Diabolik Lovers - União de Sangue

65 Capítulo 61: Surpresas


O ano passou tão rápido quanto a correnteza de um rio. Naquela manhã já era o aniversário de um ano de Shirou, no dia 1 de novembro. Ele completaria o primeiro ano de vida e haveria uma festa de aniversário para comemorar, ao qual a família Mukami fora convidada.

Na mansão Mukami, Ruki preparava o café da manhã na companhia de Arizu, que completou três meses de gravidez e sua barriga estava visível. Ao aproximar-se da pia para pegar mais pratos no armário, Ruki observou-a enquanto fritava o peixe. Ela usava um vestido que moldava a forma arredondada de sua barriga. Ao notar que ele a olhava com um sorriso gentil, Arizu sorriu de forma tímida. Kou e Mei já estavam na sala de jantar com Yuuzo no colo de Mei, esperando pelo café da manhã e tomando conta dele para Saki. Conversavam sobre como ela pretendia se afastar dos shows por alguns meses e em como seu desejo por doces aumentou desde a descoberta da gravidez.

No quarto de Yuma e Saki, o dia se iniciou com ambos entrelaçando-se em sua cama. Yuma a beijava, possuindo-a e Saki o abraçou, virando-o e pondo-se sobre ele, sentada em seu quadril. Ela movimentava seu quadril, ereta e sentindo-o dentro de si. Yuma a observava com a boca levemente aberta, ofegando enquanto olhava suas bochechas coradas e seus seios balançando. Segurou sua cintura, excitado e passou a movê-la para cima e para baixo, fazendo-a gemer mais e ficar ainda mais corada.

— Yuma-kun...! – gaguejou, sentindo o ápice chegar – E-Eu...!

Yuma semicerrou os olhos, vendo-a encolher-se e sentindo-a se mover por dentro enquanto a olhava morder o lábio inferior. Saki respirava de forma ofegante, ainda sobre ele e Yuma a abraçou, virando-a e a deitando na cama. Ela o olhava de forma extasiada, vendo-o adentrá-la mais uma vez e apertar suas coxas, voltando a movimentar-se.

Ela já não sentia mais nada, apenas ele preenchendo-a mais uma vez enquanto gemia e observava seus seios balançarem. Empurrou suas coxas para frente, passando a mover-se com força e fazendo-a sentir prazer mais uma vez. Saki contorceu-se, deixando escapar um gemido. Yuma sentiu o ápice se aproximar e a adentou com força, parando dentro dela e fazendo-a encolher os ombros, gemendo alto ao senti-lo chegar.

Após terminarem, Yuma deitou ao seu lado com o braço debaixo de sua nuca. Ele mexia em seu cabelo enquanto ela estava deitada de lado com o braço sobre seu abdômen.

— Né, Yuma-kun.

— Hum?

— O que acha de nós termos outro filho?

— Outro? – perguntou.

Ela assentiu com a cabeça, levantando-a e o olhando.

— A casa está tão vazia. – sorriu.

— Os filhos de Ruki e Kou já vão enchê-la. – achou graça – Mas é uma boa ideia. Quem sabe daqui a alguns meses ou ano que vem? Quero uma menina. – sorriu.

— Eh... – ela sorriu sem jeito – Daqui a um ano?

Ele a olhou de forma desconfiada, franzindo levemente as sobrancelhas.

— Saki.

Ela desviou o olhar.

— Quer me contar algo? – ele perguntou – Está esperando alguma coisa?

Ela deixou uma risada sem graça escapar e disse:

— Foi sem querer.

Yuma arregalou os olhos e sentou-se rapidamente.

— Está grávida?!

Ela se sentou, olhando-o de forma tímida.

— O que acha? – perguntou, sorrindo suavemente – Acho que o plano de um ano vai encurtar um pouco.

Ele sorriu, pondo a mão na cabeça e fechando os olhos, rindo.

— E muito! – olhou-a, feliz – Isso é ótimo!

— É? – ela sorriu, feliz.

— Claro que é! – beijou-a de repente.

Saki o abraçou, ruborizando ao sorrir. Os dois teriam outro filho e agora Yuma queria uma menina.

No quarto de Azusa e Momo, ambos acabavam de despertar e conversavam ainda deitados na cama. Com a notícia de que mais bebês chegariam, Momo agora queria saber se Azusa também queria ter um filho com ela. Para ela seria como mais um desejo realizado, mais uma coisa maravilhosa que acontecera em sua vida por causa dele.

— Vai pintar... Hoje...? – perguntou Azusa.

— Hum. – ela assentiu.

Momo se tornara pintora e mesmo sem cursar uma faculdade, ela já montara uma galeria com seus quadros. Porém de forma anônima, pois desejava pintar e expor sua arte por muito tempo. Como vampiros vivem mais que humanos, as pessoas desconfiariam se alguém a conhecesse.

— Né, Azusa.

— Sim...

— Saki teve Yuuzo. E agora Arizu e Mei estão grávidas. – sorriu – Você quer... Ter um filho comigo?

Ele pensou.

— Não sei... Não saberia... Como ser... Um pai...

— Hum. – ela assentiu, sorrindo – Minha mãe me ajudaria a ser uma mãe, mas... – desviou o olhar timidamente – Eu tenho um pouco de medo, sabe.

— Você... Seria uma... Boa mãe...

Momo sorriu em sua direção, feliz.

— Obrigada. E, sabe. Eu ajudaria você e você me ajudaria. Além dos outros. Acho que o que não nos faltaria seria ajuda.

— Hum... – ele sorriu.

— E se... Eu estivesse agora?

— O que...?

— Eh... – Momo enrubesceu – Grávida.

Ele arregalou levemente os olhos.

— Você... Está...?

Ela assentiu, encolhendo-se.

— Onde... Está...?

Momo sentou, tocando a barriga através da camisola.

— Aqui. – sorriu.

— Nossa... – disse ele, sentando-se de maneira surpresa – Vai doer... Pra sair...? Como foi... Com Saki...?

— Hum, acho que sim. – disse sem jeito – Mas apenas quando minha barriga estiver grande.

Azusa tocou sua barriga de forma curiosa.

— Parece que... Não tem nada...

Ela achou graça.

— É porque ainda é pequeno.

— Nossa...

Momo deitou novamente e Azusa fez o mesmo. Ela se aproximou e deitou a cabeça sobre seu peito, abraçando-o. Azusa pôs a mão em sua cabeça, pensando em como seria ter um filho e como seria ser um pai, já que ele nunca teve um. Porém ficou feliz, mesmo sem entender muito a notícia. Todos estavam tendo bebês, então ele achou que era algo normal. Porém Momo estava muito feliz, pois teria um filho com Azusa.

Naquela noite, o aniversário de Shirou ocorria na sala de jantar. Os Mukami haviam chegado e todos conversavam, cada um em um grupo. A longa mesa estava enfeitada e havia um bolo com vários pratos de comidas ao redor. Havia balões coloridos e o bolo era branco com detalhes azuis, como os olhos de Shirou. Ele não entendia nada sobre o que estava acontecendo ali, porém se divertia enquanto brincava com Yuuzo e Kaya sob um tapete especialmente para eles.

Os dois meninos usavam calças jeans, sendo que Shirou usava um cardigã azul-marinho e Yuuzo um blusão xadrez cinza com uma camisa azul. Kaya usava um vestido vermelho e um laço na cabeça, que rapidamente arrancou ao começar a brincar.

— Ela não gosta mesmo de laços. – comentou Mana com Saki – Não adianta.

Saki achou graça.

— Então Momo a Azusa também vão ser pais. – ela sorriu.

— Sim. Momo está animada, mas parece que Azusa não entende muito disso. Ele está mais preocupado com a dor que ela vai sentir, pois eles escutaram quando tive Yuuzo e eu gritei.

— E vamos gritar de novo. – Mana elevou a taça e brindaram – Eles podiam trocar de lugar conosco.

— Verdade. Fazemos a parte divertida, mas depois sofremos.

— Eles só se divertem.

Ambas riram. Perceberam Yuka se aproximar com Sora, as duas sorriam de forma animada.

— Em três dias será o aniversário de Subaru-kun. – disse Yuka – Vamos fazer uma festa depois?

— Mas você já tinha planejado uma festa pra ele? – perguntou Mana em dúvida.

— Sim, mas notei uma coisa bem óbvia. – riu – Apenas Reiko, Rin e eu não estamos grávidas.

— E? – Saki riu, ainda sem entender.

— Seria divertido fazer uma festa para vocês.

— Yuka, você gosta de mesmo de festas, né? – disse Mana.

— Muito! Mas o que acham da ideia? Pensei nisso porque Masami está mais perto de ter o bebê.

— Por mim tudo bem. – ela sorriu – Eu também gosto de festas.

— Por mim também. – disse Saki.

Yuka pôs as mãos nas bochechas e correu para as outras meninas, perguntando a opinião de cada uma. Por fim, ela apenas avisou aos meninos que poderiam vir à festa. Eles a olharam, até achando graça. Yuka era uma figura única.

— Acho que somos apenas os fornecedores de esperma. – disse Shuu.

— Ela realmente nos avisou apenas? – perguntou Reiji – Elas não possuem mais nenhum respeito por mim.

Laito riu e fitou Subaru.

— Subaru-kun, quando vocês vão ter um bebê?

Ele desviou o olhar por um momento, franzindo levemente as sobrancelhas.

— Vamos esperar mais um pouco por causa da escola.

— Ah, é. Ainda bem que já nos formamos. E você, Kanato-kun?

— Depois. – disse Kanato, comendo um doce.

— Eh? – cantarolou – Vocês não estão pensando mesmo em filhos agora.

Poucos dias depois, a festa de Subaru aconteceu e ele se surpreendeu mais uma vez, mesmo desconfiando de que Yuka planejava outra festa para ele. Todos se divertiram mais uma vez e ele ganhou presentes de todos. Após a primeira festa que Yuka fez, os aniversários dos seis irmãos passaram a ser comemorados. Em março para os trigêmeos, em agosto para Reiji, em outubro para Shuu e em novembro para Subaru. Agora eles compreendiam o que era comemorar o aniversário em família e gostavam disso. Aquelas garotas realmente os mudaram e eles admitiam o fato.

Na semana seguinte, aconteceu a festa das meninas. A sala de jantar estava mais uma vez arrumada para a festividade, porém dessa vez apenas havia balões rosa e lilás. O bolo era grande, circular e colorido, tendo um carrinho feito de glacê em cima. Os doces eram exóticos tanto quanto o bolo, tendo carinhas de bebês ou figuras de sapatinhos de bebês. Enquanto as meninas conversavam e se divertiam, até mesmo fazendo desenhos com tinta na barriga de Masami por ser a maior, os rapazes queriam desesperadamente sair dali. Era tudo muito rosa e muito lilás, e eles não tinham o que fazer além de conversar e comer – mesmo Kou e Ayato não se importando com isso.

Subaru disse à Yuka que eles sairiam para conversarem do lado de fora por alguns minutos, porém elas mal sabiam que eles não voltariam até o final da festa. Mesmo assim, se divertiram. Exceto Rin, que estava um pouco apreensiva com toda a decoração. Eram muitos sapatinhos, muitas caras de bebês e muito assunto sobre bebês. Ela ficou nervosa e antes de Laito sair com os outros, ele reparou. Aquela noite para ela parecia nunca ter fim, porém aguentou firme.

O alívio possuiu Rin de imediato quando a festa chegou ao fim. Após se despedir dos Mukami, ela correu para o quarto. Não queria ver uma festa de bebê nem tão cedo. Meia hora depois, Laito entrou no quarto deles e a viu deitada na cama, coberta. Ela já estava com sua camisola e ele surpreendeu-se, sorrindo suavemente e deitando ao seu lado, abraçando-a sobre as cobertas.

— O que houve?

— Nada. – ela sorriu, virando-se para ele – Por quê?

— Você parecia perturbada hoje.

— Ah. – ela desviou o olhar, sorrindo sem jeito e olhando-o – Eram tantas coisas de bebês.

Ele riu, fazendo-a rir.

— Verdade. Yuka se superou.

Rin assentiu, pondo as mãos na cabeça.

— Bolo com carrinho de bebê, caras de bebês, sapatos de bebês. Isso não as deixou loucas?!

Ele sorriu, achando graça.

— Elas vão ter bebês. – disse em tom óbvio – Quando tivermos um, você vai entender.

— Você entende agora?

— Não. – riu – Mas não se preocupe. Vai acontecer quando for a hora certa.

— E se... – ela desviou o olhar – A hora certa for agora?

Ele permaneceu a olhando, confuso, porém arregalou os olhos ao entender.

— Você está...?

Ela assentiu com a cabeça, corando e sentou-se. Laito se sentou, tracejando um sorriso nervoso.

— É verdade?

— Claro que é! Acredite. – disse ela, lembrando-se dos cinco testes que fez.

Laito a abraçou de repente, deitando-a na cama e beijando-a. Rin arregalou os olhos, confusa. Não imaginou que ele fosse ficar tão feliz. Ao cessar, ele a olhou e tirou o chapéu, pondo-o na cabeça de Rin.

— Rin-chan... – cantarolou – Você me fez muito feliz agora.

— Eh...? – ela corou – M-Mas... Eu não estou pronta! E você também disse naquele dia que não estava.

Ele riu.

— Não estou nem um pouco!

— E-Eh...

— Mas percebi que quero ter um filho com você.

Ela arregalou os olhos, enrubescendo ainda mais.

— L-Laito... M-Mas nós... Não sabemos nada sobre bebês!

— Rin-chan, está vindo um exército de bebês. Acredite, vamos ter muita ajuda. – ele riu.

Ela o olhava, boquiaberta. Laito estava realmente feliz e isso a deixou admirada. Nunca imaginou ou sequer perguntou se ele queria ser pai. Pensara que ele não quisesse ser naquele momento por ter dito que não estava pronto. Porém mesmo não estando pronto, ele simplesmente estava. E isso a deixou segura e principalmente feliz.

No dia seguinte, Laito convocou uma reunião e todos esperavam ele dizer o motivo.

— Queridos irmãos e irmãs, – ele dizia – Vocês sabem que eu sou muito bom, mas agora vão saber como sou bom...

— Fale de uma vez! – exclamou Ayato.

— Tudo bem. – ele sorriu – Rin e eu vamos ter um bebê também!

Eles arregalaram os olhos e Rin encolheu-se, sorrindo sem jeito ao passo que corou. As meninas sorriram, animadas e Masami tracejou um sorriso malicioso, dizendo:

— Fez várias vezes, né?

Rin a olhou e deixou escapar uma risada.

As festividades e comemorações cessaram por apenas um mês, já que dezembro logo chegou, assim como o natal e ano-novo. O natal anterior não fora comemorado pela situação ao qual Mana estava passando após voltar da mansão dos Tsukinami, então este fora o melhor de todos em comparação ao primeiro. Os residentes agora eram apenas uma família e estavam unidos como Mana sempre desejou. Arrumaram a sala de estar e cozinharam na véspera de natal. Ao anoitecer, jantaram juntos e conversavam sobre vários assuntos, esquecendo até qual fora o assunto anterior para terem iniciado o atual.

Todos deram presentes para todos e a sala ficou repleta de embrulhos coloridos. Era surreal e surpreendente, deixando-as maravilhadas. Até mesmo Shirou e Kaya ganhavam vários presentes. Assim como Yuuzo, na mansão Mukami, onde a família comemorou o natal da forma harmoniosa como sempre faziam. No ano-novo, as duas famílias juntaram-se no jardim da mansão Sakamaki para observarem os fogos de artifício iluminar o céu. Tudo ficara brilhante e enquanto acontecia, Masami e Mana se entreolharam, sorrindo por estarem tão felizes com suas vidas.

Em meados de janeiro, o primeiro mês do novo ano, a maioria dos residentes estavam reunidos em frente à porta do quarto de Shuu e Masami. Enquanto os outros davam as mãos para suas parceiras, Reiji segurava Kaya e Shirou no colo. Ela agora com nove meses e ele com um ano e dois meses. Mana estava dentro do quarto com Shuu e a empregada que fazia o parto de Masami. Eles a ouviam fazer força e gemer pela dor. Rin agora não podia espiar o lado de dentro, eles haviam trocado as fechaduras há meses. Porém ao escutarem o choro do bebê, sorriram uns para os outros.

Após poucos minutos, a empregada permitiu a entrada de todos e eles viram Masami com o novo bebê nos braços, sorrindo de forma gentil. Shuu estava sentado ao seu lado, observando-o e Mana sorria. As barrigas de Sora e Mana estavam maiores, estando elas com três meses e Rin com apenas dois.

— Eles nascem cheios de meleca mesmo. – Rin comentou, rindo.

Masami deixou escapar uma risada.

— É um menino? – perguntou Reiko.

— Ou uma menina? – perguntou Kanato.

Shuu e Masami entreolharam-se, sorrindo.

— Essa é Masumi. – disse ela, feliz.

Eles sorriram, admirados enquanto olharam para a pequena menina com os cabelos iguais aos de Shuu. Mais uma Sakamaki nascera.

Notas finais
Lembram do início do capítulo 43 quando Shuu disse que gostava do nome "Masumi"? *--------*