Os residentes da mansão Sakamaki estavam tão deprimidos quanto flores murchas após serem cortadas de suas raízes. Os trigêmeos haviam ido buscar Rin e Mana, e com o perigo que possivelmente correriam ao encontrá-las, suas respectivas noivas estavam apreensivas. Reiko passava todo o dia deitada no sofá, agarrada à Teddy e sentindo o cheiro de Kanato, que exalava do urso de pelúcia. Várias foram as vezes que ela se pegou chorando por sentir sua falta e estar preocupada.

Sora, por sua vez, tentava ocupar a mente. Reiji estava trancado no laboratório desde o sequestro de Mana, há um mês. Frustrado por não conseguir pensar e concluir nada sobre o local onde elas estariam, ele se fechava cada vez mais para os residentes da mansão. Com isso, Shuu e Sora tomaram para si as suas tarefas. Eles dividiam os deveres da administração doméstica, assim como os fundos. O que Reiji geralmente fazia. Como Shuu também precisava cuidar de Masami e ficar a maior parte do tempo com ela, Sora o ajudava e ocupava sua mente ao mesmo tempo.

Pouco tempo após os Mukami terem se hospedado na mansão Sakamaki, Sora se sentiu na obrigação de agradecer. Mesmo tendo ido ao casamento de Ruki e Arizu, ela não havia conversado adequadamente com ele depois de tudo o que houve entre os dois. Eles se dispuseram a protegê-las e estavam arriscando suas vidas, caso ocorresse um novo ataque.

Sora, alguns dias após a partida de Ayato, avistou Ruki caminhando pelo corredor.

— Eh, Ruki-kun.

Ele parou e se virou, vendo-a.

— Sora-san.

— Hum... – ela se aproximou – O quarto de vocês está bom?

— Está ótimo, obrigada.

Ela desviou o olhar por um momento e ele percebeu.

— Quer dizer algo mais?

— Eu... Ahm...

— O que houve?

— Nada, mas... Eu gostaria de agradecer.

— Ah. – ele sorriu – Não há o que agradecer. Somos amigos agora. Ou é o que nós pensamos.

— Claro. – ela sorriu gentilmente – Em vista a tudo que aconteceu e ao apoio de vocês, somos realmente amigos. E...

— E?

— Desculpe por tudo o que disse, naquela época.

Ruki observava sua expressão, recordando.

— Não há nada do que se desculpar. – disse ele – Eu tinha uma missão e a estava usando, tentando separar Ayato e você. Eu que devo pedir desculpas.

Ela o olhava.

— Que bom que encontrou uma garota gentil como Arizu. Ela é extraordinária. – sorriu.

— É, sim. – ele sorriu – Me desculpe. E obrigada.

Sora assentiu, sorrindo.

— Espero que possamos ser amigos.

— Sora-san. – sorriu – Nós somos.

Ela o olhou de forma surpresa e assentiu mais uma vez, agradecendo e partindo, assim como Ruki.

A barriga de Masami crescera mais um pouco ao completar cinco meses de gestação. Ela desejava estar feliz, porém sentia-se deprimida por sua irmã e principalmente por não poder fazer nada para tentar ajudá-la. Ficar sentada dentro de casa não a ajudava com seus sentimentos e seu emocional se abalava cada vez mais. Shuu tentava ajudá-la, porém mesmo conversando e a distraindo, ela sempre voltava a pensar em Mana. Era constante e impossível de controlar. Sendo tão unidas, era surreal não tê-la ao seu lado por essas circunstâncias.

Subaru estava melhor da mordida do lobo. A ferida cicatrizou perfeitamente e Yuka ficou aliviada por ele estar bem. Perdê-lo a destruiria por dentro, ela não suportaria. Lembrava-se às vezes da cena em que o viu caindo no chão, sangrando, e seu coração disparava subitamente, não conseguia pensar em mais nada além de não querer perdê-lo. Então quando ele melhorou, ela continuou a lhe dar todo seu tempo. Tanto por estar feliz por ele estar bem, como por não querer pensar sobre como estariam Mana e Rin, assim como estavam indo os trigêmeos com a procura.

Após ficar algumas horas com Masami, Shuu direcionou-se para o quarto de Yuka. Mesmo ele estando melhor há um mês, Shuu costumava visitá-lo, tanto para saber se continuava bem como para verificar se ele ainda queria ir atrás dos trigêmeos. Ao bater na porta do quarto e adentrar, viu Subaru sentado na cama.

— Shuu. – disse ele, surpreso.

— Hum.

Shuu aproximou-se e sentou na beira da cama.

— Ainda está bem?

— Sim. A cicatrização foi ótima, e claro que fiquei sem cicatriz. Mas Yuka sempre fica perguntando.

Ele sorriu suavemente.

— Onde ela está?

— Fazendo um bolo. – Subaru abaixou o olhar – Ela quer tentar melhorar o ambiente da mansão. Está tudo tão deprimido.

— Sim.

— E Masami?

— Ainda deprimida. Ela não sai do quarto, sempre fica na cama. E quando levanta, fica escovando o cabelo e se olhando no espelho.

— Ela sabe que não poderia ajudar.

— Sim, mas se sente inútil dessa forma. – disse Shuu – E Reiji... Ainda está trancado.

— Já falou com ele?

— Antes de Ayato, Kanato e Laito partirem. Ele já estava perturbado desde o desaparecimento de Mana, mas agora... – pensou – Temo que fique louco realmente.

— Precisamos fazer algo.

— Ele não deixa abrir a porta, sempre joga algo contra ela e nos mandar ir embora. Sora já tentou, Yuma também e até Saki. Ele está perdido.

Subaru o olhou.

— Ele realmente a ama, não é?

Shuu olhou-o, vendo seus olhos vermelhos ligeiramente entristecidos e assentindo.

— Reiji é rígido e difícil, mas apenas Mana conseguia fazer com que ele demonstrasse algo. – semicerrou os olhos – Ele precisa dela.

— Vamos torcer para que elas voltem logo.

— Hum. – concordou – Me surpreendi com a atitude de Laito.

— Também. Ele é o mesmo pervertido, mas ao mesmo tempo não é mais. – Subaru pensou – Essas garotas mudaram a gente.

Shuu achou graça.

— É. – sorriu e viu a porta se abrir.

Yuka entrou no quarto com dois pratos de sobremesa com duas fatias de bolo e o olhou de forma surpresa.

— Shuu-san?

Ele levantou e caminhou em direção à porta.

— Eh, quer um pedaço? – ela perguntou.

— Não, obrigado. Verei como está Masami.

— Hum. – ela concordou, vendo-o partir e voltou-se para Subaru.

Naquela tarde após Shuu sair do quarto, Subaru e Yuka comeram o bolo que ela trouxera e naquele momento estavam na cama. Ela o beijou de forma repentina ao lembrar-se mais uma vez que ele estava bem e pouco a pouco, tiraram suas roupas. Subaru se pôs sobre ela e a adentrou, movendo-se ao passo que encaixou seu rosto no pescoço dela. Porém mesmo ofegando e tentando se concentrar, não conseguia. Pensava a todo o momento nos irmãos e onde eles poderiam estar naquele instante.

Yuka ofegava baixo, também não conseguindo por pensar em tudo o que estava acontecendo. Ele movia-se sobre ela, mas parou e a olhou.

— Não consigo. – semicerrou os olhos, frustrado.

— Hum. – ela assentiu.

Ele deitou ao seu lado, debaixo das cobertas. Franziu as sobrancelhas, frustrado e irritado. Yuka subiu a coberta sobre si, cobrindo os seios e olhando-o.

— O que está pensando? – perguntou.

— Que eu deveria ter ido.

— Você não estava bem.

— Mas estou agora. – disse ele, sentando-se e pegando suas roupas, vestindo as calças – Acho que dá para achá-los se tiver sinal no celular deles.

Yuka o viu pegando seu celular de cima do criado-mudo e o ligando, começando a digitar. Ela arregalou os olhos e vestiu a calcinha e uma blusa justa, levantando e correndo até ele, pegando o celular de sua mão.

— O que está fazendo?! – ele exclamou, confuso – Eu vou devolver!

— Não quero que vá!

— O que? – ele franziu a testa – Yuka, eu vou ajudar!

— Não, não vai! – encolheu-se, agarrada ao telefone.

— Me dê isso!

Subaru agarrou em sua mão, tentando tirar o celular dela, porém ela não deixava. Segurava-o com força, não iria deixá-lo partir. Porém Subaru tirou o celular de sua mão, levantando o braço ao vê-la tentar pegá-lo novamente.

— Você não vai me impedir! – ele exclamou.

— Não quero que você vá!

— Não quer que eu ajude?!

— Não é isso!

— Então o que é?!

— Me dê isso!

Ela tentou pegar mais uma vez, agarrando em seu ombro e forçando-o a manter-se parado. Subaru esticou mais o braço, segurando o celular com força. Yuka agarrou seu braço, abaixando-o e quase o pegando. Porém ele apertou o celular com tanta força, que o quebrou em sua mão. Ela exclamou, olhando seu aparelho despedaçado nas mãos do noivo. Subaru franziu a testa, ainda mais frustrado, porém viu-a com os olhos marejados.

— Eh...? – arregalou os olhos – Desculpa, eu vou comprar outro.

— Não é isso... – ela o olhou, chorando – Eu não quero que você vá. Por favor, fique.

Ele não compreendia.

— Por que não quer? – perguntou, agora de forma calma.

Yuka hesitou, olhando-o.

— Lembra quando me disse que sua mãe se matou?

Ele abaixou o olhar por um momento, assentindo.

— Ela deixou você... – disse ela, as lágrimas escorriam – Eu não quero que me deixe.

Ele surpreendeu-se, olhando-a. Ela o olhava, as lágrimas molhavam seu rosto. Subaru acalmou o olhar, aproximando-se e a envolvendo em seus braços.

— Tudo bem... Não vou.

Ela o abraçou, chorando em seu peito.

— Você não vai me perder. – disse ele, abaixando o olhar – Eu não vou te deixar.

Yuka encolheu-se, assentindo.

Os Mukami e suas parceiras estavam hospedados na mansão Sakamaki desde a ida dos trigêmeos. Estavam atentos a qualquer novo ataque que pudesse acontecer, porém até o momento não ocorreu nenhum. O que lhes restava era ficarem em seus quartos ou conversando na sala, que é o que se encontravam fazendo naquele momento. Enquanto isso, Masami estava no quarto dela e de Shuu. Sentada na cadeira da penteadeira, ela escovava os longos cabelos, olhando-se no reflexo do espelho. Não demonstrava nada, estava inexpressiva. Pôs a escova sobre a penteadeira, abaixando o olhar. Mana adorava pentear seu cabelo.

Shuu adentrou o quarto naquele momento, semicerrando os olhos ao vê-la daquela maneira mais uma vez. Aproximou-se dela, que tocava sua barriga. Ela o percebeu ao seu lado, sorrindo levemente ao olhá-lo pelo espelho. Sabia bem que ele se entristecia ao vê-la daquele jeito.

— Oi. – disse, docemente.

— Não quer vir para a sala? – ele perguntou – Todos estão lá.

— Não sei. – desviou o olhar.

Shuu segurou sua mão, fazendo-a levantar calmamente. Masami o olhou, abaixando o olhar.

— Desculpe... Esse momento deveria ser mais feliz. – disse ela – Tenho medo que aconteça algo com ele. – olhou-o.

— Não vai se você se esforçar um pouco mais. – tocou gentilmente seu rosto – Vamos.

Ela assentiu, acompanhando-o. Caminharam de mãos dadas e chegaram à sala de estar do segundo andar. Yuma e Saki estavam sentados em um sofá, ao lado de Sora. Azusa e Momo estavam no outro sofá, Reiko em uma poltrona e Mei estava sentada no colo de Kou, em outra poltrona. Ao verem Shuu e Masami, sorriram. Ela sorriu levemente, sentando-se com Shuu ao lado de Azusa e Momo. Todos se entreolharam por um momento, tentando pensar em um assunto para conversar.

— Ah! – exclamou Kou – Azusa, conte para Masami-chan o que você nos falou mais cedo!

Masami o olhou, achando graça pelo honorífico. Ela era mais velha que ele.

— O que...?

— Aquilo que eu ri.

— Ah...

— O que é? – ela perguntou.

Momo desviou o olhar, corando.

— Eu falei que... Queria fazer... Algo mais íntimo... Com Momo. – disse ele, ingenuamente.

Kou gargalhou, tampando os olhos com a mão. Mei franziu a testa, beliscando-o levemente para parar. Ele tentou se conter, porém não conseguia. Yuma deixou escapar uma risada e Ruki escondeu o rosto ao encaixá-lo no pescoço de Arizu, que sorriu, contendo a risada.

— Ainda... Não vejo graça... – disse Azusa, franzindo a testa.

— Você é realmente sincero, Azusa-san. – disse Masami – Mas realmente é bom fazer isso.

Azusa sorriu, assentindo.

— É tão bom que você engravidou. – disse Shuu, sorrindo para ela.

Você me engravidou. – ela franziu as sobrancelhas, sorrindo suavemente – Quem me carregava para o quarto o tempo todo?

— Yuma-kun fez a mesma coisa! – exclamou Saki, lembrando-se e corando ao falar alto demais.

Yuma cobriu os olhos com a mão, deixando escapar uma risada. Azusa os olhou, fitando em seguida a barriga de Momo e tocando-a, acariciando o tecido de seu vestido. Ela enrubesceu, arregalando os olhos de forma envergonhada.

— Azusa, eu não estou grávida!

— Tem... Certeza...?

— Claro que tenho!

Kou gargalhou.

— Tem certeza? – perguntou – Azusa nos contou que faz todo dia!

Seu rosto ruborizou completamente e Momo encolheu-se, envergonhada.

— Desculpe... – disse Azusa – Não era... Pra contar...? Kou... Me perguntou...

— Kou! – ela exclamou, encolhida.

Ele gargalhou mais uma vez, abraçando Mei, que o mandava parar.

— Você é o pior! – disse ela – Pare de fazer esse tipo de pergunta aos outros!

— Não consigo... – ele limpou uma lágrima do canto de seu olho – É tão engraçado!

Yuma olhou-o, sorrindo de forma maliciosa.

— A gente escuta vocês. – disse ele.

Mei corou, desviando o olhar.

— E daí? – disse Kou – A gente também escuta vocês! Mais você, né. Parece um bicho dentro do quarto!

Saki enrubesceu, abaixando a cabeça. Yuma semicerrou os olhos, franzindo as sobrancelhas.

— Você nunca se cansa?

— Não. – disse Kou – Nem você e nem Azusa. – riu – E nem Ruki! – olhou-o.

Ruki franziu as sobrancelhas, Arizu corou.

— O que é? – perguntou seriamente.

— Você e Arizu. Vocês não costumam fazer durante o dia, mas Arizu-chan está sempre sorridente de manhã.

Arizu escondeu o rosto no pescoço de Ruki, que lançava um olhar em direção à Kou. Reiko achou graça e Sora riu. Masami deixou escapar uma risada, o que chamou a atenção de todos, que sorriram por um momento. Kou continuou.

— Yuma parece um urso!

— Argh! Cale a boca! – disse ele enquanto Saki corava mais.

Masami voltou-se para Shuu, dizendo à ele que sairia por um momento e voltaria em alguns minutos. Ele assentiu, vendo-a levantar e sair. Ela caminhou calmamente, virando alguns corredores e aproximando-se da porta do laboratório de Reiji. Masami quase não saía do quarto até aquele momento, então pensou que se o fizesse ir até a sala, ele pararia de ficar tanto tempo lá dentro. Ela suspeitava de que ele nem estivesse dormindo. Reiji apenas ficava trancado lá, fazendo não sei o que.

Ao bater na porta, não ouviu nada. Hesitou, pensando que ele responderia, porém não o fez. Masami abriu a porta lentamente, vendo uma parte do laboratório e arregalando os olhos ao ver um livro voar contra a estante de livros, derrubando outros dois ao atingi-los. Ao abrir completamente a porta, viu Reiji com o quadril encostado em sua grande mesa e apertando o cenho com os óculos na outra mão. Ele estava desarrumado, o que ela nunca havia visto. Seu colete estava metade desabotoado, assim como sua camisa. Ele não usava luvas e parecia cansado.

— Reiji? – olhou-o em dúvida.

Ele a olhou, franzindo as sobrancelhas. Masami viu seus olhos, que imploravam para serem fechados.

— O que foi? – ele perguntou.

— O que... – olhou ao redor – Está fazendo?

Seu escritório estava uma bagunça. Livros estavam espalhados, assim como cadernos abertos e folhas amassadas ou rasgadas. Ele realmente não estava bem.

— Estou tentando... Achá-la. – ele abaixou o olhar.

Ela franziu a testa, surpresa e estática. Caminhou até ele, pondo-se a sua frente e tocando seu rosto, fazendo-o olhá-la, levemente surpreso.

— Não é sua culpa. – disse ela – Eles vão encontrá-la.

Ele desviou o olhar, franzindo as sobrancelhas e tirando sua mão de seu rosto.

— Saia daqui.

Masami arregalou ligeiramente os olhos.

— Reiji...

— Saia.

Ela abaixou o olhar, virando-se e segurando a maçaneta, olhando-o mais uma vez.

— Me desculpe por ter dito aquelas coisas. – disse ela – Eu deveria ter lembrado que você também não estava bem.

Ele não a olhou, apenas franziu o cenho. Masami fechou a porta ao sair, voltando para a sala e sorrindo alguns minutos depois após Kou continuar falando sobre como os irmãos faziam barulho dentro do quarto. Naquela tarde, ela sorriu de verdade.

Alguns dias depois, Sora descia as escadas até o hall de entrada. Caminhou até a mesa onde geralmente as correspondências eram postas e pegou-as. Da primeira vez que foram deixadas de lado por Reiji, acumularam-se absurdamente. Após Sora incumbir-se de pegar a correspondência, as coisas voltaram a fluir.

Ela as separou, assim como ele fazia e viu um envelope estranho no meio das cartas. Primeiramente pensou sobre o que aconteceria quando os pais de Rin e Mana percebessem que elas pararam de escrever para eles. Masami até não os deixava preocupados, pois ela escrevia e dizia que estava tudo bem. Mas Rin não tinha irmãos na casa. Porém ao olhar o envelope estranho e abri-lo, arregalou os olhos.

— Não, não, não, não... – lia.

Havia cinco convites de casamento para os casais da mansão Sakamaki. Sora abaixou as mãos, segurando-os. Eram convites para o seu casamento, que ocorreria em três meses. Ela olhou para cima, perguntando-se por que tinham que chegar agora. Esperava tanto por eles, mas poderia esperar mais em vista às circunstâncias. Agora que estavam ali, perguntava-se se Ayato chegaria a tempo.