Diabolik Lovers - União de Sangue
37 Capítulo 35: Erro?
Momo surpreendeu-se ao chegar à casa de Azusa. Era uma grande e bela mansão com a provável extensão de dois grandes quarteirões. Azusa aproximava-se da porta, fazendo com que ela despertasse e o seguisse até a entrada. Ela usava uma calça curta e branca, blusa rosada de alças e um cardigã lilás, além de suas sapatilhas.
Momo encontrou-se com ele em frente ao colégio, que no sábado estava fechado. Ao ser convidada para ir até sua casa e passar a tarde com ele, ela ficou muito feliz a princípio. Tentou imaginar como seria sua casa, pensando ser simples ou até pequena. Geralmente impuros não tinham posses majestosas ou nada de especial, porém Momo surpreendeu-se. A mansão era incrível, como se fossem puros.
Azusa adentrou a casa em silêncio, fechando a porta após Momo entrar. Ele usava uma camisa azul de mangas longas por baixo de um suéter branco com diamantes em costura dos lados esquerdo e direito. Sua calça era escura e usava botas que chegavam até as canelas. Ele segurou sua mão, direcionando-se para a escada e subindo-a. Caminhou pelo longo corredor, parando em frente à uma porta de madeira escura.
Momo prestava mais atenção em sua mão sendo segurada por ele. Ela sorria, animada. Pareciam namorados. Ele abriu a porta, permitindo que entrasse. Ela maravilhou-se pelo seu quarto. O papel de parede era azulado, o lustre no teto e as lâmpadas de parede iluminavam o lugar em tom azul, e sua cama era de ferro, sendo as colchas e fronhas de travesseiro igualmente azuis. Porém o que chamou sua atenção fora a estante de porta de vidro com diversas adagas e facas.
— Eu quero... Te mostrar. – disse ele, sorrindo levemente – Esses são todos... Os meus tesouros.
— Nossa... – disse ela, admirada.
— Você... Gostou?
— Sim. – olhou-o, sorrindo – São lindas.
Azusa sorriu singelamente, pegando uma das adagas e aproximando-se de Momo.
— Posso fazer... Uma pergunta?
— Claro.
Ele a olhava com os olhos semicerrados.
— Você gosta... De mim?
Momo se mostrou surpresa, desviando o olhar por um momento ao ruborizar.
— Azusa... – hesitou, porém assentiu.
— Você vai... Me bater?
Ela arregalou os olhos em sua direção, ele perguntou realmente isso.
— Claro que não.
— Ah... Que pena... – ele abaixou o olhar – Então você... Não gosta de mim.
— Eh?! – franziu a testa – Eu gosto sim! – enrubesceu.
Azusa aproximou-se mais, pondo a mão na parede ao lado de sua cabeça.
— Então... Me corte. – disse, dando-lhe a adaga.
Momo a olhou em sua mão.
— Não posso...
Ele abaixou o olhar o olhar, o que ela notou.
— Azusa, não precisa se cortar.
— Hum... É bom... – ele sorriu – Eu queria... Cortar sua pele... Mas você não ia... Gostar... Né?
Ela elevou as sobrancelhas, observando a adaga e semicerrando os olhos.
— Na verdade... – aproximou a ponta de seu dedo – Acho interessante como algo afiado pode perfurar nossa pele. – furou-o.
Azusa sorriu levemente, vendo-a olhá-lo.
— Né, por que você se corta?
Ele abaixou o olhar por um momento, sorrindo em sua direção em seguida.
— Quando eu sangro... Todos ficam felizes...
— Eu não fico feliz.
Ele desfez o sorriso.
— Por quê...?
— Porque você está se machucando.
Momo segurou sua mão, vendo uma cicatriz em seu dedo médio e as de seu rosto ao olhá-lo.
— Pessoas que ficam felizes ao vê-lo sangrar são más.
— Você não quer... Me ver sangrar?
Ela negou com a cabeça, aproximando-se e tocando sua clavícula. Ele era magro demais, ela não reparou isso antes com o uniforme.
— Você sempre se corta, não é?
— Todo dia... – ele sorriu levemente.
Momo semicerrou os olhos, franzindo a testa.
— Você gasta muita energia... – disse ela – E provavelmente não a repõe com rapidez.
— Repor...?
Ela assentiu, aproximando a adaga de sua mão e fazendo um corte da palma.
— Sempre que sentir vontade de se cortar, me chame. – disse ela – Posso dar meu sangue.
Azusa olhou sua mão, segurando-a e vendo o corte. Aproximou sua boca, lambendo o sangue prestes a escorrer. Momo fechou os olhos, apertando-os ao enrubescer. Ao abri-los, Azusa estava com o rosto próximo ao seu, porém aproximou-se de seu pescoço e o mordeu. Ele a fez recuar e encostar-se na parede enquanto bebia seu sangue. Ao cessar, sorriu.
— É tão cremoso... – lambou o sangue que escorria dos furos – E doce...
Momo enrubesceu, arregalando os olhos por um momento, surpresa ao ser virada contra a parede. Azusa a mordeu mais uma vez, abaixando seu cardigã e uma das alças de sua blusa, mordendo-a em seu ombro. Ela apertou os olhos, ofegando ao senti-lo envolvê-la com o braço enquanto segurava sua mão contra a parede. Azusa a apertava cada vez mais enquanto sentia o sabor de seu sangue, aproximando sem notar seu braço dos seios de Momo.
— Azusa...
— Hum... – ele cessou, olhando-a – Quanto maior a dor,... melhor... Não é...?
Ela virou o rosto para ele e semicerrou os olhos, envergonhada. Acreditava que essa era a forma dele sentir prazer. Notou que suas bochechas estavam levemente coradas enquanto ele sorria. Ele voltou a mordê-la, apreciando seu sabor.
Ao cessar, Azusa sentou-se com Momo em sua cama e fez um curativo em sua mão, enrolando uma atadura.
— Obrigada. – ela sorriu levemente – Azusa?
— Hum...
— Você... Me ensinou algo, não é?
— Ensinei...?
— Acho que sim. – pensou – Então eu posso te ensinar algo também.
— Hum... Pode.
Momo aproximou-se, pondo a mão em seu peito e fazendo-o deitar-se calmamente na cama. Ele a olhava sem compreender, ela se pôs sobre seu corpo, olhando-o de forma envergonhada.
— Eu gosto de você... – sorriu timidamente – Você sabe o que é isso?
Ele semicerrou os olhos, percebendo Momo segurar sua mão e entrelaçar seus dedos aos dela. Aproximou seu rosto rosado naquele momento e beijou-o. Ao cessar, olhou-o com os olhos semicerrados e disse:
— Você pode demonstrar isso com um beijo ou uma mordida. Ou algo mais íntimo.
— Algo... Mais íntimo...?
— Hum. – ela assentiu, sorrindo – Algo que tenho certeza que o faria se sentir bem.
— Ah... Você pode... Me mostrar?
Momo achou graça, aproximando-se de seu pescoço enfaixado e beijando-o enquanto dizia:
— Por enquanto vamos ficar apenas com beijos. – olhou-o, beijando-o.
Azusa viu-a fechar os olhos ao beijá-lo e fez o mesmo, pondo uma das mãos em suas costas.
Completara uma semana desde a chegada de Arizu na mansão e os irmãos de Ruki pareciam já gostar dela. Principalmente Kou, que gostava ainda mais de sua comida. Arizu sentisse-a bem morando com eles, era bem melhor que morar com Hirokazu. Quase todos os dias ele batia nela, porém isso acabou graças à Ruki. E como ela parara de levar surras e agora morava em sua casa, ele perguntou em uma de suas primeiras noites por qual razão aquele homem lhe batia.
Arizu estava em seu quarto com ele, e contou sua história. Há alguns séculos atrás, ela era uma garotinha de uma aldeia pobre. Um dia um homem veio montado num cavalo com outros homens e uma carruagem em forma de cela. Ele comprara várias crianças e ela fora uma delas. Foram levadas até um mercado de humanos, onde eram vendidas para famílias ricas da sociedade vampira. Geralmente eram sobremesas, porém algumas eram transformadas para servirem de servos. Foi quando Hirokazu apareceu e a comprou, levando-a para casa.
No início, ao transformá-la, ela era apenas uma serva atrapalhada. Os empregados tiveram que ensiná-la a como se comportar e após alguns anos, ela se tornou a melhor de todos. Hirokazu, porém, interessou-se por ela quando cresceu. Ela se tornara uma bela jovem de cabelos arroxeados. Porém ele não queria possuí-la a força, então permitia que ela escolhesse se deseja ou não tê-lo como homem. Mas ele não gostou quando ela se negou e passou a bater nela sempre que se negava. Nunca a possuiu à força, porém a fazia sofrer de outra forma. Ao escutar toda a história, Ruki o repudiou ainda mais. Era um homem desprezível. Porém a olhou de forma surpresa quando ela disse que todo seu sofrimento terminara quando ele a tirou de lá.
Naquele final de tarde, Arizu fora até a sala de estar onde Kou, Yuma e Ruki estavam. Usava um vestido roxo com mangas compridas e justas, uma tiara em sua cabeça e sapatilhas de mesma cor que a roupa. Ruki achava interessante, ela gostava mesmo de roxo. Ao se aproximar, perguntou:
— O que querem para o jantar?
— Ah, eu quero...! – disse Kou.
— Não precisa cozinhar, Arizu. – disse Ruki, interrompendo-o – Já falei isso.
— Hum. – ela assentiu – Uma dúzia de vezes. – achou graça – Mas eu gosto de cozinhar.
Ruki suspirou, voltando a olhá-la.
— Tudo bem, mas eu vou te ajudar.
Arizu sorriu, ouvindo a campainha. Direcionou-se para a porta da entrada antes que Ruki levantasse. Ela achava engraçado como ele não gostava que ela trabalhasse em casa. E já dissera várias vezes que desejava ajudar, já que agora morava lá. Ao se aproximar da porta, abriu-a com um sorriso para ver quem era o visitante. Porém ao reconhecê-lo, seu sorriso desapareceu e deu lugar a uma expressão receosa, recuando dois passos.
— Hirokazu-sama?
— Arizu. – disse ele, sorrindo gentilmente.
— O que...
— Me perdoe por aparecer tão de repente, apenas desejava saber como estava em sua nova casa. – observou-a – Suas roupas são bonitas. Mostram como é uma bela jovem.
Arizu desviou o olhar, incômoda.
— Por favor, vá embora. Ruki não vai gostar...
— Ruki? – disse ele, interrompendo-a – Ah, sim... O rapaz que invadiu minha casa.
— Ele a invadiu porque o senhor estava me batendo.
— Ora, ora. – cantarolou – Está me respondendo. Então esse Ruki a ensinou como ser insolente.
— Se é esta a palavra, então sempre fui. Apenas não dizia nada, pois o senhor me bateria de qualquer forma.
Ele sorriu maliciosamente.
— Como é feroz... Gostaria de ter provado dessa ferocidade.
Ela engoliu em seco, vendo seu olhar lascivo.
— Diga-me, minha cara. Você já entregou-se à ele? Ou a algum dos garotos que moram aqui?
— O q-que...? – ela arregalou os olhos.
— Afinal, você com certeza deve ter pagado de alguma forma pelo dinheiro que ele gastou ao fazer-me permitir que fosse embora.
Arizu franziu a testa, confusa.
— Di...nheiro?
— Eh? Ele não contou? – Hirokazu aproximou-se.
Ela recuou, amedrontada.
— Tudo bem, Arizu. – ele sorriu – Não se preocupe... – esticou a mão.
Ao fazê-lo, seu punho foi segurado por Ruki, que surgira repentinamente. Arizu arregalou os olhos, olhando-o.
— Acredito que deva ir embora, senhor. – disse ele.
Hirokazu franziu as sobrancelhas, soltando-se.
— Deixei que a levasse, mas tenho o direito de vê-la quando desejar.
— Não possui direito nenhum sobre ela.
— Como um moleque impuro como você ousa falar comigo desta forma? – franziu mais as sobrancelhas, furioso.
Yuma e Kou chegaram à entrada, vendo o que acontecia. Azusa e Momo desciam as escadas, distraídos. Porém ao olhar quem estava na entrada, Momo desfez a expressão alegre de forma repentina. Ao terminarem de descer as escadas, ela parou e o olhou. Hirokazu a notou ao pé da escada em sua expressão apática, mas um pouco aborrecida. Azusa a olhou em dúvida, não compreendendo para onde sua expressão feliz fora.
— Momo? – disse Hirokazu em dúvida – O que está fazendo aqui?
Ruki olhou a convidada de Azusa, que se aproximou.
— Isso não interessa a você. – disse ela, seriamente e diferente.
Ele franziu a testa, apreensivo. Arizu o olhou em dúvida, nunca o vira dessa forma. Porém ao observar melhor Momo, reconheceu-a e arregalou ligeiramente os olhos.
— O que você está fazendo aqui? – ela perguntou, aproximando-se mais.
— Ahm... Essa é minha antiga serva. Apenas vim aqui para ver como estava.
— Mentiroso. – disse ela, elevando uma das sobrancelhas – Conheço você muito bem. E pelo o que soube, você a surrava.
— E-Eh.
Momo suspirou.
— Não quero mais saber que esteve aqui. – disse – Ou eu mato você.
— E-Eh...! Momo, você pode até ser filha do meu amigo, mas não pode...!
— Cale a boca! – ela exclamou – Não me interessa isso, sou superior à você. Então siga minhas ordens.
Momo não o esperou responder, apenas fechou a porta bruscamente. Os presentes a olhavam, surpresos. Ela, porém, virou-se e olhou para Azusa de forma preocupada, vendo-o com uma expressão confusa.
— Azusa, não me olhe assim, por favor. – cantarolou, sorrindo como antes.
— Não entendo. – disse Ruki, olhando-a – Quem é você?
Ela hesitou, desviando o olhar, porém disse:
— Yasuko Momo.
— Yasuko? – disse Kou em dúvida.
— Ela é a filha caçula da família Yasuko. – explicou Arizu – É a família com menos miscigenação já registrada. Menos que a família de Hirokazu ou a família Takahashi. Ela fora com sua família à casa de Hirokazu em uma de suas reuniões.
— Então você é importante. – disse Ruki à ela.
Momo abaixou o olhar, desconfortável.
— Por favor, não me tratem diferente por isso.
— Como assim?
Ela suspirou, olhando-o.
— Sempre que descobrem o nome da minha família começam a me tratar de forma diferente. Mas vocês não sabiam quem eu era, então fiquei feliz. Principalmente... – fitou Azusa, que se mostrou surpreso.
— Ei, ei... – disse Yuma, aproximando-se – Não vamos tratar você diferente. Afinal, ainda nem tínhamos conhecido você. – franziu a testa em dúvida – Quantas vezes ele a trouxe aqui?
— Essa é a primeira. – ela sorriu, achando graça.
— Pronto! Agora vamos conhecê-la! Né, Azusa?
— Sim... – disse ele, aproximando-se e segurando sua mão.
Momo viu seu sorriso suave, desviando o olhar e corando. Os outros sorriram e, por fim, a convidaram para ficar para o jantar.
Arizu teve a ajuda de Ruki enquanto preparava o jantar. Preparou o dobro da refeição, já que havia mais uma convidada e Kou gostava de comer bastante. Mesmo Ruki dizendo para ela não encorajá-lo, ela cozinhou a mais. O jantar foi divertido, Momo era animada e sorria bastante. Os quatro perceberam que ela parecia ser ela mesma, principalmente Azusa, que nunca vira antes aquele lado que ela mostrou ao homem desconhecido. Ele sentiu-se estranho, compreendendo aos poucos o que era gostar de alguém. Mesmo ainda pensando que fosse necessário fazê-la sentir dor para ficar feliz. Seu sorriso suave alargava cada vez mais enquanto a olhava sorrir.
Após o jantar, Arizu fora para seu quarto. Sentou-se na cama, relembrando a visita surpresa de Hirokazu. Ele lhe contara que Ruki dera bastante dinheiro à ele para deixá-la ir. Por que, então, Ruki não contou à ela sobre isso? Por que não disse como conseguiu fazer com que ela fosse com ele? Ela abaixou o olhar, entristecida. Ele havia gasto muito dinheiro.
Arizu foi até uma das gavetas de sua cômoda e tirou algumas roupas do lugar, pegando uma pequena bolsa de pano do tamanho de sua mão. Afrouxou a corda e viu as moedas que possuía. Não era muito, porém era tudo o que tinha. Segurou-a e direcionou-se para o quarto de Ruki. Ao chegar, hesitou, porém bateu na porta.
— Pode entrar.
Ao abrir e entrar, percebeu que não havia o visto antes. Era um belo quarto com um grande tapete em tons de azul e roxo sob uma poltrona e apoio para os pés em frente à lareira, uma cama próxima à janela e uma escrivaninha na parede oposta à cama. Havia uma porta para o banheiro na parede oposta à lareira e Arizu também notou uma pequena janela circular logo acima da janela do quarto. O papel de parede era esverdeado, assim como as cortinas e as colchas da cama. Ruki estava em frente à lareira, observando uma fotografia no porta-retratos. Ao vê-la entrar, voltou-se para ela.
— Arizu. Algo errado?
— Não. Eh... – desviou o olhar – Gostaria de perguntar algo.
— Hum, pode perguntar.
Ela o olhou, hesitante.
— Você... Deu dinheiro à Hirokazu para ele me deixar ir embora?
Ruki franziu levemente as sobrancelhas, desviando o olhar por um momento.
— Ele disse algo?
— Contou exatamente isso.
— Hum.
Arizu aproximou-se.
— Por que fez isso? – perguntou – Por que deu tanto dinheiro à ele para me deixar ir?
— Apenas com uma quantia alta ele o faria.
— E... Por que fez isso?
Ele a olhou em dúvida.
— Por que desejava tanto me ver longe dele?
— Eu... Não gostava de saber que ele a batia.
Ela abaixou o olhar, mostrando a pequena bolsa.
— O que é?
— É tudo o que tenho. – ofereceu à ele – Não é muito, mas... Quero agradecer por ter feito isso por mim.
— Arizu, não posso aceitar.
— Por favor, aceite. – disse ela, segurando em sua mão e pondo a pequena bolsa sobre ela – Eu sei, eu sei que não é muito, mas... Por favor...
Ruki surpreendeu-se, os olhos de Arizu estavam marejados. Ela começara a chorar e sentiu-a tremer enquanto ainda segurava sua mão.
— Eu nunca dei nenhum motivo para você ser tão bom comigo. Apenas zombava de você e de sua missão. – ela cobriu o rosto com as mãos, chorando.
Ruki aproximou-se, abraçando-a. Ela tremia enquanto chorava e pôs a mão em seu peito, apertando sua roupa. Ruki acalmou o olhar, acolhendo-a. Aos poucos Arizu se acalmou, parando de chorar.
— Me desculpe... – encolheu-se – Não queria que me visse chorando.
Ele franziu a testa, semicerrando os olhos. Ao ver Arizu olhá-lo, Ruki a beijou de repente. Ela arregalou os olhos, sentindo-o pôr a língua dentro de sua boca e movimentá-la ao passo que a envolveu completamente em seus braços. Ela cambaleou, surpresa, sendo segurada por ele em seus braços. Ao assimilar o que acontecia naquele momento, Arizu fechou os olhos e o abraçou.
Ruki a levou para a cama, deitando-a enquanto ainda a beijava. Ambos estavam ofegantes, Arizu envolvia seu pescoço com os braços enquanto ele apertava sua cintura. Ruki cessou, olhando-a de forma ofegante.
— Me desculpe.
Ela o olhava, enrubescida. Ele correu a mão por seu braço, prestes a soltá-la, porém ao tocar sua mão, Arizu a segurou. Ruki a olhou em dúvida, vendo seu olhar semicerrado. Ela o puxou calmamente de volta, olhando fixamente em seus olhos. Nunca desejara tanto algo ou alguém. Ruki voltou a beijá-la, fazendo com que sentasse e abaixando o zíper de seu vestido, tirando sua camisa em seguida. Arizu olhou seu peitoral, tocando-o. Ele beijou seu pescoço, sentindo-a abraçá-lo de forma ofegante assim como seus seios contra seu peito, ela não usava sutiã.
Ruki deitou-a, olhando-a em sua expressão tímida e ingênua. Ele temeu por um momento que estivesse lhe dando suas primeiras experiências mais íntimas. E pela história que ela lhe contara, estava. Seus seios eram redondos e os mamilos endureceram, Arizu corou e desviou o olhar ao ver Ruki tirando as calças. Ele se pôs sobre ela, beijando seu pescoço e correndo os beijos até seus seios, pondo a boca em um deles e chupando-o enquanto tirava sua calcinha. Arizu exclamou ao arquejar, sentindo o formigamento. Ruki correu a mão por seu corpo, aproximando-a de seu âmago e tocando-o, fazendo-a exclamar mais uma vez ao contorcesse-se.
Arizu estava ofegante, envolvida em toda a sensação de prazer. Ruki se pôs à frente dela, olhando de forma tenra para sua expressão inocente e abrindo gentilmente suas pernas. Arizu encolheu os ombros e apertou os olhos ao fechá-los quando sentiu Ruki adentrá-la. Movimentava-se, fazendo-a gemer. Ela o olhava, extasiada enquanto sentia o tal prazer que se negou por tanto tempo a oferecer. Ruki ofegava ao gemer, sentindo-a completamente. Os movimentos eram constantes, fazendo-a abraçá-lo. Pensavam que nunca iriam sentir novamente uma sensação tão intensa e excitante.
Ao terminarem, Arizu adormeceu. Estava coberta pela colcha e agarrada à mesma ao lado de Ruki, que a olhava. Ele estava sentado, com o quadril coberto. Sorriu suavemente enquanto a olhava, ela parecia dormir tranquilamente. Porém ele voltou-se para a janela, franzindo as sobrancelhas e abaixando o olhar. Agora percebia o que havia feito. Tirara a primeira experiência de uma garota que não fazia parte da missão. Franziu a testa, entristecido e culpado.
— O que eu fiz...
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