Diabolik Lovers - União de Sangue
14 Capítulo 13: Aproximação
Yuka se perguntava como aquilo foi acontecer. Ela estava deitada em sua cama, olhando envergonhadamente para Subaru. Ele apoiava as mãos e um dos joelhos na cama, estava sobre ela. Yuka via seus olhos vermelhos escarlate tão de perto que suas bochechas cada vez mais ficavam ruborizadas. Como isso foi acontecer?
No meio daquela semana, Yuka pensava sobre suas três tentativas em falar com Subaru. Ela caminhava pelo corredor do colégio, distraída. Pensava como Reiko tinha razão, ela não poderia gaguejar tanto com ele, se não nunca iria falar nada. Ele sempre era grosseiro e se afasta o mais rápido possível. O que restava à ela era ser o mais direta possível. Porém como o faria?
Quando se aproximou da escada, não o notou subir e chegar ao andar onde estava. Yuka chocou-se com Subaru, despertando e olhando para cima, vendo-o com o olhar impaciente.
— Subaru-kun...?
— Olhe por onde anda!
Ela encolheu-se.
— Ahm... Você quer comer... Comigo?
— Não.
Subaru a afastou para o lado, passando por ela. Yuka franziu levemente as sobrancelhas, com raiva. Virou-se e cerrou os punhos, chamando-o severamente:
— Subaru-kun!
— O que é? – exclamou, voltando-se para ela.
Ela percebeu como o havia chamado e enrubesceu, envergonhada. Ele se aproximou, olhando-a de cima. Suas sobrancelhas estavam franzidas, ele parecia irritado.
— Como se atreve a me chamar assim?
— Eh... – lembrou-se do que Reiko dissera há poucos dias – Porque não quer comer comigo?
— Eu já disse.
— Mas...!
Ele simplesmente se virou e continuou seu caminho. Yuka abaixou o olhar. Como o faria ficar quieto para conversarem? Ele sempre ia embora e isso estava começando à irritá-la.
— Ah... – cantarolou Reiko – Pelo visto não foi muito bom.
Yuka assustou-se, virando-se e vendo Reiko terminar de subir as escadas.
— Reiko-san...
— Se saiu melhor que a última vez. Mesmo ele não a deixando falar mais que uma frase. Subaru-kun é tão difícil.
— É...
— Ele passa a maior parte do tempo no quarto ou nos corredores. Tente falar com ele no quarto dele.
— Eh...! – ela desviou o olhar – Eu já tentei uma vez. Mas ele disse que se eu continuasse indo até seu quarto iria pensar outra coisa.
— Eles sempre pensam... Mas ele não vai pensar se você tiver um objetivo. Afinal, quem não gosta de chocolate?
— Ele... – disse ela, entristecida.
Reiko olhava-a, pensando. Avistou Kanato se aproximando com uma barra de chocolate.
— Kanato-kun. – sorriu levemente.
— Reiko-chan. – ele sorriu – Comprei uma barra de chocolate branco. Tem pedaços de biscoito. – ofereceu à ela.
— Obrigada. Né, você sabe se Subaru-kun tem algum passatempo que goste ou algo que goste de comer?
— Ahm... – ele olhou para cima, pensando – Ele não parece gostar de nada.
— Entendi. – disse ela, voltando-se para Yuka – Você vai ter muito trabalho.
Yuka sorriu de forma desconcertada. Ela já sabia bem disso. Reiko pareceu lembrar de algo e virou-se para Kanato.
— Kanato-kun, temos agora um tempo livre juntos, né?
— Sim.
— Vamos ajudar Yuka com algo. Ela quer falar com Subaru-kun, mas não consegue.
— O que pretende fazer? – perguntou ele.
Reiko sorriu com sua expressão apática, dizendo:
— Um bolo.
Yuka não entendeu, porém Kanato sorriu, gostando da ideia. Os três direcionaram-se para a cozinha do colégio e Reiko começou a pegar os ingredientes e tigelas, pondo tudo sobre a mesa que havia e começando a separar os ingredientes e colocá-los numa das tigelas. Kanato e Yuka a observavam, sentados à mesa onde Reiko misturava os ingredientes.
— Reiko-chan é ótima para fazer bolos. – disse ele, olhando para os ingredientes – Os bolos dela sempre são deliciosos e cheios de sabor. Me deixa muito feliz.
Reiko cozinhava, prestando atenção em suas palavras e mentalmente alegrando-se. Desde o dia do cemitério, eles tem passado mais tempo juntos e ela percebeu que Kanato parecia ter esquecido do acordo que fizeram, pois agora a maioria das vezes quem trazia doces para um dos dois era ele. Mas ela gostava.
— Kanato-kun. – disse Reiko – O bolo vai ser branco com recheio de chocolate e morango.
— Delicioso! – ele alegrou-se.
— Mas é para Yuka e Subaru.
— Eh? – surpreendeu-se – Por quê?
— E-Eh... Reiko-san, não precisa ser o bolo todo. Afinal, não sabemos se ele vai aceitar um pedaço. Quanto mais um bolo inteiro.
— Exatamente! – exclamou Kanato, apertando Teddy em seus braços.
Reiko o olhou.
— Não seja criança, eu ia fazer um bolo só pra você em casa.
— Um igual?
— Sim.
— Então tudo bem. Yuka-san, pode levar o bolo.
— E-Eh. – ela o olhou, confusa por sua personalidade – Prefiro dividir com vocês.
— E não esqueça de dizer que foi você quem fez. – disse Reiko.
— E-Eu?
Kanato olhou-a, incômodo.
— Você gagueja demais. Pare com isso.
— D-Des... – ela percebeu, estava fazendo mais uma vez – Desculpe.
— Ótimo. Não sabe como irrita.
Yuka abaixou o olhar, pensando se Subaru pensava da mesma forma.
— Lembre-se, Yuka. – disse Reiko – Corar sim, gaguejar não.
— Sim.
Quando o bolo ficou pronto, Reiko o decorou com glacê e morangos, cortando dois pedaços e pondo-os em um prato. Yuka ficou admirada com a beleza e o cuidado com que Reiko teve em fazê-lo. Era como arte. Ela misturava os ingredientes, cortava e decorava com sutileza e delicadeza. Era maravilhoso de se ver e compreendeu por que Kanato a elogiou tanto.
— Pronto. – disse Reiko, aproximando o prato dela – Onde será que ele está, Kanato-kun?
— Em um tempo livre? – ele pensou – Provavelmente no ginásio.
— Yuka, vá até lá e dê o bolo à ele, dizendo que você quem o fez.
— Hum. – assentiu, pegando o prato e saindo da cozinha.
Yuka caminhou pelo corredor até chegar ao ginásio. Estava nervosa, hesitante. Pensava em o que ele faria quando a visse com um bolo e que tipo de reação teria. Abriu a porta lentamente e espiou o ginásio, vendo-o deitado num dos bancos da arquibancada. Aproximou-se com cautela, pondo-se a frente dele.
— O que você quer? – perguntou ele ao notá-la ali, mesmo com os olhos fechados.
Yuka estremeceu por um momento, o que fazia sempre ao escutar sua grossa voz. “Corar sim, gaguejar não”, lembrou-se.
— Subaru-kun... Eu trouxe um bolo. – hesitou – Eu que fiz.
Ele abriu os olhos, olhando-a e ao prato, e fechando-os em seguida.
— Eu não quero.
Yuka abaixou o olhar por um momento, porém o olhou novamente.
— Pensei que como não queria comer comigo... Poderia apenas comer. É gostoso, acredite.
Ela pôs o prato sobre o banco e virou-se, indo em direção à porta. Após sair, Subaru abriu lentamente os olhos, olhando para o teto. Olhou a porta pelo canto do olho e sentou-se com a cabeça baixa. Ele levantou para ir embora, porém olhou para as duas fatias no prato. Sentou-se novamente, pegando o garfo. Pensou por alguns segundos, porém cortou um pedaço com o garfo.
Yuka voltara para a cozinha. Kanato e Reiko comiam o bolo e a viram entrar, sentando-se à mesa.
— O que ele fez? – perguntou Reiko.
— Não sei. – disse ela, cabisbaixa – Ele disse que não queria. Mas eu deixei o prato lá.
— Vamos ver o que vai acontecer.
— Hum. – ela assentiu.
Reiko empurrou levemente um prato com uma fatia de bolo para ela. Yuka sorriu, pegando um garfo e comendo o primeiro pedaço, surpreendendo-se.
— É muito bom!
— Eu disse. – falou Kanato.
Após comerem todo o bolo, Reiko e Yuka lavaram a louça que usaram. Reiko fez com que Kanato guardasse tudo, pois não havia feito nada. Yuka quis ficar para guardar os pratos e garfos que não haviam usado, dizendo aos dois que poderiam ir na frente. Depois que guardou tudo, foi em direção à porta para sair. Porém antes de empurrá-la, alguém a empurrou e Yuka se assustou, vendo Subaru adentrar a cozinha. Ela enrubesceu, porém olhou para sua mão. Ele segurava o prato que ela deixara no banco, porém estava vazio. Arregalou os olhos e o olhou.
— O que é? – disse ele, incômodo – Você parece estar em todo lugar.
— Subaru-kun, você comeu o bolo?
— Não.
Yuka sorriu levemente, olhando-o.
— O que é?
— Está com a boca suja de glacê.
Subaru franziu a testa, limpando rapidamente a boca com o braço. Ela achou graça, porém ele exclamou:
— Não ria de mim! Saia daqui!
— Tudo bem. – sorria.
Yuka preparou-se para empurrar a porta, porém deu uma última olhada nele, que fora até a pia para lavar o prato. Ela saiu e ao entrar no corredor, pôs as mãos nas bochechas, alegre como nunca esteve. Subaru realmente comera as fatias e parecia ter gostado, mesmo não aparentando de forma clara. Yuka girou alegremente, ainda com as mãos nas bochechas e deparou-se com Subaru, que acabara de sair da cozinha.
Ela paralisou naquela posição, um ar gélido passou por seu corpo. Subaru franziu as sobrancelhas lentamente, confuso.
— O que ainda está fazendo aqui?
— Nada! – exclamou, envergonhada.
Ele virou e começou a andar. Yuka sorriu, exclamando sem pensar:
— Quer outro bolo?
Ele franziu as sobrancelhas e a olhou, irritado. Ela assustou-se e correu para o lado oposto.
Yuka não sabia como conter a alegria. Ele comera o bolo! Realmente comera! Porém ao entrar na limusine para irem embora após as aulas, ela perguntava-se o que iria fazer agora. Subaru pensava que ela quem havia feito o bolo. E não era verdade. E se ele pedisse outro bolo? O que ela duvidava muito, porém ainda assim pensava. Agora sabendo de algo que ele provavelmente gostava, ela queria fazê-lo de novo. Porém não queria que Reiko tivesse trabalho em fazer bolos todas as vezes.
No dia seguinte, Yuka fora até o quarto de Reiko, batendo em sua porta rapidamente e entrando. Ela se assustou, deparando-se com Reiko e Kanato deitados na cama com ele sobre ela, parecendo beber seu sangue.
— Uh?! – exclamou, virando-se para o outro lado – Desculpe! Não sabia que estavam... Ahm...
Kanato sentou, seus lábios estavam sujos de sangue e os limpava com o dedo enquanto sorria levemente. Reiko se sentou, olhando-a.
— Tudo bem. Estávamos apenas conversando.
— Hum... – ela virou-se, olhando-a – Não parecia.
— Kanato-kun queria beber meu sangue, então deitei. – disse ela simplesmente.
Yuka franziu a testa, desconcertada mais uma vez. O relacionamento deles era estranho.
— Por que veio aqui? – perguntou ela.
— Ahm, sim! – Yuka exclamou – Subaru-kun comeu o bolo! – sorriu – Ele foi até a cozinha para lavar o prato e a boca dele estava suja de glacê.
— Enfim algo deu certo. – ela suspirou – Mas o que há de errado?
— Ahm... – Yuka abaixou o olhar – Queria perguntar se... Poderia me ensinar a cozinhar. Quero fazer bolos como você, Reiko-san! Eles são ótimos!
— Reiko-chan também sabe cozinhar outras coisas. – disse Kanato.
— Isso! – Yuka sorriu – Por favor, me ensine. – curvou-se para frente.
— Não precisa de formalidades, bobona. – disse Reiko, incômoda – Eu ensino.
Yuka endireitou-se, feliz e exclamou:
— Obrigada!
Ela correu em direção à Reiko, abraçando-a e fazendo-a deitar na cama. Reiko franziu a testa, confusa pelo ato.
Naquele mesmo dia, Reiko começou as lições de cozinha com Yuka. Ensinou-a a quantidade certa para cada ingrediente, as tigelas adequadas que facilitaria a mistura e os utensílios que deveria usar. Ensinou a misturá-los até que se tornassem uma massa, pondo-a em seguida na forma e no forno. Reiko a fez fazer tudo sozinha, acentuando que ela deveria tomar conta da hora. Kanato assistia a tudo, apenas querendo comer o bolo. Quando ficou pronto, ela a ensinou como decorar, concluindo. Reiko fez Kanato provar o bolo e dizer o que achou. Ele pegou um pedaço da fatia e comeu, lentamente pensando.
— Hum... Está bom. Mas ainda não está como da Reiko-chan.
— Cada um tem um jeito de cozinhar, Kanato-kun. – disse ela provando o bolo – Está ótimo sim. Mas vamos continuar treinando.
— Sim! – disse Yuka, determinada.
Nos dias que se seguiram, Yuka cozinhou como nunca na vida. Fez inúmeros bolos e decorou dezenas de vezes até que fizesse o bolo perfeito. Kanato era o provador principal e Reiko a secundária, sempre desmentindo os elogios de baixo nível que ele dava à Yuka.
Com isso, ela passou a trinar todo o tempo, fazendo bolos e outros tipos de doces, até que ficasse como Reiko. Porém no terceiro dia, ela conseguiu. Kanato provou o bolo e pensou, mastigando lentamente para torturá-la.
— Kanato-kun. – Reiko o recriminou.
— Hum, realmente está como o seu bolo, Reiko-chan.
Reiko provou sua fatia e surpreendeu-se, dizendo:
— Parece ainda melhor.
— Jura? – disse Yuka, feliz.
Kanato virou-se para Reiko, que estava sentada à mesa ao seu lado.
— Mas o seu ainda é o melhor.
Ela o olhou, sorrindo suavemente.
— Obrigada, Kanato-kun.
Yuka cortou uma fatia do bolo e pôs num prato, saindo apressadamente da cozinha enquanto os dois comiam suas fatias. Correu para o andar de cima e dirigiu-se para o quarto de Subaru, batendo em sua porta. Quando ele a abriu, ela sorriu e ofereceu-lhe o prato.
— O recheio é de chocolate e tem raspas de chocolate em cima.
Ele franziu a testa em dúvida, porém bateu a porta para Yuka. Ela paralisou, abaixando os braços lentamente. Abaixou o olhar, entristecida, porém agachou e pôs o prato em frente à porta, indo embora. Poucos segundos depois, Subaru abriu a porta. Olhou para baixo, vendo a fatia de bolo. Abaixou-se, pegando o prato e fechando a porta.
Mana passava naquele momento no corredor e o viu pegando o prato com a fatia de bolo. Não compreendeu a cena, porém foi para o primeiro andar e coincidentemente passou pela porta da cozinha, escutando Reiko e Yuka conversando. Ela contara que Subaru batera a porta em sua cara e que deixara o prato em frente à porta. Mana atentou-se e voltou, entrando na cozinha e vendo os três comendo bolo, perguntando:
— Então foi você quem fez o bolo, Yuka?
— Sim. – disse ela, timidamente.
— Foi você quem deixou a fatia de bolo em frente à porta de Subaru-san?
— Ahm, sim...
Mana sorriu, pondo as mãos para trás.
— Quer saber o que ele fez?
Yuka a olhou, esperançosa e levantou de repente.
— S-Sim! Com certeza! – exclamou – Faço o que quiser!
Mana sorriu, levantando as mãos.
— Não precisa. – disse ela, rindo – Ele apenas abriu a porta e pegou o prato, voltando para dentro do quarto. Eu estava passando e...
Yuka pulou em Mana, abraçando-a.
— Obrigada!
Ela a largou e girou com as mãos nas bochechas, correndo para fora da cozinha. Mana não compreendeu e olhou para Kanato e Reiko.
— Você fez o dia dela. – disse Reiko, sorrindo.
Mana sorriu, mesmo ainda não compreendendo.
Poucas horas após anoitecer, Yuka fora até o quarto de Subaru. Desejava saber se ele gostara do bolo e se queria mais. Bateu em sua porta algumas vezes.
— Subaru-kun. – chamou-o.
Ela abriu a porta e entrou, logo vendo o prato vazio e o garfo sobre ele em cima da pequena mesa ao lado da poltrona. Yuka acalmou o olhar, sorrindo. Ele comera mais uma vez. Será que gostara? A tampa do caixão se abriu enquanto ela observava o prato e Subaru a viu em seu quarto, levantando e fechando a tampa. Yuka ouviu-a bater e assustou-se, virando-se e vendo-o logo atrás dela.
— Subaru-kun...?
— O que eu disse se você continuasse vindo até meu quarto?
— Eh... Eu só...
— Eu disse que iria pensar outra coisa.
Yuka arregalou os olhos, enrubescendo e vendo-o puxá-la, deitando-a sobre a tampa do caixão. Ela exclamou, sendo segurava pelos braços e olhando-o com olhar lascivo.
— Subaru-kun... Por favor...
Ele soltou um de seus braços, pondo a mão debaixo de sua blusa e subindo-a lentamente ao passo que a blusa levantava. Yuka fechou e apertou os olhos, sentindo seu toque. Sabia que um dia isso aconteceria, porém achava que seria após o casamento. Ao virar o rosto, envergonhada, debateu-se.
— Não! – exclamou, levantando a perna e chutando a cabeça dele.
Subaru arfou, caindo sentado no tapete. Yuka levantou rapidamente, abaixando sua blusa. Ele a olhou, enfurecido.
— Você me chutou?! Como se atreve a me chutar?!
— Não vou deixá-lo me tocar assim! – exclamou, ruborizada – Isso não é certo!
Ele franziu a testa, olhando-a de forma surpresa.
— Ei, o que achou que eu pretendia fazer?
— E-Eh... – Yuka encolheu-se, desviando o olhar.
Ele suspirou, levantando-se.
— Você é idiota?
Yuka o olhou, envergonhada.
— Então você não...
— Claro que não. – disse ele, sentando-se na poltrona.
— Então...
Subaru a puxou, parando-a a sua frente. Yuka ruborizou ainda mais, vendo-o levantar lentamente sua blusa e aproximar a boca de sua barriga, mordendo-a. Apertou os olhos, segurando em sua roupa. Ele parou por um estante, franzindo a testa em dúvida.
— Seu sangue é tão doce... Como o bolo. – falou, voltando a bebê-lo.
Ao cessar, olhou-a. As bochechas de Yuka estavam avermelhas, fazendo-o acalmar o olhar.
— Por acaso sabe que tipo de rosto está fazendo agora? – perguntou ele.
Yuka o olhava com os olhos semicerrados e as bochechas coradas. Não compreendeu, porém ele a puxou pela rouba, fazendo-a sentar em seu colo. Ela encolheu-se, envergonhada. Subaru tirou seu cabelo da frente do pescoço, semicerrando os olhos ao vê-lo.
— Você não deveria ter me deixado excitado.
Ela lentamente arregalou os olhos, vendo-o aproximar o rosto e mordê-la. Sentiu-o penetrar as presas em sua pele, ouvindo-o beber seu sangue. Yuka encolheu-se, envolvida em seus braços. Subaru estava com o braço envolta de sua cintura e a mão por dentro de seu cabelo. Bebia seu sangue com os olhos semiabertos, porém os fechou, sentindo o sabor doce do sangue de Yuka.
No dia seguinte, Yuka voltava para o quarto após o banho, recordando o momento que teve com Subaru. Nunca pensara que ele realmente fosse beber seu sangue, e ainda o elogiar. “Seu sangue é tão doce... Como o bolo.”, lembrava-se. Entrou em seu quarto. A mistura de sentimentos lhe fazia transbordar. A mordida não era indolor, porém o toque de Subaru a fez apreciar o ato. Ele a envolveu em seus braços, parecendo cuidar dela. Após fechar a porta, levantou a blusa para tirá-la, porém ficou presa em sua cabeça. Ela bem sabia que essa blusa era difícil de tirar. Tentava puxá-la, porém recuou com a tentativa mal sucedida.
— Ei, o que está fazendo? – perguntou Subaru.
Yuka assustou-se, virando-se mesmo não o vendo.
— Subaru-kun?
Ele desviou o olhar, podia ver o sutiã cor de rosa de Yuka.
— Abaixe a blusa, posso ver seu sutiã.
— O que?! – ela exclamou, tentando abaixá-la, mas não conseguindo.
Yuka cambaleou e exclamou ao cair sobre Subaru, que fez o mesmo ao ser deitado na cama. Ela quase gritava sobre ele, envergonhada pela cena que imaginava.
— Ei, pare de se debater! – exclamou ele.
Subaru a virou, deitando-a na cama e puxando sua blusa para baixo, conseguindo vesti-la. Yuka arregalou os olhos e corou ao vê-lo tão de perto. Ela perguntava-se como aquilo foi acontecer. Estava deitada em sua cama, olhando envergonhadamente para Subaru. Ele apoiava as mãos e um dos joelhos na cama, estava sobre ela. Yuka via seus olhos vermelhos escarlate tão de perto que suas bochechas cada vez mais ficavam ruborizadas. Como isso foi acontecer?
Ela semicerrou os olhos, admirada.
— Você é... Tão bonito. – disse sem pensar, corando mais em seguida.
Subaru surpreendeu-se, porém saiu da cama, irritado. Yuka se sentou sem compreender, levantando e unindo as mãos sobre o peito.
— Eu disse algo de errado?
Ele não respondeu, estava de costas. Ela se aproximou, esticando a mão. Porém ele virou-se com raiva e exclamou:
— Fique longe de mim!
Yuka assustou-se, olhando-o.
— Um passo mais perto e eu te destruo! – ele exclamava – Não vou apenas quebrar seu corpo, mas sua mente também!
Ela não compreendia, por que ele mudou de humor tão de repente?
— Subaru-kun...
— Pare de falar meu nome! – gritou, segurando-a pelo pulso.
— Subaru-kun...? Está me machucando. – disse ela, torcendo a expressão – Por favor...
— O que você quer de mim? – ele perguntou, fazendo-a olhá-lo – O que você espera de alguém tão impotente, hediondo e sujo como eu?
— Eh?
Subaru a olhou de forma surpresa, vendo-a confusa. Puxou-a pelo pulso, aproximando-a de si e pondo a mão em sua cabeça enquanto a outra ainda segurava levemente seu pulso. Yuka ainda não entendia.
— Subaru...kun?
Ele abaixou o olhar, afastando-a gentilmente e olhando-a. Curvou-se suavemente, semicerrando os olhos e aproximando o rosto. Yuka enrubesceu levemente. Porém antes de acontecer o que ela suspeitava, ambos ouviram um grito estridente pela casa. Subaru arregalou os olhos, assim como Yuka. Ele viu sua expressão aterrorizada, dizendo:
— Isso foi... Sora?
Antes que pudesse dizer algo, Yuka correu para fora do quarto.
— Yuka! – gritou ele, indo atrás dela.
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