Diabolik Lovers - União de Sangue

41 Capítulo 39: Deserdada por amor


Há um mês, Momo estava muito feliz. Conheceu Azusa e continuou a conhecê-lo, até beijando-o e tendo seu pescoço mordido pela primeira vez. Ela pouco compreendia que ele possuía uma visão diferente dos outros. Para ele sentir dor ou proporcionar dor era prazeroso para ele e outros. Ela achou diferente, pois esse era o jeito dele. Porém preocupou-se ao descobrir que ele se cortada e notar que era muito mais magro do que aparentava com o uniforme. Com isso, pediu que ele parasse de se cortar e quando tivesse vontade, a chamasse.

Momo não se cortada como ele para lhe dar prazer, mas às vezes apenas furava o dedo para que ele sentisse um pouco do prazer que tanto gostava. Aos poucos ela não precisou mais fazer isso, pois após fazê-lo, ele a mordida e bebia seu sangue. E com isso, passou apenas a beber seu sangue. Momo estava contente, pois ele parecia estar engordando um pouco. Ou ao menos estar em seu peso ideal. O osso de sua clavícula não era mais tão perceptível e ele parecia melhor. Ela estava feliz, seu sangue de pura serviu para algo.

Em sua casa, Momo passava pela porta da entrada, fechando-a. Acabara de chegar da casa de Azusa e ajeitou os cabelos para ninguém notar a marca da mordida dele em seu pescoço.

— Momo-sama. – uma das empregadas disse, curvando-se diante dela.

— Hum, pare de me chamar assim. – disse ela, emburrada.

— Desculpe. Seu pai pediu que a avisasse para ir até o escritório dele quando chegasse.

— Tudo bem. Obrigada. – sorriu.

Momo o fez e bateu na porta ao chegar, adentrando o escritório. O cômodo possuía paredes de madeira, carpete bege e grandes estantes com vários livros. Seu pai estava sentado numa grande cadeira, lendo papéis. Um homem de estatura mediada com longos cabelos brancos amarrados em um rabo de cavalo baixo.

— Oi, pai. Queria me ver?

— Hum. – ele a olhou, deixando os papéis de lado – Sente-se, por favor.

— Que sério. – ela brincou, sentando-se.

Seu pai riu, achando graça por sua personalidade. Desde criança Momo era animada e brincalhona.

— O que aconteceu? – ela perguntou.

— Bem... Você já tem dezessete anos. E se tornou uma linda moça.

— Obrigada. – ela sorriu, lisonjeada.

— E como se tornara uma bela moça que chama atenção de rapazes, decidi que está na hora de se casar.

Momo arregalou lentamente os olhos, desfazendo o sorriso.

— O que?

— Você já tem idade e o colégio não será problema. Continuará frequentando-o até se formar.

— Mas...

— Perguntei à Hirokazu se gostaria de desposá-la e ele se sentiu honrado em tê-la como noiva.

— Hirokazu? – ela franziu a testa – Hirokazu, seu amigo?

— Sim. Ele não é tão mais velho, então não se preocupe. Ele a tratará bem.

Momo duvidada disso. Hirokazu era um pervertido que dormia com qualquer uma que lhe desse oportunidade, além de bater em suas empregadas. Como Arizu, antes.

— Já marcamos a data e será daqui a sete meses. – disse ele.

Momo levantou as mãos, balançando-a enquanto assimilava.

— Eh... Casar? – disse ela, olhando-o – Eu não quero me casar com ele. Principalmente com ele!

— Momo, eu sei que não gosta dele. Mas será um bom marido para você.

— Eu o odeio e ele não será não. – disse ela, franzindo as sobrancelhas – Eu gosto de outra pessoa, pai. Um garoto da escola.

Ele a olhou, suspirando ligeiramente.

— Pois terá que esquecê-lo.

— O que...

— Não aceitarei qualquer um como seu par.

— Mas...! Meus irmãos já se casaram e até já tiveram filhos! Eles cumpriram com o dever de passar o nome da família. Por que eu preciso casar com alguém que não gosto?

— Eu errei em dar liberdade demais à você, Momo. Agora preciso explicar algo que não gosto. – disse ele – Você vai se casar com ele porque eu quero.

Ela surpreendeu-se.

— E se eu me negar?

— Então deverá sair desta casa. Eu irei deserdá-la se decidir negar-se.

Momo o olhava, boquiaberta. Ele a olhava de forma severa, realmente levando em consideração esta opção.

No dia seguinte, Momo chamou Azusa no terraço para conversarem, pois ela precisava dizer algo à ele. Queria contar que estava noiva, mas que queria ficar com ele. Ela esperava que ao saber, ele dissesse para ela não se casar e ficar ao seu lado. Ela desejava isso, não queria e nunca iria querer se casar com alguém que não fosse ele. Principalmente sendo Hirokazu.

— O que... Foi...? – ele perguntou ao chegarem.

— Preciso contar uma coisa.

— Hum...

— Ontem depois que voltei da sua casa, recebi uma notícia.

Ele prestava atenção.

— Meu pai me chamou no escritório dele e... – ela hesitou – Disse que vou me casar com Hirokazu.

— Hiro...Kazu... O homem... Que batia em... Arizu...?

— Sim. Ele disse que se me negar, irá me deserdar.

— Ah... – ele abaixou o olhar, virando o rosto – Entendi...

Momo franziu a testa, confusa.

— Azusa?

— Hum... Se quiser se casar... Tudo bem... Se é o que... Você quer...

Ela arregalou os olhos, que marejaram. Pensava que Azusa pediria para ela ficar com ele, mas não o fez. Apenas a libertou de seu envolvimento com ele. Ela abaixou o olhar, as lágrimas escorreram. Ao voltar-se novamente para Momo, Azusa não a viu. Ela desapareceu. Ele abaixou o olhar, pondo a mão sobre seu braço enfaixado. Acreditou que Momo houvesse optado pelo casamento. Azusa semicerrou os olhos, entristecido.

Naquela noite após o colégio, Arizu andava pelos corredores. Ouviu vozes diferentes vindas da sala de estar e viu convidados. Reconheceu-os do colégio, era um dos Sakamaki e sua noiva, porém ouviu sua conversa. Yuma, Kou e Azusa estavam presentes e falavam de uma missão que deveriam cumprir, mas queriam desistir por gostarem de outras pessoas.

— Quem mandou vocês fazerem isso? – perguntou Reiko.

— Isso não interessa. – disse Kou.

Arizu abaixou o olhar, pensara que Ruki já havia desistido da missão desde a noite em que dormiram juntos. Já haviam ficado juntos várias vezes e ele até lhe contara o significado das cicatrizes em suas costas, o que a fez abraçá-la quando ele ficou entristecido. Seu coração parecia ter sido apertado, ela saiu dali.

Direcionou-se para o quarto de Ruki. Arizu desejava saber por que ele ainda pretendia cumprir a missão. Fazer com que Sora se apaixonasse por ele? Mas e ela? E o que fizeram e ainda faziam? Não significava nada para ele? Ela entristeceu-se ao pensar nisso, sua afeição por Ruki já havia ultrapassado e ido além de uma simples amizade. Mas ele sentia o mesmo?

Ao chegar ao seu quarto, ela bateu na porta e adentrou ao ouvi-lo permitir. Ele estava lendo, sentado na poltrona em frente à lareira.

— Arizu. – sorriu de forma suave, porém notou sua expressão – Algo errado?

Ela desviou o olhar por um momento.

— Posso perguntar algo à você?

— Claro.

— Mas... Preciso que seja sincero.

Ele fechou o livro, pondo-o sobre o descanso para os pés. Levantou-se, aproximando-se dela.

— O que aconteceu?

— Um dos Sakamaki está aqui com sua noiva. Não sei o nome dele, mas possui cabelos roxos.

— Hum.

— Yuma, Kou e Azusa estão conversando com eles sobre a missão a qual você me falou.

Ruki compreendeu.

— Então eles descobriram. – pensou – Deve ter sido o cara do chapéu que Kou comentou.

— Ruki! – ela exclamou, entristecida – Não é sobre isso! Você não desistiu!

Ele a olhou, surpreso e viu seus olhos marejados.

— Pensei que houvesse desistido desde... – hesitou, abaixando o olhar – Você ainda quer que ela se apaixone por você?

Ele pôs gentilmente as mãos em seus braços, fazendo-a olhá-lo.

— Não. – confessou – Mas devo muito algo à alguém.

— Por quê? – ela o olhava, chorando.

— Porque... Ele salvou nossas vidas.

Arizu arregalou os olhos.

— Morávamos em uma instituição para órfãos e fugimos. Atiraram em nós e Kou quase morreu. Foi quando ele surgiu e nos salvou. Se não tivesse feito, estaríamos mortos.

— Mas há limites para atos, Ruki.

Arizu franziu as sobrancelhas, fazendo-o soltá-la e retirando-se de seu quarto. Faltavam-lhe palavras para expressar a tristeza que sentia naquele momento. Chateou-se, pensando que ele se importava mais com a missão do que com ela. Porém Ruki a queria mais que tudo. Arizu desejou incessantemente que essa missão terminasse.

Na sala de estar, os três Mukami ainda conversavam com Kanato e Reiko, explicando qual era a missão. Após Yuma explicar, Saki ficou surpresa. Porém não desejava saber quem era a noiva com quem ele provavelmente se envolveu, foi antes de conhecê-la. Pensar nisso só a faria ficar triste e ele deixou claro que não desejava mais aquela missão. Ele gostava dela e era isso que importava.

— Viemos até aqui para pedir que parem. – disse Reiko – Estão atrapalhando nossas vidas tentando fazer isso.

— Vamos desistir quando Ruki disser que podemos. – disse Kou – Até lá, vamos continuar.

— Mas nós descobrimos tudo. – disse Reiko.

— É ridículo continuar com isso. – Kanato franziu as sobrancelhas.

— Já dissemos. Até Ruki permitir, não vamos parar.

Azusa abaixou o olhar, franzindo a testa de forma entristecida.

— Eu não quero... Mais isso.

Eles o olharam, observando sua expressão.

— Azusa, é o nosso dever. – disse Kou.

Ele o olhou.

— Kou... Você quer... Magoar Mei...?

Kou surpreendeu-se.

— Yuma já... Desistiu. – continuou Azusa – Ele ama... Saki-san... E eu amo... Momo...

Reiko o viu semicerrar os olhos.

— Azusa-san, o que aconteceu?

Yuma e Kou o olharam, confusos. Porém Yuma já sabia que havia algo errado.

— Momo... Vai se casar...

Eles arregalaram os olhos. Reiko abaixou o olhar, compreendendo.

— Então foi isso que quis dizer quando falou que soube de algo hoje.

Ele assentiu.

— Eu não quero... Que ela se case... Eu quero... Que ela fique... Comigo.

Kanato surpreendeu-se, vendo como Azusa estava triste.

— Por que não disse isso à ela? – ele perguntou.

Azusa o olhou.

— Se ela não casar... Vai ser deserdada. – ele abaixou o olhar – Eu não quero... Que ela não veja mais... A família...

A campainha tocou naquele momento. Azusa fechou os olhos, levantando e retirando-se da sala de estar para atender. Yuma e Kou abaixaram o olhar, compreendendo e sentindo o mesmo que ele sentia. Perder alguém que ama machuca muito.

Ao aproximar-se da porta da entrada, Azusa abriu-a. Estava chovendo muito do lado de fora e ele arregalou levemente os olhos ao ver quem era: Momo. Ela estava debaixo da cobertura da entrada e seus cabelos estavam encharcados pela chuva, assim como suas roupas. Segurava uma mala e as lágrimas escorriam por seu rosto, olhando-o.

— Azusa... – disse ela com a voz embargada.

— Momo... – disse ele, surpreso – O que está... Fazendo aqui...?

Ela franziu a testa, chorando mais.

— Eu não quero me casar com ele... Eu quero ficar com você.

Azusa abriu levemente a boca, surpreso. Abriu mais a porta e caminhou até ela, abraçando-a sem hesitar. Semicerrou os olhos, sentindo-a em seus braços. Momo arregalou os olhos, porém soltou sua mala e o abraçou, fechando-os. Era tudo o que desejava. Estar ao lado de Azusa.

A mala de Momo foi deixada na entrada e os dois foram para a sala de estar. Todos se surpreenderam ao vê-la e ao seu estado. Yuma pegou uma toalha para ela e por um momento fora esquecida a discussão sobre a missão. Momo agora estava sentada no sofá com a toalha sobre os ombros e ao lado de Azusa.

— O que aconteceu com você? – Kou perguntou – Azusa disse que ia se casar.

Ela abaixou o olhar.

— Quando cheguei do colégio, meu pai me surpreendeu com um jantar. – ela contava – Pensei que era com a família toda, pois meus irmãos são casados e não moram mais conosco. Mas Hirokazu estava lá. Foi tão... Deprimente.

Eles prestavam atenção.

— Falavam como seria o casamento e como eu ficaria feliz. – franziu as sobrancelhas – Eu não estava feliz. Queria vomitar toda vez que Hirokazu dizia meu nome. Ele é nojento... – apertou a toalha – Mas... Quando ele disse que queria ter muitos filhos comigo... Eu não aguentei. Não quero que ele me toque nunca... Então me neguei ali mesmo.

Kanato e Reiko atentaram-se.

— Minha mãe ficou surpresa e meu pai disse para eu me calar. Mas eu disse que se ele quisesse me deserdar, que o fizesse. Eu nunca iria me casar ele. Ele me ameaçou a fazê-lo, então... Fiz a mala e fui embora. Eu nunca quis ter aceitado isso, eu queria ficar com Azusa.

— Por que não... Me disse antes...? – perguntou Azusa.

— Tive medo... – olhou-o – Queria que você dissesse para eu não me casar, mas...

Ele compreendeu.

— Pensei que... Você quisesse...

Ela negou com a cabeça, sorrindo e voltando a chorar.

— Se existe alguém com quem quero me casar um dia, é você. – confessou.

Azusa surpreendeu-se, sorrindo levemente e segurando sua mão. Abraçou-a mais uma vez, acolhendo-a. Após o ocorrido, todos decidiram esquecer por aquela noite o assunto da missão. Kanato e Reiko viram que eles não desejavam mais fazer aquilo. Eles gostavam de outras meninas e desejavam ficar com elas. Então mesmo que Ruki quisesse continuar, não conseguiria de toda forma. Todos já sabiam sobre o plano, não iria adiantar tentar cumpri-lo.

Momo dormiu em um dos quartos naquela. Por vários minutos ela desejava ter Azusa ao seu lado na cama, porém ele não veio. Ela compreendeu mesmo assim, pensou que ele talvez estivesse deixando-a descansar. Porém ele estava do lado de fora, ao lado de sua porta. Sorria levemente, sabendo que Momo estava ali, dormindo.

Yuma caminhava pelo corredor. Pegara uma coberta extra, pois pediu a Saki que dormisse em sua casa naquela noite. Depois de contar sobre a missão e dizer na frente de todos que gostava dela, além de terem dormido juntos pela primeira vez naquele dia, não queria mais vê-la voltando para casa. Queria acordar ao seu lado todos os dias e vê-la dormindo em sua cama.

Ao avistar Azusa ao lado da porta do quarto onde estava Momo, aproximou-se.

— Azusa. – disse ele, fazendo-o olhá-lo – Venha comigo.

Ele assentiu, o seguindo. Yuma e ele foram para um dos cômodos e sentaram-se no sofá. Azusa o olhava enquanto ele pensava.

— Você falou sério sobre aquilo? – perguntou.

— O que...?

— Sobre amar Momo.

Ele assentiu calmamente.

— Eu amo... A Momo... Ela é... Incrível... – sorriu levemente.

— É, ela é. – Yuma abaixou o olhar por um momento, olhando-o – Deixar tudo para ficar com alguém é algo que uma pessoa apenas faz quando ama muito esse alguém. E ela deixou tudo para ficar com você, Azusa.

— Eu... Sei...

— Ela é especial. Como Saki é para mim, Mei é para Kou e Arizu é para Ruki.

— Eu... Sei... – ele sorriu.

— Momo está ajudando você, eu já notei isso. Você parou com aquilo e está comendo direito. Ela ama mesmo você.

Azusa sorria levemente.

— Yuma... – disse ele – Eu quero... Me casar com ela... Um dia...

Yuma elevou levemente as sobrancelhas, sorrindo.

— Eu sei que você vai ser muito feliz com ela. – disse – Nós queremos que você seja feliz.

Azusa assentiu, abaixando o olhar e sorrindo.

No dia seguinte, Momo acordou vendo Azusa sentado numa cadeira ao seu lado. Ele perguntou se ela queria comer o café da manhã com ele e ela sorriu, levantando. Comeram juntos com os outros e Ruki pediu para ela explicar a situação. De forma receosa, ela explicou, achando que ele pediria para ela ir embora em vista a sua chegada tão de repente. Porém ele disse que ela poderia ficar, já que Azusa gostava muito dela. Ele ficou feliz e Arizu não se surpreendeu por Hirokazu pôr os olhos em outra vítima.

Arizu ainda estava chateada com Ruki, mesmo ele pedindo desculpas. Ela apenas dizia que se ele não pudesse apenas tê-la, não teria. Seu coração estava partido naquele momento, mesmo percebendo que Ruki também estava entristecido. Após o café da manhã, ela passava pela entrada e ouviu a campainha. Ao abrir a porta, ficou apreensiva.

— Hirokazu?

— Ah... – ele cantarolou – Esqueceu-se do “-sama”?

— Você não é mais meu senhor. O que está fazendo aqui?

— Relaxe. – ele sorriu de forma maliciosa – Não estou aqui por você.

— É por Momo.

— Ah, então você sabe.

— Ela nos contou. – franziu as sobrancelhas – E não me surpreendo por desejá-la. Você não é o tipo de homem que ama ou respeita uma mulher. Estou feliz por ela enxergar isso.

Ele franziu as sobrancelhas por sua petulância.

— Deixe-me vê-la. – disse ele, adentrando sem permissão e indo em direção aos corredores.

— Ahm...!

Arizu franziu as sobrancelhas, correndo à procura de Ruki. Hirokazu passou por algumas portas, porém atentou-se à uma porta dupla entreaberta. Espiou para ver quem falava e viu Momo sentada no sofá, rindo enquanto conversava com Azusa. Ele sorriu maliciosamente, entrando na sala de estar após abrir as portas de repente. Os dois o olharam e Momo franziu as sobrancelhas, levantando. Azusa a olhou, levantando em seguida.

— O que você está fazendo aqui? – ela perguntou – Quem o deixou entrar?

— Não preciso de permissão, minha querida.

Momo franziu as sobrancelhas ainda mais.

— Eu vim buscá-la. – disse ele – Não me importo que tenha sido deserdada, consertaremos isso. Porém desejo imensamente que seja minha esposa.

— Momo não quer... Ser sua... – disse Azusa.

Hirokazu o olhou, franzindo as sobrancelhas, porém ignorando-o.

— Né, Momo. – disse ele – Volte a ser minha noiva. Em breve nos casaremos e teremos lindos filhos.

— Cale a boca. – disse ela, enfurecida – Odeio você. Nunca o deixarei me tocar. Não me importo em ser deserdada.

Ele levantou as sobrancelhas, surpreso por sua recusa. Hirokazu não aceitava bem recusas, e como exemplo, houve Arizu. Porém ele agora ficara enraivecido. Momo preferir ser deserdada ao invés de se casar com ele era o cúmulo da petulância.

— Por favor... Vá embora. – disse Azusa, dando dois passos.

Hirokazu fitou-o, franzindo as sobrancelhas com raiva.

— Então é por sua causa... – disse ele – Yasuko-san me disse que Momo gostava de alguém, mas... Um impuro?

Momo rangeu os dentes.

— A culpa é sua! – exclamou ele – Se não fosse por você, ela se casaria comigo!

Hirokazu aproximou-se, segurando brutamente na roupa de Azusa e fazendo com que batesse as costas na parede ao ser posto contra ela. Momo arregalou os olhos, porém franziu o cenho e tornou seus olhos vermelhos como sangue. Hirokazu sorriu de forma maldosa, olhando fixamente nos olhos de Azusa.

— Como será que ela vai ficar se eu matá-lo? – perguntou – Vai correr para mim?

— Deixe-a... Em paz. – disse ele, franzindo levemente as sobrancelhas – Eu amo... Momo...

Ele tracejou um sorriso zombador, porém sentiu uma súbita dor na parte de trás de seu joelho, o que o fez ajoelhar forçadamente no chão. Hirokazu arregalou os olhos, tendo o braço segurado e esticado para trás. Ao virar o rosto para ver quem era, viu Momo. Sua expressão era de fúria, ela franzia o cenho enquanto segurava seu braço e com a outra mão, sua nuca. Azusa a olhou, surpreso ao ver seus olhos vermelhos.

— Momo... – disse ele, arregalando levemente os olhos.

— Toque nele mais uma vez e eu mato você. – disse ela, esticando ainda mais seu braço até ouvir o primeiro estalo do osso.

— M-Momo! – ele gaguejou ao sentir a dor – Não acredito que fará isso... Me rejeitar por um impuro imundo!

Ela franziu mais as sobrancelhas, esticando ainda mais seu braço.

— Ele é mais homem do que você jamais será algum dia.

Ele rangeu os dentes, tentando soltar-se. Ela semicerrou os olhos, não permitindo que se movesse.

— Não se esqueça que sou mais forte que você.

— Chega, Momo. – disse Ruki ao chegar.

Ela levantou o olhar, Ruki estava próximo da porta e ao lado de Arizu, que assustou-se ao ver a cena. Yuma e Kou chegaram em seguida, arregalando os olhos.

— Não é permitido violência nesta casa. – disse ele.

— Ele tentou machucar Azusa. – disse ela, voltando-se para Hirokazu – Não vou deixar ninguém machucá-lo... – deixou seus olhos ainda mais vermelhos – Nem que para isso tenha que matar quem tente.

— Momo-san. – disse Arizu – Eu sei que ele não é uma das pessoas mais bondosas, mas, por favor, não faça isso.

Momo apenas o olhava, até que o ouviu rindo. Ele virou o rosto em sua direção, dizendo:

— Pode me rejeitar, mas você vai se arrepender no futuro por ter escolhido esse monstro cheio de ataduras. Tão fraco...

— Arizu... – disse ela – Você tem razão.

Arizu sorriu de forma suave, aliviada por um momento. Porém Momo continuou, dizendo:

— Ele não é uma das pessoas mais bondosas. Ele é o monstro...

Momo esticou o braço de Hirokazu completamente para trás, quebrando-o. Ao ouvirem o estalo, Arizu cobriu o rosto com as mãos, assustada e os três torceram as expressões. O grito de Hirokazu ecoou pelos corredores. Azusa a olhava, surpreso ao perceber que ela faria qualquer coisa para protegê-lo e lembrando-se da conversa com Yuma na noite anterior.

Ruki cuidou de tudo para que Hirokazu chegasse ao menos em casa, chamando um táxi e pondo-o dentro dele, dizendo que era melhor ele ficar longe, se não da próxima vez permitiria que Momo o matasse. O ambiente tornou-se obscuro durante o dia na mansão. Ninguém conseguia esquecer a cena de Momo quebrando impiedosamente o braço daquele homem. Arizu ficou aterrorizada, porém compreendeu seu ato. Ela estava com raiva e queria proteger Azusa. Seus irmãos, ao contrário, ficaram até felizes por ela ter feito isso. Não pelo braço, mas por provar que faria qualquer coisa para ninguém machucá-lo.

À noite, caminhando pelo corredor em direção ao seu quarto, Azusa abriu a porta e deparou-se com Momo em sua cama ao fechá-la. Ela estava debaixo das cobertas e com os olhos fechados, porém abriu-os ao notá-lo entrar. Ele não disse nada, apenas deitou ao seu lado, cobrindo-se. Frente a frente, se olharam. Momo enrubesceu suavemente, abaixando o olhar.

— Desculpe por hoje. – disse – Não queria que me visse assim.

— Hum... Você... Deu medo.

Ela encolheu-se.

— Mas... Obrigado... – concluiu ele.

— Eh?

Azusa sorriu, pondo o braço sobre ela para aconchegá-la.

— Você... Me ama... Sem me machucar...

Momo arregalou lentamente os olhos azuis, olhando-o.

— Azusa...

— Eu quero... Ficar com você... Pra sempre.

Ela acalmou o olhar, extasiada e assentiu.

— Por que... Deitou aqui?

— Queria sentir seu cheiro. – disse ela, corando.

— Ah... – ele pensou – Podemos fazer... “Algo mais íntimo”...?

— Eh? – ela corou mais.

— Você disse que... Isso me faria sentir... Bem... Mas eu quero... Que você... Se sinta bem.

Momo abaixou o olhar timidamente.

— Mas... Tenho medo.

— Por que...? Não é... Bom?

— Falam que sim, mas... Eu nunca fiz. E... – semicerrou os olhos, envergonhada – Precisamos tirar a roupa pra fazer.

— Hum... – ele sentou-se, tirando o suéter branco.

Momo arregalou os olhos, sentando.

— O que está fazendo? – cobriu-se, mesmo estando vestida.

— Tirando... A roupa... – disse ele, tirando a camisa azul e ficando com o peitoral nu – Você disse... Isso...

— Sim, mas...

— Quero fazer... Com que se sinta... Bem...

Momo abaixou o olhar, ruborizando, porém assentindo. Azusa aproximou-se dela, ajudando-a a tirar sua camisa lilás de mangas compridas. Ao fazê-lo, vendo seu cabelo branco cair sobre os ombros, ele a olhou de sutiã. Agora via como os seios de Momo eram grandes. Ela desviou o olhar, envergonhada. Notou Azusa aproximar a mão de si, olhando seu braço enfaixado por um momento. Ele olhou-o e abaixou o braço, tirando as faixas. Ela se surpreendeu, vendo uma grande cicatriz de corte em seu braço.

Momo aproximou-se, ajudando-o a tirar as faixas de seu pescoço. Viu cicatrizes de mais cortes em seu pescoço e notou algumas cicatrizes de machucados em seu corpo, tocando-as de forma curiosa. Azusa semicerrou os olhos, pondo a mão em seu rosto e beijando-a. Momo corou ao sentir a língua dele adentrar sua boca, movendo-se contra sua língua. Ela tornou-se ofegante, pondo a mão em seu ombro. Ao cessar, Azusa a olhou, vendo-a com as bochechas rosadas.

— Onde aprendeu isso? – perguntou Momo, docemente.

— Vi Yuma e Saki... Se beijando... Ela parecia gostar... Desse tipo... De beijo...

— H-Hum... – ela encolheu-se – É bom.

Ele sorriu suavemente, porém o desfez em dúvida.

— E agora...?

Momo enrubesceu, desviando o olhar. Ela tirou toda sua roupa debaixo das cobertas enquanto Azusa não se preocupava nem um pouco de ela vê-lo nu. Ao sentar-se e se cobrir, perguntou à Momo o que fariam agora. Ela desviou o olhar por um momento, explicando. Ela gaguejava e corava. Ele ficou surpreso por um momento, porém se pôs a sua frente e tirou suavemente as cobertas de cima dela, que se encolheu, cobrindo-se com os braços. Azusa semicerrou os olhos, vendo como era seu corpo. Inclinou-se sobre ela, beijando-a e descendo os beijos, pondo a boca em um de seus seios.

— Ahm...! – ela exclamou, envergonhada.

Ele parou, olhando-a em dúvida.

— P-Por que fez isso?

— Não... Gostou...? Pensei que... Deveria fazer...

Ela franziu a testa timidamente, desviando o olhar e assentindo. Azusa observou seus seios, tocando um deles de forma curiosa. Momo contraiu as pernas, apertando os olhos ao fechá-los. Ele beijou seu abdômen e desceu até sua barriga, sentindo algo realmente diferente enquanto a ouvia arquejar. Olhou-a e viu sua expressão corada enquanto o olhava. Sentiu mais uma vez aquela sensação diferente e beijou-a, abrindo suas pernas e segurando sua mão, entrelaçando seus dedos aos dela.

— É mesmo... Pra colocar...?

— H-Hum. – assentiu.

Azusa o segurou, aproximando-se de Momo e fazendo-o encaixar-se calmamente nela, continuando a sentir aquela sensação e de forma mais intensa. Viu a expressão que Momo fazia ao apertar os olhos, ela não parecia estar se sentindo bem como dissera que aconteceria.

— Tudo bem...? – perguntou.

— Sim... – disse ela, fazendo-o deitar-se sobre si e abraçando-o.

Azusa semicerrou os olhos, sentindo o interior de Momo ao preenchê-la e encaixando seu rosto em seu pescoço. Ele ofegava baixinho enquanto a ouvia gemer, correndo sua mão até a cintura dela e a apertando. Beijava-a algumas vezes, forçando ainda mais para frente para ouvi-la gemer. Nunca sentira algo tão bom, percebendo que ela tinha razão quando lhe dissera que se sentiria bem. Encaixou seu rosto mais uma vez no pescoço de Momo ao sentir o ápice. Tornou-se ainda mais ofegante e forçou mais uma vez ao sentir chegar, apertando os olhos ao fechá-los e ouvindo-a gemer alto. Permaneceram daquela maneira por alguns momentos, ofegantes.

Momo se cobriu quando Azusa deitou ao seu lado. Ambos estavam debaixo das cobertas e ele a olhava de forma ofegante, recuperando o fôlego. Ela cobriu metade do rosto com a coberta, envergonhada.

— O que... Foi...? – perguntou ele – Não se... Sentiu bem...?

Momo assentiu, apenas balançando a cabeça.

— Não... Gostou?

Negou com a cabeça, não era isso. Deitou-se de lado e cobriu-se por completo. Azusa não compreendeu. Tirou a coberta de cima de sua cabeça e a viu com as bochechas avermelhadas. Ela o olhou, deixando-o cobri-la até os ombros apenas.

— Você gostou? – perguntou à ele, docemente.

— Sim... – sorriu levemente – Me senti bem... Como você disse... Antes...

Momo encolheu-se, sorrindo.

— Momo... Podemos fazer isso... Todos os dias...?

— Eh? – olhou-o, enrubescendo mais – Hum... Sim. – assentiu, envergonhada.

— Eu me senti... Muito bem...

Momo olhou seu sorriso, acalmando o olhar e assentindo com a cabeça.

— Eu também. – sorriu.

Azusa recordava o momento anterior e desejava sentir aquilo de novo. Ao sentir a sensação mais uma vez, sentou-se e tirou as cobertas de cima de Momo, que exclamou e corou.

— Azusa...! O que está fazendo?

— Eu quero... De novo. – se pôs a sua frente.

— E-Eh... – ela corou mais.

Ele beijou-a, correndo os beijos para baixo com os olhos fechados. Não percebeu quando beijou o lugar ao qual lhe dava tanto prazer. Apenas ouviu Momo arquejar e fechar as pernas, sentando-se de repente.

— O que... Foi...? – perguntou – Te machuquei...?

— N-Não... – encolheu-se, abraçando os joelhos – Esse lugar dá vergonha.

— Hum... Mas... Eu gosto...

Ela o olhou, envergonhada. Azusa beijou-a, fazendo-a ficar ereta e abaixar as pernas. Fez com que deitasse, abrindo mais uma vez suas pernas e pondo-o dentro dela, vendo-a contorcer-se. Azusa semicerrou os olhos, apoiando as mãos na cama e movimentando-se enquanto a olhava gemer e apertar os lençóis. Abriu levemente a boca, ofegando. Realmente nunca havia se sentido tão bem.

Os corredores da mansão estavam silenciosos, porém o telefone se pôs a tocar repentinamente. Seu toque rouco ecoava pelos corredores, parecendo ficar cada vez mais alto. Ruki se aproximou e o pegou, pondo-o ao lado da orelha e provavelmente desconfiando de quem seria, pois Saki estava com Yuma em seu quarto e Mei chegara à pouco para ficar com Kou após um de seus shows.

— Alô. – disse ele, ouvindo-o e arregalando os olhos – O senhor tem certeza?... Hum, entendo... Ahm... Como sabia delas...?... Sim... Sim. Compreendo, obrigada.

Ruki pôs o telefone de volta no gancho, abaixando o olhar após suspirar. Ele tracejou um leve sorriso, afastando-se do telefone e direcionando-se para o quarto de Arizu. Ao bater na porta e ela assentir para entrar, Arizu surpreendeu-se com sua presença.

— Ruki?

Ele caminhou até ela, abraçando-a e beijando-a de repente. Arizu enrubesceu, fechando os olhos ao sentir sua língua dentro de sua boca. Ao cessar, Ruki a olhou corada e confusa.

— O que...?

— Me perdoe por magoá-la. – disse ele, olhando-a gentilmente – Desejava tanto cumprir com a missão que optei por colocá-la em primeiro lugar ao invés de você.

— Ruki... – disse ela, surpresa – Então...

— Ele acabou de ligar.

Ela se mostrou surpresa.

— Ele cancelou tudo, disse que comprovou algo e que não precisávamos continuar com isso. – disse ele – Ele falou que poderíamos continuar com vocês.

— Ele sabe sobre nós?

— Não sei como, mas sim.

— E-Então... – ela gaguejou, ruborizando – Vamos ficar juntos? Você quer ficar comigo?

— Sempre. – disse ele, beijando-a.

Ela apertou sua roupa ao fechar os olhos. Ruki a pegou no colo, levando-a para a cama e deitando-a. Arizu o olhou tirar seu blazer, extasiada.

— Não quer contar logo para os meninos? – ela perguntou.

— Vou contar... Amanhã.

Arizu sorriu, vendo Ruki se pôr sobre ela e beijá-la.