Diabolik Lovers - União de Sangue

60 Capítulo 56: Doce casamento


A gravidez de Mana não fora a das mais fáceis. Sua barriga começara a crescer e a cada mês ficava maior. Começou a ficar visível através de suas roupas e não existia mais nenhuma blusa ou vestido que disfarçasse. Ela estava feliz por carregar um filho, porém sempre que via Reiji no corredor, esquecia-se disso por um doloroso momento. Geralmente eles se viam sem querer e Reiji logo fitava sua barriga, desviando o olhar e continuando a andar. Mana toda vez abaixava o olhar de forma entristecida. Não se arrependera de engravidar, era seu filho, afinal. Porém isto originou um grande muro entre ela e Reiji. E não sabia se um dia ele voltaria a falar com ela.

Em seu antigo quarto, ela acariciava sua barriga com a blusa levantada até os seios. Estava com quatro meses e meio e sorria enquanto sentia o bebê se mexer dentro de si.

— Você vai ser muito amado, sabia? – dizia, sentindo-o mais uma vez – Você já é muito amado. Seu pai e eu o amamos muito. – abaixou o olhar – Gostaria que tivesse o conhecido. Ele desejou muito você.

Ouviu de repente alguém bater na porta e voltou-se para ela.

— Entre.

Reiko adentrou seu quarto e a viu sentada na cama.

— Oi, Reiko. – sorriu – O que houve?

— Masami me disse que você estava com receio de um dos empregados contar ao pai de Kanato sobre o bebê quando nascesse.

Ela hesitou, porém assentiu.

— Tenho medo de ele tirá-lo de mim.

— Acredito que o rei já saiba que está grávida.

Mana arregalou os olhos.

— Porém – continuou – não acho que Reiji tenha dito algo a ele sobre não ser o pai.

— Jura?

— Reiji mudou muito depois que você foi levada. E mais ainda depois da notícia.

Ela abaixou o olhar.

— Ele não fala mais comigo, nem me olha. Quando vê minha barriga... Parece que estou humilhando-o.

— Mas acredito que ele nunca dirá a verdade sobre o bebê. Reiji sabe das possíveis consequências. – disse Reiko – Mas como Masami comentou sobre isso, vim até aqui para dizer que posso ajudá-la com o parto.

Ela atentou-se, surpresa.

— Você sabe fazer isso?

— Sei. – ela sorriu levemente – E quero ajudá-la.

Mana sorriu.

— Obrigada. – se emocionou – Como estão os preparativos para o casamento?

Reiko enrubesceu levemente.

— Estão ocorrendo como o planejado. Já escolhi meu vestido.

— Que bom. – sorriu mais uma vez.

— Posso perguntar algo?

— Claro.

— Você... Perdeu sua virgindade com Reiji na noite de núpcias?

— Eh, sim. – disse ela, sem jeito – Está nervosa?

Reiko assentiu.

— O casamento é daqui a três semanas e... Tenho um pouco de medo. Pode dizer algo que eu possa fazer na hora?

— Bem... – ela pensou – Eu não estava relaxada, na verdade estava muito nervosa. Então... Tente relaxar um pouco, se é que isso seja possível. – achou graça.

Reiko sorriu, realmente não era possível.

— Vou tentar.

— Kanato-kun gosta muito de você, ele com certeza será gentil.

Ela abaixou o olhar, assentindo de forma tímida e fitando sua barriga.

— Posso tocar? – perguntou.

— Claro. – Mana sorriu, vendo-a se aproximar e sentar, pegando sua mão em seguida e pondo-a onde o bebê chutava – Ele está mexendo bastante hoje.

Reiko sentiu sua barriga, semicerrando os olhos de forma admirada ao sentir o bebê chutar. Quando mais nova, ela sempre tocava a barriga de sua mãe quando estava grávida, pondo o ouvido sobre a barriga e fechando os olhos para escutar suas irmãs e irmão. Era uma sensação boa, que apenas notara agora que parecia ser mágica.

— Kanato-kun quer ter filhos. – comentou.

— Você disse. Isso é ótimo.

— Ele disse que poderíamos ensiná-los a patinar no gelo, então compreendi que desejava tê-los.

— Vocês vão ser ótimos pais. – Mana sorriu – E isso é ótimo porque ele tem vários brinquedos, não é?

Reiko sorriu.

— Tem sim.

Ela afastou a mão, pondo-a sobre o colo.

— Mana, ele tem sorte por ter você como mãe.

Mana olhou-a, surpresa.

— Você já o ama mesmo sem conhecê-lo.

Seus olhos marejaram enquanto a ouvia.

— Obrigada.

Reiko sorriu, levantando e se retirando. Mana viu a porta ser fechada e abaixou o olhar, começando a chorar. O que mais desejava naquele momento era a presença de Carla. Ela não sabia como lidar com o que estava passando, chorava quase o tempo todo no quarto quando se lembrava dele. Porém chamou Masami para caminhar com ela no jardim. Era janeiro e ainda nevava às vezes, o que a deixava um pouco mais feliz.

Ambas caminhavam lado a lado, usando sobretudo por cima da roupa e cachecóis nos pescoços. Observavam o lugar onde ficavam as flores, vendo apenas neve. Masami usava um sobretudo azul com cachecol vermelho enquanto o sobretudo de Mana era dourado e seu cachecol claro.

— Onde está Shirou? – Mana perguntou.

— Com Shuu. Ele passa bastante tempo com ele. – sorriu – Ele está mexendo muito?

— Sim. É emocionante ter um bebê crescendo dentro de nós.

Masami sorriu, olhando-a.

— Realmente.

Mana abaixou o olhar por um momento, fitando o chão por onde pisava.

— O que houve?

Ela sorriu e olhou-a com os olhos marejados.

— Não sei como vou fazer isso. – confessou.

Masami parou, fazendo-a parar e abraçou-a. Mana deitou a cabeça em seu ombro, chorando.

— Reiji não fala comigo e não quer saber sobre a gravidez... Eu o entendo, mas... Como será depois que o bebê nascer? Ele o olhará sempre com ódio como fazia com Shuu? Como ele vai crescer assim?

— Nós vamos dar um jeito. Nós duas. – disse Masami – E as meninas com certeza vão nos ajudar.

Mana assentiu e cessou o abraço, olhando-a.

— Vivo pensando em Carla e em como seria se ele estivesse vivo. Sinto tanta falta dele... Queria que ele visse minha barriga crescer e o bebê nascer. Ele me amou, sabia? – sorriu, emocionada – Ele realmente me amou e disse isso logo antes de morrer. – pôs a mão sobre a boca, chorando mais.

Masami a levou até um banco, onde se sentaram e permaneceram até que Mana se acalmasse. Ao conseguir fazê-lo, continuava a falar sobre Carla e como ele ficara feliz quando soube que seria pai.

— É tão triste... – disse Mana com o olhar baixo – Ele realmente desejou ser pai e... – suspirou – Deus, nem sei onde ele foi enterrado. A expressão de Shin... Carla não queria deixá-lo, mas ele acabou ficando sozinho. Onde será que está agora?

— Acha que voltará para levá-la de novo?

— Não. Você precisava ver a expressão dele, ele não vai voltar. Carla era tudo o que ele tinha. Me sinto tão culpada.

— Ele estava doente, a culpa não é sua. Mas uma parte de Carla sempre estará com você.

Mana a olhou, sorrindo.

— É... Obrigada.

Masami a olhava, pensando.

— Posso perguntar algo?

— Sim.

— Você deixou de amar Reiji?

Mana a olhava e negou com a cabeça.

— Nunca. – disse – Nem sequer uma vez.

Masami segurou sua mão, olhando fixamente em seus olhos.

— Então diga isso a ele.

Mana a olhava, sabendo que realmente precisava.

Três semanas depois, o dia do casamento de Kanato e Reiko chegou. E como todos os outros casamentos, Reiko também fez o próprio bolo. Cada bolo era especialmente preparado para cada casal e ela passou a noite anterior preparando o seu. Logo, o bolo tinha quatro camadas em tom branco com faixas roxas em cada camada. Ele ficava em cima de uma estrutura que continha mais três prateleiras circulares, onde havia cupcakes brancos com decoração arroxeada, como o bolo. A visão e arrumação criava a ilusão de que a estrutura com os cupcakes e o bolo era uma única coisa, deixando-o peculiar como Kanato era para ela.

Reiko dormiu durante toda a noite, descansando. Acordou com as meninas reunidas em volta de sua cama, que a fizeram levantar e ir direto para o banheiro para relaxar na banheira cheia de sais de banho. Isso acabou se tornando um ritual, onde Masami, Mana e Sora também fizeram. Reiko não discutiu, mesmo não querendo ficar uma hora dentro da banheira. Ela apenas achou graça e começou a pensar em Kanato, perguntando-se o que estaria fazendo naquele momento.

Após voltar para o quarto, viu seu vestido arrumado no manequim e sentou-se na cadeira para Rin maquiá-la. Ela já havia se maquiado e o resto das meninas arrumavam o cabelo umas das outras, ajudando-se a se vestir.

— Você não parece nem um pouco nervosa. – Rin comentou.

— Eu estou um pouco.

— Vai demonstrar algo enquanto caminhar até o altar, né?

— Rin, pode não me irritar hoje? – Reiko pediu.

Rin riu.

— Claro. Vai ser seu presente de casamento. – sorriu.

— Obrigada. – ela esboçou um leve sorriso – Masami, onde está Shirou?

— Eu o arrumei mais cedo, ele está com Shuu. – ela achou graça, sorrindo enquanto Mana penteava seu cabelo.

Rin a fitou e perguntou:

— Por que essa cara?

— Porque os meninos estão ajudando Kanato a se arrumar.

Todas à fitaram.

— Jura? – Yuka perguntou, surpresa.

— Porque não nos contaram? – perguntou Sora.

— Acho que por vergonha, não sei. – disse Masami – Shuu pediu que deixasse Shirou com ele hoje e quando o levei para o quarto de Laito, todos estavam lá. Ele me disse que estão fazendo isso desde o casamento de Ayato.

Sora riu.

— Até Reiji? – perguntou Mana.

— Hum, não. – disse com pesar.

Mana abaixou o olhar, continuando a arrumar seu cabelo.

— Isso é realmente surpreendente. – disse Rin – Já imaginaram que isso fosse acontecer?

— Eu tinha esperança. – disse Yuka, docemente.

— Você tem esperança por todo mundo, Yuka. – Rin deixou escapar uma risada e voltou a maquiar Reiko.

— Que bom que Kanato-kun está com eles. – disse ela, sorrindo.

Rin deixou escapar um sorriso, maquiando seus olhos. Mana usava o vestido rosado que planejou com Masami e seu cabelo estava solto enquanto Masami usava um longo vestido cor de lavanda de alças finas com brilhos e seu cabelo estava preso em um coque arranjado. Sora usava um longo vestido turquesa de alças grossas, Yuka um vestido azul com comprimento até os joelhos e Rin um longo vestido vermelho de gola alta.

Mana arrumou o cabelo de Reiko e em seguida Yuka e Rin ajudaram-na a vestir o vestido de noiva. Observavam-na de forma admirada, vendo como estava linda. Masami pôs a tiara em seu cabelo e ajeitou o véu. Reiko olhou para si no espelho, percebendo que sua respiração acelerou ligeiramente.

— Agora está nervosa! – Rin apontou em sua direção.

— E o meu presente? – Reiko olhou-a.

— Tá, foi mal.

Reiko abaixou o olhar por um momento, entristecida.

— Está tudo bem? – Masami perguntou.

— Hum. – ela assentiu, sorrindo levemente em sua direção – Lembrei que vou caminhar sozinha até o altar.

— Talvez não. – Rin sorriu – Quem sabe.

Reiko a olhou, não compreendendo. Yuka se aproximou de repente, segurando em sua mão.

— Vamos, Reiko. – cantarolou, entregando-lhe o buquê com rosas roxas – Vou levá-la até a porta para o jardim.

Reiko não entendeu, porém Yuka segurou em sua mão e a levou, seguidas pelas outras meninas, que se direcionaram para o jardim. Enquanto ela era puxada por Yuka, tentava entender por qual motivo ela a estava levando, já que sabia bem qual era o caminho. Porém ao chegarem, Reiko arregalou levemente os olhos ao ver Azusa, que sorriu suavemente em sua direção. Ela paralisou ao vê-lo e Yuka sorriu, dizendo:

— Bem, até daqui a pouco.

Reiko a fitou, vendo-a ir para o lado de fora e voltou-se para Azusa, que se aproximou. Ele usava um terno preto com camisa branca e gravata preta, além de suas ataduras.

— Azusa-san... O que faz aqui? – perguntou em dúvida – Não devia estar com Momo-san e os outros?

— Eu vou... Levá-la até... O altar. – disse ele – Kanato-san... Me pediu.

— Eh? – ela arregalou os olhos, ruborizando – Kanato-kun... Pediu?

— Hum... – ele sorriu com os olhos semicerrados – Você está... Bonita.

— Obrigada. – desviou o olhar – Não precisava fazer isso.

— Você é... Minha amiga...

Ela o olhou, vendo seu sorriso feliz.

— Obrigada. – sorriu.

Azusa ofereceu sua mão e direcionaram-se para a saída. Ele pôs seu braço em volta do dela e a notou nervosa, sorrindo suavemente. Reiko respirou fundo, nunca imaginou que ficaria nervosa por estar se casando.

Os violinos puseram-se a tocar e os dois começaram a caminhar. Momo os olhou e sorriu gentilmente, admirando o ato de Azusa. Seu longo cabelo branco estava solto e ela usava um vestido magenta. Saki e Yuma estavam presentes e ela segurava nos braços o pequeno Yuuzo, que agora tinha três meses de idade, como Shirou. Os dois possuíam apenas três semanas de diferença e Yuuzo era tão parecido quanto Yuma, herdando seus cabelos castanhos claros e seus olhos de mesma cor. Ao vê-lo pela primeira vez, Shuu brincou com Yuma, dizendo que os dois eram verdadeiras copiadoras. Masami achou graça, achando que era realmente verdade.

Enquanto caminhava, Reiko abaixou o olhar por um momento, olhando o caminho que pisava e engolindo em seco. Porém ao se aproximarem mais, ela levantou o olhar em direção ao altar e avistou Kanato, arregalando os olhos e enrubescendo como nunca o fizera. Kanato usava um terno branco com o paletó comprido que chegava até suas coxas, camisa preta com sutis babados e uma gravata vinho amarrada em laço em volta da gola de babado. Seu cabelo estava penteado e a olhava de forma admirada com seus grandes olhos roxo-claros arregalados. Laito estava ao seu lado e entregaria as alianças à ele durante a cerimônia. Ao fita-lo, deixou escapar um sorriso.

O vestido de Reiko não possuía alças, porém o decote possuía uma leve curva para baixo com um babado arroxeado que cobria todo o decote. Era justo, mostrando suas suaves curvas e ao chegar ao quadril, abria-se em uma grande saia com alguns babados e flores ao redor de seu quadril. Ela usava seu colar, compridas luvas e a tiara com véu. Seu cabelo marrom crescera desde sua chegada há um ano e meio, estando agora próximo do meio das costas. Logo, Mana fizera um belo penteado onde prendera com presilhas de flores brancas todo o cabelo em um único lado, deixando-o sobre os ombros e moldando cachos. Ao vê-la daquela forma, Kanato admirou-a. Porém estava ainda mais maravilhado por sua expressão.

Ao se aproximarem, Azusa sorriu e deixou Reiko próxima de Kanato, que ofereceu sua mão. Ela a segurou, sem parar de olhar em seus olhos e puseram-se à frente da mesa com as taças. Quem faria a cerimônia seria seu avô, pai de sua mãe, Chiasa. Ele sorriu de maneira feliz em sua direção, vendo como ela estava tímida naquele momento. Ele abençoou a união e recitou os votos, que foram repetidos por ambos ao colocarem-se de frente um para o outro. Reiko o olhava recitar e seus olhos vermelhos brilhavam enquanto ele falava. Reiko recitou sua parte, enrubescendo e gaguejando levemente. Em seguida Laito entregou as alianças à Kanato, que a colocou em seu anelar esquerdo após ela retirar a luva.

A faca foi oferecida à Kanato e ele cortou a palma da mão, deixando o sangue escorrer na taça e entregando a faca à Reiko ao terminar. Ela fez o mesmo e os dois pegaram a taça um do outro, bebendo o sangue para consumar a união de sangue. Pela primeira vez Reiko sentiu o sabor do sangue de Kanato e ruborizou ainda mais, percebendo como era doce e atraente. Kanato bebeu seu sangue, saboreando-o e puseram as taças sobre a mesa. Ela o olhava, assistindo-o segurar gentilmente suas mãos e beijá-la.

Após ocorrer a cerimônia, houve a primeira dança na festa. Kanato pusera as mãos na cintura de Reiko, que envolveu seu pescoço com seus braços. Após se unirem, o nervosismo dela diminuiu e sorria de forma alegre para ele, que fazia o mesmo. Seus irmãos os observavam, vendo-o sorrir daquela forma pela primeira vez, porém percebendo que ele não mudara tanto. Quase toda a comida era doce e algumas crianças que estavam na festa amaram esse fato.

— Você está feliz? – Kanato perguntou enquanto dançavam.

— Hum. – ela assentiu, sorrindo – Não achei que ficaria tão feliz.

Ele sorriu, contente.

Enquanto os convidados os observavam, Laito fitou o pai de longe. Ele os assistia e sorria de forma gentil. Laito estreitou os olhos, aborrecido. Ao pensar que seu pai estaria também presente em seu casamento o deixava irritado. Rin notou sua expressão e olhou para onde ele olhava, vendo Karlheinz do outro lado da grande lona. Estranhou ele estar presente e não fazer a cerimônia. Ele era o rei, pai dos seis irmãos e com certeza o mais velho de todos que estavam presentes. Por que não irritar ainda mais os filhos? Afinal, ele parecia apreciar bastante isso. Algo estava estranho, porém ela não conseguia pensar numa razão. Ele era misterioso demais e a habilidade de Rin em descobrir as coisas estava enferrujada, então fora impossível saber o motivo. Mas ela sabia que tinha algum.

Quando a dança cessou, metade dos convidados começou a dançar e Kanato levou Reiko até a mesa, dando-lhe um dos doces e pegando outro para si. As irmãs de Reiko aproximaram-se deles e sorriram, conversando de forma animada com os dois. Sua mãe também se aproximou com o filho no colo e sorriu, feliz. Kanato e Reiko as olhavam de forma contente, conversando com todas.

Yuka fitava os dois, sorrindo de forma feliz. Subaru a observava, sentado ao seu lado.

— Eu gosto de você. – disse de repente.

— Eh? – ela o olhou, corando – P-Por que está dizendo isso agora? – perguntou, docemente.

— Porque nunca disse.

— M-Mas...

— Obrigado.

— P-Pelo o que?

— Por me amar.

Yuka encolheu os ombros, corando mais.

— H-Hum.

Subaru sorriu, achando graça e beijando-a, fazendo com que ficasse ainda mais envergonhada. De longe, Mana observava os dois, notando como o relacionamento deles amadureceu. Ela notou Reiji do outro lado da grande lona, conversando com outros convidados e desviou o olhar, sabendo bem que ele a ignoraria. Porém Reiji a fitou por um momento, observando sua expressão triste por alguns segundos.

A mãe de Mana se aproximou com um dos gêmeos em seus braços e sentou ao seu lado. No mês anterior eles haviam completado um ano de idade e estavam grandes e sorridentes.

— Oi, mãe. – sorriu.

— Como está, filha?

— Estou bem. E você? Como é criar filhos de novo? – sorriu, achando graça.

— Trabalhoso como antes. – ela sorriu, contente – E você? Como está?

— Já perguntou isso. – achou graça.

— Sim, mas a primeira vez fora para saber se você estava bem em relação à sua nova vida.

— E a segunda? – sorriu.

— Para saber como está o bebê.

Mana arregalou os olhos, fitando o sorriso de sua mãe.

— C-Como sabe?

— Eu já estive grávida. – ela sorriu – Três vezes. – achou graça – Sei bem como o corpo muda nessa fase. Seus seios estão um pouco maiores e no casamento de Ayato-kun e Sora-chan, notei que sua cintura não estava mais tão esguia, mesmo com aquele vestido que usava. Só não compreendo porque pusera um vestido tão largo hoje. Pensei que detestasse esse vestido.

— H-Hum. – negou – Ele é bonito.

— Parece até que está escondendo. Está escondendo sua gravidez, Mana? É algo para se comemorar.

— Eu sei. – ela sorriu – Apenas não me senti à vontade em ter engravidado tão rápido. – mentiu.

Sua mãe sorriu.

— Isso é ótimo, eu demorei anos para engravidar. Me surpreendo que, Reiji sendo puro de primeira classe e você de segunda, você tenha engravidado em alguns meses. Isso é fantástico. Assim como pensei sobre sua irmã.

— Sim. – ela sorriu levemente.

— Para quando é?

— Abril, creio.

— Não se esqueça de nos avisar.

— Claro. – ela sorriu.

Após sua mãe levantar e ir até marido, vendo como o outro bebê estava, Masami aproximou-se, desconfiada e sentou-se ao lado da irmã.

— O que aconteceu?

Mana abaixou o olhar, frustrada.

— Mamãe descobriu.

— Como? – disse ela, surpresa.

— Ela percebeu no casamento de Ayato e Sora que minha cintura não estava mais tão fina e agora, reparando que meus seios estão um pouco maiores.

— Tenho outra notícia ruim.

— Qual?

— Acredito que Karlheinz tenha notado.

— O que?! – ela exclamou, disfarçando.

— Ele é um homem irritantemente perspicaz. – Masami suspirou – Percebi que ele a olhava detalhadamente e pousou o olhar sobre sua saia, analisando-a e dando um meio sorriso.

— Deus. – Mana abaixou o olhar.

— Acalme-se, não deixe transparecer. Pelo o que notei, ele pensa que é de Reiji.

— Sim, mas... Isso é terrível. Ele algum dia notará a mudança de Reiji em relação à mim e saberá que algo veio junto do sequestro.

— Se isso acontecer, vamos protegê-la.

Mana olhou-a, assentindo de forma nervosa.

Ao entardecer, os convidados se foram e a festividade chegou ao fim. Kanato e Reiko adentraram a mansão após se despedirem da família de Reiko e dirigiram-se para o quarto de Kanato, que agora seria o quarto de ambos. Reiko estremeceu por um momento, pensando em sua primeira vez, porém lembrou-se que Kanato a amava e também da frase de sua mãe, que lhe disse uma vez que nem todo homem é como seu pai fora.

Ao entrarem no quarto e Kanato fechar a porta, Reiko percebeu que seu quarto não estava diferente. A grande cama com colunas de madeira era a mesma, possuindo a mesma colcha roxa. O carpete era o mesmo, assim como as cortinas das portas duplas para a varanda. Havia brinquedos espalhados no quarto e em cima da lareira. O lustre era o mesmo também, porém a única coisa diferente era a cor arroxeada em tom claro das paredes, que parecia ter sido repintada. Ela estranhou, as outras meninas disseram que os quartos dos rapazes haviam entrado em obra antes do casamento.

— Não quis mudar o quarto? – perguntou.

— Não. Deixei que apenas pintassem, não queria que mudassem.

Ela assentiu, observando a cama e semicerrando os olhos.

— Kanato-kun... Por que pediu à Azusa-san para me levar até o altar?

Ele a olhou, pensando.

— Achei que fosse gostar. E não queria que caminhasse sozinha.

Ela o olhou, ruborizando, porém sorrindo.

— Obrigada.

Ele sorriu, contente. Reiko desviou o olhar por um momento e foi até o armário, pegando uma de suas camisolas e indo para o banheiro. Kanato a seguiu com o olhar e notou que estava nervosa. Lembrou-se da conversa desconfortável que teve com os irmãos enquanto se vestiam. Ele sabia o que deveria fazer naquela noite, porém mesmo assim o irritaram, dizendo em detalhes o que deveria ser feito. Ao lembrar-se, franziu as sobrancelhas de forma perturbada e tirou o paletó, pondo-o sobre a poltrona e despindo-se me seguida.

Dentro do banheiro, Reiko tirava calmamente o vestido de noiva e desfazia o penteado, percebendo que seu cabelo estava grande em relação ao corte que costumava fazer. Ela se olhou no espelho e viu-se nua. Enrubesceu, logo Kanato a veria desta forma. Seu pequeno corpo. Vestiu sua camisola preta e engoliu em seco, saindo do quarto e pondo o vestido sobre a mesma poltrona que Kanato pôs seu paletó. Ao fitar a cama, ele estava sentado sob as cobertas e a olhava vestida na camisola. Era ligeiramente curta, mostrando suas pernas. Ela caminhou até a cama, subindo e sentando-se ao seu lado, cobrindo-se até quadril. Desviou o olhar por um momento, envergonhada.

— O que foi?

— Hum... – ela abaixou o olhar, mexendo em sua alça – Não sou tão bonita, então...

— Idiota.

Ela o olhou, surpresa.

— Eh?

— Você é bonita. – disse ele, aborrecido – Pare de dizer essas idiotices.

Reiko encolheu-se timidamente. Kanato desviou o olhar, ruborizando suavemente.

— Quer tirar a roupa ou eu tiro? – perguntou.

Reiko enrubesceu.

— P-Pode fazer o que desejar. Eu não sei o que fazer.

Ele a olhou, aproximando-se e tirando o cabelo da frente de seu pescoço. Reiko notou que ele usava apenas sua cueca e desviou o olhar, envergonhada. Kanato beijou seu pescoço e abriu a boca, mordendo-a. Reiko fechou os olhos, franzindo a testa e sentindo suas presas. Ele a aproximou de seu corpo, pondo a mão em sua cintura. Reiko ofegou, pondo as mãos em seus ombros. Ao cessar, ele a olhou com os olhos semicerrados.

— Posso... Morder você? – Reiko perguntou timidamente.

Kanato franziu levemente as sobrancelhas, hesitante, porém assentindo.

— Hum.

Reiko enrubesceu, não achou que ele aceitaria. Aproximou o rosto de seu pescoço e o beijou, abrindo suavemente a boca e penetrando as presas em sua pele. Kanato apertou levemente sua cintura, semicerrando os olhos. Ouvia o som que Reiko fazia enquanto bebia seu sangue e a forma como parecia excitar-se. Sabia bem que seu sangue era atraente aos vampiros das classes mais baixas, porém não imaginava que a veria excitada dessa forma.

Ela cessou calmamente, deitando a cabeça em seu peito. Kanato a fez olhá-lo e beijou-a de repente, pondo a língua dentro de sua boca. Ela estremeceu, fechando os olhos e sentindo aquele desejo crescer. Ele tocou seu seio sobre a roupa, sentindo seu mamilo endurecer. Mexeu em seu mamilo, apertando-o levemente e vendo Reiko cessar o beijo e arquejar. Kanato a olhou de forma surpresa, fazendo mais uma vez e vendo-a encolher os ombros, enrubescendo e ofegando. Nunca vira Reiko tão delicada. Ele então abaixou uma das alças de sua camisola e viu seu seio, aproximando o rosto e chupando seu mamilo. Laito disse para fazê-lo e ele achou esquisito, porém agora percebera que o irmão estava certo. Reiko apertou seu braço, gemendo suavemente. Kanato cessou e a olhou, deitando-a.

Reiko o olhava de forma envergonhada, vendo a maneira curiosa como ele a olhava e em seguida assistindo-o tirar toda sua roupa, abaixando a outra alça e puxando calmamente a camisola para baixo, retirando até sua calcinha. Ela encolheu-se, cobrindo os seios com os braços e fechando os olhos. Kanato tirou seus braços da frente e viu como era seu corpo. Tocou seu seio e correu a mão por sua barriga até chegar à sua coxa. Ela virou o rosto, corada. Kanato enrubesceu e engoliu em seco, tirando sua cueca e pondo-se sobre Reiko, apoiando as mãos e joelhos na cama. Ela o notou próximo e abriu os olhos, fitando-o.

— Eu não vou te machucar. – disse ele, nervoso – Se fizer, vai ser sem querer.

Ela assentiu.

— H-Hum.

Kanato olhou para baixo e abriu calmamente suas pernas, aproximando seu quadril e segurando-o, adentrando-a com calma. Reiko fechou os olhos e virou o rosto, contorcendo-se. Ele aproximou seu corpo, movendo-se antes mesmo de senti-la por completo e vendo-a gemer de dor. Reiko olhou-o e pôs as mãos em seu peito, tentando afastá-lo.

— Tá doendo... – disse.

Kanato percebeu e se afastou.

— Desculpa.

Reiko desviou o olhar, envergonhada por aquilo ser tão difícil. Ele lembrou-se de outra coisa que Laito lhe dissera e que achara ainda mais esquisito, porém que ajudaria bastante. Ele abriu suas pernas novamente e aproximou o rosto, acariciando seu âmago com a língua. Reiko exclamou, inclinando a cabeça para trás. Kanato segurou suas coxas, continuando e ouvindo-a arquejar. Fechou os olhos, sentindo prazer enquanto o fazia e percebendo mais uma vez como Laito estava certo. Ele era um pervertido detestável, mas estava certo em muitas coisas.

Kanato passou a ouvir Reiko gemer e cessou, pondo-se sobre ela mais uma vez e adentrando-a com cautela. Beijou-a, aproximando-se cada vez mais e ouvindo-a gemer enquanto o fazia. Ele ofegou quando a sentiu por completo, movendo-se calmamente e sentindo prazer, vendo-a gemer. Kanato segurou sua coxa, apertando-a suavemente enquanto a beijava, sentindo-a abraçá-lo. Fechou seus olhos, sentindo aquela sensação e pensando que apenas doces lhe faziam se sentir bem. Porém agora descobrira que Reiko era tão doce quanto suas comidas favoritas.

Ao sentir o ápice chegando, ele rangeu os dentes. Olhou sua expressão corada e boca levemente aberta, beijando-a de repente e passando a movimentar-se mais rápido. O gemido de Reiko foi emitido de forma abafada enquanto ela apertava suas costas. Quando chegou, Kanato deixou escapar um gemido ofegante ao passo que Reiko gemeu alto ao senti-lo mover-se dentro de si. Ele deitou-se sobre ela, abraçando-a ainda entre suas pernas e respirando de forma ofegante.

— K-Kanato-kun...

— Sim... – disse ele, ofegante.

— Não doeu...

Ele levantou a cabeça, olhando-a com os olhos semicerrados.

— Eu vi... – sorriu, ofegante – Que bom...

Ela sorriu levemente, enrubescida e o abraçou de repente. Kanato acalmou o olhar, beijando-a e deitando ao seu lado, cobrindo ambos. Reiko fitou Teddy em cima da lareira e aconchegou-se ao se aproximar.

— Né... Por que não levou Teddy hoje?

Kanato a olhou.

— Achei que seria melhor se hoje fosse apenas nosso dia.

Reiko enrubesceu suavemente, sorrindo.

— Obrigada.

Kanato aconchegou-se, abraçando-a e fechando os olhos.

— Agora posso dormir abraçado com você todos os dias.

Reiko semicerrou os olhos, sorrindo e fechando-os para dormir.

Notas finais
Terno do Kanato: https://www.google.com.br/imgres?imgurl=https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/originals/9b/36/1b/9b361bf4ab38493df55699b3a6d98b13.jpg&imgrefurl=https://www.pinterest.com/pin/42080577754258931/&h=544&w=960&tbnid=GUX1boe3Fsx8UM:&tbnh=169&tbnw=298&usg=__0IhXdv74OBD7tjmQhlwB5dJmNtQ%3D&vet=1&docid=pdb15IHjsOtgOM Vestido de noiva da Reiko: https://www.google.com.br/imgres?imgurl=https://static.zerochan.net/Kaku-san-sei.Million.Arthur.full.1733925.jpg&imgrefurl=https://www.zerochan.net/1733925&h=700&w=500&tbnid=yLXdUHywKCJAdM:&tbnh=266&tbnw=190&usg=__692Lv36xbgCAZN7Z0tr4ucnW7uo%3D&vet=1&docid=xRPTC4uWpUU5yM