Diabolik Lovers - União de Sangue
20 Capítulo 19: O colar
Notas iniciais
Após a visita dos estudantes, mais tarde naquela noite, Sora recebera a visita de Ayato. Ele a observara enquanto bebia o sangue do garoto deitado no chão e apreciara a visão. Porém agora Sora parecia estar contida, envergonhada.
— Ayato? – disse ela ao ser deitada em sua cama.
— Ei, me mostre de novo. – ele sorria maliciosamente.
— Eh?
Ayato se pôs sobre ela, mordendo seu pescoço. Sora encolheu-se, apertando sua roupa. Ele cessou e a olhou, sentando-se e desabotoando o resto de sua camisa. Dar seu sangue à alguém era algo que nunca faria, porém por mais que seu orgulho como puro lhe inundasse o pensamento, ele desejava ver mais uma vez o outro lado de Sora.
— A-Ayato?
— Vamos. – ele a fez sentar – Faça-o.
— M-Mas... Você é puro. E eu...
— Dane-se isso! – exclamou ele, aproximando-se – Quero ver aqueles olhos de novo.
Sora abaixou o olhar, envergonhada.
— Não posso.
— Se é assim...
Ayato deitou-se novamente, pondo-se sobre ela e desabotoando seu cardigã. Sora arregalou os olhos, enrubescendo drasticamente. Ao vê-lo desabotoar o botão de sua calça e estar prestes a descer seu zíper, ela exclamou:
— A-Ayato! O que está fazendo?!
— Quero vê-la daquele jeito de novo, não aguento! Se não deixar, só há um jeito de me acalmar.
Ayato ameaçou tirar sua calça, porém Sora o impediu, segurando sua mão. Ele a olhou, sorrindo intencionalmente.
— Você é realmente horrível.
— Sou.
Sora abotoou sua calça e cardigã, sentando-se e olhando-o. Ayato a olhava, quase não aguentando esperar. Ela se aproximou dele, sentando entre suas pernas e cheirando suavemente seu pescoço. Semicerrou os olhos, enrubescendo. Mesmo através da pele, podia sentir o cheiro de sangue. E apenas o cheiro lhe enfeitiçava. Aproximou suas presas, mordendo-o gentilmente. Ayato franziu as sobrancelhas, pela primeira vez fora mordido e não gostara tanto da sensação. Porém algo lhe fascinou. Enquanto bebia seu sangue, Sora respirava de forma ofegante e deixava escapar alguns gemidos. Ayato abaixou o olhar em sua direção, contendo-se para não pará-la e possui-la ali mesmo.
— Sora... Pare...
Ela apenas enrubesceu mais, não parou. Ayato segurou-a pelos ombros, fazendo-a parar e enfim vendo seus olhos vermelhos. Ela ofegava, corada. Ao olhá-lo e ver sua expressão admirada, o fez deitar e pôs-se sobre ele.
— Sora...?
Beijou-o, deitando sobre seu corpo. Ayato sentia o gosto do próprio sangue nos lábios dela, porém não se incomodava. Ele via o lado impulsivo de Sora e o apreciava a cada instante, pondo os braços ao seu redor. Virou-a e a deitou, apoiando os braços na cama e olhando-a ofegante. Seus olhos estavam semicerrados, olhando-o.
— Seu sangue... É muito bom. – disse ela, corada.
Ele sorriu, voltando à beijá-la. Cada vez mais Ayato desejava torná-la sua esposa.
No quarto de Laito, ele bebia o sangue de Rin, que estava sentada em seu colo, na poltrona. Ela mordia o lábio inferior, ouvindo o som que ele emitia. Ao cessar, lambeu as marcas e olhou-a, sorrindo. Ela tirou seu chapéu e pôs na cabeça, levantando e amarrando seu robe.
— Não o amarre, eu já vou tirá-lo. – disse ele, maliciosamente.
Ela sorriu em sua direção, sentando-se no banco com estofamento verde em frente à cama. Cruzou as pernas e braços, semicerrando os olhos ao sorrir.
— Ah... – ele cantarolou – Me diga o que quer que eu lhe darei.
— Quero... Conhecê-lo melhor.
— Mas já me conhece por completo. – disse ele, abrindo mais a camisa desabotoada – Qual parte do meu corpo quer conhecer ainda mais?
Ela achou graça.
— Quero saber do que gosta, o que faz quando não está comigo. Essas coisas.
— Hum... – ele pensou em dúvida – Por que quer saber algo assim?
Rin franziu a testa, frustrada.
— Já disse. Quero conhecer você. Nós só fazemos sexo ou você bebe meu sangue. Só isso!
— E tem algo melhor que isso?
— Eu só quero saber, Laito. – cantarolou seu nome.
Ele levantou, caminhando em sua direção enquanto falava e fazendo-a deitar na cama.
— Eu não faço nada quando não estou com você porque apenas penso em seu corpo e...
Rin bufou, empurrando-o e levantando.
— Não é isso que quero dizer! – exclamou – Você não entendeu quando falei que nós apenas fazemos sexo? Não quero saber dos seus pensamentos pervertidos! Quero que me conte o que faz, como... Como quando estava jogando sinuca! É algo que você gosta, né?
Ele franziu a testa, entediado e levantou.
— Isso é muito chato.
— Eh? Está brincando, né? É chato eu querer te conhecer de verdade?
Ele suspirou, abotoando a camisa e pondo o casaco.
— Quando quiser se divertir, me procure. – concluiu ele, saindo do quarto.
Rin permaneceu olhando para a porta, surpresa. Dizer o que gostava ou o que não gostava era simples! Então por que ele não queria dizer a ela? Então seria dessa forma seu casamento? Se ele quisesse dormir com ela iria ao seu encontro, porém se ela quisesse conversar ele iria embora. Que tipo de relação era essa? Por acaso ela era uma prostituta? Era dessa maneira que se sentia. Isso a irritou, deixou-a furiosa durante todo o dia.
Na sala de estar do primeiro andar, Rin estava deitada no divã do andar de cima da sala. Seu olhar estava semicerrado e as sobrancelhas levemente franzidas, demonstrando sua frustração. Era quase noite e até aquele momento Laito não a procurou. Para que aquilo tudo então? Para que a troca se eles não se relacionariam de verdade? Ou será que era isso um relacionamento para ele? Ela não sabia. Afinal, ele não lhe contava nada!
Rin ouviu passos e conversas, sentando-se e notando que Reiko e Yuka entravam na sala. Ela não era nem um pouco próxima das duas, que agora pareciam grandes amigas. Na verdade Rin não era amiga de ninguém. Porém naquele momento precisava de respostas sobre Laito. Ela levantou e foi até o corrimão, pulando do segundo andar para o primeiro da sala. Aterrissou ao lado do sofá onde as duas estavam e sentou-se no sofá a frente delas.
— Oi.
— Hum.
— Oi. – disse Yuka sem compreender.
— Vocês passam bastante tempo com os garotos, não é?
— Ahm...
— Yuka acabou de se aproximar de Subaru. Eu passo bastante tempo com Kanato-kun. O que você quer?
— Direta. – Rin sorriu – Quero saber se sabem algo sobre eles. Algo que envolva a todos.
Yuka pensou. Reiko a olhava, pensando sobre a razão de Rin estar falando com elas. Ao concluir, tracejou um leve sorriso, dizendo:
— Então Laito não diz nada sobre ele.
Rin franziu as sobrancelhas.
— Diga de uma vez.
— Eles têm mães diferentes.
— Todos eles?
— Os dois primeiros são filhos da segunda esposa, os trigêmeos da primeira esposa e Subaru da terceira.
— Hum. – ela pensou.
Então Laito é filho da primeira esposa.
— Algo mais?
— Não que eu saiba. – disse Reiko.
— Ahm... Sora disse que Ayato não parece ter tido um relacionamento muito bom com a mãe. Quando ela ficou bem, conversamos e Sora disse que ele não gosta de falar sobre a mãe.
— Eu não quero saber de Ayato ou sua irmã biscate. Quero saber de todos.
— Minha irmã não é biscate! – exclamou Yuka.
— Não grite comigo, sua mestiça insolente! – Rin apontou para ela – Ou vou te matar da pior forma.
Yuka franziu as sobrancelhas, porém Reiko a respondeu:
— Yuka pode até ser mestiça, porém ela tem a base familiar pura. E você?
Rin levantou, furiosa.
— Não ouse falar comigo dessa forma!
— Creio que você quem deva abaixar o tom de voz. Eu possuo a linhagem completamente pura, já que quer falar desta forma.
Rin cerrou os pulsos, enraivecida e olhou para o colar enrolado no pulso de Reiko. Tracejou um rápido sorriso e surgiu na frente dela, inclinando-se em sua direção.
— O segredo de Mana estava no quarto. Mas o seu está bem aqui. – disse ela, desenrolando rapidamente o colar e surgindo ao lado da lareira.
Reiko arregalou os olhos e levantou, alarmada.
— Rin! – exclamou – Me devolva!
— Não. – cantarolou ela – Por que essa coisa é tão importante pra você? É horrenda.
— Me devolva! – Reiko gritou.
Yuka levantou de forma apreensiva. Nunca vira Reiko dessa forma antes. Ela aproximou-se de Rin com cautela, olhando fixamente para o colar.
— Rin, me devolva o colar!
— Peça com educação. – ela sorriu, cruzando os braços.
Reiko cerrou os punhos, trêmula.
— Por... Favor...
Ela gargalhou, fazendo Reiko arregalar os olhos.
— Isso é para você nunca mais me desrespeitar!
Rin jogou o colar no fogo da lareira, que havia acendido mais cedo ao chegar ao cômodo. Reiko arregalou ainda mais os olhos, que marejaram. Ela gritou e foi até a lareira, porém não conseguia diferenciar o que era o fogo e o que era seu colar.
— Não! Não! Não! – gritava.
Yuka pôs a mão sobre a boca sem saber o que fazer. Mana surgiu de repente, perguntando-se o que se passava. Laito prontamente surgiu ao ouvir uma confusão. Os outros apareceram pouco a pouco, assistindo Reiko gritar e bater contra a grade da lareira. Kanato arregalou os olhos e apertou Teddy em seus braços ao vê-la sem seu colar e conjecturar o que acontecera.
— Será que não podemos ficar ao menos um mês sem alguma comoção? – exclamou Reiji.
— Rin jogou o colar de Reiko na lareira! – disse Yuka com os olhos marejados.
Reiko olhou para Rin com raiva, porém chorando. Deixou seus olhos naturalmente vermelhos ainda mais intensos e pulou sobre Rin enquanto ela gargalhava, derrubando-a. Ela tentava tirá-la de cima de si, porém Reiko esticou o braço e uma faca desceu por sua manga, sendo segurada por sua mão. Era a faca de prata ao qual ela usara para matar seu pai. Rin arregalou os olhos, gritando:
— Sua louca!
Reiko levantou o braço, arregalando mais os olhos enquanto as lágrimas caíam. Ao descer a faca para tingir o peite de Rin, seu pulso foi segurado. Ela se surpreendeu e olhou para cima, vendo Masami. Rin ouviu os aplausos e gargalhadas de Laito. Masami olhava fixamente os olhos de Reiko, que semicerram-se ao passo que ela voltou a chorar. Largou a faca, que caiu no chão e sibilou. Sentou-se no chão ao sair de cima de Rin.
Kanato aproximou-se e agachou a frente dela, pondo a mão em seu ombro.
— Reiko-chan...
— Yuka, por favor, leve Reiko para o quarto. – disse Reiji.
Yuka foi até Reiko, ajudando-a a se levantar. Kanato a olhava sair do cômodo, transtornado. Ele mais que ninguém sabia como o colar era precioso. Masami aproximou-se do fogo e o olhou, vendo-o apagar-se ao usar sua habilidade de Pyrokinesis – controle sobre o fogo. Pegou de dentro da lareira o que restou do colar e olhou-o enquanto Kanato desviava seu olhar para Rin, que gargalhava enquanto levantava.
— Não tinha o direito de fazer isso. – disse ele, enfurecido.
— Eh? – ela cantarolou – Ela me respondeu, então eu tinha todo o direito...
Kanato largou Teddy, atacando Rin e batendo suas costas na parede, segurando em seu pescoço e apertando-o com as duas mãos. Ela tentava se soltar, esperando que Laito a ajudasse, porém ele não o fez. Kanato apertava cada vez mais, olhando-a com os olhos arregalados e cheios de ódio.
— Não tinha o direito! Não tinha o direito!
— Kanato! – disse Reiji, severamente – Chega de comoções por hoje.
Kanato apertou os olhos, largando o pescoço de Rin e afastando-se. Rin tossiu algumas vezes, olhando para Laito por ele não ter nem sequer levantado do sofá. Na verdade ele a olhava de forma inexpressiva. Rin franziu as sobrancelhas com a mão no pescoço. Kanato foi em direção a Teddy e pegou-o do chão, assim como a faca.
— Desculpe, Teddy... Precisava dar uma lição naquela garota. – dizia ele ao urso, docemente – Ela merece morrer, né? Ela fez mal à Reiko-chan. Você também gosta da Reiko-chan.
Masami o olhou e caminhou em sua direção, parando ao seu lado.
— Kanato-kun.
Ele virou-se, vendo-a lhe oferecer o colar de Reiko que estava em suas mãos.
— A maior parte está queimada e creio que não pode ser salva, porém o rubi está intacto. Talvez Reiko o queira ao menos.
Kanato o pegou delicadamente, olhando-a nos olhos.
— Obrigado, Masami-san. – disse ele, virando-se e se retirando do cômodo.
Masami olhou Rin, que estava em frente à Laito, discutindo na frente de todos.
— Você nem ao menos me defendeu!
— Eu a avisei, mas você é realmente suicida.
Rin notou Masami logo atrás de si e virou-se, irritada. Masami a olhava de forma inexpressiva, analisando sua expressão e qualquer resquício de arrependimento. Ela ainda tinha esperanças, porém Rin não demonstrava nem um pouco de remorso.
— O que está olhando? Por acaso vai me atacar também? Melhor aproveitar, já que...!
Masami a estapeou com as costas da mão. Todos os presentes ficaram surpresos e alguns arregalaram os olhos, como Mana e Sora. Masami franziu as sobrancelhas, irritada e um pouco decepcionada.
— Isso é alguma brincadeira pra você? – perguntou – Pegar algo precioso de alguém e destruí-lo?
Rin a olhou com a mão em seu rosto, franzindo as sobrancelhas.
— Não mede as consequências, não se importa com os outros. – Masami continuava – Esta casa não é seu parque de diversões e seus residentes não são seus brinquedos.
— Você não me ordena, não se atreva a falar comigo dessa forma.
— Para uma mestiça, você é insolente.
— Não sou uma mestiça! – Rin gritou.
Masami sorriu em sua direção, deixando Rin ainda mais furiosa.
— Eu vou descobrir o que você tem de precioso, acredite. Vou descobrir e com certeza usar isso contra você.
— Ao contrário de você, eu não me exponho de tal forma.
— Eu?!
— Sente vergonha de si, vergonha de sua base familiar. E pior do que objetos preciosos e importes... São sentimentos dolorosos.
Rin cerrou os punhos, bufando e desaparecendo. Masami fechou os olhos e suspirou, virando-se em seguida e saindo do cômodo. Ao se aproximar de Shuu, segurou em sua mão e o levou junto. Ele não entendeu, apenas a seguia.
— Por que está me levando junto? – perguntou.
— Vamos para o meu quarto. – disse ela – Pode beber meu sangue se quiser, mas preciso ouvir música.
Shuu acalmou o olhar, compreendendo.
No dia seguinte, Reiko ainda estava em seu quarto. Yuka a visitara mais cedo com uma fatia de bolo, porém mesmo comendo-a, Reiko não queria sair. Seu colar a ajudou a passar por tudo de ruim que já lhe acontecer, e agora estava destruído.
Ela percebeu a porta se abrir e Kanato adentrar o quarto. Ele sorria levemente, aproximando-se e sentado ao seu lado. Reiko desviou o olhar, encolhendo-se mais em seu short e camiseta.
— Está melhor? – perguntou ele.
Reiko negou com a cabeça.
— Ela destruiu meu colar... – disse, entristecida.
Kanato abaixou o olhar.
— Sobre a faca... Era a faca que me contou? Do seu pai.
Ela assentiu com a cabeça.
— Obrigado por tê-la trago de volta.
— Por que a carregava consigo?
— Ela me lembra do que fiz, todos os dias.
— Lembrar-se dessas coisas não é bom. Por que não esquece?
— Não consigo.
Kanato abaixou o olhar, percebendo em seguida Reiko sentar-se.
— Né, Kanato-kun... Pode mexer no meu cabelo?
— Sim.
Kanato abaixou o olhar por um momento e lhe deu Teddy para que ela o abraçasse. Reiko sorriu suavemente e virou-se, ficando de costas enquanto ele passava os dedos por seus cabelos marrons. Reiko abraçava Teddy carinhosamente, um pouco surpresa por Kanato tê-lo emprestado para si. De repente ele parou de mexer em seu cabelo e a abraçou por trás, envolvendo-a em seus braços.
— Kanato-kun?
Ele estava com a cabeça baixa, a franja tampava seus olhos. Abraçou-a, aproximando sua cabeça da dela e dizendo:
— Calma, já vai passar.
Reiko arregalou ligeiramente os olhos, virando-se para ele e sorrindo.
— Obrigada.
Ele a olhava e fez com que deitasse a cabeça em seu peito ao passo que voltou a mexer em seu cabelo, afagando sua cabeça.
— Obrigada por me emprestar Teddy.
— Hum. – disse ele – Pode abraçá-lo quando precisar. Ele gosta de você.
Kanato abaixou o olhar e pegou algo em seu bolso.
— Reiko-chan.
— Hum. – ela se sentou, olhando-o.
— Masami tirou o colar da lareira, mas a maior parte estava destruída.
— Hum. – assentiu, abaixando o olhar.
— Mas eu pedi aos empregados para levassem até a cidade e consertarem. – disse ele, abrindo a mão e mostrando um colar.
O novo colar possuía cordão de ouro e o pingente de rubi em forma de gota estava dentro de uma bela moldura de ouro de mesma forma. Reiko arregalou os olhos, admirada.
— Kanato...kun?
— Não é o mesmo, mas tomara que ajude.
Reiko o abraçou de repente, beijando-o e fazendo-o deitar da cama. Kanato se surpreendeu, não entendendo o motivo da reação. Ao cessar, ela exclamou:
— Obrigada! Obrigada! – sentou-se e observou o colar em suas mãos – Você o consertou!
Kanato sentou-se, olhando-a.
— Você... Realmente ficou feliz?
— Hum. – ela assentiu, sorrindo – Pode colocá-lo pra mim?
— Não vai usar no pulso?
— Não. – ela sorriu com o olhar semicerrado – Ele é ainda mais importante agora, vou cuidar bem dele.
Kanato o pegou e colocou em seu pescoço, olhando sua expressão feliz. Reiko encolheu-se de forma alegre, tocando seu novo colar. Kanato a observava, nunca a vira dessa forma.
— Reiko-chan.
— Sim?
— Pode me beijar de novo? Foi... Bom.
— Hum. – assentiu, aproximando-se.
Ela tocou os lábios de Kanato, ambos fecharam os olhos. Ele ouviu Reiko ofegar, envolvendo-a com o braço e pondo sua mão por dentro de seu cabelo. Antes para ele um beijo não significava muita coisa. Apenas uma forma de dar prazer a alguém antes de sentir o próprio prazer. Porém agora, Kanato descobrira que Reiko poderia lhe dar prazer e gostava disso. Conseguiu fazê-la sorrir de uma forma feliz e, mesmo não compreendendo, sentia prazer nisso de uma forma diferente.
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