Diabolik Lovers - União de Sangue

19 Capítulo 18: Visitas sem convites


As duas semanas após à festa foram completamente comuns. Isso em relação ao que era considerado comum na casa Sakamaki.

Masami ainda tentava entender como havia se apaixonado por Shuu. Normalmente a razão para alguém se apaixonar é por gostar das mesmas coisas ou por serem diferentes. Mas Masami não sabia onde Shuu e ela se encaixavam nessa explicação. Por mais que fossem parecidos em alguns aspectos, como achar tudo uma grande perda de tempo e amarem o violino, ela não sabia qual teria sido a razão exata para se apaixonar por ele. Seria o tal clichê humano “Apenas aconteceu”?

Mana continuou a convidar Reiji para um chá com bolo, e ele sempre aceitava. Por mais que estivesse preparando uma poção ou lendo algo, ele preparava o chá e sentava ao lado de Mana, passando a conversar enquanto comiam bolo e bebiam chá. Mana pensara que enfim estavam dando-se bem e que seu relacionamento poderia ser algo além de um simples casamento arranjado. E por mais que Reiji não quisesse enxergar, pouco a pouco começava a se afeiçoar por Mana. A garota a quem acreditava ser incômodo, por fim, estava tornando-se alguém quase que especial para ele.

Rin por sua vez se divertia com Laito. Faziam sexo em seu quarto ou no quarto dele quantas vezes quisessem e ele bebia seu sangue quantas vezes desejasse. Porém ela começava a pensar se teria algo mais nesse relacionamento além de contato físico. Laito a divertia com suas conversas, porém nunca era algo profundo e que a tocasse – além da sua mão dele em suas partes íntimas. Ela desejava saber mais sobre ele, sobre seus sentimentos e desejos – não apenas os sexuais. Rin nunca pensou que sentiria algo assim, esse desejo de conhecê-lo de verdade. Mas Laito estava despertando isso nela.

Reiko e Kanato passavam bastante tempo juntos. No lugar das estátuas de cera, no jardim, no quarto de Kanato ou no quarto de Reiko, na varanda e, principalmente, na cozinha enquanto ela cozinhava. Eles não conversavam muito, porém o necessário que tornava tudo agradável para ambos. Após descobrir que ela tocava piano, pedia sempre que Reiko tocasse para ele. E quando estavam no quarto de Kanato, ele cantava para ela enquanto estava deitada com a cabeça em seu colo, deixando-o mexer em seu cabelo. Kanato achava os cabelos de Reiko macios e agradáveis de passar os dedos. E ela apreciava seu carinho.

Sora voltava aos poucos ao normal. Ayato a visitava todos os dias e voltara a fazer suas brincadeiras com ela. Por mais que ela ainda não gostasse tanto das brincadeiras, gostava de ter Ayato ao seu lado. Antes de saber da morte de Takato, pensou se era realmente correto manter aquele relacionamento. Fugir com ele poderia causar danos tanto à ela como também à sua família. E desde a troca, Ayato havia se mostrado diferente. E aos poucos, ela começava a pensar que era possível sentir algo por ele. Já havia se afeiçoado à ele, então o que mais faltava para possuir um sentimento semelhante ao amor? Afinal, para Sora, não havia nada de errado em amá-lo.

Yuka aos poucos se aproximava de Subaru. Ele era realmente difícil de aproximar-se, mesmo comendo seus bolos e conversando com ela. Por mais que antes pensasse que finalmente estava conseguindo, percebia que ele não conversava sobre si e seu passado. Ela queria saber sobre sua infância, sua mãe e como era o relacionamento dele com os irmãos. Mas Subaru nunca dava continuidade à conversa. Em meio às dúvidas, ela conversou com Reiko, que explicou sobre as três mães. Yuka então compreendeu que até o momento de morar com seus irmãos, ele era filho único. Mas queria saber mais. Por que Subaru se achava sujo?

Faltando apenas uma semana para a volta às aulas, Sora e Ayato estavam na varanda, observando o jardim.

— Por favor... – Ayato pedia – Por favor, Sora!

— Não! – ela exclamou, achando graça – Faça o seu próprio trabalho de casa quando voltar às aulas.

— E se eu pegar escondido? – sorriu ele, maliciosamente.

— Então não vou mais confiar em você. Só porque nos damos bem, não quer dizer que devo te dar meus trabalhos pra você copiar. O máximo que posso fazer é te ajudar.

— Odeio dever de casa! – ele reclamou.

Sora sorriu, balançando a cabeça. Esticou o braço e tentou ajeitar uma das mechas do cabelo rebelde de Ayato, porém ele segurou sua mão e aproximou-a dos lábios, sorrindo e tocando um de seus caninos em sua pele.

— Ayato... – ela desviou o olhar, envergonhada – Estamos na varanda.

— Prefere um quarto? – sorriu maliciosamente.

— Seria mais privado.

— Hum.

Ayato se aproximou dela, pondo seu cabelo atrás da orelha e olhando-a nos olhos. Cada vez que ele olhava para aqueles olhos tão claros como a neve, não se arrependia nem por um momento dos sentimentos que cultivava dentro de si.

— Ayato. – falou, desviando o olhar de forma envergonhada – Pare de me olhar.

— Por quê? – ele riu – Você é minha noiva, você é minha.

Sora o olhou, sorrindo.

— Parece que quer me despir.

— Ah... Não é exatamente isso, mas seria ótimo. – ele sorriu com malícia – E não estou com pressa, de toda forma vou ser sua primeira e única experiência.

— Ayato! – Sora exclamou, enrubescendo e cruzou os braços – Você realmente é convencido.

— Ora, então com quem vai se casar?

Ela desviou o olhar, franzindo as sobrancelhas.

— Você às vezes é insuportável.

— Então sou o melhor nisso. – ele riu, aproximando-se e lambendo seu pescoço.

— Ayato! Argh! – exclamou, olhando-o.

Ele a beijou repentinamente, segurando gentilmente em sua nuca. Sora arregalou os olhos, porém os semicerrou enquanto sentia os lábios de Ayato. Ao fechá-los, pôs seus braços em volta de seu pescoço. Ayato a envolveu com os braços, ainda beijando-a. A respiração de Sora estava ofegante e ela ouvia a dele. Com o beijo, ela agora tinha certeza de que poderia sentir algo mais por ele. Com certeza.

Passos apressados foram ouvidos, interrompendo-os. Ele largou Sora e os dois olharam para a porta da varanda.

— Ora, ora. – cantarolou Rin, parada ao lado da porta – Então enfim descobri que Ayato não é frígido. Pena que não foi de outra forma.

— O que você quer? – disse ele, irritado – Veio nos incomodar?

— Claro que não. – ela riu – Visitantes sem convites acabaram de chegar e eu pretendia dar-lhes boas-vindas.

— Visitantes? – perguntou Sora.

— Estudantes estúpidos. – ela revirou os olhos – Os ouvi dizerem que a casa era assombrada.

— Quantos são? – perguntou Ayato, apreciando a ideia.

— Dois casais. Preciso ir, vou falar com Laito. Se quiserem participar... – ela sorriu maliciosamente, retirando-se.

Ayato gostou da ideia, virando-se para Sora.

— Vamos. Tem bastante para todos.

Ela hesitou, desviando o olhar.

— É por causa dele? – Ayato perguntou.

— Não. – olhou-o – É porque quando começo... Não consigo mais parar.

Ele tracejou lentamente um sorriso no rosto.

— A cada dia gosto mais de você.

Sora não compreendeu, porém Ayato segurou em sua mão e a levou com ele.

No hall de entrada, os quatro estudantes observavam o lugar. Usavam uniformes escolares e um deles tinha uma câmera. Dois rapazes de cabelos escuros, sendo um com corte curto e o outro com corte mediano. Uma das meninas tinha os cabelos longos e loiros, e a outra o cabelo curto e escuro. Pareciam nervosas por estarem ali, porém eram incentivadas pelos dois garotos.

— Ei, Aika, não está com medo está? – perguntou o jovem de cabelo curto, pondo o braço envolta de seu pescoço – Essa mansão até parece que tem pessoas. Será?

— Pare com isso, Daichi! – a garota de cabelos loiros reclamou – Já conseguiu nos arrastar pra cá! Quer também nos assustar?

— Não seja medrosa. – ele sorriu.

— Não sou.

A garota de cabelos escuros se aproximou do outro rapaz, perguntando:

— Asuya, já ligou isso? Quanto mais cedo fizermos isso, mais cedo vamos embora.

— Vocês são duas medrosas. Depois daqui quer ir ao karaokê, Kyoko?

— Sim! – ela sorriu – Se quiser, pode me tirar daqui agora, E, afinal, quem contou sobre essa mansão?

— Um primo passou por aqui algumas vezes e comentou sobre esse lugar. Do jeito que ele falou, parecia que era assombrada. Então quis dar uma olhada.

— E nos arrastou pra cá.

— Não a ouvi dizer não. – ele riu.

Os quatro percorreram o primeiro andar, filmando os cômodos e admirando a decoração, eles nunca haviam visto um lugar como aquela casa. As garotas começaram a se divertir enquanto eles filmavam o lugar e tentavam assustá-las. Elas correram para o segundo andar, subindo as escadas e os dois a seguiram, filmando o corredor escuro.

Rin surgiu no corredor oposto, sorrindo maliciosamente e umidecendo os lábios. Caminhou calmamente atrás deles, observando como eram e sua conversa. Ouvia as garotas rindo e os garotos se divertindo, dizendo que colocariam o vídeo na internet. Rin desapareceu.

Ao chegarem à sala de jogos, exclamaram de forma animada ao verem os jogos e a mesa de sinuca. Deixaram a câmera de lado e pegaram tacos.

— Esse lugar é muito legal! – disse Kyoko.

— Mas ele parece limpo demais, não é? – Aika comentou – Não acham estranho?

— Relaxa, não tem ninguém aqui. – disse Asuya.

Aika desviou o olhar, receosa.

— Acho que alguém mora aqui.

— Sim, fantasmas. – Daichi gargalhou.

Naquele momento um abajur de pé caiu no chão, assustando-os. As meninas exclamaram e os garotos olharam o abajur. Aika foi para perto de Daichi, escondendo-se atrás dele.

— Eu quero ir embora.

— Já disse pra relaxar. – disse Asuya, indo até o abajur e levantando-o – Ele só caiu, não foi nada demais.

Ao olharem-no, arregalaram os olhos ao verem uma garota de longos cabelos vermelhos cor de sangue se aproximar. Ela usava uma blusa vermelha, calça preta e botas.

— Não tenho tanta certeza. – cantarolou ela de forma sedutora, pondo os braços sobre seus ombros.

Ele exclamou, afastando-se.

— Quem é você?! – gritou.

— Ora... – ela sorriu ao cantarolar – Não se preocupe, nós não somos fantasmas.

— “Nós”?

Ela sorriu, semicerrando os olhos.

— Sim, nós. – disse Laito, atrás dele.

Asuya virou-se, afastando-se. Logo atrás dos outros três, Kanato surgiu sentado sobre a mesa com Teddy nos braços.

— Por que estão em nossa casa? – perguntou – Não foram convidados.

Eles olharam para sua expressão apática e afastaram-se, gritando.

— Q-Quem são vocês?! – gritou Daichi.

— Por favor, não façam nada conosco! – pediu Aika, a loira.

— Ora, não se preocupe. – disse Laito, surgindo ao seu lado – Apenas vamos mostrar o que é diversão.

Ele aproximou o rosto de seu pescoço, sorrindo e mostrando as presas. Aika gritou, afastando-se.

— Eles são...!

— Então estão aqui. – disse Ayato, sentado sobre a mesa de sinuca.

Ele sorriu, mostrando as presas.

— Não é possível! – gritou Daichi.

Ayato gargalhou ao passo que Kanato surgiu ao lado de Kyoko, lambendo sua orelha. Ela exclamou e correu, desesperada. Rin saiu da frente dela, sorrindo em direção aos outros.

— Vocês cometeram um grave erro. – cantarolou.

— Eu quero essa! – Laito cantarolou, abraçando Aika.

— Não, por favor!

— Ei, largue ela! – gritou Asuya.

Rin agarrou-o, abraçando-o por trás.

— Ei, ei... Relaxe. – cantarolou.

Kyoko correu para o andar debaixo, indo para a porta de entrada e tentando abri-la. Quando não conseguiu, desesperou-se.

— Está trancada. – disse Sora, sentada no corrimão da escada.

Kyoko virou-se, apavorada.

— Por favor, nos deixem ir!

— Sinto muito. – disse ela, abaixando o olhar – Não podemos. – olhou-a.

Kyoko arregalou os olhos, recuando até bater com as costas na porta. Sora a olhava, agora com olhos vermelhos. A garota correu pela casa, chorando. Virou-se para ver se a garota da escada não a seguia e quando voltou-se para frente, chocou-se com alguém. Ao levantar o olhar, viu uma jovem de longos cabelos loiros amarrados em rabo de cavalo. Masami virou-se e viu uma estranha.

— Por favor, me ajude! – Kyoko pediu, segurando sua mão.

— Quem é você?

— Nós só estávamos brincando! Por favor, nos deixem ir embora!

Masami franziu as sobrancelhas em dúvida. Com certeza alguém estava brincando com aqueles humanos. Ela apenas se virou e retirou-se dali, desaparecendo.

— Aí está você. – Kanato sorriu.

Kyoko hesitou em virar-se, porém ao fazê-lo e olhá-lo, gritou.

Momentos depois, Masami entrou na sala de estar com um livro na mão, porém deparou-se com os quatros jovens que ouviu gritar pela casa. Ela suspirou, vendo o que se passava. Laito brincava com a garota loira, lambendo seu pescoço e cantarolando em seu ouvido. A garota de cabelos escuros estava contra a parede, tentando escapar de Kanato. O garoto de cabelos curtos estava no chão entre a mesa de centro e o sofá onde Laito estava, Rin já bebia seu sangue enquanto Sora assistia, tentando controlar-se. Ayato se aproximou dela por trás, sorrindo e incentivando-a. O garoto de cabelos médios estava sentado, amedrontado enquanto assistia ao amigo ter o sangue bebido.

— Isso é brincadeira, né! – ele gritou – Nos deixem ir!

Rin cessou e o olhou, sorrindo com os lábios sujos de sangue. Notou a presença de Masami e olhou-a. Ela semicerrou os olhos, sentido o aroma atraente de sangue. Mana aproximou-se, chegando à sala de estar.

— O que está acontecendo?

— Parece que estão dando uma festa diferente. – disse Masami.

Rin deixou uma risada escapar, convidando-as:

— Não fiquem paradas, tem um apenas para vocês.

Ambas olharam para o garoto da cadeira, que estremeceu ao ver os olhos vermelhos. Masami olhava-o, ficando ofegante a cada instante. Mana semicerrou os olhos, atraída pelas veias que ouvia pulsar. Sorriu de forma maliciosa, surgindo atrás dele e tocando gentilmente seu pescoço.

— Shh. – sibilou, beijando seu pescoço – Sou bastante carinhosa.

— P-Por favor!

— Fique quieto. – disse Masami.

Ele arregalou os olhos, olhando para baixo e vendo Masami ajoelhada a sua frente. Seus olhos estavam vermelhos e semiabertos. Ela inclinou-se e subiu lentamente sua camisa, passando a mão por seu abdômen e traçando um sorriso malicioso. Mordeu-o próximo ao peito, sentindo o gosto de seu sangue. Mana mordeu seu pescoço, segurando-o e deliciando-se.

Rin cessou mais uma vez, olhando-as e compreendendo o que Laito havia dito sobre a família Takahashi. Não hesitavam, não tinham compaixão. Ela olhou para Sora, que apenas observava e ofereceu sua mão. Ayato a incentivou e Sora aproximou-se, segurando a mão de Rin e sentando no chão, pegando a mão do rapaz e mordendo-a. Ele apertou os olhos, rangendo os dentes ao passo que Rin continuou a beber seu sangue, mordendo mais uma vez seu pescoço.

Kanato sorriu de forma apática para Kyoko, que estremecia.

— O que está fazendo, Kanato-kun? – perguntou Reiko, surgindo ao seu lado.

— Eles entraram sem permissão. E essa garota parece bem doce. Quer provar comigo, Reiko-chan?

— Claro.

Reiko aproximou os lábios de um lado pescoço dela enquanto Kanato fizera o mesmo. Ambos a morderam em sincronia, fazendo-a exclamar e ranger os dentes. Kyoko abriu os olhos e olhou para baixo, vendo Yuka olhando em sua direção com olhos vermelhos.

— Sinto muito. – ela sorriu, mordendo a coxa de Kyoko.

Aika gritou e levantou correndo do sofá. Laito agarrou-a, deitando-a no chão. Ela se debateu, porém Ayato a segurou, sorrindo em sua direção. Laito subiu levemente sua saia, mordendo a parte interna de sua coxa enquanto Ayato mordia seu pescoço.

Reiji adentrou o cômodo, vendo o que acontecia.

— Isso é incrivelmente rude.

— Por favor, nos ajude! – gritou Aika do chão.

Reiji a olhou pelo canto do olho.

— Ajudar? – perguntou – Vocês invadiram nossa casa. Seus modos são deploráveis.

Ela franziu a testa, chorando. Reiji observou-os, parando o olhar em Mana, que bebia o sangue do pescoço do jovem. Ela o olhou pelo canto do olho, cessando e sorrindo com os lábios sujos de sangue.

— Reiji-kun... – cantarolou sedutoramente – Junte-se a nós.

Reiji franziu as sobrancelhas, engolindo a saliva ao sentir o aroma. Shuu parou ao lado da porta, observando Masami beber o sangue. Seus olhos semicerraram, assistindo-a fixamente. Subaru surgiu para ver o que acontecia e viu Yuka, indo até ela e pegando a mão da garota que ela bebia o sangue, mordendo-a.

Após o sangue dos visitantes acabar, Reiji ordenou aos empregados que se livrassem dos corpos. Ele retornou ao seu laboratório, focando sua atenção na poção que preparava. Mesmo que não conseguisse se concentrar após ter visto sua noiva daquela forma. Mana aproximou-se de sua porta entreaberta, batendo levemente e abrindo-a.

— Reiji-kun.

Ele a olhou, reparando-a.

— Trocou de roupa. Excelente.

— Hum. – ela sorriu, envergonhada – As outras sujaram de sangue.

Aproximou-se de Reiji, vendo o que fazia.

— Sinto muito pela cena que viu. – disse ela – Eu não consigo me conter quando algo assim acontece. Já invadiram nossa casa uma vez e além da minha irmã, nossos pais participaram. Foi estranho, nunca os vi dessa forma.

— Eles eram conhecidos como a família sanguinária.

Mana desviou o olhar.

— É... Sim.

Reiji deixou de lado o que fazia, voltando-se para ela, que o olhou em dúvida.

— Reiji...?

Ele virou-se, segurando-a pelos ombros e cintura.

— Eh...? O que está fazendo? Eu fiz algo...?

— Não. – disse ele, semicerrando os olhos e cheirando seu cabelo – Apenas... – calou-se.

Mana enrubesceu. Reiji a virou, pondo-a contra a mesa e tirando seu cabelo da frente do pescoço, mordendo-o. Ela arquejou, apertando sua roupa. Por mais que houvesse se excitado por Mana e pela maneira como se comportou ao beber o sangue daquele humano, não podia deixar que ela soubesse. Se ela descobrisse, ele se sentiria envergonhado com seu olhar. Provavelmente ela ficaria feliz. Reiji apenas fechou os olhos enquanto saboreava seu sangue.

No quarto de Masami, ela se encontrava deitada em sua cama, olhando para cima. Pensava sobre o que havia acontecido mais cedo e no sabor do sangue daquele garoto. Sentiu sua cama balançar e olhou para o lado, vendo Shuu sentado à sua direita.

— O que quer? – perguntou suavemente.

— Ah... – ele pensou – Mais humanos deveriam vir aqui, você fica tão calma quando bebe sangue.

Ela desviou o olhar, sabia bem disso.

— O que você quer?

Ele sorriu, semicerrando os olhos.

— Você me deixou excitado. Então adivinhe.

— Ou beba meu sangue ou vá embora. Ou...

— O que?

Masami sentou-se, abaixando a cabeça por um momento e olhando-o em seguida.

— Me deixe beber seu sangue.

Ele elevou as sobrancelhas, curioso.

— Sim. Se me deixar beijá-la.

— Nada feito. – disse ela, voltando a deitar.

Shuu deitou-se ao seu lado, passando a também olhar para cima. Ambos queriam algo, porém não queriam ceder. Permaneceram deitados lado a lado, em silêncio. Shuu pôs um de seus fones no ouvido dela, ligando o mp3. Os violinos começaram a tocar, deixando-a admirada. Masami olhou-o por um momento, vendo Shuu com os olhos fechados. Semicerrou seus olhos e encostou o rosto em seu ombro, fechando-os e se perguntando se ele ao menos um pouco sentia o mesmo que ela.