Dia a Dia, com os Potter
8 Capítulo 8- Sensações
Notas iniciais
Ree, tudo se acerta, tenha fé....
Clara saudades de vc...
Beijos especiais as 14 pessoas lindas que indicaram minha fic..
Nos vemos lá em baixo...
Aquele Domingo, com certeza, não seria como os outros, acordei por volta das sete da manhã meu relógio biológico ainda estava acostumado com as nossas saídas nesse dia. Levantei bem devagar para não acordar por lei nenhuma a pessoa linda que dormia ao meu lado, coloquei um roupão vermelho por cima da minúscula camisola e saí, passei pelo quarto dos meus bruxinhos e me certifiquei que eles também dormiam.
Arrastei-me até a cozinha, ela estava vazia, Monstro com certeza também dormia, coloquei água pra ferver e logo acrescentei o açúcar e o café, saboreei o aroma primeiro, eu me sentia completa essa manhã, é lógico que uma noite bem dormida, ou melhor, uma noite mal dormida, mas muito bem aproveitada era a culpada desse meu bom humor.
Quando a bebida quente tocou minha garganta eu me deliciei, há quanto tempo eu não aproveitava tanto um simples café, instintivamente levantei meus olhos e contemplei a linda colina que se estendia a minha frente, meu coração gelou eu ousei piscar, procurei minha varinha, mas ela não estava à mão, forcei minha visão e ela me traiu ao mesmo instante, não havia mais nada lá.
- Por Deus! Parecia um comen..., não Gina, se acalme mulher, acorde, você ainda está dormindo.
Murmurei para mim mesma.
Corri até sala alcancei minha varinha e fui para fora, me certifiquei de que todos os feitiços de proteção em nossa casa estavam ativos, cheguei aonde tinha imaginado ver ao tal figura, mas não havia nada lá.
- Você está ficando louca, só pode Gina Potter.
Continuei conversando comigo mesma, mas voltei para dentro.
- Algum problema?
Assustei-me ao escutar a voz de Harry bem ao meu lado.
- Por Merlin! Se quiser ficar viúvo é só me falar, não precisa tentar me matar de susto.
- Hei, hei? Será que dá pra me devolver a minha esposinha linda que me amou a noite toda?
Suspirei frustrada eu não ia começar tudo de novo.
- Desculpe. Eu acho que ainda estou meio que dormindo.
Ele estreitou nossa distância e me abraçou.
- O que estava fazendo lá fora?
- Nada, achei que tinha visto algo, mas me enganei.
- Venha comigo?
Ele saiu me arrastando.
- Ainda é cedo e a cama fica muito fria sem você.
Nós passávamos pela porta do quarto de Tiago, quando um chorinho baixo me colocou de novo no modo alerta.
- Esse choro não é do Tiago.
Harry abriu um pouquinho à porta, e vimos Ted encolhidinho, chorando.
- Eu vou lá.
Ele me segurou.
- Não! Volte pra cama, logo estarei lá.
Encarei de novo o meu afilhadinho e supus que o quer que esteja acontecendo, Harry saberia muito bem lidar com aquilo.
Pov Harry
Entrei devagarzinho, Ted tinha o rostinho afundado no travesseiro e seu choro parecia mais um murmúrio que um choro propriamente dito. Sentei ao seu lado e toquei seu cabelo, que hoje curiosamente estava num tom muito castanho, quase que negro.
- Algum problema, Ted?
Ele se virou assustado.
- Eu nem vi você entrar padrinho.
- Eu sou bom no que faço, já pensou se eu fosse um auror bem barulhento, os inimigos iriam dar pela minha presença antes mesmo que eu me anunciasse.
Ele sorriu um pouquinho com a minha piadinha sem graça, mas o sorriso não alcançou seus olhos.
- Então, quer me contar o que está acontecendo?
- Não é nada padrinho eu só fiquei com saudade da minha Vó.
Se tem uma coisa que eu aprendi a identificar na minha vida é quando um dos meus estão mentindo.
- Tudo bem Ted, não precisa me contar o que está te afligindo eu só queria que você soubesse que eu sempre vou estar aqui por você e para você, eu te considero muito e você sempre vai ser o meu primeiro afilhado e seu pai te entregou a mim, então você é tão meu quanto Tiago e Alvo.
Sem que eu esperasse, ele se levantou e se jogou em meus braços, seu choro era alto. Peguei-o no colo e o levei comigo até o meu quarto. Gina já dormia.
- Eu te amo muito padrinho, eu não quero que fique bravo comigo é só que...
Ele estava hesitante e eu como um bobo que sempre se sentia o tal, quando ouvia uma declaração tão verdadeira.
- Pode falar Ted, eu prometo que não vou ficar bravo, aliás, eu nunca fico bravo com vocês.
- Eu estou tentando não pensar padrinho, mas eu não consigo mais...
Ele me olhou por mais alguns segundos e então desabou num choro com soluços altos de novo.
- Eu “tô” com saudade da Vic, padrinho. Já faz muito tempo que eu não a vejo, tá doendo aqui ó...
Ele apontava com os dedinhos miúdos o coração. Eu realmente não estava preparado para aquilo, quando que eu ia imaginar que Ted estava sofrendo com a ausência da sobrinha de Gina, tá certo que eles se conheciam desde sempre, mas não imaginava que fosse assim, uma ligação tão poderosa a ponto de fazer Ted se desesperar e se tem uma coisa que eu não permitiria de maneira nenhuma se pudesse era a propagação desses sentimentos em meu afilhado.
- Tudo bem Ted, se acalme eu te prometo que tudo vai ficar bem.
- Eu sei padrinho, eu sei...
Peguei-o no colo, como há muito tempo não fazia e comecei a niná-lo ele dormiria de novo, ainda era cedo.
Quando sua respiração ficou mais tranqüila, levei-o de volta ao quarto de Tiago o depositei na caminha cobrindo-o logo em seguida, estava frio, um vento cortante balançava as árvores que rodeavam a parte de trás de nossa casa.
Voltei para meu quarto, uma sensação estranha teimava em me acompanhar parecia que eu estava deixando de observar algo importante, meus instintos me alertavam de que algo muito ruim estava para acontecer.
Encontrei Gi... Encolhida embaixo das cobertas. Fitei seus lindos olhos procurando por confiança e amor, felizmente eles estavam repletos disso e me encorajaram imediatamente para que eu tocasse num assunto delicado.
- Ele está bem?
Ela firmou uma das mãos na cabeça e me indagou curiosa, expondo para meu deleite, parte de um lindo pijama branco.
Merlin! Como ela ficava adorável naquela cor.
- Está...
Sentei-me de costas para ela, eu precisava respirar antes de começar. Senti o colchão se afundar atrás de mim, fechei os olhos eu podia descrever seus atos mesmo assim, nossa sincronia era perfeita. Ela cruzou as pernas encostando-as nas minhas costas, enquanto suas mãozinhas mágicas escorregavam até encontrar meus ombros tensos. A boca também fazia sua parte aquecendo cada parte por onde ela depositava beijinhos estalados.
- Está bom assim? Relaxe...
E eu pergunto: Relaxar como? Se ela estava a ponto de me fazer esquecer o mundo... Foco Harry... Foco...
Virei à cabeça para o lado, liberando meu pescoço para que ela continuasse me persuadindo...
Era muito bom...
- Agora comece a falar amor. Eu te conheço o suficiente para saber que tem alguma coisa lhe incomodando.
Sua voz era???? Huummm... Sexy...
Mas era chegado o momento, eu precisava começar de algum jeito.
- Se eu te pedisse uma coisa você faria sem eu precisar me explicar muito?
- Talvez...
Jogadorazinha de uma figa, sua resposta era um disfarçado: claro que não!
- Vá até o chalé e traga Vic para passar o domingo conosco.
O movimento gostoso de sua mão parou, comecei a falar.
- Ted está sentindo a falta dela, e pensei que talvez seu irmão ainda não tenha ido para a casa de seus pais e você pudesse buscá-la. Eu não quero que Ted sofra.
Ela deve ter saído do transe nesse exato momento, pois a massagem recomeçou.
- E por que você não deixa essa sua teimosia de lado, desculpa a minha família e vamos passar o dia lá, como sempre fizemos?
1, 2, 3, 4, 5, 10, 15, 20,.... Respira Harry, respira...
- Eu não vou recomeçar com isso Gina, se você quiser ir, tudo bem, não me importo, mas eu te garanto que nem seus filhos nem eu sairemos do conforto de nossa casa, para passar por tudo aquilo de novo.
- Harry...
Nem seu cantarolar manhoso me tocou, eu estava usando de todo o meu bom senso para não gritar e perder a paciência de vez.
- Você tem certeza que quer retornar a essa discussão, Gina?
Levantei-me abandonando-a na cama, encarei raivoso seu olhar, a ira estava por sopitar...
Ela baixou a cabeça, se levantou e veio a meu encontro, me abraçando e me desarmando completamente...
- Não meu amor, eu não quero começar com nada, desculpe não está mais aqui quem falou, eu quero muito que esse desentendimento entre você e minha família se resolva, mas pode ficar tranqüilo eu não irei te pressionar, tudo há seu tempo.
- Obrigado por isso meu anjo...
Ela me beijou profundamente e eu lhe devolvi o carinho.
- Agora me largue, se você me der mais um beijo desse eu não saio daqui hoje e seu afilhado vai ficar sem ver a “amiguinha dele”.
Ou eu sou muito lesado ou senti certa ironia no tom da minha mulher.
- Se agasalhe direito tá muito frio lá fora e não quero você doentinha e manhosa.
Abracei-a de novo mordendo seu pescoço só pra provocar.
Pov. Gina
Harry estava certo, o tempo não estava nada agradável, eu estava toda empacotada, mas mesmo assim eu sentia cada arrepio monstruoso a cada rajada.
Cheguei ao chalé por volta das nove horas, entrei na propriedade sem problemas, meu irmão estava ficando descuidado. Bati e aguardei, logo Gui..., chegou e abriu a porta, sua cara de espanto a me ver ali foi um tanto quanto hilária.
- Não vai me convidar pra entrar? Se você não sabe estou congelando aqui...
Ele se afastou da porta me dando passagem, eu entrei sem pestanejar.
- Tia!!!!
Fui tirada da minha rota por dois furacõezinhos que quase me jogaram ao chão.
- Oi meus amores.
Peguei Dominique no colo e acariciei os cabelos de Vic, Fleur apareceu acho que os gritos das meninas a assustaram.
- Você veio sozinha? Digo...
- Não diga Gui..., eu vim sozinha e pra sanar a sua curiosidade, sim..., eu e Harry estamos bem e sim de novo, antes que você pergunte, ele está muito chateado com vocês. Agora se não for incomodo eu queria ir direto ao ponto.
Encaminhei-me oferecidamente até o sofá e me sentei ainda com minhas sobrinhas na minha cola.
- Vic..., a titia precisa muito conversar com o papai será que você podia, enquanto isso, buscar pra mim uma xícara bem grande de chocolate quente?
Ela assentiu pra mim e arrastou Dominique para a cozinha com ela.
- Eu preciso que você libere Victória para passar o dia lá em casa hoje, Gui...
Ele me olhou profundamente e Fleur abriu a boca pra se intrometer, encontrei no meu íntimo meu pior olhar de “cale a boca” e passei para ela, a conversa era entre meu irmão e eu.
- Me convença Gina...
Ele se sentou de frente para mim.
- Ok! Ted está deprimido e eu não sei se você sabe, mas meu marido não quer de jeito nenhum ir até a casa de nossos pais, então meu irmão eu vim te pedir encarecidamente que me deixe levar Vic, para vê-lo, eu te prometo que a trago de volta a tarde, quando formos levar Ted.
- E por que eu deveria concordar com isso? Seria muito mais fácil se seu maridinho cedesse e levasse vocês para almoçar- mos todos juntos, mamãe está inconsolável sem as crianças, isso não é justo, Gina. Ouvi- lá chorar não é muito agradável.
Doeu muito ouvir aquilo eu sabia como mamãe ficava quando um de nós se afastava ainda me lembro como se fosse hoje de ouvi- lá pelos cantos quando Percy se bandeou para o lado errado.
- Eu sei Gui, mas as coisas não são tão simples assim, Harry está irredutível e eu não vou por lei nenhuma comprar mais uma briga com ele, nós só estamos tentando aliviar a tristeza de Ted, no entanto se você não pode me ajudar, eu só lamento.
Levantei já pegando minha bolsa eu não ia deixar meu irmão me envenenar contra meu marido.
- Ei, calma aí!
- Calma não, Gui! Você não sabe o inferno que passei esses dias, meus filhos me ignoravam e me julgavam, meu marido desapareceu e eu achei de verdade que meu casamento tinha se acabado e teria mesmo se não fosse pelos meus filhos, agora eu te garanto que por culpa nossa eu quase pus tudo a perder, então eu não farei isso de novo, se vocês nos quiserem de novo nessa família que dêem o primeiro passo, pois eu conheço Harry muito bem e sei que ele não vai fazer isso.
Já estava pra sair quando ele me segurou pelo braço.
- Vic, venha aqui.
Puxei meu braço ainda encarando seus olhos, logo a pequenina garotinha apareceu.
- Sua tia veio te buscar pra passar o dia lá, arrume suas coisas, ela está com pressa.
- Ajude-a Fleur.
Eu não podia negar tirando Carlinhos que era um caso a parte, Gui era meu irmão mais compreensível e amado.
- Nós resolveremos isso Gina, pode ficar tranqüila.
Abracei-me a ele e deixei as lágrimas de saudade selarem a nossa reconciliação.
Nos despedimos deles e meia hora depois já estávamos na frente de casa, entramos rapidamente.
Minha vida estava jogada no tapete da sala com uma enorme vasilha de pipoca a seu lado, com Lílian e Alvo no colo, enquanto Ted e Tiago não desgrudavam os olhos da TV de trouxa.
- Surpresa!!!
Ted nem olhou para mim quando gritei, sua atenção era toda de Vic. Abraços e beijos regados de muito chocolate quente marcaram nosso dia, eu sabia que uma hora as coisas teriam que ser resolvidas, mas eu evitaria enquanto pudesse, a paz nos rodeava apesar de eu sentir que algo logo aconteceria me tirando do meu mundinho de felicidade.
Pov. desconhecido
Quando vi a ruiva me encarando da janela tratei de me esconder debaixo da capa da invisibilidade, mas acho que a Weasley me viu, pois ela veio até onde eu estava.
Seria tão fácil se eu quisesse, ela ali sozinha só com a varinha sem nem saber para onde apontar, eu poderia mata- la agora, mas não,... seria bom demais para o Potter, eu queria os mais vulneráveis, eu queria algo insubstituível que o ferisse na alma e o deixasse sem chão.
Eu esperaria... Enquanto isso procurava um lugar bem medonho e distante o bastante para que o “aurorzinho”, não nos encontrasse...
Notas finais
Desculpe o sumiço é que minha faculdade recomeçou..., então já viram né...
Beijinhos e comentem, por favor...
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