Diabolik Lovers - União de Sangue

66 Capítulo 62: A chegada dos bebês


Notas iniciais
Essa foto parece muito com a Masumi que imaginei *-----* https://www.google.com.br/imgres?imgurl=https://data.whicdn.com/images/153564811/superthumb.jpg&imgrefurl=https://weheartit.com/entry/153564811&h=250&w=300&tbnid=mRUZpMtC-5exZM:&q=%5B%5B%5B"xjs.sav.pt_BR.nihSNihNHjw.O",5%5D%5D,%5B%5B"id","type","created_timestamp","last_modified_timestamp","signed_redirect_url","dominant_color_rgb","tag_info","url","title","comment","snippet","image","thumbnail","num_ratings","avg_rating","page","job"%5D%5D,%5B%5B"dt_fav_images"%5D%5D,10000%5D&tbnh=205&tbnw=246&usg=__wSDGLTxGpKF9RpMeIdD7hNv17AI%3D&vet=1&docid=L-YAw-NIQLCN3M E essa com Shirou *----* https://www.google.com.br/imgres?imgurl=https://i.pinimg.com/originals/65/03/4f/65034f8f3d5225ef100d7b0e409982f1.jpg&imgrefurl=https://br.pinterest.com/pin/629307747905667830/&h=1296&w=1260&tbnid=8T5l2K6gDxo0XM:&q=%5B%5B%5B"xjs.sav.pt_BR.nihSNihNHjw.O",5%5D%5D,%5B%5B"id","type","created_timestamp","last_modified_timestamp","signed_redirect_url","dominant_color_rgb","tag_info","url","title","comment","snippet","image","thumbnail","num_ratings","avg_rating","page","job"%5D%5D,%5B%5B"dt_fav_images"%5D%5D,10000%5D&tbnh=228&tbnw=221&usg=__0wAYaaMz776xZWRdFHQI2uK61uA%3D&vet=1&docid=Rl0lfkL4dm5WtM#h=1296&imgdii=8T5l2K6gDxo0XM:&tbnh=228&tbnw=221&vet=1&w=1260

A primavera chegara em abril, assim como o primeiro filho de Kou e Mei. Todos da mansão Mukami direcionaram-se para o quarto deles e Arizu a ajudou a ter o bebê. Yuma segurava Yuuzo no colo e Ruki segurava Ryuuji, que havia nascido no mês anterior. Kou estava sentado atrás de Mei, apoiando-a em seu peito e a abraçando enquanto apertava os olhos, que estavam fechados. Ela rangia os dentes e gemia de dor, apertando o braço de Kou enquanto ele a abraçava.

Kou dizia próximo de sua orelha que tudo ficaria bem e que logo acabaria. Arizu disse uma última vez para ela fazer força e ao fazê-lo, fechando os olhos e apertando-os, ouviram o choro do bebê. Mei nunca sentira alívio maior do que quando o bebê nasceu. Depois que Arizu o enrolou na manta, deu o bebê à ela, que sorriu ao segurá-lo. Kou o olhava com seus grandes olhos azuis arregalados.

— Ele é igual à gente. – disse ele, maravilhado.

Mei achou graça.

— É claro que é. – sorriu, mexendo nos curtos cabelos loiros do bebê – Arizu, o que é?

Ela sorriu, fitando-os.

— É um menino.

Kou tracejou um largo sorriso no rosto.

— Pode? Pode aquele? – perguntou.

Ela bem sabia que ele queria muito aquele nome se fosse menino.

— Tudo bem.

— Qual vai ser? – perguntou Momo, com cinco meses.

Kou os olhou e disse:

— Minato.

Eles sorriram.

O tempo passou rápido com os dias que chegavam ao fim. Logo chegou maio, assim como o bebê de Reiji e Mana. Ao entrar em trabalho de parto, Reiji chamou Reiko. Como ela quem havia feito o primeiro parto de Mana, ele decidiu que seria melhor ela fazer o segundo. Dessa vez não demorou tanto para ela ter espaço para o bebê nascer. Logo que a bolsa estourou, os dez centímetros de dilatação estavam lá. Realmente estava na hora.

Reiko pedia à ela para fazer força. Masami estava presente, porém segurava Kaya para que Reiji pudesse apoiá-la por trás como fizera na última vez. Mana precisava de força e ele era o único que conseguia lhe dar. Kaya observava de forma confusa a mãe, não compreendendo, pois tinha apenas um ano de vida. Mana respirava de forma ofegante, gemendo e fazendo força. Lentamente ele saía e quando finalmente saiu, ela deitou no peito de Reiji, praticamente sem forças.

— Você conseguiu. – disse ele, sorrindo.

Reiko cortou o cordão umbilical, limpando-o cuidadosamente enquanto Masami sorria ao ver o pequeno bebê de cabelo preto arroxeado, como Reiji. Ao enrolá-lo na manta, deu-o para Mana, que sorriu de forma emocionada. Reiji o olhava, admirado como na primeira vez em que viu Kaya.

— É um menino. – disse Reiko, sorrindo.

— Um menino. – Mana emocionou-se ainda mais – É lindo.

As lágrimas escorreram e ela olhou Reiji, que sorriu gentilmente e beijou sua testa.

— Fez um ótimo trabalho.

Ela sorriu, deitando em seu peito. Masami sorriu, vendo pela primeira vez Reiji sendo gentil e dando-lhe Kaya em seguida. Ele a segurou, vendo-a olhar curiosamente para o irmão. Reiko e Masami saíram do quarto, deixando-os sozinhos.

— Como vamos chamá-lo? – Mana perguntou.

Kaya sorriu, exclamando:

— Ren!

Eles a olharam. Reiji voltou-se para Mana, dizendo:

— Acho que será Ren.

Ela sorriu, feliz.

Cinco dias depois, Sora entrou em trabalho de parto. Ela assistia à Ayato jogando sinuca com Laito e Kanato quando sua bolsa rompeu. Kanato reparou que o chão estava molhado enquanto ela sentiu sua roupa molhada. Ayato a levou calmamente para o quarto ao passo que os irmãos chamaram uma empregada. Ele a pegou no colo, deitando-a na cama enquanto ela sentia as contrações e a dor. A notícia logo se espalhou quando alguns dos residentes viram Kanato e Laito correndo pela mansão.

A empregada entrou no quarto para ajudar Sora e pôs-se a sua frente, tirando sua calcinha após pedir permissão e examinando-a para ter certeza que possuía espaço. Após verificar, pediu que Sora fizesse força. Por um momento Ayato não soube o que fazer, apenas a olhava gemer enquanto sentia dor. Ela estava deitada, fazendo o máximo de força que conseguia.

— Está vindo, Sora-sama. – disse a empregada.

Ayato arregalou os olhos ao ouvir, sentando ao lado de Sora e segurando sua mão. Ela o viu ao seu lado, sentindo-se protegida enquanto passava por aquele momento de dor constante.

— Preciso que dê um grande empurrão, Sora-sama.

Ela assentiu, respirando fundo e fazendo-o, rangendo os dentes enquanto apertava a mão de Ayato, que a olhava de forma apreensiva. O choro do bebê foi ouvido e Sora sorriu, cansada. A empregada o limpou e enrolou-o na manta, dando-o à ela.

— É um menino, Sora-sama.

Ayato arregalou os olhos, olhando-o e vendo seu cabelo castanho avermelhado escuro, como Sora.

— Ele tem o seu cabelo. – disse ele, admirado.

Ela sorriu, emocionada.

— Escolha o nome dele, você que teve mais trabalho. – ele sorriu.

— Ok. – ela pensou – Que tal... Keiichi?

— Perfeito. – ele sorriu.

Ela sorriu, mexendo em seu cabelo.

— Ele é parecido com você. – disse Ayato.

Sora lhe deu o bebê e observava-o olhar para o filho de forma admirada, até achando graça. Ayato como pai era algo que nunca pensara antes, porém enquanto o olhava, percebera que combinava perfeitamente. Poucos minutos depois, porém, Sora começou a sentir uma súbita dor.

— Hum, está doendo. – pôs a mão na barriga, torcendo a expressão.

— O que, Sora-sama? – perguntou a empregada, pondo a mão em sua barriga e massageando-a suavemente – Sora-sama, acho que está tendo outro bebê.

— O que? – ela assustou-se – Gêmeos?

— Talvez.

— Como assim “talvez”?

Ayato levantou, vendo Sora fazer força mais uma vez e gemer como antes. Ela sentiu dor novamente, tentando fazer o bebê nascer e minutos depois conseguindo, ouvindo mais uma vez o choro. Os residentes do lado de fora não compreendiam, já que o bebê já havia nascido. A empregada cuidou do recém-nascido e o enrolou em outra manta, dando-o à Sora.

— Outro menino, Sora-sama.

Ayato sorriu, pondo a mão na cabeça enquanto segurava o bebê e Sora respirava de forma ofegante, sorrindo.

— Ayato... – disse ela – Você.

— Eh... – pensou – Akashi.

— Perfeito. – sorriu.

A empregada massageou sua barriga mais uma vez, confirmando o que desconfiava.

— Sora-sama, o outro está à caminho.

— Eh? – olhou-a, ela mal teve tempo de descansar nos dois últimos.

Ayato segurou Akashi, que também tinha os mesmos cabelos que Sora, e a olhou dar a luz mais uma vez.

— Faça força, por favor.

Ela assentiu, fazendo-o e gemendo alto. A dor era intensa e Sora desejava que fosse a última vez a fazer força. Ao ouvir mais uma vez o choro, sorriu aliviada. A empregada o pegou, limpando-o e o enrolando-o na manta. Sora sentou-se com dificuldade e apoiou as costas na cabeceira da cama. Ela lhe deu o bebê e massageou mais uma vez sua barriga.

— Esse é último. É um menino, Sora-sama.

— Acabou? – ela sorriu.

A empregada achou graça, assentindo.

— Que ótimo. – riu, olhando-o e vendo os mesmos cabelos avermelhados de Ayato – Ele é parecido com você. – olhou-o, sorrindo – E o terceiro?

— Terceiro... – ele sorriu, ainda tentando acreditar – Eh, Daichi?

— Perfeito.

Ele sentou ao seu lado, segurando os dois e Sora segurando o terceiro.

— Todos eles são. – ela sorriu.

Como os filhos de Sora e Ayato eram trigêmeos, a ordem dos mesmos fora determinada pela antiga tradição japonesa, onde o último a nascer era considerado o mais velho. Ou seja, Daichi, que nasceu por último, se tornou o mais velho e Keiichi o mais novo. Ao receberem a notícia do nascimento dos trigêmeos, os residentes ficaram mais que surpresos. Alguns riram pelo número inusitado, como Rin. Porém não era totalmente uma novidade, já que Ayato pertencia a uma tríade. E mesmo surpreendendo-se, ele estava tão feliz que não parava de sorrir. Sora se emocionou. Havia desejado um filho, porém ganhara três belas surpresas.

No mês seguinte, em junho, Saki dera à luz à uma menina de cabelos pretos. Os olhos de Yuma brilharam quando Arizu dissera que era uma menina. Saki pegou-a no colo, maravilhada enquanto Yuuzo, com um ano e sete meses, andou até a cama e subiu com a ajuda de Yuma para ver a irmã. Ele a olhava de forma curiosa com os grandes olhos em sua direção.

— Quer ver sua irmãzinha? – Saki perguntou, aproximando-a.

— Sim! – ele exclamou.

Yuma o abraçou e ele elevou as sobrancelhas, tocando sua cabeça.

— Cuidado, ela é pequena. – disse ele.

— Eh? – Yuuzo o olhou e a ouvia chorar – Chora?

Saki acariciou sua bochecha, ela esticava o braço, acalmando-se.

— Kaori? – olhou-o, sabendo que Yuma queria esse nome.

Ele sorriu, assentindo.

— Nossa Kaori. – disse Saki, sorrindo.

A nova integrante da família Mukami fora apresentada logo depois aos residentes. Eles ficaram surpresos, vendo como ela tinha os cabelos parecidos com os de Saki. Agora eles tinham dois filhos, porém isso não ia demorar a mudar, pois Saki e Yuma não era o tipo de casal que lembrava-se de se precaver.

Ao final do mês, Momo deu à luz ao bebê. Azusa permaneceu ao seu lado, porém completamente perdido. Ela gemia de dor, segurando sua mão e ele perguntava quase todo o tempo se ela estava bem. Quando nasceu e ela deitou a cabeça no travesseiro, Azusa olhava como ela estava cansada.

— Momo... – disse ele, ajoelhando-se ao lado da cama e pondo a mão sobre sua cabeça – Você... Está bem...?

— Sim... – ela o olhou, sorrindo de forma ofegante – Agora sim. – deixou escapar um riso.

Ele sorriu, vendo-a feliz e Arizu se aproximou com o bebê nos braços. Momo sorriu, deitando de lado e vendo-a colocar o bebê ao seu lado. Era pequeno e tinha os cabelos esverdeados de Azusa, porém em um tom mais claro. Chorava, mexendo os braços, mas aos poucos se acalmou após Momo envolve-lo com o braço.

— É tão... Pequeno... – disse Azusa.

— É sim.

Arizu sorriu, olhando-os.

— É uma menina.

Eles a olharam e voltaram-se para o bebê.

— Uma menina...? – disse ele.

— É. – Momo sorriu – Escolha o nome dela, Azusa. – disse, docemente.

Ele abaixou o olhar em direção à filha, pensando. Ela se acalmara e dormia, respirando calmamente com seus olhos fechados. Ele sorriu e olhou para Momo.

— Mai.

Momo o olhou, surpresa e sorriu docemente, fitando-a.

— Mai. – repetiu gentilmente.

Azusa a olhava, maravilhado.

— Eu... Amo você...

Momo surpreendeu-se e sorriu de forma feliz, seus olhos marejaram.

— Eu também amo você, Azusa.

Ele sorriu.

Novos bebês chegaram às mansões Sakamaki e Mukami. Os novos pais aprendiam pouco a pouco sobre como cuidar dos filhos. Kou se divertia, sempre balançando o chocalho quando Minato estava acordado e Mei sorria, sabendo que brevemente ele não saberia o que fazer quando o bebê começasse a chorar. Kou se desesperava um pouco, pois não havia como amamentá-lo quando estava com fome. Ruki por sua vez, via a cada dia como Ryuuji era parecido com ele, porém quando ele abriu seus olhos, Ruki viu a cor e percebeu que ele também tinha uma parte de Arizu. Seus olhos eram cor de mel e ele admirou isso. Arizu sempre o observava com o bebê. Mesmo Ryuuji não entendendo nada ainda, Ruki lia para ele quando estava com um livro na mão. Era delicado e gentil, e isso a fazia sorrir.

Yuma e Saki já sabiam bem como cuidar de Kaori. Porém ela não chorava tanto, apenas quando estava com fome. E quando o fazia, Yuuzo logo gritava pelos pais. Yuuzo sempre ficava com ela e às vezes a observava dormir no berço, sentado na poltrona ao lado. Ele se mostrava curioso quanto à ela e quanto aos termos “irmão mais velho” e “irmãzinha”. Yuma dissera à ele que ele era o irmão mais velho dela e que deveria protege-la e cuidar dela. Então quando Kaori dormia e seus pais não estavam por perto, ele cuidava dela.

Azusa e Momo tinham algumas dúvidas em relação à como cuidar de Mai. Azusa sempre a segurava com cuidado e com medo de deixá-la cair, porém a olhava de forma admirada. Ela era parecida com ele, porém também semelhante à Momo. Pois quando abriu os olhos, ele viu que eram azuis como os olhos da mãe. E isso o fez ficar ainda mais admirado. Azusa nunca tivera um pai ou sequer uma figura paterna ou materna, mas sabia que se esforçaria para ser o melhor pai para Mai.

Na mansão Sakamaki, Mana passava todo o tempo com Ren. Ele era a imagem e semelhança de Reiji. Seu cabelo preto arroxeado e seus olhos vermelhos eram como os de Reiji e ele ficou fascinado com isso. Mesmo que biologicamente ele seja seu primeiro filho, para ele, Kaya continuava a ser sua primogênita. Reiji realmente mudara com sua chegada e se tornara mais amável, demonstrando isso quando se tratava dos filhos. Mana, porém, percebeu que Kaya queria ficar todo o tempo com Reiji. Ela possuía preferência por ele e Mana achou graça por isso. Quando Reiji estava no quarto ou no laboratório, Kaya sempre ia atrás dele, subindo na cama ou batendo na porta. Ele lia livros de contos para ela, porém até seus livros de poções à fascinavam.

Shuu e Masami tinham um pouco de trabalho, porém não com Masumi. Ela era calma e apenas queria mamar, porém Shirou ficava com ciúmes por ela se apossar dos seios que lhe pertenciam. Ele se irritava e apontava para ela, brigando e dizendo para ela largar a mãe dele. Porém Shuu descobrira uma forma de acalmá-lo e distraí-lo. Quando Masumi queria mamar e Shirou já subia na cama dos pais para tentar impedi-la, Shuu o virava para si e tocava violino para ele. Ele prontamente prestava atenção na melodia, arregalando seus olhos azuis de forma curiosa. Isso também fazia com que Masumi mamasse tranquilamente e Masami sorria para Shuu enquanto o observava tocar. Ele sorria de volta, fazendo o mesmo.

Ayato surpreendeu Sora em relação aos filhos. Como eram três, e muitos na perspectiva deles, Sora não conseguia cuidar de todos ao mesmo tempo. Ela quase enlouquecia quando queriam mamar e choravam os três de uma vez. Porém enquanto amamentava um e até mesmo dois ao mesmo tempo, Ayato dava mamadeira para o que segurava. Eram seus três belos presentes, porém às vezes os enlouquecia. Ayato a ajudava todo o tempo, sempre estando ao seu lado para qualquer coisa. Sentia falta de jogar com os irmãos na sala de jogos, porém sabia que Sora iria ficar louca se não tivesse ajuda, mesmo Yuka ajudando-a quando ele não podia. E quando os trigêmeos dormiam, os dois também dormiam. Durante o primeiro ano, Ayato e Sora passavam o tempo que lhes sobrava na cama. Porém agora, apenas dormindo.

Durante a gestação, Rin surpreendeu-se com Laito. Ele estava mais amável do que já se tornara e quando a barriga de Rin começou a crescer e o bebê a chutar, Laito sempre aproximava a orelha da barriga dela para senti-lo. E por incrível que pareça, ele não quis mais dormir com Rin por medo de machucar o bebê. A cada dia ela se surpreendia com o comportamento de Laito. Ele mudou radicalmente e Rin já não via mais nele aquele rapaz que apenas se importava com sexo e nada mais. E ela percebeu que isso a deixava feliz. Ele a fazia feliz.

No começo de julho, Rin entrou em trabalho de parto.

— Mmmm! – ela gemia pela dor.

Rin estava deitada na cama, apertando os lençóis enquanto fazia força. Laito estava ao lado da empregada que fazia o parto, vendo a cabeça começar a sair e arregalando os olhos de forma surpresa, vendo como um bebê nascia. Rin queria apenas que ele saísse dali.

— Ele está nascendo! – ele sorria.

Laito saiu de cima da cama e ajoelhou ao lado de Rin, segurando sua mão.

— Dói! – ela começou a chorar.

— Já está acabando. – disse ele – Você está conseguindo!

— Mmmm!

— Agora um último empurrão, Rin-sama. – disse a empregada.

Rin assentiu, fazendo força e sentindo a dor cessar de repente, ouvindo o choro. Laito arregalou os olhos, que brilhavam. Olhava em direção ao bebê e aproximou-se, ajoelhando ao lado da empregada e vendo-a limpá-lo, pegando uma manta. Ele sorriu ao vê-lo.

— É um menino! É um menino!

Rin sorriu, achando graça e Laito pegou o bebê, sentando ao seu lado. Ela se sentou e o olhou, vendo os curtos cabelos castanho-avermelhados do filho.

— Eu sofro e sinto dor, e ele vem igual à você. – ela riu.

Laito sorriu de forma cômica. Rin o olhava, vendo seu olhar brilhante em direção ao bebê.

— Kenji. – olhou-a.

Ela o olhou, sorrindo gentilmente e assentindo. Laito sorriu, pondo o bebê entre eles e deitando de lado, apoiando o rosto na mão e observando-o. Rin fizera o mesmo, porém observava Laito de maneira gentil.

Os dias nas mansões nunca eram monótonos. Com os novos bebês, as casas ficaram mais cheias e sempre havia algo novo acontecendo. Quando separados, cada casal cuidava de seus filhos, tentando fazer o melhor que conseguiam com os conselhos dos irmãos. Quando juntos, as meninas ajudavam umas as outras na companhia de seus parceiros. Com isso, os meses passaram e as estações igualmente, até que dezembro chegara e o inverno logo faria o mesmo.

Naquela tarde, na mansão Sakamaki, todos os residentes estavam reunidos na sala de estar do segundo andar. Masumi estava com onze meses e no próximo mês logo faria um ano. Ela estava sentada no chão ao lado de Shirou, que tinha agora dois anos. Usava um vestido azul enquanto ele usava uma bermuda e camisa verde. O cabelo de Shirou estava grande, próximo de seu pescoço. O cabelo de Masumi estava próximo de seus ombros, possuindo o mesmo cabelo loiro que Shuu, porém os olhos lilases de Masami.

Ao lado deles, brincando com os demais brinquedos, estavam Kaya e Ren. Ela completaria dois anos em abril e ele estava com sete meses. Kaya estava com o cabelo preso em marias-chiquinhas, porém puxara um dos elásticos e soltara um dos lados para o incômodo de Mana. O cabelo de Ren estava um pouco comprido, porém ele não parecia gostar da franja caindo sobre seus olhos e passava o braço constantemente na testa para tirar as mechas da frente.

Os trigêmeos, também com sete meses, possuíam cabelos de comprimento mediano e agora Ayato e Sora conseguiam identificar cada um perfeitamente. Daichi, o mais velho, era semelhante à Ayato com seus cabelos avermelhados e olhos verdes. Akashi, o segundo, era semelhante à Sora com seus cabelos castanhos avermelhados escuros e olhos tão claros que pareciam ser brancos. E Keiichi, o mais novo, era uma união dos dois com seu cabelo castanho-avermelhado escuro e os olhos verdes. Enquanto Keiichi brincava no chão com os brinquedos, Daichi estava no colo de Sora no sofá e Akashi no colo de Ayato, ambos com brinquedos nas mãos.

Laito estava sentado no chão com Kenji entre suas pernas, apoiando-o já que ele tinha apenas cinco meses e pouco a pouco aprendia a se sentar sozinho. Rin os observava, sentada na poltrona e sorrindo enquanto olhava os médios cabelos do filho e seus olhos verdes. Realmente Kenji era a imagem e semelhança de Laito. Ela sorriu, começando a desejar outro filho. Kenji ainda era pequeno, porém isso estava em seus planos. E pelo jeito como Laito comportava-se com o filho, até mesmo brincando no chão com ele e dando-lhe seu chapéu, ele com certeza aceitaria.

Masami estava sentada no sofá com Shuu deitando a cabeça em seu colo, escutando música com apenas um fone de ouvido. Mana estava sentada no outro sofá com Reiji ao seu lado, que olhou para frente ao ver Kaya levantar e se aproximar para lhe dar o brinquedo que segurava. Yuka estava sentada ao lado de Daichi, brincando com ele e sorrindo enquanto Subaru a observava de forma gentil, sentado no sofá.

— Obrigada por dar a eles seus brinquedos, Kanato-kun. – disse Sora.

— Hum, não há de que. – falou Kanato, sentado no sofá com Reiko ao seu lado – Eles parecem estar se divertindo.

— Hum. – ela concordou, sorrindo suavemente.

Reiko observava as crianças, semicerrando ainda mais os olhos. Ela já os observava há meses, sentindo um desejo estranho em também ter um bebê nos seus braços. Kanato e ela já haviam conversado sobre isso, mas esperavam a escola acabar para começarem a pensar realmente. Porém já fazia dez meses que haviam se formado e nenhum dos dois comentou mais nada. Ela o fitou, vendo-o olhar para um dos brinquedos. Kanato já não carregava mais Teddy consigo e parecia não sentir tanta falta dele. Ele comportava-se de forma natural e até madura, e isso fazia Reiko sorrir às vezes.

— Sora, eles dão muito trabalho? – Yuka perguntou de repente, olhando-a.

— Sim, muito.

Rin a fitou, achando graça.

— Você devia ter pensado melhor. – disse ela – É sempre bom ter o número de bebês igual ao número dos seus braços. – riu.

Sora achou graça.

— Eu não pude escolher muito, Rin. Eles dão trabalho, mas nossos dias sempre são únicos.

Ela fitou Ayato, que balançava Akashi no colo, rindo quando ele ria.

— Vocês pensam em ter outros filhos? – perguntou Masami, sorrindo.

— Não! – Sora e Ayato exclamaram em coro, deixando todos surpresos.

Eles se entreolharam e riram.

— Acho que três está bom. – disse Ayato – Deixa assim, vieram de uma vez.

— Verdade. Imaginem se vierem gêmeos ou trigêmeos de novo. – disse ela – E vocês?

— Estamos bem. – ela riu, fazendo Shuu sorrir.

— E vocês, Rin?

— Bem... – ela sorriu, fitando o marido – Laito.

Ele a olhou, sorrindo e dando a resposta à Sora.

— Mana?

— Eh? – ela a olhou, sorrindo e fitando Reiji.

— Mais um? – sorriu.

Ela encolheu os ombros e mordeu o lábio inferior, sorrindo. Ele elevou as sobrancelhas, arregalando levemente os olhos.

— Você está...?

Ela assentiu.

— Sim.

Eles os olharam de forma surpresa, sorrindo. Shuu achou graça, dizendo:

— Vai ser papai de novo, papai.

Mana riu, olhando-o e tendo sua testa beijada. Ela sorriu, abraçando-o e vendo que sua grande família realmente estava acontecendo.

Subaru os olhou, semicerrando os olhos e fitando Yuka. Mais tarde à noite, Yuka penteava os cabelos, vestida em sua camisola rosada. Ela acabara de cortá-los no meio de suas costas e pensava se os deixaria crescer de novo ou não. Subaru a observava, deitado na cama. Já havia se passado três anos desde que se conheceram e estavam casados há um ano. Ele sabia bem que ela queria ter filhos, porém o assunto não ocorrera mais desde o casamento. Eles viajaram por uma semana e ficaram sozinhos, aproveitando os lugares que visitavam. Sempre se precaviam, porém agora ele não queria mais se precaver tanto.

— Quer ter filhos? – perguntou.

— Eh? – olhou-o da penteadeira e sorriu – Por que isso de repente?

— Porque todos já têm filhos, menos nós.

— E Kanato e Reiko.

— Exceção. – sorriu levemente.

Ela sorriu gentilmente, guardando a escova na gaveta e levantando, sentando-se ao seu lado.

— Você quer? – sorriu.

Subaru semicerrou os olhos, hesitando, porém assentindo. Yuka sorriu, feliz e o beijou repentinamente. Ele arregalou os olhos, vendo-a cessar e analisando sua expressão. Sentou-se, desconfiado.

— Yuka...

— Hum.

— Você estava esperando eu pedir?

— Eh... – ela gaguejou, sorrindo – Não exatamente, mas... Algo assim.

Subaru sorriu, ela realmente desejava ter filhos, porém esperou que ele estivesse pronto para isso. Ele se aproximou, beijando-a e a deitando. Tirou sua roupa calmamente, sentindo sua pele e chupando um de seus mamilos ao vê-lo endurecido. Yuka arquejou, contraindo as pernas. Subaru se pôs entre suas pernas, olhando-a.

— Sem precauções hoje?

— Sem precauções. – ela sorriu.

Ele sorriu, beijando-a intensamente e adentrando-a enquanto a ouvia gemer.

No quarto de Kanato e Reiko, os dois entrelaçavam-se debaixo das cobertas. Kanato estava sobre Reiko e entre suas pernas, empurrando e sentindo-a por dentro. Reiko o abraçava, gemendo e ouvindo-o arquejar, deixando escapar alguns gemidos mais altos às vezes. Ela abriu os olhos, fitando o teto da cama e cessando o abraço, olhando-o. Kanato estava com a boca levemente aberta e a olhou.

— O que foi? – perguntou, continuando.

Ela o afastou, parando o que faziam e deixando-o em dúvida.

— Kanato-kun, vamos ter um filho. – disse de repente.

Ele franziu a testa, porém acalmou o olhar e sorriu.

— Hum. – assentiu – Eu vejo como você os olha há meses.

Ela sorriu sem jeito. Kanato abaixou o olhar ao se sentar, tirando a camisinha e fazendo-a sentar sobre seu quadril, cruzando as pernas em volta de si. Reiko ruborizou levemente, na maioria das vezes Kanato ficava por cima dela. Ela o olhava timidamente, porém sorriu suavemente quando começou a mover o quadril, vendo-o semicerrar os olhos ao voltar a sentir prazer.

Reiko beijou-o, envolvendo seu pescoço com os braços. Kanato segurou sua cintura com as mãos e passou a movimentá-la mais rápido para cima e para baixo. Ela cessou o beijo, abrindo a boca levemente e gemendo. Ele a deitou de repente, ajoelhando-se e continuando sobre ela. Reiko o sentia preenchê-la, apertando os lençóis e sentindo-o mover-se dentro de si.

— Reiko-chan... – arquejou, deitando-se sobre ela.

Reiko semicerrou os olhos, sentindo o ápice se aproximar e fechando-os. Ouvia Kanato ficar cada vez mais ofegante, gemendo próximo de sua orelha. Ele cerrou o punho e rangeu os dentes ao sentir chegar, empurrando mais uma vez e sentindo-a mais fundo, ouvindo-a gemer mais alto.

Mesmo ao terminarem, Kanato a olhava ainda sobre ela e tracejou um leve sorrindo no rosto, beijando-a gentilmente ao passo que a abraçou. Talvez daqui a alguns meses, o filho deles já estaria em seu ventre.