Dia a Dia, com os Potter
4 Capítulo 4- Eu escolhi o lado errado
Notas iniciais
E também queria só fazer um desabafo com vcs, eu fiquei muito magoada com um comentário que recebi, então, por favor, se vc me acompanha sempre comente a vontade, me corrija, brigue comigo, eu não me importo, mas se vc nunca comenta e sófaz isso pra ver meus defeitos,... eu dispenso...
Desculpe a que não merecia ler isso, mas eu estou triste...
Esse capítulo vai em especial para a: Melzita, Polly e Ree,... eu amo vcs amigas...
Pov. GINA
Almoçar na casa de meus pais aos Domingos tinha sempre dois lados, o misterioso, que incluía nunca saber o que te espera, e o lado da sina, que se baseava quase que exclusivamente, a tirar meu maridinho lindo, cheiroso, e totalmente cansado da cama, ainda mais depois de uma noite “exaustiva de trabalho pesado.”
Eu bem sei que ele merecia um descanso, mas não tinha jeito, minha mãe precisava de mim, mais um ponto negativo em ser a única filha de uma família rodeada de homens, a propósito, tenho que conversar com Harry a respeito disso, não quero que Lilian passe pelos mesmos constrangimentos que passei.
Mas voltando ao assunto, concluindo, hoje é Domingo, depois de penar por quase meia hora, usando de todos os meus meios de persuasão para tirar Harry da cama e ainda ajeitar quatro crianças inquietas, e tomarmos um café rapidamente, estávamos a caminho da Tôca, o trajeto era curto, mas como Lilian e Alvo ainda eram muito pequenos, o carro era nossa única opção, pois aparatar era terminantemente proibido.
Harry nem havia estacionado direito, e a euforia já era palpável, mamãe veio correndo, parando próximo ao portão, papai, como sempre mais discreto, nos esperava no beiral da porta. Ted e Alvo correram para dentro, enquanto Tiago e Lilian nos esperaram, nosso garotinho estendeu os braços para meu marido, Harry o pegou no colo, Tiago não era muito de pedir colo, pois já se achava adulto o suficiente para tal mordomia, então quando ele fazia isso, Harry nunca desperdiçava a oportunidade de mimá-lo um pouquinho, o único problema disso, era o olhar choroso de Lilian ao perceber, que tinha perdido o colo momentaneamente.
Estendi meus braços pra ela, sua expressãozinha, era de derrota, mas ela não pestanejou, se jogou em mim.
- Oi mãe...
Ela sorriu ao ver Lilian em meus braços, se fosse em outras épocas, ela estaria aos prantos agora.
- Tudo bem querida? Dê-me aqui a ternurinha da vovó...
Ela pegou Lilian de mim, e se dirigiu a Harry e a Tiago, que mais uma vez se desmanchava de rir, de ver a cara de desgosto do meu pai, ao vê-lo, mais uma vez recusar seus braços, exatamente como fazia quando era bebê, Tiago nunca trocava os braços do pai, por nada no mundo, e eu não o reprimia por isso, definitivamente, meu filho sabia o que era bom.
- Vamos entrar...
Acompanhei minha mãe para a cozinha, enquanto Harry ajudava meu pai a colocar a mesa no jardim, uma tenda foi erguida, pois o sol do final do verão, já estava escaldante, e ninguém ali queria um monte de crianças queimadas do sol, ainda mais em se tratando dos ruivos de nossa família, que facilmente ficavam vermelhos como um pimentão, eu teria que ficar de olho em Lilian, pois lá em casa, só ela herdou essas nossas características.
Ronny e Hermione, não demoraram a chegar, e minha amiga logo se juntou a nós, a conversa corria solta, mamãe irradiava felicidade vendo a família reunida. Tudo foi preparado com muito carinho, cozinhar era a alegria de minha mãe, eu e Hermione, ajudávamos no básico, mas o tempero, sempre era o dela, como Alvo sempre dizia: -“a comida da vovó é a melhor do mundo”, ela sempre se derretia quando ouvia isso.
Quando Gui, Percy e Jorge chegaram com suas famílias, tudo já estava pronto, como de costume, às vezes tenho a impressão que as minhas queridas cunhadas Fleur, Audrey e Angelina, fazem isso de propósito, chegam tarde, pra nunca ter que nos ajudar, elas sempre arrumam uma desculpa esfarrapada, falando que arruma as crianças demora muito, e coisa e tal.... Coitadinha delas, como se eu não soubesse, se bem que eu tenho certeza de que o marido delas, não é nem a metade do que o meu é.... E olha que eles são meus irmãos, mas acho que de todos eles, o único que andava no “cortado”, assim como o Harry (que ele nunca me ouça falar isso), era o Ronny, sem bem conheço Mione, ele era um “pau mandado”, de primeira.
_ Mãe?
Alvo estava impaciente, me puxando pela mão.
_ Fala amor...
Ele torceu o nariz, para o meu apelido carinhoso.
_ Eu “quelo”, almoço mãe...
Merlin! Como eu fui capaz de fazer essa criaturinha tão linda..
_ Tudo bem filho, vai lá e senta do lado do papai, que a mamãe vai colocar pra você e pra Lilian, primeiro.
_ E eu e o Ted mãe?
Tiago e sua impaciência...
_ Senta perto do papai também, daqui a pouco eu levo o de vocês.
Ele correu pro lado do meu marido, isso me aliviava, eu sabia que Harry manteria as coisas em ordem, enquanto eles comiam.
_ Seus filhos são uns esfomeados, Harry.
Assustei-me com o comentário de Percy, busquei os olhos de Harry, e o que vi, me preocupou, apressadamente retruquei meu irmão.
_ Se você tivesse chegado aqui a hora que a gente chegou Percy, com certeza, seus filhos também estariam famintos.
Coloquei comida para meus filhos, para Ted, aproveitei e pus para meu marido também, pois eu sabia que depois do comentário imbecil de meu irmão, ele não seria capaz de fazê-lo.
Almoçamos e incomodavelmente as coisas estavam em paz de mais, isso me assustava.
_ Tenha só mais um pouquinho de paciência, amor, assim que eu terminar de ajeitar a cozinha, nós poderemos ir.
Harry não me respondeu, apenas escovou seus lábios nos meus, e se afastou.
Levamos todos os pratos de volta para a cozinha, às vezes eu ainda vigiava pela janela, toda a movimentação no jardim, algo estava me avisando que hoje seria um dia daqueles.
Quando tudo já estava no seu devido lugar e eu praticamente me dirigia à sala para pegar Lilian, que cochilava no sofá, fui assustada pelos gritos ferozes de Percy...
_ Seu garoto idiota, olha só o que você fez?
O soluço que ouvi a seguir me tirou do meu estado de topor.
_ Desculpa tio, foi sem querer.
Corri para o jardim, e cheguei a tempo de ver meu irmão irado, sacudindo meu filho pela gola da camiseta. Eu não entendi muito bem o que se passava, mas parece que Lucy, filha caçula de meu irmão, tinha caído, pois seus joelhos estavam arranhados e seu vestido sujo.
_ Não desculpo nada, você a empurrou, isso não se faz, se seus pais não lhe dão educação, eu darei.
Percy levantou a mão para Tiago, dei dois passos a frente, mas Harry foi mais rápido que eu.
_ Você está exagerando, Percy, Tiago já pediu desculpa, por favor, coloque meu filho no chão agora e abaixe a mão.
Meu irmão olhou incrédulo para meu marido...
_ Essas palavras só podiam ter saído de alguém como você Harry, o que se esperar de quem nunca teve exemplo dentro de casa, eu devia imaginar, você nunca saberá criar um filho, você nunca será um bom pai, afinal você não teve um, pra te ensinar...
E foi nessa hora que meu mundo perfeito ruiu, Harry arrancou Tiago das mãos de Percy e o escondeu atrás de si, onde Ted e Alvo já se encolhiam.
E numa rapidez inimaginável, arrancou a varinha do bolso e mirou meu irmão...
Estupidamente e instintivamente, toda a minha família se postou a lado de Percy e sacou a varinha, inclusive eu...
Merda....., a burrada estava feita, eu conhecia aquele auror a minha frente, ele não se renderia nunca, a mágoa e a decepção, que eu via em seus olhos, me fizeram enxergar a realidade, eu estava no lugar errado...
_ Amor, por favor...
Ele nem me olhou, encontrei os olhinhos apavorados de Tiago e Alvo, a surpresa deles era a minha dor, a própria mãe, ousou a ficar contra o pai, o que significava,... contra eles.
Harry se preparava para atacar, e eu me preparava para pará-lo, quando,... As suas defesas foram derrubadas...
_ Paizinho...
Lilian estava no degrau da cozinha, atrás de mim, logicamente na linha de tiro,... Harry não podia fazer nada.
E então tudo se transformou. Ele guardou a varinha, ajoelhou-se e abriu os braços...
Minha pequena se jogou nele, que a aninhou protetoramente no colo e ergueu-se em seguida.
Na face de meu marido, eu via que tudo que ele esperava de mim, e foi minha filha quem o fez...
_ Se você ainda se considera minha esposa, tem um minuto pra me encontrar no carro.
Eu estava estática, como eu não fui capaz de ver a merda em que estava me metendo, é lógico que Harry acharia que eu tinha feito uma escolha, e que essa escolha só incluía, apoio incondicional a minha família.
Ele tocou nos ombros de Tiago e Ted induzindo-os a caminhar, e agarrou a mão de Alvo, levando-os para fora, nenhum deles olhou pra trás...
Corri casa adentro, e peguei a pequena sacola que tinha trago, com umas mudas de roupas para as crianças. Eu sentia as lágrimas descendo, eu estava perdida.
_ Se acalme filha...
_ Por favor, mãe, eu não quero falar agora.
Passei de volta por minha família ainda atordoada, pelos últimos fatos, quando cruzei com Percy, não resisti.
_ Parabéns Percy, você conseguiu, acabou de dar um fim no meu casamento.
Nem ouvi se ele respondeu, corri em direção ao carro que já estava dando partida.
Foi só o tempo de fechar a porta do passageiro, e ele arrancou, a viagem foi silenciosa demais, nem as crianças falavam nada.
Paramos na porta de casa e Harry falou aos filhos, encarando-os pelo retrovisor interno.
_ Eu vou deixar Ted na casa dele, e quando eu voltar, quero encontrar os três, de banho tomado e na cama.
A voz dele era fria, sem um pingo de humor, meu marido parecia cansado.
Ainda encarei o carro sumindo no horizonte, eu não queria acreditar que depois de uma noite como a de ontem, tudo estava desmoronando, que Deus me ajudasse quando ele voltasse.
Nenhuma das crianças me dirigiu a palavra, eles me culpavam, pelo sofrimento do pai.
Cada um deles se encaminhou para seu quarto, e quando ouvi o som de três chuveiros ligados, eu desabei, como Percy tinha sido capaz de falar aquilo? Se Harry não sabia educar os nossos filhos, o que exatamente, eles estavam fazendo agora.
Fui para o quarto e fiz o mesmo, tomei banho e me deitei, ouvi pouco depois quando ele chegou.
Eu acompanhava com os ouvidos seus atos: entrou pela cozinha, sala, escadas, virou à esquerda e foi até o final do corredor, quarto de Tiago, quarto de Alvo, quarto de Lilian, enfim, nosso quarto...
Ouvi a porta do guarda roupa ranger..., Paft...., um baque seco...., não virei,... Eu não queria encarar a realidade.
Cabides e mais cabides....
Meia hora de tortura, minha vida estava acabando, meu casamento estava acabando..., a mala foi fechada,...
Um suspiro de frustração...
E as palavras amargas...
_ Eu,....
Ele estava hesitante.
_ Eu estou indo Gina, você fez as suas escolhas...
Virei-me, gritei exasperada...
_ Pelo amor de Deus! Ouça-me, por favor, você não pode fazer isso, e a nossa vida, e o nosso casamento, e os nossos filhos?
_ Eu não estou deixando os nossos filhos,... Eu estou deixando você,...
Comecei a chorar alto. Ele se desesperou.
_ Mas que droga, Gina! Pare de chorar, você procurou por isso, eu não agüento mais escutar desaforos de sua família, e sabe o que é pior, e ver que sempre, você vai ficar do lado deles, estejam eles certos ou não, seu irmão quase bateu no seu filho e você ainda o defendeu. EU CANSEI DISSO.
E com essas últimas palavras, ele saiu do quarto batendo a porta e arrastando a mala.
O alcancei na sala.
_ Me perdoe, Harry. Eu prometo....
_ NÃO PROMETA, GINA.
_ Paizinho...
Nossa caçula o barrou de novo. E foi ali que eu vi o tamanho da minha burrada, Lilian desceu correndo as escadas e se agarrou as pernas de Harry, mais uma vez ela escolheu o lado certo, minha pequena fez exatamente o que eu deveria ter feito...
Harry pegou-a.
_ Volte pra cama, amorzinho. Desculpa se o papai te assustou, eu prometo que não vou gritar mais.
Ela travou as perninhas em sua cintura.
_ Não vai papai,...
_ O papai precisa ir amor.
Isso era o inferno, quanta dor, por uma burrice do meu irmão...
_ Eu “quelo” ir também...
_ Você não pode, princesa...
Ela se desmanchava em lágrimas. Harry subiu as escadas e eu supus que ele a colocaria de volta na cama.
Dez minutos depois ele agarrava a mala de novo.
_ Espero que tenha valido a pena, Gina.
E saiu,... Deixando-me sozinha, desamparada, sofrendo, amando,... mas por culpa inteiramente minha... e não,... não tinha valido a pena.
Notas finais
comentem...
Ahhhh, eu quero as minhas indicações de volta.
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