ingênua, agora percebera que a pergunta ofendera Ayato e o magoara. Ela abaixou o olhar, abraçando os joelhos de forma entristecida.

Quando não estava planejando interferir no relacionamento de Ayato e Sora, Ruki ficava na biblioteca com Arizu. Como apreciavam o ato da leitura, ele passou a ajudá-la a organizar a biblioteca e livros. Ruki já conversava de tempos em tempos com ela quando pegava livros para ler, porém durante as duas últimas semanas os dois se aproximaram de forma considerável. Criaram uma amizade entre si a ponto de Arizu dizer sinceramente o que pensava.

— Arizu. – disse Ruki ao adentrar a biblioteca.

— Ruki. – ela sorriu levemente ao levantar o olhar – Você está bem? Parece triste.

— Não triste, mas um pouco chateado.

— O que houve? – perguntou ela enquanto escrevia num livro.

— Usei algo sobre Sora contra ela para brigar com Ayato.

Ela o olhou, atenta.

— Eles não estão se falando.

— Se era o que queria, por que está chateado?

Ele desviou o olhar por um momento.

— Acredito que me importo um pouco com ela.

— Que milagre.

Ele lhe lançou um olhar, continuando.

— Desculpe. – ela sorriu levemente, achando graça – O que usou contra ela?

— Sora e Ayato estão noivos, porém é um casamento arranjado como já contara.

Ela assentiu.

— Mas lembrei-me de algo que ela dissera. – disse ele – Sora teve um namorado antes de Ayato. Pedi desculpas à ela para descobrir mais sobre ele e ela me contou que ele foi assassinado pelo pai de Ayato, pois um dos termos do acordo para o casamento era ela não trair.

— Que cruel! – ela surpreendeu-se – Você usou isso, Ruki?

— Sim.

Ela abaixou o olhar por um momento.

— Não pensei que faria algo assim. – olhou-o.

— Preciso cumprir com a missão.

— Há limites para certas coisas. – disse ela – E eu pensei que havia desistido.

— Não posso desistir. Preciso terminar isso.

— Arruinando o noivado de alguém. O que fará depois? Irá consolá-la para ela se apaixonar por você?

Ele a olhou, deixando-a surpresa.

— Você está indo longe demais, Ruki.

— Eu sei. – abaixou o olhar por um momento – Mas devo muito ao homem que me salvou.

— Compreendo, mas...

Enquanto Ruki a olhava, notou algo em seu pescoço. Estreitou seus olhos, parecia um hematoma. Ao aproximar a mão e tirar a gola de sua blusa da frente, viu hematomas com formato de uma mão em seu pescoço. Arizu assustou-se, recuando.

— O que é isso? – ele perguntou, olhando-a de forma surpresa – É um hematoma?

— Não.

— Alguém a agarrou pelo pescoço?

— Não é nada demais.

— Não parece.

— Por favor. – disse ela, olhando-o – Esqueça isso.

Ruki mesmo não querendo, assentiu. Porém mesmo deixando-a voltar ao trabalho, não parou de pensar nisso. Se alguém estava fazendo mal à Arizu, ele descobriria.

Dias depois, Sora caminhou em direção à sua varanda vestida em sua camisola, coberta pelo robe. Ainda sentia-se culpada pelo o que havia dito e ainda mais por Ayato não querer falar com ela desde o ocorrido. Ao abaixar o olhar, porém, ouviu um som logo atrás de si. Ao virar-se, viu Ayato aproximar-se e puxá-la pela mão para dentro do quarto. Ela exclamou em dúvida, sendo deitada na cama. Ele parecia irritado, porém tirou o cabelo da frente de seu pescoço.

— Ayato...?

Ele não dizia nada, apenas aproximou-se e se pôs sobre ela para mordê-la.

— Ayato! – exclamou, pondo as mãos em seu peito para impedi-lo – Eu... Hum... Me desculpe.

Ele parou, olhando-a de forma inexpressiva. Ela semicerrou os olhos, engolindo em seco. Ayato saiu de cima dela, sentando-se na cama com o olhar aborrecido. Sora se sentou, olhando-o.

— Não queria que ficasse com raiva.

— Mas fiquei. – disse ele, olhando para baixo – Eu não fiz nada e você me chamou de assassino.

— Eu sei. Me desculpe por desconfiar de você, mas voltei a pensar nisso e...

— Por quê?

— Eh?

— Você não fala dele há meses. – Ayato a olhou, desconfiado – Por que de repente lembrou-se?

— Me lembro dele às vezes. – ela abaixou o olhar por um momento – Mas Ruki-san...

— Ruki? – ele franziu as sobrancelhas – O que esse imbecil disse?

— Eh... – ela desviou o olhar – Ele me pediu desculpas e perguntou sobre meu antigo namorado. Eu já comentara sobre ele uma vez. Então ele...

— A colocou contra mim.

Ela arregalou os olhos, surpresa. Agora que Ayato havia dito, ela percebera que Ruki queria pô-la contra Ayato. Franziu a testa, decepcionada.

— Ele mentiu. – disse, chocada – Não estava preocupado comigo, apenas queria me separar de você.

— Só notou agora?

Sora abaixou olhar.

— Sinto muito. – disse ela, entristecida – Duvidei de você por causa dele.

— Tudo bem. Às vezes penso que você é ingênua demais.

Ayato a olhou, aproximando-se e beijando-a. Sora o olhou com os olhos semicerrados, enrubescendo levemente. Ele franziu as sobrancelhas, engolindo em seco e levantando.

— Melhor eu ir.

— Ayato. – ela segurou sua mão.

Ele se virou, olhando-a ajoelhar-se na cama.

— Fica comigo. – pediu – Hum... Daquele jeito. – corou.

— Não.

— Eh?

— É uma forma torcida para você pedir desculpas.

— Não é não. – ela franziu a testa – Você ficou sem falar comigo por dias. Então percebi que... Não era medo de fazer que me impedia antes. Era medo de amá-lo completamente.

Ele elevou as sobrancelhas, surpreso. Sora abaixou o olhar, dizendo:

— Tenho medo de te amar e um dia me magoar por algum motivo.

— Eu nunca a magoaria.

— Eu sei agora. Eu o magoei.

— Hum.

Sora aproximou-se, segurando sua jaqueta e tirando-a lentamente. Ayato a observava, vendo-a deixar sua jaqueta cair no chão e beijá-lo. Ele segurou sua cintura, apertando-a gentilmente enquanto ficava aos poucos ofegante. Ela tirou seu robe, deixando-o cair sobre a cama. Ayato deitou-a, correndo os beijos para seu pescoço e cessando ao olhá-la.

— Posso?

Ela assentiu, ofegante. Ayato ajoelhou-se na cama, subindo delicadamente sua camisola e vendo sua calcinha rosada. Retirou-a, vendo o corpo de Sora. Ela ruborizou, cobrindo os seios com os braços. Ele acariciou sua coxa, beijando-a e percorrendo os beijos por seu corpo até que chegasse aos seus lábios.

Ayato tirou gentilmente seus braços da frente e tocou um de seus seios, apertando seu mamilo e fazendo com que ela gemesse. Tirou sua blusa e calça, olhando-a. Sora o olhava de forma envergonhada, percebendo que realmente iriam dormir juntos. Ele aproximou os lábios de seu seio, beijando-o e chupando-o enquanto apertava ligeiramente o outro mamilo entre seus dedos. Ela arquejava, sentindo-o correr sua mão para abaixo e tocar seu âmago. Gemeu alto, ofegante. Ele pôs-se a sua frente.

— Sora. – chamou-a.

Ela o olhou timidamente.

— Tem mesmo certeza?

Ela franziu a testa, ruborizando mais uma vez e assentindo com a cabeça. Ayato semicerrou os olhos, pondo as mãos em seus joelhos e abrindo lentamente suas pernas. Pôs-se entre elas, vendo como Sora apertava os olhos e gemia enquanto ele começava. Ao senti-la por completo, ele ofegou e beijou-a intensamente. Ela o sentia dentro de si, movimentando-se e lhe proporcionando prazer.

Após terminarem, Sora adormeceu. Ayato a observava dormir, achando graça de seu cansaço. Tirou uma mecha do cabelo dela da frente de seu rosto, tendo a certeza de que nunca deixaria ninguém se pôr entre eles.