Diabolik Lovers - União de Sangue
21 Capítulo 20: Ataque às noivas
Masami caminhava pelo corredor do colégio, segurando Shuu pela manga de seu cardigã e levando-o consigo. Como ele andava completamente sem pressa, ela precisava força-lo a se apressar.
— Que perda de tempo... – ele reclamava – O que você quer? Está excitada e quer que eu resolva?
Ela fechou os olhos, respirando fundo. Segundos depois, ambos chegaram à sala de música.
— Ah... – disse ele – Vai ser aqui mesmo?
— Não! – ela exclamou, pegando um dos violinos da parede – Fiz uma música nova.
— Eh?
Masami o olhou em dúvida.
— Você lembra-se que me pediu para fazer uma música, não é?
— Acho que sim... Mas você disse que não. – disse ele, sentando-se no banco do piano – Então não quer sexo?
Masami engoliu em seco, enrubescendo.
— Não. – disse severamente.
Shuu sorriu levemente, abaixando o olhar em direção aos seios se Masami, que arregalou os olhos ao perceber e pôs o violino na frente.
— Pervertido!
— Comece logo antes que eu me anime e tire sua roupa.
Ela o ignorou, encaixando o violino em seu queixo e pondo-se a tocar. A melodia era calma, agradável e lenta, porém apressava-se em certo ponto. Shuu a assistia tocar, atento às notas e a forma como o fazia. Masami tocava com seus olhos fechados e movimentos suaves. Enquanto tocava e Shuu a assistia, um rapaz caminhava com as mãos nos bolsos no corredor.
O rapaz possuía olhos castanhos claros e cabelos de mesma cor, que estavam amarrados em um bolo alto com alguns fios soltos em suas costas. Sua expressão era rígida e áspera, porém ele mudou repentinamente ao ouvir a melodia. Atentou-se, olhando para a porta da sala de música há alguns metros.
Ao aproximar-se de forma curiosa, olhou pelo vidro retangular e vertical da porta. Avistou Masami tocando o violino e acalmou o olhar enquanto a observava. Ele pensou que provavelmente nunca vira uma garota tão bonita. A maneira como tocava o acalmava de certa forma. Porém ao olhar para o lado, viu Shuu assistindo-a. Sua expressão áspera retornou, porém relaxou levemente ao ver Masami terminando a melodia e abrindo lentamente os olhos. Ele franziu a testa, vendo seus olhos lilases brilhantes e foi embora.
Ao parar de tocar, Masami abriu os olhos e fitou Shuu, que a encarava.
— O que? – perguntou, surpresa – Não gostou?
Shuu levantou em silêncio, aproximando-se dela.
— Em quanto tempo a fez?
— Não me lembro. Quando me pediu, tive logo uma ideia para a melodia, mas estou mostrando-a a você agora.
— Escondeu isso de mim?
— Não, eu...
— Que safada.
— Eh? – ela arregalou os olhos – Eu não sou isso!
Shuu tracejou um leve sorriso, vendo como Masami era ingênua em alguns quesitos. Ele a segurou pela cintura e a sentou sobre a mesa, beijando seu pescoço e chupando-o. Masami enrubesceu, apenas sentindo-o acariciar seu corpo.
— S-Shuu...!
— Calada. – disse ele ao pé de sua orelha, mordiscando-a.
Masami encolheu-se, ofegando e suas bochechas avermelhando-se mais. Shuu desabotoou seu colete e parte de sua camisa, descendo os beijos para sua clavícula e mordendo-a, bebendo seu sangue. Ela semicerrou os olhos, observando-o. Ele desceu mais os beijos e carícias com sua língua, parando no decote do sutiã de Masami e chupando a curva de seus seios. Ela engoliu em seco, sentindo a contração em seu âmago.
— Pervertido... – falou, ofegante.
Shuu mordeu um de seus seios e bebeu seu sangue, cessando e olhando-a.
— Você também... Seu sangue está quente.
Ela desviou o olhar, envergonhada. Shuu endireitou-se, sorrindo maliciosamente.
— O que será que aconteceria se eu descesse mais e a chupasse de verdade.
Masami abaixou o olhar, apertando as pernas uma contra a outra e enrubescendo mais. Shuu aproximou seu rosto, fazendo-a olhá-lo.
— Se me deixar beijá-la... Deixo-a beber meu sangue.
Masami foi tentada, porém desviou rapidamente o olhar.
— Não...
— Tudo bem. – disse ele, lambendo seu pescoço – Me contento em continuar. – mordeu-a.
Ela fechou os olhos, sentindo as presas dele em sua pele e deixando-a mais ofegante.
No fim de semana, Mana tomou chá com Reiji após levar duas fatias de bolo de chocolate até seu laboratório. Conversaram sobre o clima que começara a mudar e o que Reiji fazia antes de tomarem chá. Ele tentava fazer uma poção medicinal que pudesse curar um vampiro mesmo que seu corpo estivesse danificado demais e sua cura acelerada não agisse. Ele falava de forma um pouco frustrada, porém tinha certeza de que conseguiria logo. Apenas mais algumas horas no laboratório e ele logo completaria a poção.
Ao ouvir, Mana sorriu e recolheu os pratos vazios, dizendo que o deixaria trabalhar para conseguir alcançar seu objetivo. Reiji olhou-a de forma afável, agradecendo e vendo-a sair. Por mais que não expressasse, apreciava a forma como Mana pensava e deixava-o trabalhar. Ela compreendia sua frustação e seu desejo de completar a poção. E isso o agradava, percebendo que ela possuía boas qualidades.
Após pegar um livro na biblioteca, Mana direcionou-se para a sala de estar do segundo andar. Sentou-se em uma poltrona, abrindo o livro. Sua irmã dissera que a história era excelente, então ela quis confirmar. Ao começar a interessar-se pelo enredo, pôs os pés para cima da poltrona. Lembrou-se imediatamente de Reiji, pensando o que ele falaria caso a visse sentada daquele jeito.
Ao ouvir alguém adentrar o cômodo, Mana rapidamente abaixou os pés. Porém apenas viu Yuka. Deixou escapar um sorriso, voltando a ler. Yuka sentou-se no sofá, sorrindo para Mana.
— O que está lendo?
— Uma história que Masami me indicou.
— Jura? Ela é ótima em escolher livros! Posso ver?
— Claro. – Mana sorriu.
Yuka aproximou-se, vendo o livro. Mana comentava sobre a história quando as duas ouviram um ruído. Levantaram o olhar, vendo próximo da janela, um homem alto com roupas escuras e sobretudo preto que sorria de forma maliciosa em direção à elas. Yuka arregalou os olhos e Mana levantou, pondo-a atrás de si.
— Ahm... Com licença, mas o senhor é convidado de alguém? – perguntou Mana.
— De nenhum residente daqui.
— Então o que...?
— Richter nos enviou.
— Richter? Por favor, diga o que deseja.
— Vocês. – outro homem surgiu ao lado delas, assustando-as.
As duas recuaram, percebendo mais um homem na sala, além dos dois. Agora três homens estavam presentes na sala com elas. Dois possuíam cabelos escuros e o terceiro cabelo marrom. As duas os olharam, não compreendo por qual razão estavam na casa.
— O que querem? – Mana perguntou.
— Não importa. Não estarão vivas até o amanhecer. – um deles disse, tirando a espada da bainha.
Yuka arregalou os olhos e Mana estremeceu, porém correu com ela até a armadura mais próxima e pegou a espada ameaçando-os.
— Vão embora, por favor! – exclamou ao pedir.
Eles apenas riram. O primeiro ao aparecer a atacou, batendo sua espada na espada de Mana, empurrando-a contra a parede. Yuka exclamou, encolhendo-se e olhando para os outros.
— Yuka, fuja! – ela gritou.
Ela estremeceu, amedrontada. Antes de despertar e fugir, o homem de cabelos marrons a atingiu no abdômen com sua espada, arrancando-a e fazendo com que jorrasse o sangue de Yuka, que caiu no chão, encolhida pela dor.
— Yuka! – Mana gritou.
O homem de cabelo marrom sorriu maliciosamente, pensando em qual das noivas deveria ir atrás. Porém antes de concluir, um deles fora atingido, caindo com um enorme corte das costas. Eles se voltaram para a direção, vendo uma jovem de longos cabelos avermelhados cor de sangue com uma espada na mão.
— Creio que não foram convidados. – disse Rin, vendo Yuka ferida e franzindo as sobrancelhas.
— Hah... Então não precisamos ir atrás de vocês. – o primeiro a surgir disse – Torna tudo mais fácil.
— Tem certeza? – perguntou ela, posicionando-se.
Rin fora a melhor em esgrima em seu antigo colégio. Posicionou-se e deixou o inimigo dar o primeiro passo, atacando-a. Enquanto Rin lutava, Masami surgiu na sala, franzindo a testa ao ver a cena. Rin lutava, Yuka estava ferida e Mana afastava o outro, voltando a lutar com o mínimo que sabia. Ela foi até Yuka, que estava deitada e encolhida enquanto sangrava.
— Yuka...
— Eles vieram nos matar.
— O que...
— Richter... Richter...
Masami não compreendeu, porém percebeu o homem de cabelos marrons se aproximar e tentar atingi-la. Ela pegou um candelabro e protegeu-se, caindo no chão. Levantou, porém foi atacada mais uma vez e o candelabro tirado de sua mão, parando do outro lado da sala após ele cortar a manga de seu vestido e consequentemente seu braço. O homem agarrou seu pescoço, sorrindo e mostrando suas presas. Ela arranhou sua mão, fazendo-o exclamar e soltá-la. Enquanto levantava com a mão no pescoço, ele a agarrou pelos cabelos e a esbofeteou no rosto com o punho, jogando-a contra as costas do sofá. Ela encolheu-se no chão, ele realmente era forte.
Ao levantar o olhar, viu Mana ser atingida no ombro pela espada e arregalou os olhos quando ela gritou. Sora adentrou apressadamente no cômodo, acompanhada por Ayato e Subaru, que correu até Yuka assim como Sora.
— Quem é você, miserável?! – exclamou Ayato, segurando o homem que pretendia atacar mais uma vez Masami.
Rin aproveitou-se e atingiu o homem, cortando-o ao meio. Ayato a olhou, sorrindo de forma maldosa em sua direção, assim como ela. Reiji adentrou a sala, olhando rapidamente a situação e vendo Ayato segurar o último pelo pescoço para Rin matá-lo.
— Esperem! – exclamou – Deixem-no vivo, precisaremos de respostas.
Ayato e Rin entreolharam-se, levando o homem da sala. Reiji se aproximou de Mana, vendo seu estado.
— Você está bem? – perguntou.
— Sim... – disse ela com a mão no ombro, torcendo a expressão – Não atingiu nada importante.
— Ótimo.
— Mas Yuka! – ela exclamou.
Sora estava ajoelhada ao seu lado, assim como Subaru. Yuka tossia, sangrando pela boca e ferimento. Uma poça de sangue se formou ao seu redor, algumas lágrimas escorriam de seus olhos enquanto tentava imaginar o que aconteceria consigo. Sora segurava sua mão, chorando desesperadamente enquanto tentava estancar o sangue.
— Não... Sinto as pernas... – disse Yuka, olhando para cima.
— Não se atreva a fazer isso! – exclamou Subaru, furioso.
Yuka fitou-o vagarosamente, tracejando um sorriso suave.
— Obrigada...
Ele arregalou os olhos.
— Eu sempre quis saber... Como era... Amar alguém. Foi... Incrível...
— Ei... Ei! Você não vai morrer! – ele segurou sua mão.
Yuka apenas sorria, porém seu sorriso se desfez ao passo que lentamente fechou seus olhos. Sua mão escorregou da mão de Subaru, caindo sobre a poça de sangue. Ele estremeceu, pondo lentamente as mãos na cabeça enquanto Sora a chamava incessantemente. Masami aproximou-se, apertando seu braço para conter o sangramento do corte. Arregalou os olhos, não acreditando no que via.
— Reiji-kun, faça algo. – Mana implorou, voltando-se para ele – Terminou aquela poção?
— Sim, mas...
— Você disse que ela poderia curar até um corpo extremamente danificado.
— Ainda precisa de um ingrediente.
— Se pode ajudá-la, então o faça. – disse Subaru, abaixando as mãos e olhando-o.
Reiji surpreendeu-se, fitando seus olhos desesperados.
— Eu nunca pedi nada à você! – ele exclamou.
Reiji hesitou, não tinha certeza se funcionaria. Completara a poção naquele dia, porém não a testara ainda. Fitou Yuka deitada no chão e os olhos de Subaru implorando em sua direção.
— Pegue-a e me siga.
Subaru o fez e o seguiu até o laboratório, assim como as três. Ao chegarem, Reiji tirou tudo de cima de sua mesa com a ajuda de Mana e pediu Subaru para colocar Yuka sobre a mesa. Ele pegou seu livro e os ingredientes, misturando-os rapidamente e balançando o tubo de ensaio, passando o líquido para um frasco e analisando a cor que surgia.
— Pronto. – disse ele, aproximando-se de Yuka.
— O que falta?
— Seu sangue.
— O que?
— É necessário o sangue de um puro. Logo, creio que prefira que seja o seu. Mas ainda não testei, não sei quais serão os efeitos colaterais.
— Não importa!
Reiji assentiu, dando-lhe um bisturi ao qual Subaru usou para cortar a mão. Reiji a segurou e deixou algumas gotas de sangue cair dentro do frasco. Balançou-o e viu outra cor surgir no líquido, uma cor púrpura. Inclinou-se e abriu levemente a boca de Yuka, despejando o líquido e fechando-a.
— E agora? – perguntou Subaru.
— Vamos esperar.
Subaru olhou-a, tendo esperança de que daria certo e Yuka logo abriria os olhos. Sora segurou a mão dela, olhando-a fixamente. Mana segurou a mão de Masami, receosa. Passaram-se alguns segundos, porém Subaru franziu as sobrancelhas ao perceber algo. Levantou a blusa de Yuka, vendo o ferimento em seu abdômen. Permaneceu olhando-o atentamente, até que o ferimento começou a fechar-se.
— Está funcionando! – disse ele.
Reiji pegou seu caderno de anotações, começando a escrever. Em poucos segundos o ferimento se fechou.
— Yuka... – disse Sora.
Subaru se aproximou de seu rosto, pondo a mão em sua cabeça. Yuka franziu a testa, gemendo e lentamente abrindo os olhos. Olhou para Subaru, que sorria suavemente, porém alegre.
— Subaru-kun?
— Hum. – disse ele, afagando sua cabeça – Você está bem? Está sentindo algo?
— Eh?
— Um dos homens que invadiram a casa a acertaram no abdômen e por alguns momentos você perdeu a consciência. – disse Reiji.
Yuka levantou, pondo a mão no abdômen e vendo sua roupa encharcada de sangue. Ao olhar ao redor o cômodo, perguntou:
— Onde estou?
— No meu laboratório. Você lembra-se do ocorrido?
— Sim... Doeu. – disse ela, docemente.
Sora abraçou-a, chorando de alegria. Yuka não compreendeu, olhando para Reiji.
— Eu morri?
— Não. Estava apenas inconsciente, por isso arrisquei usar a poção.
Subaru a ajudou a descer e ela segurou em sua roupa, aproximando-se e abraçando-o. Ele não compreendeu.
— Yuka... Você está bem?
— Me sinto... Diferente. Um pouco.
— Diferente como? – perguntou Reiji.
— Não sei.
Subaru e Reiji entreolharam-se.
— Vamos aguardar e ver o que acontece. – disse Reiji.
Subaru abraçou-a, cheirando seu cabelo. Yuka fechou os olhos, sorrindo levemente.
Mais tarde no quarto de Masami, Shuu adentrara, vendo-a na cama. Ela já estava de camisola, sentada com as pernas cobertas. Olhou-o de forma inexpressiva. Ele notou seu braço enfaixado e aproximou-se, sentando ao seu lado. Tocou seu rosto, a bochecha possuía um hematoma.
— Vai desaparecer até amanhã.
— Hum. – ele assentiu – Reiji vai interrogar com os outros o homem que restou.
Ela assentiu, pensando.
— Antes de Yuka quase morrer... Ela disse um nome.
— Que nome?
— Eu não compreendi, porém perguntei à Mana. Ela disse que os homens contaram que estavam aqui à mando de alguém. O mesmo nome que Yuka dissera. – Pensava – Richter.
Shuu atentou-se, arregalando ligeiramente os olhos.
— Você o conhece?
— É o nosso tio.
— Tio? Irmão do rei?
Ele assentiu.
— Por qual razão ele iria querer nossa morte?
— Não sei ainda, porém iremos descobrir.
Ela assentiu, abaixando o olhar.
— Perdoe-me. – disse ele.
— Eh? Por quê?
— Não estava presente para protegê-la. Esse não é o trabalho de um marido?
— Ainda não é meu marido. Então está relevado. – ela sorriu suavemente.
Shuu abaixou o olhar por um momento, aproximando-se e pondo um dos braços ao seu redor. Tirou o mp3 de seu pescoço, pondo-o sobre a cama. Ela não compreendia, porém ele explicou.
— Vou fazer uma exceção hoje. – disse ele – Me morda.
Masami surpreendeu-se.
— Não precisa. – desviou o olhar – Eu não vou te beijar, então...
— Eu disse que faria uma exceção, então não me irrite.
Ela o olhou, ele parecia mais arrependido do que irritado. Masami aproximou o rosto de seu pescoço, hesitando. Beber o sangue de um puro de primeira classe era como faltar ao respeito com a hierarquia de classes. Era grave. Ele era superior à ela, então de modo algum poderia fazer isso. Mas seu desejo em fazê-lo aumentava. E com ele permitindo, ela aproximou os lábios e o mordeu gentilmente. Shuu franziu as sobrancelhas, semicerrando os olhos e abrindo levemente a boca ao ofegar.
Enquanto bebia seu sangue, Masami ajoelhou-se e o envolveu em seus braços, fazendo-o deitar na cama. Ele a olhou de forma surpresa, ela não se importava nem um pouco naquele momento que seus seios estivessem sendo pressionados contra seu corpo. Ela tocou seu peito, descendo a mão até seu abdômen e apertando sua blusa, deixando escapar um gemido ao cessar.
Shuu apenas a observava, vendo-a subir e sentar-se em cima de seu quadril e tirar sua blusa por sua cabeça. Masami beijou seu pescoço, descendo até seu peito e mordendo-o. Ele torceu levemente a expressão, continuando a observá-la morder todo seu tórax. Shuu sentou-se, fazendo-a parar e pondo o braço ao redor de sua cintura. Retirou a faixa de seu braço, vendo-o cicatrizado e seu rosto sem hematomas. Tirou o laço que prendia seu cabelo, pondo sua mão por dentro dele e sorrindo de forma ofegante, próximo de seus lábios.
— Melhor parar... Ou vou possui-la aqui mesmo. – disse ele, rasgando a parte de trás de sua camisola.
Masami ofegou, sentindo-o excitado. Shuu abaixou a alça de sua camisola, beijando seu ombro e correndo os lábios até seu pescoço, chupando-o. Ela deixou o ar escapar ao senti-lo mordendo-a. Nunca havia sentido tanto prazer antes, porém Masami continha-se ao máximo para não entregar-se à ele.
Naquele momento, Mana batia suavemente na porta do quarto de Reiji. Ele permitiu que entrasse e ela a abriu, vendo-o ao lado da mesa com curativos. Fechou a porta e aproximou-se, vestida no mesmo vestido da hora do ataque.
— Me chamou?
— Sim. – disse ele – Sabemos que logo vai se curar, porém quero fazer um curativo. Já o fiz em sua irmã. Como ela está?
— Acabo de vir de seu quarto. Está melhor, graças ao que fez por Yuka.
Reiji a olhou, percebendo sua expressão aflita.
— O que há de errado?
Mana abaixou o olhar, seus olhos marejaram.
— Pensava que o pior a acontecer vindo para cá era você não me amar. Mas... Querem nos ver mortas. Por quê? – olhou-o – O que fizemos?
Ele aproximou-se, limpando com o dedo a lágrima que escorrera.
— Não fizeram nada.
Mana olhava-o, vendo sua expressão calma.
— Sente-se em minha cama, por favor. – disse ele, indo até a mesa – Tire a parte de cima do vestido para que eu costure seu ombro.
— Não há como tirar... A parte de cima.
Ele a olhou.
— Entendo. – falou, indo até seu armário e dando-lhe uma de suas camisas ao se aproximar.
— Obrigada.
Reiji virou-se, esperando Mana retirar seu vestido e vestir sua camisa. Ela o fez, deixando a parte de cima desabotoada e o ombro ferido à mostra. Após avisá-lo, ele virou-se e sentou-se ao seu lado com uma agulha e linha.
— Por favor, me perdoe se sujar. – disse ela, desviando o olhar.
— Não se preocupe.
Mesmo com sua camisa, Reiji ainda podia ver parte de seu sutiã azul-claro. Ela enrubescia, envergonhada. Reiji costurou seu ombro, prestando atenção na ferida.
— O ferimento já está se curando. Vou dar alguns pontos que sairão com facilidade quando fechar.
— Hum. – ela assentiu sem olhá-lo.
— Creio que deve ter sido desesperador.
— O ataque? Apenas quando feriram Yuka. Mas... Me senti impotente, não sei usar uma espada. Minha mãe nunca permitiu que aprendêssemos a usar armas. Porém meu pai sempre nos incentivou. Pena que não o escutamos. Teria sido de bom uso hoje.
— Hum. – disse ele, enfaixando seu ombro – Compreendo seu pensamento.
— Quem é Richter?
— O que? – olhou-a, parando.
Ela o olhou em dúvida.
— Disseram esse nome. Richter os mandou.
Reiji franziu as sobrancelhas, incômodo.
— Ele é um espinho desagradável em nosso pé. Nosso tio.
— Seu...? – ela arregalou – Por que ele iria nos querer mortas?
— É essa informação que tiraremos do intruso. Ayato, Rin e Laito começaram o interrogatório, então irei para lá depois que terminar aqui.
Ela assentiu. Reiji terminou de enfaixá-la, guardando os curativos enquanto ela abotoava a camisa.
— Obrigada.
Ao olhá-lo guardar tudo em seu armário ao lado da janela, levantou e perguntou:
— Você se preocupou? Comigo.
Ele a olhou de forma rígida.
— Seu bem estar é uma de minhas prioridades.
— Isso é um “sim”?
Ele aproximou-se, caminhando calmamente e pondo-se a sua frente.
— Sim.
Mana semicerrou os olhos, admirada, aproximando as mãos e retirando os óculos de Reiji.
— Você é tão... Atraente. – deixou escapar um sorriso.
Reiji achou graça, sorrindo levemente.
— Você é realmente peculiar.
— Me acha atraente?
Ele desfez o sorriso, hesitando. Levantou a mão e tocou o primeiro botão da camisa que Mana usava, desabotoando-o. Mana olhou-o fazê-lo, enrubescendo. Ele franziu as sobrancelhas, inclinando-se e segurando gentilmente o queixo de Mana. Tocou-lhe os lábios, beijando-a. Ela enrubesceu mais ainda, sentindo seus lábios. Por um momento pensou que tudo era um sonho, que Reiji nunca a beijaria. Porém era real.
Reiji a fez recuar e deitou-a em sua cama, pondo-se sobre ela. Desabotoou os outros botões e abriu sua camisa, vendo o corpo seminu de Mana. Tocou seu pescoço, descendo sua mão e percorrendo seu corpo enquanto olhava cada detalhe de sua pele. Beijou-a mais uma vez, envolvendo-a em seus braços e acariciando seu corpo. Mana o abraçava, sentindo seu toque. Após os beijos e carícias, Reiji parou repentinamente, ofegante.
— Não é meu feitio... Tratar uma dama desta forma.
— Sou sua noiva. – disse ela, tocando seu rosto – Faça o que desejar comigo.
Mana o beijou, tentando-o. Reiji cessou calmamente, fazendo-a olhá-lo.
— Também não é meu feitio deflorar minha noiva antes do casamento.
— Hum. – Mana assentiu, abaixando o olhar enquanto fechava a camisa.
Sentou-se, fazendo-o ajoelhar-se na cama.
— Você o fez.
— O que?
— Me tratou com gentileza. – ela sorriu.
Reiji acalmou o olhar, beijando-a mais uma vez e dizendo que poderia ficar em seu quarto se quisesse. Ele se retirou, indo em direção ao interrogatório.
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