Dia a Dia, com os Potter
3 Capítulo 3- Conquistando aos poucos
Notas iniciais
Os erro de portugês são propositais...
E pra que gosta de Crepúsculo, essa fic é minha e da Soninha, confiram:http://fanfiction.nyah.com.br/historia/110034/Um_Lugar_Chamado_Yale
Nós vemos lá em baixo, aviso importante...
PdvGinna
Eu passei o resto da manhã dormindo, a casa ficava um silêncio ensurdecedor sem as crianças.
Quando eles chegaram o almoço já estava pronto, comemos juntos, e meia hora depois eu já enfrentava a ira de Lilian, que teimava relutantemente em não dormir, mas eu não abri mão, só eu conhecia o humor dela, se ela não dormisse um pouquinho todas as tardes.
Harry não fez nada quanto a isso, pois se tem uma coisa que aprendemos, foi que um, nunca vai tirar a autoridade do outro.
_ Vamos filha, pare de manha, é só um cochilo.
Ela me olhou nada satisfeita, mas não reclamou mais. Repousei-a em sua pequena cama, sentei-me ao seu lado e comecei a acariciar seus revoltos cabelos ruivos, marca registrada dos Weasleys, Lilian odiava quando alguém dizia que ela parecia com a minha família, sempre que isso acontecia, ela subia e buscava uma foto dos pais de Harry, e mostrava para a avó, dizendo que se parecia com ela, Harry se derretia...
_ Eu não quero “numir”, mamãe...
_ Só um pouquinho filha.
Comecei a cantar uma música qualquer, para ela, e como uma verdadeira filha minha, ela virou, me dando as costas e tapou com as mãozinhas os ouvidos.
_ Papai canta muito mais bonito.
Suspirei, me levantei e saí do quarto deixando-a sozinha, eu sei que ela prefere o pai, mas precisava deixar isso explícito toda a hora. Isso às vezes me irritava.
_ Algum problema?
Harry me perguntou assim que cheguei à sala, ele estava acomodado a poltrona tranquilamente lendo um jornal.
_ Nenhum. Só os ataques de competição da sua filha, às vezes eu acho que ela quer provar pra mim, que você a ama mais do que a mim.
Ele jogou o jornal no chão, e estreitou a nossa distância.
_ Não seja boba Gina, ela só exige um pouco mais de atenção minha, e você sabe que ela adora te irritar.
_ Eu sei, mas é que...
Ele não me deixou terminar, me puxou para mais perto e começou a me beijar, fazendo com eu me esquecesse até o meu nome.
Era insano amar alguém assim, se eu me sentia assim perto dele, quem era eu pra julgar os atos dos meus filhos.
O beijo era quente, forte, cheio de saudades e ousadia, eu podia contar todos os nervos da nuca dele, tamanha era a pressão que eu fazia em sua cabeça.
Ele não ficava atrás, tenho consciência de que estarei roxa mais tarde, pois eu podia sentir a pele adormecer onde Harry apertava.
Arfando e pesarosamente me afastei dele...
_ Pelo amor de qualquer coisa Harry, mantenha-se longe de mim, até a noite, ou eu não respondo por mim.
Ele gargalhou na minha cara, safado... Filho da mãe.
_ Se é assim que você deseja meu amor, eu só estava tentando matar um pouquinho da saudade, mas se isso te incomoda, eu posso, assim,... Quem sabe,... Dar uma volta por Hogsmead, pra ver se encontro alguma mulher não muito estressada, disposta a cooperar comigo...
Mas era muito cara de pau mesmo, ele sabia pegar bem, no ponto fraco.
_ Não ouse a sair por essa porta, seu auror de meia tigela...
Ele gargalhou de novo.
_ Eu juro Harry, que se você pensar em sair eu acordo Lilian, e ainda a faço ficar grudada no seu pé a tarde toda.
_ Tá bom, eu já entendi, não tá mais aqui quem falou.
O melhor de se jogar com Harry, era que quando ele perdia, além de se render, um bico, muito lindo, diga-se de passagem, se formava em seu rosto.
_ Agora faça um favor pra sua esposinha linda, que te ama?
Sua sobrancelha se ergueu, dando-me a certeza de uma dúvida muda.
_ Eu queria muito ver mamãe, será que você pode cuidar das crianças enquanto eu não estou.
Eu sabia que diria sim, mas adorava ver a cara de pensador que ele fazia, como se fosse capaz de dizer não.
_ Mas você vai vê-la amanhã, durante o almoço.
_ Eu sei amor, mas eu queria falar com ela um assunto importante e amanhã, você sabe como é, a casa vai estar lotada.
_ Tudo bem, mas não demore, eu vou sentir sua falta, meu tempo com vocês é contado e eu não quero desperdiçá-lo.
Beijei-lhe de novo e saí, cruzando com Ted, Tiago e Alvo no quintal.
Aproximei-me deles.
_ A mamãe vai ali à casa da vovó um pouquinho, eu não me demoro, então, por favor, não derrubem a casa e cuidem do papai pra mim.
Ted sorriu. Dava um aperto no coração ver que seu sorriso era idêntico ao de Remo.
_ Pode deixar madrinha, eu tomo conta de tudo pra senhora.
Beijei a face de meus pequenos, e caminhei para fora, aparatando logo em seguida.
Minutos depois eu já era recebida por minha mãe.
_ Filha, aconteceu alguma coisa.Cadê as crianças?
Abracei-a com carinho, deixando claro que tudo estava bem.
_ Calma mãe, está tudo bem, os meninos estão em casa com o Harry.
Ela me olhou preocupada, eu fingi que não vi e mudei de assunto.
_ Onde está o meu pai? Estou com saudades dele.
_ Ele foi até o chalé de Gui, pelo que parece seu pai quer fazer uns investimentos no Gringotes, é quer saber o que seu irmão recomenda. Agora pode parar de enrolar querida, me diz logo, qual é o problema que te trouxe aqui.
Eu me rendi as lágrimas que a tanto eu reprimia e me joguei nos braços de minha mãe.
_ Ah mãe! Eu não sei o que fazer, eu queria tanto ser como você, mas Lilian não me deixa mãe, eu até acho que estou acertando com Alvo e Tiago, mas com ela eu não consigo. Lilian me desafia, ela não tem respeito por mim mãe, ela não me ama, pra ela tendo o pai basta. O que eu faço mãe? Onde eu estou errando? Eu queria tanto ser uma boa mãe como à senhora.
_ Ah filha! Shiii! Não chore querida. Venha comigo, nós vamos resolver isso.
Fui arrastada para a sala e aconchegada ao sofá, descansei minha cabeça no colo de minha mãe, enquanto a mesma alisava meus cabelos.
_ Sabe Gina, Lilian tem muito mais de você, do que você imagina.
Olhei para minha genitora incrédula, será que ela estava supondo que eu amava mais meu pai do que ela.
_ Deixe-me terminar, querida. Você percebeu, que assim que você chegou aqui, seu pai foi a primeira pessoa por quem você perguntou?
Eu abri a boca para fazer uma objeção, ma ela não deixou.
_ Sua filha é mesmo sua filha Gina, você era do mesmo jeito, na verdade eu acho que todas as meninas são assim, elas têm uma tendência a achar que o pai é algum tipo de super herói, que as protegerão e defenderão de qualquer coisa, e vamos lá respeitar, seu marido é mesmo desse tipo, mas isso não vem ao caso agora. Você era do mesmo jeito com seu pai filha, tanto que a primeira palavra que você falou, foi papai, eu me lembro como se fosse hoje, eu ali toda derretida por ter a minha tão sonhada garotinha e ela nem aí pra mim, só dava atenção ao Artur, seu pai se achava nessa hora.
Continuei a prestar atenção em minha mãe, mas vendo um filme passar por minha cabeça, parecia reprise, a primeira palavra que Lilian disse foi papai.
_ Eu no começo fiquei muito chateada, mas depois passei a aceitar essa ligação entre vocês, eu não era tão egoísta assim, afinal depois de ter 6 meninos que sempre me colocaram em primeiro lugar em tudo, acho que seu pai também merecia um pouquinho desse estranho sentimento, mas eu confesso que às vezes eu morria de ciúmes dessa ligação de vocês.
Sentei, secando os resquícios de lágrimas em meus olhos.
_ E o que você fez para me fazer amar tanto você mãe? Pois é isso que eu quero, eu quero criar com minha filha o mesmo vínculo que eu tenho com a senhora.
_ Conquiste-a querida, ela é apenas um menininha mimada, que é louca por quem mais a mima.
_ Mas mãe, Lili, já é um poço de luxo, Harry já a estraga que dá por mim e por ele, se eu também fizer isso, chegará um momento em que os meninos vão ficar enciumados, e nós realmente não daremos conta dela.
_ Eu não te disse para fazer todas as vontades dela filha, até que pelo que eu sei, seu marido não faz isso, e tem ela nas mãos, eu estou te dizendo para conquistá-la, assim como eu fiz com você, se aproxime dela, peça a Harry pra te ajudar, tudo que ela faz com ele, que ela adora, faça você, não tenha medo de sua filha Gina, ela é sua, o seu sangue, e não uma qualquer, com quem você está disputando o coração de seu marido.
Prestei atenção em tudo o que ela falou.
_ Obrigada mãe, eu não sei o que seria de mim sem você.
_ Oh querida! É pra isso que servem as mães, eu estarei sempre aqui, pra o que você precisar, assim como a sua filha precisará de você.
Nesse instante a porta abriu-se e por ela entrou meu pai, sem nem ver o que estava fazendo, me atirei nos braços dele.
_ Paizinho!...
Só ouvi um raspar de garganta, e então pude entender direitinho, o que minha mãe estava querendo me dizer.
_ Eu não disse filha, ela tem mais de você, do que você imagina...
Fiquei mais um tempo com eles, há muito eu não sabia o que era ter meus pais só para mim.
Já estava escurecendo quando aparatei perto de minha casa. Eu parecia renovada, as angústias e os medos de não ser uma boa mãe tinham ficado lá no passado, e a partir de agora eu daria um jeito de começar de novo, com minha pequena criança.
_ Mãe!
Peguei Tiago no colo.
_ Você demorou, Ted, Alvo e eu já tomamos banho, eu to cheiroso mãe, senti aqui.
Ele virou o pescoço, me instigando a cheirá-lo. Passei meu nariz nele, eu sabia que ele morria de cócegas ali.
Meu pequeno gargalhava...
_ Tá muito cheiroso, esse bebê da mamãe.
Ele ainda ria.
_ Para mãe! Eu não sou bebê, eu sou grande...
Passei pela sala, encontrando Alvo e Ted no sofá. Pus Tiago no chão e peguei Alvo.
_ Você também tomou banho, amorzinho?
Ele fez uma careta adorável.
_ Meu pai me “obligou”, mãe. Eu não “quelia”.
_ Oh coitadinho do luxinho da mamãe. Mas o papai fez bem você também está muito cheiroso.
Fiz cosquinhas nele também. A risada de meus filhos era música para meus ouvidos. Passei para Ted, pois ele era como nosso filho mais velho, então também merecia a mesma atenção.
_ Seu padrinho também te obrigou, querido.
Aproximei e lhe dei um beijinho, também sentindo seu perfume, e lhe fazendo rir.
_ E se obrigou madrinha, ele fez questão de conferir se eu tinha lavado atrás das orelhas.
Só Harry mesmo, era típico dele.
_ E onde está o papai mandão dessa casa?
_ Ele nos mandou ficar plantados aqui, sem nos mover para não sujar, e subiu, dizendo que ia dar banho em Lili.
Quando Ted terminou de falar eu já estava no último degrau da escada, se eu tinha que conquistar minha filha, começar pelo banho seria um bom sinal.
Entrei no quarto de minha pequena, e encontrei-os lá. Lilian já estava quase sem roupa e Harry já tinha ligado o chuveiro do banheiro dela.
_ Oi amores?
_ Mamãe...
_ Demorou Gina...
Sorri para meu marido.
_ Oi, que saudades de você também amor, que bom que perguntou.
Fui um pouquinho sínica eu assumo... Ele se aproximou e beijou minha boca, num selinho curto.
_ Desculpa é que eu senti sua falta.
Nós já estávamos nos perdendo em nossos olhares, quando Lilian chamou.
_ “Paijinho”, eu “quelo” tomar banho.
Distanciei-me dele, eu não ia travar uma batalha com uma criaturinha de dois anos.
_ Faz “vozinha” de luxo não Lilian, vem vamos tomar esse banho.
_ Espere!
Toquei o braço de Harry quando ele estava prestes a pegar Lilian. Fiz-lhe um pedido silencioso, e como eu e ele nos conhecíamos só pelo toque, ele se afastou.
_ Ei bebê, a mamãe estava pensando, que tal se nós duas, eu e você, tomássemos um banho bem gostoso, lá no banheiro da mamãe, ein?
Ela me olhou, estudando as possibilidades, seus olhinhos disparavam de Harry para mim, ela estava tendo uma briga interna.
_ De “banheila”, mãe?
_ É amor de banheira, e com muita espuma. O que acha?
Ela pulou da cama, agarrou minha mão e já foi me puxando para o meu quarto.
Fui até o banheiro e coloquei a banheira pra encher, sem esquecer de temperar a água, e colocar os sais de banho. Deixei-a sentada na beirada e fui até o quarto dela buscar sua toalha e roupa que colocaria nela.
Acabei por escolher uma camisolinha, pois não sairíamos de casa, e Lilian assim com Alvo sempre dormem cedo.
Encontrei Harry sentado em nossa cama.
_ Você prefere me explicar agora, ou depois?
_ Se você não se importar eu preferiria que fosse depois, amor.
Ele não fez objeção, só se aproximou de mim, e me abraçou, sussurrando em meu ouvido me fazendo arrepiar por inteiro.
_ Por que será que eu tenho a ligeira impressão de que eu sairei perdendo nesse seu estalo de loucura, não estava em meus planos, ficar só olhando a minha mulher tomar banho, eu mesmo pretendia fazer isso por ela.
Eu já não sentia as minhas pernas, tamanha era a sensação de controle que ele tinha para com o meu corpo.
_ Eu prometo amor, que eu te recompenso depois, não tome banho agora, me espere.
Ele já me apertava, e traçava beijos molhados no meu pescoço...
_ Mãe, anda logo...
Lilian gritou do banheiro. Desvencilhei-me dele, e fui até lá.
Terminei de tirar suas roupas, e a coloquei de pé, na borda da banheira, tirei minhas roupas e coloquei um pé na água, estava na temperatura exata. Entrei por inteiro e a peguei no colo, ela sorria por antecipação, me abaixei com ela, sentei-me e deixei que nosso corpo de acostumasse com a temperatura.
_ Tá quentinha.
_ Tá mesmo.
Como pude ser tão insegura, Lilian era o meu bebê, a minha continuação, o meu sonho. Comecei a acariciar seu corpinho, lavando-a, às vezes para descontrair eu fazia umas gracinhas..
_ Ai que chulé, nesse pé, garotinha.
Ela ria e se defendia...
_ Não tem chulé aí não, mamãe, ele tá “impim”.
Quando passei para seus cabelos, eu senti a mudança de clima, se tem uma coisa que minha filha odiava era lavar os cabelos.
_ Cabelo não, mãe, dói o olhinho da Lili.
Ela começava a chorar, vi Harry fazer menção de se aproximar, e fiz que não com a mão, eu precisava que minha filha confiasse em mim.
_ Não vai doer amor, a mamãe está aqui, eu não vou deixar acontecer nada.
Ela suspirou chorosa, mas concordou. Virei sua cabecinha pra trás, e laveis seus cabelos, sem nenhum contratempo.
Assim que terminei, sai com ela da banheira e passei para a ducha.
Aconcheguei-a direito em meu corpo, abraçando-a por inteiro, enquanto a água deslizava por nosso corpo, eu fui acariciando-a, como eu sempre fazia quando ela era apenas um bebê.
Minha pequena apertou as mãozinhas em meus ombros, e deitou a cabeça, escondendo o rosto em meu pescoço.
Terminamos o banho, fui para o quarto, Harry já não estava lá, ele deve ter entendido a intensidade do meu momento. Sequei-a, penteei seus cabelos, e vesti-lhe, passei nela um de meus perfumes, e com ela ainda no colo, fomos para a cozinha, estava na hora de colocar a segunda parte do plano em ação.
_Você ajuda a mamãe a fazer um jantar bem gostoso?
_ “Asudo”...
Fiz o jantar integrando-a, sempre que possível, Monstro não gostou nem um pouco, ele se achava dono de minha cozinha, mas quando Harry estava em casa, eu gostava de preparar as refeições.
Jantamos, e nessa hora eu não pude fazer nada, foi Lilian ver o pai, que abriu logo os braços para que ele a pegasse.
Assim que terminamos de jantar, meus esforços foram recompensados, fomos pra sala, ver Tiago e Ted jogarem xadrez, eu sabia que era questão de segundos, até os mais novos estarem dormindo.
Sentei ao lado de Harry enquanto Tiago e Ted se acomodavam no tapete, sem que eu esperasse Lilian chegou de fininho, e abriu os bracinhos me pedindo colo, aquilo pra mim foi o céu, ela nunca dormiu nos meus braços quando o pai estava em casa.
Deitei-a em meus braços e fiquei acariciando seus cabelos, antes de me perder nos traços de minha filha, ainda vi Alvo ressonar nos braços de Harry, meu pequeno parecia feliz, ele também estava tendo a oportunidade de provar de um sentimento novo essa noite, pois os braços do pai, também eram novidade pra ele, pois Lilian nunca os rejeitava ou dividia. Voltei meus olhos para minha pequena e sorri, era muito mágico, tão frágil, tão miúda, tão indefesa, é claro que ela precisava de mim.
Se me perguntarem quanto tempo eu fiquei ali contemplando o meu pequeno milagre, eu não vou saber responder, só sei que se não fosse o susto que Tiago me deu com seu grito, eu ainda estaria entretida com a beleza de Lilian.
_ Ah Ted, assim não vale. Pai?....
Harry que prestava atenção no jogo negou com a cabeça e riu para Tiago.
_ Aprenda a perder filho, cheque mate, é sempre cheque mate, não são todas as vezes que ganhamos.
_ Mas pai...
_ Nada de mais Tiago, e, além disso, você ganhou a outra partida, essa foi Ted, é assim que as coisas funcionam, agora pare de reclamar, guarde esse jogo e vamos dormir, já está muito tarde, e você sabe, amanhã, casa da vovó cedo...
Tiago coçou os olhos.
_ Nem mais uma partidinha pai?
_ Tiago...
Não precisou falar mais nada.
Fui para o quarto de Lili, e a coloquei para dormir, depois fui para o quarto de Tiago, eu ainda tinha que ajeitar a cama auxiliar, para Ted, dessa vez foi fácil colocar Ted pra dormir, pois toda vez é a maior confusão, Alvo e o irmão brigam para que nosso afilhado fique em seus quartos, mas como hoje Alvo já dormiu, Tiago ganhou essa sem nem lutar.
_ Boa noite mamãe.
_ Boa noite amor, tenha bons sonhos.
_ Boa noite madrinha.
_ Boa noite querido, durma bem.
Saí de lá e ainda dei uma espiada em Alvo, que já estava em seus décimo sono.
Fui para meu quarto, ele estava vazio, mas o barulho do chuveiro me contou onde Harry estava. Aproveitei para trocar os lençóis e fronhas de nossa cama, por fim me troquei, coloquei um pijama muito confortável de cetim, verde, com detalhes em renda.
_ Eles dormiram?
Abri os olhos e arfei. Meu marido estava apenas de short, e como tinha acabado de sair do banho, seus cabelos ainda estavam molhados e pequenas gotinhas de água ainda dançavam pelo seu peito.
_ Eu creio que não, você conhece seu filho, ele parece ligado a 220, aposto que ele vai cansar o pobre do Ted, e ainda tem reservas pra amanhã.
Ele me encarou, acho que só agora percebeu meus trajes.
_ Eu já disse, que amo esses seus pijamas indecentes.
Fingi indignação.
_Eles não são indecentes, mas tudo bem, se você não gosta deles, eu posso tirá-los.
Coloquei minhas mãos na barra da blusa, fazendo menção de tirá-la.
_ Não!
Ele gritou exasperado e eu gargalhei.
_ Deixa que eu faça isso por você.
Era essa a hora, até que enfim, eu ia matar as saudades do meu marido.
Ele deslizava as mãos por todo o meu corpo, e beijava cada parte, eu gemia descontrolada em resposta a cada ato seu, eu tentava apreciar cada sensação, pois eu sabia, que devido a dadas as circunstâncias, nossas preliminares não se estenderiam muito.
_ Como eu senti saudades de você Gi...
Ele me apertava com sofreguidão, e eu beijava e mordia aonde alcançava. De repente as coisas fugiram do controle, Harry tirou meu short, e se pondo de joelhos, tirou o seu também. Merlin eu salivei nesse momento...
Ele se deitou por cima de mim, e se aconchegou em meu corpo, nesse momento, em que nossos corpos estavam fundidos e que fazíamos a melhor dança de amor do mundo, nos éramos um só, ali não existia o Harry ou a Gina, ali existiam, um só coração, um só corpo, e uma só alma, unidos da forma mais perfeita e tradicional possível.
_ Harry!...
Eu mal podia falar, ele muito menos, seus movimentos eram fortes, planejados, só ele me levava a esse mundo de felicidade plena.
_ Vem amor, vem pra mim, eu estou morrendo de saudades, de sentir essa sua entrega.
E era exatamente isso, fazer amor com ele, não era só um ato normal de um casal, era a minha forma de dizer a ele, que só ele tinha esse poder sobre mim.
Seus beijos eram um complemento do ato, eles exalavam sensualidade.
Parei de segurar o inevitável, e deixei-me dominar pelo clamor de meu corpo.
_ Ah Harry!
Gemi alto, sentindo os tremores de meu corpo, apertei seus ombros ao sentir, que ele também se derramava para mim.
_ Isso bebê, me domina.
Ele beijou meu pescoço, enquanto tentava controlar a respiração.
_ Cansou amor?
Ele levantou a cabeça e me encarou, só pra curtir provoquei mais um pouquinho.
_ Acho que você está ficando velho, Harry.
Ele refletiu por,... Acho que uns trinta segundos, então deu um sorriso safado e complementou.
_ Você não devia ter falado isso Gina Weasley, realmente, não devia.
E nós começamos de novo, e de novo, e de novo, e de novo, até que não agüentei mais e pedi arrego, isso é que dá cutucar onça, com vara curta.
Notas finais
Desculpem se o capítulo ficou muito grande, eu empolguei...
Beijinhos e comentem, por favor...
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