Diabolik Lovers - União de Sangue

23 Capítulo 22: Cordelia - parte I


Notas iniciais
Meus títulos de capítulo são tipo uns super spoilers 'kkkkkkkkkk

Todos continuaram a ir ao colégio e a voltar para casa. Os dias eram calmos e o clima estava agradável, porém os irmãos permaneciam atentos a qualquer outro ataque ou à visita de Richter a qual um de seus homens contou. Nenhum dos dois ocorreu durante dias. E com os dias passando, Reiji verificava se Yuka continuava bem e não teve nenhum efeito colateral. Ela o informara que estava tendo mudanças de humor repentinas, então ele verificava o que ocorrera.

Em se laboratório, Reiji analisava uma gota de seu sangue no microscópio, observando se havia alguma alteração.

— Então, Reiji-san... Achou algo? – Yuka perguntou, receosa.

— Ela não tem nada, são apenas mudanças de humor – disse Subaru, desviando o olhar – Ela me mandou calar a boca e quis me bater há três dias.

— Desculpa... – ela abaixou a cabeça – Foi sem querer.

— Hum.

Reiji continuava a observar, até que afastou o rosto e pôs os óculos de volta, dizendo:

— Como nos dias anteriores, seu sangue está normal. Na verdade tudo em você está normal. A poção que lhe dei a curou perfeitamente. Acredito que essas mudanças de humor... E o desejo em bater em Subaru... Seja porque o sangue dele estava na mistura. Uma parte de sua personalidade provavelmente misturou-se à sua e isso foi o que ocasionou as mudanças de humor. Quando foi a última mudança de humor?

— Há três dias. – disse Subaru, franzindo a testa.

— Já pedi desculpa. – disse Yuka, docemente.

— Eu ouvi.

— Não aconteceu de novo?

— Não.

— Hum, acredito que esse efeito colateral seja então temporário.

— Obrigada! – Yuka suspirou.

— Como disse, provavelmente fora por causa do sangue de Subaru misturado à minha poção.

Eles assentiram. Yuka sorriu sem jeito para Subaru, que ainda a olhava de forma irritada.

No quarto de Laito, Rin continuava a importuná-lo quanto ao que o homem dissera no interrogatório. Laito não lhe disse nada, nem lhe dava a oportunidade para perguntar o que desejava. Rin o seguiu por dias, dizendo que ele um dia desistiria de fugir dela. Mas ele apenas dizia que era algo que não importava a ela.

— Conte-me de uma vez! – exclamou ela – O que ele quis dizer com aquilo? Por que você foi preso num calabouço?

— Por nada. – disse ele, sentado na poltrona.

— E sobre o caso? O que o caso tem a ver com sua mãe?

Laito suspirou, levantando de forma entediada. Segurou-a pela cintura e a aproximou de si, sorrindo de forma maliciosa. Rin franziu as sobrancelhas, irritada, porém Laito sabia bem como desfazer aquela expressão. Deitou-a na cama, beijando seu pescoço enquanto desabotoava sua blusa, descendo as carícias para seus seios e barriga, tirando sua calça. Até aquele momento Rin já esboçava o mínimo de um sorriso.

Laito parou por um momento, olhando-a.

— Posso continuar?

Ela desviou o olhar, cruzando os braços. Laito sorriu, voltando a beijá-la. Ele a possuiu como sempre o fazia, ardentemente e desejosamente. Por minutos, Rin esquecera o motivo original de estar ali. Apenas concentrava-se em sentir e dar-lhe prazer. Porém ao cessarem, Laito deitou ao seu lado e ela deitou-se de bruços, cobrindo o quadril com as cobertas.

— Eu realmente não sei nada.

— Se soubesse, me sentiria magoado. – ele cantarolou, deitando-se de lado.

Rin sorriu levemente.

— Gostaria de te dar mais prazer.

— Rin-chan... – cantarolou – Você me dá prazer.

— Hum.

Rin abaixou o olhar, percebendo, como todos os dias o fazia, que ficar na companhia de Laito não poderia ultrapassar nada mais além disso: sexo e uma conversa superficial.

Após o acontecimento de Yuka, Mana encontrava-se preocupada com algum próximo ataque. Principalmente por Reiji não ter contado tudo o que ocorrera no interrogatório ou o que acontecera com o homem. Apenas que eles logo em breve receberiam a visita de alguém desagradável, além de seu tio. Mana acreditava que o homem houvesse sido executado, porém apenas em pensar que Reiji poderia ter feito isso, lhe deixava apreensiva. Ela não conseguia pensar nele dessa forma. Ele era tão polido, que Mana não conseguia vê-lo matando ninguém.

Sua preocupação lhe consumia de tal forma, que ela dirigiu-se até o laboratório de Reiji com duas fatias de bolo de morango. Ao bater em sua porta e abri-la, viu-o em frente a sua mesa com um livro na mão.

— Reiji-kun.

Ele despertou, olhando-a.

— Mana?

— Não me ouviu bater? Desculpe.

— Tudo bem. Hum... – ele pensou, aproximando-se dela – Acredito que nossa relação está avançada.

— Ahm... Sim? Mas não entendo o que...

— Então também acredito que não haja mais necessidade para títulos honoríficos.

— Não sei se...

— No dia em que trouxe pela primeira vez o bolo, a ouvi me chamar apenas pelo meu nome.

— Eh, sim... Me desculpe. – disse ela – Foi o dia em que teve o pesadelo, não?

— Correto.

— Sobre o que sonhava?

Ele pareceu hesitar.

— Minha mãe.

Mana atentou-se, surpresa. Ele nunca havia comentado nada a respeito da família, nem sobre Shuu. Reiji caminhou até o armário e pegou a caixa de chá, preparando-o e servindo-o em uma xícara que deu à Mana. Enquanto bebericavam o chá, ela o olhou de forma curiosa. Ao ser pega, desviou o olhar envergonhada.

— Deseja perguntar algo?

— Sim. Mas não sei se devo.

— Não sei como responder se não o fizer.

Mana pensou, hesitante.

— Qual era o nome dela? – perguntou – Digo, sua mãe.

Reiji cortou com o garfo um pequeno pedaço da fatia de bolo, olhando-o.

— Beatrix.

— Um belo nome. Acredito que ela também seja.

— Ela morreu há alguns anos. Porém possuía cabelos loiros e olhos azuis como Shuu.

— Sinto muito. Então... Você deve ser parecido com seu pai.

— Não sinta. – disse ele – E não, não sou.

Mana o olhou, surpresa.

— Você... Não parece apreciá-la.

Reiji franziu levemente as sobrancelhas.

— Não desejo continuar o assunto.

— Mas...

— Mana. – olhou-a severamente.

Ela abaixou vagarosamente o olhar, assentindo. Provavelmente não deva ser um assunto fácil para ele. Mana optou por apenas tomarem chá e comerem o bolo. Ela iniciou outro assunto e quando ele deu continuidade, sorriu suavemente. Mana percebia como Reiji havia mudado um pouco. Eventualmente ele se demonstrava mais gentil em relação à ela e parecia apreciar sua companhia, por mais surpresa que isso a fizesse ficar.

Antes que Mana pudesse falar algo mais, Reiji e ela entreolharam-se ao sentirem a presença de um estranho na casa.

— Reiji...?

— Vamos. – disse ele, segurando sua mão e levando-a.

Ambos encaminharam-se para a sala de estar do primeiro andar. Ao verem os convidados indesejados, Reiji pediu apenas com o olhar para que Mana permanecesse parada onde estava enquanto ele dera um passo à frente, olhando os dois.

No segundo andar da sala de estar, logo atrás do corrimão, um homem alto com cabelo esverdeado escuro e olhos vermelhos estava sentado no banco ao lado do divã, acompanhando uma jovem esbelta de olhos verdes vibrantes e longos cabelos pretos, que estava deitada e usando um longo vestido arroxeado. Cordelia.

Eles conversavam e riam enquanto bebiam vinho, até que Reiji disse:

— O que temos aqui?

A jovem olhou-o, atentando-se.

— Ouvi dizer que nosso tio tinha uma visita.

— Há quanto tempo, Reiji. – disse ela, sorrindo maldosamente ao olhar para Mana – Se ao menos você não fosse tão rigoroso, se pareceria com o Karl, quando eu o conheci.

— Por favor, não invoque o nome do meu pai em vão. – disse ele, ajeitando os óculos – Acho muito ofensivo.

Ela sorriu maliciosamente, semicerrando os olhos ao dizer:

— Então esta é a noiva que Karl escolheu para você. Ora, ora, ela é tão... Bonitinha.

Mana franziu as sobrancelhas, ligeiramente receosa.

— Não fique tão distante, chegue mais perto. – disse ela.

Reiji repentinamente apareceu no andar de cima, fazendo-a olhá-la.

— É evidente que a conspiração é tão natural para você quanto respirar.

— Reiji, devo explicar? Quero continuar vibrante enquanto eu viver. – disse ela ao passo que Richter levantou-se, cruzando os braços – Vou te dizer o que mais desprezo. O tédio. Tédio é a coisa mais dolorosa que imortais como nós podem suportar. Você não concorda?

— Sim, você tem razão. – disse ele, calmamente – O tédio não combina com você. A morte combina muito mais.

Ela semicerrou os olhos mais uma vez, sorrindo.

— Vou levar isso como um elogio. Você não vai sentar aqui? Quero conversar mais de perto.

Reiji a encarava de forma severa.

— O que é isso? Está na defensiva? – disse ela – Neste aspecto, você é exatamente como Beatrix. Você reprime suas emoções e tenta esconder como se sente.

Mana surpreendeu-se, olhando em seguida para Reiji.

— Ela acabou tendo um fim inútil e patético. – concluiu Cordelia.

Reiji franziu ainda mais as sobrancelhas.

— Ah! Será que toquei em um ponto fraco? – ela sorriu, surpresa – Beatrix parecia não te amar tanto quanto amava Shuu, então presumi que não se importaria se eu a difamasse.

Mana arregalou os olhos, boquiaberta. Então esta era a razão por Reiji não querer aprofundar o assunto de mais cedo. Cordelia sorriu maliciosamente, olhando-a pelo canto do olho.

— Entendi. – disse Reiji, fazendo-a olhá-lo – Então foi dessa forma que você colocou meu pai e meu tio um contra o outro.

— Você está sugerindo que eu os separei? – perguntou ela com a mão próxima aos lábios – Você faz com que eu pareça a raiz de todo o mal. Hum... Posso ter sido a razão.

— O vínculo deles não deve ter sido tão forte se foi arruinado por uma mulher como você.

Richter o encarou. Ela riu de forma sedutora, dizendo:

— Você é muito observador para um filho de Beatrix. – levantou – Gosto de você ainda mais.

Cordelia caminhou, aproximando-se de Reiji e pondo a mão em sua nuca, fazendo-o inclinar-se.

— Seus olhos são parecidos com os de Karl. – disse ela, tirando seus óculos e os deixando cair.

Mana a olhava passar delicadamente a mão no rosto de Reiji, tirando uma mecha de seu cabelo da frente de seus olhos. Ela desviou o olhar por um momento, incômoda. Cordelia a olhou pelo canto do olho, tracejando um leve sorriso maldoso e voltando-se para Reiji.

— Vou te contar um segredo olhando em seus olhos. – disse ela, passando delicadamente o dedo nos lábios de Reiji – Voltei à vida... – aproximou-se de sua orelha – Para me vingar de Karl. Vou fazê-lo pagar com a morte.

— Vingança por não te amar? – perguntou ele.

— Parece que você ainda não entende homens e mulheres. Meu desejo de matá-lo é a maior prova do meu amor.

— Em outras palavras, você quer empurrar seu amor sobre ele, ele querendo ou não?

Cordelia afastou-se ligeiramente, incômoda e ainda com a mão em sua nunca.

— Você certamente gosta de falar fora de hora. Acho que vou calar essa sua boca. – sorriu, acariciando seu rosto e beijando-o sem hesitar.

Mana arregalou os olhos, estremecendo. Reiji não a impediu. Fechou os olhos, pondo em seguida o braço ao redor de sua cintura. Ao cessarem, Cordelia fitou rapidamente Mana, que abaixou o olhar, surpresa e decepcionada.

— Por favor, não brinque comigo. – disse Reiji.

— Estou ficando interessada em você como um homem.

— E meu tio?

— Ele não se importa com as minhas escolhas. – ela sorriu com os braços envolta de seu pescoço – E sua querida noiva?

Reiji olhou Mana por um momento, franzindo levemente a testa ao vê-la com os olhos marejados.

— Ah! Então realmente gosta dela! – exclamou Cordelia, rindo – Não esperava isso de você. Ela realmente deve ser diferente, já que o conquistou. Mas isso não importa, ela parece ser tão sem graça.

Reiji franziu as sobrancelhas.

— Agora, vamos continuar. – disse ela – Temos todo o tempo do mundo. – aproximou-se de seu rosto – Agora, venha.

Reiji deixou uma risada escapar, fazendo-a desfazer o sorriso.

— Eu passo. – disse ele, inexpressivo – Não me atraio por mulheres corruptas de moral fraca.

Ela o olhou de forma surpresa, inclinando a mão para trás e esbofeteando seu rosto. Mana surpreendeu-se. Reiji não reagiu, apenas fechou os olhos. Ao abri-los, encarou-a.

— Ei, vamos parar com essa luta. Nós somos uma família. – disse Laito, no andar de baixo.

Rin estava ao seu lado, encarando Cordelia com o olhar irritado. Analisou-a de forma rápida, realmente ela possuía outro corpo. A mulher a frente deles era completamente diferente da mulher da pintura.

Cordelia virou-se ao ouvir sua voz, aproximando-se do corrimão.

— Laito.

— Pensei que a próxima vez que nos veríamos seria no inferno.

— Lamento não corresponder as suas expectativas. – ela apoiou o rosto na mão – Então esta é a sua noiva. Realmente combina com você.

Rin franziu ainda mais as sobrancelhas.

— Sim, ela combina. – disse ele – E não, isso é bem melhor do que eu esperava.

Kanato caminhou para perto de Laito com Reiko ao seu lado.

— Meu pequeno pássaro afinado. – cantarolou Cordelia – Por favor, entretenha a mamãe com sua bela voz, cantando como costumava fazer. – levantou ligeiramente o braço.

Kanato a olhava.

— Mãe... Como?

Ela sorriu se forma maliciosa.

— Sua pequena noiva é uma graça.

Ele franziu as sobrancelhas levemente. Subaru surgiu com Yuka, encarando Richter, que fitou-os e aproximou-se do corrimão.

— Ah, então ela está viva... – comentou – Ouvi dizer que sua noiva foi morta, porém me enganei.

— Calado. Vocês não pertencem a esse lugar. Desapareçam.

— Um ótimo show, Subaru. Mas conseguiu protegê-la? Ou foi outro por sua natural incapacidade de proteger sua própria mãe?

Yuka arregalou levemente os olhos, vendo Subaru exclamar mandando-o calar a boca e atacar Richter. Ele defendeu-se de um soco seu, desviando de um chute logo em seguida e vendo Subaru voltar ao chão, aterrissando em pé.

— Nenhum de vocês pode me enfrentar. – disse Richter.

Reiji assistia à cena com os braços cruzados, porém virou-se e retirou-se do segundo andar, voltando para o lado de Mana, que o olhou por um momento, ainda lembrando-se do beijo. Uma risada leve foi ouvida, então Richter voltou-se à ela.

— Você tem certeza disso? – disse Shuu.

Richter o viu deitado no sofá com sua noiva ao lado, sentada na poltrona de forma polida com as pernas cruzadas e as mãos sobre o colo. Ela estava com os olhos fechados, porém fitou severamente Richter ao abri-los.

— O que?

— Você é o único que está dando um showzinho.

— Shuu, o que está tentando dizer?

Ele se sentou, levantando-se e encarando o tio, dizendo:

— Para Karlheinz, o chefe da família, você nem sequer é considerado um rival.

Richter estalou a língua, aborrecido. Cordelia aproximou-se dele de forma irritada, dizendo:

— Este é o melhor entretenimento que podem me oferecer? Vocês continuam sem graça, como sempre. O pior de tudo isso é que vocês me impedem de ser radiante. Acabe com eles – disse à Richter.

Ela sorriu na direção dos cinco, olhando de relance para a sexta noiva e Ayato ao seu lado, que acabavam de chegar. Ele a olhou de forma enfurecida.

— Isso mostra o quanto eu os amo. – disse ela, semicerrando ligeiramente os olhos em sua direção – Agora acabe com eles e eu vou torná-lo o próximo chefe da família.

— Você jura me tornar o próximo chefe da família se eu os matar? – perguntou Richter.

— Sim.

— Isso é estranho. – disse ele, fazendo-a olhá-lo de forma surpresa – Esse já não era um dos termos do nosso acordo quando a salvei em seu leito de morte? Você jurou que se eu a salvasse, você me colocaria no trono.

Ela aproximou-se, segurando carinhosamente em seu braço.

— Richter, – cantarolou seu nome – farei tudo o que você desejar. Agora vá logo e acabe com esses meninos. Faça isso por mim.

— Você é uma tola.

Ela o olhou, franzindo a testa em dúvida. Richter abaixou o olhar, dizendo:

— Você é inútil para mim em sua atual condição. Tudo o que eu preciso é do seu coração. Desde que eu acorde a garota que tem seu coração e a faça minha, posso me tornar o próximo chefe da família sem a sua ajuda.

Cordelia afastou-se receosamente, recuando enquanto o olhava de forma desconcertante. Rin sorriu maliciosamente, então o tal despertar ainda não havia ocorrido. Masami a olhava fixamente, observando seus movimentos.